Eu não tô mais vocês estão me ouvindo bem pessoal Sim estamos Doutora a Prila tá na sala também tá não tá sim estou ouvindo Ok então vamos começar aqui as apresentações vou começar por mim tá e depois eu quero quero ouvir assim de vocês meu nome meu nome é Sara eu sou juíza de direita de direito eh titular de uma vara aqui na capital São Luís Maranhão né A minha vara é Fazenda pública sexta vara da fazenda pública e eu comecei Mas eu também faço parte da Coordenadoria da infância aqui do Maranhão e comecei a
trabalhar assim na época que eu comecei a trabalhar com depoimento especial o primeiro curso foi em 2010 eu fui pro Rio Grande do Sul para fazer um curso com o dor da aloé que foi quem deu início a questão do depoimento especial aqui no No Brasil com o projeto depoimento sem dano e lá a gente fez esse curso né Consegui levar uma assistente social e uma psicóloga e quando a gente trouxe nós implantamos Imperatriz e de lá desde lá até então a gente tem estudado um pouquinho sobre o tema é uma já é uma uma
longa data né não tenho resposta para tudo que a gente ainda tem dúvida para muita coisa mas assim a coisa tá evoluindo né então eu quero Ouvir vocês a Priscila aqui pela ordem que tá aqui na minha tela é a primeira que tá aparecendo é boa tarde a todos eh eu me chamo Priscila Eu Sou psicóloga eh eu trabalho hoje em dia no creas e surge muita demanda devido judiciário não ter uma equipe já própr né então eles precisam muito de pessoas capacitadas eu já fiz vários cursos e capacitações mas não igual a essa né
então por isso que eu vim hoje Prestigiar esse curso que vai ser de grande ajuda Priscila você é trabalha como psicóloga em qual município é São Luís Tinga do Maranhão em Itinga no Maranhão certo quem é o o o colega juiz que trabalha em Itinga a Dra Marília Nobre Marília Nobre certo ela tá fazendo curso também isso ela se inscreveu também para fazer o curso O curso Isso é muito bom e e agora com esse novo formato do curso tá assim bem melhor vou fazer aqui um Desenho Porque a gente já vai assim a gente
tá se apresentando a gente já vai falando assim algumas coisas né Sim esse esse esse novo formato do curso eu diminuí a minha fala e aumentei a a a participação do psicólogo do Lucas e foi assim proposital porque o Lucas ele vai trabalhar com vocês o protocolo que é aplicado Durante a entrevista que hoje é uma fase assim que é muito demandada as pessoas têm muuito curiosidade Como é que vão colocar isso em prática Inclusive os colegas magistrados né então eh a a a fase do Lucas ele vai trabalhar bem isso daí né a minha
fase são que são duas etapas só a gente vai trabalhar mais a parte jurídica uma questãozinha disciplinar que é muito importante né que é a importância da gente também enquanto magistrados conhecermos essas questões psicológicas sociais que estão relacionados à escuta de crianças e adolescentes semem Juízo E aí depois a gente passa pro Lucas que vão ser nas próximas aulas né Então essa aula e a aula semana que vem ainda é comigo tá bom vocês a dúvida que vocês quiserem então assim se eu não tiver resposta na hora a gente busca e vá atrás certo certo
você já depoimento especial Sim várias vezes porque como eu sempre fiz com todos os juízes então eles chamava sempre eu que já sabia já tinha o costume de fazer com as crianças Você Disse que já fez outros cursos você fez curso já também da entrevista cognitiva fez cursos de depoimento especial isso mas foi só um curso básico mesmo só porque Peg CJ e aquele do CNJ isso mas era aquele bem básico mesmo mesmo do CNJ não excelente não é importante é a gente eh a gente tá sempre aprendendo os primeiros cursos que eu fiz o
primeiro curso que eu fiz eh fora o que eu fiz no Rio Grande do Sul também a gente não capta muita coisa É com passar do tempo é que a gente vai estudando a gente vai se aprimorando a prática vai trazendo a perfeição e a sensibilidade também pras situações né sim então Eh vamos passar paraa Luciana eu queria que a Luciana se apresentasse e falasse também um pouco da experiência dela com depoimento especial né de onde ela é nome por favor a gente não tá te ouvindo Luciana é não tá ativado o teu som não
Talvez Seja bom você sair e entrar de novo deixa eu dar uma para você tire esse esse microfone do computador só pra gente testar tire Pronto agora fale não Ah nada ainda né ah é porque a Luciana ela não tá no notebook ela tá em um computador né Luciana acho que ela tá em no computador então então não tem microfone no computador Eh agora desligou agora ligou é é é então vou passar pra Diana eu acho que a Luciana podia deu certo D não vou passar pra Diana pra Diana se apresentar e e e poder
falar um pouquinho também da experiência dela com depoimento especial Quais as principais [Aplausos] dúvidas também tá sem som a Diana Vamos agora a Diana tá sem som tem que habilitar o som dela pronto estão me ouvindo boa tarde Boa tarde boa tarde a todos eh eu sou Diana sou comissária de justiça aqui da oitava vara criminal da capital e eu atuo também como facilitadora nas entrevistas de depoimento especial eu já fiz já fiz um curso inclusive com a senhora na época da pandemia que a gente começou nesse formato EAD eu acho que foi ainda pelas
Mã eu acho que foi o primeiro na verdade esse período comecinho de 2020 e depois eu fiz com o Lucas o do protocolo mesmo né já para me Habilitar como facilitadora E assim a gente vem atuando Inclusive a Luciana que não tá conseguindo falar ela também é facilitadora Na oitava vara criminal e a nossa ideia desse curso é exatamente para sempre atualizar né porque sempre a aprimorar trocar ações né trocar experiências porque a gente percebe que Claro que tem um protocolo que direciona a gente de uma forma mesmo bem bem maravilhosa mas a gente sabe
que cada depoimento é é como se fosse um Protocolo né específico para cada um porque cada vítima é vem com sua história vem toda além do processo Mas a nossa ideia é justamente essa atualização e esse a aprimoramento das técnicas das informações aí a deixa ver a É isso mesmo a A ideia é exatamente essa eh deixa eu ver ass ver se a Luciana Já conseguiu já Luciana não conseguiu né ainda então vamos passar então pro Robson Robson você pode se apresentar por favor falar Assim qual é a tua experiência com depoimento especial então boa
tarde a todos eh e como a doutora apresentou meu nome é Robson eu sou assistente social do tribunal de justiça aqui do Estado do Paraná eu sou profissional cedido para o tribunal Eu também sou formado em sociologia e estou cursando ultimamente o curso de baixarel em Direito eh a minha iniciação com o trabalho desde o Depoimento com criança adolescente e a também trabalhar esse tema Ou seja a escuta especializada se iniciou desde 2014 quando eu fui conselheiro tutelar na minha cidade identifiquei vários Fatos e com isso fui construindo momentos de pensar e como construir elaborar
propósitos até o meu pedido que eu mandei e-mail para poder participar do curso você com vocês é pra gente vivenciar outras experiências porque às vezes o modo que eu esteja aprendendo a Fazer aqui vocês podem ensinar aprender de outra forma e assim a gente conseguir proteger mais nossas crianças buscar um atendimento melhor qualificado essa troca de experiência sempre é muito boa e assim cada vez que a gente faz um curso a gente aprende uma coisinha mais né reforça uma uma informação né É isso que é interessante e então a gente tem aqui hoje na aula
eh Duas psicólogas né Tem comiss tem psicóloga tem comissária tem Tem assistente social e isso assim é bem interessante e eu já queria começar aula então aqui eh trocando assim duas informações com vocês ao invés de mim porque nós estamos aqui num curso para aprender vamos refletir então um pouco né Eh No que diz respeito a a atuação desses profissionais que atuam assim na ponta fazendo a entrevista né que são os assistentes sociais psicólogos pedagogos né Eh a gente sabe Que tem aquela situação da esc especializada que é feita na rede que é diferente não
é do depoimento especial que é feito em audiência né a escuta especializada ela tem um ela tem assim digamos assim uma destinação específica ela ela é um recorte ela tenta atingir assim uma finalidade que é diferente do depoimento especial que o depoimento é um depoimento judicial embora num formato humanizado para crianças e adolescentes mas o depoimento Ele Visa o quê o depoimento ele Visa Responder questões como quem praticou O Delito quando praticou O Delito Como ocorreu o delito são aquelas questões do testemunho em juízo que a gente tem que trazer a assim a à tona
né temos que trazer a realidade Para efeito de prova né mas na escuta especializada a coisa é diferente então assim alguém aí já realizou escuta especializada Luciana Luciana não há Priscila o Robson né E qual é a tua experiência então digamos assim com a escuta especializada Robson porque você disse que começou fazendo isso né sim Doutora que tu vi essa diferença na prática eh tanto que por eu estar hoje aqui no fórum no Paraná eh eu também comecei a participar junto com a psicóloga que é minha companheira de trabalho da Equipe técnica ela faz ess
depoimento e nós discutimos muito isso e Que da da escuta para o depoimento porque assim a escuta a gente eu identifiquei assim o primeiro fato até na primeira vez eu como Revelação espontânea enquanto eu era construir Tutelar isso lá em 2014 que a criança vem trouxe os fatos a a escuta a gente vai ser mais aquele momento que a gente vai ouvir a criança no que ela nos traz naele primeiro momento já o depoimento já como a senhora apresentou já se utiliza como Questão de os de prova para um processo algo da construção eu viria
que a escuta especializada seria mais a inicial onde que a nossa colega ali A Priscila falou que trabalha no creas né no creas a gente também pode fazer a escuta especializada do nossos atendimentos que vem é no conselho tutelar realmente ocorre muito a questão daquela Revelação espontânea né então tem esse viés assim de a criança revela e o conselheiro tá Ali tem vai escutar ele não pode esmar o fato naquela escuta especializada mas ele acaba ouvindo o que a criança fala não é eh eh mas por exemplo eh já no eu eu acredito que já
na na rede de atendimento fora o conselho Tutelar existem escutas especializadas com outras finalidades a Priscila já já fez alguma escuta especializada com outra finalidade Sim já fiz que não seria eh paraa Justiça mesmo apenas de alguma Investigação mas não sendo a investigação só para verificar um fato que ocorreu então foi como se fosse uma uma escuta especializada dentro de um depoimento especial mas o ambiente totalmente diferente e até a forma de também de fazer o atendimento também diferente mas mas tava acontecendo assim uma investigação alguma coisa desse desse dessa natureza que começou pelo conselho
Tutelar né que o Conselho Tutelar sempre tem essa essa forma de fazer o atendimento então acaba querendo que eles criam uma investigação então para evitar que seja um perita né porque eles não são perita para fazer esse tipo de atendimento a gente teve que mudar totalmente o atendimento em forma de escuta especializada durante o atendimento com a criança não dentro judicialmente era a primeira vez que a criança tava sendo Ouvida isso tinha ouvido pelo pelo conselho e depois foi encaminhado para mim porque o conselho não conseguiu uma confiança com a criança certo veja mas a
criança já revelou espontaneamente pro conselho isso vejam é isso assim que a gente vocês estão vendo a gente já começa a puxar algumas nuances do que ocorrem na prática na nossa que é um que na nossa rede de atendimento que é um grande desafio que é a criança acaba tocando no Assunto várias vezes né sim ritimizado né Vocês estão tão percebendo aqui a gente não tá criticando a gente tá trazendo aqui né Para efeito de reflexão situações que ocorrem na realidade né então eh como é que vocês pensam aí a gente já vai daria um
pulo aí pro fluxo de atendimento mas enfim a informação veio e é importante a gente conversar a respeito disso nesse momento né como vocês pensam que a gente poderia Evitar esse tipo de situação na rede de atendimento como vocês imaginam queria ouvir vocês Diana que é comissária que vê muito isso na prática como é e e e né E tá aí no dia a dia Nav Então essa é realmente é um grande desafio hoje é exatamente é essa questão da escuto especializado ela ela é muito é uma linha muito tênue de quem tá fazendo né
e acabar se aprofundando no Tema na temática do fato em si que seria objeto de depoimento especial então a gente percebe que às vezes não por falta mesmo de conhecimento de preparo a eh seja a rede ou seja onde ela revelou escola e aí começa Desde quando lá do comecinho né é escola Conselho Tutelar então a gente percebe muito isso que a criança ela passa por vários locais né onde ela revela o fato a revelação espontânea e ela ainda continua falando do fato a gente sempre eh nós aqui da Oitava vara criminal a gente também
eh recebe vítimas que não vão para depoimento especial são casos de eh audiência tradicional e nós no acolhimento que acabamos fazendo de certa forma uma escuta especializada preparando ela para uma audiência mas no sentido de quê a gente sabe obviamente do que se trata então Eh o que a gente pega dos relatos dela é apenas para lhamento o acompanhamento psicológico né para algum tipo de Inclusive às vezes até acompanhamento psiquiátrico PR rede de saúde pública porque algumas delas já vem com essas sequelas então a gente faz aquela escuta sem tocar no fato em si né
É claro que às vezes a própria vítima ela acaba revelando E aí falar realmente então assim para PR gente é um grande desafio e a gente percebe muito nos processos o tempo todo desafio né Um Desafio essa repetição é que é Um Desafio e quando eu trabalhei em Imperatriz quando eu trabalhei em Imperatriz assim a gente fazia sempre reuniões contínuas com a rede de atendimento e uma das coisas que a gente Tomou muito cuidado lá e que a gente repetia muito nessa época que a gente colocou em prática era que quando a revelação fosse feita
é claro que você não pode rompe o que a criança tá falando você deixa a criança falar porque aquilo ali foi uma revelação Espontânea né você deixa a criança falar mas era não esmiuçar uhum não esmar o fato tomou conhecimento ali porque a criança revelou já encaminhar direto o a situação em Ofício ao Ministério Público ou a delegacia de polícia para abrir o inquérito policial com a aquela Revelação né E aí no inquérito policial é que será feita a escuta de todos os adultos envolvidos e a criança seria ouvida em depoimento especial já em sede
judicial Porque a delegacia lá Imperatriz também não tinha estrutura para realizar o depoimento especial diferente de Brasília né em Brasília eles fazem o depoimento especial na delegacia de polí porque eles têm psicólogo eles têm a sala de depoimento especial eles têm toda uma estrutura mas aí a gente tem outros questionamentos de ordem processual que a gente vai falar no tempo oportuno mas vocês visualizem aí Percebam assim que o a escuta especializada a gente tem que ter isso em mente e por que que eu que eu inverti um pouco assim a gente ia tratar isso mais
adiante porque aqui a gente tá com tá trabalhando com profissionais da rede Comissários né são são servidores do do sistema de Justiça mas estão em em contato direto com o pessoal da Rede assistente social psicólogo nós temos que evitar ao máximo ouvir a criança antes do depoimento especial Propriamente dito né porque essa revelação ela tem que ser feita uma única vez e ela tem que valer como prova para juízo e se a gente ficar escutando a criança demais a gente vai incidir nas características que os senhores já sabem porque todo mundo aqui pelo que eu
pelo que eu tô percebendo já tem uma base que é revitimização dano secundário podemos fazer eh eh eh infiltração de falsas memórias né todas essas situações podem Ocorrer então assim todo mundo a Luciana Já conseguiu resolver a questão do do som dela não então Luciana eh eu queria que a Diana que trabalha contigo fizesse a tua apresentação Vamos fazer uma apresentação não perder não é a a a apresentação da Luciana é então a Luciana também trabalha comigo ela a formação dela é na área de informática de computação Mas ela é comissária de Justiça já no
tribunal desde Acho que Desde 2006 e também fez o curso de facilitadora com o Lucas né ela começou lá na unidade nós somos três que realizamos o depoimento especial temos uma assistente social aí depois fui eu que me capacitei Luciana Já já foi um eh por último mas nós trabalhamos aí nessa tanto nessa nos serviços mos de comissário tratando direto com as vítimas né E também como facilitadores Ok então vamos lá vamos começar aqui Nossa apresentação Vou ver se eu pego aqui consigo compartilhar a tela tá certo só um minutinho vamos ver aqui compartilhar tela
ajuda aqui Vitor meu acessor na telinha aqui compartilhar a sua tela foi compartilhada agora a senhora só tem que ir para apresentação isso perfeito perfeito Doutor Ok seu microfone tá desligado Tá seu Microfone pronto perfeito agora só clicar em apresentação de slides para que a gente possa ver em tela cheia mas tá já estamos vendo aqui vamos nos conhecer seu microfone tá desligado Tá e a senhora voltou pra tela do eh para ativar seu microfone é o seguinte a senhora vai colocar o mouse eh tem que ser nessa barra bem aí de tarefas isso tá
lá embaixo né exatamente Baixo deix eu ver bem aqui pode ser isso aqui ó é voltou voltou seu microfone mas voltou voltou o microfone mas o compartilhamento foi desfeito vamos lá de novo compartil certo voltou engraçado parece que quando Compartilha o microfone desliga né agora só falta ativar o microfone cancelar Mafra quando eu tô compartilhando E vocês estão me ouvindo Né Na hora que eu compartilho o microfone desabilita não sei por qual motivo então meu filho Compartilha aí para mim por por favor que eu te passei os slides você consegue compartilhar isso passando mas ele
vai passando ele que passa pode sair dessa parte do vamos nos conhecer tá Mafra passa pro próximo né então assim pronto vamos lá vocês estão me ouvindo bem não tão pessoal estamos Pois é eh não tem como a Gente começar a estudar depoimento especial sem a gente num primeiro momento eh ver os princípios constitucionais que são relacionados à proteção da Infância e da Juventude né então assim um o principal princípio do nosso ordenamento jurídico No que diz respeito à proteção da infância e juventude é o princípio da proteção integral que tá lá no artigo 227
da Constituição Federal e assim lei é que Nem a Bíblia quanta Quantas vezes a gente lê Quantas vezes a gente descobre uma coisa diferente eu não sei se vocês têm essa sensação mas a legislação é exatamente assim então eu queria pedir né para a Priscila fazer uma leitura do artigo 227 da Constituição Federal que é onde tá sim concentrado contextualizado né Esse princípio maior princípio macro da da da proteção da infância e juventude que ilumina toda a nossa Legislação protetiva o artigo 227 da Constituição Federal é dever da família da sociedade e do Estado assegurar
a criança ao adolescente e ao jovem com absoluta prioridade o direito à Vida a saúde a alimentação a educação ao lazer a profissionalização a cultura a dignidade ao respeito a liberdade e a convivência familiar e Comunitária além de colocá-los A salvo De toda forma de negligência discriminação exploração Violência crueldade e opressão Timo excelente No que diz respeito ao depoimento especial né eu destacaria alguns termos Aqui Nesse artigo alguns já estão em negritos outros não estão mais são de extrema importância né primeira coisa que é dever do Estado né com absoluta prioridade garantir o direito o
quê à saúde a saúde mental a saúde emocional das nossas crianças e Adolescentes que estão cada vez mais fragilizadas n as meninas aí que trabalham Luciana e Diana que trabalham com nas nas redes protetivos vocês todos me parece que tem uma uma uma uma ampla experiência né porque quem não trabalha diretamente na unidade a como a Priscila mas trabalha de forma indireta colaborando o tempo todo né e o o Robson Parece que trabalha também numa unidade agora né Robson tá no judiciário né no judiciário então isso dá uma ampla Experiência e vocês acredito que devem
ter percebido como nossas crianças e como a sociedade tá adoecida emocionalmente né E nós precisamos ter cuidado com isso né Isso é um princípio que ele deveria até ser preventivo Mas a sensação eu não sei vocês mas a sensação que a gente tem é que a gente tá trabalhando o tempo todo com o caldo derramado tentando juntar o caldo derramado a coisa já aconteceu né porque preventivamente nós não estamos Conseguindo fazer muito por nossas crianças porque o abuso ele tá entrando hoje em dia pela internet de todas as formas e os pais muitas vezes sem
perceberem eles estão abrindo as portas de casa para os abusadores virtuais porque antigamente quando a gente falava de abuso sexual né a gente a gente pensava sempre naquela situação concreta era o vizinho era alguém da família que tava convivendo que tá do lado da gente hoje em dia não hoje em Dia a gente tá abendo as portas da nossa casa de outra forma Então a gente tem que tomar muito cuidado né quando a gente Analisa essa questão desse princípio da proteção integral né como de que formas que nós estamos desprotegendo as nossas crianças isso também
é um dever da família não é apenas do Estado tá aqui na Constituição né Nós somos muito cobrados mas às vezes a família peca Porque deixa de fazer a a sua parte Outra questão é a questão da proteção à dignidade humana né porque as crianças Elas têm que ser tratadas com dignidade e esse essa tratativa com dignidade já não é só em juízo nós somos muito cobrados nós que trabalhamos no poder judiciário mas essa tratativa com dignidade ela tem que começar já lá né no início da coisa na rede de atendimento antes mesmo de quando
o fato acontece e se a gente for for for fazer questionamentos mais Profundos a gente observa que a dignidade das nossas crianças ela está sendo vilipendiada né já desde o início das relações de maneira muito fluida e isso a gente tem que refletir para que que nós temos que pensar a respeito disso para colocarmos para colocar essas crianças a salvo de todo tipo de negligência por que que eu destaquei o negligência aqui né porque Existem maneiras de se ofender de se abusar de se maltratar pode ser pelo agir e pode ser pelo omitir e a
negligência via de regra é quando a gente deixa de fazer não é e quando está deixa de fazer a sua parte quando a família deixa de fazer a sua parte nós estamos aí ofendendo as nossas crianças e fazendo uma ofensa ao princípio da proteção integral n alguém tem alguma coisa a acrescentar Então vamos passar adiante Pode passar aí pro próximo próximo slide por favor n a doutrina da da proteção integral ela tá muito relacionada né com a situação com o fato das nossas crianças e adolescentes serem pessoas em desenvolvimento e isso tá disposto lá no
artigo sexto do Estatuto da Criança e do Adolescente processualmente eh os nossos códigos código de processo penal código de processo civil que são Aqueles códigos que estabelecem a forma como as pessoas vão ser ouvidas em juízo estabelecem a forma do nosso processo Eles não têm nenhuma maneira específica e nem diferenciada de ouvir crianças e adolescentes né mas aí a lei do depoimento especial veio para poder sofrir isso né para que a gente pudesse efetivar essa doutrina da Proteção Integral e ouvir pessoas que têm uma condição peculiar se elas têm uma condição peculiar pelo Fato de
estarem em desenvolvimento que são as nossas crianças e adolescentes elas não podem ser ouvidas como adultos né então em função disso né Nós temos que ouvi-las de maneiras diferenciada para garantir a dignidade para garantir a saúde né para garantir que elas possam crescer com menos Impacto diante daquilo que já aconteceu diante daquilo que já ocorreu porque quando vem para juízo a coisa já aconteceu na maioria das vezes mesmo então assim é muito embora as Crianças às vezes voltem atrás digam que não aconteceu mas não a maioria das vezes a experiência tem mostrado que efetivamente a
coisa aconteceu e as Crianças pode estar até voltando atrás no seu relato pode passar adiante por favor né mais pode passar mais hã aqui tinha alguma coisa aqui no meio po pass eu não tô entendendo aí mas pode passar mais tá pronto então assim eh as crianças pelo fato de serem Crianças e quando eu falo criança gente eu tô usando a um termo internacional tá da convenção internacional vocês Leiam isso eu tô envolvendo crianças e adolescentes né porque a conv internacional de proteção a direito das crianças e adolescente ela trata criança aquelas pessoas até 18
anos de idade então quando eu falo criança eu tô englobando crianças e adolescentes tá bom é para ficar mais fácil entendam assim dessa forma então A as crianças né E aí eu tô incluindo os adolescentes embora o Estatuto da Criança do Adolescente ele faça uma diferença por por questão de idade a gente usando uma nomenclatura internacional as crianças pelo fato de não existir na Norma processual que eu digo do Código de Processo Penal e do Código de Processo Civil formma diferenciadas de ouvi-las né Elas receberam essa Norma que foi a lei do depoimento especial que
foi um Trabalho também do Dr daltoé junto a ao poder legislativo né já também um desdobramento desse projeto dele que era o depoimento sem dano né porque elas precisavam de um trato diferente E aí tá em vermelho no slide destacado assim porque eu pergunto pros senhores os senhores entendem que as crianças precisam de Trato diferenciado Diana Priscila é sim realmente assim precisam Elas precisam ter serem consideradas realmente sujeit de direitos né ser ouvidas de forma de forma diferenciada serend né com com prioridades na prática a gente percebe que realmente ainda muitas coisas a desejar mas
realmente Esta é a é o norte do nosso trabalho né Afinal de contas se elas se elas são elas a lei reconhece Estatuto da Criança e do Adolescente reconhece que a situação delas é peculiar de pessoa em desenvolvimento elas não podem Ser ouvidas como todo mundo né então a gente tem que entender isso assim de maneira muito clara porque não é só o depoimento especial gente tem a escuta especializada e eu enfoco Nisso porque a escuta especializada eu ten observado ao longo dos cursos que ela tá sendo muito relegada e isso é uma coisa que
a gente precisa trabalhar nós temos que ter esse cuidado de trabalhar com a rede entendeu porque o depoimento especial ele é um Procedimento que tem um protocolo judicial e processual mas que ele começa antes da fase judicial porque ele tem uma fase prejudicial extrajudicial entendeu que depende de um trabalho interinstitucional e nós temos que tomar cuidado com isso né Essa escuta especializada ela não pode ser um novo depoimento especial e eu tô enfatizando isso aqui Hoje nessa aula porque nós estamos com profissionais né que podem muito nos auxiliar nessas tratativas com a rede pois não
Robson pode falar Eh tentando contribuir nas falas da senhora até esse pensamento da forma da gente fazer seesse trato diferenciado porque a tem que muitas vezes tentar se colocar no papel da da criança que foi vítima exato se a gente não abordar essas formas temos que imaginar assim imagina a criança ou adolescente já vem para um Depoimento especial assustada com todos aqueles medo até para ela conseguir ser libertada esses estigmas quea já vai trazendo porque ela não sabe o que que vai ser perguntado como que vai ser ela tem aquele remorso que o agressor pode
est tendo algum contato algo desse então eu penso muito que nesse trato diferenciado essa especialização que nós tentamos buscar e construir também é uma forma da gente conseguir empoderar às vezes ou superar a condição que essas Crianças estão sendo vítimas para se sentir mais com mais liberdade para conseguir eh eh desengasgar o que tá preso na mete delas exatamente então quer dizer a criança Ela é sujeito de direito ela tem direito de expor o fato pode passar o slide por favor mar ela tem direito de dispor o fato ao qual ela foi submetido não é
mas ela também tem o direito de ficar em silêncio Então isso é uma coisa que a gente precisa também já trabalhar aqui porque às vezes nós Nos preocupamos muito em buscar a verdade porque a gente quer quer incriminar né A o o o o o sujeito do delito a gente busca eh em virtude da persecução Penal a nossa busca é é é saber a verdade a respeito do crime para poder incriminar oos sujeito do Fato né que o a a pessoa que cometeu O Delito mas às vezes a gente se esquece também E isso tem
sido ressaltado muito pelo próprio Conselho Nacional de Justiça que hoje tem é se preocupado com Com a questão do papel da vítima no processo com o cuidado que a gente tem que ter com a vítima né e o depoimento especial já se preocupava já já desde antes disso né dessa preocupação que tá tendo se tá tendo hoje com a vítima de uma maneira geral n é eh o a resolução do do depoimento especial já se preocupava com a criança vítima com a forma dela ser ouvida né porque é um direito dela ser ouvido de forma
adequada para sua fase de Desenvolvimento e essa fase de desenvolvimento não é apenas física é intelectual também Elas têm uma linguagem diferenciada Elas têm uma forma de se expressar diferenciada né E tem também o direito de ficar em silêncio então se a criança não quer falar nós não podemos forçar também o que vocês acham a respeito disso queria ouvir vocês a lei é bem clara quando ela diz lá no artigo 5to inciso sexto de depoimento especial né a Aplicação desta lei né terá como base os direitos e garantias fundamentais da Criança e do Adolescente a
ser ouvido e expressar seus desejos e opiniões assim Como permanecer em silêncio a gente vai disponibilizar os slides tá para todo mundo então quer dizer a criança também tem o direito de permanecer em silêncio às vezes aquele pode não ser o momento dela né e E aí eu fico me perguntando eu tava refletindo a Respeito desse procedimento No que diz respeito ao fluxo do depoimento especial porque é um fluxo longo que começa já já desde a fase antes processual né Eh com a criação do raport com a criação do vínculo de confiança com a criança
que o Robson acabou de falar a criança Ela tem que se sentir acolhida ela tem que ter tem que se sentir segura para poder falar quem trabalha vocês todos já trabalham com depoimento especial e CL clo que isso vai ser tratado mais Adiante de maneira mais aprofundada mas assim eu trago aqui já uma reflexão porque eu acredito que todos vocês já conhecem esses termos né mais assim genéricos da Lei essa construção do vínculo de confiança ela é necessária E aí eu pergunto eh nessa escuta especializada da criança lá na rede de atendimento onde ela constrói
de repente um vínculo com uma assistente social ou com uma psicóloga para quem ela fez a revelação Espontânea certo isso causaria impedimento para que essa mesma profissional realizasse o depoimento especial depois em juízo pelo fato dela já conhecer a situação pelo fato dela já já já ter ouvido a criança ainda que numa Revelação espontânea antes como por exemplo a Priscila trabalha numa comarca pequena ela trabalha na rede atende na assistência social e muitas vezes é convocado a Juízo então às vezes a revelação dessa criança pode acontecer diretamente com a Priscila lá numa fase que aconteceu
antes do processo não é verdade e depois a Priscila vai vai para vai é convocada pelo juízo para poder fazer para digamos assim a entrevista né no depoimento especial Será que isso e o impedimento nós temos que pensar em tudo isso a meu ver sobre eh a luz da sobre a luz da doutrina da da proteção Integral do melhor interesse da criança se a criança já gerou um vínculo de confiança com a Priscila aconteceu uma revelação espontânea ali naquele momento será que isso geraria um impedimento são questões que T que ser amadurecidas hoje nós discutimos
essas questões em grupos de Juízes a nível Nacional né porque o depoimento especial ele faz o protocolo da entrevista cognitiva ele faz parte do depoimento especial que é um procedimento judicial formal que tá Suce a nulidades né a questionamentos por parte de advogados então nós temos que pensar nesses detalhes né sempre à luz da da doutrina da proteção integral né e do melhor interesse da criança Vocês estão entendendo aí a reflexão né E isso pode acontecer né isso pode acontecer por isso que nós temos que entender esses princípios genéricos né para est sempre aplicando no
sentido de dar respaldo a um ato Processual eh pode passar adiante por favor Mafra eh e esse trato diferenciado que o senhor eles mesmo reconheceram que é necessário todo mundo aqui acho tá de acordo né de que o trato diferenciado né como é que ele acontece na escuta dessa criança né a gente tem aí Alguns alguns conceitos que são importantes que envolve o depoimento especial que vai ser que vai ser o objeto principal do Nosso estudo durante o curso né que é o acolhimento que foi falado aqui todo mundo falou acolhimento Em algum momento né
o Robson falou a Priscila Diana Luciana só não falou porque tá com problema no áudio dela mas as em todas as falas eu observei essa palavra veio a preocupação com acolhimento em trazer segurança esse trato diferenciado ele está diretamente relacionado também com o acolhimento e o que é o acolhimento né Vamos ver aí Porque tá na lei não é Robson lê pra gente por favor só pra gente poder fazer assim um uma lembrança de mor do que que é o acolhimento faz um exercício assim para poder fixar acolhimento posicionamento ético do profissional adotado durante o
processo de atendimento da criança do Adolescente e de suas famílias com objetivo de identificar as necessidades apresentadas por eles de maneira a demonstrar o Cuidado responsabilização e resolutividade no atendimento vejam que aí fala eu gosto de colocar pra gente ler gente porque a gente vai refletindo maturando as ideias a respeito de alguns termos não é durante o processo judicial é durante o processo de atendimento da criança que pode ocorrer numa fase antes do processo judicial Então esse acolhimento ele é tão importante porque o objetivo dele é o quê Cuidado responsabilização olha aí o cuidado de
quem faz uma escuta especializada vejam uma escuta especializada ela é tão importante quanto o depoimento especial e resolutividade porque de uma escuta especializada bem feita e bem encaminhada pode se Abrir imediatamente uma porta para uma resolução de uma situação que foi apresentada ao invés de Simplesmente se ficar tentando puxar os fatos para tentar antecipar alguma coisa que podem é prejudicar o processo lá na frente e não trazer resolutividade n é então esse trato diferenciado El nós temos que refletir temos que nos eh digamos assim apoderar é apoderar mesmo é tomar posse desses conceitos pra gente
entender o que que a gente tá fazendo né precisamos fazer o acolhimento né com conhecimento com cuidado para gerar responsabilização De quem praticou O Delito não é e resolutividade no atendimento Porque qualquer pass em falso pode comprometer isso daí pode passar a Mafra por favor n e essa falta de acolhimento ela pode gerar o quê além de tudo uma revitimização e o que é essa revitimização que a gente fala tanto em dano secundário da revitimização porque assim a criminologia ela divide os danos N em dano primário secundário e até terciário né o dano primário é
o dano do do crime em si se a criança que sofreu um abuso a criança que foi estuprada né aquele que é o é o delito é o sofrido o dano secundário já é uma consequência que pode ocorrer durante a a a a a a a perquirição do fato em si pelos profissionais que estão a acompanhando né que pode acontecer durante o inquérito pode acontecer Judicialmente Esse é o dano secundário e o dano terciário a criminologia fala de um crime gente é o são as consequências sociais daquele crime quantas mulheres são vítimas de estupro né
e não não tem coragem de revelar porque às vezes ainda hoje acontece delas serem vítimas de preconceito pela vizinhança sobretudo em cidades pequenas Elas têm vergonha porque elas ficam taxadas né então a revitimização ela pode ocorrer em função dessa falta de acolhimento e ela é um Dano secundário né e o que é essa revitimização Diana Você pode ler pra gente por favor revitimização Discurso ou prática institucional que submeta crianças e adolescentes a procedimentos desnecessários repetitivos invasivos que levam as vítimas ou ou testemunhas a reviver a situação de violência ou outras situações que gerem sofrimento estigmatização
ou exposição de sua imagem Priscila você acha que essa Revitimização ela acontece só no processo ou ela pode acontecer em outras faz antes do processo judicial bem antes do processo pode acontecer não é você pode dar um exemplo pra gente eh como eu trabalho no cres então eu vejo muito essa questão né porque de já vem do Conselho Tutelar o conselho encaminha pra delegacia como aqui a nossa cidade é pequena o até os próprios policiais delegado acaba Revitimização Ah mas eu já falei uma vez Ah mas eu já falei duas vezes já falei pra outra
tia daí a importância da importância dessas reuniões contínuas para se estabelecer um fluxo aqui a gente vai dar um modelinho de fluxo no curso tá entend entendo e e o ideal é que o o juiz da comarca ele faça uma reunião com o pessoal da rede com o delegado com a as assistentes sociais com as professoras que às vezes as diretoras de escola para orientarem as Professoras uma grande reunião onde acontecem essas revelações espontâneas não é para que todo mundo possa assinar um protocolo de intenções porque são explicações simples para que essas pessoas se comprometam
a não ouvir a criança se acontecer a revelação espontânea deixa a criança falar mas não pergunta nada tá mas já faz a comunicação formal paraa autoridade competente que no caso é quem o delegado de polícia quem vai Abrir o inquérito entendeu então é isso eh pode passar adiante Mafra por favor para que a gente Evite o quê a revitimização São conceitos que nós temos que entender né E essa revitimização ela caracteriza o o que hoje inclusive tá institucionalizado na lei né que é a violência institucional e a violência institucional ela gera responsabilização de quem pratica
né e o que é a violência Institucional Robson lê pra gente por favor violência institucional violência praticada pelo agente público no desempenho a sua função pública em instituições de qualquer natureza por meio de Atos omissivos ou omissivos que prejudiquem o atendimento à criança ou a adolescente vítima ou testemunha de violência Doutora dentro dessa leitura que eu realizei uma coisa que eu discuto muito em equipe aqui na minha região em alguns lugar que eu palestro é a questão Da pessoa do agente público achar que aquilo é melhor para a criança que ele vai atender às vezes
a forma que eu acho que é melhor para mim talvez não seja melhor para Priscila não seja melhor para Diana Então eu penso que tem que se basear muito assim na forma na metodologia de trabalho se for trabalhar muito no achar vai desconstruir tudo aquele atendimento já iniciado com a criança adolesc a o a chave da coisa é que nós Ainda estamos construindo não posso nem dizer que a gente já construiu pode pode ligar teu teu vídeo Robson teu áudio tem problema nós estamos em poucas pessoas aqui eu até prefiro vocês fiquem assim com os
videozinhos ligados porque eu posso olhar para vocês nós estamos com poucas pessoas na turma né é assim o que a gente percebe é que é muito importante a gente fazer um trabalho alinhado com a rede né são aquelas peças Chaves é o promotor o juiz As assistentes sociais que tão assim conselhos tutelar psicólogas né esse pessoal que trabalha em em cres né na secretarias de desenvolvimento Esse pessoal da Rede que trabalha mais ligado com o juiz sobretudo em comarcas menores né eles precisam trabalhar de forma alinhada porque não adianta um pensar de um jeito e
outro pensar de outro daí a importância das Reuniões né porque aí se define logo como vai ser feito né ainda que informalmente mas se define logo e cada um já fica sabendo o seu papel e como vai fazer que aí não fica aquele como a gente fala samba de Doido cada um fazendo de um jeito né E aí no meio disso daí no meio dessa festa de orgulhos e de egos porque acaba Tendo isso quem sofre a criança e a gente acaba gerando a violência institucional marfra passa por Favor né e assim eu trouxe essa
frase aí de um inquérito policial do Goiás já todo curso eu uso essa frasezinha porque foi uma coisa que me tocou muito eu fiz esse curso na e na eu tirei isso daí de um material da do Dr Benedito que foi um dos psicólogos que que digamos assim elaborou o protocolo brasileiro de entrevista cognitiva não sei se alguém aqui já conhece já fez curso com ele ele dá o curso do CNJ e ele hoje em dia ele Tem um curso próprio que ele dá a respeito de depoimento especial e ele tirou isso daqui na época
que nem existia depoimento especial ainda ainda era o projeto depoimento sando Dr daltoe tirou isso aqui de uma pesquisa que ele fez de um inquérito policial no Estado de Goiás uma garotinha de 8 anos falando assim por favor me deixa não me pergunta mais nada eu queria esquecer Priscila acabou de falar que isso acontece Demais né porque a gente sabe né quando a criança chega para seu via que deveria contar o fato ela já não aguenta mais falar sobre o fato né e a gente nós somos responsáveis por isso todos nós somos responsáveis por isso
na medida em que se Se nós formos omissos a gente não vai construir construir esse fluxo para que a criança seja ouvida com efetividade com resolutividade né Então essa isso aqui é Fruto de uma comunicação também inadequada que pode caracteriz violência né E pra gente fazer uma comunicação assertiva uma comunicação adequada a gente precisa entender um pouco dessa digamos assim dessa condição peculiar de crianças e adolescentes como pessoas em desenvolvimento nós precisamos entender um pouco disso porque quem trabalha diretamente com isso tem que entender minimamente Eu Não Sou psicóloga eu não tenho o conhecimento que
o Lucas tem que Ele vai tá com vocês assim do terceiro módulo em diante mas eu tive que estudar muita coisa de Psicologia né para conseguir entender a dinâmica de como funciona porque lá Imperatriz eu cheguei a fazer depoimento especial cheguei a fazer depoimento especial diretamente com criança a Cri Ah não tinha psicóloga a criança tava lá né a psicóloga tava atendendo em outra comarca era uma psicóloga só para atender não sei Quantas pessoas ela tava chegou o dia que deu conflito eu precisava marcar a vara da mulher tinha psicóloga tinha tinha assistên social tinha
mas tinha a época que tava tudo ocupado só depois que nós conseguimos construir o fluxo conseguimos estabelecer foi que a coisa foi se normalizando mas quando eu aprendi eu fazia Ah era o mais bem feito era era a forma mais correta Não era mas era melhor do que o que tava sendo feito antigamente que era a criança numa sala de audiência com sendo ouvida da maneira tradicional né então assim a gente tem que dar o melhor da gente não é fazer o perfeito quem espera fazer o perfeito não vai fazer nunca né é fazer da
melhor maneira que a gente consegue fazer da melhor maneira que a gente consegue a perfeição a gente vai alcançando depois então Então essa Menininha assim eh e buscar aprendermos a nos comunicar melhor porque a comunicação ela faz parte do nosso dia a dia a gente usa muito uma expressão no nosso dia a dia que assim não é o que se fala É como se fala quem já teve a oportunidade de colocar isso na prática de vivenciar isso na prática né então a a a nos comunicarmos de maneira correta faz toda a diferença e o depoimento
especial ele tá bem relacionado com isso a gente precisa Aprender nós precisamos aprender a nos comunicarmos precisamos fazer uma comunicação adequada pode passar a amf por favor é e isso aí não é é garantir a doutrina da proteção integral e garantir a prioridade absoluta dos direitos das crianças e dos adolescentes conforme Está no artigo 4to pode passar ao por favor né Eh essa prioridade absoluta gente que tá No artigo 4 do Estatuto da Criança da adolescente ela incide em que a gente tem que saber o que é isso a gente fala em doutrina da proteção
integral a gente fala em prioridade absoluta mas a gente sabe o que é essa prioridade absoluta tá lá descrito na lei a gente precisa saber o que que é a prioridade absoluta né a luz da doutrina da proteção integral É o quê É primazia primazia que as crianças têm receber proteção e Socorro daí Porque a gente Corre com as audiências de depoimento especial daí por a gente corre com as audiências de crianças e adolescentes Por que que criança e adolescente não pode ficar no mesmo ambiente que adulto né Como já aconteceu uma vez de uma
magistrada e aqui eu não tô não tô fazendo condenação não é uma coisa que um caso que todo mundo sabe teve uma magistrada que foi afastada porque a criança que tava na Comarca dela ficou presa numa cela cometeu um ato Infracional e ficou recolhida numa cela junto com adultos já a com a vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente isso chegou a conhecimento do do CNJ a magistrada foi afastada entendeu então isso acontece no nosso dia a dia então a gente tem que ficar atento para isso porque criança e adolescente eles têm primazia de
receber proteção e Socorro sob pena de nós sermos responsabilizados né precedência de Atendimento né infelizmente chegou um idoso chegou uma criança a precedência criança Vocês que são assistentes sociais que são psicólogo tem que saber isso entendeu o idoso ele tem precedência tem mas à luz da Constituição à luz da doutrina da da proteção integral a precedência é da Criança e a gente tem que saber isso inclusive no que diz respeito à elaboração de políticas públicas né como O curso aqui é para magistrados também né Para Além de servidores porque é para todo mundo juiz da
fazenda pública tem que saber disso n se chegar uma ação para ele numa numa vara de fazenda pública como no caso a minha um questionamento a respeito do que se precisa fazer primeiro no numa comarca porque não tem creche nem tem asilo para idoso o Ministério Público tá questionando isso o prefeito não sabe o que fazer tem lá o Dinheiro e tá na dúvida do que que faz primeiro a primazia de que é da infância Crash porque a lei fala isso né preferência na formulação e na execução de políticas públicas e destinação privilegiada de recurso
nas áreas relacionadas com a proteção à infância e juventude então vejam que a gente tem que ter esses conhecimentos pra gente ter argumento né inclusive onde os senhores trabalham né E pode passar adiante por Favor Mafra E aí pra gente poder eh entender um pouco dessa questão da e das peculiaridades das Crianças em desenvolvimentos né eu trago aqui pra gente poder Claro que eu não vou eh esmiuçar isso daí tem um texto no material para vocês agora nesse primeiro período que ele trata tem uma apostila que eu coloquei que é muito boa que trata disso
trata dessas estágios de Desenvolvimento Infantil com as fases da Linguagem de piag de vigot com várias visões entendeu dos psicólogos explicando a respeito disso mas Vejam a importância de nós conhecermos essas condições peculiares das crianças e adolescentes porque eles se comunicam de forma diferente e nós temos que entender isso quando vamos escutar crianças e adolescentes porque isso faz toda a diferença né para Piag fases de desenvolvimento da criança se inclusive com influência na linguagem na forma como elas se comunicam em quatro grandes fases né que é censório motor que vai de 0 a 2 anos
a fase pré-operatória que vai de 2 a 7 anos a fase operatória concreto que vai de 7 a 11 anos e a fase operatória formal que anos para nós a maioria dos casos que acontecem em juízo ocorrem aqui de 7 a 11 anos né pelo menos quando eu trabalhei com isso daí assim diretamente Que eu tava em em em vara da mulher que a gente acabava ouvindo criança a maioria da gente das crianças que a gente contava vítimas de abuso sexual era aqui nessa fase né queria ouvir a experiência de vocês em questão de números
de quantitativa claro que a gente tá falando isso aqui empiricamente tá gente a gente não tem assim né um relatório mas assim o grosso do caldo era isso aqui Robson vocês pegam todas as idades aí Robson sim até nós temos uma parceria com a psicóloga ali que eu só atendo os que for do sexo masculino e ela do sexo feminino para não ter muito choque de reação Ah mas vocês atendem todas as idades não tem uma assim um quantitativo numérico assim do de de de de qual é o a o maior número assim não né
Eh de média de média entre 12 a 15 anos de 12 a 15 anos né certo adand até agora P até agora a psicóloga me comentar que vai Ter umas 4:3 he Diana vocês aí na Oitava Vara aqui a gente a a gente tem muito exatamente essa faixa etária né de 7 anos para cima é nessas duas fases operatório concreto e operatório formal porque assim e a gente até porque muitos desses crimes são muito continuados né Dr ass ele inicia ele inicia nessa faixa etária entre 7 8 9 anos e aí ele vai até que
a criança revele lá pelos 12 né E aí a gente já tem e infelizmente quando ela Vai ser ouvida ela já vai ser ouvida já mais adiante né mas é essa faixa etária realmente aí a partir dos 7 anos masante a gente a gente saber que tem essas diferenças gente quando eh eu eu li isso aqui pela primeira vez parece que caíram assim escamas dos meus olhos porque você quer pegar as crianças e e botar tudo num bolo querer escutar todo mundo de forma infantilizada sabe querer falar de maneira igual e escutar e quando a
gente vê isso aqui meu Deus Assim eu Fazia tudo errado e bem intencionada não é mal intencionada não então é importante pelo menos a gente se conhecer porque muda Até a forma da gente se comunicar e comunicar de maneira assertiva exatamente faz toda diferença não é Priscila e aí Itinga Priscila também é nessa fase que vocês pegam muito é tem a compreensão da idade das crianças né a gente tem ter a forma de trabalhar Eu já peguei uma criança com 4 Anos de idade que foi bem difícil fazer o AD depoimento especial essa escuta aí
4 anos porque a criança tinha dificuldade na fala pré-operatório né então eu tive que pegar uma boneca isso tive que pegar uma boneca para mostrar de outra forma usei a psicologia mesmo nesse dia e o que é mais eh atendidos é o operatório concreto mesmo s aos 11 anos aqui na 11 anos né É É uma fase assim então assim essas são as quatro fases principais Vamos ver um pouquinho delas a gente não vaiar vocês vão ler sobre isso no material tá gente lá explica bem direitinho mas a gente vai ver pode passar marra vamos
ver um pouquinho assim como essas fases se desenrolam tá bom a fase sensório motor eh eu queria que o eh que o passasse para nós um vídeo relacionado à fase sensório motor que é bem interessante Tá é o vídeo do médico com o bebê Vocês já viram esse vídeo na internet eu quero só que vocês façam reflexão a respeito dessa fase não é tá o vídeo não tá nos slides não tá eu te passei o vídeo separado isso médico com [Música] beb [Música] pa param Param param oh oh [Risadas] [Música] vai passar até o final
porque tem uma coisa interessante aí no [Música] [Música] final [Música] [Música] P fam fam fam muito bem vamos voltar aqui pros Slides lá pra fase sensório motor isso vamos lá para essa fase sensório motor aí tá então essa fase sensório motor é essa fase que vai de zero até 2 anos Ok é uma fase é que as crianças ainda não falam né já quando já tá perto dos 2 anos as crianças começam a desenvolver a falar né a se comunicar criança que fala um pouco mais cedo o meu falou muito cedo andou tarde o meu
filho só tenho um ele Andou tarde mas ele falou muito cedo é um tagarelinha mas eh Eles são muito eles têm uma interpretação muito literal muito conceta da coisa né E aí tá um outro exemplo através de imagens dessa fase sensório motor porque as crianças elas são muito movidas pelo toque pelas Sensações né por aquilo que elas sentem mesmo assim no toque porque é uma fase muito tátil né nessa fase elas ainda colocam Muita coisa na boca porque as Sensações que é a fase oral essas sensações né Elas influenciam muito na maneira delas sentirem e
verem o mundo e de se com ficarem né olha aqui uma criança tentando ajudar o Cristo né porque a Interpretação da criança literal a outra tentando o coelhinho subir aqui junto com a família de coelhos todos são bebês que não chegaram H do anos ainda então eles TM uma interpretação muito concreta né daquilo que é daquilo que ocorre Esses maiorzinhos aqui já tão se encaminhando pra fase PR préconceito né E já consegue assim se identificar e ter uma sensação de empatia né Um pouquinho diferente do bebezinho que foi totalmente enganado porque o médico começou a
fazer carinho começou a influenciar e a envolver a criança né conseguiu fazer um acolhimento utilizando a linguagem própria da criança da fase da linguagem dela que é uma fase muito tátil muito de Sensações né o que que vocês acham queria comentários assim um pouco mais de comentários a respeito do vídeo né a respeito dessa fase vocês acham que que o médico conseguiu fazer uma abordagem correta ali para dar aquela vacina sim Doutor aa até enquanto tava vendo vdeo tava lembrando ten ten um menininho que agora em agosto ele fez do anos e e o meu
pediatra ele fazia muito dessas ações que o médico fazia ali para no Convencimento que meu pazinho bem essa questão n já Cap tá muito rápido o que que vai acontecer lá então o pediatra tinha que tá sempre buscando fazer M que convencer se ele é a injeção ou a vacina aham exatamente mas assim vejam assim que a gente ter conhecimento muda toda a nossa maneira né de tentar nos comunicarmos de maneira assertiva com essas crianças né não adiantava o pediatra chegar paraa criança como tem gente vai doer nada Fica quietinho que criança não tá nem
entendendo o que ela tá falando né ali o médico usou de uma linguagem adequada a fase de desenvolvimento da criança para fazer o quê uma abordagem para fazer um raport criar um vínculo de confiança porque a criança entendeu que o toque não gerava dor que o toque era carinhoso era brincadeira mas depois já na segunda vez quando ele entendeu ele chorou na Primeira Vez Doeu mas ele ficou sem entender ele será que eu tô sentindo Certo ele ficou assim meio na dúvida vocês perceberam isso perceberam isso no vídeo Diana acho que a Diana saiu chegou
a ver o vídeo ah ela tá ela tá no silencioso minha cabe nós não estamos te ouvindo oi oi Doutora sim pessoal eu vi o vídeo todo e realmente a gente percebe exatamente ess comentário né no final ele já entende o que que aconteceu né que por mais que Com toda a abordagem toda a ludicidade que o médico começou não doeu então a dor ele se ele se permitiu sentir ali independente dos estímulos que estavam sendo bem satisfatórios para ele exatamente então assim a gente pode tirar um raciocínio daí pro depoimento especial n a gente
pode tirar porque Por que que o nome foi mudado de depoimento sem dano para depoimento especial porque não existe depoimento sem dano como também não existe injeção sem dor eu Choro até hoje com injeção eu detesto tomar injeção entendeu mas a gente sabe que é necessário então tem como fazer de maneira mais humana tem como fazer de maneira mais lúdica tem que foi o que esse médico fez que é o depoimento especial a gente sabe que vai ser doloroso sabe que que vai gerar desconforto pra criança que tá falando não tem como a gente evitar
isso daí né porque vai se estar Falando a respeito de um fato traumático Porém tem como a gente fal fazer de maneira mais adequada e mais humanizada Então isso é importante por isso que é importante a gente conhecer essas fases da linguagem pra gente se comunicar melhor né vamos pra próxima fase queria trazer assim um outro exemplo para vocês pode passar por favor e já nós já temos aí a frase pré operatória ou préconceito que já seria Dos dois né até os se anos essa fase ela se divide em duas fases que a gente não
vai esar aqui mas vocês podem ler no material Tá bom mas essa fase assim de 2 a 7 anos que a gente fala assim que é o o o o grosso do cálculo que a gente pega né que quando a criança já começa a se comunicar que ela já tem capacidade para revelar e aí quando chega a juízo em função da demora dos processos tá na out outra fase né já tá mas já tá depois dos sete mas assim essa fase aí né é Aquela Fase em que as crianças elas entendem as coisas assim ainda
de maneira literal mas elas já conseguem expor o que tá ocorrendo vou dar um exemplo aqui eh de um caso concreto também de material também de apostila sobre abuso eu eh esse esse material eu também peguei no material do Dr Benedito essa imagem né a criança disse dizendo o João falando assim ele gostava de brincar só na cama e eu gosto de brincar na rua então a Criança ela entendia as coisas de maneira bem concreta mesmo assim mas ela ele conseguiu expor o que tava acontecendo ele ainda não consegue fazer abstração e ele não entendia
o porque a brincadeira era diferente porque brincadeira para criança é brincadeira mas a gente pode contextualizar né na forma concreta como a criança fala pra gente poder eh Extrair a verdade não é manipular é pegar a fala da criança eh essa fase pré-operatório ou preconceito as crianças já conseguem verbalizar já conseguem fazer narrativas mas assim as narrativas ainda não seguem uma sequência lógica quem já ouviu criança em juízo Robson parece que já escuta também deve saber que a criança começa dizendo que ela brincou com o pé de galinha aí ela voltou pra cozinha aí Fulano
mexeu com ela e aí ela vai e Solta uma coisa depois ela porque a história ela ela parece assim um samba de Doido porque a criança ela não segue uma uma rota linear com começo meio e fim ela vai jogando assim as informações conforme ela vai se lembrando né que a gente chama de sincretismo narrativo e é importante a gente respeitar isso pra gente não interromper o que a criança tá falando porque é típico dessa fase outra coisa nessa fase Aí que as crianças começam também a a a a a desenvolver a diferença entre significante
e significado né que é o é e é é o o significante é aquilo que representa objetivamente uma determinada coisa e o significado é o que representa de maneira abstrata então se você diz para uma criança que tá nessa frase para ela não comer não pode comer fruta verde senão você Apanha e ela vai entender fruta verde tudo aquilo que é verde porque é o significante é abacate é limão é tudo aquilo que é verde mas aí ela vai começar a desenvolver também nessa fase que é na segunda fase dessa fase prer ória como ela
já tá mais próxima dos 7 anos é que ela começa a entender que fruta verde é aquela fruta que não tá madura com as explicações que vão sendo dados foi aí que essa criança começou a perceber que a brincadeira Ou Seja que o significado não era o significante mas eles não entendem de uma maneira de uma hora para outra porque eles ainda são muito a interpretação deles ainda é muito literal é muito concreta então é uma fase que a gente a gente tem que respeitar isso a gente tem que entender que a criança não entende
muito bem ainda essa diferença entre significante e significado E aí na hora de Verbalizar na hora de usar a linguagem ela ela usa do expressa do jeito dela e nós temos que entender aquilo ali sobretudo nós juízes temos que entender o que ela está querendo dizer com aquilo em função disso daí né daí a importância de quem tá fazendo a entrevista pegar aquela palavrinha né e fazer a clarificação quando a gente aplica o protocolo que vocês vão aprender isso com o Lucas né na sua fala você falou isso isso isso você podia explicar Melhor o
que que é isso veja se a criança consegue desenvolver uma narrativa de maneira diferente né ou então contextualizar né fala para mim como é que era essa brincadeira né você disse que brincava fala pra gente como é que era essa brincadeira né eu acredito dito que essa psicóloga esse profissional que fez essa entrevista aqui fez essa pergunta porque a criança disse ele gostava de brincar só na cama e eu gosto de brincar na rua Ela foi inteligente porque ele deve ter falado em brincadeira e ela pegou a palavra da Criança e pediu para né onde
era que vocês brincavam né porque a criança ainda não sabe a diferença do significante pro significado estão vendo a importância da gente se comunicar activamente E aí vocês vão aprender a fazer todo esse passo a passo passa no protocolo pode passar Mafra por favor N Mafra pode passar por favor né É nessa fase preconceito tá aqui ão eh já já o que eu já falei né a criança começa a distinguir essas diferenças entre significantes sincretismo na narração e ela começa a desenvolver as habilidades linguísticas aqui as crianças tirando uma selfiezinha com a chinela elas estão
começando a desenvolver essa diferença não é mas ainda é muito objetivo ainda a interpretação delas né E a gente as imagens elas falam né quem trabalha com arte a arte consegue a fotografia é um tipo de arte a arte consegue nos mostrar muitas coisas né Vamos passar um pouco mais adiante pode passar né Eh já na fase operatória concreta que de 7 a 11 anos as crianças já Já conseguiram desenvolver um pouco mais né Essa questão da narrativa né e elas já conseguem fazer assim através de situações relacionadas né Se você souber Utilizar de maneira
correta as comparações não é a criança consegue descrever o que era que tá acontecendo e revelar uma situação abusiva de maneira mais clara né como aconteceu com essa criança aqui também que tá no material de pesquisa né essa criança ela tava nessa fase ela disse a seguinte frase faz de conta que esta folha de papel essa folha de árvore é um papel na narrativa dela enrola aqui o meu ppiu para o presente igual o amigo Grande faz quando a gente brinca de aniversário ele fez uma comparação uma situação relacionada mostrando que a era que acontecia
na brincadeira mas viram que ele já conseguiu fazer uma comparação de maneira mais clara né então Eh mas isso depende da da capacidade de narrativa da criança gente a gente fala nessas fases aqui mas isso não é uma coisa estanque assim Ah chegou com a cidade consegue fazer não porque vocês Vão estudar lá em viges né que as crianças Elas têm a a fase né de de desenvolvimento delas eh concreta e tem a e tem a fase de desenvolvimento né que pode ocorrer a depender do estímulo que ela sofre do Meio no qual ela convive
né Então essa Essa zona de desenvolvimento que a gente chama que é a zona de desenvolvimento concreta né a potencial que é a que pode ocorrer ela vai depender da zona de desenvol proximal que é uma que fica no Meio Essa zona de desenvolvimento proximal são os estímulos as pessoas com que a criança convive o ambiente com que a criança convive tem criança que se desenvolve muito mais rápido e passa de uma fase para outra antes desses limites que foram colocados por fiag a depender do estimo que ela recebe de com quem ela convive né
então assim tudo isso tem que ser analisado quando a gente vai fazer um depoimento especial a gente precisa fazer o levantamento de Como era a vida daquela criança da é importante do entrevistador ele ter acesso a essas informações né se houver um relatório social de como é que era as pessoas que conviviam com a criança e relatório eh relatório social e aí a gente pode falar isso aqui com Robson né não substitui perícia perícia psicológica não substitui depoimento especial né depoimento especial é testemunho perícia serve para quê para verificar se A criança tem algum problema
algum problema psicológico se ela precisa de algum atendimento especializado se ela tem alguma síndrome se ela tá com algum trauma e reforçar a questão da ocorrência do abuso mas perícia não substitui depoimento especial perícia psicológica e nem perícia social perícia social vai olhar o quê perí social no relatório vai dizer se convivia com alcoolismo se o ambiente que ela convive é violento como é que é A vizinhança né como é que é o trabalho dos pais se a criança tem acesso a a um convívio violência se como é que a personalidade dos pais e se
isso influencia no comportamento da crianç mas tudo isso ele dá subsídio o qu a informações se a criança começou estudar muito cedo e a conviver com outras crianças muito cedo ou se foi mais tarde porque isso também influencia na linguagem da Criança tudo isso dá subsídio né mas não substitui o depoimento especial Vamos passar mais adiante por favor né e tem a fase do operatório formal tá que são é a fase das narrativas mais elaboradas que é a partir dos 11 anos a criança já consegue aqui tá no desenhozinho o adolescente ele já consegue entender
né que o copo ele tá meio cheio mas ele também tá meio vazio é diferente do meio copo aqui que Tá entendendo que o copo é a metade do outro vocês estão vendo aqui a interpretação objetiva da criança que tá no operatório concreto para aquela que já consegue abstrair né e Trair e trazer informações de maneira nós temos que visualizar isso pra gente saber se comunicar melhor pode passar adiante por favor né Eh então eh eu queria agora que a gente eh visse um videozinho pra gente ver a Importância do do depoimento da comunicação assertiva
eu queria que vocês fizessem assim comentários a respeito do vídeo tá bom essas fases que eu coloquei foram colocadas aqui a gente vai fazer um pequeno exercício a gente vai ver um vídeo número dois e vocês vão me dizer em que fase vocês entendem que tá essa criança que conversou com a pessoa tá E assim se houve uma comunicação assertiva Ou não eu quero o ponto de vista de vocês com base nisso aqui que a gente colocou é bem simples tá gente não tem nada de difícil your dy on the floor What happened to Daddy
he Down fell Down Ok what's your name sweetheart My name ok hello Z How old are you I'm years old Ok is Daddy breathing Daddy he sleep but he's Not Now no all right um Do you know if daddy's been unwell D has What sorry he doesn't like Flowers he Doesn't like FL why doesn't your Daddy like Flowers be your Daddy allergic to Bees has stader to be ever Ok Do you know what to do when your Dad has been by show you good It's youve been a really Brave Boy so far I need you
to get Daddy that needle and will make him feel better can you do That for me Vamos só eu vou só explicar de novo porque assim o vídeo começou e eu quis deixar vocês assistir esse vídeo é um atendimento nos Estados Unidos né naquele 911 que seria o 90 nosso né onde a atendente escuta uma criança que que tá pedindo socorro porque o pai dela tá desmaiado teve um choque anafilático lá e atendente conversa com ela então o que que eu queria que vocês me dissessem Aí que tipo de escuta é essa tá se foi
Adequada se vocês entendem que a comunicação que a profissional fez foi correta Qual a fase que a criança estaria dentro as fases do desenvolvimento se vocês não lembrarem do nome não tem problema vocês podem dizer assim que seria na primeira na segunda pelo que vocês se lembram tá entendendo então assim eu queria assim as impressões de vocês querem ver o vídeo mais uma vez querem ver o vídeo mais uma quer ver Priscila o vídeo mais uma vez Robson de ou sim dout mais pode passar pode passar por favor que agora eu contextualize fica mais fácil
hello hello there is everything Okay Daddy on the floor your daddy's on the floor What's happened to Daddy he Down fell Down Okay what's your name sweetheart My name is Z Okay Hello Z How old are you I'm old free Ok is Daddy breathing D He Sleeping but he's not swing Now no all right um Do you know if daddy's been unwell has What sorry he does like Flowers he doesn't like why doesn't your Daddy like Flowers is your Daddy allergic to Bees has ST to ok H fever Ok Do you know what to do
when your Dad has been stung by a be Dad told me he shows You ok good good It's Okay Z you've been a really Brave Boy so far I need you to get Daddy that needle and will make him feel better can you do that for me is Pronto pode voltar pro slide pode deixar aí e aí quem quer começar a falar Eh eu imagino que que a telefonista da emergência lá Noque percebeu a ligação ela já compreendeu que que que era uma criança e ela também Poderia estar assustada com com o que tava acontecendo
eh a senhora a a doutora tinar fala de piag e outros autores PG também me me muito mente porque PG coloca que essa que essa idade da criança é através muito do do dos cíngulos interpretações que acontecem no dia a dia então a a operadora lá da do telefone conseguiu identificar uma forma de conseguir informações que não viessem atormentar a criança para conseguir chegar a alguma Conclusão e tentar buscar al uma solução eh colocando lá formas que ela fosse compreender se o pai estava dormindo ou não desse gênero se ela eu Pens tivesse usado outra
abordagem out tipo de pergunta talvez a criança não ia conseguir tá transformando então a a comunicação foi a isso é só uma uma observação Doutora que chama atenção é que ela ela ela vai extraindo informações da criança a Partir do próprio relato que a criança fala né ela diz meu pai não gosta de flores por que que não gosta de flores e aí ele até chegar né No que causou da abelha então assim a partir das falas da criança por conta da idade dela a partir dali É que ela consegue de fato extrair o que
aconteceu a criança conseguiu falar abho foi que a criança falou é meu pai não gosta de flores z z né Zum Z porque fez o barulho e aí ela ela pela vozinha da criança Ela deve ter Percebido a idade da criança ela e ela foi pensar o que será isso deve ser abelha né então assim a comunicação isso daí é Estiva né uma escuta especializada isso daí é uma escuta especializada é um tipo de escuta especializada que acontece antes da fase judicial mas que consegue extrair informações importantíssimas que foi o que a gente falou paraa
resolutividade exato Então foi uma comunicação assertiva e e daí a Importância que a gente né precisa agora não vai ser assim a gente numa aula como essa que a gente vai mas a gente lendo sobre o assunto quem trabalha com isso né o Robson foi bem foi bem preciso Diana também Exatamente isso né Foi uma foi uma uma comunicação assertiva numa escuta especializada viram o valor disso né gente por isso que é importante a gente se comunicar bem em qualquer idade é em qualquer idade pra gente conseguir resolver nossos problemas olha agora Seria o momento
que a gente deveria ir logo pra fase do depoimento especial mas assim a gente já tá com 1 hora 1:38 já 1:40 praticamente de aula que a gente começou no horário e assim normalmente eu paro aqui quando a turma tá com mais pessoas assistindo a aula porque e fica cansativo né porque aí é o prazo que a gente tem de apresentações porque hoje se apresentaram poucas pessoas e tudo porque a gente vai entrar na fase na parte da Legislação propriamente dita mas eu acho que até aqui já deu pra gente poder como é que é
abordar um um conteúdo bom dentro daquilo que a gente vai tratar nessa primeira etapa do fórum com o material que vocês têm para ler já dá para vocês fazerem as participações no fórum né Já dá pra gente alcançar o nosso objetivo O que vocês acham a gente coloca assim na na programação 2 horas de aula porque a gente prevê mais pessoas participando Então são mais pessoas se apresentando mais pessoas participando então assim em função disso né eu penso Agora se vocês quiserem ir adiante a gente pode ir até as 17 mas eu penso eu acho
que de conteúdo no meu ver então eu coloco as senhores eu acho que tranquila Doutora hã creio que tranquil fala primeiro então a Priscila depois fala o é como foi preparado a aula até às 5 Né e mas a gente já se habituou até com os colegas também já aprendemos até os nomes né então creio que foi até o momento está muito bom já vai dar quase 5 horas né então acho que é bom a gente finalizar para evitar que a gente até e também não é porque vocês tem que maturar a respeito disso vão
ter que complementar informações com a leitura que trata de tudo isso o material que foi colocado de tudo que a gente colocou a gente trata de escuta especializada Diferença com depoimento especial fases de desenvolvimento da linguagem né tudo isso tá no material os princípios informativos e protetivos que são os objetivos dessa dessa primeira etapa né Diana sim não eu também concordo Doutora até porque como a senhora falou vai seria o o próximo passo já falar da legislação quer dizer um assunto mais né voltado mesmo pro que a lei fala querendo ou não eu acho que
Para não misturar não se antecipar a gente fica Com essa parte introdutória né com essas questões mais conceituais e depois aí na próxima aula seguindo o cronograma a gente segue já na parte mais específica certo sem problema Robson sim de acordo Doutora eu só queria fazer uma pergunta pra Diana o Mas é por curiosidade mesmo como que é o cargo de comissária que eu não tinha ouvido falar no meu estado ainda é é um cargo inclusive assim em vários estados ele já tem outra nomenclatura né agente De proteção oficial de justiça da Infância e da
Juventude e aqui no Maranhão nós Ainda temos essa Comissários de Justiça da Infância e da Juventude nós atuamos apenas em varas relacionados com crianças e adolescentes Então a nossa lotação eu sou Na oitava criminal que é uma vara especializada em crimes contra criança e adolescente temos a Primeira Vara da Infância da juventude que é a parte da Cível né adoção guarda tel fiscalizações e Eventos também temos Comissários na Segunda Vara da Infância que é ata infracional e nas varas de violência doméstica porque agora as mulheres inclui família e aí precisa da atuação do comissário como
agente de proteção dessas de criança adolescentes mas esse o nosso trabalho Diana eu vou até querer falar contigo depois eh que a gente precisa fazer uma reunião com a rede para a respeito da Formalização do fluxo que que a a a Unicef tá construindo um fluxo T sabendo em São Luís mas ela não pode construir um fluxo sem estar de acordo com o pessoal da Rede então eu eu penso que a gente poderia se reunir com o juiz da oitava PR gente meu pois é desembargadora Gal tá querendo um eh adiantado a respeito disso mas
a gente conversa isso outra hora em off em off a gente vai e vamos conversar a respeito disso com o Dr Rômulo pr pra gente poder adiantar essa reunião tá bom tá tá ótimo conversamos sim inclusive Robson se você tiver um modelo de fluxo aí no Paraná de fluxo de atendimento do depoimento especial e puder passar pra gente a gente agradece tá eh D Sara só para antecipar em relação a essa questão do fluxo existe aqui um a criação foi criado um comitê de gestão exatamente par com a participação da Unicef que eram vários atores
da Rede inclusive participação do Judiciário e na época ficou cada um fazer seu fluxo interno né Essa empresa eu tinha uma empresa de Fora que ia fazer essa gestão desses dados e a questão é que acabou o contrato dessa empresa e também disso ficou pendente Se não me engano a Secretaria de Assistência assistência social é o a Senas a construir o protocolo interno deles que era para poder construir esse fluxo integral entendeu Mas já existe um comitê a respeito disso aí Tem mais Informações para lhe passar a gente vai conversar então para poder a gente
levar isso para adiante tá bom certo tá bom alguma dúvida pessoal vamos ler o material e a gente pode continuar a nossa conversa no fórum tá vamos colocar tudo que a gente Robson todas as experiências que você tiver aí o que vocês fazem diferente coloca pra gente que vai ser muito bem-vindo vamos trocar informações Tá bom coloca lá no fórum eu já coloquei tchauzinho pessoal Bom dia tchau tchau tchau Doutora até a próxima tch tau at mais