Oi gente eu acabei cometendo um erro não no término do primeiro vídeo É que eu disse que ia tratar dos pressupostos e já ia apresentar rapidamente o argumento Geral do livro né é isso no primeiro vídeo no segundo vídeo Apenas é falar sobre as problematizações e o próprio rabo nas faz sobre essa exposição dele e da década de 60 é eu vou mas eu vou colocar aqui então nessa segunda parte da aula um eu vou incluir a exposição Geral do argumento EA problema são tá bom Beijo Fica tudo no primeiro vídeo Então vamos lá vamos
pensar agora qual que é a tese Geral do livro Vamos faz uma exposição é da mudança estrutural da esfera pública Mas ela é historicamente determinada se vocês notarem o subtítulo do livro se chama um deste gações sobre uma categoria a sociedade burguesa o ramo de Nita a sua reflexão a realidade da França da Inglaterra e da Alemanha Nos períodos do século 18 19 até os 20 olhando a consolidação da esfera pública a partir da realidade é material cultural social e política da sociedade civil burguesa bom no entanto o hamas faz isso sempre dizendo o seguinte
eu eu reconstruir ali um ideal né a formação de um tipo ideal no sentido weberiano da esfera pública burguesa é muito importante isso porque a uma mistura de vermelha nesse tipo Ideal com o interesse é de tipo marxista EA que o rapaz mesmo diz que ele estava produzindo no período ainda algo na chave do materialismo histórico Oi e a ideia dele é fazer uma grande e construção Ampla mesmo correndo o risco de defe deve ser dizem Picos a reconstrução tal como faria o materialismo histórico de grandes tendências históricas EA esfera pública É um tipo ideal
e na visão dele representa usar exatamente se amplo movimento é por isso como eu disse no final do outro vídeo ele pode tratar disso do ponto de vista da Ascensão e da queda da esfera pública né a esse tipo ideal se consolidando e as condições é sociais que fizeram com que esse tipo ideal é não encontrasse mais efetivação tá essas são as grandes é os grandes traços de interesse dele na reconstrução histórica ele debate um pouco isso e eu vou falar já já a respeito dessa reconstrução é um pouco também quando eu é tratada e
da problematização do texto o mais importante entender as duas partes do livro o livro tem duas partes a primeira parte é assim são a segunda parte de como seria a queda é a consolidação desse tipo ideal da esfera pública burguesa ela se dá na primeira parte do livro e ela tem dois momentos decisivos né O primeiro é quando o rapaz vai mostrar um bastante base bibliográfica bastante mesmo né Como se consolidou ao longo do tempo a formação de um público leitor Universal diz o rapaz que constituiu um sistema institucional amplo de comunicação e esse sistema
vai se consolidando materialmente existem mudanças emocionais né muitas vezes empurrados pelo pela ampliação do mercado mundial e aí essa racionalização desse mercado foi ocorrendo junto com a racionalização Ea ampliação de sistemas de comunicação na sociedade e foram Se diversificando isso foi gerando consequências é também para aquilo que é a formação de um público universal de leitores e a partir da possibilidade de material de acesso à leitura se formou vai mostrar o rapaz na esfera pública na sociedade burguesa se formou é um público que passou a ler intensamente obras tradicionais que chegavam até eles a partir
disso como formação Educacional que era compatível com esses ideais da formação de um público leitor que eram ideais típicos do Iluminismo e do esclarecimento né é que em geral é tava muito vinculadas a possibilidade da formação de uma cultura de uma Cultura esclarecida né que passava pela universalização da educação e sobretudo consolidando no cotidiano dessa sociedade os hábitos de uma cultura de fundo que era voltada a leitura de diferentes publicações e isso produz diz o hamas um sistema ele vai apresentar na primeira metade do livro ele chama de sistema de comunicação que é composto inicialmente
essa formação clássica composto por um público de pessoas privadas e discutem publicamente mediante razões e era um pessoas privadas que passavam até acesso à leitura a formação né a formação Educacional acesso material a leitura e na sua vida privada reproduzir indo cotidianamente os hábitos de leitura passavam não só a lê mais passavam a encontrar ambientes propícios para a discussão daquilo que liam então hamas diz aqui que se produz ao longo das décadas se consolida um hábito né é um sistema de leitura um sistema de comunicação e um hábito de discussão um hábito discussão formado por
pessoas privadas porque o rapaz mesmo vai mostrar aqui isso vai passar por uma mudança da arquitetura da Pequena Família burguesa né mas que vão em diferentes espaços da família e da vida privada Vão buscar é possibilidades institucionais de debater a discutir mediante razões o conteúdo daquilo que eles viam e eles compartilhavam essas leituras e poderiam também a partir daí encontrar referenciais comuns para debater o conteúdo dessas leituras Essa é a formação mais importante dessa primeira metade do livro que é a composição institucional da esfera pública burguesa a partir das suas condições materiais condições literárias materiais
ela se dá por vários meios né entre eles O rapaz vai mostrar que tem a ver com as condições da produção de livros revistas jornais né os Escritores os editores às livrarias a bibliotecas públicas os grupos de leitura ou seja cada um desses entre outros vai consolidar essa nova cultura literária e ela é decisiva decisiva na primeira metade do livro tá um público que discutir mediante razões mas a segunda parte ainda mais interessante dessa primeira metade do livro que ele vai mostrar no Passo seguinte que esse público de pessoas privadas que discutem mediante razões passou
a assumir esse público assumiu uma função crítica quando começou a também na no momento em que discute mediante razões também é colocar sobre o escrutínio público de uma crítica pública o próprio poder político a uma função política ou que o haruma chama de movimento de politização de uma esfera pública literária em grande medida impulsionada pela Revolução Francesa mas não só pela Revolução Francesa por que isso é um processo que começa um pouco antes da própria a eclosão da revolução O que é a o público vai começando assumir funções críticas porque a base material dessa cultura
literária também institucionalizou determinados tipos de imprensa então por exemplo a mas vai tratar da Imprensa Operativa então ela não tava apenas comunicando né fatos em que esses fatos simplesmente informavam acontecimentos cotidianos da sociedade era uma imprensa que não apenas descrever via e não apenas fotografava esses fatos na na imprensa mas também passava a discutir EA opinar né EA a buscar a participação de escritores e de um público já engajado consolidado nesses debates que passavam a opinar e também portanto a formar opinião pública em relação às ações e ao exercício do poder político constituído Ah mas
isso Acabou tendo funções críticas decisivas né sobretudo Hum mas vai mostrar e pautas como uma luta contra a censura e a luta em prol da liberdade de opinião eram eram muito importante naquele período junto com essa esfera pública literária uma esfera pública opinar ativa crítica que mediante razões colocava o poder político É sobre o julgamento considerando alguns critérios que eram critérios digamos amplamente é amplamente compartilhados isso foi decisivo naquele momento porque a mas vai dizer que neste momento a esfera pública ela passou a ser crucial para os critérios de legitimidade do poder político o poder
político as ações desse poder político o exercício do Poder passava pela formação da o que ocorria na esfera pública ela acompanhava essas ações e o poder político tinha que se responsabilizar diante da esfera pública EA esfera pública ela levantava uma série de critérios Gerais para pensar as ações e digamos as orientações do Poder são critérios bastante normativos que implicam igualdade implicam justiça implicam liberdade né uma série de direitos implicam participação política isso tudo são critérios utilizados por esse público que discutir mediante razões para poder se voltar ao poder e é é se posicionar como uma
atitude crítica diante dele e o poder por sua vez também considerar a opinião pública no seu próprio exercício e essa primeira parte é complementada com a segunda parte do livro que vai mostrar a mudança estrutural na mudança estrutural essa divisão entre estado e sociedade que ainda existe né a sociedade produzindo uma esfera pública que vai colocar o estado e o poder sobre seus critérios críticos essa distinção ela começa a mudar quando se consolida a passagem do capitalismo Liberal o capitalismo monopolista quando se consolida o estado social como modelo de regulação né e a Democracia de
massa esses três fatores são decisivos para essa mudança na segunda parte E por que que ela é tão importante a segunda parte porque ela tem uma função até mais crítica do que a primeira parte que é para mostrar que com essa mudança a função crítica da esfera pública ela se perde ela ela fica bloqueada né e não existe mais as condições materiais da mesma maneira de uma formação racional da opinião e da vontade né essas mudanças são muito importantes O rapaz vai fazer uma uma grande análise ali sobre a diferença entre as condições materiais da
esfera pública literária em prol da formação racional da opinião e da Vontade que tinha função crítica e a nova mídia é quando ocorre com o capitalismo monopolista ocorre um processo de entrelaçamento de estado e sociedade só que em mau sentido é esse entrelaçamento não não permite mais uma separação entre estado e sociedade você começa a obscurecer né obscurecer os critérios que vão fazer com que a ação do estado tenha que se submeter aos critérios sociais e esse entrelaçamento vai prejudicar o próprio as próprias condições materiais para a manutenção do conceito de esfera pública né e
esperar pública ela passa a esse ao digamos o receio do Habbo mas no livro a esfera pública passa ela mesma também a ser produzida pelo poder então não há uma distinção Clara entre estado e sociedade então os critérios críticos produzidos eles já estão misturados Então você não sabe que aquilo se aquilo é aquele critério é um critério que foi produzido manipulativa mente pelo próprio poder constituído Então é isso começa a ter efeitos são muito é perversos né arma se refere a esse processo que ele vai escrever na segunda parte como um longo processo de socialização
é neocorporativismo do estado em que os sujeitos não se colocam mais individualmente em relação ao estado Mas eles se colocam a partir de interesses de grupo e querem quinhões né do estado tem dos seus a partir de seus próprios interesses EA estatização da sociedade né a simbiose de baixo para cima de cima para baixo que não tem consequências emancipatórias de iso'rath mas em que o estado passa a controlar passa a regular a economia mas com essa intervenção sobre a economia do estado social ele também vai produzir um forte controle sobre esferas que antes eram auto-organizada
da sociedade o estado poder administrativo aumenta é imensamente massivamente o seu poder de controle então a esfera social que tinha possibilidade de se auto-organizar tal como o hamas via isso na aqueles movimentos da sociedade burguesa é passa a não ser mais possível com o capitalismo monopolista né e o outro ponto é a própria mídia né as mídias passam a ser parte do próprio poder as mídias de massa as grandes mídias né o rapaz usa muito segue muito aquela ele a música da indústria cultural que vinha da primeira geração então que são essas mídias de formação
da opinião as mídias de massa né ela tem uma função disso rapaz crítica ou manipulativa bom no segundo momento sobretudo ou às vezes tão somente manipulativo manipulativas a mídia de massa é poder ela exerce Dominação e controle sobre o sujeito o hamas verde maneira muito negativa estética a capacidade da mídia das grandes mídias de massa formarem é digamos hábitos e orientações e vão dar naquilo que é o desejável para teoria física são sujeitos de comportamento crítico né acha que acontece o contrário as mídias de massa vamos produzir um outro tipo de comportamento que é sobretudo
é rei ficante e elas perdem importante também a sua função crítica Então veja perde-se neste momento as possibilidades materiais institucionais de compreender um de permanece onde permaneceria o potencial crítico da esfera pública mas tem um outro é uma outra questão geral para a gente entender o argumento do livro A Veja tem duas teses inclusive o rapaz é mal lido muitas vezes no livro porque essas duas teses elas parecem às vezes se confundir as pessoas se referem ao livro mudança estrutural da esfera pública classicamente principalmente pela primeira parte do livro e diz assim o interesse do
rapaz no livro é explicitar esse ideal esse conceito normativo ideal da esfera pública que é um conceito tem critérios normativos muito claros né é um conceito que traz junto com ele criterios universalistas de igualdade de inclusão de participação na esfera pública então ia partir O que são os próprios termos dos ideais produzidos pela sociedade burguesa tem a ver com esses critérios universalistas que podem servir como critério os críticos do Poder um poder que exclui um poder que não digamos considera de maneira adequada a justiça Então ela é sempre linda a injustiça realmente existente a desigualdade
a perda de liberdade ela é avaliada pelos termos da esfera pública que cobra do Poder constituído é a possibilidade da inclusão da participação da Igualdade da Liberdade né de todos tão Muitos dizem que isso é o ideal do livro A mas o hamas tem um outro momento do livro que é fundamental que Justamente a crítica desse processo da da mudança de Diagnóstico no capitalismo e nas relações sociais as condições materiais desse conceito ela se perde elas não são mais efetivas o conceito passa a ter outra função hamades inclusive no prefácio que o modelo que ele
utilizou para fazer mudança estrutural da esfera pública era o modelo de uma crítica da ideologia Em que sentido Ramos faz crítica da ideologia neste livro hora ele vai usar a ideologia para mostrar que o próprio conceito de esfera pública desde o início tinha pretensões ideológicas por quê Porque ele promete Ele a alça a possibilidade da participação Universal igualitária de todos no entanto a universalidade que esse conceito almeja encontra como base dele material uma classe social que a sociedade civil burguesa e a sociedade burguesa é uma sociedade de classe é uma sociedade cindida política e socialmente
e o rapaz diz a promessa da esfera pública a promessa que a sociedade burguesa fez da inclusão Universal ela não se realizou muito no sentido do Marcos o haruma Segue essa frente né ela não se realizou Por que diz o rapaz porque é uma sociedade de classes aqueles que participaram e eram considerados iguais foram apenas a sociedade aqueles membros da sociedade burguesa ficou de fora os trabalhadores né então tem um problema de é promessa não realizada do ponto de vista da sua condição social e econômica é e o rapaz diz portanto que o conceito de
esfera pública ele já nasce com pretensões ideológicas porque as condições materiais bo o conceito excluíram a inclusão de fato de alguns grupos E aí ele vai falar da inclusão dos trabalhadores né nessa possibilidade de pensar o critério normativo plenamente realizado do do conceito então rapaz vida não é uma não é uma Apologia meramente da esfera pública do Rap nos faz aqui o ramo está olhando a esfera pública para poder compreender as digamos Os desafios da sociedade moderna é por isso que ele olha para a esfera pública para fazer uma crítica da sociedade moderna não é
apenas uma defesa de um conceito abstrato de esfera pública não mês que ele faz Tá bom então o livro tem uma tese normativa geral mais dele tá dizendo que isso tem um componente ideológico a esfera pública se tornou ideológica e portanto ela não cumpre o que promete não cumpre o que promete e o capitalismo monopolista Você tem uma mudança né radical porque ela as condições materiais ficam cada vez mais desfavoráveis para que o conceito de esfera pública permaneça efetivo Oi mãe como o vídeo os vídeos né no curso são apenas orientações Gerais para leitura do
texto vou terminar é com aquelas programações desde o início Hum mas como ele já dizia que estava fazendo uma uma análise do ponto de vista da do tipo ideal da esfera pública burguesa ele ele já dizia o seguinte tem um risco tem um risco de Déficit hídrico nessa reconstrução né são grandes tendências e elas podem ter uma série de problemas pontuais e ele reconhece uma série desses problemas no prefácio vocês devem ter visto né ele vai ele vai mencionar vários desses é para descrição empiric para reconstrução do conceito são alguns problemas como por exemplo alguns
autores mostrando que a uma idealização exagerada daqueles aspectos Racionais da discussão pública a ser um dos primeiros a vezes é um público formado por pessoas privadas que discutem racionalmente ou discutem mediante razões essa pretensão de que os critérios é surgem desse hábito extremamente racional da esfera pública isso é muito isso é muito daqueles membros da espera porque é muito muito complicado você está me lembrar que a esfera pública literária para o rabo Mas é ela foi produzida no contexto de discussão é de interesses é bastante iluministas por exemplo na França e bastante voltados ao esclarecimento
na Alemanha né envolve a esfera pública literária a materialização dessa possibilidade da discussão mas também envolvia uma baita discussão no período a respeito da educação e da formação A informação é essa que cultura geral é essa existe a possibilidade de uma educação universal então a ali um propósito Iluminista um propósito é de de uma formação esclarecida que o hamas chama muito atenção na reconstrução histórica do livro no entanto isso é alguns autores vão mostrar que isso não necessariamente precisa ser é a base de um tipo ideal cuja discussão é altamente é idealizada no que diz
respeito aos quesitos aos pressupostos Racionais da discussão pública né um outro problema muito importante que o rapaz trata no prefácio é a ideia da esfera pública no singular a sociedade portuguesa produzindo uma esfera pública o rapaz reconhece que desde o início ele deveria ter considerado que não existe uma esfera pública única e Existem várias esferas públicas existem espera públicas concorrentes no mesmo período então ele trata lá da esfera pública burguesa mas ele tira da sua visão a esfera pública Plebeia ou esfera pública proletária então outros autores pensaram essa pluralização da esfera pública a partir de
outros grupos né então não existe apenas uma esfera pública a gente vai ver nessas e Construções que ele menciona ali por exemplo a ideia de pensar a esfera pública Plebeia ou esferas públicas específicas de classe então tem texto sobre isso né existem mobilizações de espera públicas que são de grupos subalternos que são importantes naquele período mesmo na reconstrução reconstrução histórica da França Inglaterra Alemanha no período né a uma mobilização política de classes camponesas de classes trabalhadoras urbanas tudo isso o rapaz deixou de e na reconstrução dele não existe a cultura política burguesa apenas existem outras
culturas políticas portanto também muito importante para o rapaz ter mencionado a exclusão das mulheres ele sofreu muitas críticas né existem muitas leituras do livro da perspectiva feminista e dá para expectativa de gênero mostrando que o livro foi cego a gênero ele você conhece ele para ele não pensei essa questão né é esfera pública burguesa ela mesma ela mesma né quando o produto o seu critério de inclusão ela mesma produz uma uma explosão estrutural das mulheres e eu não olhei para isso é de maneira adequada e ele reconhece nunca é fácil a esfera pública independentemente delas
uma esfera pública é que pudesse é incluir a classe trabalhadora diz o rabo mas ele reconhece ela continuaria sendo uma esfera pública de caráter patriarcal né então pensar gênero espera pública é absolutamente Oi gente porque a crítica a cegueira de gênero ela vai ter uma consequência disso Hum mas mais fundamental porque é estruturante para a sociedade também outras outros de base que a gente vai ver até no curso com outros autores e autoras tem a ver com a esfera pública Negra também né a ideia de que classe gênero raça não entraram nessa nessa nesse elemento
desse ponto de vista da pluralização da esfera pública existe um amplo debate bom e um debate que passa pela reconstrução também empírica do conceito aves não ter visto adequadamente a pluralização das esferas públicas e deveriam ter sido de construídas como esferas públicas re concorrentes e a gente vai ver isso por exemplo como texto da Nancy Fraser com a ideia dos contra públicos né eu fico o rapaz não deu atenção adequada aos contra públicos que se formam como contra-poder a esfera pública Afinal a esfera pública ela mesma pode ser poder Então essa era pública burguesa ela
mesma não é apenas críticas do poder ela mesma é dominação que outros públicos vão se formar em pra criticar Outro ponto importante da farmácia assunto raiva chama atenção tem a ver com essa é as premissas que ele tinha os pressupostos que eram reggae anos marxistas né é Hegel Marx para pensar estado e sociedade a rapaz vai ser por ele vai mostrar que ele tinha uma visão muito simplista por quê Porque nos dois autores tem um tem uma premissa da totalidade que o rapaz não conseguem mais na sua teoria e diz-me a teoria social era se
complexificou uma sociedade não é uma totalidade ela não tem apenas um único núcleo de auto-organização né a sociedade ela tem uma relação né da sociedade com a economia e com poder político economia poder político-administrativa e sociedade ereção eles formam processos muito mais complexo de interação e Integração Social e o rapaz não considerava isso naquele momento porque ainda não tinha diz ele desenvolvido uma teoria social adequada que fosse suficientemente complexa para esse tipo de problema não existe para o rabo mas a ideia de uma sociedade unificada e não existe para ele mais o horizonte de uma
totalidade nem o estado é a totalidade nem economia totalidade nem a sociedade que se auto-organizar totalidade por isso também uma única esfera pública não não não existe é de uma esfera pública que essa organização total da sociedade como se a sociedade fosse uma cruz sujeito isso também é cai por terra a esse diagnóstico é da teoria social faz com que o haruma repense uma sociedade a partir de outros modelos ele vai chamar de um modelo do ao e complexo do sociedade a gente vai poder ver isso nos próximos textos que a gente vai discutir sobre
o rabo tá no texto dele sobre a soberania popular e no Capítulo 8 de capacidade de validade sobre será pública a gente vai ver ali com muito mais detalhe uma exposição dele da complexidade organizacional é com que ele é entende atualmente a a sociedade e portanto o próprio conceito de esfera pública a outra outro passo importante tem a ver com a ideia de que para ele as mídias de massa ele tinha Visa eu tinha acesso a pesquisas ali que não me davam a possibilidade de pensar ambivalência das mídias né um de Valência constante das mídias
até hoje às vezes produzem dominação elas produzem manipulação Mas elas também produzem possibilidade de Formação né ele se refere àqueles tudo por exemplo do Stuart Hall no prefácio sobre a recepção e ele mostra que a mídia ela não determina a opinião EA vontade dos seus do público é o público também tem um processo ativo então não existe apenas uma atitude passiva do público diante das mídias massa o público também é ativo no processo de recepção daquilo que as mídias é veículo o rabo mas ele a gente vai ver no Capítulo 8 de falsidade validade a
gente vai ver como ele é a visão atualmente né quando ele escreve na verdade pode ser de validade é 30 anos depois de mudança estrutural da esfera pública ele tem uma visão muito mais complexa desse processo de difusão e de é recepção é ele ressalta muito mais as ambivalências né dos riscos da mídia de massa do que adota aquela posição mais é cética ele tinha na década de na década de 60 Oi e aí eu queria terminar na verdade chamando atenção para o início do texto do prefácio e assim que eu gostaria de terminar né
porque isso é decisivo para o modo como ele problematizou a exposição dele da década de 1960 e ele repensou a necessidade do conceito de esfera pública Ele disse que muitos anos depois né Trinta Anos depois ele ele está diante nós estamos diante de um outro momento um momento de é nova movimentação política nova participação política um momento de de uma nova de novo enche-me de novo processo de revolução social importantíssimo do ponto de vista político e que justamente neste momento quando a sociedade civil e os cidadãos de vamos politicamente ativos ele se recolocam é na
arena pública Ele disse que neste momento passa a ser fundamental a crítica EA teoria da Democracia recupere um conceito adequado de esfera pública é por isso que ele começa o prefácio dizendo isso é agora em 1990 considerando todos os acontecimentos dos movimentos sociais da década de 80 é fundamental recuperar um conceito crítico de esfera pública por quê Porque a conjuntura política mudou a atuação da sociedade civil é de outra ordem e isso nos desafia agora a não aceitar é o resultado do diagnóstico de mudança estrutural da esfera pública mais claro é isso as programações as
plantações implicam repensar Em quais condições agora o conceito de esfera pública pode ser recuperado E aí claro que como a gente vai ver no curso a cada momento quando os autores vão fazer isso eles vão refazer repensar meios conceituais e atum os seus diagnósticos diante de novos processos políticos é em que ele se encontra