[Música] Do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Queridos amigos do apostolado Glórias de Maria, eu peço licença a vocês para comentar, fazer alguns comentários sobre o filme "Noato", que acabou de estrear, né? Estreou, eh, no mês de dezembro passado, e fazer uma análise não exatamente do filme em si, mas da ideia por trás do filme.
Então, desde já esclareço que não recomendo que se assista a este tipo de filme, mas a análise que eu farei é pertinente porque, no final, vocês vão ver como o que se trata aí é de fato um problema bem atual, embora o filme não seja ambientado no século X. A primeira metade do século X. Antes de falar do filme "Nosferatu" de 2024, vou falar um pouco sobre esta mitologia vampiresca e dizer o que de fato ela significa.
Pois bem, o autor, né, que fez com que a mitologia vampiresca se tornasse popularmente conhecida foi Bram Stoker, um autor irlandês que escreveu o famoso romance "Drcula". Antes de falar sobre "Drcula" de Bram Stoker, vamos primeiro ambientar o contexto histórico no qual o autor viveu e de onde ele extraiu essa ideia. Ele era irlandês protestante, mas um admirador da monarquia inglesa.
O século XIX foi marcado, né, pelo reinado da Rainha Vitória, chamada Era Vitoriana. E ao final do século XIX, lembre-se que o livro "Drcula" foi escrito no final do século XIX, 1897, se não me falha a memória. Bem, ao final do século XIX, aconteceram em Londres uma sequência de assassinatos no East End, ou seja, a parte leste de Londres, onde ficava o bairro chamado Whitechapel.
Ali ocorreu uma sequência de assassinatos: cinco mulheres prostitutas foram assassinadas por um personagem que ficou conhecido como Jack, o Estripador. Há pouco tempo, um autor publicou um livro muito interessante sobre este assunto. Este autor, eu recomendo, é Lucel Edwards, que escreveu um livro chamado "Desvendando Jack, o Estripador".
Jack, o Estripador, tornou-se famosíssimo; vários filmes e livros foram escritos sobre esse personagem. Mas, neste livro, o autor finalmente desvenda a identidade de Jack, o Estripador. A verdade é que a polícia metropolitana de Londres, muito provavelmente na época de Sir Charles Warren, sabia a identidade do assassino, mas, por questões políticas, não foi revelada.
Nunca foi revelada a identidade do assassino de Jack, o Estripador. No entanto, este livro revela, através de uma investigação forense, quem foi Jack, o Estripador. O autor, Lucel Edwards, havia comprado em um leilão um chale que pertencera a uma das vítimas do Estripador, Catherine Eddowes.
E neste chale havia ainda algo do esperma de Jack, o Estripador, porque estes assassinatos eram ritualísticos e também tinham conotação sexual. E foi por aí que o autor contratou um geneticista que fez o levantamento do DNA, comparando com material genético dos familiares dos principais suspeitos. Sim, havia uma lista de suspeitos na época, e como estes crimes ocorreram no East End de Londres, uma região onde vivia uma população judaica recém-emigrada da Rússia devido aos pogroms, né, que tinham sido, eh, de certa maneira, incentivados pelo governo do czar Alexandre III, muitos judeus se refugiaram em países da Europa Ocidental, em Londres, grande parte deles.
Pois bem, a população londrina sempre suspeitou de que estes assassinatos ritualísticos, o assassino, provavelmente, seria um judeu. Como eu disse, porque também o local onde ocorreram os crimes tinha uma população judaica em sua maioria. E foi exatamente isso que foi constatado, né, pelo legista que fez a investigação do DNA.
Tratava-se de Arão Kosminski, um judeu polonês que havia migrado para Londres. Então, este livro finalmente revelou, né, a identidade de Jack, o Estripador. Embora, muito provavelmente, a polícia de Londres soubesse, Sir Charles Warren, o chefe da polícia metropolitana, era uma ação de alto grau, e, provavelmente, para evitar uma reação popular contra a população judaica, o caso foi abafado.
Porém, hoje sabemos que Jack, o Estripador era, de fato, Arão Kosminski, que mais tarde foi levado para um sanatório, onde faleceria por volta da década de 1920. Então, a história de vampiro contada por Bram Stoker passa, eh, por essa ideia de relacionar o líbero de sangue. Ou seja, havia, desde a Idade Média, no final da Idade Média, as histórias de que parte do povo judeu fazia rituais de sangue com vítimas cristãs, geralmente crianças.
Judeus asquenazes vindos do leste. De fato, no personagem de Bram Stoker, na história que ele conta, pode-se ver muito claramente esta analogia entre o povo ou parte do povo judeu. É claro que Stoker, ele vai disfarçar isso, utilizando-se de um personagem cristão, que foi Vlad, o Empalador.
As fontes biográficas de Bram Stoker não há muita referência à história em si do Príncipe Vlad, mas sim ao seu nome, Drcula. Afinal de contas, ele era filho de um cavaleiro da Ordem do Drgão, daí porque Drcula significa "filho do dragão". E o nome Drcula ficou célebre para contar a história na qual um jovem chamado Jonathan Harker é incumbido por seu patrão para ir vender uma propriedade a um conde na Transilvânia.
Este conde, Drcula, o rapaz viaja até lá, mas não sabe que este conde é um vampiro, um morto-vivo que se alimenta de sangue. Chegando lá, o rapaz é aprisionado no castelo, e o conde parte para Londres interessado na noiva do rapaz. Bom, este é o resumo da história de Stoker, mas aí estão os elementos.
Ou seja, uma ameaça que vem do leste, da Europa. Ora, o leste da Europa sempre foi habitado, ah, por povos eslavos. Sempre.
Exagero, mas, sobretudo, né, a partir do século IX, muito provavelmente, segundo as fontes mais recentes, os eslavos teriam surgido eh na Ucrânia, no oeste da Ucrânia, e de ah, espalharam-se e foram consolidando-se pelo leste europeu. Embora os eslavos nunca… Tenham tido homogeneidade, nunca formaram um reino único. Eles ocuparam uma região vasta do Leste Europeu, incluindo a Rússia, e os reinos que ali se estabeleceram, depois da cristianização, mais ou menos funcionavam como estado tampão para impedir a invasão das hordas orientais.
De modo que esta região do Leste Europeu sempre foi muito vulnerável, tanto aos turcos, né, e, posteriormente, majoritariamente, a população judaica asquenaz vai se estabelecer nesta região. Ora, na época de Binstock, era muito perceptível, após a emancipação judaica, que os judeus conseguiam penetrar nas nações, tomar o controle do país, ainda que clandestinamente, e produzir, como consequência disso, muita miséria. Daí porque a ideia do vampiro, do parasita que se alimenta do sangue das suas vítimas, estará associada à parte do povo judeu.
E me parece muito óbvio que este era o caso de Binstock com o personagem Drcula. No entanto, isso vai ficar mais evidente; esse antijudaísmo vai ficar mais evidente com o filme "Nosferatu", de 1922, de Murnau, na Alemanha. Então, este filme é feito já sobre o trauma da Primeira Guerra Mundial e, durante a malfadada República de Weimar, uma questão de direitos autorais, já que a família de Binstock não cedeu os direitos, faz o filme contando a mesma história, mas com nomes diferentes.
Então, ao invés de Drcula, o vampiro se chama Nosferatu, o Conde Orlok. No entanto, fica mais clara a alusão antijudaica no filme de Murnau. Na história de Drcula de Binstock, há uma descrição do personagem do vampiro: nariz adunco, dedos pontudos, bigode.
Esta descrição do Drcula de Binstock não corresponde ao imaginário popular que se forma depois, em função dos filmes de Hollywood e da produtora inglesa. Nós falaremos daqui a pouco. Mas vejam aqui, o personagem Nosferatu conserva o nariz adunco, que era uma característica do judeu, porém não tem bigode, é careca, uma figura que lembra um demônio com aspecto de rato.
Vejam que, no filme de Nosferatu, o vampiro está mais associado aos ratos do que ao morcego, e também é através dos ratos que o vampiro transmite a peste. Esta imagem do rato, na Alemanha nesta época, estava muito associada à figura do judeu. O estereótipo judaico estava muito associado à imagem do rato que transmite uma doença, um mal.
E, no entanto, depois, com o ator húngaro Lugosi, Drcula vai ser imortalizado como um aristocrata bem vestido e não mais com esta aparência que foi retratada em Nosferatu. E, posteriormente, a produtora inglesa Hammer vai tornar célebre o Drcula de Christopher Lee. E agora vejam que, depois disso, nós vamos ter uma refilmagem do Nosferatu feita pelo diretor Werner Herzog, no qual, no Brasil, saiu com o nome "O Vampiro da Noite".
Mas não deixa de ser significativa esta analogia do vampiro com a noite; o vampiro, um ser noturno da noite, que precisa dormir durante o dia, ou durante o dia está morto, de fato, no caixão, com o solo da terra de onde ele veio. Isto também nos transmite a ideia de que um errante precisa do solo da sua terra no seu caixão e também nos remete à ideia de que ele é inimigo da luz, que vive nas trevas. Ou seja, a sua presença é incompatível com a luz do sol, que obviamente representa Roma eterna, a Igreja Católica.
E por essa razão os vampiros retratados nos filmes sempre têm a mão ao crucifixo. Mas vejam que, posteriormente ao filme de Herzog, que, aliás, acaba desfazendo o estereótipo antijudaico que nós víamos em Murnau, no original, de 1922, ele escolhe para fazer o vampiro o ator Klaus Kinski, que não tem o biotipo, nem mesmo o Max Schreck que fez o primeiro Nosferatu; ele usa um nariz postiço para indicar que ali há uma referência ao judeu. Em exog, não há mais essa referência.
O próprio Roman Polanski, quando faz "Dança dos Vampiros," da década de 60, com a sua esposa Sharon Tate, ele brinca com isso. Ele, judeu, né, polonês, também há uma cena no filme em que se apresenta um crucifixo para um vampiro que é judeu, e o vampiro diz "Você provocou o vampiro errado", algo assim a frase. Então, esta referência ao vampiro como o avesso de Cristo da Cruz vai sendo eliminada gradativamente nos filmes mais recentes, como, por exemplo, "Entrevista com o Vampiro," com Tom Cruise e Brad Pitt, e depois com a série, que foi muito difundida no público infanto-juvenil, infelizmente tornando a figura do vampiro uma figura agradável para as novas gerações.
Não se tratava mais de um morto-vivo, de um cadáver que se alimenta de sangue e que tem pavor do crucifixo, mas escolheram os atores mais belos do cinema. Se não me engano, é uma série de filmes chamada "Eclipse", se não me engano, algo assim. Então, finalmente, chegamos ao filme de Egger, "Robert Egger: este Noato de 2024.
" E aqui eu penso que o diretor já havia feito duas produções anteriores que nos ajudam a entender esse terceiro filme dele: "A Bruxa" e "O Homem do Norte", né, que fala dos vikings. O que Egger está propondo com este filme, sutilmente, ele não elimina do filme o elemento antijudaico. Ali está o vampiro com nariz adunco, que, aliás, é uma prótese, né, porque o ator que foi escolhido para ser o Conde Orlok não tem aquele nariz, mas sim, Egger faz o noato com o bigode conforme descrito no Drcula de Binstock, e os elementos estão ali: o vampiro, os ratos, a peste, mas há algo de diferente neste filme: a protagonista do filme no filme original de Murnau há um certo protagonismo da personagem, né, que se sacrifica no final para salvar a cidade daquele grande mal que é a presença demoníaca do vampiro e da peste.
Que ele traz com os ratos! Mas, neste filme de Egert, o protagonismo dela é o maior, a isto associado a um outro personagem que, na versão original de Stock, é o Caçador de Vampiros Van Helsing. Neste filme de Egert, este personagem é representado por William de Foy e usa crucifixo; pelo contrário, ele é um alquimista que se vale das magias cabalísticas do século XV.
Então, veja o que se passa aqui: o filme se passa no início do século XIX, na Europa, que está abandonando as suas raízes cristãs, está se secularizando, e aqui é que Robert Egert aproveita para introduzir o protagonismo do neopaganismo. Eu afirmo isso porque essa obsessão nos mitos pré-cristãos está retratada nos outros filmes dele, "A Bruxa" e "O Homem do Norte". Então, o que se passa na versão de Egert é um conflito entre o império judaico que avança pelo mundo e, em contrapartida, uma proposta de Egert para, como reação a isso, um retorno ao paganismo aos pré-cristãos.
E esta personagem acaba derrotando o vampiro, mas também ela mesma morre, ao oferecer o seu sangue ao vampiro. Talvez Robert Egert tenha pensado ou gostaria de ter mudado este final, mas ele não poderia; teria que ser fiel ao roteiro original. Mas isto representa, de certa maneira, o drama que vivemos hoje: de um lado, o avanço do poder crescente do judaísmo sobre a humanidade, e do outro lado, o crescimento desses globalistas satanistas que pretendem varrer da face da terra o cristianismo e retomar os seus mitos pagãos.
Ambos os lados são contra Jesus Cristo e contra a ordem cristã da civilização fundada pela Igreja Católica e, infelizmente, este filme acaba trazendo, em forma visceral, este embate entre estes dois mundos anticristãos, que só podem terminar com a destruição de ambos. Fiquem com Deus e até o nosso próximo encontro! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.