[Música] Olá sejam muito bem-vindos e muito bem-vindas ao festone Talk podcast que traz executivos e executivas para falar de tecnologia suas tendências negócios e inovação além de curiosidades nos nossos honrados convidados e hoje nosso Episódio temos o prazer de ter conosco um executivo com 26 anos de experiência em tecnologia já passou por grandes empresas como net Cap Gemini Stefan desde 2017 está no grupo Ultra como Red de tecnologia formado em administração tem MBA em gestão pela FGV e MBA executivo pela Fundação Dom Cabral entusiasta por carros antigos e esportivos como eu sempre gostou de corridas
como Fórmula 1 Fórmula ind fórmula e Car entre outras talvez alguns que o conheçam não saibam da novidade mais recente Onde Foi picado pelo mundo das corridas de rua e se tornou maratonista aos 47 anos de idade no mês de outubro deste ano algumas semanas atrás concluiu sua segunda maratona com um tempo de 3:54 minutos em uma das maiores maratonas no mundo a maratona de Chicago casado com e pai do Lucas de 16 anos e da Júlia de 8 anos seja muito bem-vindo Evandro Godinho Obrigado Fernando que é isso obrigado obrigado pela apresentação ficou muito
boa Pois é você você tem um currículo aí muito muito bacana Aí em geral os podcasts são bons de montar a Bi montar a apresentação dos convidados né bom Evandro vou chamar de Evandro de Godinho é Evandro Evandro me conta então um pouquinho mais sobre as suas origens aí me contar um pouco na sua época de jovem Você tem alguma lembrança alguma recordação de quando você era jovem eu na minha eh infância né em Mairinque né nasci em Sorocaba fui para lá paraa cidade de Mairinque muito pequeno hoje eu moro em São Roque eu sempre
empreendi eh vendi salgadinhos vendi bolo vendi pão caseiro fui feirante fui distribuidor de polpa de frutas fui distribuidor de jornal de revista já Nossa a lista é grande do do que eu tentava fazer ali entre os 14 e os 18 anos sempre buscando uma forma de desenvolver algum negócio de de de de ganhar algum dinheirinho para poder fazer alguma coisa você tinha ideia do que você queria fazer na vida naquela época não tinha não tinha eu queria trabalhar e e e e ganhar algum dinheiro e então eu não tinha restrição sobre o que fazer como
fazer as oportunidades apareciam e eu eu abraçava né mas acho que o que marcou foi que acho que eu devia estar na oitava série mais ou menos quando entrou na sala de aula aquele pessoal fazendo sorteio de bolsas de estudo para curso de informática que era uma novidade na época era as primeiras escolas estavam surgindo e alguns colegas meus ganharam foram sorteados ali para essa bolsa de estudos de informática Eu não eí eu cheguei em casa disse pros meus pais Poxa que pena né teve esse sorteio e eu queria muito mas eu não fui sorteado
meu pai falou Olha conversa com seus amigos e veja se se se alguém pode vai desistir e possa passar essa bolsa para você e foi o que eu fiz no dia seguinte e fui de um em um fui eles não tinham resposta ainda fiquei insistindo fazendo um no followup até que um desistiu e entregou o convite da bolsa e eu agarrei essa bolsa morando em mairin era um curso em Sorocaba Então tinha que pegar ônibus Ir para Sorocaba isso com com 14 anos né então ali eu entrei no mundo da informática né fui fazer o
meu primeiro curso TK 3000 programar em cobol uma série de cois cheguei programar em cobol então isso marcou porque eu acho que isso não não desisti porque eu não fui sorteado né e ir atrás de uma bolsa Mesmo não tendo sido sorteado Eu acho que isso tudo colocou a carreira né colocou a vida toda num rumo né legal me conta um pouco então hoje você tá né num num grupo muito grande corporativo você passou por diversas empresas me conta um pouco a sua trajetória aí do momento que você vai saiu da né do seu curso
técnico ou e faculdade enfim até hoje eh passando aí pela pelas empresas O que que você você a sua carreira né se resume muito né não resume mas você trabalhou sempre em tecnologia mas a tecnologia ela tem avançado a gente tá num momento único no mundo aí com essa trans informação digital conta um pouquinho aí mais da sua carreira bom só acho que voltando um pouco nessa nessa questão da bolsa né Isso me levou para um Colégio Técnico a o que hoje é conhecido como Etec na época era ET né então lá em sorocá eu
fiz esse curso de processamento de dados e dali eu consegui ir para uma faculdade também de de tecnologia que era uma coisa muito nova também e essa faculdade me proporcionou um estágio aqui em São Paulo no fornecedor no prestador de serviço da Microsoft então eu caí ali na Microsoft como terceiro na área de suporte técnico e aquilo ali eu brincava com os amigos né a gente tava ganhando um salário para aprender todos os dias porque a gente tinha acesso a tudo o que era de novo de tecnologia né tudo de Windows de Office de rede
de jogos e internet a gente tinha que aprender para fornecer o suporte e ainda recebia um salário para isso né então isso deu uma boa base fiquei ali quase 4 anos né com com a Microsoft com esse parceiro e isso me colocou de vez no mundo da tecnologia eh quando eu saí desta empresa eu decidi empreender de novo fui montar uma loja de informática vender computador acabei não conseguindo me dedicar a isso porque a experiência que eu desenvolvi na Microsoft e o e os relacionamentos O networking que foi construído ali esse networking começou a me
acionar Poxa Evandro vem dar um treinamento aqui vem dar uma consultoria aqui tem um projeto aqui tem um projeto ali então eu tinha uma loja que eu quase não conseguia estar presente nela e ficava ali fazendo projetos de consultoria durante do anos ficou assim loja quase sem a minha presença e eu fazendo consultoria e projetos e aí apareceu uma oportunidade na net né de consultoria eu fui lá fiz o projeto de consultoria e eu acabei ficando lá se 5 anos na net E aí eu vendi a loja saí desse dessa nova tentativa de empreendedorismo né
E aí fiquei na net e de novo uma outra escola né que net em 2004 quando eu cheguei tava passando por uma transformação gigantesca né o crescimento da banda larga o produto de TV a integração entre esses produtos eh a integração com a Claro com a Embratel o mercado né todo demandando toda essa tecnologia então a gente viveu né eu tive a oportunidade de viver ali durante 5 anos na net quase 6 anos muita transformação muita mudança muitas aquisições muitos Novos Produtos muita nova tecnologia sendo implementada e eu ocupei algumas posições de liderança ali gerenciando
projetos grandes e importantes gerenciando outsourcing gerenciando terceirização tive a oportunidade de gerenciar um processo de terceirização depois de recontratação internalização de toda uma operação de novo uma grande escola e eu sempre brinco e a gente ainda recebendo um salário para aprender muito legal muito legal parênteses na net você tá falando da Net né Eu morei um período grande lá nos Estados Unidos quando eu trabalhava numa consultoria Na Accenture e logo que eu voltei pro Brasil nos anos no ano 2000 eu conhecia uma eu tinha um conhecimento muito grande numa tecnologia que de uma empresa uma
Startup que fazia Billing para empresas de de Telecom de Telecom logo depois ela foi comprada pela orac mas eu era o cara então eu cheguei no Brasil e nós na época com accente nós tínhamos ganho um contrato na multicanal multicanal net sim a origem da NET era multicanal né ISS e era o lançamento do Vírtua que era a internet banda larga naquela época foi 2000 2000 ano 2000 Eu acho que eu não te encontrei ali eu não conhecia não sei se 2000 você já tava na na net eu entrei lá em 2004 2004 2004 na
net legal mas continua lá você tava falando então você saiu da net é e na net eu eh gerenciei a uma boa parte da área de infraestrutura né através de contratos de outsourcing de serviço e a cap Gemini era um dos nossos fornecedores na época era CPM brax aind depois se tornou Cap Gemini né e num dado momento eu recebi um convite para mudar de lado né deixar de ser cliente e passar a ser fornecedor e fazia sentido pro pra minha carreira pro meu momento essa mudança de lado porque é uma outra experiência onde você
vai colocar a mão na massa você você vai entregar você tem outros desafios ali de operação de time de gente de relação com o cliente de desenvolver oportunidades né dentro desse cliente então eu avaliei pensei fez todo sentido essa mudança Então deixei de ser cliente onde eu tava ali por se anos pass ser fornecedor ainda no mundo de Telecom porque quando eu fui PR capgemini eu assumir a gestão de um grande contrato com a Vivo depois telefônica TVA então tudo que era de telec tava se agrupando ali sobre minha gestão e Foi um aprendizado riquíssimo
muito grande eh depois da Cap Gemini mais ou menos 5 anos tive uma passagem rápida pela Stefanini mas aí não atendendo cliente numa estrutura corporativa da stefanine que trouxe também um aprendizado muito bacana que foi eh a relação com o dono da empresa né Então nesse 1 ano e meio que eu fiquei no Stefanini tinha uma uma atuação muito próxima do Marco stefanin e e a cabeça de dona é uma cabeça diferente uma coisa é você tá na cap Gemini que é uma corporação presente no mundo todo 200.000 colaboradores toda aquela governança todos os processos
outra coisa é você tá numa empresa né com o orçamento controlado ali na unha o dono questionando o por desse valor como é assim então foi foi muito muito rico eh eh esse período que eu passei ali na na na na Stefanini e eu só saí da Stefanini porque apareceu oportunidade no Ultra né então o Ultra me encontrou participei ali de um processo que foi um pouco longo com muitas entrevistas e tudo mais entrei no Ultra e comecei a desenvolver uma carreira bacana dentro do Ultra e quando eu fui perguntado pelo R Hunter por eu
iria para o Ultra porque eu deixaria uma Stefanini depois de ter passado por uma Cap Gemini né Eu disse que eu já tinha vivenciado a experiência de cliente já tinha vivenciado a experiência de fornecedor eu queria voltar a ser cliente eu queria ter um pouco mais eh de tranquilidade e também tá mais próximo da Estratégia do negócio né Muito bem a a posição que eu tive no Ultra logo de cara foi de de red tecnologia no centro de serviços compartilhado então eu era cliente mas ao mesmo tempo eu era forne fornecedor interno né com cinco
empresas do grupo consumindo os serviços que estavam ali sobre minha gestão isso foi bom né Acho que as experiências contribuíram para poder chegar ali na no Ultra com e e e acrescentar né agregar valor né Eu acho que isso ajudou nesse meu crescimento eu trouxe uma visão de cliente uma visão de fornecedor e uma visão de gestão de dono uma uma visão de de empreendedor então isso somado eu apliquei no Ultra venho aplicando acho que tá dando certo e eu entendo agora que você também tá olhando o grupo Ultra são vários unidades de negócio ou
empresas ali tem uma uma área específica de varejo eu diria que varejo que inclui as lojas lojas amm e tudo mais né Eh na sua experiência nesses 26 anos aí sempre olhando tecnologia O que que você pode dizer o os aprendizados que você teve ao longo desse tempo para que né que te ajudaram a crescer né nesses quantos anos que você tá no no grupo Ultra aí já 7 anos e meio 7 anos então você poder comentar um pouco dos né dos altos e baixos aprendizados trabalhando nesse nessa área como cliente fornecedor que te ajudaram
aí na nessa carreira de sucesso que você tá tendo aí dentro do grupo outra Bom eu acho que não só paraa tecnologia mas para para muitas áreas eh o segredo tá numa boa gestão numa gestão que parte de um bom time de pessoas boas pessoas competentes pessoas certas para as cadeiras certas Eu acho que isso isso habilita todos os próximos passos Eu acho que o que mudou do passado para agora né É É essa atenção e esse cuidado que a gente hoje consegue dar pra formação dos Tim pro desenvolvimento dos times e E com isso
criar um um ambiente eh um ambiente seguro para que as pessoas possam contribuir para que as pessoas possam tentar testar explorar ideias trazer ideias com isso todo mundo ganha né um ambiente seguro em que a diversidade é colocado em prática e o resultado vem acho que isso isso faz toda a diferença hoje mais do que nunca e para todas as áreas não só para tecnologia e daí vem uma outra acho que um Outro fator fundamental que a mentalidade desse time né enxergando eh o todo enxergando a empresa enxergando o negócio acho que no passado ti
tecnologia ou com aqueles outros nomes de informática CPD viviam ali isolados né no seu mundo técnico desenvolvendo sob demanda sob pedido um programa um entregando um hardware isso ficou no passado né Acho que Claro para todo mundo e a gente fala fala muito hoje da importância da tecnologia pra estratégia de um negócio para um negócio na verdade em muitos negócios é tecnologia o produto né Eh eu quando na cap Gemini entrei na Vivo era uma empresa operadora de telefonia né quando eu tava lá saindo Encerrando o meu contrato para para ir pro próximo contrato a
Vivo já não era mais uma empresa só de telefonia Se você olhar hoje é uma empresa que tem serviços financeiros saúde etc etc e tudo baseado na tecnologia então não não dá mais para que para ter uma área de Tecnologia desconectada do negócio né legal e para ter uma área de tecnologia conectada com o negócio você tem que ter um time com essa cabeça de negócio com com uma atitude empreendedora que entenda o que as áreas estão eh eh visando ali de resultado de de objetivo acho que um o para ilustrar né Eu acho que
hoje os profissionais de ti deveriam ir menos em eventos de de ti de tecnologia e mais em eventos de negócio né então recentemente Eu eu estive com o meu time na Expo postos eh uma feira de postos Ou seja a gente tem a Ipiranga que é uma das maiores empresas do grupo eh E por que que eu vou na Expo posto porque preciso entender do negócio e e em cada um desses eventos de negócio tem centenas de empresas de tecnologia lá tem centenas de soluções de tecnologia Então acho que essa é uma grande mudança né
tem que ter cabeça de negócio mentalidade fal falando de equipe né ah você vê hoje a tendência Existe alguma você pode se formar na minha época quando eu me formei há 30 anos atrás existiam poucos cursos ali os mais tradicionais hoje em dia você tem né várias opções de de cursos de segundo grau e muito mais de aperfeiçoamento você sente dificuldade ou não de conseguir recursos para trabalhar na na na área que você atua na área que você atua envolve sim tecnologia mas envolve também eh soft Skills né de relacionamento Skills de de negociação como
é que tá o mercado aí para de contratação desse tipo de mão deobra no caso específico seu né Eu eu acho que tá difícil em todos os sentidos tá acho que a gente tem uma grande em geral todas as empresas T uma grande dificuldade em recrutar eh contratar e reter bons profissionais tanto com hard Skill como com soft skill principalmente o profissional que consegue equilibrar bem esses dois tá acho que esse é esse é um grande desafio pro país né ter profissionais ter mão de obra qualificada E aí acho que isso tem nas suas origens
lá a educação né a base escolar acho que a qualidade da da Educação no país os investimentos do do do país em tecnologia inovação tudo isso cria esse GAP que a gente tem hoje então no geral tem sido muito difícil e a gente está indo para um caminho em que o conhecimento de tecnologia tá aí disponível para todo mundo e não é só para quem é da área de tecnologia então todas as áreas se você vai numa empresa hoje e pergunta eh paraa área de tecnologia olha Vocês já estão implantando ou utilizando o chat GPT
eh eles vão dizer Olha estamos avaliando isso aqui se você for na na área Financeira no RH no jurídico eles estão usando enquanto pode acontecer da área de tecnologia estou avaliando as outras áreas estão usando porque a tecnologia disponível para todo mundo todo mundo consumindo através de podcast como através de vídeos através de aulas cursos agora uma coisa é conhecer uma coisa é você absorver o conhecimento outra coisa você ter habilidade de aplic né que requer experiência requer um tempo e que requer também Skills faz influência que são cada vez mais necessários E aí não
tem i a para resolver é eu eu diria que a gente tá num num momento único de transformação digital aqui você comentou aí postos de Ipiranga né você tem postos Ipiranga todo mundo vai lá abastecer tá certo hoje em dia você pode até abastecer um carro elétrico ou um carro ou combustível ali mas eu acho que tem a experiência do cliente eh em lojas físicas e online falando de varejao como como um todo ali né Você tem o que que você pode comentar aí onde a tecnologia tem ajudado na experiência final do do seu cliente
né porque falando de pó de gasolina e entre aspas commodity né eu vou vou comprar vou abastecer meu veículo você tá usando a tecnologia para atrair mais clientes né de uma certa forma para que ele tenha uma experiência melhor e para escolher e num lugar a versus um lugar b a tecnologia se encaixa nesse nessa nessa equação nessa equação aí olha o eh o varejo é eh o varejo é é desafiador tá ele tem uma outra velocidade tem uma outra temperatura e ele ele exige respostas rápidas né de quem tá oferecendo um produto ou um
serviço ele exige Ainda mais hoje com todo mundo conectado do com a velocidade da informação e tudo mais então e as e os grandes varejistas as grandes redes né Por exemplo na Ipiranga nós temos 6.000 postos na mpm loja de conveniência são 1500 lojas eh então varejistas que têm esse tamanho essa escala eles precisam da tecnologia para né agir rápido com promoção no na relação com o consumidor eh na na experiência eh e no pricing na logística eh o varejo ele ele é uma grande jornada de de consumo e de experiência tá eh quando é
com escala e ainda mais no mundo que demanda uma personalização Poxa como é que num negócio de escala eu personalizo tecnologia é conhecer o consumidor e aí entram os dados os aplicativos as a unical didade Então como que eu aplico a tecnologia para entender o consumo né para entender quem é o meu cliente e uma vez que eu entenda quem é o cliente Qual é a jornada de consumo dele eh qual é a experiência que ele deseja que ele busca aí eu tenho que aplicar a tecnologia para isso então hoje não tem varejo sem tecnologia
mesmo com loja física é necessária a tecnologia Porque existe eh [Música] muita oportunidade numa loja física né grandes varejistas estão usando Eh câmeras para reconhecer o comportamento do do Consumidor dentro da loja eu vi recentemente recentemente sobre um Case em que e a maneira como o consumidor circula por uma loja a maneira como ele olha a maneira como ele eh se posiciona diante de uma vitrine de uma roupa de um produto a i já tá identificando se ele é um lead com potencial a b C ó Que bacana então isso já direciona né ações a
gente faz muito bem isso no digital né o a geração de leads e todo o funil mas dá para fazer isso no físico também né legal e a gente dá voucher cupom aplica desconto para um Consumidor online e o físico legal também dá para fazer a mesma coisa mas aí é tecnologia então é um oceano azul de oportunidades tecnologia no varejo e você falou você tem vocês tem né diversos existem diversos canais físicos e online isso requer né produz um número elevado de transações aí transações seja Quais quais for Então aí tem o tema lá
da segurança segurança da informação cy Security comenta um pouco aí o que que que o varej emal tem feito né Tem tem tratado esse tema a gente tem de vez em quando alguns ataques aí acontecendo eh o brasileiro el é muito diria que criativo aí para para chegar né para burlar seja qual for o sistema ou qual for a o processo aí de uma de uma empresa é eu acho que é um problema Geral do mundo de todas as companhias mas ele é potencializado no varejo pela quantidade de transações pela quantidade de interação né com
com o consumidor acho que um exemplo eh eu vi eh ontem um anúncio de do Instituto ariton Sena eh nem sei se a gente pode falar mas é está no portal deles lá que tem que eles não estão fazendo esse tipo de campanha mas apareceu para mim numa rede social uma promoção para comprar com desconto gigantesco lá uma réplica do capacete do arton Sena muito bem feito muito bem feito com atores famosos movimentando o capacete e tudo mais falando Então você olha aquilo fala poxa esse esse ator aqui é um ator de credibilidade né com
a voz do Galão Bueno com a música poxa tá eu sou fã réplica né Fórmula 1 chegando todo mundo falando dos 30 anos no impulso você vai lá e compra mas eu parei e falei não isso aqui tá estranho Olha o link olho a razão social da empresa entrei no site do do Instituto aon Sena tá lá um comunicado oficial nós não estamos fazendo esse tipo de campanha esse tipo de sorteio assim não se ação que que eu quero dizer com isso o desafio ele ele é na dimensão tecnológica que as empresas precisam se proteger
e existem centenas milhares de ferramentas e soluções para isso então você se protege lá com todas as camadas de soluções em tecnologia você protege o dado você filtra você tem Tic etc enfim o arcabouço tecnológico tá lá mas tem o lado cultural tem a conscientização em segurança que você desenvolveu toda essa tecnologia mas o consumidor pode ser enganado Então tem um papel nosso no varejo de começar também a conscientizar o uso da tecnologia conscientizar o uso das nossas plataformas das nossas soluções levar conhecimento para pro pro consumidor para que ele tenha condições de separar o
que é suspeito do que é firme né porque aí senão toda oraba tecnológico não vai adiantar n é a gente tem e eu internet das coisas inteligência artificial tem muita coisa ainda mais falando de varejo eu já tive numa loja lá fora recentemente acho que é a loja da Amazon onde você faz a compra sem ter nenhum atendente na sua frente né eles com câmeras e tudo mais você consegue ele consegue enxergar o que você pegou você entra você tem que tá cadastrado ele já te reconhece pela imagem você pega pega põe numa sacola e
vai embora né E funcionou né obviamente que no Brasil aqui você tem que ter alguns cuidados mas o o self checkout em diversos lugares do mundo inclusive no Brasil é algo que tá cada vez mais constante né você fazer o seu self checkout eh comenta um pouco aí se existe alguma coisa voltada aí pro pro pro mercado algo que você tem visto em geral inclusive até usando inteligência artificial pro benefício do do cliente obviamente da instituição financeira ou instituição que esteja utilizando isso pro seu bem né operacional é eu acho que esse é um um
um um campo ali do varejo que tá evoluindo bastante e precisa evoluir né porque voltando lá na questão da da experiência da jornada de consumo Eu já entrei em lojas para comprar é eu tinha o produto tinha o preço tinha a qualidade mas quando eu olhei pra fila devolvi o produto e fui embora então aquilo ali é um é um é um é um atrito muito comum no varejo nas lojas físicas existe esse tipo de atrito também no mundo online que daí o processo para você pagar Começa a complicar começa a dificultar muito e não
é assim lá fora se você for na Ásia tá é extremamente simples né Tem lojas já fazendo pagamento com reconhecimento da da da mão da digital do olho e tudo mais mas eu tenho visto já no Brasil algum cases bem interessantes com fid por exemplo em que você tem lá um sexto Você só coloca os produtos até ela já reconhece automaticamente você pode jogar os produtos juntos separados rápido devagar etc e tal e é é perfeito assim ó não não erra no reconhecimento do do dos produtos e você paga com muita facilidade né com com
aproximação Eh Ou se você já tá cadastrado com reconhecimento do do da sua facial que também é uma tecnologia que evoluiu bastante então todos os sistemas hoje de reconhecimento facial funciona de maneira perfeita com muita velocidade e aí você reduz um atrito muito importante né que você pode numa Grande Loja numa grande rede deixar 20 30 40 checkouts como esse que não tem atrito você vai lá pegou o produto passou pagou e seguiu a vida ess elimina-se uma barreira muito importante hoje você Você acha que a gente tá longe ou perto de por exemplo utilizar
realidade aumentada ou blockchain na experiência de compra de um de um usuário Eu já vi não na loja física mas online Onde você coloca lá seu rosto a sua foto e ele te mostra aquela roupa né você vestido naquela roupa como se fosse esse é um exemplo mas para qualquer coisa que você chega chegue a vender você podia poderia estar usando isso em algum momento você acha que a gente tá próximo ainda tem muita coisa aí pela frente PR eu acho que a gente tá próximo eu acho que a gente tá próximo acho que muitas
soluções muitos cases vem sendo desenvolvidos nesse sentido no mercado imobiliário de vestuário tem muita coisa sendo desenvolvida acho que tem o seu momento de tem aquela virada de chave que escala Então acho que precisa tá faltando algum detalhe para escalar então mundo tá se preparando para isso mas falta só um detalhe PR PR escala eh vou mudar um pouco agora o vou vou voltar aí na na sua recente Aventura né ou mudança de aprendizado você né você comentou aí a gente eu ten gente acompanhado aí resolveu começar a correr né ti picou lá a história
da corrida de de rua eu já tive nesse momento há 15 anos atrás era algo que eu nunca imaginava que iria fazer porque eu não gostava de correr não gostava de academia e fui lá comei a treinar fiz minha maratona e tudo mais e você Pelo que eu entendi você pode até comentar um pouco mais foi um período muito curto entre o momento que você definiu e decidiu que você queria correr até efetivamente você participar de uma de uma maratona né mas eu queria fazer um pouco uma uma analogia aqui né a gente tem que
est sempre antenado e tentando reaprender ou enfim eh constante aprendizado paraa gente estar competitivo no mercado no mercado como um todo seja uma pessoa física seja uma uma instituição né uma uma empresa ali eh você consegue fazer uma ligação entre a vontade que você teve né e dicas de características de que alguém possa ter para chegar no objetivo que você teve no final das contas at Meus parabéns Pô você faz uma maratona menos de 4 horas uma primeira maratona o segunda maratona famoso sub né sub4 em quanto tempo que foi Quanto tempo demorou entre o
momento que você começou a treinar até você fazer eu acho que é menos de um ano Sim foram 8 meses tá 8 meses o meses então assim queria que você evoluísse aqui comentasse nosso pro nosso telespectador aqui pessoas que estão aqui começando ou a carreira ou estão pensando em mudar de de atuação ou eventualmente quero empreender ou vice-versa entendeu Você precisa ter o quê uma vontade contar um pouco da da ideia até o que mente aconteceu que características que alguém precisa ter né Uhum para chegar até lá perseveran boa Fernando acho que uma excelente pergunta
e dá para fazer vários Paralelos com o mundo corporativo eh acho que como não deu para correr de carro que era a primeira paixão e era muito caro vou correr na rua mesmo vou pra corrida que é mais barato quera um tênis apenas um tênis e resolve mas eu acho que foi isso mesmo f acho que surgiu do nada foi por acaso meu irmão fez a a a a a minha inscrição e a dele pra maratona E aí a gente foi sorteado Pô então agora a gente tem que treinar e tem que fazer e aí
em 8 meses a gente se preparou para para fazer eu acho que a primeira lição que a gente pode levar disso para para além do esporte pro mundo corporativo é que dá para fazer a gente a gente precisa acreditar mais no nosso potencial eh eu acho que no mundo corporativo muitas vezes a gente tem dúvidas se consegue fazer a gente tem dúvidas se é capaz Se o time consegue se a empresa consegue se é possível a gente tem vários dúvidas ali que nos bloqueiam eh mas dá para fazer desde que você se prepare desde que
você busque conhecimento desde que você se cerque de profissionais com as capacidades corretas para isso a gente brinca agora no mundo da corrida né já posso dizer que eu faço parte do mundo da corrida né que a corrida é o esporte Solitário mais coletivo que existe porque eu não me preparei Eu não eu não eu não essa jornada até concluir uma maratona com a de Chicago que é uma das maiores do mundo eu não fiz sozinho Eu Tive apoio de nutricionista eu tive uma Assessoria Técnica eu tive um um profissional de Educação Física no fortalecimento
Eu Tive apoio da família eu tive que organizar os meus horários no trabalho eu tive que organizar também agenda com a família em função dos treinos eh eu tive colegas e amigos de corrida que deram dicas orientações eh eu busquei muito conhecimento sobre técnicas de corrida em podcast no YouTube com cursos com palestras então é uma jornada de preparação que não é só fazer o treino de corrida no sábado ou no domingo e aí no mundo corporativo tem a sua semelhança porque se você Abraça o desafio de lançar um produto novo de entrar numa região
nova eh de ou de Tecnologia de implementar uma nova solução que vai revolucionar e o Core da empresa você precisa se cercar de pessoas boas você precisa ter as capacidades corretas Você precisa aprender fazer aquilo treinar aquilo e eu acho que tem um outro detalhe que que se compara muito é que a clareza do Objetivo a clareza do resultado final né então no caso de uma maratona você tem aquela data que você vai correr você sabe o horário que você vai largar você tem um objetivo ali estimado de tempo para terminar tudo que vem antes
tá em função daquele objetivo daquela meta então no mundo corporativo quando você tem essa meta bem definida né É aquele mercado é aquele produto é aquela aquele sistema naquela data O plano tá bem feito temos equipe temos conhecimento temos técnica para isso E aí vem a disciplina de execução que no mundo corporativo também é fundamental né Tudo começa ali com os as apresentações as planilhas eh mas sem a execução sem a disciplina da execução Você não tem o estado lá na frente né e o esporte traz isso né para você conseguir terminar uma maratona abaixo
de 4 horas que tem um desgaste físico enorme você precisa treinar o seu corpo para isso o e você não tem como enganar o seu corpo não tem como vaipassar não tem como fingir que você treinou E aí vem a disciplina de execução é acordar 5 horas da manhã fazer o treino da segunda fazer o treino da terça da quarta da quinta cuidar da Alimentação então não adianta ter uma nutricionista ou nutricionista dos mais renomados se você não seguir rigorosamente ali o que tá prescrito PR sua dieta equilibrar proteína carboidrato etc e tal então quando
você leva isso para um projeto no mundo corporativo todo mundo conhece as metodologias mas tem de seguir tem essa disciplina de executar aquilo com qualidade é eu acho que é você falou tudo né eu corri também eu me lembro que quando eu fiz uma Meat no rio eu eu só terminei ela por causa no finalzinho né naqueles últimos 5 km por causa da tava na orla ali eu tava num Leblon então daquela galera te impulsionando lá olhava pro lado falou não eu vou ter que vou ter que terminar eu já não tava aguentando mais né
mas você tem a disciplina ainda mais numa maratona onde você você tem 42 km se você não não tem a disciplina de no início regrar se você sair correndo você vai morrer Ali você vai morrer no no sentido de você não vai ter mais fôlego no final ali quebra né uma terminologia queb quebra é o quebrar então É mas muito muito bacana é só uma parênteses aqui você falou que você gosta de corrida eu tava lembrando nós gostamos de corrida né a gente já teve algumas participações juntas ali isso foi na época foi nos anos
2000 na época que o gile Vilan Neve uhum eh corria com o Ricardo Zonta brasileiro na bat british American tobaco sei é uma aquela e eu tinha lá acesso a ao pessoal meu irmão trabalhava no nessa nessa área nesse Ramo e eu fui eu participei na corrida no ent Lagos ISO estou falando dá 20 anos atrás pelo menos 2004 2005 Se não me engano e eram dois pilotos duas equipes de engenheiro naquela época os carros tinham é suspensão ativa eletrônica hoje é se não me engano hoje não é mais permitido e tinha telemetria então o
olha que impressionante né era era o motor era Honda então toda a equipe ficava aqui mas tinha uma equipe lá no Japão e a telemetria em em em antes da corrida nos treinos eles tinham a capacidade de em função da do feedback da suspensão entender como é que tava a ondulação da pista e em tempo real mandar o comando do J pão aos algoritmos de volta pro carro para ele ficar mais enfim regulado para no dia seguinte a gente ter corrida ou seja is falando há 20 anos atrás o que que não né que o
que que não mudou de lá para cá em termos de Imagino que não é a fórmula 1 hoje de processamento né computacional e tudo mais mas ol deixa eu eu só contar também um um detalhe interessante dessa analogia da corrida com o mundo corporativo né coincidentemente nesse mesmo período que eu vinha me preparando para para pra maratona também vinha liderando na empresa um grande projeto de de implementação de sistema e e como Todo projeto tem seus Desafios que vão surgindo né e ao longo dessa dessa jornada e e na corrida a gente fala muito sobre
o qum 35 que é um momento decisivo em geral é o quilômetro em que as pessoas quebram ou porque acelerou demais no início ou porque não observou algum sinal do corpo tem essa essa analogia com a telemetria Então quando você tá correndo de repente aparece uma dor ali no joelho ou no Calcanhar ou você sente um enjo uma cembra cra e ao longo dessas 4 horas você tem que ir ouvindo o seu corpo sentindo o seu corpo e ajustando a estratégia né eu Chicago era para ser minha primeira maratona eu fiz antes em abril a
maratona de São Paulo ainda com dois meses só de treinamento mas eu fiz com o objetivo de testar eu não fui nem nem tinha pretensão de terminar e muito menos de tempo mas eu já tava treinando eu falei eu vou fazer para para entender o que é a maratona porque senão eu vou chegar em Chicago pela primeira vez eu não sei ainda o que é então eu foi o meu piloto foi o meu MVP e ali eu aprendi quais são esses momentos críticos eu escutava todo mundo falar do km 35 mas eu nesse teste eu
aprendi levando pro nosso dia a dia no projeto a gente fatiou a estratégia de migração vamos migrar só um pedaço primeiro pra gente entender como o sistema vai se comportar o que que vai acontecer que ajustes a gente precisa fazer e daí a gente vai pra etapa final preparado né então eu levei um pouco desse treinamento para uma estratégia de imigração que foi bem sucedida de tudo certo e o time também tinha os seus momentos eh porque um projeto grande de sistemas envolve empresa toda e existem atritos existem níveis diferentes de engajamento de conexão então
a gente precisa lidar também com as pessoas precisa comunicar precisa conquistar um apoio aqui outro apoio ali e às vezes eh não dava certo e o time às vezes ficava meio eh eh eh eh desanimado Poxa acho que não vai dar certo daí eu sentava com todo mundo dizendo olha na maratona no qum 35 a gente chega também nesse momento de acho que não vai dar mas quando a gente olha para trás tudo que foi feito toda a preparação todo o treino a gente encontra forças encontra soluções e avança Então teve um momento no nosso
projeto que a gente teve essa reflexão Olha tudo que a gente já fez e vamos olhar o pouquinho que falta faltam só alguns quilômetros E aí o time se reenergiza novamente começa a enxergar de outra forma as soluções começam a aparecer a gente consegue sair do outro lado então assim tô dando um exemplo mas eu acho que dá para fazer muitos Paralelos do esporte dos diferentes tipos de esportes Eu costumo fazer da fórmula 1 que é a tecnologia de ponta eh dados tá no centro de tudo e também pessoas porque assim Você pode ter aquela
tecnologia bilionária mas se o cara tropeçar e cair na hora de trocar o pneu custa uma posição que pode custar o campeonato Você deve lembrar que acho que em 21 o versta ficou na frente do remon por um ponto por um ponto então um tropeção Zinho lá no pneu poderia ter custado um campeonato é é o é é essa teoria não é nem teoria né É você tem uma mini Startup dentro de uma grande organização para poder errar erra pode errar vamos errar para que que num projeto maior a gente consiga fazer isso com com
grande sucesso bom Evandro a gente tá terminando aqui o nosso podcast queria agradecer já acabou já acabamos eu não sei quanto tempo que foi mas eh agradecer a sua presença imensamente as suas né as suas valiosas percepções e experiências aí no mercado eh e vamos vamos ver se a gente consegue fazer outros podcasts aqui na frente mas muito obrigado aí pela sua presença e até o próximo episódio Obrigado Eu que agradeço até o próximo valeu valeu [Música]