[Música] Olá estudantes sejam muito bem-vindos sejam muito bem-vindas a mais uma aula onde iremos hoje discutir o papel do professor e da professora facilitadora Afinal o que é professor e professora facilitadora hoje diante da ucação contemporânea diante dos Desafios contemporâneos o papel e a Identidade do professor Ficou sempre muito questionado diante da Inteligência Artificial sempre ficou aquela grande dúvida O professor perdeu a sua autonomia perdeu a sua função Será que precisamos ainda na sala de aula de professores Será que vai ser extinguida a profissão profess Professor falar em profissão em falar em Professor facilitador seria
desmerecer a profissão eh Professor o que é um professor facilitador O que é o corpo de um professor facilitador Onde está esse corpo Qual é a relação desse corpo na sala de aula essas e muitas outras questões é o que nós premos aí pretendemos aí discutir ou trazer alguns gestos e discussões para que você possa pensar aí na sua sala de aula ou na sala de aula que você já tá você que já está em sala de aula para que você possa pensar aí na sua melhor gestão eh ou ou nas suas metodologias de uma
forma mais efetiva e de uma forma mais potente para que se possa aí produzir melhores discussões com os seus estudantes né Vamos então discutir isso vamos lá primeiro ponto que eu chamo atenção para essa aula é sobre a identidade do professor o que forma um professor e um primeiro momento parece muito óbvia essa pergunta o que forma um professor é um processo acadêmico nós temos uma graduação e licenciatura muitos professores Depois fazem uma especialização cursos de formação outros ainda vão para uma carreira acadêmica seguindo carreiras de Mestrado doutorado e até pós-doutorado mas será que é
só isso que forma um professor será que outras relações como por exemplo ideologias relações de afetos relações com a comunidade relações com a comunidade escolar a família o modo com que eu vejo o mundo a minha relação com o mundo também interfere na minha prática pedagógica o modo amoroso com que eu trato a minha sala de aula interfere eh na minha prática pedagógica isso também forma a minha identidade de professor o professor não é um sujeito técnico o professor é um sujeito que trabalha com material humano e sendo material humano não tem como se desvincular
das relações de afetividade das relações de amorosidade das relações ideológicas e principalmente das relações políticas não há Professor neutro não há professor apolítico e não tem como na nossa profissão de professor não trabalhar com um conceito que é discutido por vários autores da Educação inclusive pelo nosso saudoso Paulo Freire que é o conceito de amorosidade um professor que não carrega a ideia amorosa não uma ideia amorosa romântica uma ideia amorosa vaga mas uma ideia amorosa eh eh uma ideia amorosa firme né uma ideia amorosa ética no seu trabalho eh uma ideia amorosa na sua profissão
não é um professor que está eticamente com Victo do seu trabalho então quando nós estamos falando de identidade de professor na contemporaneidade nós estamos falando desse professor que alinha o conhecimento técnico né o conhecimento pedagógico o conhecimento da sua disciplina e acima de tudo o conhecimento humano a relação com o humano e quando nós estamos falando de um professor facilitador nós estamos falando de um professor humano um professor que alinha novamente afirmo que alinha o a técnica a amorosidade né e os conhecimentos Esse é o professor facilitador é o professor que mostra caminhos não é
mais aquele professor que joga nos estudantes o seu conhecimento não cabe mais no mundo contemporâneo onde nós vivemos onde é tão fácil ter fontes de informações onde é tão fácil conseguir inform ações um professor que se olha e que se acha detentor do saber o professor hoje em dia é o professor que mostra caminhos é o professor que olha pro estudante e fala e mostra e problematiza os lugares as fontes os lugares de pesquisa esse professor para que ele possa olhar para que ele possa problematizar e Para para que ele possa construir e desconstruir conceitos
ele precisa sim ter essa relação humana com os seus alunos com o seu lugar com o teu espaço com o seu ambiente de trabalho por isso quando falamos em Professor facilitador nós estamos falando de um professor humano de um professor que alinha conhecimento técnico que alinha conhecimento pedagógico E acima de tudo que alinha amorosidade na construção de caminhos na construção de problemas e na construção de novos novas formas novos modelos de aprendizagem o convite que eu faço para você hoje é que você seja muito mais que um professor que mostre como fazer ou que que
dê tarefas trabalhos mas um professor que incentive os Teus alunos a buscar novas formas de conhecer inclusive formas que você professor não conhece quer satisfação melhor do que um aluno te trazer um modo diferente de ver algo que você já conhecia há muito tempo e ele te trazer um jeito novo de saber um jeito novo de pensar o O importante como professor facilitador é proporcionar modos de novas descoberta inclusive para nós professores é aprender junto é descobrir junto é aprender ensinando e Isso é ser professor facilitador e isso não se faz com uma relação vertical
É necessário uma certa horizontalidade ética essa horizontalidade ética é uma horizontalidade em que você está junto com seus estudantes porém dentro de uma proposta ética uma proposta onde você se coloca como sujeito Professor porém mostrando caminhos e e em igualdade né igualdade humana porém apontando caminhos e apontando direção Professor Para darmos continuidade à nossa discussão eh eu vou provocar você hoje com uma obra de arte essa obra de arte eu trago ela para que você possa para que possamos eh pensarmos um pouco sobre essa identidade do professor esse ser professor essa obra de arte é
de um artista eh muito interessante chamado J Einstein um artista que Ele pintou entre os anos de 1600 e 1670 ele ele tinha uma necessidade muito grande de pintar e e falar sobre eh os processos educacionais da sua época nós sabemos que quando um artista ele fala ou ou ou pinta ou escreve eh sobre determinado tema não necessariamente ele está retratando algo sobre a sua época ele pode estar criticando ele pode sim estar retratando ou ele pode muitas vezes está idealizando algo sobre a sua época então o trabalho que eu trago aqui do Stein é
mais mesmo uma provocação para que você pense Olhe aqui aqui na tela esse quadro do Stein por alguns por alguns instantes aí e veja qual que é e o lugar né identidade do professor e a Identidade do aluno o que que tá acontecendo aí nesse quadro e pense Quem é esse professor o que que tá acontecendo aí nesse quadro Quem é esse professor que que tá acontecendo tem alguma relação desse quadro com a educação contemporânea hoje lembrando né que esse quadro aí tem foi pintado em 1600 que que tá acontecendo nesse quadro Pare e pense
um pouco sobre ele eh se você poder ver eu chamo atenção para que você veja alguns detalhes por exemplo veja aí que existe uma centralidade do professor no sentido de uma iluminação maior veja que o professor carrega nas mãos a palmatória num sentido de punição eh o o aluno eh mais relegado à sombra pouco iluminado tá numa cara de desespero como se tivesse com medo de alguma coisa como se tivesse com medo daquela punição do professor os outros alunos ao lado também com uma cara de desespero com medo com com uma com com com como
se algo estivesse ali apavorando esse esse esses educandos perceba que esse professor ele tem essa essa esse essa cara mais brava né esse esse jeito mais eh mais punitivo ou seja nós vemos aí que já em 1600 o Stein vem aí eh talvez retratando talvez criticando Talvez problematizando uma educação que nós ainda problematizamos desde os dia de hoje quando nós chamamos a atenção é dos nossos professores ou de vocês futuros professores por exemplo para uma avaliação que uma avaliação não pode ser punitiva quando nós chamamos atenção para uma uma sala de aula que deve ser
uma sala de aula mais eh interativa eh seria mais ou menos uma mesma crítica que o Stein faz já em 1600 parece que não andamos muito né parece que estamos ainda discutindo questões que eram eh discutida já eh em 1600 a questão que eu pergunto hoje para você professor professor para você futuro professor se você fosse retratar de alguma forma seja em desenho seja em fotografia seja até através de um texto como você retrataria aí a sala de aula que talvez você esteja vivenciando aí hoje para quem já está em sala de aula ou que
você esteja vivenciando talvez no seu estágio ou que você vai vivenciar como você retrataria será que seria uma sala de aula parecida com a sala de aula retratada aí pelo Stein Será que o professor tá aí com de alguma forma talvez de uma forma mais simbólica com uma palmatória na mão aterrorizando Os estudantes E como que isso muitas vezes vai gerar indisciplina isso vai repercutir muitas vezes eh em outros lugares causando outras problemáticas causando outros discursos né Como que essa identidade essa postura do professor autoritário vai causar eh outras problemáticas em sala de aula por
isso é interessante pensar P nesse nessa ideia do professor facilitador por isso pensarmos na identidade do professor pensar em quem é esse professor e pensarmos nessa identidade enquanto identidade facilitadora é essencial para uma boa gestão em sala de aula Ok o convite que eu faço para que você para você hoje é que a sua sala de aula não seja uma sala de aula retratada como quadro do stem né que a sua sala de aula seja muito mais eh parecida com eh muito mais iluminada né Não tanto quanto não muito parecida nada parecida com a sala
do Stein né Espero que você se for retratar até um exercício interessante peça paraos seus alunos uma hora retratar né a a sala de aula ou numa numa num exercício né num exercício didático aí seria interessante pensar nisso Como ouvir as vozes do aluno dos Estudantes como ele vê a sala de de aula e fazer um exercício de autoavaliação se realmente nós não estamos aí produzindo uma sala de aula muito parecida com as do retrato do STE pessoal então para concluirmos eh vale a pena destacar que eh pensar a ideia de professor facilitador eh não
é nada muito novo tá essa ideia de pensar um professor eh que pensa uma escola que pensa uma sala de aula que que media já vem aí desde a escola nova sendo organizada já vem sendo pensada né Mas é claro que no contemporâneo com as demandas que temos hoje em especial com a tecnologia essa identidade do professor esse lugar do professor eh e também os lugares dos alunos vem sendo a todo momento questionado o professor facilitador que era discutido por exemplo há 10 anos atrás há 20 anos atrás quando se iniciou quando começamos a pensar
quando saímos de uma eh de um de um de um de um momento de uma escola mais tradicional não é o professor facilitador hoje que tem que dialogar por exemplo com as novas tecnologias né hoje ele hoje Esse professor facilitador ele precisa como nós falamos no início desse dessa aula muito mais e pensar e a relação da sua disciplina e daí eu venho trazer essa questão técnica a relação humana daí que eu falei para vocês toda aquela questão né não vale só ter o conhecimento da disciplina não vale só ter o conhecimento da sua área
de interesse você precisa ter esse conhecimento humano né esse conhecimento eh do sujeito né do sujeito eh da sala de aula das relações humanas da sua comunidade né E também a necessidade do professor saber eh como um facilitador apontar caminhos Hoje em Dia Diante da tecnologia diante da da da grande possibilidade de meios de informações muitos meios de informações erradas muitas lugares de informações incorretas inverídicas o professor saber chegar ao estudante e mostrar que aquele lugar de informação não é necessariamente um lugar certo não é uma fonte confiável necessita ser muito bem trabalhado né não
é simplesmente chegar e mostrar e falar que não é aquele o caminho certo de de de de o caminho certo errado mas mostrar Por que esse não é o caminho Por que não é interessante essa fonte de informação por ele não não pode confiar somente naquela fonte de informação né Então esse é o papel do do professor facilitador o que a gente ouve muito hoje em discursos muitas vezes muito vazios é de que o professor facilitador é só um professor que trabalha com eh um movimento circular Ou seja aquele professor que simplesmente trabalha com aquilo
que o aluno já sabe e nós sabemos que isso é uma inverdade o papel do professor facilitador é um papel muito mais complexo muito mais complexo que um professor que se acha aquele detetor do conhecimento porque o professor facilitador ele vai fazer uma ponte ele vai fazer um diálogo entre o conhecimento que ele tem o conhecimento do estudantes e os conhecimentos que permeiam as várias fontes de informação né é um papel muito mais complexo é um papel de diálogo e daí que vem um uma das teorias que que eh que Funda todo esse material dessa
disciplina que é a teoria dialógica nós estamos estamos trabalhando dentro desse material com a teoria di lógica que é uma teoria que que trabalha que olha as múltiplas vozes vozes essas que mudam vozes essas que se complementam a cada vez então eh a gente tem que ter em mente nós temos que ter em mente enquanto professores que ser professor facilitador não é um caminho fácil é um caminho muito mais complexo e que exige muito mais de nós enquanto educadores e você Professor aceita aí o desafio de ser mais do que um professor de ser um
professor facilitador Então vamos lá vamos aí nessa caminhada juntos facilitando sendo juntos professores facilitadores do conhecimento um grande abraço para você e até a [Música] próxima