Boa noite me chamo José Sá tenho 48 anos e moro no Estado de Santa Catarina vim morar aqui com meus pais quando tinha 20 anos pois venho de uma família que morava no interior do Estado hoje temos negócios aqui em Florianópolis mas nem sempre Moramos na capital eu passei toda a minha adolescência morando no interior do Estado e lá vivemos algumas histórias sinistras que Contarei aqui agora meus pais tinham dinheiro para investir em algum negócio então resolveram primeiro ver a região para que o dinheiro pudesse ser investido corretamente nós fomos morar em uma casa humilde
e com um aluguel bem baixo pois ninguém alugava a casa pois os Fundos dela davam para um cemitério apenas o muro baixo separava nossa casa do lugar de descanso eterno até aí tudo bem pois para nós não havia nada demais era apenas um lugar que ninguém queria estar tão cedo e não algo a se temer com o tempo meu pai começou a fazer pães e bolos e esse foi um negócio que sustentou nossa família até os dias de hoje quando eu já era um adolescente acordava junto com meu pai na madrugada e assava os pães
em um forno à lenha em nosso quintal eu não gostava muito pois a vista dava para o muro do bendito cemitério e eu sempre achava que algo nos olhava de lá até então nós nunca tínhamos escutado ou visto coisa alguma ali mas com o passar dos anos Isso mudou lá não tinha vigia ou coisa assim apenas um coveiro cuidava de tudo ao dia mas à noite o lugar ficava fechado e ninguém entrava então em uma madrugada eu estava assando os pães no forno e meu pai estava sentado fazendo umas contas quando começamos a escutar o
que pareceu muitas crianças correndo e rindo o problema era que estávamos em plena madrugada e o barulho vinha exatamente do cemitério atrás de nossa casa eu peguei uma escada e subi no muro e me sentei então meu pai subiu e ficamos olhando mas não havia ninguém ali então eu falei você escutou o que eu escutei não é sim respondeu meu pai mas não tem nenhuma criança aí e mesmo que tivesse que pai deixaria crianças dentro de um cemitério pela madrugada eu pulei do muro e meu pai já estava descendo quando novamente escutamos o barulho de
crianças rindo e correndo meu pai subiu rápido e eu pedindo para ver também mas ele depois de dar uma olhada desceu rápido e tirou a escada do Muro falando Chega de olhar cemitério por hoje Vamos trabalhar meu pai estava pálido como se tivesse visto algo que não queria que eu visse mas eu não insisti apenas voltei a assar os pães na madrugada seguinte estávamos trabalhando quando eu olhei na direção do muro e achei ter visto algo me olhando Então fui até a metade do quintal e percebi que havia um tipo de sombra de alguém me
olhando noo lado do cemitério então peguei a escada e fui olhar pois não ia ficar nessa dúvida só que quando peguei a escada meu pai falou não vá olhar nada do outro lado Deixe quieto e vamos trabalhar só que eu falei que tinha visto algo mas meu pai insistiu que eu não fosse ver o que poderia ser então obedeci quando o dia nasceu eu fui até o portão do cemitério e entrei e lá estava o coveiro que quando me viu sorriu Pois me conhecia desde que eu era uma criança eu contei a ele que estava
vendo algumas coisas bem estranhas pela madrugada e ele me falou José Eu já vi tanta coisa estranha aqui que se eu for contar vamos passar o dia inteiro e não vou ter contado nem metade quando Escutar qualquer coisa acendo uma vela no canto do Muro vezes só iso é suficiente na mugada seguinte eu acend a vela e meu pai me dizia para que eu deixasse essas coisas de lado mesmo assim eu sempre deixava uma vela acesa e depois disso nada mais ouvimos Até que em uma noite eu havia saído com alguns amigos e estava voltando
para casa quase meia-noite quando vi o que de longe me pareceu um casal que andava meio assustado na direção da Encruzilhada que ficava no fim da rua onde eu morava então um deles parou e o outro continuou andando nisso eu já estava na porta de casa mas não entrei fiquei olhando o que aquele estranho casal estava fazendo a mulher ficou parada no meio da estrada e o homem pegou algo que me pareceu um livro e foi até o meio da Encruzilhada e pareceu falar algumas coisas eu comecei a rir pois era engraçado a maneira que
ele balançava os braços só que do nada ele parou e ficou sem se mover e a mulher que estava com ele começou a olhar por todos os lados Foi então que vi uma sombra se aproximando do homem e eles pareciam falar algo um para o outro não consegui ver bem mas me parecia alguém com um uniforme militar e atrás dele havia um cavalo parado também foi aí que percebi que aquilo não era coisa desse mundo e quando decidi abrir a porta para entrar o homem que estava trajado de militar olhou na minha direção e eu
abri a porta e entrei muito assustado Bati a porta com tanta força que acordei meu pai que me perguntou o que estava acontecendo Então contei o que vi e ele abriu a porta para olhar quem eram essas pessoas mas na estrada não havia mais ninguém na noite seguinte eu estava dormindo quando comecei a escutar o barulho de cascos de cavalo andando na rua vinha bem de longe mas quando chegou na frente de minha casa parou eu levantei e fui tentar ver o que era mas quando cheguei próximo à porta o barulho de cascos batendo no
chão não parava era como se tivesse um grande cavalo lá fora rodando sem parar eu dei dois passos para trás e o barulho parou e continuou a andar pela estrada quando meu pai acordou perguntei a ele se tinha ouvido algo como um cavalo correndo na estrada mas ele disse que não tinha escutado nada e então assar os pães para serem vendidos pela manhã bem cedo estávamos lá em frente ao forno quando escutamos Passos dentro do cemitério eram Passos como de alguém que estava usando botas peguei a escada e junto com meu pai fiquei no muro
olhando e vimos andando no meio do Cemitério o que pareceu um soldado só que era como se ele tivesse acabado de levantar do túmulo estava todo podre e caminhava devagar foi quando escutamos o galope de um cavalo que parou lá no portão do cemitério e o soldado morto foi até lá passou o portão sem abrir e subiu no Animal então saiu galopando estrada fora era o mesmo cavalo que eu tinha visto com o casal na encruzilhada e provavelmente o militar que vi de longe era o mesmo que caminhava podre no cemitério naquela madrugada entramos em
casa e só saímos pela manhã eu fui até o cemitério com meu pai e contamos ao coveiro o que tínhamos visto e ele logo falou de esse casal fez a oração do soldado 33 dizem que se você faz uma oração de um certo livro ele aparece e te dá números para apostas se for feito tudo direito quem fez a oração fica rico evocando o saudado que vem com os números certos para serem jogados em jogos de azar como você viu e estava na estrada o espírito deve estar querendo te falar os números como ele falou
para os dois na encruzilhada não sei como essa lenda começou mas já ouvi histórias de pessoas que dizem ter ficado ricas evocando saudado 33 depois do que aconteceu meu pai achou melhor mudarmos de casa e anos depois fos morar na capital onde estamos até os dias de hoje nunca mais voltamos até aquele lugar e a lenda doado deixamos para lás vezes quando escuto galopes de um cavalo eu me tremo inteiro lembrando do que vi quando era jovem e me pergunto o que leva uma pessoa a chamar tal coisa em troca de riquezas tudo tem um
preço tenho certeza que esse soldado não vem em troca de nada e o preço concerteza deve ser bem alto pois o mal é assim D com uma colher e tira com uma concha boa noite [Música] C