Meal, pessoas que sabem que as pessoas não comem PIB, tudo bem com vocês? Ah, o Gustavo fez um vídeo longo sobre China. Eh, e aí eu não sei porque ele fez esse vídeo agora mais curto falando de da China ser dois países, né?
Um país desenvolvido, um país mais pobre. E vamos dar uma olhada aqui na argumentação dele. Gustavo Machado, canal orientação Marxista.
Eu sempre que eu prometo que o vídeo vai ser rápido, eu não consigo cumprir, mas essa eu acho que eu vou. Só ele e o João Carvalho, né? A pequena introdução de 50 minutos.
Eu sei que o público aqui mais histórico do canal gosta dos vídeos longos, eles não vão acabar, tá? Eh, mas esse não vai ser necessário, porque realmente muito rápido mostrar um questionamento que foi feito, a informação que eu dei em podcasts, em vídeos que eu produzi, meu longo vídeo sobre a China de 2 horas, que eu sugiro aí para quem quiser entender mais a fundo e como a China é um país capitalista, o projeto chinês de desenvolvimento e as consequências pros chineses e pro mundo. Eh, e uma informação que foi muito questionada é essa de que eu insisti de que tem duas Chinas, né?
Uma China aí com 350, 400 milhões de habitantes com pipo per cap padrão europeu acima de 30. 000 anuais e o restante de população da China 1 bilhão de pessoas, mais de 1 bilhão de pessoas, um pip percato aí na casa dos 6. 000.
Muit eh eu vi ele falar isso e eu contraargumentei isso aí também, né? Muitíssimas vezes menos. Eh, e essa informação foi questionada no sentido de o pessoal pediu as fontes, né?
De onde que eu tirei isso, sobre a metodologia. Então eu vou discutir rapidamente sobre isso aqui nesse vídeo hoje, tá? Antes de entrar no tema do vídeo, algumas informações, como sempre.
Eh, primeiro lugar, eu queria agradecer publicamente aqui ao convite eh do grupo de pesquisa IELA lá em Santa Catarina, Florianópolis, que aí foi filmado e vai ser divulgadoção do Iela aí vai ser divulgado e e também de uma atividade presencial na aí às 18 e etc. Eh, tenho certeza que vai ser bastante interessante. Eh, depois no dia seguinte, no então durante a tarde vai ter esse lá da Jovem Pana, não sei se é mais o Superman Marc Antônio.
Bom, é, ele vai debater com com o Superman, maluco. Esse Superman vai apanhar até pelo céu da boca. Então, vão ser esses dois debates, Radcast dia 29 à tarde e no Vilela, dia 30 à noite nos dois próximos dias.
a entrevista aí no podcast do Vilela, no dia 30 no Inteligência Limitada, pra gente discutir aí vários temas eh teóricos e da atualidade que estão aí borbulhando nos dias de hoje. Então já fica aqui o convite para todas essas atividades. Direto ao tema desse vídeo.
Como eu mencionei no começo, foi bastante questionado aqui uma informação que eu apresentei em alguns vídeos aqui no canal no podcasts que eu participei, de que a China teria uma disparidade interna gigantesca de riqueza num patamar que eu desconheço qualquer outro lugar do mundo que tenha aparecido, desconheço. onde entre 350 e 400 milhões da população chinesa que tão nas cidades eh hierarquicamente determinadas, segundo níveis 1, 2, 3 e etc, no interior da China, eh receberiam aí eh uma teria uma renda per capita superior a 30. 000 eh anuais, enquanto mais de 1 bilhão da população chinesa, essa renda per capta estaria na casa aí dos 6$ 6.
000, tá? e que isso ainda era conscientemente feito pelo estado chinês na medida que lá controle de migração interna, né? OK.
Vamos começar aqui porque eu acho que ele vai começar a falar do Rocô aqui. Eh, primeiro de tudo que assim e eu não sei da onde que ele tirou essas informações de população que tá aqui no na tela, mas tá errado, tá? Ah, Chin ali tá com 16 milhões de pessoas.
Thtin tem 32 milhões de pessoas. Shanghai tem uns 30. Beijin deve tá nessa faixa aí de 21, 22, mas assim, cara, eh, mora mais gente nisso aí, tá?
Eh, essas esses dados aí, eu não sei de onde é que ele tirou, mas é bem mais gente do que isso aí. Já começo de conversa. Eh, como diz a grande Maria da Conceição Tavares, as pessoas não comem PIB.
Ah, o PIB das cidades grandes é maior do que das cidades da roça. É, né, ó. OK.
Mas qual que é o custo de vida da cidade da Roça e qual que é o custo de vida daqui de Guanj? Eu moro em Guanjo, que é a cidade número cinco ali, né? Qual que é o custo de vida aqui?
Aluguel, eh, comida. Eu fui no mercado ontem, a mesma fruta, eh, umas umas amoras que eu comprava lá em Jaman, que é a cidade onde eu morava, a mesma, cara. É o dobro do preço aqui em Gondol, o dobro.
Então, qual que é o poder de paridade de compra, que é isso que inclusive se calcula para dizer que a China já tá num mais já tá mais à frente dos Estados Unidos, que o PIB da China, PIB per capta é menor, mas o poder de compra de um chinês já é maior do que de um estadunid, então é a mesma coisa, OK? Em Shanghai, em Beijin, o pessoal ganha $30. 000 por ano e numa cidade menor, o pessoal ganha seis, sete.
OK? E qual que é o poder de compra dessas dessas pessoas? Eh, eu acho que isso que é importante pensar, né, cara?
Porque assim, para vocês ter uma ideia, ó, eu vou fazer uma eu vou fazer uma comparação aqui de aluguel, só para vocês terem uma ideia. Eu morei em Hong Kong. O meu apartamento em Hong Kong tinha 25 m², custava 10.
000 Rembe por mês. Eu vou falar tudo em Rembe aqui, tá? Custava 10.
000 Remb por mês. Eu morava em em Jman. O meu apartamento tinha 140 m², custava 4000 rem por mês.
Eu moro em Guanjo, que é essa cidade aqui, que é uma das top cinco cidades da China. Apartamento de 70 m², custa 6. 000 remembai, um apartamento de 40 m² vai custar 7.
000 por mês em áreas centrais, tá? Tô falando das mesmas áreas centrais. Então, OK, o PIB é muito maior, mas maluco, o aluguel em Shanghai é muito caro.
A vida em Shanai é muito mais cara. Então, assim, isso eu tô falando só de aluguel, tá? Então, OK, não dá para comparar só o PIB, isso é um problema gigante.
Só comparar o PIB, o famoso rucô e tudo mais, que você precisa ter quase que como se fosse um visto, um grincar interno para ir do campo pra cidade, para mudar de uma cidade para outra. E nesse sentido eles atrelariam, controlariam ali com mãos de ferro a migração interna, né, fazendo com que você tem uma China que se desenvolve a passos largos, né, tanto que a China tem hoje aí galga enormes posições no interior da disputa capitalista mundial e o grosso da China vivendo em condições absurdamente piores que no Brasil, por exemplo, per capita que a metade do daqui. Não, não.
E aí, aí vai entrar um problema que eu tenho com com o Gustavo, é a seguinte, eh, o Gustavo nunca veio na China. Então, é muito fácil analisar as coisas sem realmente ter vivenciado a realidade do dos chineses aqui, né? Porque eu morava numa cidade nível três, tá?
A China eles têm três níveis de cidade, eh, e já tão criando um quarto aí, né? E eu morava num condado antes. Um condado.
Não é nem essa cidade que eu morava antes. Quando eu morava lá perto de Shanghai, eu morava num condado, não era grande o suficiente para ser uma cidade. Tinha 600.
000 1000 habitantes e não era grande suficiente para ser na cidade, cara. E assim, a estrutura era muito melhor do que qualquer lugar no Brasil, assim, pequeno, muito melhor. Muito.
Então, assim, o Gustavo tá falando alguma coisa sem conhecimento de causa, dizendo que a maioria da população na China vive em condições piores que o Brasil. Isso não é verdade, cara. Isso não é verdade.
E aí o Elias já falou, falou no Twitter ontem sobre isso. Ele postou lá um monte de dados com dados e eu falo da minha da minha experiência, o que o Gustavo tá falando agora não é verdade. A maioria da população da China não vive pior que no Brasil, cara.
Não vive mesmo, tá? Eh, isso foi muito questionado. Primeiro lugar, as pessoas pediram fontes, tá?
E eu queria já começar dizendo que eu acho muito curioso esses pedidos de fonte que às vezes tem. Tem um fetichismo das fontes na internet, né? Tem isso também.
Primeiro que as pessoas pedem fontes. Você dá uma fonte qualquer, ah não, então tá OK. As pessoas não vão lá conferir.
Fonte serve para ser consultadas, não serve para nada. Claro. Em segundo lugar, eu acho muito estranho ficar pedindo fonte disso aqui, porque é um tipo de informação que é pública, de eh que a gente conhece os caminhos para poder acessá-las.
Qualquer pessoa pode fazer o cálculo, conferir e ver se o que eu tô dizendo tá certo ou tá errado. Aí a gente volta naquele assunto de que a internet tá deixando as pessoas preguiçosas, né? Ninguém quer pesquisar mais nada, cara.
Ninguém, ninguém. É tudo pergunta. Tá entendendo?
A, uma coisa é quando você pede uma fonte de uma informação muito específica do tipo, ah, o rei tal lá no século X7 falou isso, né? O teórico tal, aí você são informações muito específicas que a pessoa vê informação e não sabe onde procurá-la, né? Aí você entrega a fonte para que as pessoas possam procurar, confirmar, ver a origem primária da fonte, as análises que existem a respeito e por aí vai.
Esse não é o caso. É curioso que primeiro foi questionada a informação que eu passei, mas depois eh acho que a pessoal foi foi fazer os cálculos e viu que o negócio batia em relação ao que eu falava. Então os números eu, por exemplo, não questiono os números porque assim, sinceramente, para mim não faz diferença.
É, ah, porque o PIB do de Shanghai é 30. 000 e o PIB de Jamen é 6. 000.
Cara, não faz diferença, porque eu morei nessas duas cidades. Eu consigo dizer que tem é uma cidade com uma infraestrutura muito melhor do que a cidade média do Brasil, sabe? E aqui na China considerada uma cidade pequena.
Isso eu tô falando de uma cidade só, tá? Uma cidade só. E aí começou a arrumar outro argumento a respeito da metodologia do PIB.
Então, não foi casual que eu fiz um vídeo da macroeconomia pseudociência tratando especificamente o caso do PIB, o último vídeo aqui do canal. Vou colocar aqui na descrição para quem quiser ver. né?
Eh, que eu calculo essas três formas de metodologia e ajuda a compreender um pouco o questionamento que eu vou falar aqui no vídeo, embora eu não vou repetir tudo que tá no vídeo lá atrás, tá? Mas então, vamos lá. Eu peguei aqui os dados eh do PIB, das principais cidades chinesas, né?
60 maiores cidades chinesas. Ah, tá. Ele também falou ali do Hukol, né?
Eh, o Hukol é um comprovante de residência da China. E assim, tem vários países que t isso, tá? Quem já lidou aí com cidadania italiana, por exemplo, sabe que na Itália é a mesma coisa.
muito parecido com o que tem na China. O Hukol eh é um é um sistema muito antigo na China, não foi criado pelo Partido Comunista Chinês e já foi usado dessa mesma forma para controlar deslocamento de muita gente na China. Já foi usado várias vezes.
Foi realmente usado para esse controle de massa, né, do pessoal sair do campo pra China, até porque dos centros e não é não necessariamente para ter uma uma massa industrial de reserva, né, mas também para ter gente no campo produzindo comida. Então tem vários motivos e aí que eu não tô fazendo juiz de valor se isso é positivo ou negativo, mas eh são vários motivos. Hoje o Rucô existe, mas cara, não faz muita diferença na vida das pessoas.
Eu trabalhava com gente, eu moro na província de Guandon, certo? Eu morava na cidade de Jaman e eu trabalhava com gente que o Hukol tava registrado na província de Runan. Firmeza?
Outro estado, outra província, que aqui chama de província, outra província. E o cara tinha acesso ao hospital, tinha acesso à educação, tinha acesso a tudo normal, tudo. Única coisa que poderia dar problema é se o filho dele tivesse o registro do Hucon em Run, aí o filho dele não poderia ir na escola eh no naquela região ali de Jam tem um esquema assim.
Mas hoje em dia, mano, essa movimentação na China já não é tão tão estrita mais, tá? Não é mais isso, era sei lá 15 anos atrás. Hoje já não é mais assim.
O PIB de 2024, tá? E a população vai dar uma distoruaçãozinha aqui, mas aí tem a ver com a disponibilidade dos dados e não muda substancialmente. Que essa Ô bicho, como assim cara?
Wikipédia fala que Tontin tem 30 milhões de pessoas, como que não muda substancialmente? É só o dobro. Eu acho que é mais, tá?
Da última vez que eu vi dado aqui da China era coisa de 32 milhões de habitantes em Tontin. População que eu peguei, ela tá baseada no último senso chinês que é o de 2020. deve ter algum lugar que tem uma projeção de da população do conjunto dessas cidades para 2024, mas eu não encontrei, mas isso não muda aqui de maneira radical, o senso é relativamente recente, né?
Então, peguei a população das principais cidades chinesas, eh, e também o o PIB total dessas cidades que a gente pode ver aqui embaixo, né? Vai dar aqui 370 milhões de habitantes, tá? Tá?
Então, a população dessas 60 cidades aí selecionadas a partir do PIB e população, os dois critérios, dá 370 milhões de habitantes com PIB de 11 trilhões, 11. 2 trilhões arredondando aqui de dólar. Tá tudo em dólar aqui os dados, tá bom?
Fica mais fácil a gente entender a magnitude em relação à moeda americana, que a gente tem algum padrão de referência eh do que a moeda chinesa que nós estamos menos acostumados. Então, eh, quando a gente pega essas 60 cidades, a gente vê que 370 milhões de chineses tem um PIB per capita de mais de 30. 000 anuais, tá?
Eh, é claro que dentro desse pip per cap tem uma enorme desigualdade, tá? Não significa que na média as pessoas lá se apropriam desse valor, tá? Não, não se apropriam, né?
Muito menos. A gente vê que a China já é uma das grandes fábricas de bilionários do mundo. Também vem ser destacado nisso aí.
Já é o segundo país do mundo que mais produz mil bilionários. Pô, é verdade. Eu vi uma fábrica dessa, quando eu fui visitar com o governo da China lá em Beijin, eles tinham uma fábrica dessa, sai um bilionário a cada algumas horas mais ou menos da linha de produção.
Vi no longo vídeo sobre a China que eu fiz, onde eu trato de todos os aspectos da economia chinesa, mostrando inclusive como na China estado e capital privado fazem uma simbiose, uma associação, o estado fomenta o capital privado, embora mantém o controle da estrutura essencial. Então, o capital é, então a diferença aqui na China é que a o governo controla esses bilionários, né? O governo controla essas empresas grandes.
Nos Estados Unidos é ao contrário, né? Eles controlam o governo. Capitalismo chinês tem essas especificidades.
Mais controle do estado do que do capital privado, mas mais apropriação de riqueza, eh, tendendo sempre pro capital privado, que inclusive se beneficia da parte da estrutura estatal. Quem quiser entender isso, vai lá no meu vídeo de 2 horas, onde eu passo a limpo toda a estrutura social chinesa baseada numa ampla base de dados que nós temos envolvido em laes tem na China como foco aí já aí nos últimos 6 7 anos. Tá bom?
Então, se nós pegarmos então na China, nós temos nada mais nada menos do que mais de 1 bilhão de habitantes que fica com PIB que tá aí na casa dos 7 trilhões, que dá 6. 8. 000 por ano, menos da metade que o PIB per capta do Brasil, tá?
Bem menos da metade. Eh, a diferença aqui é entre quatro e cinco vezes, tá? Eh, isso dá de 300 a 400% do mais que essas principais cidades chinesas se apropriam, tendo um controle hierárquico ali de ferro do estado chinês, já que não pode mudar voluntariamente na China.
Eu que nossa cara. Ô Gustavo, 2025 câ pô, troca uma ideia comigo, cara. Troca a ideia comigo.
Me chama aí, a gente conversa, cara. Isso aí não é mais tanto assim, irmão. Não é mais, sabe?
Não é assim. É, é curioso, inclusive como esses aspectos eh pelos defensores aí da China e principalmente do tal socialismo chinês, eh, problemas, violência, intervenção eh estatal eh violenta em relação à população chinesa é apresentado como uma como uma coisa boa, né? Por, por exemplo, qual que é o qual que é o exemplo dessa violência do estado chinês contra a população?
Par dos defensores da China. Ah, não, isso a China fez lá atrás, né? na China tu história milenar como como se o co tivesse surgido há 1000 anos atrás.
Isso tem a ver com evitar a favelização e tudo mais. Claro, como o desenvolvimento chinês muito bem sucedido no último período de passagem não tem nada a ver com o socialismo, com apropriação absolutamente desigual, eles têm que pela força tentar conter os malos do capitalismo. Por exemplo, evitar a favelização completa da população que vive com renda cinco vezes menor do que uma minoria privilegiada do país, migra em massa pros grandes centros industriais, etc.
E você faz isso como? Impedindo as pessoas de se mudarem. Você muda quando você consegue emprego, você consegue um rou que espécie uns vistos interno, né?
O rucou não é um visto, cara. O rucou é um sistema de registro como se fosse uma declaração de residência. Por isso que eu falo, tem conversar com gente que ou mora na China ou entende alguma coisa, né?
O RCU não é um passaporte interno. O Rookol é o seguinte, vários países fazem isso, tá? A Alemanha faz isso, a Itália faz isso.
Quando você se muda, você tem que ir em algum lugar do governo, aqui no caso na China é na polícia. E a gente vai, se registra e fala: "Olha, eu estou morando nesse endereço aqui". Por quê?
Porque baseado nisso, eles vão calcular quantos hospitais precisa, cama de hospital, escola, é supermercado, sabe? Toda essa estrutura. Não é um passaporte.
O Rol é um registro de residência, uma declaração de residência. Aí, como eu falei, Itália é igual, Alemanha é igual, o Japão usava algo parecido, eu não sei se usa mais, tá? O Japão e as Coreias tinham algo semelhante.
E sim, o Hukse nome é mais recente, mas esse mesmo sistema é muito mais antigo, cara. Muito mais antigo. Sem ele você não tem acesso aos serviços, por exemplo, está saúde, educação e etc.
Ou então você vai dormir no dormitório da empresa colocar isso não é verdade cara. Pô, bicho, for irmão, aí não dá, né? Os caras que trabalhavam comigo com Hucon e o Runan tinha casa alugada em Tamen, cara.
sabe? Isso simplesmente não é verdade. Cabe com uma grande, imagina se tivesses no Brasil, né, as empresas agora oferecessem e colocassem centenas de pessoas para dormir no dormitórios da empresa.
Eles falam: "Não, mas elas ficam no dormitório, elas não são obrigadas a ficar nos dormitórios, que aliás elas pagam. Ah, claro que não, né? Mas elas ficam porque os salários são baixos.
Isso permite uma remuneração bem abaixo, já que a China é hoje uma potência capitalista. Considerando, ah, vamos lá. Eh, só um adendo aqui, né?
O o o Hol, o Hol mesmo, do jeito que é, ele é mais, como eu falei, ele é mais recente. Mas assim, gente, tem sistemas semelhantes na China há 4000 anos atrás. Só para vocês terem uma ideia, tá?
Só para vocês terem uma ideia. Eh, esse é o nível da parada. O Rukou com esse nome é mais recente, considerando as potências capitalistas, os salários mais baixos que tem.
Mas ah, se a eh vamos lá, se se a China o salário, toda essa situação, né, a gente já falou sobre isso, essa coisa da das empresas estarem aqui, porque a o salário é baixo, por que que eles não se mudam pra Índia, Bangladh, Indonésia, os salários lá são bem mais baixos. Por que que as empresas não se mudam para lá? Sim, os salários ainda são baixos na China?
São, são, mas, pô, não ficar falando que é só baixo assim, cara, é, eu não sei, cara. Mas é por aí vai. Tá tudo naquele vídeo meu lá e as explicações.
Então, tá aqui o dado, tá? 6. 8.
000. a renda per capta desses mais de 1 bilhão de chineses e 30. 000 a renda per capta eh desses 60 municípios selecionais.
Para vocês ter ideia, cara, o primeiro sistema na China que foi usado para estabelecer população rural e população urbana foi 1000 anos antes de Cristo. 1000 anos antes de Cristo. Aqui isso não existe em nenhum outro lugar.
Ah, Gustavo, se você pegar qualquer eh país, as cidades mais populosas e mais envolvidas, eh elas vão ter um pip per capita muitíssimas vezes superior ao restante do país. Nem cara. É que não, a gente não come PIB, Gustavo, ô Gustavo, tá lá Estados Unidos, PIB dos Estados Unidos é alto e a galera recorde de gente morando na rua.
Proporcionalmente tem muito mais gente morando na rua dos Estados Unidos do que na China, sabe? Então assim, o PIB, o PIB sozinho não diz nada, cara, sabe? Não diz nada, mano.
Não diz nada. E aqui o meu ponto aqui, tá? Eu tô vendo vocês falar aí no chat.
Eh, o meu ponto aqui não é o fato dele ser trotquista, porque é é esse aqui não é o ponto. É assim, cara, o que ele fala não, primeiro não condiz com a realidade, né? Tem é falha histórica como essa história do Ruc e também de novo, as pessoas não comem PIB, não comem PIB, nem Peguem aí no Brasil, pega Curitiba, grandes cidades, né?
pega Curitiba, pega São Paulo, os principais centros econômicos aí do Brasil e etc, pega as principais cidades em população e pip per capta, vocês vão ver que vai dar uma diferença pro pip per capta nacional aí de 20%, 25%, 30%, aqui tem já 400%, tá? Isso não existe nenhum outro lugar. É a maneira como a China controla o exército industrial de reserva.
Eh, não, cara, pelo amor de Deus, cara. Ainda mais considerando que o o desenvolvimento que a China tá levando para as províncias menores, né? O próprio Elias postou um gráfico do desse desenvolvimento econômico das províncias, mostrando como as províncias menores, essas menores em termos de dinheiro, essas cidades que são menores, crescem num ritmo mais acelerado do que as cidades grandes.
Até porque as cidades grandes elas já chegaram aqui num nível que elas não crescem mais tão rápido, né? Então assim, eh não simplesmente não casa com a realidade, porque de novo o PIB é uma média e como diria o meu grande professor Salvador, eh, o nome dele é Salvador, né? eh, da estatística na engenharia, a média burra, sabe?
A média burra porque ela me faz tudo parecer, né? Aí algumas pessoas questionaram com alguma razão, tá? Um questionamento bastante válido, que tem a ver com o limite dos dados, mas que eu vou considerar logo aqui embaixo, que é o quê?
Eh, esse PIB que é apresentado aqui dos municípios, isso é um padrão quase mundial, eh, tem três formas de calcular o PIB, como a gente viu eh no vídeo anterior aqui no canal, não vou remorar tudo que tá lá. Tem como você calcular pela ótica da renda, né, das remunerações que recebem os agentes sociais, pela ótica da oferta ou da produção, que é o que é produzido no local por meio das empresas e das unidades produtivas de modo geral e pela ótica do consumo, né? Consumo da Não.
E lembrando assim, essas cidades aí, tirando tirando Shanjen, ó, Shanghai, Beijing, Chong Ting, Guangjo, Hong Kong, Sujo, Chengu, eu não sei, Maranjo, Uran, Nandin, todas essas cidades, eles são polos. de manufatura há mais de 1000 anos, cara. Guano, por exemplo, é um polo de comércio há mais de 2000 anos.
Então, cara, imagina que a cidade que eu moro hoje já era um polo de comércio há mais de 2 anos. Eu fui numa mesquita lá no meu outro canal. Esse canal que tá passando na tela aqui, ó.
Você tá vendo aqui? Esse canal que tá passando é o meu canal de vlogs aqui na China. Sigam lá esse canal também.
Eu fui numa mesquita que tem 1300 anos, cara. 1300. Essa mesquita foi construída porque o pessoal da rota da Seda que vinha pelo mar lá do Oriente Médio, trouxe o Islã pro sul da China dessa forma.
Tem também o Islã que vem lá pela rota da seda, pelo Pur Shinjan, por terra e tem os caras que vem aqui pelo mar. E eu explico isso lá nesse vídeo sobre religiões da China. assistam aqui, tá nesse canal aqui.
Então assim, a gente tá falando de cidades que já são polos de manufatura, já são cidades ricas a milênios, então não dá para comparar essa cidade aí com, sei lá, com ordos lá na mongola interior, sabe? Das famílias, consumo do estado e por aí vai. Eh, essas três formas de calcular o PIB normalmente coincidem quando nós consideramos o conjunto do país, mas realmente elas não necessariamente coincidem no interior de cada local, no interior de cada município.
Tipo aqui, cara, R, Ro não é um polo industrial, sabe? É, esse é o problema. Como é que você compara eh tá só o PIB, né?
Não, por isso que não faz sentido. Hong Kong é um paraíso fiscal, sempre foi um paraíso fiscal por muito tempo. Ordus, que é lá na Mongola interior, não é um não é um polo industrial gigante, cara.
Então, tá comparando umas coisas que não dá para comparar, sabe? Simplesmente não dá para comparar o interior de cada região, né? Eh, que pode, eh, produzir e depois tem uma redistribuição pela ótica do estado, por exemplo, que vai gastar em outros lugares.
Bom, o questionamento foi que eu essa eu estaria usando uma metodologia muito tosca, né? Porque o PIB per capta aqui é calculado simplesmente pela ótica da oferta ou da produção, mas o que é tá disponível como renda para ser gasto pelos serviços estatais e tudo mais seria muito maior no restante do país. Então eu considerei isso, tá?
Ainda que infelizmente eu não tenho dado do PIB aqui pela ótica eh do consumo ou da renda, infelizmente não não existe esse dado, não que eu conheça. Normalmente ele não é divulgado mesmo na macroeconomia. Eh, eu fiz aqui uma estimativa, considerando a carga tributária chinesa, que é de aproximadamente 18%, tá?
Então essa seria a carga tributária chinesa e deu a colher. Eu não faço ideia do que que é essa carga tributária aqui, tipo, eu não sei, tá gente? Então nem vou comentar porque de verdade eu não sei que número que ele tá usando aí.
Então de chá aqui para tal China socialista e assumiu o seguinte, que o que se paga de imposto é proporcional ao que se produz, mas o que se recebe é proporcional à população. Eu quero deixar claro que eu duvido que seja esse o caso, tá? Assim, nessa proporção que eu apresentei, porque não é preciso muito esforço pra gente ver que aquelas 60 cidades listadas é onde estão os principais gastos de infraestrutura.
ainda que existam sim infraestruturas intermunicipais e tudo mais, eh, mas é tem muito mais gasto proporcionalmente de infraestrutura nessa cidade. Certamente onde estão os principais centros de pesquisa e desenvolvimento, tá? Eh, onde estão as melhores universidades, onde está concentradas as universidades, onde tá as melhores eh escolas, onde tá os principais centros de saúde.
Mas eu uma colher de chá assumir que essas cidades então elas pagam isso, essa essa assim, é o que eu falei ali antes, né, cara, a gente tá falando de cidades aí que t milhares de anos. Milhares, você tem noção? Milhares, né?
Os os portugueses não tinham chegado no Brasil e já tinha a igreja de pé na China, sabe? É, é que tá, é muito difícil comparar Guan Joe com Tai Joe, com Rey Joe, quando Guan Jo sempre foi um polo de comércio gigante, cara. Tá?
Então é óbvio que aqui vai ter uma infraestrutura maior, é óbvio que aqui vai ter mais gente, é óbvio que aqui vai ter mais dinheiro. E isso não se deve ao Partido Comunista Chinês. Essa é a história da China, cara.
esse imposto correspondente à carga tributária chinesa na chinesa na proporção eh do que eles produzem e mas que a distribuição é na proporção da população. Então, a gente teria aqui essas relações aqui mais ou menos inversas, né? a gente teria eh dois eh dois dois mais de 2 trilhões aí eh que essas cidades do tipo um os 370 milhões de habitantes pagariam e receberiam o contrário, receberiam eh receberiam 1.
2 trilhões e nas cidades do tipo dois elas eh pagariam 1. 2 trilhões e receberiam quase o dobro. Se a gente considerar isso, a distribuição fica o seguinte: o PIB das cidades do tipo um ali, daquelas 370 milhões de habitantes, dá um PIB per capta, dá 10.
4 trilhões de PIB, PIB per capta de 28. 000 000 dólares por habitante e das cidades do tipo 2 7. 5.
000 não muda qualitativamente a relação. Continua aqui um PIB padrão Europa, continua aqui algo muito abaixo aí 40% a menos do que o PIB per capita do Brasil abaixo do PIB do Nordeste por aí vai, tá? 400% de diferença entre os dois grupos.
Se a gente considerar que o estado faz uma uma redistribuição numa proporção que eu duvido que não faça nessa proporção. Eh, de novo, aí volta o o custo de vida, né, cara? Volta o custo de vida.
vai pegar o aluguel em Chontin, em Beijin, Guanjo Jo e comparar com o R. Sim, estou falando só de aluguel, tá? Tá?
Então fica aí demonstrado para vocês, tá? Eh, o cálculo, os dados que eu apresentei aí n alguns podcasts, n alguns vídeos aqui do canal, mais de 1 bilhão de chineses vivem com pip per capta aí na casa dos 6. 000 ou se a gente considerar uma redesprição que haveria por parte do estado, iria para 7.
5. 000 contra 30. 000 ou 28.
000 de um grupo seleto de cidades chinesas, que é onde pela força o estado concentra o desenvolvimento, impede o deslocamento da população para essas cidades, já que não há planejamento. E quando não há planejamento, porque a economia capitalista e o mercado que dita as regras, você consegue conter a população de um para um lugar pro outro por meio da força. Nada disso condiz com a realidade da China, cara, de verdade.
Assim, nada disso que não tem planej como como que o cara fala que não tem planejamento na China, cara? Pô, Gustavo, aí já é, né? Aí já é complicado, cara.
Já é complicado isso aí. Como que não tem planejamento na China, mano? Os caras com planejamento de 50 anos, os caras que literalmente constróem infraestrutura em cidades antes das pessoas se mudarem pra cidade e depois são acusados de de cidade fantasma, sabe?
Não não faz sentido, cara, dizer que a China não tem blanejamento. Os caras inclusive planeja até demais, né? Porque tem muita cidade construída aí que não vai agora que a população tá caindo, essas cidades não vão ser habitadas já provavelmente.
Agora dizer que a cidade, a China não tem planejamento é zoado, né, cara, né? Sei. É assim, eh, eu não entendo como que o Gustavo, o Gustavo, eu acho o Gustavo é um cara super inteligente, um cara que o próprio João Carvalho lá no Três Irmãos falou isso, né, a respeito do conhecimento dele de marxismo, etc.
Eh, para mim não faz sentido o cara usar só PIB, tá? Para mim não faz sentido. Eh, e eu tentaria achar os dados de PIB do governo chinês que deve ter, tá?
Deve tá em chinês, esse é o problema, né? Mas deve ter, sabe? Para confirmar, né?
Como é que funcionam essas coisas e o poder de paridade de compra, né? Que é o que eu falei antes, cara. Não adianta falar que, ah, em Shanghai os caras ganham 30.
000 por ano. É, vai lá alugar um apartamento em Shanghai, vai lá comer em Shanghai, não médico em Shanghai para ver como é que é, sabe? Então assim, é, eu acho esse esse cálculo de PIB muito raso, muito raso, porque de novo as pessoas não comem PIB, não é o que a gente vive, né?
Então assim, tirando essa história do Rucô, gente, 2025 já ficar repetindo que as pessoas não podem se mudar, cara, pelo amor de Deus. Eh, é um é um desconhecimento da China muito grande. Gustavo, se quiser trocar um dia, chama aí, cara.
Chama aí, a gente conversa, cara. E eu te explico mais ou menos como é que funciona as coisas aqui na China, na realidade da China, né? E a gente, né, pelo menos para ter uma noção das coisas que tá falando, né?