E aí meus queridos amigos e amigas que acompanham a escola de ciências da vida pelo facebook e pelo YouTube Beleza Pura na nossa 13ª aula do curso de imunologia vamos olhar um pouquinho a parte da recombinação somática dos genes dos receptores de antígenos seja do linfócito T seja do linfócito B que são respectivamente as imunoglobulinas an corpos e o TCR essa aula é uma continuação da aula anterior então tudo que a gente vai discutir aqui tem que ter visto os conceitos na aula anterior então se você não viu eu aconselho a vocês assistirem A aula
anterior para não ficar perdido nessa aula Beleza então especificamente falando nessa aula nós iremos dar uma olhadinha nos conceitos Gerais que nós precisamos saber para entender essa parte de recombinação somática dos genes dos receptores de antígenos seja do linfócito B seja do linfócito t e vou mostrar de que maneira isso acontece que é a recombinação dos segmentos gênicos v d e j coisa que nós vimos na aula anterior por isso que você tem que assistir a aula anterior para conseguir entender essa aula beleza bom então vamos começar aqui falando o seguinte os linfócitos t e
B precisam promover recombinações somáticas do DNA de alguns segmentos gênicos para a criação do vasto repertório de combate antígenos para que isso ocorra as regiões variáveis e hipervariáveis das imunoglobulinas que vão gerar os anticorpos nos linfócitos t e do TCR lá no linfócito t devem se recombinar no momento em que o pré-infarto imaturo Então o que eu acabei de dizer para vocês a gente já viu aí nas aulas passadas para entender por as imunoglobulinas os anticorpos e o receptor de célula T tem uma altíssima capacidade de reconhecer milhares de diversos tipos de antígenos diferentes como
eu falei falei para vocês em aulas anteriores se nós tivéssemos que codificar um gene para cada tipo de antígeno diferente nós teríamos que ter muito mais genes quase 100 vezes mais genes do que nós temos normalmente só que isso não acontece por decorrência de que essa grande variabilidade de reconhecimento antigênico é por decorrência do nosso DNA dos nossos linfócitos B e t lá nos losses da iG e do TCR sofrerem uma recombinação som tica de segmentos variáveis e hipervariáveis que vão permitir uma enorme variabilidade de reconhecimento de antígenos diferentes Então isso que torna todo o
processo eh mais simplificado e não ter que dispender muitas sequências para permitir que um antígeno específico seja reconhecido em milhares de outros tá ok e pra gente entender essa parte de recombinação né a gente tem que entender o que nós chamamos de recombinação do tipo vdj eu vou explicar para vocês já já Porque que o d tá entre parênteses mas pra gente entender o processo de recombinação vdj nós temos que entender que existem três fatores importantes para que essa recombinação ocorra o primeiro fator são duas sequências específicas que estão presentes nos losses da imunoglobulina e
do TCR no linfócito b e linfócito t respectivamente Então são duas se devem estares se elas não estiverem presentes a recombinação não vai acontecer mas só a presença delas não é o suficiente elas precisam estar numa orientação adequada ou seja elas T que est num perfil de orientação na fita de DNA para que a recombinação homóloga ocorra Então essa sequência essas duas sequências elas podem estar aí aleatoriamente em outros genes mas se elas não estiverem numa orientação cífica também a recombinação não vai acontecer mas só orientação e essas duas sequências não é o suficiente para
ocorrer a recombinação E aí nós temos que ver também a distância entre as sequências e essa é uma distância exata e esses três fatores Eles apenas se encontram presentes nos losses das regiões variáveis e hipervariáveis das imunoglobulinas e do TCR e mais nenhum outro Gene codificado Pelas nossas células por isso que a recombinação somática do DNA ela vai acontecer apenas nos linfócitos t e B em um determinado momento da vida deles na qual eles vão começar a expressar uma proteína específico para isso acontecer Beleza então a gente viu que esses três fatores são importantes vamos
dar uma olhadinha numa condição mais visual pra gente entender então vamos dar uma olhadinha aqui na cadeia leve capa das imunoglobulinas o que que acontece com o lse das imunoglobulinas também acontece com o loss do TCR então é a mesma coisa para os dois então vou explicar aqui só da parte do lce das imunoglobulinas porque a gente pode extrapolar isso para o TCR Então vamos dar uma olhadinha na cadeia leve capa pra gente entender o que que são essas sequências específicas orientações e distâncias específicas Então veja nós temos aí então uma uma sequência de DNA
né na região cin linha TRS linha nós temos o variável aqui próximo a região cin linha e um segmento de junção mais pra região TR linha tá a sequência ela não termina aqui ela continua mas eu abreviei aqui para ficar fácil pra gente ver e veja que nós temos dois tipos de sequências tanto desse lado como deste lado esta sequência aqui nós chamamos de sequência de ept ou seja são sete bases específicas e Aqui nós temos uma sequência de nono que são ão nove bases específicas e nota o seguinte este Nâo ele se repete mais
à frente na sequência tá só que ele está invertido em relação a esse olha aqui ó TG t t t t t GG se a gente for ver aqui ó ele tá invertido ó TG t t t t t GG é a mesma coisa só que invertido a mesma coisa acontece para esse epito então veja este epito e este Nâo são chamados de sequências de sinalização para promover a recombinação somática do DNA só que como eu falei só a sequência e a orientação delas não é específica Tem que haver uma distância aqui entre um epito
e um Nâo específico tanto deste lado como deste lado nós temos que ter uma distância de 12 pares de base de um lado e 23 pares de bases do outro não importa se o 23 está aqui ou aqui o que importa é que nós temos que ter de um lado 12 e do outro lado 23 se por exemplo nós tivermos 12 aqui e 12 aqui a recombinação não acontece se nós tivermos 23 aqui e 23 aqui a recombinação também não acontece então é uma coisa extremamente específica certo então como eu falei esta vai ser a
região que vai se promover a recombinação somática do DNA e quem vai vai fazer essa recombinação vão ser enzimas chamadas de recombinase nós temos duas que é a rag 1 e a rag do e o mais interessante a rag 1 e a rag 2 elas somente estarão presentes nos linfócitos seja no t seja no B no momento em que ocorre a diferenciação de um pré-infarto imaturo depois disso Elas quando o linfócito fica maduro elas saem de cena elas apenas estão aqui para reconhecer essas sequências e rec combinar o DNA dessas células e aí os mecanismos
de recombinação eles são extremamente estocásticos coisa que a gente vai ver no na próxima aula falando de repertório e diversidade dos reconhecimentos de antígeno Mas enfim este é o processo que ocorre a gente deu uma olhadinha aqui na cadeia leve capa a gente pode ver também na cadeia leve lâmbda só uma correção em relação à aula passada eu tinha chamado essa cadeia lambda de cadeia Delta mas na verdade não é Delta é lambda até coloquei uma correção lá na aula passada vocês deem uma olhadinha lá mas enfim na cadeia leve lâmbda nós temos praticamente a
mesma coisa né então nós temos a sequência de variabilidade uma sequência variável aqui junto com um epito e aqui uma sequência de junção junto com um epito também elas estão H em orientações específicas e a distância entre as sequências sinais também é de 23 e 12 tá e na cadeia pesada H das imunoglobulinas é da cadeia pesada H nós temos algo um pouco diferente lembra-se que na aula passada eu falei para vocês que os segmentos de diversidade eles somente estão presentes na cadeia pesada H das imunoglobulinas e na cadeia Beta e delta do TCR Então
veja ele tá aqui presente e ele tá sempre unido com dois â Tá certo então ele tá unido com dois eptos e Aqui nós temos aqui a as distâncias específicas da a região de variabilidade né e a região juncional a região de junção tá esse é um ponto importante que a gente vai ver ao término da aula de como é que vai ocorrer a recombinação nesta cadeia pesada aqui e o que for acontecer na cadeia pesada serve também para explicar o que acontece nas cadeias Beta e delta do TCR beleza bom então vamos entender o
mecanismo de como vai ocorrer a recombinação do tipo V J eu não expliquei para vocês mas eu falei que o d pelo fato dele estar em parênteses significa que a recombinação do tipo vdj somente vai acontecer como eu falei na cadeia pesada das imunoglobulinas no anticorpo e nas cadeias Beta e delta do TCR então a recombinação VJ acontece em todos os locos das imunoglobulinas e do TCR e o vdj acontece somente na cadeia pesada H das inas e nas cadeias Beta e delta do TCR e esse mecanismo de recombinação do tipo VJ ele acontece de
duas formas que é um mecanismo de eliminação e um mecanismo de inversão o mecanismo de eliminação ele vai acontecer em sequências sinais que estão em orientações Opostas coisa que a gente viu aí nos slides anteriores lembra-se que os triângulos do lado esquerdo e do lado direito Eles estavam batendo de frente um com o outro então eles estão em orientações Opostas e quando eles estão em orientações Opostas ou ocorre a recombinação por eliminação e quando essas sequências estão nas mesmas orientações não está mostrado mas vou mostrar para vocês já já todos estão no mesmo sentido todos
os triângulos estão apontando ou pra direita ou pra esquerda vai acontecer o mecanismo de recombinação do tipo VJ por inversão vamos dar uma olhadinha especificamente em cada um deles então então nós temos aqui o mecanismo de eliminação a sequência clássica que mostrei para vocês as sequências de sinalização um âo e o Nâo aqui um oposto em relação ao outro mais à frente na sequência a distância específica 12 pares de base e 23 pares de base eles vão ser unidos aí pela recombinase rag 1 e rag 2 eles vão ser unidos E aí essas enzimas elas
vão cortar essas duas sequências este epito vai se ligar com esse âo elas vão sair dessa sequência e vai se unir o segmento de junção com o segmento de variabilidade ou segmento variável formando aqui uma recombinação do tipo VJ Tá certo e a recombinação de inversão que é aquela que eu falei para vocês elas estão todas no mesmo sentido e veja o seguinte todas as vezes que nós observamos ess sequência a região de variabilidade ou a região de variação elas estavam Unidas com o epito nessa ocasião ela tá unida com o Nâo e eles estão
na mesma orientação então o que que vai acontecer essa região ela vai formar uma alça ao contrário em relação a essa aqui este set vai unir com este set e vai ocorrer a exclusão dessa sequência e unindo os segmentos v e j Eu não mostrei para vocês De que maneira as alças são formadas né ela dá ela torce aqui na fita para ficar este epito próximo desse âo porque não tem necessidade é apenas pra gente entender que o mecanismo de inversão ocorre quando a sequência de sinalização para promover a recombinação somática do DNA estão na
mesma orientação aí pode ser daqui para cá né Elas podem estar orientada pra esquerda ou pra direita não importa e para encerrar nessa aula né na cadeia pesada H das imunoglobulinas a recombinação ocorre primeiro com os segmentos d e j e em seguida com v e DJ por isso que aqui vai acontecer a recomendação do tipo vdj tá vamos dar uma olhadinha Então como é que isso acontece Então vamos pegar aqui a nossa cadeia né ah pesada das imunoglobulinas e lembrando de novo o que acontecer aqui pode ser extrapolado para as cadeias Beta e delta
do TCR Então veja o segmento variável ele não consegue se unir com o segmento de junção por quê Porque eles estão separados aqui ã pelo segmento da diversidade e nós temos aqui uma região 79 e uma região 97 só que aqui é 23 e aqui é 23 então eles não vão conseguir se unir então Primeiro vai ter que ocorrer a união entre o segmento de diversidade com o segmento juncional Então nós vamos ocorrer a recombinação somática desta região Porque aqui nós temos na região 12 e 23 ela vai cair fora e o segmento da diversidade
se liga com o segmento de junção E aí nós temos essas duas sequências aqui já eliminadas nós podemos promover a recombinação somática do segmento de variabilidade com o segmento de diversidade aí eles vão sair de de cena e vai se promover a recombinação do tipo vdj aqui eu só mostrei para vocês o mecanismo genérico mas a gente vai ver aí na próxima aula que por decorrência deste processo de recombinação nós podemos gerar um repertório gigantesco mas gigantesco mesmo de sequências variáveis e hipervariáveis para o reconhecimento de Ant seja pelas imunoglobulinas seja pelo TCR beleza bom
essa foi a referência que eu utilizei para essa aula todas as aulas são utilizadas aí o Abas até o momento tá espero que vocês tenham gostado se vocês gostaram dessa aula peço que deem joinha me ajudem a compartilhar o vídeo quanto mais vocês fizerem isso mais o YouTube me enxerga mais pessoas são beneficiadas aqui com a escola de ciências da vida e se vocês quiserem participar se inscrevam aqui no canal do YouTube e participem lá da página e do grupo da escola de ciências da vida tem o meu Facebook particular se vocês quiserem me adicionar
também pode todas as informações estão no descritivo desse vídeo Beleza então é isso aí pessoal forte abraço a todos fiquem com Deus e até a próxima aula