Hoje vamos falar sobre o importante evento da história bíblica, a queda de Jerusalém diante dos babilônios. Quando ela aconteceu? Antes de começarmos, peço que você deixe o seu like, se inscreva no canal e compartilhe esse vídeo com seus amigos, ativando também o sininho das notificações.
Alguns afirmam que Jerusalém caiu diante dos babilônios em 607 antes de de. CR. Entretanto, historiadores, arqueólogos e os registros da antiguidade discordam dessa data apontando com clareza que a destruição aconteceu, na verdade, em 587 antes de Cristo.
E agora, 607 ou 587? Alguns detalhes importantes para facilitar o nosso entendimento neste vídeo. Primeiro, durante o vídeo, vocês verão as referências documentais para as minhas afirmações que ficarão aqui embaixo na tela.
também vocês poderão consultá-las na descrição do vídeo aqui no YouTube. Segundo, todas as datas que mencionarei aqui são antes de Cristo. E lembrando que por serem datas antes de Cristo, os períodos mencionados neste vídeo contam de trás para frente, certo?
>> Tá bom? Vejamos o que dizem as evidências históricas e se a Bíblia confirma isso. No final do século antes de Cristo, o império babilônico estava no seu auge, o rei Nabuco Donozor II, que neste vídeo vamos chamar apenas de Nabuco Donozor, expandia suas fronteiras, conquistando povos e derrubando reinos.
Um deles, o reino de Judá, que era um pequeno reino cuja capital era Jerusalém. Depois da morte do rei Josias, Judá entrou em um período de muita instabilidade. Seus filhos e sucessores se alternaram no trono e muitos deixaram de ser fiéis ao império babilônico.
Foi então que Nabuco Dononozor decidiu agir com força. O cerco começou e mudaria a história de Jerusalém para sempre. A Bíblia registra detalhadamente esses acontecimentos.
Nos livros de Segundo Reis, capítulo 25, e Jeremias, capítulo 39. Lemos que Nabuco Donozor cercou Jerusalém durante o reinado do rei Zedequias, o último rei de Judá. O circo durou cerca de 2 anos.
A cidade enfrentou fome, desespero e traição. Quando as muralhas foram finalmente derrubadas, o templo de Salomão foi queimado e os muros destruídos e o povo também acabou sendo levado para o exílio na Babilônia. No quinto mês, no dia 7 do mês, Nebusaradã, chefe da guarda e servo do rei de Babilônia, veio a Jerusalém.
Ele queimou a casa de Jeová, a casa do rei e todas as casas de Jerusalém. também queimou a casa de todo o homem de destaque. Mas em que ano exatamente aconteceu a queda de Jerusalém?
Os registros babilônicos são extremamente detalhados. As chamadas crônicas babilônicas, que são um conjunto de tábuas de argila em escrita cunforme, que hoje estão preservadas no Museu Britânico em Londres, descrevem os acontecimentos do reinado de Nabuco Donozor ano a ano. Esses registros mostram que o 18º ano de Nabuco Donozor corresponde aproximadamente a 587, o ano em que Jerusalém foi destruída.
Inclusive, o historiador judeu Flávio Josefo faz referência a esse fato em sua obra Antiguidades judaicas. Escavações em Jerusalém, Laquis e outras cidades de Judá revelam camadas de cinzas, destruição e cerâmicas quebradas datadas de cerca de 586, 587. Além disso, astrônomos e historiadores modernos analisaram tábuas de argila com observações lunares que confirmam essa cronologia.
De modo que a arqueologia e a história antiga apontam de forma unânime para 587, como o ano da destruição de Jerusalém. Mas por que alguns afirmam que Jerusalém caiu em 607? Esse argumento se baseia em uma interpretação equivocada da profecia que menciona 70 anos.
Acompanhe a leitura do texto que gera este equívoco. E toda esta terra será reduzida a ruínas e se tornará um motivo de terror. E essas nações terão de servir ao rei de Babilônia por 70 anos.
Mas quando se completarem 70 anos, ajustarei contas com o rei de Babilônia e aquela nação por causa dos seus erros, de Jeová, e farei da terra dos caldeus um deserto desolado para sempre. Notou? O texto fala de 70 anos de servidão ao rei de Babilônia e não de 70 anos de exílio.
Os historiadores entendem que esses 70 anos se referem ao período de domínio babilônico sobre Judá e as nações vizinhas, como os próprios versículos que acabamos de ler indicam. O curioso é que não há em parte alguma da Bíblia a expressão 70 anos de exílio. Veja outro exemplo agora nas palavras do profeta Daniel.
Sim, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos para se cumprir a desolação de Jerusalém, conforme mencionado na palavra de Jeová, dirigida ao profeta Jeremias, seriam 70 anos. Daniel fala da desolação de Jerusalém por 70 anos, não do tempo de exílio na Babilônia. A história confirma que Judá e todas as nações da região foram dominadas pela Babilônia por 70 anos, de 609 a 539, quando o império babilônico caiu diante do império Medopersa.
Os que defendem a data de 607 partem do ano 537, quando o decreto de Ciro permitiu o retorno dos judeus e contam 70 anos para trás. Mas como ouvimos, a Bíblia não fala em 70 anos de exílio, e sim de domínio babilônico. Mas e o texto de Jeremias 29:10?
Pois assim diz Jeová: "Quando se completar 70 anos em Babilônia, voltarei à minha atenção para vocês e cumprirei a minha promessa, trazendo-os de volta para cá". A primeira vista, parece dizer em Babilônia, mas há um erro de tradução. O texto em hebraico original diz literalmente: "Quando se cumprirem os 70 anos da Babilônia".
Traduzindo corretamente, o sentido é 70 anos da ou para Babilônia. Isto é, o período de domínio babilônico, não o tempo de permanência em exílio. Vamos fazer um teste prático.
Você está vendo aí na sua tela este texto em hebraico, o idioma original em que ele foi escrito. Vamos fazer um exercício simples, pegar o texto em hebraico de Jeremias 29:10 e jogar no Google Tradutor. Vejam o resultado da tradução.
Porque assim diz o Senhor: "Quando se cumprirem os 70 anos da Babilônia, visitarei vocês e estabelecerei boas coisas para vocês, para trazer vocês de volta a este lugar". Aqui observamos a expressão 70 anos da Babilônia e não 70 anos em Babilônia. E agora, de volta ao texto em hebraico, notou a parte em destaque?
Vamos jogar apenas essa parte no Google Tradutor, a tradução para a Babilônia, não em Babilônia. Embora seja apenas um exercício simples, é bastante interessante, não é? A maioria das traduções modernas da Bíblia trazem a tradução correta da Babilônia ou para Babilônia.
Você pode ver a lista das traduções que fazem esse uso na sua tela. Além disso, há outro problema. A Bíblia menciona claramente que o rei responsável pela queda de Jerusalém foi Nabuco Donozor, como os textos que aparecem aqui na sua tela.
Como vimos no início do vídeo, o texto de Segundo Reis 258 e 9 em parte diz: "Nebusaradã, chefe da guarda e servo do rei de Babilônia, veio a Jerusalém. Nebusarã era chefe da guarda e servo de qual rei? Nabuco Donozor.
Mas cadê o problema? O problema é que em 607 o rei de Babilônia não era Nabuco Donozor e sim Nabolaçar seu pai que reinou de 626 a 605. Nabuco Donozor só começou a reinar em 605 e dentro do seu reinado está 587.
O ano comprovado pela história, arqueologia e registros antigos como ano da queda de Jerusalém. Na tela vocês poderão ver a linha cronológica dos Reis do Império Neobabilônico, cujo período é mencionado na Bíblia e confirmado por registros históricos e arqueológicos. Lembrando que todas as referências documentais estão alistadas também na descrição deste vídeo.
Como vimos, tanto a Bíblia quanto a história quanto a arqueologia se harmonizam em apontar para 587 como o verdadeiro ano da destruição de Jerusalém. E existem vários outros pontos que poderíamos apresentar aqui. A interpretação que coloca o evento em 607 ignora contexto histórico, altera o sentido das profecias e entra em conflito com documentos concretos preservados até hoje.
Por isso, é fundamental sermos cuidadosos com cronologias que não se sustentam à luz dos fatos. A verdade bíblica não teme a investigação. E quando estudamos com mente aberta e respeito pela história, encontramos harmonia entre fé e evidência.
A queda de Jerusalém em 587 é um marco que nos ensina que a fidelidade a Deus e o entendimento correto da sua palavra sempre, sempre prevalecem sobre interpretações humanas. Se você quiser uma segunda parte com outros pontos que confirmam o ano de 587, escreva aqui embaixo nos comentários mais detalhes. E não se esqueça, curta esse vídeo, se inscreva no canal e compartilhe com seus amigos.
Muito obrigado por sua atenção e até o próximo vídeo.