[Música] Olá eu sou Fabiano Santos e trabalho com vocês hoje a disciplina currículo e educação para aula de hoje o módulo 4 políticas curriculares e a nossa última unidade a unidade 2 currículos estaduais e municipais de educação eu gostaria de iniciar retomando alguns conceitos que perpassaram essa disciplina ao longo dos encontros que realizamos nós discutimos nas primeiras aulas a concepção sobre educação sobre escola sobre sociedade sobre ensino sobre aprendizagem né Vimos a importância de relacionar tudo que falamos e pensamos de currículo com a sociedade como teto né como uma uma proporcionadora de todas as questões
que envolvem o currículo trabalho do professor a gestão avaliação e assim por diante quando nós adentramos especificamente para falar do currículo a gente falou das teorias curriculares a gente falou das teorias primeiro educacionais como fundamentais para o professor conhecer e dominar o seu trabalho pedagógico seu fazer pedagógico não é nós vimos como é importante o professor saber os caminhos que precisa seguir Porque a partir do momento que ele sabe para onde ele vai ele determinou já o ponto de partida portanto os objetivos com isso a gente discute discutiu a importante relação entre o objetivos de
ensino e concepções de currículo e produções curriculares depois a gente discutia um pouco sobre as teorias curriculares as teorias tradicionais as teorias críticas e pós-críticas no nosso último encontro nós trabalhamos sobre o a base Nacional comum curricular como um exemplo da materialização de todos esses aspectos que a gente veio discutindo até então né é nunca é demais lembrar que o tema da base Nacional como como um curricular é um tema bastante polêmico que envolve diferentes concepções e compreensões sobre a o que ela é sobre Qual o objetivo dela a importância dela nós Assumimos aqui nessa
disciplina uma visão crítica sobre a base na nossa no nosso último encontro essa visão crítica sobre a base apresentou para todos um documento insistentemente produzido para atender aos interesses do movimento de empresários brasileiros e mundiais que estão preocupados com não futuro da educação mas o futuro das suas dos seus próprios negócios através da formação dos trabalhadores que atuam nestes negócios e também daqueles que não atuam porque nós vimos a educação tem um papel importante na formação do comportamento das pessoas nós vimos quando a base Nacional como curricular atua na defesa do das habilidades e das
competências ela o faz porque está preocupada com o comportamento das pessoas a forma como as pessoas vão agir em relação à sociedade hoje que está muito em voga muito na moda a coisa das habilidade só se emocionais que na verdade no fundo no fundo no fundo nada mais é do que a formação baseada em princípios e pressupostos esperados nessa sociedade a pessoa tem que ser como eu disse no nosso último encontro a pessoa precisa ser resiliente para enfrentar as dificuldades promovidas por essa sociedade é por isso a preocupação e aí insistência instituição de uma base
Nacional como curricular ainda que tenhamos as diretrizes curriculares estaduais municipais e federais sobre o tema em que Pese tudo isso houve um esforço muito grande para que os últimos anos mostrasse a importância de implementar uma base um currículo como esse hoje nosso encontro a gente vai discutir uma espécie de reflexão sobre como esta base é recebida nos municípios e nos estados qual foi o papel dos Estados dos municípios na construção desta base e na sua consolidação ou não para isso eu gostaria de fazer uma discussão com vocês sobre uma discussão política educacional sobre como as
políticas são pensadas e como elas são implementadas tem um autor chamado Stephen Ball e ele fala sobre as políticas e os contextos em que essa política é implementada ele diz o seguinte o contexto da política quando o primeiro dos contexto é o contexto de influência quando a gente está ali passando quem está por trás dessa política os interesses o governo federal o movimento empresariado os movimentos sociais enfim quem tá influenciando na elaboração desse documento a gente já fala um pouco sobre isso aqui esse autor ainda vai falar da um outro contexto que é o contexto
da produção da política por meio da elaboração de documentos E aí é importante E aí a bncc e é o que a gente fez no último encontro analisar um pouco que ela é Como ela foi construída os conteúdos que ela apresenta e assim por diante tem um dos contextos que os famoso apresenta que é o que eu quero discutir com vocês aqui que é o contexto da prática é o contexto em que essas políticas que foram pensadas são implementadas lembra do currículo real que é o currículo quando ele é realizado na prática então é nesse
é nessa ideia de currículo real que é o currículo que é realizado é efetivado É nesse sentido que eu quero dialogar com vocês as políticas mais hegemônicas elas defendem que há uma relação direta entre o que é pensado na educação e aquilo que é efetivamente praticado na educação não há portanto espaço de reinterpretações essa é uma visão a crítica sobre educação e sobre política mas existe e o futebol é um desses autores autores que defendem que entre o pensamento ou a elaboração da política e a sua aplicação existe um caminho aí que não é possível
mensurar a priori porque envolve a participação do sujeitos implementando confrontando criticando aceitando as políticas percebo que nessa perspectiva e nesta visão nós estamos conferindo a esse sujeitos no caso os professores a responsabilidade por receber a política interpretá-la implementá-la ou desconstruí-la neste caminho que o professor exerce de interpretação e interpretação implementação ou não da política a importância daquilo que eu já falei para vocês do professor ter consciência dos caminhos a ser trilhados no processo educativo do ponto de vista teórico epistemológico O professor precisa entender que a que determinada política tem sempre uma intencionalidade por trás Qual
é essa intencionalidade Quais são os interesses que estão por trás dessa política Como eu posso agir para reformular ou implementá-la se eu defendo ou critico essa política tudo isso é fundamental para nós professores e professoras compreendermos o nosso papel em todo este processo então é um pouco sobre isso que nós vamos discutir hoje vejam então que nós saímos de aspectos muito amplos sobre definição de sociedade de currículo fomos fazendo um processo de aproximação cada vez maior cada vez maior cada vez maior sobre o currículo definimos O que é currículo apresentamos as teorias educacionais e curriculares
apresentamos um exemplo sobre o currículo e agora a gente vai chegar num aspecto muito particular que é o papel dessas pessoas do sujeitos em todo esse processo de implementação da política no caso de implementação da base Nacional comum curricular com isso dito isso eu gostaria de lembrar-los de lembrá-las que a gente já falou isso aqui que os professores eles são responsáveis direto diretos para que os conhecimentos selecionados a partir dos objetivos de ensino sejam aprendidos por todos os estudantes é importante dizer que na concepção trabalhado o professor ele é o preposto de tudo isso ele
tem uma responsabilidade muito grande não é de direcionar não é de dizer o que é certo que é errado somente mas é de apresentar os conteúdos conhecimentos clássicos como diz o saviani ele como mais experiente é o responsável ou deveria ser o responsável por traçar os caminhos por isso nas práticas pedagógicas cotidianas da escola mesmo diante das limitações e ausências professores mesmo dos problemas que tudo que toda essa prática envolve professores e alunos eles ressignificam o tempo todos os seus saberes as suas disciplinas os conhecimentos criando múltiplos nós na Ampla e plural rede de formação
tecida na escola veja se o que a política educacional pressupõe como orientação para a escola fosse obedecesse uma lógica de implementação direta qual seria o sentido da educação nenhum do professor como mediador desse conhecimento nenhum não é a reinterpretação bom tá pronto lá vem de cima para baixo qualquer tipo de acesso a esse conhecimento seria suficiente mas como nós não defendemos e se não acreditamos nessa nessa questão a gente vai falar que nós construímos os múltiplos nós como diz no texto né E nesta construção dos múltiplos nós do eu do seu e de do nós
como um todo vamos construindo a escola cotidiana a escola que é resiste a escola que se faz resistência em todo esse processo Veja a escola como Resistência é importantíssimo como conceito vou dar um exemplo na Minha tese de doutorado eu estudei um é um programa do governo federal chamado pde escola que era um programa que venha lá dos anos 90 ainda do Governo dos governos anteriores com uma acho que era o governo o FHC ainda com uma um papel muito decisivo do Banco Mundial na implementação de políticas de gestão gerencial nas escolas então a ideia
era um programa que desse dinheiro para as escolas que demonstrassem capacidade de fazer gestão como empresa a minha pesquisa foi demonstrou que os professores sabem do Objetivo sabiam do Objetivo Daquele programa mas como o dinheiro era muito importante vinha bastante dinheiro eles aceitavam um programa Mas eles faziam diferente eles não faziam aquilo que estava preso preconizado no programa a minha pesquisa demonstrou por tanto que isso que eu tenho defendido aqui com vocês da importância do professor reconhecer a sua autonomia o seu papel transformador decisivo intencional é assim né E aí é por isso que eu
tenho defendido e tô defendendo aqui com vocês que nós enquanto docentes temos que saber da onde vem essas políticas bom dito isso né como que fica a implementação da base Nacional comum curricular nos estados e municípios numa resposta rápida numa resposta imediata Poderíamos dizer fica como o governo federal a base professores trabalhando com habilidades competências formando estudantes nessa nesse direcionamento não ainda uma pesquisa robusta sobre isso que demonstre diferente disso mas eu estudando política estudando educação como tem estudado ao longo desses anos são mais de 10 de 15 anos 20 anos quase estudando a educação
eu tenho atendo a acreditar que nós temos um papel importantíssimo nisso e que as escolas que os estados e os municípios não tem implementado a bncc tal qual ela está colocada lá são os professores são os estudantes é a comunidade escolar em seus mais diferentes cotidianos que produzem que produz o currículo que reproduz esse currículo a bncc tem que ser vista apenas como uma base não como um documento que é camisa de força não como documento que deve ser seguido de forma inquestionável quando eu falo isso nas aulas muitos estudantes pergunta Professor mas se eu
tô numa escola e a direção me cobra isso eu tenho que trabalhar Realmente você tem que trabalhar você vai ser cobrado seja numa escola pública numa escola privada Você vai ser cobrado por isso você deu conta de trabalhar as habilidades competências para aquela série mas lembre-se do que eu disse antes da beleza da importância aqui e tem a autonomia do professor na interpretação na reinterpretação destes conteúdos nós temos essa prerrogativa para o bem para o mal Claro não temos como aqui dimensionar isso tá a bncc é apenas uma base ela pode deve ser questionada pode
e deve ser refutada inclusive quando for o caso muitos estudantes perguntam para mim mas Fabiano e se a escola que eu trabalho me cobra e a secretaria me cobra trabalhar com a base o que que eu faço você faz isso que eu tô falando agora você vai lá e trabalha de forma contextualizada você trabalha com as competências habilidades mas não se limita as habilidades e competências você tem autonomia como professor para interpretar dialogar E aí gente vai fazendo sentido tudo aquilo que a gente viu até aqui é o sentido do currículo como um documento vivo
o professor como um sujeito importante nessa nesse trabalho todo e assim por diante a gente já afirmou aqui o currículo deve partir dos objetivos de ensino traçados pelo educador né a gente já cansou de falar isso aqui partir desses objetivos possibilita o professor a desenvolbilização das práticas escolares e a revalorização de práticas outras muitas vezes desconsideradas nos currículos escolares quando a gente não usa o documento como uma camisa de força e a gente vai se ressignifica não importa se é um currículo ou um documento considerado crítico ou não crítico não importa a gente tem que
adaptar em seus contextos que a gente está trabalhando né quando a gente faz isso a gente da vez e da voz a coisas que não são consideradas muitas vezes esses documentos a invisibilizar práticas que muitas vezes são negligenciadas na escola como sei lá trabalhar as questões étnicas as questões de igualdade de injustiças de respeito à diversidade e assim por diante isso significa então com tudo isso né que os currículos são produzidos por os estados e por os municípios com a ideia de Participação Popular para garantir todo o conteúdo que foi trabalhar de Garantido na bncc
mas que nós temos possibilidade de ressignificá-los não é porque nós participamos desse documento na construção dele que nós não tenhamos visões distintas do que foi incorporado lá no final é neste trabalho a gente vai olhando né nessa construção dos currículos municipais estaduais que na verdade aos estados e municípios você acessar o currículo de referência do Estado de Mato Grosso do Sul veja lá se Quais são as principais diferenças entre a bncc e o currículo as principais diferenças estão em aspectos metodológicos e não de Concepção ou seja Deus se para os Estados A falsa impressão de
participação mas essa participação é somente naquilo que eu no como fazer não no que fazer o que fazer já está prescrito no documento o como fazer cada estado e município foi adaptando para a sua realidade Mas isso não é suficiente o que eu tenho defendido Nesta aula aqui é que mais do que também é importante claro que a gente tem autonomia de trabalhar as melhores estratégias para garantir a aprendizagem é autonomia para definir se esse conteúdo serve para mim a turma ou não se naquele período naquele bimestre aquele conteúdo É adequado ou não a depender
da realidade da minha turma porque cada turma caminha num ritmo não é os currículos de referência então está no caso aqui do Estado de Mato Grosso do Sul e outros oferecem parecem oferecer mais especificidade mas será que faz isso mesmo eu já disse aqui que não né que na verdade garante especificidade só do ponto de vista metodológico mas do ponto de vista da Concepção não esses currículos então reforçam inevitabilidade de trabalhar com conteúdos que estão selecionados na base Nacional comum curricular para dizer com todas as letras é o acaba sendo visto de tudo isso é
que esses currículos vão mostrar que não existe outro caminho que não seja aquele apresentado pela base Nacional comum curricular o que nós fazemos em nosso cotidiano tem muito mais energia é muito mais rico do que o conjunto de competência e habilidades programados por uma base planejados por ela com fins estratégicos voltados para o setor privado com o objetivo diferente daqueles que impulsionam os nossos sonhos os sonhos dos nossos estudantes né com os pressupostos que nós defendemos e fomos formados para defender e que na maior parte das vezes está relacionado com os interesses mais direto dos
nossos estudantes com isso gente nós vamos concluindo a nossa disciplina apresentando um Panorama ainda que amplo geral sobre currículo saindo de uma definição Ampla generalista sobre sociedade chegando numa definição uma passando por uma definição mais concreta sobre currículo e sobre teorias curriculares até finalizarmos aqui com a necessidade de nós nos posicionarmos enquanto docentes na construção e desconstrução de currículos currículos que não atendam aos nossos interesses currículos que atendam os nossos interesses dando dinamicidade garantindo vida a esses currículos e que não sejam portanto meras prescrições de conteúdos a serem atingidos pelas escolas eu espero sinceramente que
vocês tenham incorporado compreendido tudo isso que eu gostaria de passar para vocês espero que vocês toda vez que eu que verem a implementação de um currículo a chegada de uma política na escola procurem entender a essência é o que está por trás disso tudo e que sejam professores autônomos conscientes das suas responsabilidades intencionalidades e que compreendam o currículo em torno de tudo isso desejo aqui Bons estudos sucesso na formação de vocês até uma outra vez [Música] [Aplausos] [Música]