Olá, seja muito bem-vinda a mais uma aula do evento Shakespeare em Família. Eu estou muito feliz de estar aqui com você hoje, de poder compartilhar com você eh essa aula que é uma aula tão importante, é uma aula que todo mundo deveria ter na escola. Eu tenho certeza de que se todo ser humano que frequenta compulsoriamente uma escola no Brasil saísse da escola entendendo o que nós vamos conversar aqui hoje, nossa alta cultura seria restaurada facilmente em nossa nação.
E eu quero te dar as boas-vindas, você que está aqui, que parou um tempinho da sua manhã, eh, para assistir a essa aula, para estar aqui comigo. Fico feliz, tô aqui com o chat aberto. Fico feliz de tê-la comigo, né?
Seja bem-vinda. E bem-vindo, porque a gente também tem homens entre nós, mas as minhas alunas são majoritariamente mulheres, mães, muitas delas mães, né? E eu estou muito feliz de poder compartilhar com vocês uma coisa importantíssima que a gente precisa aprender desde criança, que é por que que as grandes civilizações, né, que a gente estuda nos livros de história, que a gente vê nos museus eh espalhados mundo afora, por que essas grandes civilizações todas elas têm algo em comum?
Elas educavam as crianças e os jovens utilizando histórias, né? Por que que era assim? Por que que Por que que a gente quando vai estudar, né, a linha do tempo, quando a gente vai ver as civilizações, a gente vai ver em todas elas eh o uso de histórias como sendo um recurso altamente educativo, pedagógico.
E a nossa civilização não pode ser diferente. A nossa civilização não pode deixar a desejar nesse critério, né? E quando eu quando eu pensei nesse evento, né, o que que nós vamos trazer para esse evento?
Eh, qual é o tema que é necessário que para para que a gente introduza, né, o universo de che a vida da da das famílias, o tema da herança, entender o legado e o tema das grandes histórias, né? Porque entender a importância de conhecer grandes histórias para você ter de fato uma bagagem cultural sólida, isso é inerente a toda civilização forte, a todo mundo que se diz forte. Então fica comigo aqui até o final, porque eu vou te explicar como as grandes civilizações educavam as suas crianças, como essas grandes civilizações eh aproveitavam a vida comum do dia a dia, né, nas cidades, na nas vilas.
E como que isso nos foi legado de herança, né? como que o teatro nos legou tanta coisa boa, tanta herança preciosa, né? Se você parar para pensar em termos até neuro, né?
Em termos neurológicos, o ser humano processa o pensamento de forma narrativa. O cérebro humano é um cérebro narrativo. A gente automaticamente organiza o nosso pensamento em começo, conflito e desfecho.
Já parou para pensar nisso? Um dia, quando você tiver aí de bobeira, que você tiver com bastante tempo, para pensar. O cérebro humano é um cérebro naturalmente narrativo, porque ele organiza as coisas, os fatos, os acontecimentos, a rotina do dia a dia em começo, conflito, desfecho.
O teu dia hoje teve um começo, não sei se já teve o grande conflito do dia. E certamente quando você for paraa cama no finalzinho do dia vai ter um desfecho. Então, a passagem do tempo da vida humana é uma passagem do tempo narrativo.
Logo, é orgânico, é orgânico que a gente organize a nossa forma de educar, a nossa forma de criar as nossas crianças de forma narrativa. Às vezes as pessoas me perguntam assim: "Mas professora, por que que a senhora foca tanto em narrativa? Eu queria que a senhora passasse para dissertação.
Eu queria que a senhora falasse sobre opinião, textos jornalísticos. Que você começasse a falar sobre como é que eu faço para formar um pensamento crítico para eu poder discutir a política que tá acontecendo agora. Não é possível fazer isso sem você ter um cérebro narrativo treinado em narração.
Porque inclusive a política é uma arte de narrativas, discursos narrativos. Os políticos quando vão eh fazer campanha, gente, eles nos contam histórias, eles nos contam narrativas. Então, toda a organização mental que você tem que se preocupar de dar ao seu filho, de ter para si mesma, é narrativa.
O pensamento crítico não nasce de uma opinião. O pensamento crítico nasce da capacidade de síntese e de análise que você faz das narrativas. Então, a narração é a base da inteligência humana.
A narração é a base. O cérebro humano pensa narrativamente. Então você você pode dizer assim para mim: "Mas professora, como que eu consigo medir isso?
Onde que eu vou buscar isso na história? " Né? Os primeiros seres humanos.
É como eu disse para você na aula anterior, eu tenho certeza de que Deus ali no raiado do dia no Éda, ele contava histórias a Adão e Eva. Eles se encontravam para quê no final do dia? Hã?
Que que acontecia ali naquele grande encontro? Então, as histórias moldam a tua percepção da realidade, as histórias organizam a tua forma de enxergar a realidade. É necessário que você entenda essa importância, né?
É necessário que você perceba a importância de a criança de fato ser treinada para organizar o pensamento narrativamente. E o teatro tem o quê? Assim, só para eu entender, né?
O que que teatro tem a ver com isso? O teatro é uma forma de arte narrativa. O cinema também é, né?
Já ouvi falar das sete artes, né? A gente tem sete artes. O cinema é uma arte, mas é uma arte de recorte, diferentemente do teatro, e é uma arte que também apela a narrativa.
Então assim, o cinema é bom, Lorena, porque às vezes as pessoas podem achar que eu não sou afeita ao cinema, pelo contrário, eu sou bem cinéfila, eu só estou de férias, mas eu estou, né, me organizando para voltar a me atualizar em relação às grandes películas, né? Então, a pessoal tá falando aqui, cadê? Deixa eu ver aqui no chat.
Vocês estão aí no chat, gente? Cadê? Trouxeram companhia hoje.
Tô vendo vocês aí, hein. Bom dia, bom dia, bom dia. Bom dia.
Estão me ouvindo bem? Todo mundo me ouvindo, né? Então, gente, a narrativa ela basicamente ela ela é uma forma de processamento cerebral.
O teatro ele surgiu, claro, depois, né? Primeiro surgiu o homem, depois o teatro. Que que você vai no curso de Shakespeare perceber?
Você vai perceber que Shakespeare sabia muito disso. Tem gente que diz assim: "Meu Deus, como é que Shakespeare sabia tanto acerca do funcionamento narrativo? Porque é um cara de Stratford Uponen, uma cidade irrelevante na Inglaterra, não muito irrelevante, mas uma cidade, né?
Ela não é uma cidade pior, né? Não é uma cidade assim comum, pequena, uma cidade que não teve mais ninguém relevante nela. Como é que Shakespeare dominava tanto, né, e essa essa formação narrativa a ponto de essa formação narrativa eh ter tudo.
Tenta fechar ali, ó. Fecha a essa coisa, né? Então, tudo o que você imaginar, basicamente você vai encontrar nas peças de Shakespeare.
Tudo de de narrativo e não só de narrativo, tá? Tudo o que de fato eh transforma a narrativa humana, né? tudo que eh comunica a narrativa humana, eh os elementos que são necessários para você compreender o que que eu preciso entender disso aqui, como que eu preciso acompanhar isso aqui.
Então assim, a primeira civilização que realmente parou para fazer isso foi a Grécia, né? A Grécia foi de fato essa primeira civilização. Tem gente que fala assim: "Mas professora, a senhora foca tanto na Grécia, antes da Grécia havia eh havia a Babilônia, o império babilônico foi maravilhoso, né?
Antes da antes da Grécia havia o Egito. Nossa, o Egito foi uma grande civilização. Por que que, por exemplo, o Egito não é retratado em Shakespeare?
Por que que, por exemplo, a Babilônia, a Suméria não é retratada em Shakespeare? Porque eles foram grandes impérios. Porém, a gente que é ocidental, o Shakespeare era ocidental, a gente reconhece que foi a partir da civilização grega que houve uma organização dos mundos, uma organização da vida.
Então, nada contra, tá? os etíopes, os sumérios, os babilônicos, nada contra os egípcios. Foram uma civilização grandiosa, foi uma civilização grandiosa.
Porém, em termos de organização do que temos hoje mais próximo de nós, é a Grécia. A Grécia antiga. A Grécia antiga educava as crianças, gente, por meio de do que a gente chama de epopeias.
Epopeias. Epopeas eram histórias eh narradas poeticamente que contavam feitos de heróis. E que criança não quer ouvir uma história de herói?
Você conhece alguma criança? Uma menina que não quer ouvir de uma história de uma princesa que foi resgatada? Um menino que não quer ouvir de um herói forte que derrotou o monstro?
É impossível, porque é inerente ao ser humano a busca por heróis. Outro ponto importante que o teatro eh resgata, delimita e traz para nós, é inerente ao ser humano a busca de heróis. A gente tá agora na eminência de um momento político.
Vou dar um exemplo assim. A gente tá no numa véspera de eleição. Digamos que a gente esteja numa véspera de eleição.
Os políticos precisam aparecer como heróis para que a gente possa votar neles. Porque o votar nada mais é do que depositar uma confiança plena num herói. Quem parecer mais herói na campanha política é quem vai vencer.
Quem parecer que mais resgatou o povo do perigo, da miséria, é quem vai vencer. Mesmo que seja tudo mentira, porque a guerra de narrativas, ela não é uma guerra de verdade, ela é uma guerra de mentiras. Então, a gente precisa entender que a busca pelo herói não é uma coisa que o teatro inventou, não é uma coisa que os gregos inventaram, não é uma coisa que ninguém inventou.
A busca pelo herói nada mais é do que a busca por redenção desse homem caído. Isso isso está dentro de nós. A gente quer acreditar no melhor das pessoas.
Então assim, a essa crença que é uma necessidade inerente à gente, né, em formação e ou já formado, a gente continua buscando heróis. A Copa do Mundo é um ambiente é um momento eh em que todo mundo para para ver quem são os heróis. As olimpíadas são um momento em que todo mundo para para ver quem são os heróis.
No fundo, no fundo, tudo que move a cultura tem a ver com isso, tem a ver com narrativa, tem a ver com busca de herói. Então, a civilização grega, ela educava as crianças por meio das epopeias, né? E Homero foi o principal pedagogo, né?
Educador dessas pessoas, porque ele escrevia, ele narrava essas epopeias, né? E aí ao narrar ele alimentava isso que a gente tem. Isso que Shakespeare Milênio depois vai descobrir.
Nossa, como é que eu faço para colocar 500 pessoas em pé e sentadas num num teatro de madeira para me pagar ingresso? Porque muita gente às vezes, né, quando vai pensar no teatro, pensa no teatro e exclui do teatro uma faceta muito importante que ele adquiriu lá com Shakespeare no teatro Elizabetano, que é a faceta monetária, pecuniária, financeira. Porque na verdade, gente, na verdade, se a gente for honesta, a gente vai reconhecer, o teatro não nasceu para ser entretenimento.
Eu vou repetir essa frase para que ela fique gravada. O teatro não nasceu para ser entretenimento. Teatro originalmente não é entretenimento.
Mas como assim? Teatro. Teatro é igual cinema.
Não, não é. Teatro não é igual a cinema. Teatro não é igual a esporte.
O teatro não é entretenimento, o teatro é culto. Quando o teatro nasce, ele nasce culto, né? Você pode pensar assim: "Ué, ela tá falando que foi a Grécia, a primeira civilização bem relevante que organizou o teatro, que que colocou o teatro, né, no centro da vida cultural, né, que colocou o teatro para começar a se tornar um elemento importante da formação cultural de um povo inteiro.
E o teatro não nasceu para ser entretenimento. Ué, teatro não era pão em circo? Nunca foi.
Talvez hoje seja. Mas ele originalmente ele não nasce para ser entretenimento, ele nasce para ser culto. Porque quando ele nasce na Grécia antiga, ele nasce como parte dos rituais de culto ao deus Dionísio.
Se você pensar assim, Lorena, como que surge assim, tipo, a a o dia um do teatro, teatro grego, que mais próximo de nós, teatro grego, festas ritualísticas de culto ao deus Dionísio. Aí você pode dizer: "Mas como assim, gente? Nasceu da religião, era um culto?
" Era? Então, as primeiras formas rudimentares gregas de teatro, elas estão diretamente ligadas ao culto, a um Deus. E eu vou te ser bem sincera, como cristã fervorosa que sou continua sendo.
O culto moderno, ele adquiriu muitas características de teatro original. Se você estudar profundamente como era um culto, né, grego a Dionsio ou a qualquer outro deus, uma festa ritualística cultual, você vai entender que é o nosso culto. Havia música, eventualmente dança, eventualmente recitação de poema, recitação de alguma coisa, eventualmente palmas, eventualmente tudo que a gente faz quando vai paraa igreja todo domingo.
Então o teatro quando ele nasce originalmente, gente, ele não nasce desgarrado. Ele não nasce para servir a tua carne, ao teu prazer. Ele não nasce para te dar prazer.
Ele nasce para cultuar alguém que você acredita que é um Deus digno de culto. Nossa, misericórdia, nunca mais eu vou ao teatro. Calma, calma.
Olha como é libertador a gente ter conhecimento histórico e cultural. Eh, você vai se sentir liberta quando você terminar. Você disser assim: "Fechei as peças de Shakes, fechei o curso.
Eu te garanto que a sensação que você vai ter internamente é: caramba, olha o tanto de coisa que eu vi. Olha o tanto de coisa que agora eu sei. Eu posso até não saber tudo e não colocar tudo numa perspectiva linear, mas eu entendi o mundo.
Como assim? Eu entendi o mundo, eu entendi o funcionamento das coisas, eu entendi essa história. Olha, eu pensei que eu nunca ia entender isso.
Essa é a promessa que eu tô te fazendo para amanhã. Quando a gente abrir o carrinho depois da aula três, você vai ter um choque de realidade, de compreensão. Meu Deus, eu não sabia que eu sabia tanta coisa.
Eu não sabia que eu conseguiria saber tanta coisa. Então, quando você descobre hoje na aula dois, eu tenho certeza que a maioria coloca aí para mim no chat, você sabia disso que o teatro era cultual? Professora, por que Dionísio?
Você aprendeu na mitologia grega que Dionísio é o Deus do vinho, é o Deus do um monte de coisa, né? Tá? Vamos lá.
Então, Dionísio, vamos falar de Dionísio. Dionísio é o Deus do vinho, é o Deus da dança, é o Deus da música, é o Deus do êxtase, é o Deus da loucura sagrada, é o Deus da quebra de fronteiras sociais, é o Deus da transformação. Então, dentro do Olimpo, dentro do panteon, Dionísio é esse Deus.
Mas tem uma característica de Dionísio que para os gregos era o suficiente para ele ser o Deus que iria receber aquele aquela aquela performance teatral. Dionísio como Deus da transformação. O que que significa Dionísio?
É o Deus da transformação? Dionísio é o Deus que faz alguém deixar de ser quem ele é para tornar-se outro. E o que que é a profissão de ator?
Defina para mim quando alguém diz assim, eu sou ator, tá? O que que um ator faz? O que que ele é função dele?
Ele é alguém que deixa de ser quem é por um instante, traveste-se de outro e torna-se. Eu acho a profissão de ator incrível, sabe? Eu gosto muito de acompanhar eh esses papéis que esses atores fazem que precisa emagrecer.
Tipo, eu me lembro da época em que o Tom Hanks fez náufrago. Vocês já assistiram o filme Náufrago? Ah, o Tom é um grande filme, né?
Ganhou o prêmio e tudo. Eh, o o Tom Hanks ele perdeu, se não me engano, parece que quase 30 kg, porque a história é a história de um cara que trabalha no no numa empresa e ele precisa pegar um voo para chegar em casa no Natal e o o avião dele cai em alto mar e todo mundo morre e ele sobra sozinho numa ilha isolada. E lá nessa ilha ele passa anos dado como morto pra família e ele sobrevive.
E a uma certa altura a gente vê o Tom Hanks na câmera pele e osso. Pele e osso. E aí vocês dizem: "Meu Deus, o que aconteceu?
" Bom, ele parou as filmagens, ele fez uma dieta extrema, ele perdeu quase 30 kg, ele voltou pras filmagens, ele encarnou de novo o papel e ele terminou aquela obra. Depois ele parou as filmagens, ele engordou de novo e terminou a filmar, entendeu? Ele se travestiu.
Ele ele ele fez o que se acreditava na Grécia antiga, que Dionísio fazia com as pessoas. Ele mudou, ele foi transformado em uma outra pessoa e fez todo mundo acreditar que ele era essa outra pessoa. O Dionísio é no panteon grego esse Deus.
Quando você vai ver a astrologia, você vê que a o o Dionsio quando ele aparece, ele está sobre sobência de um planeta. E aí esse planeta é ligado a uma série de outras coisas. Teve ontem, anteontem na aula, uma pessoa que não gostou que eu falei de pensou que eu tinha falado de astrologia.
Eu falo de tudo, viu? Falo de astronomia, astrologia, e sete artes liberais. Eu sou educadora clássica, então eu utilizo as sete artes liberais para dar aula, para fazer conexões, para te tirar desse lugar.
Quando eu lanço Shakespeare, eu quero te tirar desse lugar aí de caixinhas. Você vai ficar é louca com esse curso de Shakespeare porque não tem caixinha. Sakespeare não tem caixinha.
Ele mistura um monte de loucura numa peça só e dá tudo certo. A gente ainda ri. ainda é engraçado.
É um fenômeno, é um fenômeno antropológico que Shakespeare faz conosco quando a gente lê as peças dele. Então não se prenda a caixinhas, tá? Não se prenda caixinhas, porque se tem uma coisa que é importante para se tornar inteligente, é ter referências e pensar sobre elas e ligá-las.
Sem isso, você jamais será, será só um jumento, repetindo slogan, ok? Então, é por isso que quando a gente entende de tudo, a gente pode conversar sobre tudo. Isso não abala a nossa fé.
O Espírito Santo falou comigo hoje quando eu acordei, OK? Mas é certo que para te explicar esse teatro cultual, eu preciso entender disso. Eu preciso ter lidos sobre isso.
Eu preciso saber para te explicar como é que esse povo pensava, porque a tua cabeça é de hoje. A tua cabeça não pensa assim. Para entender a cabeça de quem viveu há mais de 3.
000 anos, eu preciso te explicar como era há mais de 3. 000 anos, não? E para te explicar isso, eu lanço mão de quê?
De tudo. Tudo o que permeava o imaginário deles, inclusive o politeísmo, a crença num Deus chamado Dionísio, que era um Deus que tinha o poder de transformar o ser humano. Porque o o o culto na Grécia ele era fé.
Aqueles deuses para eles eram fé. O mínimo que vocês podem fazer é dar like, tá? Nessa aula aqui.
Eu não sei se ela tem no YouTube alguma dessas assim do que eu tô falando aqui. Não sei se tem. Então dê o like.
Então, Dionísio era um Deus que era cultuado e as pessoas no culto começaram a a fazer performance para ele, para adorar a ele, para agradecer a ele. E com o tempo eles foram percebendo que aquilo era um ritual. Tinha certinho o jeito de começar a hora da dança.
Havia máscara. Era um adorno que eles colocavam igual o padre coloca batina. É um adorno para cultuar.
Lorena, que sacrilégio. Você tá fazendo uma comparação da máscara do culto Dionísio com a batina. Eu tô falando de simbologia, gente, simbologia puntual.
Consegue acompanhar? senão eu desço o nível. Se não conseguir acompanhar, se teu nível de caixinha e cartesianice tá tão grande, eu desço, mas eu quero subir.
Posso subir? Então, Dionísio, ele recebia culto com as pessoas mascaradas, ele recebia culto com as pessoas com instrumentos igual mistério de louvor. recebia culto, havia um lugar de culto.
E nesse lugar eles foram percebendo que a forma como as pessoas cultuavam, ela tinha um começo, meio e fim, ou seja, era narrativo. E isso se torna, gente, o que hoje a gente chama de Shakespeare, teatro Elizabetano. Mas como assim?
Como foi esse pulo? Muito longo. A gente tá aí antes de Cristo, a senhora pula pro século X.
Claro que a gente teve transições, né? A gente teve transições. Então, por exemplo, se a gente quiser uma linha do tempo bem certinha, né, histórica, né, deixa eu eu quero fazer duas citações aqui para vocês que eu acho eh importante, né?
Porque todas as religiões elas são dramáticas. Drmáticas em que sentido? Elas são narrativas.
O islamismo é narrativo, o judaísmo é narrativo, o cristianismo é narrativo e todas as outras seitas também são narrativas. Contam a história de uma pessoa que veio e quando ela veio, a humanidade estava de x maneira, ela viveu na terra ou viveu de de alguma maneira, interferiu no cosmos de forma definitiva e relevante e depois as pessoas foram transformadas. É o que se acreditava que Dionísio fazia, gente.
Eles cultuavam Dionísio porque eles esperavam de Dionísio essa transformação que ele promovia. É narrativa. É narrativa.
E aí quando você entende que a liturgia teatral é narrativa e entende que ela não é, vamos dizer assim, entretenimento, eles não estavam ali para encher a cara e fazer doidice. Eles estavam ali por causa de um deus. E aí a gente a gente tá nessa Grécia antiga, né, que que começa a fazer esse monte de culto, esse monte de culto, esse monte de culto, ao ponto que se torna teatro.
Primeiro ator de que tem notícia na Grécia antiga, é tesp de. Crist, né? E assim, quando a gente pensa em teatro grego, a gente precisa entender o seguinte: o teatro grego, ele nada mais foi do que um grupo de homens extremamente sábio, extremamente versado, extremamente competente.
Pegou histórias, histórias arquetípicas, histórias que se contavam, histórias que as pessoas já conheciam de alguma forma. E eles colocam isso dentro desse culto e chega uma hora em que eles percebem que essa história tá muito bem estruturada. E eles vão acrescentando elementos, vão acrescentando cenário, vão acrescentando vestimentas, vão acrescentando o couro.
Não existia teatro sem coral. O coral não é um fenômeno descolado do teatro. O coral não é um fenômeno meramente musical.
Você pode pensar, mas como que surgiu o coral, hein? O coral surge do teatro, depois ele se desgarra, mas o o coral, o couro, ele é um dos elementos estruturais de toda a peça grega. E Shakespeare lança a mão desse recurso em algumas peças gregas, porque Shakespeare ele tem peças gregas, peças romanas, ele tem peças europeias, ele ele viaja nos países.
Tem muita peça de Shakespeare que se passa em Atenas, muita peça de a maioria das peças de Shakespeare se passam na Itália. E isso é fonte de controvérsia, porque um homem que nunca viajou paraa Itália, como é que ele conhece? Todo, todo, toda a Itália ele conhece, tem peças que se passa dele em todas as regiões importantes da Itália.
Como assim? Vamos entender isso. Dentro do curso Shakes em Família.
Vocês vão entender quem é esse homem que o povo tá dizendo que é uma judia negra. A nova teoria, a teoria de mais recente que foi lançada na na academia é que Shakespeare teria sido uma mulher negra que viveu na na corte de Henrique VII. E como ela não podia revelar o seu nome, ela escreveu sobre o pseudônimo de Shakespeare.
Lembrando que Shakespeare nasce, gente, no reinado de Elizabete. Quando a gente vai bater as datas, elas não batem. Esse povo revolucionário, ele é ruim de história.
Eles não checam, entendeu? A rainha Elizabeth era mais velha do que Shakespeare. E quem era a rainha Elizabeth?
foi a última Tudor. Então, como é que Shakespeare, que publica em 1603, que publica em 1610, teria sido uma mulher negra que conviveu com Henrique VII, ela viveu 100 anos. É difícil ser revolucionário quando você tem pessoas pensando e pessoas raciocinando historicamente.
Não se encontra, as datas não batem, a não ser que ela tenha sido muito velha, né? Escreveia gente com 100 anos na renascença. 1600 tem gente vivendo 150 anos, 120 anos, 99 anos.
Tem tem muito isso documentado. Era muito comum, principalmente mulher. e negra na corte branca europeia de Henrique VII.
Por que que essas teorias emergem? Porque eles querem transformar tudo em preto e sapatão. É isso.
Até Shakespeare, eles querem dizer que Shakespeare com pai de três filhos, pai de família, faz sucesso em Londres, volta para morrer na sua cidade natal, era gay. Eu não digo nem nada. Sabe por quê?
Porque assim, ter experiências bissexuais era uma é uma coisa tão é uma coisa que a gente não controla. Eu tenho certeza que tem muita gente aí eh conservador já teve, já beijou mulher, já beijou homem. Isso faz de alguém realmente alguém de prática gay?
Não, não faz. Shakespeare não foi gay. Ele não foi.
Definitivamente ele não foi gay e também não foi pobre, tá? Shakespeare não era pobre nem de nascença, nem de crescência. Não era pobre.
Toda a bibliografia que eu disponibilizei para você no último módulo desse curso, ele leu. Você sabe quanto custava um livro na era elizabetana? Você sabe quanto custava ter uma biblioteca na era elizabetana e quem tinha isso?
Então, a história ela precisa ser contada, claro, existem milhares de historiadores, ela precisa ser contada com documentos. Então, até a bibliografia, até a biografia que eu separei de Shakespeare para vocês, porque a gente tem aí mais de 10, a que eu indiquei é a que tem mais provas documentais. Ou seja, o historiador que fez aquilo, ele não é cristão de direito, nada disso.
Ele pegou documentos, registros cartoriais, assinaturas de Shakespeare em documentos, em peças, em coisas, em papéis. registros em outros livros de outras pessoas falando Shakespeare. Então ele trabalha com provas, fontes primárias.
Ele é o que faz isso de forma mais correta. É o que tá lá no módulo bibliografia. Porque na hora de comprar uma biografia de Shakespeare, a pessoa ouve tanta coisa, né?
M.