E se você tivesse um lugar no mundo que pudesse auxiliar na sua jornada como estudante? No Cter, acreditamos que o conhecimento deve ser acessível a todos. Por isso, oferecemos serviços acadêmicos de qualidade para que todos estudantes e pesquisadores possam alcançar êxito em seus projetos. Nossas revistas são um exemplo disso, porque é aqui que os trabalhos acadêmicos ganham espaço e visibilidade com todos os registros Necessários. Também temos expertise em produção de books e você sempre pode ficar informado sobre as nossas publicações e outras informações importantes em nossa newsletter. Oferecemos consultoria e orientação para eventos acadêmicos com
foco em eventos à distância. E por isso, nossos eventos acadêmicos se consolidam como espaço de encontro e debate, conectando diversos pesquisadores em encontros virtuais. O nosso compromisso é transformar a Educação em uma ferramenta de mudança. No Center, trabalhamos para que o conhecimento esteja ao alcance de todos, independentemente de onde estejam. C Inter de jovem pesquisador para jovem pesquisador. >> Boa noite a todos. É um prazer estar com todos. Eh, gostaríamos de dar boas-vindas à professora Ângela, professora Ângela Albino da Universidade Federal da Paraíba, que é brilhanta a nossa noite, Né, para trazer um tema extremamente
importante. Professora Ângela vai falar sobre currículo e formação docente no contexto político discursivo da inteligência artificial. E professora Ângela é professora associada da Universidade Federal da Paraíba, UFPB. professora do Programa de Pós-Graduação em Educação, líder do grupo de pesquisas em Políticas Curriculares, Formatação Docente, eh, Grupo Mandacaru, doutor em educação na Linha de políticas educacionais, diretor estadual da Associação Nacional de Políticas e Administração da Educação, a AMPAI da Paraíba. tem doutorado e mestrado em educação na linha de políticas educacionais pela Universidade Federal da Paraíba e mestrado interdisciplinar em ciências da sociedade pela Universidade Estadual da Paraíba.
Também é especialista em formação do educador, graduado em pedagogia com a trajetória profissional Docente de supervisão educacional na educação básica. Professora Ângela vai nos trazer um debate muito rico, contextualizar temática tão importante no evento. Boa noite a todos que estão no chat, quem está chegando agora. Eh, professora Ângela, seja muito bem-vinda. Sinta-se à vontade. >> Agradeço Andreia pelas boas-vindas. Agradeço a Ton que já me recebeu aqui, Está nos bastidores. Agradeço, né, em nome de vocês dois essa estadia, essa passagem por esse evento, né, que nos bastidores a gente comentava, que tomou uma proporção gigante, né,
com muitas mesas, muitos minicursos e muitos GTs com muitos trabalhos, né, sendo apresentados. Então, um prazer dividir e estar nesse movimento, principalmente pensando o conhecimento numa perspectiva interdisciplinar, né, de diálogo com Outras áreas e outras possibilidades. Eu vou falar hoje com uma professora do campo do currículo, né, e com os estudos no campo da formação, na da formação de de professores. E aí a minha proposta é que a gente faça uma conversa, né? tava dizendo a Andrea que acompanhe um pouquinho da conversa dela ontem com vocês. Eu acho que vai ser um bate-papo interessante, né,
nessa dimensão da gente pensar a inteligência artificial, né, dentro desse contexto, mas sobretudo A partir de alguns questionamentos do campo também do currículo. Então eu só pediria André para colocar minha apresentação, né? Eu trouxe alguns slides para não também me demorar tanto naquela na exposição para que a gente também fique com espaço, um tempo para conversar, debater e instigar a quem nos assiste nesse momento, né? Então, eu já falei de onde é que eu falo, né? qual é a minha trajetória? Eh, Andreia fez uma leitura breve, então, a minha intenção Hoje é tentar discutir o
currículo e principalmente a formação de professores dentro desse contexto que eu vou chamar de político discursivo da inteligência artificial, né? a inteligência artificial eh é uma prática discursiva e como prática discursiva a gente entende também como materialidade do cotidiano. Então, eh, não é só um discurso e flutuante, né, a inteligência artificial, mas ela nos constitui, Constitui já o nosso cotidiano, o nosso dia a dia e sobretudo o universo da produção acadêmica e da educação básica, principalmente quando ela aparece como uma força, nãoé, de elemento formativo. Então, quando se pensa atualmente a formação de professores, o
significante inteligência artificial, ele toma um espaço e uma proporção significativa, né, quando a gente pensa nas necessidades formativas do professor brasileiro. Então, eu pensei uma trilha pra gente poder fazer, estabelecer esse diálogo, né? E aí eu vou já colocar para vocês que quando eu falar currículo eu vou falar de processo de conhecimento, né? Então o conhecimento é a base fundante, fundamental de uma estrutura curricular, né? Então, todas as vezes que a gente pensa um currículo de formação, um currículo formativo, eu estou primeiro fazendo uma seleção daquilo que deve ser considerado importante a ser ensinado. Se
a inteligência artificial é um conhecimento importante a ser ensinado, resta para mim, como professora de currículo, perguntar e trazer as questões clássicas. Por que inteligência artificial? Para quem? Com que, né? Então, aquelas perguntas que são clássicas dentro do campo são perguntas que a gente lança sobre esse conhecimento que chega como conhecimento fundamental. Então, quando eu falar currículo, eu tô falando em Percurso de produção de conhecimento. E qual é o conhecimento da vez que a gente tá problematizando agora, que é o conhecimento a ser ensinado, aquele que dá margem e tensionalidade e que faz o professor
selecioná-lo para ser um componente importante para a formação humana. E aí eu trago para vocês algumas questões de tempo e narrativa, né? Sobretudo quando a gente pensa tecnologia, Porque até a nossa noção de tecnologia ela ainda é limitada, né? Eu percebo isso. A gente não percebe, por exemplo, uma caneta como uma tecnologia. E tecnologia pra gente costuma remeter a tudo que é do campo eletrônico, né, ou do universo da internet. Então, pensar um pouco sobre essas narrativas e como elas se constituem ao longo da humanidade. Não vou me debruçar tanto sobre isso, mas eu considero
importante que a gente passe, mesmo que brevemente, Né, para falar um pouco sobre isso. Dentro da minha discussão, eu vou trazer algumas leituras que eu já fiz falando sobre o declínio cognitivo e de justiça curricular e justiça cognitiva, né, sobretudo considerando o potencial da inteligência artificial, que ele não vai ser negado em nenhum momento na minha fala, né? Eu já adianto para vocês que toda tecnologia ou todo meio de produção de conhecimento, ele tem que ser considerado e deve ser considerado no Currículo escolar. Então não há aqui um discurso de negação, mas um discurso crítico
de como potencializá-la de forma crítica, construtiva e humanística, sobretudo, né, nesse currículo, eh, pensado sobretudo para a educação básica. Então, mas vou falar de alguns limites, sobretudo quando vai tratar de declínio cognitivo, porque se currículo é conhecimento, eu tenho que constituir um conhecimento que vá contribuir paraa Minha ampliação cognitiva e não necessariamente que faça o trabalho inverso, que faça declinar. Eh, falando um pouco de colonização curricular, sobretudo por grandes plataformas. Eu acho que essa é uma discussão que cabe muito e principalmente chama e convida a nós professores e formadores a pensarmos como é que esse
conhecimento chega e quem está, né, organizando e com controle hegemônico, né, dessas Grandes plataformas. Eh, eu vou colocar uma questão que para mim ela é elementar, mas eu gosto de me repetir em alguns momentos para lembrar que o conhecimento e o currículo ele sempre vai requerer, né, o desenvolvimento de humano na perspectiva biopsíquica e cultural. Então, se a inteligência artificial atravessa formação humana nessas três dimensões, por que não ativá-las de um modo justo, Orgânico e crítico? o tempo docente, né? uma dimensão que eu vou trazer para vocês, porque quando a gente fala de tecnologia ou
de inteligência artificial, a primeira eh a primeira o primeiro discurso que incide sobre a formação de professores é que eles estão fora do seu tempo. Então, por que é que o professor é retirado do seu tempo presente quando a gente vai discutir sobre a ouvidade tecnológica? Por que que ele é Destemporalizado? Eu sou essa pessoa fora do meu tempo ou a internet ela é o meu tempo, espaço geográfico político comum? É uma outra questão que eu já adianto para vocês, né? Falar um pouco da pedagogia das métricas de forma muito breve, né? De como é
que a gente vai também eh se deixando controlar, né? Por algumas pedagogias da das métricas. Eh, e aqui e termino fazendo algumas referências porque o debate ele é profundo, a gente Não consegue dimensionar, né, nem eh atingir todos os pontos dessa discussão, mas eu trouxe para vocês duas indicações de leitura que eu tenho lido e tenho gostado muito do que eu tô vendo, né, em dois materiais, que são materiais básicos, principalmente se a gente pensar nos professores de educação básica. Então, para começar vocês vão, eu como uma paraibana que amo o meu vizinho Pernambuco, eu
tô trazendo sempre nesses Slides algumas obras, né? A primeira era minha como experimentação de pandemia, né? Esse esse Sul aí, essa chamada ao sul, principalmente em tempos em que a gente é desterritorializado enquanto povo, né? Enquanto agredido, em termos de soberania, eu trouxe aí na no primeiro slide um mapa nos chamando para esse sul, mas eu trouxe também um um uma obra de um artista muito bacana para ir alimentando essa nossa discussão dentro da dimensão estética também, que é o J Borges, né, artista pernambucano. E ele tem essa obra aqui, né, eh, que é o
gavião no fairo, né, uma estilo muito difundida e que as pessoas geralmente compram inclusive suas reproduções para enfeitar as suas casas, né? O gavião no facheiro, vocês podem tomar como esse professor, né, em busca de um voo e fazendo experimentação de um território e de um território muitas vezes espinhoso, mas é esse território que o sustenta, né? E aí, eh, poderia começar, né, colocando para vocês que quando a gente vai discutir currículo, eu já havia dito que a gente tá discutindo sobre o que é o conhecimento. E quando eu falo de inteligência artificial no campo
educacional, eu não tô falando de um conhecimento neutro, até porque em qualquer dimensão de produção de saberes e conhecimentos na história da humanidade, nenhum conhecimento ele foi neutro ou é neutro. Ele é intencionalizado, ele é produzido para atender alguma demanda societária, de desenvolvimento humano, psíquico, cultural. Então, todo conhecimento ele tem uma intencionalidade formativa, ele nunca pode ser encampado, né, dentro de uma perspectiva neutra. E se a Iá ela não é um conhecimento ou um conteúdo neutro, né, a tecnologia enquanto criação cultural e humana, ela é complexa e vai, claro, abranger os Diversos aspectos da vida
moderna. Então, falar de inteligência artificial apenas do ponto de vista, né, técnico de eh eh retirando essa discussão de outros atravessamentos também disciplinares, a gente encorre, né, naquele ferro, velho, erro clássico, de restringir um conhecimento a ponto que ele nem mal nasce e já nasce morto, que é o que a gente chama de conhecimento natimor. ele tá posto, mas a gente não sente ele E nem dá validade social a ele quando a gente olha pra vida prática, pra vida do cotidiano, né? Então, eh, trouxe aqui um um uma lembrança pequena, né, de Gilberto Gil, quando
ele cria a música Cérebro Eletrônico, né, não vou cantar que sou péssima, mas é aquela música que diz o cérebro eletrônico faz tudo então é Gilberto Gil fazendo uma composição artística para reagir aquela discussão que ocorria ali, né, final dos anos 60, início dos anos 70 sobre o computador, Né, o computador chegando como essa novidade, esse cérebro que ia tomar o o cérebro humano e que ia ocupar o espaço do humano. E aí vem o cinema, né, atuando nessa perspectiva e vem as teorizações, a ideia de Siborg e tudo vai se encaminhando pra gente se
pensar dentro de uma outra perspectiva. Muita coisa mudou, né? O cérebro, ele não foi tão cérebro nesse percurso histórico, mas a gente tem, né, eh, outros desafios e pensar Iá hoje não tá Mais eh restrita a se pensar numa parte do que pode ocupar este corpo humano, não é? A Iá, ela chega com essa força discursiva e política de substituição. Não é uma parte a ocupar de humano, é este outro, né, ser sendo criado para ocupar o espaço da vida. Então são tempos diferenciados, mas também com a mesma pegada meio que assustadora de substituição da
máquina pelo homem, né? E algo que ainda é muito comum da leitura estética artística de Gilberto Gil para agora é essa retirada, né, do homem ou da atuação humana e crítica sobre o que está para surgir. Então são elementos que ainda se mantém, né? Então eh são muitas questões hoje quando a gente pensa aí, ah, vai ter espaço para o professor, vai ter espaço para quem? qual é o conhecimento ou a profissão que será invalidada, né? Então são contextos diferentes, mas são medos muito comuns e considerando, claro, né, o potencial e de desenvolvimento tecnológico de
cada Contexto. O que é comum é que chega como medo e chega como algo que vai sobreposicionar aquilo que é humano. tem uma uma outra discussão que eu acho muito interessante pra gente pensar, né, essa dimensão humana do currículo dentro também de uma perspectiva bonita, estética, é quando o boldrilá, né, ele vai se basear em um escritor muito bacana da literatura que que é o Jorge Luiz Borges, né, quando ele vai trazer De Borges a ideia de constituição de um mundo de mapas. Então, Borges, ele vai diferenciar o que é um mundo de mapas e
o que é um território. Para Borges, o mapa é aquilo que a gente desenha sobre o território. Então, eu posso ter um desenho de Florianópolis, um desenho do que é a Paraíba, mapeado. Mas é um desenho esse desenho é o mapa. é o que nos Localiza no mundo geográfico, político, não é, e até estético, mas ele não é o território. Então, eu queria muito que a gente operasse um pouco com essa analogia poética, que não deixa de ser política, não é? de dizer que a gente tá falando de mapas quando a gente fala de inteligência
artificial, mas necessariamente a gente não tá pensando ou às vezes compreendendo o mapa numa constituição de território. Quando eu falo Paraíba, eu falo no mapa E numa localização geográfica que pode ser identificada no mapa mundi, no mapa do Brasil. Mas dentro da Paraíba, há essa Paraíba agora que faz 20º e há a Paraíba do sertão que deve estar fazendo 35, do faeiro e também da Mata Atlântica. Então, necessariamente um mapa ou uma cobertura, ela não revela o que nós somos enquanto território, né? Então, é uma outra eh analogia pra gente pensar o Que é a
IA dentro dessa configuração de conhecimento. Ia é mapa ou IA é território, né? Eh, é um simulacro, né? E aí Bodrilá vai trabalhar com a ideia de Matrix. É um serviço pra gente ou é uma escravidão? é um deserto do real ou pode-se constituir a própria realidade, né? São questões que a gente pode operar com elas essa noite. E aí dentro da eh da geopolítica do Século XX, né, a Shohana Zub, ela tem uma ideia muito interessante sobre a IA, que é colocar essa discussão dentro do capitalismo de vigilância, né? porque ela vai dizer que
ela é muito boa e interessante, principalmente para quem controla os fluxos de dados no mundo. Para retomar rapidinho, não vou fazer leitura do quadro, mas vou só fazer alguns destaques para vocês. Quando a gente pensa a evolução histórica de percepções da tecnologia e não Necessariamente da IA, a gente vai ver que desde a antiguidade, lá na ainda pensando a escrita, né, a chegada do alfabeto fonético, por exemplo, Sócrates já tinha uma preocupação, né? E aí ele ficava preocupado se essa escrita ela não ia enfraquecer a memória e o diálogo oral, que para uma maêutica socrática
era fundamental a oralidade. Então, a tecnologia da escrita, ela surge, né, como um desafio dentro dessa antiguidade. Então, a escrita ela torna-se, né, fundamental dentro do processo histórico, mas a oralidade e a maêutica socrática, ela é tomada por Paulo Freire, por exemplo, como uma supertecnologia, que é a base fundamental do diálogo, a pedagogia da pergunta. Então, a gente atravessa milênios, mas a oralidade é ainda um dispositivo primordial para provocar e fazer pensar sobre o conhecimento, né? E nessa travessia, né, Outros elementos vão se configurando, né, desde a imprensa de Gutemberg, né, que é ainda uma
restrição de uma inovação para elites, sobretudo ainda para traduzir uma Bíblia, para favorecer também ainda um poder da igreja e ela vai atravessando. Mas o que eu quis demarcar aqui nesse quadro de evolução histórica, principalmente sobre o que eu quero pensar com vocês esta noite, é sobre a escola, é sobre o professor. No percurso histórico vocês vão ver que Chega o rádio no Brasil, né, lá nos anos 1950, né, e o rádio também chega com essa esse potencial discursivo de resolução e de levar o ensino para todos. E a gente foi vendo ao longo da
história e do tempo que muitas dessas tecnologias elas serviram muito mais como um simulacro que serviria para ensinar tudo a todos, né? A gente não tá negando aqui o potencial de acesso de democratização da informação, que foi fantástico. Mas quando a gente fala Ensino, aprendizagem, educação básica, muitos desses artefatos eles aindam ocuparam um espaço limitado de privilégio, né, ou de restrição de produção de conhecimento. E aí vamos atravessando, né? Eh, nos anos 1980, 90, quando os computadores vão chegando na escola. Depois v, tivemos o Proinfo e até hoje o que é que a gente tem?
Ausência e manutenção dos espaços, né, tecnológicos, alguns programas encerrados, limites Estruturais e pouquíssima formação de professores. Não fosse isso, a gente não teria o desastre que foi, não é? A pandemia pra gente, ela chega, né, como essa avalanche e poucos professores habilitados a usar uma simples sala do Classroom, né? Então, não tivemos a formação, a gente tinha o meio, a gente tinha a sala ou a gente não tinha internet ou não tinha o computador funcionando. E aí depois, né, nos anos 2000, essa demarcação das plataformas, principalmente online, a internet chegando na escola, na escola básica
do Brasil, se a gente pega qualquer estatística, a gente vai ver os limites, né, principalmente do último senso educacional, o quanto ainda é limitado, né, o quanto ainda é restrito e sobretudo a confiabilidade, né, das informações que transitavam nesse espaço. E aqui eu fiz até uma piada Inclusive, né, do como a mentira e a fake news foi tomando conta até dos currículos de quem estava disposto a ser ministro da educação. Então temos também o celular, né, que tivemos uma discussão que hoje é uma discussão que eu acho ainda muito interessante de ser feita, eh, proibir
ou não proibir, né? Estudos demonstraram dispersão. Outros estudos, claro, vão botar o celular como um potencial, mas pouca gente recebendo formação e Professores ainda sem, né, construir um conhecimento acerca do que é interessante do ponto de vista biopsíquico, cultural, porque não é proibir, né, o que é que é limitante e o que é que é potencial potencial potencializador no celular. Eu acho que a gente não chegou nesse nessa conversa dentro de um nível de maturidade e sobretudo democrática, né? Dentro de uma Constituição em que chega um momento de eu proibir, por exemplo, mas que ele
dispersa, dispersa, mas ele também tem esse potencial e pouco se tem formação dentro desse campo, né? Eh, depois a gente tem, né, a pandemia, mas assim, a gente tem a pandemia, tem a internet chegando, alguns chips chegando pro professor, quem tava no interior, na zona rural também, mas a chegada também de uma sobrecarga docente, né, excesso de plataforma para preencher. E em todos Esses momentos eu vou demarcar uma coisa para vocês, que é a ausência de formação docente no Brasil. a gente não tem uma política séria, sobretudo de formação continuada para professores da educação básica.
Então, o professor ele é retirado do seu tempo, como alguém que está fora do tempo, mas ao mesmo tempo a gente não tem uma política de formação continuada dentro do tempo de serviço, que esse é o outro dilema que nos acompanha. o professor ou ele fica Buscando por fora, precarizando o seu tempo, os seus dias, né, para poder aprender algo sobre a sua profissão, ou isso não vem ou não chega enquanto uma política formativa para ele. E aí a gente poderia trabalhar nessa perspectiva, né, histórica, mas crítica também da gente pensar o que é o
currículo, né, quando a gente faz uma seleção, por exemplo, de conhecimento para as escolas. Eu posso pensar, né, em duas dimensões, um currículo crítico e Um currículo também reduzido ao algoritmo. E nós vamos ter diferenças. O currículo crítico, ele pode sim estar mediado por inteligência artificial. A primeira coluna, né, depois das dimensões, ela não tá negando a inteligência artificial, mas do outro lado, na última coluna direita, ele tá dizendo que pode ser um currículo reduzido a algoritmo, que essa é a nossa preocupação, não é de usar, operar ou não com a IA, mas é como
é que a gente Pode, de repente chegar em um ponto que esse currículo pode ficar reduzido a algum algoritmo. Então, é quando eu penso, por exemplo, ele emancipador dialógico e contextualizado, mesmo com a IA, mas ele também com a IA se tornando muito tecnocrático, baseado apenas em dados de eficiência e padronização. O professor nesse input output, sem nenhuma, né, analogia ou uma invenção própria também do percurso de produção de conhecimento, né? E aí a gente vai Ver outros elementos, né? um currículo muito fragmentado ou orientado por métricas e ranks. Quantas curtidas esse professor recebeu paraa
experiência que ele fez esta semana? necessariamente isso não vai dizer se o conhecimento dele está validado do ponto de vista biopsicultural com seus estudantes ou não. Então são duas dimensões que eu chamo a atenção pra gente pensar, né, o que é um currículo crítico e o que pode ser ouvir A se tornar um currículo reduzido a algoritmo dentro da pedagogia das métricas, né, ou super controlado ou hipercontrolado sem essa avaliação e sem esses tensionamentos humanos. dentro desse processo de pensar, né, uma dimensão eh política e crítica, né, da inteligência artificial, eu gostei muito de uma
análise dessa saiu essa semana do Reinaldo Aragon e aí eu trouxe alguns eh filamentos para vocês, né? Ele traz essa Discussão, né, do que é uma engrenagem de guerra híbrida, né? Ele, claro, vai situar o Brasil dentro desse contexto, principalmente nesse movimento em que o Brasil está sendo super taxado, né? A gente sabe que não é só uma briga ou uma disputa familiar entre os Estados Unidos e Brasil, né? A gente sabe que a gente faz parte de algo muito maior dentro dessa eh disputa política. E uma briga, uma disputa familiar ou jurídica no Brasil
é só utilizada como mote para Sancionar um país que ousa dizer que vai responsar plataformas digitais pelos seus conteúdos. Então, quando a gente tem a a posse do presidente Trump, a gente tem figuras e imagens que são imagens muito fortes, nãoé? É o Elam Musk presente, né? eh o o Zuckemberg, né, lá do Facebook, do Então o os proprietários dos grandes meios, eles estão nessa posse e eles não defendem regulamentação das redes. O Brasil hoje é um país que Diz e anuncia que é necessário e que vai regulamentar este espaço, inclusive responsabilizando as suas plataformas.
Então, questionar e tensionar esse imperialismo de dados, de plataformas e sobretudo de controle cognitivo, porque a gente já sabe o quanto as plataformas têm de poder, sobretudo para decidir uma eleição presidencial de uma prefeitura, de um governo de estado, sobretudo mediada por fake news. Então, eh, a gente tem um imperialismo, um controle, Né, inclusive financeiro. Não é interessante que o Brasil descubra um jeito de fazer transação econômica como o Pix, né, sem utilizar os grandes ou as grandes plataformas. Então, o Brasil ele tensiona politicamente esses grandes reis, né, eh, dominantes dessas plataformas. E aí é
interessante que a gente tenha, né, essa também essa leitura política. Então, a gente tem já um controle eh cognitivo de dados e de informações. O Brasil ele é depende muito hoje de grandes plataformas eh e de de plataformas inclusive que alimentam, né, programas e softwares dos bancos e de outros e de outras plataformas, né, de produção de ciência e de conhecimento no Brasil. e um currículo, né? Quando a gente pensa o currículo como um campo, um um processo de produção de conhecimento, ele é disputado. Ele é disputado sobretudo pelo mercado global. A OCDS Preocupa muito
qual é o currículo sobre qual o currículo que vai ser operado nos grandes países, sobretudo os que estão, né, ocupando a lista e o topo da economia. Mas ao mesmo tempo a OCD ela influencia a gente quando divulga, por exemplo, um resultado do PISA, né? A gente toma isso como uma referência do que tem que ser o modelo educacional para o Brasil ou não. Então, quando eu falo currículo, eu tô falando de um conhecimento que tá em disputa e hoje Quem domina muito o que deve ser esse conhecimento, né? e sobretudo qual é o material
ou quais são os melhores softwares de aprendizagem são as grandes empresas de tecnologia, né, que são as BigTechs. Essas empresas, logicamente, elas detém os maiores recursos computacionais, né, os maiores bancos de dados e sobretudo aqueles que vão eh desenvolver e modelo de a de ponta. A gente tá muito atrasado nessa relação de produção de Inteligência artificial. a gente é muito mais usufruidor, né, delas nesse momento do que produtor. O Brasil ficou um pouco atrás nessa disputa e nessa corrida, né? E aí, só paraa gente ver, né, os Estados Unidos hoje enquanto lugar espaço geográfico político,
né, com a OP, o CHET CPT, que hoje é muito usado, né, não é uma inteligência eh de alcance potente, né, com detalhamento, inclusive compromete várias respostas. Muita gente já deve ter feito essa Experiência. Você pesquisar sobre Paulo Freir, ele só traz a pedagogia da autonomia. Se você quiser uma discussão sobre superavit primário no Brasil, ele traz uma informação truncada servindo a outros eh a grandes corporações, né? Então, eh, não é um espaço, né, completamente ou potente em termos de de produção de dados e, inclusive também produzindo uma série de preconceitos ou operando, elogiando aí
alguns fascistas inclusive que estão e fizeram história Pelo mundo, né, a Google Deep Mind e a Microsoft, o Meta no Facebook, né, a Amazon, Nvidia, eh, na China, o Baidu, Tenset, Alibabá, UAE e outros países, né, como a Coreia, Japão, Alemanha. Mas a gente não está fazendo, né, parte destes nomes que despontam aí na produção de inteligência artificial. E aí vem também os organismos internacionais que vão tentar fazer a regulação mínima do uso dessas inteligências, né? Eu vou indicar para Vocês, por exemplo, um documento que é produzido eh pela UNESCO, né? Eh, é um documento
feito por uma agência global, mas assim é um documento que do ponto de vista didático ele nos oferece eh alguns cuidados, principalmente para o professor de educação básica, que são muito operacionais e que são muito, né, postos assim, colocado dentro de material que eu considerei didático. É insuficiente, é de uma agência global, mas é um material que vale a pena ser Lido, mas são eles que estão e seguem no controle, né? Eh, eu trago para vocês, vou trazer de forma breve, né? Mas assim, eh, eu coloquei aqui esse um, eu vou vou destacar só dois
estudos para vocês, né? Mas esse da Natália Cosmina, né, do MIT. Ela faz um estudo, né, com 54 participantes entre 18 e 39 anos, ao longo de quatro sessões escrevendo redações, né? Em um dos grupos usaram chat GPT, outros buscadores comuns e Outro cérebro puro, que é isso que a gente chama o cérebro que não fez uma pesquisa em nenhum espaço, né, cibernético. E aí alguns resultados, né, de exames de imagem mostraram que quem usou IA teve a menor atividade cerebral, criatividade, envolvimento cognitivo. Eu coloquei lá na frente para vocês que currículo é desenvolvimento bio,
biológico, neuronal, cerebral, né, psíquico e cultural. E eu tô retomando Isso aqui para trazer um aspecto dessa parte mais bio, né, psíquica para mostrar para vocês. Então, além de menor memória das redações, né, depois quando se pedia eh informações das pessoas que haviam usado a IA, as pessoas não conseguiam dar eh feedback do que havia sido produzido, né? Então, o termo leisnesses metacognitiva foi cunhado para descrever a queda na capacidade de reflexão profunda. E mesmo retirando o uso de a, O cérebro desses participantes não recuperou os níveis iniciais da atividade. Então, são experimentações que são
feitas, né, entre indivíduos que estão usando, que não estão usando. E aí é o que eles estão chamando, né, de declínio cognitivo. Então, há uma resposta cerebral limitada se você passa a usar apenas a inteligência artificial, sobretudo para para produzir um texto ou algo novo. Eh, outra, o estudo, né, esse aqui foi Publicado na Forbes, que é da Societes, ele usa um um grupo de participantes maior, né, mas é só para dizer que eles trazem algumas descobertas, né, há um descarregamento cognitivo, né, aqueles que tava usando com mais frequência são propensos a descarregar tarefas mentais,
confiando na tecnologia para resolução de problema e tomada de decisões, em vez de se envolver em pensamento. crítico independente. Então ali se cria uma dependência, né, e há um descarregamento Cognitivo em torno, né, do uso da IA. E erosão da especialização, né, com o tempo, hábito de terceirizar essas tarefas complexas para IA, pode corroer as habilidades necessárias para avaliar criticamente ou desafiar evidências. E outra dimensão é a responsabilidade reduzida. A confiança cega na IA, né, tira a responsabilidade dos indivíduos, criando um precedente perigoso em que erros são ignorados ou descartados. E é o que os
alunos nossos geralmente Têm feito. Há uma confiança tão grande que muitas vezes vê um copia cola com várias informações ainda truncadas que a própria IA não tem dado conta, não é? E uma questão muito simples é que a pesquisa, né, acaba chamando atenção para algo que precisa ser educativo paraa escola básica, que tem que ter um equilíbrio, né? Eh, em ambos os estudos, né, eles dizem que a IA deve ser tratada como uma ferramenta para aprimorar as capacidades humanas, mas não Substituí-las, o que parece uma informação simples, mas que, no entanto, na prática operacional dos
estudantes, ela não se revela, né, de maneira ponderada. eles têm usado muito, né? Aí para responder a tudo. Eh, e aí temos outros riscos, né? Riscos de justiça cognitiva, riscos de justiça curricular. Um exemplo que eu gosto muito, não necessariamente conectado com a IA, mas é quando eh eu assisti entrevista de Obama que ele disse que as filhas até os 12, sei lá, 15 anos, eles não elas não tinham celular, elas liam as obras, elas precisavam ler e executar uma série de atividades. Então, outras notícias quando mostram o filho de Zuckemberg eh, estudando ou trabalhando
com materiais muito experimentais, sensoriais, né? Então, quando eu trago para vocês a Dimensão da justiça cognitiva e justiça curricular, é pra gente pensar para quem vai ficar o copia cola e para quem vai ficar o pensamento crítico robusto dentro da apropriação da inteligência artificial. Com quem fica cada padrão de conhecimento? Quem vai ter controle sobre o que é produzido em termos de conhecimento? haverá uma possibilidade de injustiça cognitiva Com os mais pobres ou mais limitados intelectualmente ou culturalmente. Um aluno que acessa muitos bens da humanidade, como museus, viagens, música, cinema, ele tem mais aparato estético,
simbólico, sensorial para produzir uma ciência ou algo novo. como fica esse processo de justiça cognitiva e curricular com a IA? Quem vai exercer a força e o controle crítico sobre o que é produzido em termos de conhecimento? Então, eh, só para me adiantar, né, eu vou colocar um pouco dessas questões, não no sentido de tentar respondê-las, né? Porque a gente hoje tem muito mais interrogações do que respostas sobre essa discussão, mas é para que a gente pense junto, sobretudo direcionando o nosso olhar sobre a formação de professores, sobre o que pode ser esse currículo e
o que pode ser esse processo de construção de conhecimento, né? Mas um dos elementos que eu vou destacar Nessa minha fala é que hoje a gente já tem um controle, né, das métricas educacionais, principalmente quando a gente plataformizou muito a educação, o registro dos alunos, o que cada professor faz, né? Então, a gente já tem um controle sobre isso e ao mesmo tempo um adoecimento exacerbado da categoria docente sobre esse controle e sobre esse cansaço, essa sociedade do cansaço bem muito bem colocado na obra eh de Bill Chan, né, Que ele vai discutir um pouco
como é que a tecnologia ela vem no sentido de cansar, né, e operar muito bem, né, dentro de um sistema capitalista e neoliberal de produção de subjetividade escravizada e não necessariamente numa produção de subjetividade criadora, criativa, né, de um mundo, de uma outra ciência, de um outro conhecimento. eh algumas questões pra autonomia pedagógica, né? E quando o professor é tirado do próprio tempo e que alguém Diz: "O professor hoje ele está muito por fora do que é IA, do que é tecnologia. O professor está no tempo certo, que é o tempo, no expressão freiriana, é
o tempo que cabe a ele. Se ele não tem tempo para formação, não há um conhecimento no mundo em que um professor não possa aprendê-lo. Então, um professor ele é capaz de operar com qualquer sistema, com qualquer plataforma, desde que ele seja trabalhado para isso, principalmente se O trabalho for feito e a formação for feita dentro do seu horário de trabalho, considerando, né, as substituições para sua sala de aula. Mas o professor ele está dentro do tempo dele. Se nós temos inteligência artificial, é tempo de aprendê-la e aprendê-la criticamente, né? Mas quando essas plataformas, né,
sobretudo uma base nacional comum, que hoje a gente já tem ela muito estabelecida sobre que competências os alunos têm que alcançar e que Aprendizagens esses alunos têm a a fazer, esse professor ele vai se retirando da função primordial dele, que é decidir com os alunos sobre o melhor conhecimento, né? tem tanto conhecimento potente, tem tantos letramentos necessários, né? Tem gente que conhece a economia mundial e não conhece a economia do seu microlugar. conhecem os cientistas que estão fora e não conhece os os criadores do seu município. Conhecem e sabem dizer e Localizar uma tela de
Monalisa ou até identificar os geraçóis de Vanangog, mas não reconhecem Pedro Américo numa cidade tão potente que é a Areia Paraíba, por exemplo. Então, eh, como é que o conhecimento universal e global ele vai se sobrepor a outros conhecimentos que são potentes, mas são minúsculos diante da disputa mapeada global e universal. Para onde os jovens e as crianças desejam ir quando olham o mapa munde? como os mapas foram apresentados para Essas crianças e como os territórios foram revelados. Tem muita criança desejando conhecer Europa, Estados Unidos, mas tem pouca gente, né, às vezes pouco jovem desejando
conhecer Machu Pito, explorar, né, civilizações fundamentais e produtoras de conhecimento pelo mundo. Como se constituiu esse desejo geopolítico? Então, quais são as forças de operar com conhecimento dentro de um campo de IA? é A gente continuar mapeando e conhecendo por cima o mundo ou sufocando cada vez mais o que é territorial e o que é potente em termos de localização de de de conhecimento. Essa é uma problematização que eu considero fundamental, considerando que o currículo é desenvolvimento biopsíquico. E agora eu chego para vocês nessa dimensão mais cultural, qual é o conhecimento poderoso e quem é
que está me informando sobre o que é Este conhecimento poderoso, por exemplo? Então há uma tendência a padronização e descontextualização, universalização de soluções e enfraquecimento dos contextos socioculturais diversos, não é? A gente sempre traz a informação generalista, né? Se eu perguntar para o chat GPT quem é Zé Pituca, que é um artista popular, por exemplo, aqui da Paraíba, o Chat GPT não me dá nada sobre ele. E para muita gente o que está na rede é O conhecimento poderoso. E esses conhecimentos mais localizados ou mais potentes em nível minúsculo ou micro, mas tão potentes quanto,
eles são subalternizados dentro de uma ideia de currículo nacional, de um currículo global. Eh, então eu acho que hoje o desafio pro professor, né, é a gente usar, né, a inteligência artificial de forma inteligente, mas é a gente também pensar por é que elas ela nos oferece tais Informações, quem regula e por que ela me dá exatamente tais soluções para o meu problema. Então é uma expressão de carregamento maêutico mesmo, é volotar o princípio das coisas e retomar, né, algumas marginalizações do currículo, principalmente quando a gente deixa filosofia com apenas uma aula semanal, sociologia, uma
aula semanal, artes, uma aula semanal. Eu não sei que pensamento ético, estético e crítico a gente vai construir num currículo reduzido, Marginalizado para a filosofia, por exemplo, como esse que se apresenta pra gente. Então aqui já me encaminhando, né, para esses finalmentes paraa gente poder conversar um pouco mais, né, a gente sabe que na IA e na tecnologia, de um modo geral, a gente tem muitas potencialidades e muitas possibilidades, mas ela não vai se dar, sobretudo na escola básica, sem um processo de formação continuada. Informação não é informação, É estudar, é analisar os fenômenos, é
escolher os melhores caminhos para os nossos alunos e com esses alunos, né? Então ela é importante que ela tenha essa função aditiva, né, e sobretudo crítica de quem as produz. trago aí a ideia para vocês, né, e insisto numa pedagogia da pergunta, cuidando sobretudo com os esvaziamentos curriculares que eu coloquei, sobretudo do campo da filosofia e da sociologia, do conhecimento, né? Coloco aqui para Vocês também alguns desafios pra gente pensar a formação docente e um currículo crítico, né? sabendo que currículo é espaço de discurso, regulação, domínio, seleção, representação. A IA ela não é neutra, né?
a gente já operou com isso desde que eu comecei a falar e todos eu acho que t essa essa esse entendimento. Eh, o docente ele tem que ser entendido como um profissional orientador da aprendizagem que aprende com e traça os Caminhos com os alunos, né, a partir de um olhar crítico, versátil, construtivo e sobretudo cultural, de não menosprezar aquilo que cerca esses alunos, sobretudo a sua própria realidade, né, reconhecendo seus universos e seus territórios. Acho que uma dimensão que já foi tocada, sobretudo pela apresentação também de Andreia, foi a dimensão e o desafio ético que
a gente tem frente às desigualdades educacionais, Né? A quem vai caber um IA de grande potencialidade descritiva, analítica, ou a quem tá cabendo só o chat GPT na versão gratuita, porque não pode acessar os outros meios. Então, uma dimensão de desigualdade, eu acho que ela precisa também ser pensada nesse sentido. E aqui tá o material que eu indicar para vocês, que é o marco referencial de competências em inteligência artificial para professores. Basta só colocar esse título que esse material vai aparecer Automaticamente para vocês baixarem de forma gratuita, né? Mas ele, do ponto de vista didático,
eu acho que vale a pena a gente dar uma olhada nesse marco referencial. E uma outra obra da Poliana Ferrari que eu acho muito interessante, principalmente pra gente que atua na com professor da educação básica, eh, não é uma obra pedindo para não usar IA, pelo contrário, é pra gente fazer experimentação, né? Mas experimentação Crítica e sobretudo quando alguém tiver na intencionalidade de destemporalizar a gente dizendo que a gente está atrás de algum conhecimento ou está atrasado em relação ao conhecimento, a gente tem a capacidade de desacelerar e analisar de forma muito crítica aquilo que
a gente escolhe como potencial potencializador de conhecimento ou não, né, para o currículo de educação básica. Este livro também está disponível e pode ser baixado, né? É desacelerar, Resistência e combate à desinformação na área das inteligências artificiais. Ele vai eh essa obra da Poliana, ela vai fazer exatamente esse movimento, é pra gente se apropriar, utilizar, né, e demandar alguns cuidados éticos, não é, da IA. Aqui no final eu tinha sugerido alguns alguns meios de código aberto porque nos interessa muito o que é gratuito, o que pode ser utilizado principalmente na educação básica, né? Mas não
vou ser Pragmatista, né? Aqui temos algumas ferramentas. Depois essa apresentação ela pode ser colocada aí na na na própria rede, né, do do instituto que que organiza esse evento tão bacana. E por enquanto é isso, né? e fico aí disposição para pensar junto com vocês e debater junto com vocês. Agradeço. Professora Ângela, muitos insightes sua fala e um assunto muito pertinente, né, dentro dessa dessa discussão da formação, é o para onde, né, para quem, A qual território essa, qual é o território que essa tecnologia alcança, né, qual é o viés desse algoritmo, essa formação do
docente, a questão do esvaziamento eh curricular. o docente ser formado para ensinar, aprender, né? Muitos pontos importantes que vem a é uma miscelânia de pensamentos e muito foi muito assim eh importante um ponto que entre vários, né, que você trouxe, mas principalmente a questão do Conhecer, né? O aluno quer conhecer a Disney, mas ele não tem tanto interesse de conhecer a América do Sul, por exemplo, ou até, vamos colocar, ele não quer conhecer o Beto Carreiro dentro do próprio país, ele não quer, né, um equivalente dentro do setor eh de de parques, por exemplo. não
quer, não, não tem interesse de conhecer uma diversidade de fauna, de flora, eh, né, ver, conhecer o norte, nordeste do país, O sul, sudeste, depender de onde ele se encontrem. E o algoritmo da inteligência artificial, bombardeando até mesmo na questão estética das imagens que são geradas, até por uma brincadeira, né? A gente eh vê isso como aquelas figuras de livros de geografia. Eu lembro quando eu era eh aluna do ensino fundamental, eu me perguntava sempre por não aparecia em Alagoas. Eu sou natural de Alagoas, moro em fico dividida entre Alagoas e Sergipe. E eu sempre
me perguntava Porque não existia fotos retratando Alagoas nos livros de geografia. E era um uma inquietação que que eu tive durante muito tempo. E os professores eles diziam: "Ah, mas é porque quem faz o livro eh não coloca". E eu, mas aí eu ficava, mas eles não sabem que o livro vem para cá, por que que eles não colocam? Eu sempre fui uma aluna muito considerada por alguns professores como cri, justamente, né? Por conta disso, a aluna aqui vai lá e pergunta e por quê? E talvez por isso eu quis ir pra área docente. >>
E essa questão do algoritmo do viés é preocupante porque daqui a pouco a inteligência artificial ela tá nos direcionando para um currículo, uma formação docente única. as metodologias, quando a gente fala de metodologias ativas, a gente consome muitos softwares, muitas plataformas, muitas plataformas que são programadas por empresas que estão fora do Brasil. E Aí entra todo um questionamento, né, LGPD, nossos dados estão indo para que corporação, qual é o viés político partidário dessa corporação, né? nada é neutro, não existe eh ensino é pelo ponto de vista de corporação, né? Uma empresa, ela não vai investir
milhões numa plataforma de ensino, uma grande empresa, se ela não tiver por trás numa política organizacional, valores, né, coisas que regem as grandes Empresas. E isso aí vai ser refletido nos algoritmos. Então é o grande exemplo, né, que eu gosto de dar do reconhecimento facial. Se é um algoritmo, existe algoritmo de reconhecimento facial que tem eh vieses racistas, né? Quantas pessoas inocentes não passaram pelo processo de reconhecimento facial, foram consideradas culpadas, depois no processo de investigação foram inocentadas. E aí eu fico pensando para Onde isso vai pro nosso currículo, né? o esse livro cada vez.
Será que os os livros vão ser editorados com auxílio da IA, né? Os projetos políticos pedagógicos criados com o uso da inteligência artificial? Qual vai ser a importância, os tópicos de maior importância nessa formação docente? Então, é uma preocupação também que eu vem que me vem com recorrência à mente é essa essa questão da inteligência artificial ela ter esse Viés, né? Ter aquela caixa preta do do algoritmo que nós não vai chegar um ponto que a gente às vezes não consegue explicar o o fundamento, né, daquele algoritmo da IA. E vai chegar esse momento que
o professor ele vai se deparar com um material criado pela inteligência artificial que ele não vai ter como ir atrás às vezes da fonte, né? A gente vê e há que cria fonte que não existe, referência que não existe, né? E os alunos muitas das vezes eles não Têm senso crítico para averiguar isso. Ou pela imaturidade, eh, do não ter o critério, né, de de investigativo ou conhecimento técnico ou às vezes desinteresse, né? Eu acho que hoje não dá para lutar contra a tecnologia, né? É, o celular em sala de aula é uma realidade que
a depender do nível de escolaridade da da da coisa, a gente não consegue mais eh separar, infelizmente, é enxergar Aquele celular como uma ferramenta e ensinar o aluno, já que os chat GPTs eles estão cada vez mais presentes no dia a dia do aluno, do professor, é aproximar esse uso de forma consciente. de forma ética, né? Trazer isso. E eu acredito que para formação também, para questão curricular é muito importante. A senhora trouxe, você, né, tão jovem, você trouxe uma reflexão tão tão densa que eu fiquei pensando, poxa, como vai ser o professor De artes
daqui alguns anos? Como nós vamos formar um professor de artes, né? E o que que vai pesar mais nesse currículo? Introdução ao Barroco, ao prompt para criação de arte digital. Qual vai ser a carga horária para arte gótica, por exemplo? Vai ser para desenho digital? O quão isso vai impactar também na nossa na nossa memória, né? no conhecimento. Eu acredito que talvez nós vamos ter uma uma perda muito grande aí De algum de densidade no no quesito de conhecimento. Professora, tem uma pergunta da Fernanda. Ela >> pergunta de que forma a formação docente poderia abraçar
a IA nos currículos de formação inicial e ela complementa que a a IA, cadê a realidade dos estágios entra em conflito constante com as IAES, certo? Vamos fazer bloco ou tem mais alguma, Andreia? Sim, temos outra aqui. Tô vendo se é possível afirmar que a educação brasileira tem se se preparado, né? Eh, temos mais algum? Tem outra, como o PNED pode contribuir com esta nova realidade que permeia tanto os alunos quanto professores das escolas públicas, das escolas públicas. OK. Temos três grandes perguntas, né? E em tempos de a gente também gosta Muito da da pergunta
como, né? como é que a gente pensa, como é que a gente faz. Mas assim, a primeira questão acho que foi a de Fernanda, eh, pensar hoje, inclusive a própria estrutura dos cursos de formação continuada, quando a gente discute currículo, é fundamental que nós tenhamos disciplinas, componentes curriculares que tratem desta temática. Então, se você começar a analisar os cursos de formação de professores no Brasil, a matriz curricular de cursos Como pedagogia, licenciatura em biologia, licenciatura em matemática, você vai verificar que no Brasil os cursos de formação inicial, sobretudo, né, os que ainda são predominantes nas
universidades, seja pública ou privada, mas eles não, elas vão ter pouquíssimos componentes dedicados ao letramento digital. Eu tô colocando letramento digital já respondendo um pouco a questão eh de Fernanda, que traz essa preocupação com A formação inicial. Então agora numa discussão de NDE lá na UFPB, eu embora não seja da área, eu acabei compondo um plano e uma proposta, né, de disciplina para o curso de licenciatura em química, que nós tivéssemos uma disciplina de letramento digital com foco, né, claro, inteligência artificial, que este conteúdo seja também um conteúdo elementar para a produção de conhecimento. E
aí, claro, nós temos professores que Já trabalham na universidade com informática básica, nas licenciaturas, mas muitas vezes são conhecimentos ou componentes curriculares que dimensionam muito atividades técnicas de uso de tecnologia e não necessariamente de uso ou produção de material didático dentro dessa, né, desse arcabolso tecnológico, sobretudo movimentando ele a partir de inteligência. artificial. Então eu acho que entender isso e dimensionar isso dentro do currículo de formação inicial É urgente. A gente precisa de componentes disciplinares que envolvam letramento digital com foco lógico também eh na dimensão da inteligência artificial, né, que é uma das dimensões desse
letramento digital. Então não há uma formação, né? Eh, então é antes do professor chegar à escola, inclusive até nos estágios, que esse pudesse inclusive não ser um componente de fim de curso ou apenas optativo do curso, mas fosse um componente inicial e obrigatório e que Atravessasse esse currículo de formação de professores. Eu acho que essa é uma questão que a gente precisa pensar. A outra questão também muito importante é sempre desafiadora, que é pensar a gente, a gente pensar ou, né, se questionar se a gente tá dimensionando isso, né, dentro da formação, sobretudo a partir
de uma discussão ética. E assim, a gente não tá e a gente tem discutido e ainda tem eh constituído formações Continuadas de professores eh muito pouco dimensionadas a partir desses conteúdos de letramento digital e sobretudo colocando, né, eh eh uma dimensão que a segunda pergunta nos traz, que é a dimensão ética. Então, se questionássemos hoje sobre o que é que nós, enquanto professores ou professoras da educação básica podemos ou sabemos, eu acho que a gente ainda sabe pouco ou, né, temos pouco letramento e sobretudo pouca discussão Sobre a dimensão ética. Basta entender a própria discussão
política sobre a regulamentação das redes. Então você escuta afirmações, né, ou programas de YouTube falando assim aberrações sobre isso, né, inclusive que a inteligência artificial já substitui os péssimos professores, né, e que não faz muito sentido até o aprendizado de línguas. Então eles colocam a dimensão da inteligência artificial dentro de uma dimensão técnica de Sobreposição, né, da do que é o humano e do que é criação do novo conhecimento ou da pesquisa ou da criticidade. Então, eh, a partir dessas falácias, você entende, né, que a gente não tem se preparado muito, porque quando a gente
fala em qualquer conhecimento que é tensionado no campo social, se tem um espaço que precisa aprender rapidamente esses conhecimentos, é o espaço da escola básica. E você percebe que ele é o último a ser atendido, até porque uma Política de formação continuada, ela é negligenciada em todos os campos, seja no público ou no privado, né? Não é porque a escola ela é privada que ela oferece, não. Às vezes ela para uma semana pedagógica, traz palestras e considera isso formação continuada. Isso não é formação continuada. Isso é o que a gente caracteriza no campo da formação
docente, né? E os meus estudos mostra um pouco disso. Isso é o Que a gente chama de eventos educacionais. Isso não é formação. Formação é a gente ter processo, continuidade, aprofundamento, releitura e feedback do próprio professor, né? Em termos de avaliação, eu tô suficiente nesse conhecimento ou a rede me oferecer aquilo que eu estou pedindo como um conhecimento necessário. Se os professores estão demandando aprender sobre alunos com deficiência, esse tem que ser um conteúdo importante da Formação continuada. Sobre a esse tem que ser um conhecimento importante, mas ele não se realiza em um evento de
2 horas, de 4 horas à distância. Ele tem que ter um programa, ele tem que ser continuado, ele tem que ter um retorno dos professores para ver até que ponto chegou ou não, o que é que eles precisam mais. Então é sistematizado e durante o ano e durante os planejamentos ele não é e não pode ser ou ter esse caráter episódico de Festividade. Ah, a palestra de abertura foi sobre a A palestra é um conjunto de informações, mas não é letramento digital, não é letramento. processo, requer o uso, a experimentação, a devolução, o retorno, a
leitura. E o cérebro humano precisa de tempo e disposição política, de uma boa formação continuada para que isso ocorra, né? Então, eh, eu não sei necessariamente se a terceira questão se referia a PNLD ou PNE, mas assim, eu vou tomar a pergunta como uma questão de política geral, seja uma política, né, de plano institucional, né, educacional, seja uma política de formação ou de plano inclusivo, né, ou de produção de material didático ou de material institucional, ou uma política, né, que a gente vai ter eh, no próximo ano, né, a gente vai vislumbrar o novo o
o o novo Plano Nacional de Educação para os próximos 10 anos no Brasil. Mas seja que Direção política for, a gente vai votar e eu vou votar a mesma questão que foi que atravessou, na verdade, as três questões, é a necessidade do letramento digital. Então, eh, o professor precisa dimensionar a partir de uma formação técnica, pedagógica, crítica, como assimilar esses movimentos, né, e como operar com a inteligência artificial de modo inteligente, né, e não apenas informacional ou copista, que é o que tem sido e se revelado, né, dentro do Cotidiano dos alunos. Eles copiam, quando
você problematiza, acontece o mesmo processo que aconteceu com a pesquisa do MIT. Você não consegue extrair nada. Então, o conhecimento oralizado é um conhecimento que eu valorizo muito na produção, por exemplo, dos estágios supervisionados na universidade. Então, os alunos eles observam, eles assistem, a gente precisa dialogar teoricamente com aquilo que foi observado, não é? Para que eles observem os fenômenos a partir de estudos que já existem sobre esse fenômeno, mas eles precisam expor como é que aquilo está se constituindo enquanto uma realidade educativa. Então, por mais que eles tendem copiar ou criar uma situação, eles
precisam fazer esse movimento, né, de que conhecem e que estão entendendo sim o fenômeno. Porque se não tiver essa expressão oral, eu tenho certeza que se a gente fica no plano da escrita ou do Copia e cola, não vai ficar, né, um conhecimento eh producente, né, ou decente para esses esses alunos estagiários. Então, eu acho que a gente tem que buscar essas articulações possíveis, não é? Hoje na pós-graduação, eu vejo algumas ferramentas que são muito bacanas, sobretudo pra gente fazer estado de conhecimento, por mais que elas ainda sejam restritas, mas elas nos oferecem caminhos ou
construção, né, já dizendo quantos artigos foi produzido Sobre um tema. E ali você tem o trabalho apenas de aprofundar e fazer umas buscas mais refinadas. Então, hoje a IA ela direciona e nos ajuda em muitas dimensões de pesquisa. Mas ela não cria o novo. Ela não cria o potencial de criar ou tudo que ela vomita pra gente foi a alimentação que nós fornecemos para ela. Nada do que ela tem é não humano, né? Então, algumas matérias que, claro, todo mundo já tá pensando numa perspectiva, né, da Própria inteligência se autoproduzir num movimento bem autopoético, né,
mas numa dimensão mais tecnológica, dela ser autossuficiente. Eu não questiono e não duvido de nada, sobretudo quando tem o humano nesse processo de criação, mas por enquanto ela vomita, que já tá produzido por nós, humanoides, né? E aí que é que tu cria de novo dentro desse processo ou como é que ela vai ser alimentada, né? A partir de que contextos? Acho que é Interessante que a gente faça essas experimentações críticas, eh, orgânicas da IA, as fantasiosas. Acho que é interessante também a gente também transitar no universo cinematográfico das projeções futurísticas sobre isso e a
gente fazer essa experimentação sobre esse tempo que nos cabe, o nosso tempo, né? É um tempo de constituição cultural, né? que se fez através dos anos, mas o tempo que eu piso o pé é o tempo que me cabe. E eu, Como professor, eu tenho total condição de me apropriar de qualquer outra linguagem, de Libras, de uma língua nova, né, como o inglês ou como espanhol, e uma linguagem, um letramento novo, que é um letramento mediado pela IA. Então eu acho que, né, se a gente pensasse hoje numa resposta no campo da educação básica do
currículo, eu chamaria atenção para a formação, sobretudo na perspectiva de um letramento digital continuado, ativo, Crítico, reflexivo, né, tomando e sendo parte deste tempo, experimentando e usando de forma crítica e também dentro de uma compreensão política em que os privilegiados ainda atuam ou podem ser muito favorecidos, né, dentro de uma desigualdade cognitiva curricular promovida pelo pelo próprio potencial de quem detém o poder de acessar as melhores inteligências artificiais, as mais refinadas e aqueles que não Conseguem acessar ou comprar ou possuir os melhores softwares, né, de produção de conhecimento. Então, acho que esses são os tensionamentos
do currículo. O que é que a desigualdade pode fazer, né, dentro desse contexto? Se esse conhecimento ele é universal, a quem cabe, a quem produz, para quem produz, como é que dentro de um contexto brasileiro a gente se apropria e usa e se pode dizer ético e crítico, né, diante do que tá posto? Acho que Basicamente é isso, >> professora. Ah, chegou num momento importante do quem, né, produz, quem produziu, que a Iá tá se apropriando. Então, aí entra na seara da minha formação, que é a área de propriedade intelectual, né, e o direito autoral,
né, e aquele material que o professor coloca num blog, aquela experiência docente que ele Compartilha com os colegas num blog, a troca que era orgânica, né, ah, uma atividade que eu faço em sala, uma dinâmica que que eu desenvolvi, que eu criei, que eu coloquei no YouTube, né? Seja uma simples dinâmica de grupo em sala de aula ou um artigo de opinião. Então, essa questão do autoral. Hoje você pergunta, pede pro aluno fazer um um uma pesquisa, aí pergunta: "Qual é a fonte?" Ah, é o chat GPT. Não, a fonte. Quem escreveu isso? Ah, foi
o Chat GPT. Não, o chat GPT trouxe de uma fonte, se é para pra gente usar aí a inteligência artificial, que a gente consiga pelo menos conscientizar as pessoas de que existe um autor, né? Eh, esse autor ele já está perdendo o seu direito econômico, material, vamos coloco, né? Porque muitas das vezes é um artigo que é acesso pago, não é acesso aberto e ele Pode ter ou não pode ser ou não acessado por essa inteligência artificial. Nós não sabemos como isso acontece. é chamado de caixa preta, né, do algoritmo. Então, a gente não sabe
como essa inteligência artificial acessou aquela informação. >> Na hora que ela coloca aquele link, você clica, dá para um artigo que é fechado, de acesso fechado de uma grande de uma revista, né, de um grupo. E aí é um grande problema. Eu não posso acessar Aquele artigo para conferir se o que o chat GPT, por exemplo, que a IA me entregou. E aí eu vou referenciar aquilo no meu trabalho. Será que eu tô realmente falando aquilo ali? Então, antes esse letramento digital é o que a minha geração, eu acredito, passou com Wikipedia, >> né? Eu
sou de 86 e eu lembro que quando eu tava na minha primeira graduação em 2005, as fontes, o copia e cola, a gente só Mudava a fonte do trabalho para não ficar muito na cara, tirava os links e vinha muita coisa do Wikipedia e tinha lá fonte Wikipedia e tinha professor, eh, demorou para chegar a metodologia científica. E aí é um outro erro que eu acredito dentro da do currículo, porque metodologia científica era para ser uma disciplina do início da graduação, né? Era para ser logo no início da graduação, metodologia científica, né? E aí o
professor disse: "Não, a fonte não É lá do site, alguém escreveu, tem que ter uma fonte". Então eu fui passando por esse processo de letramento para poder entender o que era uma fonte, uma pesquisa, né? que aquele site ali não era tão confiável. E aí o professor teve que sentar e explicar. Olha, aquele site ali é um site colaborativo. Você pode criar uma conta e alimentar com a informação que você quiser. Você pode criar uma página sobre você, colocar a informação que você quiser. E aí aquilo Me deu uma, eu nossa e será que o
trabalho que eu botei, que eu fiz, eh, é, né, tem credibilidade? Então eu acredito que nessa parte desse letramento é muito importante trazer a questão da propriedade intelectual também, porque muitas das vezes nós esquecemos de citar a fonte, de questionar a qual é a fonte, quem foi o autor, qual é o autor, qual é a obra, né? Ah, eu lembro que o que o quando Tava na moda de fazer a imagem inspirada nos estúdios Gible, né, foi uma foi tomado pela pela, né, as redes sociais, todo mundo colocando e bonitinho o avatar e o autor,
o o artista disse: "Eu não apoio, eu não gosto do que estão fazendo com a minha arte". E o público, nós consumidores da arte dele, muita gente não respeitou. Então, né, aquela coisa, o será que Van Gog gostaria de ver o seu traço sendo utilizado dessa forma que tá sendo pela Inteligência artificial? Ah, mas é uma inspiração. Uma coisa é inspiração para uma pessoa que não vai replicar, né? E quando a gente passa isso pro conhecimento técnico científico, tem a questão do plágio. A verificação do plágio tá ficando cada vez mais difícil. Então acredito que
na formação docente a gente tem que trazer a propriedade intelectual também paraa formação docente, porque é um problema muito grande hoje nós pensarmos direito Autoral e inteligência artificial, né? Muita gente acredita que não caminha junto, mas caminha, né? A nossa fala aqui, tá gravada no YouTube, é de acesso aberto. Ela pode ser eh lida, né, transcrita e por uma inteligência artificial e gerar isso um PDF. E esse PDF ele pode ser acreditado ou não ao que nós falamos, né? Então assim, é um é uma discussão que eu acredito que tem o letramento digital, né? Hoje
as pessoas às vezes esqueceram algumas Ferramentas básicas, então até mesmo a questão das das ferramentas básicas mesmo, né, da tecnologia. E eu acredito que vai ser necessário eh incluir na discussão a propriedade intelectual, o direito autoral, a ética, mas também o direito autoral, porque professor ele tá diuturnamente trabalhando com o capital intelectual dele. Ele cria o material de aula, ele cria o slide, ele compartilha com o aluno. É um material. Esse material pode ter o ISBN, ISSN. Esse material pode ser depositado na Biblioteca Nacional. Esse material pode virar um e-book, pode ser um e-book, é
uma apostila. >> Sim, >> é um conhecimento. E esse conhecimento ele precisa entender que é valorizado, que é protegido, né? A gente não pode deixar de proteger a nossa propriedade intelectual. Tem alguns países que estão permitindo já eh A proteção eh facial para evitar o uso, né, da imagem >> das pessoas indevido. Então é uma discussão que é muito profunda e o professor muitas das vezes ele esquece que a ferramenta dele de trabalho é o intelecto >> na correria do dia a dia. Intia, >> né? Isso. >> E é importante, >> muito boa essa isso
que você traz, Andreia, porque a ferramenta do Professor é produção de conhecimento, né? Professor é pesquisador, é cientista também, né? Mas é muito interessante que isso que você traz, principalmente para o letramento digital, que é assim, o professor se reconhecer como produtor de conhecimento. E é um conhecimento muitas vezes imaterial e simbólico, porque a gente produziu, porque nessa nossa troca simbólica a gente tá produzindo outras formas de entender um fenômeno, né? sobretudo quando você traz Aí muito bem essa noção de propriedade intelectual, que para o professor, principalmente das ciências humanas, ele produz muito e como
ele não consegue objetificar ou materializar aquilo que ele produz, é muito mais difícil dele se reconhecer dentro do próprio movimento. E um dos aspectos que eu acho interessante na tua discussão de de eh propriedade intelectual é que a gente traz a dimensão humanística do currículo, que é reconhecer, Né, o outro como um produtor. Quando você disse o exemplo, né, o menino disse: "Ah, foi o chat GPT." Não foi o chat GPT. Quem produziu essa sua informação? Olha como o movimento ele é humanizador do conhecimento. Olha como o movimento ele é estético, ele é político. Quem
produziu? É uma pergunta muito curricular, né? Não é o chat, ele junta quem produziu, quem é a fonte. assim, acho muito pertinente essas essas suas Considerações, principalmente sendo uma estudiosa do campo, mas eu entendo a o reconhecimento da propriedade intelectual como um processo que cabe perfeitamente na ideia de letramento digital. Se reconhecer nisso que você tá chamando atenção é ser alguém letrado, né? é alguém se reconhecer como produtor ou reconhecer e ter o cuidado de reconhecer a propriedade, sobretudo alheia, né, o direito à identidade. no Código Civil, né? Eu já atuei em em Comissões na
universidade de sindicância investigativa e foi muito difícil a gente identificar o que era um cyber bullying, porque ele não era reconhecido dentro do Código Penal e você tinha que usar o Código Penal para encaixar ou não o ato do aluno. Então, mas uma coisa que é muito importante, André, que você traz essa ideia, né, da constituição de propriedade até sobre a íris dos teus olhos, né, reconhecimento facial, banco, todo mundo quer fazer isso. Poxa, mas Onde é que fica o teu direito, né, a privacidade humana? Assim, até que ponto? Porque se a íris do teu
olho é captada, o banco tem, já tem teu tua digital, já tem um controle algoritmo sobre todas tuas as tuas pesquisas, que se tu quer comprar um pneu, basta falar que daqui a pouco já vem toda, né, a gente já recebe o disparo, né, das empresas te oferecendo aquele pneu, né? Então, até que ponto a gente vai se resguardar da propriedade Do direito, que é o que a gente chama lá no campo do direito, né, quando eu fui ler para responder a comissão de sindicância, que é o direito a eh a identidade e à privacidade,
né? A eh na verdade no código eles chamam direito à personalidade. É da gente não ser tão invadido a ponto, né? da nossa subjetividade ser o tempo todo coptada, redirecionada, redimensionada, a ponto da gente já não se reconhecer, né, ou desejar apenas o Que o algoritmo tá dizendo, que é objeto importante e único pra gente. Enfim, mas assim, acho que suas ponderações elas são muito interessantes eh nesse sentido e são assim para mim cruciais também nessa dimensão de letramento digital. ou a gente faz esse movimento que você provoca, não é? Ou a gente não se
reconhece como produtor de conhecimento e produtor também, né? E e e de alguém que tem e precisa ter respeitado aquilo que produz, né? Acho muito interessante, >> professora Ângela. Eh, acredito que todos nós encerramos a noite com um olhar diferente sobre currículo, sobre formação docente e principalmente sobre a importância do professor, né? A importância do professor nesse mundo tão digital. Eh, gostaria de agradecer. Passamos para as nossas considerações finais. Eu já vou me adiantar e agradecer pela sua fala, pela sua partilha. É muito importante essa troca de conhecimento, Né? A tecnologia possibilita isso, as barreiras
geográficas são quebradas. Eu estou aqui em Sergipe, você está na Paraíba, né? Éton, várias pessoas em vários vários estados. Então, nós temos pessoas em Maceó, temos eh em vários estados aqui, eu não não consigo ver ao certo que é Amapá, eh Dourados. Então assim, temos várias pessoas, Natal, Campina Grande, Pelotas, Minas. Então, Espírito Santo, é muito Bom ver que várias pessoas, né, de vários locais do nosso Brasil enorme, né, colega de da Paraíba também, Rio de Janeiro, então temos todas as regiões do país, eh, participando. Então, foi muito importante a sua fala, que ela vença
fronteiras cada vez mais. foi é muito importante eh que esse diálogo continue acontecendo. Eh, em nome do CER, eh, gostaria de agradecer imensamente também pelo seu tempo, porque o tempo e o capital Intelectual é reconhecido, a máquina nunca vai substituir a criatividade humana, né? Então, muito obrigada. Eh, gostaria que você seguisse paraas suas considerações finais. Eh, seja sempre bem-vinda, né? E é isso. Obrigada. Eu que agradeço, Andreia. Foi ótima, assim ser mediada por você, né, que tá também aí na organização, compondo e produzindo conhecimento no evento. Agradecer que esteve aqui, né, No preparando tudo, preparando
a sala. agradecer as perguntas, né, perguntas bem direcionadas, perguntas profundas, né, e assim dizer que é um prazer dividir, né, esse tempo, esse conhecimento, sobretudo para refletir com os outros, né, sobre inteligência artificial. Então, eh, eu doei um pouco, né, dessa propriedade, mas também recebi essa propriedade, né, intelectual, André, nessa mediação, nas perguntas que foram feitas e, né, desejar aí um outras Possibilidades de diálogo e dizer que foi um prazer compartilhar com vocês esse evento e esse movimento. Muito obrigada. >> Eu que agradeço, professora. E agradeço aos participantes que ficaram durante todo esse período conosco.
E como tudo na vida é um ato político, não dá para pensar educação sem pensar em política, não dá para pensar em desenvolvimento socioeconômico, sociocultural, sem pensar em política Pública. Eh, gostaria de convidar vocês para submeterem trabalho, se inscreverem como ouvintes. Resumo no seminário de políticas públicas que o SE está organizando também, eh, que vai acontecer no dia 24, 23, 24 e 25 de setembro também online, mas é o online que nós trocamos muitas experiências, a gente conversa bastante, a gente debate, os grupos de trabalho são animadíssimos e está as submissões estão prorrogadas os trabalhos
até o dia 15 de setembro, Tá? Tá? Eh, dei uma olhada, tem várias linhas temáticas interessantes, porque a gente tem que caminhar junto. Não existe desenvolvimento da sociedade sem educação, não existe pensar educação sem pensar em política pública estruturada. Então, gente, muito obrigada a todos. Tenham uma boa noite. Eh, continuem sempre visitando os perfis do Cer nas redes sociais. Nós temos sempre coisas eh interessantíssimas, né? Tem sempre novidade, o movimento não eh não para, o Center não para, não sei. O dia do Everton é o dia que tem 60 horas, né? Ele é incrível, ele
consegue estar sempre articulando. E é isso, gente. Conhecimento científico, conhecimento acadêmico, eh, feito de pessoas, né? Somos um animal social. Sem a interação humana, só nos resta o isolamento e sem essa conexão, mesmo que virtual, a gente fica estagnado e a gente atrofia. Então é isso. Obrigada a todos e boa noite a Todos. Muito obrigada.