A notícia da morte do Papa Francisco aos 88 anos vem varrendo o planeta como uma onda fria, cara. E o mundo acabou parando por um instante, independente da religião de cada um de nós. E é uma pena que o Papa não tenha conseguido fazer isso com as palavras e com os gestos dele em meio ao caos em que o planeta vive atualmente.
E neste vídeo eu vou explicar porque ele, ao contrário do seu passado conservador, se tornou quase um fenômeno humano pros católicos do mundo inteiro e emanou uma luz improvável em tempos de trevas, trevas crescentes. Presta atenção. Um monte de bandas e metal estará aqui no Brasil no festival Bangers Openir, que vai rolar no início de maio de 2025 aqui em São Paulo, no Memorial da América Latina.
Festival que vai trazer um monte de atrações legais e divertidas, tipo Saxon, Paradise Lost, o Carry King, né, em carreira solo, né, a Doro, o Vader, Municipal Waste, Glen Hugs, Dark Angel, Armoret Cent e mais outras atrações internacionais e brasileiras. Todas atrações bem legais. Garanta já os seus ingressos.
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O argentino de fala mansa e de um olhar bem afiado. Ele não foi somente o primeiro papa latino-americano, o primeiro papa jesuíta e não europeu em mais de 1200 anos. Ele foi, acima de tudo, uma figura mundial que fez o que foi possível dentro do alcance dele para orientar os fiéis no meio de uma espécie de sinfonia complexa nesse palco global que a gente vive, repleta de dissonas causadas pelo aumento da violência, pela polarização e pela indiferença que ameaça engolir cada vez mais qualquer traço de harmonia.
quando ele assumiu o papado em 2013, assim, num momento em que a Igreja Católica parecia um imenso transatlântico, a deriva assim abalada por escândalos de abusos sexuais, corrupção na cúria romana e a renúncia inédita do Papa Bento X, fato que inclusive já era um terremoto de altíssimas proporções ali na história milenar da igreja. O Berglogglio, ele fez de tudo para chegar ao Vaticano com a simplicidade de quem carregava uma mochilinha ali e com a sagacidade de quem sabe que o mundo não se conquista com dogmas, mas com gestos. E ele escolheu o nome Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, o santo da humildade e da conexão com os excluídos.
E desde o primeiro dia ele deixou claro que ele não tava ali para tocar uma musiquinha qualquer dentro dessa sinfonia, vamos dizer assim. A trajetória de vida dele inclusive já dava pistas do que ele do que ele seria como papa, cara. Porque ele nasceu numa boi nos Aires multicultural ali na década de 1930, cara.
E ele ele é um filho de imigrantes italianos. E ele cresceu num bairro onde conviviam muçulmanos, judeus, católicos, prostitutas. Inclusive uma delas chamada Porota acabou se tornando uma figura marcante na vida dele.
Tanto que ela é um personagem da autobiografia que ele lançou em fevereiro agora, intitulada Esperança. Essa infância no meio de um caleidoscópio de etnias e religiões, na verdade acabou moldando um homem que entendia a humanidade não como uma hierarquia, mas como uma tapeçaria. E ele foi ordenado jesuíta e ele navegou por crises na Argentina, incluindo a ditadura militar da qual inclusive ele foi acusado de ser tolerante por ter sido supostamente o confessor do sanguinário ex-ditador argentino Rafael Videla.
E ele então emergiu, vamos dizer assim, como arcebispo de Buenos Aires, com uma reputação de pastor das periferias, alguém que preferiu o cheiro das favelas ao incenso dos cardeais, mesmo que ele tenha criticado a aprovação do casamento entre pessoas da mesma natureza sexual que tinha sido feita pela então presidente Cristina Kirschner em 2010. No Vaticano, o Papa Francisco, ele buscou quebrar todos os protocolos da mesma forma que um um gzista improvisador. Ele se recusou a a a morar no no luxuosíssimo apartamento Papau.
Ele preferiu morar na residência que era da Casa Marta, bem mais simples. Ele não usava os sapatos vermelhos e aquelas vestes pomposas, né? Ele preferia um visual minimalista que que meio que esse visual meio que gritava para todo mundo: "Olha, eu sou papa, mas eu sou um de vocês".
A primeira viagem que ele fez, cara, foi paraa Lampedusa, que era uma ilha italiana que era o símbolo da crise migratória na época. Inclusive, ele jogou uma coroa de flores no mar em memória dos refugiados mortos, cara. E esse, na verdade, foi simbolicamente o tom do pontificado dele.
Ele fez uma crítica contundente à indiferença, embalada inclusive por uma humildade que desarmava até mesmo os mais cínicos. Então, no mundo cada vez mais polarizado, onde as redes sociais amplificam o ódio e as fake news corroem a verdade. O Papa Francisco foi um mestre na arte de comunicar.
Ele não era um teólogo abstrato como o Beto X também. Ele nem era inclusive ele não era carismático como o Papa João Paulo I. A força dele tava na simplicidade afiada, na capacidade de dizer o óbvio, mas com uma profundidade que fazia que fazia parte do mundo parar para ouvir o papo.
E como um bom letrista, ele sabia que uma frase bem colocada podia valer mais que um tratado. Ele falou uma vez: "Quem sou eu para julgar? " Ele falou isso em 2013, quando ele falou dos homossexuais que buscam Deus.
E essa foi uma frase que sozinha abriu rachaduras em séculos de rigidez doutrinária da Igreja Católica. A sagacidade dele também se manifestava na forma como ele lidava com as críticas. E pode acreditar, cara, ele teve muitas críticas.
Conservadores o acusavam de ser liberal demais. Os progressistas cobravam por não ir tão longe nas reformas, cara. E alguns cardeais viam nele um centralizador autoritário, enquanto outros o chamavam de perigoso por causa da da abertura e dos temas que ele que ele abordava como divórcio, contracepção e uniões homoafetivas.
Ele respondia com o humor que era, como ele mesmo dizia, o que mais se aproxima da graça de Deus. os documentos dele sobre a crise climática, a fraternidade universal não deixavam de ser uma espécie de de partitura pro pensamento que unia fé e ação. E ele não apenas denunciava o capitalismo desenfreado, né, que ele chamava de economia que mata, mas ele também apontava soluções concretas, como a proteção dos povos indígenas e a luta contra a desigualdade.
Em 2022, ele reformou a cúria romana, deixando inclusive mais inclusiva e permitindo que leigos, incluindo mulheres, assumissem papéis de liderança ali na cúria romana. Isso foi um tapa na cara de uma instituição historicamente machista, como sempre foi a Igreja Católica. Então, se a sagacidade do Papa Francisco era uma arma lírica dele, a perseverança era um era o ritmo incansável que sustentava a missão dele.
Então, no mundo marcado por guerras, por crises migratórias e extremismos, ele nunca recuou. Para você ter uma ideia, em 2015 ele fez o jubileu da misericórdia na República Centro-Africana, que era um país completamente dilacerado por uma guerra civil, cara. E ele falou que ele iria lá mesmo que ele tivesse pular de para-quedas.
E em 2021 ele visitou o Iraque ali caminhando pelas pelas ruas onde o Estado Islâmico havia deixado marcas de destruição. E ele se reuniu, cara, com o Ayatolá Ali Alistani. E isso foi um gesto histórico de diálogo interreligioso.
E no ano passado ele fez uma das viagens mais longas dele, cara. Ele percorreu mais de 32. 000 1000 km pela Indonésia, Papua, Nova Guiné, Timor Leste, Singapura, inclusive levando uma mensagem de reconciliação e de cuidado com o planeta.
mesmo enfrentando problemas de saúde, né, pneumonia, eh, bilateral, insuficiência respiratória, insuficiência renal, que inclusive parece que foi o que tudo isso levou à morte dele, o Papa Francisco, ele nunca perdeu o ímpeto. E no começo do ano, internado num hospital, ele continuava ditando mensagens, cara, como se ele soubesse que cada palavra dele era uma uma nota final dessa sinfonia que foi o papado dele, cara. E a última aparição dele que aconteceu agora no domingo de Páscoa na Basílica de São Pedro foi talvez um ato de resistência, né?
Um um eco daquela própria frase que ele falava que a igreja precisa ir às periferias e ele saiu e saiu até o fim. Então, no mundo em que líderes populistas alimentam divisões e a tecnologia amplifica o pior da humanidade, o Papa Francisco foi uma voz de contraponto, foi um defensor do diálogo em tempos de monólogos. As 47 viagens internacionais que ele fez, cara, das favelas brasileiras aos campos de refugiados, cara, levaram a igreja para onde ela raramente esteve, o chão dos excluídos.
E ele foi o primeiro papa a visitar a Península a a árabe em em 2019, né? Inclusive assinando documentos com líderes muçulmanos pela Páscoa. E ele denunciou o narcotráfico, a crise climática e a inteligência artificial desregulada.
E ele mostrou que a fé não é uma relíquia, mas ela é uma força que tá viva, viva para enfrentar todos os desafios do século XX. a abertura que ele deu às comunidades LGBT, QIA, mais plus, blá blá blá, ainda que dentro dos limites da doutrina católica, cara, foi de uma certa forma revolucionária. Frases como mulheres trans são filhas de Deus e o apoio que ele deu às uniões civis homofetivas, cara, inclusive expresso no documentário Francesco de 2020, provocaram tanto aplausos quanto ódio.
E ele também elevou o papel das mulheres na igreja, embora muitos critiquem a lentidão dessas mudanças, cara. E a luta dele contra os abusos sexuais com medidas radicais para os parâmetros papais ali na igreja foi um passo muito importante, ainda que insuficiente, né, para apagar as cicatrizes de décadas de negligência. A morte dele deixa um vazio que não vai ser facilmente preenchido, pois ele tentou fazer com que a Igreja Católica voltasse a ser relevante em um mundo polarizado e discrente.
E ele foi um papa do povo, né? V a recorrente exposição dele como torcedor do São Lourenzo, né? time da Argentina, mas também ele foi o papa das contradições, amado por milhões, odiado por uma minoria, mas uma minoria barulhenta.
E a mensagem de misericórdia, justiça social e cuidado com a casa comum ainda permanece num mundo que mais do que nunca precisa de pontes e não de muros. E o próximo conclave vai ter a tarefa de encontrar alguém capaz de carregar esse esse legado sem cair na tentação de retroceder a uma igreja fechada em si mesmo. Pois bem, meu amigo e minha amiga, essa é a minha opinião a respeito do Papa Francisco, da morte lamentável dele agora, né?
Parou de sofrer, vai descansar. aqui nos comentários, coloca a sua opinião a respeito do Papa Francisco, a sua opinião a respeito do quanto ainda o Papa é influente nos destinos do mundo ou ninguém dá mais bola pro que o Papa fala. Qual é a tua opinião a respeito?
E eu voltarei aqui muito em breve com mais um vídeo aqui para vocês, tá bom? Então, um abraço, saúde para você, para sua família, seus amigos e até a próxima.