Hoje é 23 de agosto e isso significa que as estrelas prepararam um dia maravilhoso para as de Virgem. Vocês podem esperar presentes agradáveis e aventuras inesperadas. Se preparem para ser o centro das atenções. Hoje as de Virgem devem falar menos e fazer mais. Isso será muito mais produtivo. O horóscopo de hoje para Libra recomenda não ouvir os conselhos dos, já que eles poderiam arruinar o rumo normal das coisas. Ouam apenas suas próprias sensações internas. Hoje as de Libra devem se arriscar de verdade. E eu garanto que esse dia será incrível. Eu não tô conseguindo abrir.
Eu tenho que falar com o chaveiro. Vamos passar pro próximo quarto. Você está usando a chave errada. Olha o número. E cadê a correta? Está na sua mão. Deixa eu ver. Parece que alguém mora aqui. Não, não pode ser. É a primeira vez que eu a vejo. Você mora aqui? É que eu ainda não me mudei. Senora eu não sabia de nada. Eu ainda não devolvi a chave. Que descarada. Genia, eu pedi para você arrumar um lugar para morar. Já faz dois meses que você se formou e ainda não saiu daqui. Me perdoa, por favor.
Senora Nina, você tem para onde ir, filha? Sim, eu tenho para onde ir. Certo. Obrigada por não me dedurar. Meu conselho para você se acostume a contar só com você mesmo. Obrigada. Tchau. Tchau. Até logo. Se eu soubesse como é contar só comigo mesma. Ai, meu Deus, eu odeio esse dia. Bom dia. Oi. Bom dia. Oi, linda. Tudo bem? Oi. Mas o que houve? Que cara é essa? Você vai em algum lugar? Me expulsaram do alojamento. Gênia. Por isso tá triste? Vamos. Sim, sim. O paciente vai. O importante é a gente ficar junto, tá? E
eu tenho um presente para você. Sério, Margarita? Senor Alexander, a moça tá atrasando o senhor de novo? Não, de jeito nenhum. Eu só tava ajudando a carregar a bolsa dela. E eu vou pro meu turno. A gente se vê, tá? E você hoje? Sala de procedimentos. Mas eu tô na recepção. Como eu disse, sala de procedimentos. Senora Margarita, por que é sala de procedimentos? Eu já disse que eu tenho medo de sangue. Ah, isso é uma bobagem. Não é bobagem. Eu posso desmaiar. OK, vamos logo. Quem é o próximo para coleta de sangue? Pode entrar.
Vem comigo. O que você tá esperando? Luvas, instrumentos. Vamos. Como te ensinaram. Pode entrar, por favor. Pode sentar ali. Bom dia, minha filha. Bom dia. Sente-se. Ah, minha filha, não gosto que tirem meu sangue. Não dá, mas na venha. Por favor, tenta não me machucar. Ouviu, querida? Furraram a mão de uma mulher e da outra ficaram fusando e não acharam nada. Vamos, calma, Dina. Não precisa ter medo. Medo do quê? Nada. Fecha o por um instante. Isso. Aperte e respire. Está doendo. Tô com medo. Ai, não tô me sentindo bem. Que desastrada você é, doutor,
olha só isso. Ela desmaiou no Meio da coleta, estragou todos os exames e machucou a paciente. Eu te disse, ela é completamente incompetente. Mas eu avisei que eu tenho medo de sangue. Mentira, eu nunca soube. Desculpem, mas isso é um absurdo. Uma enfermeira com medo de sangue. Mas eu posso ficar na recepção. E se precisar cobrir alguém? E se tiver uma emergência com paciente? Isso é um hospital, não é uma creche. Ninguém vai ficar de mimimi com você. Me explica por ficamos com ela enquanto especialistas com diploma de honra estão sem trabalho? Senora Margarita, por
favor, resolva as questões com a equipe sozinha. Tá bom. Tá bom. Obrigado, Jia, o que foi? Hã? Chorando de novo. Me conta o que aconteceu. Eu fui demitida. Por acaso foi a senora Margarita? E como você sabe? Todo mundo sabe. Ela tem uma sobrinha com diploma de honra e não tem vagas disponíveis. Você devia ter contado pro chefe que ela tava tentando te expulsar. Não. Que idiota eu sou. Feliz aniversário. Deixei o buquê para você lá. É muito lindo. Muito obrigada. Escuta, agora eu tenho que ir. E não fica triste. Vamos comemorar seu aniversário hoje
à noite da minha casa e te apresento para minha mãe. É sua mãe? Ah, relaxa. Eu tenho a melhor mãe do mundo. Essa é a minha mãe, a senora Oxana. Mãe, essa é a minha namorada, Gen. Olé, senhora. Prazer em conhecê-la. Embora a gente não tenha o costume de convidar sem avisar previamente, sabe? O Alexander não tem culpa. É que hoje tem sido um dia atípico. São pra senhora. Entrem. E aqui está o bolo favorito do Alex. É uma receita de família da Bisa Eu adoro, senora Oxana, essas xícaras são lindas. É a porcelana da
família. Nós só usamos em ocasiões especiais. Hoje é uma ocasião muito especial porque é aniversário da Genha. Que horror! É aniversário da sua namorada e você a trouxe para uma mesa vazia. Não, imagina. O seu bolo é maravilhoso. Além disso, eu nunca tive um aniversário tão lindo. Olha, Alex, aprenda como se faz um elogio. Não é um elogio. E como se comemora aniversário na sua família? Mãe, a Gen é órfã. Quer dizer, dos dois pais? Sim, eu cresci num orfanato. Me deixaram na porta. Nem documentos eu tinha. Hoje ela foi demitida do trabalho e expulsa
do alojamento. É, então achei que a Genha poderia passar a noite aqui e amanhã a gente aluga um apartamento ou depois de amanhã. Sim. Tá bom. Nossa, a chaleira tá fria. Eu esqueci de ferver a água. Eu vou esquentar. Ah, Jia, me ajuda, por favor. É claro. Ah, não, Alex, continua comendo. A gente já vem. Ah. Ah, chaleira. Esquece a chaleira. Tá bem, Genia. Você é uma garota maravilhosa. Não foi por acaso que meu filho escolheu você. Muito obrigada. Ele também é incrível. Mas vocês não podem ficar juntos. Mas por quê? Você não serve para
ele. Ele me ama e eu também amo ele. Talvez. Mas quem é você? Quem eram os seus pais? Que tipo de pessoa horrível abandonaria o próprio filho? É, veja bem, querida, meu filho tem uma coisa para transmitir aos filhos dele. Não falo dos genes, mas também de tradições e educação. O que você pode ensinar aos meus netos? Que tipo de herança você vai dar a eles? Querida, o tempo vai passar. Você vai se acalmar e vai concordar que eu tenho toda a razão. Mas agora você vai ter que esquecer o meu filho para sempre. Então,
talvez devísemos perguntar ele. É melhor que o Alex não fique sabendo da nossa conversa. Se você realmente ama o meu filho, você não vai querer fazê-lo passar. por uma escolha tão dolorosa. O que está esperando? Vai embora. Não. O que aconteceu, mãe? Ouvi a porta bater. E cadê a gente? Alguém ligou para ela e ela foi embora. Como assim? Ela não tem para onde ir. Ai, sabe? Eu também fiquei muito chateada. Acho que eu até comecei a ficar comquica. Para onde você vai? Faça uma massagem na sua mãe. Meu Deus, quando esse maldito dia vai
acabar? Bom, alguém me deu a luz, certo? Com certeza eu tive uma mãe. Talvez tenha se perdido. E se tiverem me procurando agora mesmo? Bom, se tivessem te procurando, já teria te encontrado há muito tempo. Você tá pensando na coisa errada. Você precisa pensar em como vai viver. Quanto tempo até sair seu apartamento? Bom, a comissão promete um ano. Hum. E você foi verificar, se informar? Não sei. Isso é o que eu sugiro. Tem um asilo para idosos. A diretora Marina, ela cresceu no nosso orfanato. Ela não vai poder me negar Ajuda. E você vai
ter um teto e um salário. Senhora Cláudia, senhora, a senhora é um anjo. Obrigada. Eu não tenho ninguém além da senhora. Sou o Alex. Hum. Boa noite. Boa noite. Olá, você está falando com a minha secretária eletrônica. Já estou dormindo. Ligue amanhã. Bom, ser uma garota do orfanato não te dá nenhum privilégio aqui. Nós temos requisitos bem rígidos paraa equipe e isso vale para você também, certo? E claro, o fato da senora Cláudia ter te indicado não significa nada. É claro. Pelo que eu entendi, não tenho onde morar. Isso. Vamos lá. Vamos te instalar. Eu
acho que ela tá grávida. Ela vai tirar. Requisito número um. Nada de relacionamento pessoal com os hóspedes. Claro. O corredor deve ser limpo durante horário de silêncio e os quartos de acordo com a escala. Uhum. E se tiver um desses na porta? Ignora. O senhor Vacil mora aqui. É um homem exigente, durão e pouco sociável. quase nunca sai do quarto. Você vai ter que aturá-lo. Eu dou conta. Então você vai morar aqui. Espero que entenda que só pode sair no seu dia de folga. Não guarde comida, nem fique vagando por aí depois que as luzes
apagarem. Três queixas dos hóspedes ou três infrações e você tá fora. Entendeu? Sim, entendi. Perfeito. Pode se acomodar. Com licença, querida. Quando será a próxima vez? Vai ser no horário previsto. Senr. Vacile, não sei o que aconteceu com seu bilhete. Talvez uma enfermeira ou uma fachineira tenha levado. Você devia saber. São seus subordinados e você é responsável por tudo que eles fazem. Se o senhor quiser, eu posso fazer outro. Eu só quero que todos aqui façam o seu trabalho. Com licença, eu sou a nova cabareira. Eu posso? Por acaso não sabe ler, tá escrito ali
na porta? Eu sei ler, só que eu tenho hora certa pra faxina. Então por que chegou 2 minutos atrasada? Eu posso começar? Que tá fazendo? Você acabou de jogar uma infusão de chá verde. É que estava velha. Você sabia que um bom chá verde pode ser preparado várias vezes? Sério? Quando a gente pega as coisas dos outros, tem que pedir permissão. E se fizer isso sem pedir, tem que pedir desculpas, se é que sabe fazer isso, né? Desculpa. Oi, Alex. Oi. Que saudade, você sumiu. Tá tudo bem? Sim, eu tô bem. Por que você não
me ligou? É que eu tava meio ocupado. Alex, você tá bravo? Tô. Garotas educadas não fazem isso. Você foi embora sem dizer nada, Alex. E minha mãe também não tá feliz. Você que deixou ela assim. Você colocou ela contra você. Olha, eu sinto muito que a sua mãe não tenha gostado de mim. Mas eu te amo. Eu também te amo muito, Genha. E é por isso que eu te perdoo. Mas se minha mãe não te aceitar, eu não posso ir contra minha mãe. Entende? O que a gente faz então? Se você soubesse quem são seus
pais, porque eu não sei o que fazer. É isso. Eu tenho que encontrar os meus pais. E se eles forem pessoas decentes, então a sua mãe vai me aceitar e aí tudo vai ser diferente. Perfeito. Tenho que ir. Tá. É fácil dizer. Encontre. Como, como é que eu vou fazer isso? Vou ter que investigar nas redes sociais. Devo dizer que isso é insuportável. Depois da sua limpeza, não consigo encontrar nada. O que foi? Onde colocou meus óculos? Para onde você tá apontando o dedo? Algumas pessoas não sabem se desculpar. Que foi? Aconteceu alguma coisa? Pode
falar. Não, é que eu não consigo dormir. Ai, se a senhora Marina descobrir que você tá aqui essa hora da noite, ela vai te dar uma advertência por violar. Nossa, quanta rigidez. É assim mesmo. Escuta, como é que tá indo com o senor Vele? Ele não te devorou ainda, né? Pelo contrário, eu devorei ele. Ai, que engraçado. Escuta, posso usar a internet? Enquanto isso pode dormir. Ah, tá bom. A verdade é que hoje eu tô muito cansada. Eu vou descansar só um pouquinho, tá bom? Obrigada. Isso. Certo. Ah, ela é pintora. Eu também desenho bem.
É genético, certo? Hum. Oi, tudo bem, mãe? Não se assusta. É que na verdade eu sou sua filha. Não. O que acontece é que a senhora é minha mãe. Ah, mãe, eu te procurei tanto e enfim te encontrar. Mãe, boa tarde. Oi, boa tarde. Você é a nossa nova faxeneira? É. Hum. Ah, finalmente. Você poderia limpar minha casa também? Eu pago. Sim, eu posso hoje. Ai, ótimo. Me ajuda aqui, menina. Fecha a porta. O apartamento inteiro precisará ser limpo uma vez por semana. Aham. Tá bom. Ali é o banheiro. Aqui é o meu quarto. Essa
é a cozinha. Aliás, você sabe cozinha? Bom, eu sei fazer salada e macarrão. Ah, então esquece. Tá. Seus panos, o rodo, os produtos de limpeza. Eu tenho tudo. Perfeito. Não traz não. Sabe Deus quanta sujeira você já limpou com eles. Bom, agora aqui no atelier só o chão. Só o chão mesmo. Nem pense em tocar nos quadros, pincéis, tintas ou paletas. Entendeu? Sim, senhora. Perfeito. E esses quadros são todos seus? Bom, o que você acha de tirar o fôlego? Em que sentido? Ué, são muito bonitos. É, a senhora é tão talentosa, sabe? Eu também desenho.
Olha só. Sim, na escola eu fazia todos os muris. Incrível. Ah, bom. Uma vez eu ouvi dizer que a inclinação artística está nos gêmeos e que isso é hereditário se uma mãe tem talento. Então é bem provável que a criança não tem esse talento. A natureza costuma dar uma pausa nos filhos. A gente ainda precisa acertar a parte do dinheiro. Deixe sua bolsa no corredor. Claro. E sobre a sua família, quando eu posso vir para não incomodar ninguém? Não se preocupe com isso. Não me preocupe. Ah! Bom dia. Oi. E daí? Eu fiquei de olhos
arregalados, cara de espanto, e esqueci para que eu fui. E se não for ela? Não, com certeza é ela. Ela é tão bonita e talentosa. Eu posso trocar minha toalha? Mas eu acabei de me trocar. M. Oi, Alex. Tudo bem? Pode falar. Escuta, eu tenho uma ótima notícia, é uma coisa impressionante. Não, não, eu não posso te contar agora. Te conto pessoalmente. Eu te ligo em alguns dias e a gente marca, tá bom? Tá bom. Um beijo. T t tã t tã. T ô Genia. Hã? Por que a diretora botou você para limpar o quarto
do senhor Víil, hein? Ela sabotou? Não, ela não fez isso sem motivo não. Imagina. Na semana passada ela me deu duas advertências e por nada se tiver uma terceira acabou. Mas quantas advertências você tem, hein? Nenhuma. Olha ela, Genha. Ah, que que você fez para cair nas graças dele, hein? Você é burra. É, meninas, vocês poderiam me dar um pouco de água quente? Eu quero um chá, mas a minha chaleira queimou. Pega no bebedouro e pronto. Sim, claro. Só me dê um instante. É que a água ainda tá fria. Eu vou esquentar e te chamo,
tá bom? Pode esperar uns 10 minutos. Ai, ai. O que vocês fizeram aqui, meninas? Vocês não t ideia do que acabaram de fazer. Mas essa meninas, poderiam me contar o que tá acontecendo aqui? Ai, olha isso. A minha porcelana francesa. Bem, e quem fez isso? Minha desculpa, senhora. Eu vou comprar uma nova com o meu salário e não vai ser tão velha. Você me espera aqui. Olha, eu imploro. Por favor, não castigue essa coitadinha, tá? É o futuro dela. A culpa é toda minha. Não faça nada com ela. Não se preocupe. Obrigada. Genia, essa é
sua primeira advertência, entendeu? Entendi. Senhor Vile, espiando as empregadas. Não fique envergonhado, é um bom sinal. Isso quer dizer que já tá se sentindo melhor. Ja, quase morri de medo. Valeu, hein? De nada. Oi. Por favor, não fique brava. Mas eu sou sua filha. Oi. Por favor, não fique surpresa. Mas eu sou sua filha. Oi. Por favor, não fique brava. Eu sou sua filha. Eu sou Oi, senhora. Você sabe como surpreender? O quê? Porque hoje já é hoje. Entra. Ah, eu posso vir outro dia? Não. Por quê? Só não limpe a cozinha hoje. Você fala
de propósito, mas que propósito? Não existe propósito nenhum nisso. Tudo é vaidade e vazio. Bom, mas e a arte? Claro, exceto a arte. Mas só se não virar uma fábrica. Esse é o meu caso. Passar, lavar, limpar, cozinhar, escolas, oficinas, estudos. Uma fábrica tão grande que não dá para ver a vida. Sei. É, eu meninas tem um negócio. Droga. Os meninos cresceram e eu nem percebi. A qualquer hora vão trazer netos. É isso que eu tô falando. Eu pergunto para vocês, o que os filhos de vocês realmente trazem? O quê? Nada. Só tiram. Pois é.
Dá só uma olhada por alto para vocês e para mim. Só tiram. Eu pareço 10 anos mais jovem que vocês. E por quê? Porque nunca tive filhos. Estou feliz. Muito feliz. É que para você não rolou. Se eu tivesse rolado, eu agora não seria ninguém e ninguém nem lembraria do meu nome. Tá jogando uma direta pr gente joga passarela. Ah, chega. Não me invejem, meninas. É melhor brindar. Um brinde. Sim. A vida é curta e a arte é eterna. E se for para se sacrificar, que seja só pela eternidade. Concordam? Um brinde maravilhoso. Pela eternidade.
Pela eternidade. Oi, Alex. Eu tô bem. E você? Você tá livre, Alex? Eu sinto muito, mas infelizmente hoje a gente não vai poder se encontrar. Não fica bravo, tá bom? É que eu tô atolada de trabalho. Sim, sim. A gente se vê a semana que vem. Eu te amo muito, como ela é insuportável, hipócrita, traidora, mas ela guarda minha foto, então ela se lembra de mim. Ui, vou dar uma volta. Eu quase matei o velho. Alô. Eh, com licença. Pode passar o telefone pro senhor Vile? Ah, desculpa, mas ele acabou de sair e deixou o
telefone no quarto. Em que quarto? No quarto do asilo. Ele tá no asilo. Com licença. Quem é você? Eu sou o filho dele. O Senr. Vacile tem um filho. Isso te surpreende? Você que me surpreende. O seu pai tá há três meses num asilo e você não sabe. Parece que você não liga muito para ele. Moça, pode parar de discutir comigo? Diz para ele que eu liguei para ele, tá? O filho dele, Peter. Isso você pode fazer. Eu vou fazer o possível, filho Peter. Oh, senor Vile, boa tarde. Boa tarde. Resolveu dar uma voltinha? Isso
é um bom sinal. Como está se sentindo? O médico disse que tô me recuperando bem da cirurgia, então posso receber alta em breve. Hum. E ele não mencionou a alta probabilidade de recaída. Vamos sentar. Claro que ele não vai te contar. Assim que seu estado estabilizar, eles vão te mandar para casa imediatamente e lá você vai estar sozinho de novo. E o que você sugere? Posso pedir a tutela sobre o senhor e você sempre terá alguém para cuidar de você. Você pode ficar aqui mesmo e não vai precisar voltar para casa. A casa vazia e
fria. Senor Vile, um homem ligou para você e disse que era seu filho, Peter. Ele pediu para você retornar à ligação. Conversamos sobre você não pegar as coisas dos outros. Por que pegou o meu celular? De nada. Não adianta educá-la, ela é orfa. Isso explica muita coisa. O senhor tem tido problemas com ela? Eu posso trocar a sua camareira? Não, por favor, não. Isso. Isso. A senhora me chamou? Chamei sim. Senta. Pelo que eu entendi, você conseguiu se dar bem com o Sr. Vacile. Parabéns. A senhora tá exagerando. Ah, qual é? Ele nunca deu um
chocolate para ninguém. Me diz uma coisa, você já tinha ouvido falar do filho dele antes? Aliás, é filho dele mesmo? Eu não sabia de nada. Mas foi exatamente assim que ele se apresentou no telefone. Tenho um grande favor para te pedir. Me informe, por favor, absolutamente tudo que ficar sabendo sobre o senhor Vacile. Tá bom. Tá me pedindo para espionar ele? Gênia, não seja boba. Hoje em dia tem tantos golpistas que só pensam em como ganhar a confiança de velhinhos solitários e depois assumir a tutela deles e fazer de tudo para que morram logo. E
o nosso dever é proteger o senhor vacile disso. Tá bom. Tá, tá bom. Muito bem, garota. Mas eu não vou espionar. Boa tarde. Ué, já é hoje de novo? Não, não é isso. É que eu preciso falar com a senhora. Entro. Senta aí. A modelo não pode vir hoje, então ai, espero que não se importe. Não me importo. O que aconteceu com o seu rosto? O que aconteceu com o meu rosto? Você tá nervosa? É, percebi. Você tá nervosa. É que eu não consigo captar a expressão do seu rosto. Por que tá fazendo essas caretas
horríveis? Eu não tô. Ai, queria falar alguma coisa. Então fala. Bom, resumindo, não foi por acaso que eu vim parar no seu prédio. Ah, já entendi. Você é uma dessas blogueiras. Não, eu O quê? Fala de uma vez. Eu sou sua filha. Eu te procurei e te encontrei. É assim que eu acho que a minha filha estaria agora, talvez. Não pode se ir. Por que ela tá mentindo, querida, por ela estaria mentindo? Porque sim, temos absolutamente tudo em comum. Até o sobrenome. O sobrenome não tem nada a ver com isso. Como assim não tem nada
a ver? É um sobrenome em comum nessa cidade. Somos só eu e ela. Minha querida, te deram esse sobrenome no orfanato. No dia que te encontraram enrolado numa fronha velha na varanda. E o seu corpo tava coberto de penas. É por isso que te deram esse sobrenome que vem de penas. Então, meus pais têm um sobrenome completamente diferentes. Como eu vou encontrá-los agora? Senhorita Genia, você saiu sem permissão. E daí? Pois essa é a sua segunda advertência. E o que eu faço agora? Então você falou com sua mãe? Eu falei muito bem. Só que ela
disse que não é minha mãe. Sim, na verdade eu tenho uma filha, mas ela mora nos Estados Unidos. Eu tinha uns 20 anos, sem juízo, ambiciosa. Sonhava em ir pro exterior e me tornar uma artista livre. Conheci um americano, um homem de negócios respeitável. Naquela época tinha muitos como ele aqui. A gente começou a viver junto. Sim. Tudo era lindo, divertido. Eu amava muito. Eu engravidei. Quando contei para ele, ele ficou muito feliz. Ele não teve filhos com a ex-mulher e sonhava em ter herdeiros. Quando saímos da maternidade, ele nos recebeu com flores, estava radiante
de felicidade. E quando a menina tinha dois meses, ele me propôs para nos mudarmos pros Estados Unidos. Eles conseguiram ir rápido, mas eu tinha que esperar o meu visto. E depois então descobri que ele entrou com uma petição para me proibir de entrar no país. É, basicamente ele roubou minha filha. Foi isso que aconteceu. E a senhora não pôde fazer nada? O que eu podia fazer? Ele é o pai. E ele é rico, tem advogados e eu nem sei onde eles moram agora. Eu não entendo porque ele fez isso com a senhora. Eu acho que
ele só mentiu sobre o divórcio dele. Ele e a esposa queriam filho. E aí eles conseguiram. Como que eu poderia achar que uma mulher tão talentosa e maravilhosa como ela poderia ser a minha mãe? É que seria um presente grande demais. Calma, calma, não se desespere. Não deu certo na primeira, mas não significa nada. Vamos encontrar sua mãe. Eu não tô chorando por isso. Então por quê? Eu tenho pena dela. Ela passou a vida toda esperando encontrar a filha e eu não sei como ajudar ela. Você é uma menina boa e gentil. Com certeza vai
encontrar os seus pais. Mas como se eu nem sei o sobrenome deles? Nós vamos dar um jeito, eu prometo. Boa tarde, pai. Te apresento. Esse é o Peter, meu filho. Boa tarde, filho Peter. Essa é a Genha. Por que você veio? Para saber como você tava. Podia ter perguntado por telefone. Por telefone? Você me diz que tá bem, que tá tudo excelente e graças a ela fico sabendo que você tá num asilo. Não é um asilo, é uma residência para idosos. E o que fazem na sua residência? O que eles tratam? Eles não tratam nada
aqui. Eles oferecem reabilitação após Após o quê? Cirurgias. Do que você tá falando, pai? A gente combinou que se algo mudasse ou acontecesse, você ia me ligar imediatamente. Eu não queria te distrair dos seus assuntos importantes, tá? Então você tem mesmo filho? Por que tá falando com ele de um jeito tão estranho? Porque ele traiu a mãe dele e a mim. Ele ignorou tudo que eu lhe ensinei. Ele traiu o seu país. Talvez eu até pudesse ter perdoado, mas quando a mãe dele morreu, ele sequer foi ao funeral. Seria melhor pro senhor que ele nunca
tivesse nascido. Boa tarde. Boa tarde. Eh, eu eu sou filho do Sr. Vili Klimov. Ah, é sim. Que engraçado, porque o Sr. Vacile falou que não tem nenhum familiar. Bom, isso não me surpreende. Você poderia me mostrar algum documento? Sim, claro, sem problema. E o que traz o senhor por aqui, senor Peter? Bom, eu quero eu quero saber o que aconteceu com meu pai, porque ele veio parar aqui, que cirurgia que ele fez. E por que que o senhor não pergunta isso diretamente pro seu pai? Bom, porque meu pai não quer falar sobre esse assunto.
E eu não posso falar sobre esse assunto. A única coisa que eu posso te dizer é que seu pai está recebendo cuidados dignos aqui. Ele gosta daqui. Ele inclusive já cogitou vir morar aqui. A sério? Num asilo? Nisso? Non acredito. Alô, temos um problema. O processo de tutela não serve mais. O filho dele apareceu. A diretora do asilo disse que você não tem filhos. Isso te incomoda agora? Não quer voltar para casa? A gente pode adaptar tudo. Não. Por quê? Tô muito bem aqui. Melhor do que em casa? Eu realmente não te entendo, pai. Que
que você pretende aqui? Ou talvez alguém tá te prendendo. Quanto tempo você vai ficar? Tudo depende de você. De quão rápido a gente resolver essa questão dos seus cuidados. Tenho procedimentos a fazer. Eu resolvo a questão da empregada. Cuido do filho também. E você prepara os documentos paraa tutela. Senhor Peter, espera. Eu pensei em uma coisa. Nós podemos garantir ao seu pai cuidados em casa, até melhores que aqui. Nós temos uns dos melhores programas de enfermagem da cidade. Além disso, ele estará mais seguro em casa do que num asilo. E quais são os perigos daqui?
Olha, eu realmente não sei como dizer isso. O seu pai se aproximou de uma camareira. Na verdade, ela se aproximou dele. Aia, eu vi ela no parque. Ela tava com seu pai? Sim. Uma caça fortunas típica. Por sinal, ele é de um orfanato e o seu pai tem simpatia por ela. Vejo os dois juntos o tempo todo. Bom, eu não sei. Não olhei por esse ângulo e nem precisa, Senor Peter. É para isso que eu estou aqui. Deixe eu preparar todos os documentos e a gente se encontra amanhã, tá bom? Até amanhã. Por aqui rápido,
mais rápido. Eu entrei e vi ele deitado sem falar. Eu me aproximei e ele tava pálido. Eu perguntei se tava tudo bem. Ele disse Que estava com dificuldade de respirar no peito e ainda falou que radiava pro braço esquerdo e pro ombro. Eu peguei o poço dele, uma ataque cardia tremenda por aqui. Me passa a cadeira. Agora vamos dar uma olhada em você. Vamos tratar se precisar. É, vamos ter que dar uma injeção. E você, aliás, tá em dívida com a Genia, hein? Ela te encontrou na hora certa e ainda acertou o diagnóstico. Segura o
braço. Como se sente? Eu tô melhor. Isso já aconteceu antes. Não tão forte assim. Tem passado por algum tipo de estresse ultimamente? Não. Sim. Certo. Eu acho que eu vou indo. De onde vem os seus conhecimentos de medicina? E eu sou formada em enfermagem e trabalha como camareira. É, não tô apta pra profissão. Tenho medo de verão. Se esforce para superar seus medos. Quem vive com medo morre de medo. E quem vive na solidão morre de quê? Oi. Oi. Olha, falaram que você causou um ataque cardíaco no Senhor Vacil. Isso é mentira, pelo contrário, eu
salvei ele. Uhum. Também falaram que toda vez que o senhor Vacile te vê, ele tem um ataque cardíaco. Não entendi. Entendeu? Sim. O azelo inteiro tá sabendo que vocês dois estão de casa. Vocês estão todos loucos. Hum. Mas você ficou vermelha, né? Sim, de raiva. Eu sei que tá rolando alguma coisa. Eu vou te bater. Ai, não, pera. Ai, ô. Não fiz nada não, tá? Foi a senora Marina que tá espalhando esses rumores sobre vocês. Aquela idiota. Por que ela faria isso? Porque tu bloqueou o caminho dela pros bens do senhor Vacile, né? E calma
que só vai piorar, viu? Se prepara. Mas eu não te falei nada, tá bom? Até mais. Ah, Genia, eu tava te procurando no prédio. A gente tem que conversar. Você tem um momento? Sim, claro. Genia, eu acho que eu entendo o que você tá tentando fazer com meu pai. Ele tem problemas, é um homem sozinho, não é muito saudável e você é uma mulher jovem. Isso é um completo absurdo. Eu também pensei assim no começo, quando eu vi você com meu pai. Mas é, depois pessoas de fora começaram a me falar isso. A senhora Marina,
por que acha isso? Por nada. Também me disseram que ele teve um ataque cardíaco e que isso aconteceu depois de se encontrar com você. Ou talvez tenha acontecido depois de falar com o senhor. Eu tô te pedindo, por favor, deixa o meu pai em paz. Isso é um absurdo. O senor Vile só tá me ajudando. Eu sou Orfa. Eu não tenho mais ninguém. Ele só tá cuidando de mim. Será que é tão difícil de acreditar? Você decidiu aproveitar a oportunidade. Eu repito, eu consigo entender. Melhor calar a boca. Como consegue dizer uma coisa dessas? Isso
é tão injusto. Genia, bom dia. Bom dia. A Dária voltou a limpar meu quarto. Achei que você estava de folga. É que me tiraram do seu quarto. Como assim tiraram? Pois é, uma ordem da senora Marina. Que estranho isso. Se tiver um tempinho, venha me ver. Tá bom. Tudo bem. Passa. Sim, sim. Entra. Senta, por favor. Como o senhor está se sentindo? Melhor que nunca. E você? O que você tem? Nada. Tá tudo bem de verdade. Então toma isso. Vitória Mironova, sobrenome de solteira Criocova. O que é isso? Essa pode ser a sua mãe. O
quê? Vitória, 45 anos, chefe do departamento de patologia no Instituto da Maternidade. Tenho marido e uma filha, Na, de 17 anos. Por que você acha que é ela? Bom, há 21 anos, Vitória deu a luz a uma menina nesse mesmo instituto, mas não há mais dados sobre este bebê. provável que seja sua mãe. Obrigada. O seu pai vai morar na própria casa. Ele vai receber a visita de um médico e uma enfermeira de cuidados domiciliares. Também terá um botão para chamar emergência. Bom, aí se encontra e que dê tudo certo para nós. Sim, do ponto
de vista legal, está tudo em ordem, mas nós precisamos do consentimento do seu pai. Hum. Eu vou fazer o possível para convencê-lo. E não se esqueça da gênia. Essa garota ainda não perdeu a esperança de ficar com seu pai. Alô, Alex. Oi. Oi. Como está? Tô bem. E você? Bom, eu, desculpa ter sumido, eu tive uns problemas. Querido, quem tá ligando tão tarde? Mãe, é coisa de trabalho. Que tipo de problema? Muito sério. Nada demais. Só que a boa notícia vai ter que esperar, meu amor. Eh, vai dar tudo certo. Sério? Você é incrível. E
não importa que a gente não tenha conseguido se ver. É como se eu te visse agora. Seus olhos, seu cabelo, ouviste sua risada. Filho, com quem você tava falando baixinho? Mãe, é o senhor Eugênio do trabalho. Ah, o senhor Eugênio, por que tão tarde? Mãe, sou médico, tô 24 horas de plantão. Uhum. Já foi ainda tá aí? Eu tô aqui. Eu te amo. E eu também te amo. Sabe quem tá grávida? É, eu preciso me chamou. Apesar de eu ter te proibido, você entrou no quarto do senor Vili. Isso é outra violação de regras. Mas
eu não vou te demitir. Se você me disser quem é a pessoa que está espalhando rumores falsos. sobre eu estar atrás dos bens dos nossos idosos. Não fui eu. Quem foi? Eu não sei. Tá demitida. Por que? Eu só tenho duas advertências. Por roubo. Sumiram roupas de cama e toalhas do depósito ontem. E o que eu tenho a ver com isso? Não pode ter sido mais ninguém. E há testemunhas que team tirando pacotes do prédio. Mas que pacotes? Estão mentindo. Eu não fiz isso. Escuta aqui, garota. Ou você sai daqui bem quietinha, ou eu chamo
a polícia. Eu venho me despedir. Eu pedi demissão ou te demitiram? Melhor ainda. Por quê? Acho que você deveria se aproximar dessa vitória, observá-la, conhecê-la e talvez arrumar um trabalho lá mesmo no Instituto de Maternidade onde ela trabalha. E aonde eu vou morar? Você pode morar na minha casa? Por que tá me olhando assim? Surpresa. Tenho uma boa casa de campo que herdei do meu pai, o general. é onde eu moro e você também pode morar lá. Eu tenho a sensação que o seu filho não vai ficar muito feliz de me ver lá. É a
minha casa e eu decido quem mora nela. Bom, eu não sei. Jor, quero voltar pra minha casa. Tô cansado de ficar aqui. Além disso, preciso de atendimento médico. Você poderia me ajudar? Tem medo de mim? Eu não tenho medo de nada. Senora Marina, os papéis paraa alta. Senhora, pode acenar? Ai sim. Me dá. Ah, então como assim? O senhor Vile, ele recebeu alta, já fez as malas, tá lá fora esperando. Que será que deu nele? Aqui está. Peter, boa tarde. Não, não se preocupe. É só que infelizmente eu tava certa sobre a nossa empregada. Chegamos.
O que você acha? É ótima. Bem, eu vou te mostrar a casa. Ah, deixa eu te ajudar. Não, não precisa. Não é trabalho nenhum. Obrigado. Muito bem. Essa é a sala. Gosto de sentar aqui à noite perto da lareira. Acho que você também vai gostar. Bom, vamos continuar. Vamos. Essa é a sala de jantar. Quando a minha esposa era viva, a gente costumava almoçar e jantar aqui. Ela gostava que tudo estivesse bonito e arrumado. Mas agora eu costumo comer na cozinha. Uau, é muita coisa. Não se preocupe, você vai se acostumar rápido. Esse é o
quarto de hóspedes, mas agora ele é seu. E o seu? Pet e temos quartos lá embaixo. Bom, se acomode. Perfeito. Arenque. Hum. Pena que não temos ervas frescas, mas temos alho. O alho dá aroma e aquele toque picante em qualquer prato. Uhum. Traz as batatas. Isso. Agora coloque aqui. Uhum. Todas. Uhum. Certo. Uhum. Leva pra mesa. Isso também. Hum. Bom, assim fica melhor, né? É que eu não sabia onde estavam as coisas. Ah, você vai aprender. Senta. Obrigada. Boa noite. Ótima. A Genha vai morar com a gente por um tempo. Você quer se juntar a
nós? Oi, bom dia. Bom dia. Ainda é cedo, mamãe. Estamos fechados. É que eu vim trabalhar. Você é novo, certo? Aham. Pode entrar. Obrigada. Opa. Por favor, preencha esse formulário. Obrigada. Eu conferi a agenda dela. É só na semana que vem. Bom dia. Bom dia, senora Vitória. Bom dia. É a novata? Uhum. Primeiro dia. Eu sou a Dina. Muito prazer. Eu me chamo Vitória K tem uma paciente que precisa de uma consulta. Senhora, sua agenda tá cheia pelos próximos do meses. Vou ter que atender fora do horário. Vitória. Por a não vem. Ela tá estudando.
Quem me dera foi para uma expedição arqueológica. Só Deus sabe onde e com quem. Bom, tenha um bom dia, meninas. Obrigada. A senhora também. Espero que você goste de ficar com a gente, querida. Uhum. Ai, ela é uma deusa da medicina. Todo paciente ama ela. Aham. Interesses em música, viagens. Realmente é arqueologia. Uau. Pessoal, eu tenho uma notícia incrível. Eu vou para uma expedição arqueológica para o Alta Thai. Há mais de 40 anos foram encontrados restos de uma subespécie humana de Denis Ovalá. E eles viveram nessa região há quase 300.000 anos. E agora a gente
vai pra outra caverna, onde foram encontrados vestígios de um acampamento de homens pré-históricos. Me desejem sorte. Belerenda. Juntem-se a nós. Participem do nosso encontro. Como tô vendo muita gente nova aqui, gostaria de relembrar as regras básicas do clube. Somente participantes que tenham concluído o treinamento de segurança podem participar da expedição. Quero deixar bem avisado que quem vai com a gente pela primeira vez, e a arqueologia não é um passeio e nem férias, é um trabalho pesado e monótono, debaixo de chuva, sol, calor e, no nosso caso, até mesmo numa caverna. Por isso peço que pensem
duas vezes antes de tomar essa decisão. Ei, você já foi a uma expedição? Indicações de saúde é preciso seguir a enfermeiras perigos de circulação estabelecida ou sair da área de trabalho do grupo sem autorização. Desculpa, tô atrapalhando algo. Ntia e a outra moça aí. Não, senor Semon. Parei. Desculpa. Me desculpa. Tá. Onde é que eu tava? Ah, sim. Não devem ignorar coisas que parecem simples, como assadoras nos pés ou picadas de inseto. Viu como o Simeon ficou contente sabendo que vai ter uma enfermeira na expedição? Sim, é isso que me preocupa. Preciso ler mais sobre
espeleologia e ferimentos. Que chat, hein? Falaram que o principal são os capacetes. O resto a gente aprende lá. Ah, eu tive uma ideia. Vamos lá para minha casa de campo. Me ajuda numa coisa. Eu não vou aplicar injeções. Não é que a minha mãe, ela não quer nem ouvir falar de arqueologia. Ela fala que é uma atividade de marginal. Então eu queria que ela visse que menina direita, que nem você também vai. Ah, mas a gente mora fora da cidade. Ah, tá bom, eu vou. Você não é tão chato, então vamos lá. Ó, essa aqui
é a Gênia e eles são meus pais, Vitória Mironova e o Oleg Mironovo. Oi, tudo bem? Oi, você conheço. Sim, eu trabalho na recepção do seu instituto, a novata. Uhum. Eu soube na hora que a Nastia era sua filha, quando ela falou de você. E onde vocês se conheceram? No clube de arqueologia. Ai, você também? É, ela também. Tá vendo como garotas sérias também se interessam por arqueologia? Ela trabalha com você. Que pais legais você tem. Aham, mas o meu pai é melhor. Pelo menos ele não se mete. A minha mãe se mete em tudo.
E eu acho que eu não vou virar arqueóloga. Acho chato para caramba. Mas a gente tem que experimentar de tudo nessa vida, né? Uhum. Meninas, levantem, tragam as xícaras para casa, por favor. Que que você tá olhando aí? Eu só fiquei olhando a foto. Que mãe bonita você tem. Aham. A gente estava no mar, era um cruzeiro. Que engraçado. E essa daí foi na montanha quando eu tinha 3 anos. Depois não sabem de onde a filha tirou paixão por viajar. E essa? Nessa daí minha mãe estava trabalhando num país da África numa missão humanitária. Foi
lá que ela conheceu meu pai e me trouxe de lá. Eu sou um pouquinho africana, então. Bom, vamos lá. E então só te deixaram lá sem o bilhete nem nada? Hum. Nadinha. Foi difícil no orfanato. Tudo bem. Posso imaginar o quanto você sofreu. Mas por outro lado, eu não conhecia nada melhor. E quando você não tem o que comparar, aquela vida parece completamente normal. Coitada. Tudo bem, porque depois do orfanato eu me sinto bem em qualquer lugar. Quer dizer então que ele nem consultou você, simplesmente me informou. Tenho que dizer que eu avisei. Mas como
ela falava tão sinceramente que meu pai só ajudava, apoiava, dava conselhos. Como que alguém pode mentir sobre algo assim? Quem vem de orfanato tem uma psicologia própria. Acham que tem direito pleno moral de passar por cima dos outros. É que eu não consigo acreditar. Você precisa expulsá-la. Como? Meu pai vai ficar preocupado. Ele não precisa disso agora. Senor Peter, enquanto essa garota estiver perto do seu pai, ele estará em grande perigo. Eu não sei como convencer ele agora. Seja firme. Ué, que família maravilhosa. Eu me senti tão bem lá. Eu só não entendo por ela
me levou pro orfanato. Hum, talvez eu tenha nascido fora do casamento ou atrapalhado a carreira dela. Aliás, quando ela voltou da África, logo se tornou chefe e dizem que logo logo ela vai se tornar diretora. Como o senhor esté? Senor Vile, tá passando mal? Na mesinha da cabeceira tem um remédio. Pega para mim. E a seringa? Aqui no ombro. Senhor Vacílio, eu disse que eu não consigo. Pelo menos consegue encher o remédio na seringa? Sim. Senor Ví, eu já disse que eu tenho medo de machucar. A injeção é uma dor pequena para salvar de uma
dor grande e às vezes até da morte. Então aprende a vencer seu medo. Joga a seringa fora. Ah, agora. Boa noite. Você querra um pouco de sopa? Não, obrigado. Tô sem fome. Mas espere, ainda tá quente. O Senr. V me ensinou a receita que a sua mãe costumava fazer. Pelo menos mostra um pouco de respeito. Eu me esforcei muito. Tá bom. Crime acído agora. Isso é assim. É igualzinho da mamãe. Certo. Isso aqui é ligar e desligar. Entendi. Uhum. Certo. Aqui o temporizador. Quanto tempo cozinhar. Muito bem. O que tem aqui? O aparelho não foi
projetado para ser usado por pessoas com capacidades físicas, mentires ou intelectuais reduzidas. Isso é bem a minha cara. Esses desgraçados pareciam saber que eu ia penar com esse troço. Hum. Como é que abre você, hein, máquina maldita? Alô, Alex, tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Ah, ligou só para falar comigo, amor. Não, agora não dá. Eu não posso. Não posso deixar o Senr. Vacílio sozinho por muito tempo. O que você vai vir até aqui? Tá bom, então. Beijo. Tchau. Alex, que bom que você veio. Eu queria te contar depois, mas eu não consigo mais segurar. Tá
pronto? Uhum. Eu encontrei a minha mãe, imagina. Ela é incrível como médica, como pessoa e além disso é muito bonita. E tem uma irmã Nash, ela tem 17 anos e é engraçada e quer experimentar tudo na vida. Você tá me ouvindo? Sim. Tomas. A sua mãe vai adorar conhecer elas e finalmente a gente vai poder morar junto, né? Por que não fala nada? Eu vou pro exterior por um ano ou talvez mais. O quê? É um estágio num hospital. Minha mãe arrumou. Eu não posso recusar. Desculpa. A mãe dele fez de propósito. É claro que
foi ela. Ela sabia que a gente estava se vendo e mandou ele para bem longe. E eu só pensei que ao encontrar a minha família tudo seria perfeito. Primeiro, o Alex não é o homem certo para você. Acha mesmo que ele vai deixar a mãe por você? Segundo, você precisa entender o seu maior erro. Você vive procurando apoio nos outros quando devia contar só consigo mesma. E por fim, para ser feliz, tem que construir sua própria família e não tentar entrar na dos outros. Isso soua muito bonito. Mas como é que eu faço? se tornando
outra pessoa, sendo forte e independente. É a sua vida. Você deve construí-la sozinha. Hum. Oi, Como tá se sentindo? Eu tô bem. Eu tô preocupado com você. Não se preocupe, estou em boas mãos. Então você pode voltar. Tem certeza que são tão boas? Tenho certeza de que essas mãos não vão me abandonar no momento difícil, assim como você fez. Entendi. Essa conversa é inútil. Absolutamente. Certo. Boa noite, Alô. O que? O senhor Vile tá passando mal. Eu tô indo. De novo ali na mesinha. O remédio, remédio e a seringa. Eu já vou. Aguenta um pouco.
Aguenta mais um pouco. Vai ser rapidinho. Viu? Não foi tão difícil. E sua mão é leve. Eu nem senti nada. Eu vou chamar a ambulância. Não precisa. Já tô melhor. Não, ele tem razão. Você precisa de um médico. Querem saber melhor do que eu? Sim, a gente sabe. Saiam, saiam os dois. Preciso descansar. Jor, obrigado. Como ele é teimoso. Está falando isso para mim. Boa tarde, senora Vitória. Ah, oi, boa tarde. Escuta, eu preciso te pedir uma coisa. Sim, claro. É que eu e a Nástia, a gente brigou ontem à noite, eu toquei no assunto
dessa expedição de vocês, acabei falando umas coisas para ela e ela saiu de casa. E onde ela tá? Pois é, isso que eu não sei. Ela não atende as minhas ligações. Encontra ela, faz ela voltar para casa. Se alguma coisa acontecer com ela, eu não vou me perdoar. Senhora Vitória, eu vou fazer tudo que for possível. Eu não vou voltar. Nia, não faça besteira. As coisas não são feitas assim. A sua mãe tá desesperada e você vem com essa? Onde é que você passou a noite, hein? Tô nem aí. Na casa de uma amiga. Todo
mundo já foi embora lá na estação. Você é doida. Resolviu vir a mendiga agora. Vem comigo. Vai. Pra onde? Pra minha casa. Bom, quer dizer, pra casa do meu paciente. Você mora com seu paciente? É, eu moro com ele porque ele precisa de cuidados e tem o filho dele também. Vai, vamos logo. Olha, eu até ia entender se eu quisesse pular de para-quedas, andar de moto, mas o que que arqueologia tem a ver com isso? Ai, eu leio o livro de arqueologia desde criança sobre tesouro antigo e essas coisas. E por que seus pais são
contra? A minha mãe é contra. Ela não consegue entender que eu não sou mais criança e que eu tenho meus próprios hobbies. É como botar numa parede. Você não vai a lugar nenhum. Estuda medicina. Como se já não tivesse médico suficiente na família. Nastia, você precisa entender a sua mãe. Os pais não querem que sigam os passos deles por acaso. Eles já fizeram esse caminho e sabem das dificuldades e que problemas podem aparecer e como resolvê-los. Isso faz sentido, não é mesmo? Mas cada pessoa tem o direito de escolher sua própria profissão. E se meus
pais não entendem, eu não sei o que eu vou fazer, mas eu não vou voltar atrás. Ah, é mensagem de voz da minha mãe. Vamos ouvir ela me dando bronca. Tia seu pai e eu pensamos, sabe? Vá pra expedição, se é isso que você realmente quer, vai. E o que vai ser do futuro, a gente discute e decide depois, tá bom? Agora volta para casa ou me diz aonde você tá e seu pai e eu vamos te buscar. Te amo. Eu ligo para ela agora. Alô? Oi, mãe. Que felicidade quando os pais têm a sabedoria
de dar um passo na direção do filho. Talvez vocês tenham razão. Eu se preocupe. Genia, eu vou descansar um pouquinho. Quando o Peter chegar, por favor, pede para ele me ver. Boa noite. Boa noite, Peter. O senhor Vili pediu pro senhor ir vê-lo. Vou subir. Jeia, Jeanha, Jeanha. Chama ambulância, chama ambulância rápido. Sim, sim. É por aqui. Oi, mãe. Ambulância já tá chegando, tá? É a próxima sala. Não, fica tranquilo. Tô cuidando aqui. Com licença. O senhor Vile, seu paciente. Qual o sobrenome? Klimov. Sim, Klimov. Não, senhorita. Não sei. Jan. Por favor, tenta se acalmar.
Como eu vou me acalmar se a gente não sabe o que ele tem? Como que você pode estar tão tranquilo? Eu sinto como se tudo dentro de mim estivesse prestes a explodir. Porque eu não posso fazer nada para ajudar. Genia, eu vou fazer tudo que tiver ao meu alcance. Confia em mim. Tudo bem. Bem, com licença, por favor. O senor Vile Climov trouxeram ele há umas 3 horas atrás. Você já me perguntou isso antes. Ah, perdão, por favor. Mas alguém pode descobrir alguma coisa? Senhorita, se o seu familiar está aqui, é porque estão cuidando dele.
Sente-se e descanse em silêncio. Melhor ainda. Vai para casa. Mas por enquanto eu não preciso ficar aqui em observação. Janha, vai pra casa descansar. Quer que eu chame o táxi? Como você não consegue entender? Eu entendo. Eu te entendo. Alguma notícia? Te trouxe um café. Obrigada. Mé, eu preciso de dois, por favor. Sim, eu quero que você faça um relatório para mim, por favor. O senhor é Peter Climov. Sou eu. Dr. Ilia Boitsov, cirurgião. Ouvi muito sobre o senhor. Um prazer conhecê-lo, mas lamento que as circunstâncias não sejam tão agradáveis. O seu pai tem sérios
problemas na válvula cardíaca. Precisaria de uma cirurgia. Mas mas ele passou decentemente por uma intervenção cirúrgica muito complexa e uma cirurgia de coração aberto. Ele não aguentaria. E uma troca de válvula por catéter. Bom, isso é só em teoria. Entenda, não temos essas válvulas. Temos que encomendá-las do exterior e o tempo, infelizmente, não está do nosso lado, tá? E se essa válvula chegar hoje? Olha, Sor Peter, com todo respeito, mas vamos tentar ser realistas. Cada um com a sua função. Eu cuido da logística e você dos preparativos paraa cirurgia. A gente precisa de um bom
cirurgião cardíaco. Bom, infelizmente não temos ninguém aqui. Não importa. Tragam de Moscou. Dinheiro não é problema, tá OK? CIA. Oi. Suspende as negociações, tá? Escuta, é urgente. Cost me ouvindo? É urgente. Sai da sala de reunião. Perfeito. Olha, eu preciso de uma válvula cardíaca para troca por catéter. Não, liga pro Jorgan Shs. É pro meu pai. Manda no primeiro voo, anota o número e com quem você enviou, tá? A gente se fala. Vai ter válvula. Senhor Vile, temos boas notícias pro senhor. Vamos prepará-lo pra troca de válvula por catéter. Vamos entrar pela artéria femoral e
trocar a válvula nativa, ou seja, a sua porológica. Isso parece ficção científica. Não, não. Ficção científica seria o Sr. Peter cumprir a promessa de conseguir a válvula ainda hoje. E algo raro? Bom, sim, é bastante raro. Então, por insistência do Sr. Peter, vem uma equipe de Moscou. Fizeram mesmo tanto alvorosso. Só por minha causa? É, não fomos nós. Tô falando do senor Peter. Por que não agradece a ele? Como vou agradecer se nem sequer eu conheço? Até onde eu sei, é o seu filho. Meu Peter. Para o senhor é filho, mas para nós é o
senhor Peter Climov, especialista de altíssimo nível. Colabora com as principais clínicas do mundo e fornece software para equipamentos médicos modernos. E foi uma honra conhecê-lo pessoalmente. Peter, Peter, Podem entrar para falar com ele, mas não demorem. Ele não pode se alterar. OK. Obrigada. Obrigado. Vamos. E aí? Assustei vocês. Bom, senor Vile, eu não esperava por isso. O doutor já me explicou tudo sobre a cirurgia. Parece que não é complicada. Bom, segundo ele, mas qualquer coisa pode acontecer. Então é possível que seja a hora de se despedir, senor Vile, como pode dizer isso? Por favor, eu
peço que não me interrompam. Jenia, você é uma garota maravilhosa. Sempre quis ter uma filha como você. E acredite, você vai se dar muito bem. Você merece, Genenha, na minha casa, no meu escritório, tem uma coisa para você. Tem um envelope na escrivaninha e nele tem o seu nome. Senhor Vacile, vai dar tudo certo na cirurgia, você vai ver. O senhor com certeza vai se recuperar. Pet. Filho, eu fui injusto com você. Um pai deve entender seu filho, confiar nele, dar ele a oportunidade de escolher. Me perdoe, pai. Quero que saiba que eu te amo
muito. Tô orgulhoso de você. Boa sorte. Estamos com você e eu desejo sorte a vocês. Já está tudo pronto. Centro cirúrgico preparado e a válvula já chegou. Precisam de tempo para descansar? Já descansamos no avião. Vamos. Perfeito. Doutor você pergunção. Não consigo nem imaginar quanto isso custou. Não mais que a vida de um pai. Bom, é. Já se passaram 2 horas. E quanto tempo dura uma cirurgia dessas? 1 hora e meia. E se houver alguma complicação? Vamos torcer para que não? Bom, deu tudo certo. Embora tenha demorado um pouco mais que normal, mas ele já
tá na UTI. Ótimo. Obrigado. Agradeço aos médicos em cirurgiões de Moscou. Eles fizeram tudo. E a vocês pela confiança. Obrigado. É. Bom, de qualquer forma, a gente não vai poder ver ele. Vamos para casa. Mas quando ele estiver melhor, a gente volta. Claro. Vamos. Então, a gente corta a cenoura, a cebola, é as batatas, tudo em pedaços maiores. A gente frita e depois a gente refoga. Certo? É assim? Bom, muito bom. Mas será que dá para fazer melhor? O senor Vile sempre dizia isso. Verdade. Parece que eu peguei essas frases dele, né? Acho que essa
é a favorita dele. Alho é aroma. Pode dar um toque especial em qualquer prato. É. É. Por que tá tão pensativa? É que o Senr. Vacile e eu cozinhamos assim. Vocês ainda vão cozinhar muitas vezes. Ele aguenta um homem forte. Hum. Sabia que ele é um coronel aposentado da polícia? Sério? É. durante anos trabalhou na divisão de combate ao crime organizado. Um homem digno, verdadeiro oficial. E o pai dele, o meu avô, né, também foi policial a vida toda, general. Por isso ele queria que eu continuasse a tradição. Ah, entendi. E você? Eu depois da
universidade fui pro exterior e ele parou de falar comigo. Bom, na verdade, com o tempo as coisas podiam ter se ajeitado, né? Mas aí minha mãe, minha mãe morreu e hum e eu não fui no funeral dela. Eu tava nas montanhas sem sinal. Bom, pro meu pai isso não é desculpa, né? E ele não conseguiu me perdoar. Aí ele me culpou pela morte da minha mãe. Disse que eu não só atraí a pátria, como também a família. Nossa. É. E como vai a busca pela sua mãe? Bom, o senor Ville encontrou. Que boa notícia. Parabéns.
É, mas eu ainda não tive coragem de dizer quem eu sou. Por quê? Por medo. E se eu me enganei de novo? Jenia, você tem que aprender a superar os seus medos. É isso que o Sr. Vacile sempre diz. Ele tem razão. Bom, eu vou juntar coragem e contar para ela. Não, você vai demorar 100 anos para juntar coragem. Eu vou te levar e você conta tudo para ela, tá bom? Tá bom. A cirurgia foi um sucesso e esperamos que amanhã deixem a gente visitar o Sr. Vacile. O filho dele organizou tudo. E você gosta
dele? Bom, ele é muito parecido com o Senr. Vacile. Ele é a cópia do pai, tão decidido, inteligente e forte, entende? É. E o Sr. Vili tá no hospital. O Peter me apoia muito. Ele sabe que eu quero encontrar a minha família. Eu contei para ele que acho que encontrei a minha mãe. Sério? É mesmo? Isso é maravilhoso. Eu nasci em 23 de agosto. Uhum. Gênia, minha querida. Então é isso. Você acha que eu sou sua mãe, né? Sim. Ai, meu Deus. Eu realmente poderia ter uma filha da sua idade, mas ela morreu quase que
imediatamente após O nascimento e eu não pude ter mais filhos, uma patologia congênita. Bom, espera. Mas e a Mia? A mãe dela e eu trabalhávamos juntas. Talvez já tenha ouvido falar do médico sem fronteiras. Infelizmente não conseguimos salvá-la e ela morreu no parto. O, o pai da Nastia, precisava de ajuda com a recém-nascida. Eu me apeguei aos dois, amei eles. Imagina o quanto te decepcionei. Me perdoa, por favor. A N pelo menos sabe a sorte que tem? Hum. Não. E eu espero que ela nunca saiba. Olha, não fica chateada. Eu não tô chateada. Você teve
que passar por isso. Você acha que eu não sei, mas isso não torna as coisas mais fáceis. É claro. Por algum motivo eu jurava que era ela. Eu mesma me convenci de que eu não podia ter errado. Chega. Acabou. Chega de buscas. Se você prefere assim, é o certo. Uhum. Você diz isso porque é fácil para você. Você sempre teve uma família, pai e mãe. Eu sempre estive sozinha. Agora não tá mais sozinha. Bom, vamos para casa tomar um chá com geleia. Alô. Sim, sou eu. Entendido. O chá está pronto. Aconteceu alguma coisa, meu pai?
M. Tinha tanta gente. Ele não trabalhava há muito tempo, mas todos os colegas apareceram. Teve até guarda de honra. Sim, me disseram coisas lindas no velório. Uhum. Um homem tão bom. Morreu muito cedo. Escuta, você sabia alguma coisa da doença dele? Quer dizer, sobre o câncer? Ele não disse nada. Eu sabia sobre o coração, mas não sobre isso. Eu lembro que a diretora do asilo me disse que ele fez uma cirurgia, mas não disse qual. Se a gente tivesse conversado mais com ele, ele teria compartilhado os problemas. Bom, eu também tenho culpa nisso. E eu
sou enfermeira. Como eu não percebi que não era só o coração? E eu não pude dizer o quanto eu amava ele. Mas ele sabia. Sabia o que você se tornou. O que conquistou tava orgulhoso de você. Você viu? Não viu? Eu gostaria de ter falado tantas coisas com ele. Uhum. Sabe de uma coisa? Com ele eu me sentia tranquila e segura. Pelo menos alguém precisava de mim. Escuta, é, se você precisar de ajuda, qualquer tipo de ajuda, sabe que pode contar comigo. Obrigada. E aí, como está a omelete? Tá linda. Hum. Eu achei a receita
na internet com batatas e queijo. Hum, tá muito boa. Obrigada. Obrigado você. Eu vou embora logo. Meu sócio não para de ligar. Tem muito trabalho e viagens. E eu odeio hotéis. Hum. Não importa o quanto viaja, eu nunca me acostumo. Todos têm o mesmo cheiro. Hum. Eu também vou me mudar em breve. Eu já encontrei um lugar para morar. Mas como assim? Por quê? Você pode ficar aqui? Melhor não. Agora tudo mudou. Eu não tenho nada para fazer aqui. Não, não diz isso. O papai ia querer que você ficasse aqui até que tudo ficasse em
ordem. Hum. Isso vai demorar muito. Arã diz isso. Aliás, eu queria te perguntar uma coisa. Sem falar. Hum. Bom, tem uma mulher, uma artista. Eu achava que ela era a minha mãe, mas eu me enganei. Há 20 anos, sequestraram a filha dela e levaram pros Estados Unidos. Nossa, que horror. E claro, foi um inferno completo para ela. Eu imagino. E pensei que talvez você pudesse encontrar uma pista sobre ela. Claro, vou tentar e eu te aviso. Obrigada. Imagina, sem problema. Boa noite. Boa noite. Como vai? Eu trouxe o contrato. Eu já assinei. Só precisa revisar
e mostrar pro seu pai. Ele assina. Meu pai morreu. Meu Deus, como não pode ser? É. E os médicos, por que eles não fizeram nada? O que iam fazer? Operaram o coração dele, mas os pulmões falharam. Ele tinha câncer, Marina. E a Genha tá morando comigo. Você tá brincando com fogo. Essa garota não vai perder a oportunidade. E eu te avisei. Você vai mesmo viajar e deixar ela na sua casa? Nunca se perguntou porque o seu pai morreu tão repentinamente? O que ela tava injetando nele, até porque ele estava melhorando conosco. Tá falando sério? Claro.
Além disso, ela não pediu demissão do asilo. Eu demiti ela por ter roubado. Bom, tenho que tenho assuntos urgentes. Isso dá para pagar a conta. Tenha um bom dia. Cadê esse envelope? Será que ele confundiu alguma coisa e eu não entendi direito? Senor Vile, eu nunca pensei que um dia eu teria que revirar suas coisas. Ah, finalmente para Gina. O que é isso? É um testamento. Meu Deus. Jeia, cadê você? Eu. Oi. Oi. E aí, como vai? Encontrou o que procurava? Sim, até aqui. Hum. Eu achei. E o que diz? São conselhos, recomendações da vida.
Hum. Típico do papai. Uhum. Ele sentia que tinha pouco tempo e quis assegurar de cuidar de você no futuro. Sim. Olha, eu tô com muita fome. Que que você acha de Desculpa, eu tenho que ir e eu tô atrasada. A gente se fala depois. Para de andar de um lado pro outro. Para. O que foi? O senhor Vili. Aquele senhor do asilo onde eu trabalhava. Sim, sim, eu lembro o que aconteceu com o senhor vacile. Senta aqui. Encontrei o testamento dele. Ele me deixou a casa dele. Uma casa de campo enorme com dois andares. Isso
é muito bom. Mas ele tem um filho. Aí o que isso tem a ver? A casa era do senor vacila. Ele podia fazer com ela o que ele quisesse. Ué, mas mesmo assim não é justo. Ele tem um filho legítimo e eu sou apenas uma estranha até. O senor Vile decidiu deixar para você porque você precisa mais. Você não tem onde morar. o filho dele, ele pode comprar a casa que ele quiser. Além disso, ele nem mora aqui. E falando em justiça, aqui vai meu conselho. Não fala nada pro filho dele sobre o testamento. Mora
na casa uns se meses enquanto ninguém reclamar. Depois seus pensamentos vão se acalmar e você decide o que fazer. Mas não é disso que eu tô falando. É que mais cedo, mais tarde o Peter vai descobrir. E aí eu não consigo nem imaginar o que vai Acontecer nesse momento. Isso, isso vai destruir tudo, tudo. Agora eu entendi. Você gosta dele? Oi. Oi. Achei que você chegaria mais cedo. Tinha umas coisas para fazer, sabe? Eu fiquei pensando que você podia morar aqui. Eu gostaria de voltar e você tá aqui. Hum. Obrigada. Eu vou pensar. Você tá
bem? Está tudo bem. Se precisar de alguma coisa, vou deixar meu número internacional. Mas você pode ligar sem problema. Tá bom. Tá bom. Aí quando você vai embora? Eu não sei se der tudo certo com as passagens. Amanhã. Amanhã. Eu tenho uma sugestão. Vamos jantar num restaurante hoje, se você não tiver ocupada. Que que você acha? Hum, sim, obrigada. Mas eu não tenho nada para vestir. Pera, isso é para mim? Sim. um presente. Obrigada. E eu já volto. Você parece uma princesa. Olha, será que é aniversário dela? Boa noite. Boa noite. A gente ainda vai
pensar, mas por enquanto duas taças de Merl, por favor. Sim, claro. Obrigado. Você vai me contar o que tá acontecendo com você? Bem, não consigo assimilar. Eu não sei se você me entende, mas até os 20 anos eu vivi uma vida completamente diferente. Sim, eu entendo. Não tenho certeza. Nunca tive parentes, nem pessoas próximas e nunca tinha perdido ninguém. E o Sr. Vili foi o primeiro. Eu nem sequer tinha ido a um funeral. Eu entendo que você é filho dele e claro, não sou eu quem deve te explicar o que é uma verdade, Mas talvez
seja egoísmo da minha parte ou até mesmo uma besteira, mas eu realmente sinto uma besteira muito menos egoísmo. Só não precisa ficar se machucando tanto com isso, entende? O meu pai era um homem forte, não provaria te ver assim. Eu acho que todo mundo quer ser lembrado. E nós lembramos. Você não sabe quantos momentos eu vivi com ele. Você não vai acreditar nessa história, mas eu tinha 6 anos e eu roubei um cigarro dele e fui fumar em casa. E obviamente, né, o lugar ficou todo com cheiro de fumaça. Sim, sim. E quando ele chegou,
claro que ele entendeu na hora e ficou bravo, mas ele não só ficou bravo, ficou perplexo e começou a gritar: "Como você tem coragem de pegar meus cigarros?" E eu comecei a chorar e pensava: "Dói mesmo em você que eu tenha pego um cigarro". E ele pegou o cinto e disse: "Agora você vai aprender." Mas eu sabia que ele não ia me bater. E depois? Depois ele gritava, eu chorava. Ele gritava, eu chorava. Foi um caos. Por sorte, minha mãe chegou e separou a gente e puxou bem minha orelha. E meu pai também apanhou porque
ele tinha me ameaçado com cinto. Desde então nunca mais encostei num cigarro. Uma vez eu joguei fora o chá verde dele e ele só tinha usado uma vez. Ei, não fica triste. Foi uma noite maravilhosa. Uhum. Eu nem quero que acab nem eu. Pronto, agora tá mais aconchegante que o restaurante. Só falta música. Ah, isso tem solução. Por que acordou tão cedo? Eu fiz suas torradas favoritas. Hum, que delícia. Uhum. Por favor, não sai da nossa casa. Eu vou embora, mas é por pouco tempo. E quando eu voltar, eu quero que você esteja aqui. Tá
bom. Hum. Ué, eu dormi demais. Como assim? Ah, claro. O celular descarregou, o despertador não tocou. Bom, pelo menos. Ah, pronto, eu tô indo. Pelo menos dá uma mordida. Eu sinto muito, não dá. Eu tenho que ir. Mas eu me esforcei. Hum, hum, hum. É as melhores do mundo. E o café? Não, o café, claro. Por sua causa, eu vou chegar atrasado. Muito atrasado. Olha, me perdoa, viu, mas antes de ir pro aeroporto, ainda tenho que passar no cartório e abrir o processo do inventário para dar sorte. Me perdoa, eu tenho que ir. Velho, eu
cuido disso, P. Idiota. Covarde. Idiota. Antes de mais nada, aceite meus pêsames. O Senr. Vascile me procurou algumas vezes. Cada encontro com ele deixava uma impressão inesquecível. Era um homem honrado. Obrigado. Se for possível, eu gostaria de resolver o assunto da herança ainda hoje. Eu tenho que viajar pro exterior. Isso vai levar pouco tempo. Vamos fazer agora mesmo. Só um detalhe. O senhor sabia que seu pai tinha deixado um testamento? Sério? Ele nunca mencionou nada. A segunda via estava com ele. É, eu simplesmente nem pensei em procurar. Peter, me escuta, por favor. Por favor, me
perdoa. Eu tenho uma coisa que eu não te contei. Olha, eu mesma não sabia. Ah. Quem é essa mulher? É, é uma conhecida. Não se preocupe antes da hora. O testamento pode ser, mas não é isso contestar ou não contestar. Agora eu entendo porque ela nem me olhava nos olhos. O quê? É um assunto meu. Eu já posso ir? Mas é claro. Uhum. Jenia, você tá aqui, Jenia? Genia, que aconteceu? Não aconteceu nada. Ah, claro. Sua voz tá que nem a de um robô. Tá tudo bem. เ Jenia, já sei do testamento, eu não vou
contestar. Eu nem sequer pensei nisso, mas foi inútil você não ter me contado nada e ter escondido. Eu vou pegar minhas coisas e vou embora. Você pode voltar tranquila, assumir, por assim dizer, seus direitos de herança sem esperar se meses. Boa sorte. Sim, tô ouvindo. Alô, Peter, por favor, eu te imploro. Me escuta. Eu não escondi nada. Isso aconteceu por acidente. Peter, que foi? Eu sou um idiota. Ele já tá indo embora. Ele não quer falar comigo. É isso. Acabou. Acabou o quê? E daí? Se ele não quer, vai, para de chorar e vai falar
com ele. Por que tá aí parada? Vai lá falar com ele. Sim, isso. P. Peter, Peter, espera. Olha, eu juro, eu não sei como aconteceu. Peter, eu tava procurando o envelope que o seu bacilhe deixou para mim e encontrei o testamento. Eu fiquei com medo. P, sério? Ficou com medo? Sim. Uhum. Eu tinha medo que você pensasse que eu fiz de propósito. Pois é, tinha razão. Por que tá me tratando assim? Porque você teve muito tempo para me contar sobre o testamento, mas não contou. Eu tive medo. Diga que fosse contestar. Não, Peter, eu tive
medo de te perder. Eu tinha medo que você pensasse que eu tava atrás da herança. Você agiu friamente e conseguiu o que queria. Uma casa dessas num lugar como esse é dinheiro para caramba. Então, parabéns, Peter, por favor, não fala. E a senhora Marina tinha razão. Quando meu pai tava no asilo, tava tudo bem. E assim que ele veio para cá, ele morreu. Talvez ele tivesse ficado no asilo, tudo continuaria igual. O que você disse? E fui eu que convenci ele a voltar para cá. O que você disse? Eu disse que você disse que ele
morreu por minha causa. É isso. Ciao. Bem que posso ajudar. Eu quero devolver a herança. Como assim? O senor Vassili Kleimov me deixou de herança uma casa de campo. Eu sei. Tô com um testamento dele. Aqui está a segunda via do testamento. Eu quero passar a casa pro filho dele. Isso se chama renúncia à herança. Não importa como chama. Me diga nesse caso, quem é que ficaria com a casa? Na ausência de herdeiros, o filho do senor Vili. Muito bem. Vamos prosseguir os trâmites. Hum. Olha, me perdoe. Isso não é da minha conta, mas não
deveria pensar um pouco mais? Eu já tomei a minha decisão. Com esse testamento acabei esquecendo completamente. Certo. Querida Gênia, se está lendo isso, significa que não entreguei esse envelope pessoalmente e que não nos veremos mais. Aqui tem dinheiro para os primeiros dias. Te desejo muita sorte. Sobre o fato de que te deixei essa casa e provavelmente já sabe, estou seguro de que você e Peter terão a sabedoria para aceitar corretamente minha decisão. Seja feliz e não se esqueça. Deve confiar apenas em si mesma. Bom, e também em quem for próximo a você. Que seja muito
feliz, senhor Ville. Genia, acho que aquilo da vitória foi um erro. Percebi tarde demais, mas com essa mulher acho que não me enganei. O endereço dela é na região vizinha, a senhora Zina Kruklek, povoado de Andriva, rua Chicalova, casa 4. Lembre-se, Zinaída Kuk. Bom, aqui está a rua. Onde é que fica a casa quatro? Com licença, por favor. Perdão. Com licença. Pode me dizer onde fica a casa 4? Fica ali. O número caiu. A Zinaida não tem tempo para pegar de novo. A senhora do serviço social? Hum. Do serviço social? Não, eu só sou uma
conhecida. De ondeida tem conhecidas assim? Com licença, por favor. Pode ir tranquila. Ela não tem cachorro não. Ah. P O que deseja? Bom dia, senhora. É Zinalda Krugle. Minha minha menina. Ah, você consegue me ouvir, Zinalda? Você me ouve? Ei, ei, olha para mim, dona Zinalda. E é você, Nadia? Eu sou a Dina. Eu te reconheci. Por favor, deixa eu te ajudar a levantar. Ah, isso. Assim eu acompanho a senhora. Isso mesmo. Vamos. Essa sou e esse é o seu pai. Ele era meu colega de classe. Que arteiro que ele era. Tão alegre. E essa
sou eu na formatura. Eu sabia que tava grávida, mas ele ainda não. Os pais dele queriam aborto. Vieram aqui me Levar para hospital. Aí a minha mãe saiu com a peixeira e falou: "Não vou deixar, não vou matar minha neta". Ela já sabia que era uma menina. É. Olha minha mãe, a sua avó. Tem a foto dela aqui. Ai, a gente se casou no mês seguinte. Ah, e foi aí que eu percebi como eu era feliz. Depois você nasceu. Ele nem foi buscar a gente no hospital. Falaram que ele foi trabalhar longe eu, toda tonta,
apaixonada, fui correr atrás dele. Eu queria mostrar você para ele, mas no caminho eu peguei pneumonia e nem conseguia te mostrar. E depois? Depois quando eu saí do hospital não tinha nem você nem ele lá. Eu nem consegui tirar sua certidão de nascimento. Aí eu fiquei sabendo que ele sofreu um acidente. E o bebê? Bom, você não tava com ele. Meu Deus, eu te procurei por toda parte. Por que a senhora tem tanta certeza de que eu sou eu? Mas é claro, eu senti. Mas a gente nem se parece. Como não? Olha aqui, você é
igualzinha a sua avó. Olha esse nariz, o nariz do seu avô. Olha aqui. E os olhos do Serguei. Quem é Sergei? Ah, ele é o seu irmão. Mas o pai dele também abandonou a gente. E agora eu tenho medo de perder o Sergei também, porque o serviço social quer levar ele embora. Tão falando que eu não posso cuidar dele, que ele tem nota baixa, que não come direito, que comida que dá para comprar com pensão. Da última vez eles vieram, ele subiu correndo pro sót, se escondeu lá e falou: "Eu vou fugir de vocês. Eu
foi muito engraçado. Ai, falando no diabo, Serguei. Ele vai ficar tão feliz agora. Serguei, por chegou tarde? Tô preocupada. Que aconteceu? Que isso? Que que você tem na roupa? Foram os meninos de novo? Vai, vai lavar a mãozinha rápido, depois vem pra mesa porque eu fiz batata. Oi. Não quero ir profanato. Serguei. Ela não é do serviço social, não se preocupa. Ele é muito sensível, leva tudo a sério. E o que são essas manchas vermelhas no seu rosto? A médica da escola fala que é nervoso. Hum. Bom, isso pode ser por causa da alimentação. Alimentação?
É. Hoje vai ter macarrão e batata. Serguei, cadê você? Desce daí. Vem aqui conhecer ela. Você nem imagina quem veio visitar a gente. Serguei, eu não sou do serviço social. E quem é você? Bom, eu eu sou uma conhecida da sua mãe. Minha mãe não tem conhecidas. Hum. Uma conhecida de longa data. Eu sou a Dina. Por que a gente ainda tá aqui? Vamos pra mesa. Ai, eu vim de mãos vazias. Tem alguma loja aqui perto? Eu posso te mostrar onde? Cerquei. Não incomode a moça. Não me incomoda. Tá tudo bem. Se a sua mãe
permitir. É uma tragédia. Um desastre total. Olha só, o seri tem a cara vermelha. O serguei tem a cara vermelha. Oi. Oi. Pode me dar uma daquelas maçãs? Uhum. Um par de laranjas e essas? Sim. E um que bananas. Serguei. Sabe, eu adorava salgadinhos e refrigerante e tudo que acompanhava com doces. Sério? Uhum. E também tinha muita espinha e manchas vermelhas. E quanto mais refrigerante eu tomava, mais elas apareciam. As manchas vermelhas, elas coçavam muito, sabe? Me chamavam de coceirin. Mas um dia eu descobri um segredo terrível. Que segredo? Acontece que os refrigerantes têm um
monte de açúcar e um montão de aditivos químicos. É como o bebê, sabe? Tinta óleo e os salgadinhos são feitos em óleo requentado. Isso é muito pior. Mas são tão gostosos e são muito prejudiciais. É preciso muita força de vontade para largá-los. E você largou? Sim, porque eu tenho força de vontade. É claro que foi difícil, mas pelo menos pararam de me zoar. Olha como a minha pele tá limpa agora. 1200. De nada. Uhum. Vamos. O Sergei tem a cara vermelha. O Sergei tem a cara vermelha. Sergei, quer que eu te mostre um truque? Mas
que tru aqui? Vou transformar aqueles garotos em sapos. Você sabe como eles se chamam? Aquele da direita é o Bores. Aham. O do meio é o Vitali e o da esquerda é o Tória. Espera, Jô, vamos embora. Bor salsicha torta. O quê? Você quer que eu grite mais alto? Os seus amigos vão adorar e vão te chamar de salsicha torta. vida toda. Você quer? Bom, eu não vou fazer isso, mas se eu escutar a cara vermelha de novo, a escola inteira vai saber da sua salsicha. Correr. O que ela que ela falhou? Bom, não viraram
sapos, mas você viu? saíram correndo. E o que você disse para eles? Que isso os outros é errado. E no planejamos abrir filos. Com licença, eu já volto. Boa tarde. Boa tarde, senor Peter. É o gente. Aia pior que esteve aqui. E o que ela queria? Ela assinou uma renúncia à herança. Eh, ela tinha certeza do que tava fazendo? absoluta. Ela tava muito decidida e entendo a sua surpresa. Era o que eu tinha para dizer, Senr. Peter, tenha um bom dia. Sim, até logo. Mãe, olha tudo que a gente comprou até parece ano novo. Ai,
para que tudo isso? Ai, não precisava. Que vergonha. Aqui tem bananas, laranja e também maçã. Já, como a senhora tá se sentindo? Eu tô bem. Não, não, não fica deitada. Posso? Olhe para cima. Isso acontece com frequência? Ah, não, não. Eu nem presto atenção nisso. Vou colocar as batatas no Fica deitada. Eu já estava indo embora mesmo. Aceita um chazinho? É que eu tenho coisas para fazer. E se você fica morando com a gente? Hum. Hum. Serguei. A Genha falou que tem coisas para fazer. Ela volta aqui para visitar a gente. Sério? Bem, é claro
que sim. Com certeza. Por que a senhora está chorando? Por que tá indo embora tão rápido? Como se fosse uma estranha? Ah, toma. Aqui está. Por favor, não é muito, mas aceite, por favor, aceite. Vai voltar para visitar a gente? Sim, é claro que eu volto. Você tá falando sério? Lembra daquilo? Dos salgadinhos e refrigerante? Uhum. Até logo. Tchau. Querida, você é incrível. Já se passaram tantos anos e você finalmente encontrou. Sim, eu a encontrei. O que eu procurava era apoio, ajuda. E eles é que precisam de ajuda. É que nem tudo pode ser perfeito.
E se não for ela? Bom, também não há provas. E os seus sentimentos, o que dizem? Meus sentimentos estão uma loucura. Você encontrou uma família e com a família vem os problemas. E quanto a eles, eles viviam como podiam e de repente você apareceu. Para eles é uma felicidade, mas eles têm medo e você não deve nada para eles, entendeu? Claro que sim. Muito bem. Eu acabei de chegar aqui. Por que você tá tão preocupada? Eu tô bem. Claro. Não parece. Se lé, passei a semana toda com pressão baixa. Deve ser cansaço e ainda fiquei
nervosa. Eu só preciso que avise na recepção. Alô, eu vou te informar assim que eu tiver alguma resposta. O que aconteceu? Mas por enquanto é melhor mandar. Em que hospital ela tá? O filho dela tá com ela. Te aviso. Tá, entendi. Eu tô indo para lá. que as coisas avisa para mim que eu tô com problemas na família e eu já volto. Mas que família? Você tem família agora? Eu explico depois e eu tô indo. Eu te ligo, tá? Ah, que legal. Sergi. Oi. Eu fiquei esperando esperando. Achei que você não viria. Como eu não
viria? Vamos falar com o médico. Vamos. A senora Zinaita tinha uma úcera perfurada. Ela perdeu muito sangue e a situação era crítica. Não podíamos esperar. Fizemos uma cirurgia. E como ela tá agora? Bom, ela tá relativamente bem. Nós já transferimos da OTI. Ela precisa ficar com a gente por um tempo. Muito bem. Um verdadeiro cavalheiro. E você é o que dele? Irmã precisa ficar preocupado. Essas coisas acontecem. O que mais acontece é isso. Podem ir vê-la. Obrigada. O quê? Você é mesmo a minha irmã? Sim, sim. Isso. Mãe, você sabe quem é a Genia? Ela
é minha irmã. Você acredita? Eu imagino. Por enquanto eu vou morar com vocês. Então o Sergei vai ficar bem. Você não se importa, né? Não ligo. Ela é tão legal. Eu não me tratei antes porque eu tinha medo que o Segui fosse ficar sozinho e o serviço social ia levar ele. Eles só estão esperando muito. Prometo. Eu não vou deixar ninguém levá-lo. Eu sei que você não deve nada pra gente. Você não é obrigada a isso. Mas eu imploro para você. Cuida dele, ele é seu irmão. Por favor. Ah, entendi. Se eu sou seu irmão
e você é minha irmã, então minha mãe também é sua mãe. Uhum. Você vai dar conta, filha. Mãezinha. Eu esperei por tanto tempo. Bom, e eu preparo o jantar e você faz a lição de casa? Não, melhor a gente ir desenho. Hum. Tá bom. Então eu vejo o desenho e você faz o jantar. Não, eu não sei cozinhar. Então vamos fazer uma aposta. Quem termina mais rápido? Eu com o jantar e você com a lição de casa. E o que a gente aposta? Quem perder vai lavar a louça. Você sabe lavar louça? Bom, mais ou
menos. Então vamos apostar. Quem é mais rápido? OK. Então eu vou fazer mingal pro café da manhã. Não, eu quero sanduíche com ketchup e maionese. Serguei, esquece as coisas com ketchup e maionese. Você vai comer aveia, vai ficar bem gostoso. Eu vou preparar com damasco seco e umas passas. Mas eu odeio aveia. Certo, mas isso não tá em discussão. O não é tão legal quanto eu pensava. Você tá pronto? Uhum. Aos seus lugares. Preparados? E já. Boa tarde. Boa tarde. Como vizinha, eu vim perguntar como tá a Zinaida. Ela tá melhorando. Ela passou por uma
cirurgia e tá se recuperando. Que Deus lhe dê muita saúde. Você é do serviço social? Já era a hora. Não, ela é minha irmã. Sério? Com licença. E eu tenho que cozinhar. O Sergei e eu estamos competindo. É bom. Para que que eu vim mesmo? Ah, será que você podia me emprestar um dinheirinho? É assim como boa vizinha é para comprar pão. Sabe, no momento eu estou em circunstâncias complicadas. Se você quiser, eu posso lhe dar meio pão. Ah, vocês têm sacolas cheias de comida e você me fala em circunstâncias. Espera, agora eu vou te
mostrar o que são circunstâncias. Alô, serviço social. Serguei. Ei, ei, ei, vamos, acorda. Eu vou fazer cósegas em você. Vamos, acorda. Ei, por que em mim? Bom dia. Eu sou do serviço social. Oi, bom dia. Fomos informados que a mãe do Sergei foi hospitalizada e que ele ficou sozinho, sem cuidados adequados e em condições inaceitáveis. Mas deve ser um engano. Tá tudo bem com o Sergi. É, temos outras informações. Onde ele está? Bom, ele tá escondido de você. Por favor, podemos conversar lá fora? Olha, senhora, vocês não podem levá-lo. Ele tem um sistema nervoso muito
sensível. Ele pode ter uma crise. Você é da área da saúde? Sim, eu sou enfermeira. Eu trabalho no Instituto de Maternidade. E qual é o seu parentesco? Somos irmãos. Você tem comprovação disso? É claro, como não. Vai precisar apresentar sua certidão de nascimento. Hum, é claro. Está bem. Eu trago e entrego para vocês em alguns dias. Eu prometo. Muito bem. Fique ciente que estaremos monitorando. Esse aqui é o meu telefone particular. Ligue quando conseguir o documento. Claro. Até mais. Serguei. Serguei. Pode sair. Serguei. Ela já foi embora. Cheia, por favor, não me entregue. Eu como
a veia, tá? Todos os dias. Eu juro. Serguei. Eu te prometo. Eu não vou deixar ninguém te levar. Você confia em mim. Dona Vitória, eu preciso fazer um exame de DNA. Eu não tenho muito dinheiro agora, mas eu prometo que eu pago depois. Claro, vamos fazer. Mas aconteceu alguma coisa? Eu encontrei a minha mãe. É sério? Parabéns, Genha. Que alegria. Mas ela tá no hospital e eu tô cuidando do meu irmão de 7 anos. Nossa, meu Deus. E o que o DNA tem a ver? Ah, claro, você quer confirmar o parentesco, não é isso? O
serviço social pode levar e ele já foram até a casa. Eu menti, dizendo que tinha uma certidão que comprova a nossa mãe, mas eles vão voltar. Ah, alô. É aqui a Dra. Mironova. Minha funcionária tá indo aí. Precisamos de um teste de DNA. Uhum. Obrigada. Tô te esperando no laboratório. Muito obrigada. A Macha plantou dois bordos e o Costa plantou duas bétolas a mais que a Macha. Quantas árvores eles plantaram no total? Bom, aqui tem bétolas, ali, bordos, não sei. Tá, vamos ver. Olha, todos plantaram árvores. Tá bom. Sim. Uhum. Um plantou três e o
outro plantou três mais dois, que dá quanto dá? Tutela. O que foi? Por que ficou com medo? E daí? É só conselho tutelar. Continua a lição. Alô. Sim, boa tarde. Sim, eu levo depois de amanhã e entrego pessoalmente. Olha, eu tô tão interessada nisso quanto a senhora. Olha, ele tá bem. está fazendo a lição de casa. Sim, ele já almoçou. Sim, ele foi paraa escola. Olha, igualmente. Boa tarde, Serguei. Serguei. Com licença. A senhora viu, Serguei. Por que ele fugiu? Bom, mais ou menos isso. Ele saiu um instante. Tava correndo como se tivesse jogado água
nele. E para onde ele correu? Ai, tinha outra coisa. Ele tava chorando. Por acaso você bateu nele? Com licença. Para onde ele foi? Ai, sabe que isso eu não vi? Parece que ele fugiu foi de você. O que você vai dizer pra Zinaida? Alô. Oi, eu acabei de chegar. Eu queria falar com você. Por favor, eu Você tá chorando? Eu? Genia, que que tá acontecendo? Meu irmão, o meu irmão, ele desapareceu. Que irmão? O meu irmão. Eu tô cuidando dele enquanto a minha mãe tá no hospital. Que mãe? A minha mãe. Genia, eu não entendi
nada. Onde é que você tá agora? Na vila de Andreva. Tá, me espera aí. Eu tô indo. Mire à esquerda. Muita coisa mudou. Uhum. Como você encontrou sua família? Peter, me perdoa, mas eu não tô a fim de contar nada agora. para com licença. O senhor não viu o menino Loiro. Ele tem 7 anos. Não passou por aqui. Com licença. Passou um menino de 7 anos por aqui. Loiro. Não tem certeza? Não viram? Não. Vamos. Hum. Aliás, eu encontrei a filha da Pior Esco. Lembra a pintora que você pensava que era sua mãe? Ela vai
ficar feliz. Peter, para aqui, gente. Vocês viram o Sergei? Não, não. Vamos, olhem nos meus olhos. Vocês viram o Sergei? Ele fugiu de casa. O serviço social veio aqui e foi por causa disso. Eu não vi. Pessoal, eu tô fazendo de tudo para que não levem ele. Eu tô tentando convencer o serviço social, mas se descobrirem que ele fugiu, com certeza vou mandar ele pro orfanato. Vocês sabem onde ele tá? Não, muito longe. Me mostra por aqui. Sergia, sua irmã vem te buscar. Não me entregue, como você pode pensar que eu te entregaria para alguém?
Vem aqui, Sergei. Não tenha medo. Ele é um amigo. Vamos, Ji. Peter, Sergi. Muito prazer. Você quer ir na frente? Eu posso. Bom, se a não se importar. Me parece que não. Calma, entra aí. E isso aqui é o quê? É o ponteiro do velocímetro. Ele indica a velocidade que o carro tá. E isso aqui é o odômetro. Olha, ele mostra quantos quilômetros o carro já rodou no total. E quantos ele já rodou? Vamos ver uns 128.000 km. Uau, isso é muito? É, é que nem dá a volta ao planeta três vezes. Consegue imaginar? Uau!
Nosso planeta é grande. Ah, é enorme. É muito fácil se perder nele e não se achar. Consegue imaginar se perder e não encontrar ninguém? O que você faria sem sua mãe ou sem sua irmã? Eu fiquei com medo porque pensei que a Genha queria me levar pro orfanato. Sergei, escuta, na vida não há muitas pessoas em que a gente possa confiar. Para você, essas pessoas são sua mãe e a Genha. Você deve confiar nelas, porque senão é impossível viver. A desconfiança magoa quem tá perto da gente. Bom, obrigada pela ajuda. Tchau, Jenia. Eu vim de
muito longe para falar com você. Vai, eu te alcanço. Pode falar. Droga, eu fui um um idiota, por dizer tanta bobagem. Foi um impulso. E sério, eu não quis. E o meu pai não era alguém que desse para manipular. Se ele tomou essa decisão, foi eh bom, porque ele pensou bem e enfim. A casa pertence a você e Genia. Vamos esquecer tudo isso. Peter, agora tudo mudou. Eu tenho uma mãe e um irmão e não pode ser como antes. Obrigada pela sua ajuda. Nós vamos ficar bem. Sergei vai lavar as mãos. Vamos almoçar. Tá bom.
Aquele moço vai voltar para visitar a gente. Você ficou triste por ele ter ido embora? Então por que você expulsou ele? Ai, pelo amor de Deus. Boa tarde, dona Ala. Boa tarde. Eu vim a pedido da Gênia. Ah, eu lembro desse nome sim. Coitado. Ela me pediu para encontrar sua filha e eu encontrei. Pode entrar. O nome dela é Carolina. Quando era criança, foi submetida a uma cirurgia e os registros ficaram no sistema. Atualmente tá cursando a universidade para se tornar designer e surpreendentemente é fascinada pela história eslava. Ela não fala russo, mas entende um
pouco o idioma. E, para ser sincera, não tá muito convencida que a senhora seja a mãe dela. Gostaria de falar com ela? Quero. Posso? Tá. Permita-me, por favor. Hi Carlina, it's me again. How are you? Yes. How are you? Oi, filha. Mamã. Oi, minha filha. Ai, meu Deus, você é muito linda. Você tá estudando design, né? Você é designer. Sim, sim, sim. Eu sou artista. Ai, meu Deus, eu não acredito. Mãe, o que foi? Vamos, mãe. Ah, meu filho, o que você estava fazendo aqui sozinha em casa, hein? Eu fiz a lição de casa. Ótimo.
E barri o chão. Ah, e os desenhos? Não tive nem tempo de ver desenho. Ai, que bom. Maravilha. Vamos lá. Me mostra como vocês estavam vivendo aqui. Sim. Meu Deus, como é bom voltar para casa. Me falem agora o que tem de novo? O serviço social não veio. O que aconteceu? Me contem tudo. Não faz tempo que não vem. Mas o Sr. Peter veio no carrão dele. Imagina só, mamãe, como aquele carro ele deu três voltas ao redor da Terra. Ah, OK, senhor Gha. Nada importante. É nada importante, mas a Genha expulsou ele. Mãe, você
viu só a camiseta? Ah, você vestiu mesmo e o rosto tá quase limpo. Ceri, Ceruei. Vem brincar. Ceruei. Posso só uma hora? Você tem lição para fazer? Aham. Tá bom. Cheguei. Sim, dona Vitória. Eu estive no laboratório. Me disseram que a senhora tem os resultados de DNA. Sim. Senta. Tem algo de errado? Não sei nem como dizer. Tem surpresas. Olha, toma. Essa é a comparação dos segmentos idênticos de DNA entre sua amostra e a que você coletou da sua mãe no hospital. Ela é a sua mãe. Você é filha dela. Muito obrigada. Graças a Deus.
Espera, isso não é tudo. Tem mais. Isso é 1000. Mãe, a gente vai se mudar. Jia, você ainda tá alugando o quarto? Sim, o mês está pago. Ah, que bom. Porque você tem que deixar a gente? Aconteceu alguma coisa? Não gasta sua vida com a gente. Você é jovem e não tá com a vida feita. Tem que pensar em você. Ai, mãe, o que a senhora tá dizendo? Eu sei o que eu tô falando. Você tem que viver, não ficar presa aqui. Você tem que casar, ter filhos. Foi, foi um prazer te conhecer. Quanto aos
filhos, vai acontecer mais cedo do que você imagina. Como assim? O que foi, minha filha? O que aconteceu? Está tudo bem, mãe. Eu não sei o que fazer. Tudo isso caiu de uma vez na minha cabeça. Feliz, um filho é uma felicidade muito grande. Muito mesmo. Você vai dar a luz e e o Sergio e eu vamos te ajudar. Você vai ver como ele vai ficar feliz. Vai ter um sobrinho ou sobrinha, né? Hum. Vamos lá, filha. Você tem família. Muito obrigada, mãe. Juntas a gente consegue tudo. Uhum. E é o pai. É aquele homem
do carro. Ah. Ah, e ele sabe não. E ele não tem que saber. Claro, você que sabe. Mas eu acho que você devia contar para ele. Bom, você que sabe. Você que sabe. Meu Deus, filha. เฮ เฮ Pois é, um quatro também é bom. Muito bom. Uhum. A gente vai ficar contente e depois eu tiro uns cinco e viro o melhor aluno. Claro, você consegue. Com licença. Oi. Oi. Olha, mãe, esse aqui é o Senr. Peter, aquele que veio ver a Genha, mas ela expulsou ele. Tô te esperando faz tempo. Precisamos conversar. Mãe, serg Onde
é que vocês se meteram? Ja, estamos com Peter. está atrasada. Esperei muito por você. Sua mãe me contou tudo. Ah, chegou. Nossa, mãe. Aqui quem manda sou eu. Eu tô preparando uma salada. Ele nem deixou eu fazer a carne. Falou que ele ia fazer. Pois é, cozinha é de família. O que é isso? Olha só o carrinho que o tio Pedro comprou para mim. Que legal. É, vamos. Eu tenho uma surpresa. A gente já volta. Serguei. Vai brincar. Esse é o nosso quarto. Agora você podia ter me consultado. A gente ainda tem tempo. Olha só.
Olha a pior escor que pintou pediu para te entregar. Que lindo. Olha aqui atrás. Dina, eu serei eternamente grata pelo que você fez por mim e pela minha filha. Me perdoa. Essa era a primeira coisa que eu devia ter dito. Me perdoa. Eu quero que você seja minha esposa, Jenha. Eu preciso muito de você. Vamos, não fica calada. Vai, fala alguma coisa. Sim, tá maravilhoso, não é? É. Oi. Oi. É muito legal te ver. É sim. Como é que você tá? Bom, comigo tá tudo bem. E você? É, eu tô bem. Você tá maravilhosa. Obrigada.
Tem novidades? Bom, muita coisa. Olha, por exemplo, parabéns. Obrigada. Hum. Bom, eu te apresento. Esse é o meu marido, meu irmão e meu filho. Peter, Alex. Esse é o meu ex, colega. Olha, gente, tinha uma fila enorme. Sergei, toma. Isso é para você. Toma. Ah, é, mamãe. Olha, eu não vou comer doce, tá? Genha. Não, mãe. Obrigada. Não, eu também não como. Obrigada. O que eu faço com isso então? Ah, me d Alex, você quer? Obrigado. A gente tem que ir. Bom, hoje é meu aniversário. Ah, claro. Hoje é 23 de agosto. Sim. Parabéns. Obrigada.
Tchau. Quem era?