[música] [música] Oi, oi, gente. Sejam muito bem-vindos ao meu canal. Eu sou a Leandra e eu conto relatos todos os dias aqui para vocês de segunda a sexta-feira. Bom, se por um acaso você tiver aí algum relato para me enviar, os relatos devem ser enviados pro e-mail, que já fica aqui embaixo na descrição, assim como o link lá pro Spotify. Bom, gente, eu não gosto muito De enrolar na introdução, então eu estou tentando ser o mais breve possível, porque, como vocês já devem ter percebido pelo título, né, e também pela thumbnail, eh os relatos hoje
vão ser relatos sobrenaturais que aconteceram ali em alguma tragédia, alguma catástrofe ou algo do tipo. Eu é eu resolvi fazer essa coletânia porque eu estava reparando no e-mail, então assim, tem até bastante, entendeu? É, relatos com esse tema. Então eu pensei, por que Não? Mas aí antes de irmos para os relatos, eu acho que é bom eh dizer que assim, né, gente, é um tema sensível, eu sei que é um tema sensível, tá? Então, eu vou contar todos os relatos eh com o máximo de respeito possível. E lembrando que os relatos foram enviados pelas pessoas
que passaram ali ou com algum conhecido, mas eu me certifiquei de que assim, todos os relatos ou foi enviado por alguém que vivenciou ou em algum momento a pessoa Escreveu ali que a pessoa que vivenciou era conhecida e autorizou ela tá enviando o relato. Então assim, a partir do momento que a pessoa mesmo, né, se disponibiliza de escrever e enviar para mim, ela tá autorizando eu contar aqui, tá bom? Então assim, só tô explicando, né, para ficar claro, porque eu sei que é um tema um pouco sensível, né? Então é bom, né, dar essa explicaçãozinha
antes de começar os relatos. Mas bom, agora sim, recadinhos dados, né? Já expliquei Tudo. Vamos ao que interessa, que são os relatos dessa coletânea. Deixa eu só eh, como que fala? Selecionar aqui direitinho. Bom, vamos lá. Ah, pera aí que eu quase pulei um relato. Gente, eu separei muito, gente, eu perdi um pouco da noção do senso. Eu separei muito relato. Nossa, eu acho que vai ficar grande, tá? Se todos esses relatos aqui não tiver nenhum erro nem nada e eu não precisar excluir, vamos dizer assim, da coletânia, eu acho que vai ficar uma Coletânia
bem grande. Mas vamos lá. O primeiro, deixa eu só ver se ele tem um título ou se vai ser eh esse título aqui mesmo. Ah, não. E em cima era só tópicos. Então tem um título. O nome desse relato é 21 horas em Brumadin. Oi Li, tudo bem? Meu nome é fulana e de tanto o meu namorado ver eu maratonando os seus vídeos, ele me pediu para que eu enviasse esse relato que mudou a vida dele e é um relato envolvendo a tragédia de eh de Brumadin. E eu vou mandar como Se fosse ele falando.
Gente, eu tive uma leve sensação de aqui de que eu já li esse relato, mas ã ele tava fechado, tipo, porque no Gmail tem como você ver, né? Às vezes quando você clica e abre o e-mail, eh, fica lá que abriu, né? Aí esse não, ele tava fechado como se ninguém nunca tivesse clicado nele. E ela me enviou no dia 24 de novembro. A não ser, se por um acaso estiver repetido, é porque a mesma Pessoa enviou duas vezes. Então, não sei. Mas vamos lá. Pode ser só uma impressão minha também. Bom, então agora é
como se fosse o esposo dela, tá? Oi, Leandra. Eh, meu nome é Fulano e eu sou fotógrafo e moro em Jaú, interior de São Paulo. Não tem problema algum vocês citar o meu nome, mas eu não vou citar, né, por motivos óbvios. E também a cidade não tem problema. E qualquer nome que for aparecer eh no relato você pode falar. Bom, eu dividi o Relato em duas partes para vocês conseguirem entender, né, como eu cheguei de tão longe até Brumadin. E já avisando que o relato vai ficar um pouco longo. Então, sem mais enrolação, porque
eu sei que você não gosta. E bora pro relato. Era 25 de janeiro de 2019, por volta das 1 da tarde. Eu já estava acompanhando o acontecido, tudo pela internet, onde passavam por várias páginas de notícias aquela imagem chocante de um helicóptero resgatando Uma moça. E isso me doeu demais, sabe? Ver aquilo e não poder fazer absolutamente nada. Na mesma semana, eu recebo uma mensagem do dono da ON daqui da cidade me convidando para ser voluntário embrumadinho. E ele me chamou, né, com a seguinte mensagem: "Fulano, está pronto para colocar o pé na lama?" E
aí eu, sem muita reação, logo respondi que sim, pois a vontade de ajudar e Colaborar era muito grande. Foram 9 horas de viagem que para mim parecia uma eternidade. Dentro de um carro não muito confortável, onde se encontravam mais seis voluntários e mais dois carros, totalizando ali 23 voluntários com a mesma força e vontade de ajudar o próximo. paramos algumas vezes para nos alimentar e fazer a troca de motorista, pois por ser uma viagem longa e cansativa, é Claro que, né, tínhamos que parar para comer, enfim, não dava também pra mesma pessoa ir dirigindo, né?
E é claro que também não podíamos deixar de comer o famoso pão de queijo de Minas, que sem sombra de dúvidas é muito bom. Sem contar as lindas paisagens daquele lugar. Chegamos em Brumadinho, Minas Gerais. Exatamente às 8:30 da manhã, no sábado, no dia 2 de fevereiro de 2019, onde já se avistava o rio Paraupeba, muito Escuro, né, por conta da lama, e o letreiro da cidade escrito Brumadin, com muitas homenagens, muitos jornalistas e muitos helicópteros sobrevoando a cidade. O ponto de encontro era um ginásio onde nos identificamos e fizemos um lanche bem rápido e
logo começamos a nos dividir e carregar as caminhonetes. A imagem que eu via naquele ginásio era muito gratificante, sabe? A quantidade de voluntários e de doações, né? E eu Registrei tudo e coloquei no meu story do Instagram. Lembro que carregamos eh sem saber onde eu iria atuar voluntariamente e Luciano, muito brincalhão. Assim, gente, o nome da galera que ele colocou aqui, eu vou pronunciar porque senão vai ficar muito difícil, tá? Eh, agora eu só não vou pronunciar mesmo o nome da moça que meio que enviou o relato, né, e nem o nome do rapaz que
foi quem presenciou. Só tô explicando porque eu pronunciei o Nome para depois vocês não acharem que eu falei sem querer o nome do rapaz, tá? Então, Luciano é um personagem novo na história. E bom, Luciano, muito brincalhão, me chamou para ir com ele e mais dois voluntários que já estavam trabalhando há 4 dias. E Luciano era trabalhador da Vale, de outro estado, empresa, né, onde houve o rompimento da barragem. E ele também estava ali como voluntário. Bom, caminhonete carregada ali com muita Água, gelo, suco, refrigerante e lanches. Então, partimos para três velórios. No primeiro ainda
não havia ninguém, então abastecemos, né, e fomos para o segundo. No segundo já havia familiares arrasados e sem respostas, né? E fomos para o terceiro depois. E no terceiro já estava acontecendo o enterro. com familiares tristes e bem abalados, chamando, né, por justiça. E ver toda essa cena me doeu demais. Eu estava muito feliz por estar ali ajudando, mas ao mesmo tempo muito, muito triste mesmo por aquela situação. Eram famílias sem respostas, sem entender o que realmente poderia ter ocasionado tudo aquilo, sabe? Toda essa cena pareceu um pesadelo e eu queria acordar logo após a
eh perdão, após a abastecer o terceiro velório, né, Luciano me disse que iríamos ao local onde aconteceu a tragédia, porque lá era um dos quatro Pontos de assistência montados pela Vale para dar apoio às vítimas, aos bombeiros, familiares e também às crianças. Algo que inclusive não se via passar na TV. No meu ponto de vista era o mínimo, né, que a que a Vale poderia fazer, mas a estrutura e a logística que foram montadas me impressionaram, sabe, pelo apoio que estava sendo cedido às famílias. Mas enfim, seguimos para o local da Tragédia, a mina córrego
do feijão, uma área muito extensa. Subimos e descemos estradas de terra e a montanha da Casa Branca. passava pela minha cabeça o desespero, né, de todas aquelas pessoas que estavam trabalhando naquele local. O cenário do lugar era de destruição total, onde ainda haviam pessoas mortas debaixo de toda aquela lama e muitos animais. No caminho, passávamos ao lado de uma outra barragem que foi citada em alguns Jornais que ela até corria risco de estourar também. E para chegar até o local onde haviam dos pontos de assistência às vítimas, tinham três paradas para nos identificarmos. E como
estávamos com o carro da Vale, acabou que passamos direto. Não precisamos se identificar. A área era bem restrita e eu, com uma câmera e uma GoPro ali nas mãos, cheguei no ponto de resgate das vítimas, onde se Encontravam bombeiros de vários estados e cachorros treinados à procura de vítimas já sem vida. Era um campo de futebol com uma igreja onde não parava um minuto sequer de entrar e sair helicópteros com corpos. Eram cenas que eu nunca tinha visto na minha vida, sabe? Era tudo muito chocante. Bom, abastecemos o local, né, que era o nosso trabalho
ali naquele momento e seguimos para o ponto de recreação, onde estavam as crianças das vítimas. Lembro que as crianças brincavam felizes em um pula-pula. Tinha pintura do eh pintura de rosto, né? Tinha pessoas ali entregando açaí, muito suco. Eu acho que para, né, crianças, né, gente, para dar uma uma despistada, né, na, enfim, nas emoções delas. Enfim, elas estavam ali sem saber o que realmente estava acontecendo. Vi algumas crianças que aparentavam ter entre 12 anos, que estavam chorando muito, pois eu acredito que por conta da Idade elas sabiam o que realmente estava acontecendo. Era uma
cena que choca qualquer um, sabe? Crianças brincando e helicópteros sobrevoando aquela área, sabe? É muito triste. Bom, o último ponto que iríamos passar era onde estavam os bombeiros que trabalhavam diretamente ali na lama à procura de vítimas. Chegando lá, eles estavam cansados demais e muito sujos, com muita sede por Conta do calor. Assim, dava para ver no semblante deles a tristeza de tudo aquilo e o cansaço. Até perguntei a um deles com quem tem o contato até hoje, inclusive, que é o cabo fulano, que eu acho melhor não falar o nome, se a lama, né,
estava muito ruim e muito dificultosa, sabe, de trabalhar. E aí ele me respondeu: "O calor está demais e a lama está bem mole". Então assim, até que o clima, né, tá ajudando. Acredito que tenha sido Isso que ele quis dizer. Bom, eu fiz algumas fotos, né, deles ali e alguns takes para vídeo e depois quando eu fui ver a hora, já tinha passado ali bastante tempo, o dia já estava acabando, então tínhamos que voltar para o ginásio. Quando voltamos era por volta das 19 horas e o intuito era voltar para o ginásio para poder tomar
um banho e dormir. Eu estava muito exausto e tinha esquecido a minha roupa no carro do Pessoal da ONG, que foi para Belo Horizonte ajeitar uma pousada para dormirmos. Como eu estava muito cansado, eu tomei um banho no vestiário ali do ginásio e acabei colocando a mesma roupa. Dormi até umas 11 da noite, no chão do ginásio mesmo, até o pessoal da ONG voltar para levar todos até a pousada que fica em BH, cujo nome é Lá em casa. [risadas] É, é típico de Minas ter uma pousada escrito lá em casa. É um Lugar muito
aconchegante. É tipo, é típico do lugar o nome. Ai gente, eu amo Minas. Mas voltando, é um lugar muito aconchegante e fomos muito bem recebidos, pois precisávamos dormir, né, para no outro dia voltar à missão. O tempo que ficamos expostos a essa situação me deixou muito mal. Aprendi o quanto cada milésimo de segundo é importante na vida, vendo toda aquela situação de familiares ali chamando por seus entes queridos, todo Aquele assim, todo aquele desespero, sabe? Fez eu perceber o quanto eh o quanto temos que dar mais valor à vida. E bom, o que restava ali
naquele momento era orar pela desgraça, né, que aconteceu com essas famílias. pessoas que perderam pai, mãe, filho e o resto é muito serviço, né, para reconstruir tudo novamente. E bom, agora vamos para a segunda parte, o sobrenatural. A energia daquele local era muito Pesada, muita tristeza. Eu não cheguei a ouvir nada, mas o pessoal da ON chegou a ouvir gritos no meio da mata. Lá foi montada uma estrutura para atender os corpos e partes ali também para a DNA. E eu vi muita coisa, braço, perna, mão, cabeça. E essa estrutura foi montada para identificação e
para velório. E algo que me surpreendeu foi ver um único corpo de um homem alto, com roupas pesadas e intacto. Ele aparentava Ser maquinista da Vale e aquela cena me chamou muita atenção. Lembro que eu cheguei em casa no domingo à noite, muito cansado, e não consegui dormir nada, achando que, sei lá, a lama ia entrar pela minha janela. Lembro que eu acordei várias vezes à noite, sem dormir direto. Até acordei com uma mensagem no Messenger de uma mulher de Bauru, São Paulo, uma mulher que eu nem conhecia e é uma cidade vizinha de onde
eu moro há tipo uns 60 km. Ela disse que Esteve no centro espírita que frequenta e falou que um homem entrou em contato com ela. Ele tinha exatamente as mesmas características daquele corpo que eu vi, né, lá na mata e as mesmas roupas. Disse que ele não estava entendendo nada e queria saber o que estava acontecendo, onde ele estava, que ele tava muito perdido e que ele queria muitas respostas. Eu sou de família evangélica, então eu sempre tive medo do desconhecido. E com a cabeça a mil por tudo que eu vivenciei também por muito medo,
eu não a respondi e a bloqueei. E este é meu relato de algo que eu nunca irei esquecer. Talvez se fosse eh talvez se fosse hoje eu daria mais atenção, procuraria ajudar mais, mas eu ainda estava digerindo tudo, né? Bom, espero ter ajudado de alguma forma. Acredito que Deus me deu essa missão e eu a cumpri. Eh, Leandro, e você o que faria nessa situação Aí? Eh, deixa eu só ver que tem alguma mensagem lá em cima. Pera aí, deixa eu só voltar aqui. Ã, deixa eu só ver aí. Eh, ele mandou, não tem a
foto que ele mencionou, que ele tirou com o pessoal do bombeiro. Eh, ele mandou a foto, mas é lógico que eu não eu não posso postar, né, gente? Mas botou aqui, ó. Eh, segue uma foto de quando, né, estava embrumadinho para você ver. Eu sou de boné preto. Aí eu imaginei que você seria o de boné preto, Porque é o único que não está sujo na foto. Ai, gente, que horror, meu Deus do céu. Enfim, eh, tenho muito, muito mais fotos, né, desse momento da minha vida. Fotos que para mim tem voz, tem cheiro e
sentimento. Ai, gente, olha. É. Ai, é pesa, essa tragédia de Brumadinho é acho é uma história muito, muito pesada, muito. E eu acho ela assim muito pesada, eu acho que é pelo o contexto da coisa, sabe? Eh, vou dar um exemplo para Vocês assim de de como eu penso mais ou menos. Por exemplo, a gente tá num avião e o avião cai. Mas assim, na hora que você tá no avião, meio que você sabe que é um risco o avião cair. Tipo, quando você tá, por exemplo, numa viagem de carro, bom, pelo menos eu que
sou extremamente ansiosa, eu sempre penso nos piores cenários possíveis. Então, por exemplo, você vai fazer uma viagem longa de carro ou de ônibus, você sabe que corre o risco de Você sofrer um acidente. Então, tem várias tragédias, tem várias coisas assim que você tá fazendo aquilo, então você meio que assume um certo risco porque você sabe que tem possibilidade daquilo acontecer, de acontecer algo, né? E essa questão, eh, por exemplo, da tragédia de Brumadinho, por mais que eu sei que foi uma irresponsabilidade por parte da por parte da Vale, eh tem tem todo um contexto,
né? Não não vou entrar Eh em detalhes em relação a isso, porque senão o vídeo vai ficar muito comprido, mais do que ele tende a ficar, mas eu só tô querendo dizer que, tipo assim, foi uma tragédia e tals, mas as pessoas estavam tipo ali vivendo a vida delas. Eh, tá, que a galera que tava trabalhando talvez viu o rompimento, viu meio que acontecer e tals, mas eu fico eh eu fico pensando muito tipo na galera que, por exemplo, tava em casa fazendo, sei lá, almoço, tava fazendo comida ou Tava, sei lá, tomando banho para
ir trabalhar ou, sei lá, brincando com um cachorrinho ou brincando com um filho. Vocês entenderam o que eu estou querendo dizer? Então eu acho essa tragédia muito pesada por causa disso, porque tipo as pessoas foram pegas muito de surpresa, tipo muito, muito, muito mesmo. Então eu imagino que, gente, a energia do lugar deve ter ficado uma coisa assim absurda. Acredito que até hoje essa energia não deve ter melhorado. E assim, não sei quem é da região que, sei lá, talvez esteja assistindo o vídeo, coloca aí nos comentários. já viu alguma coisa, eh, sei lá, conhece
alguém que tenha visto, porque eu imagino, gente, que assim, a energia do lugar vai ficar pesada durante muito, muito, muito tempo, porque eu imagino que essas pessoas, principalmente as que mais foram pegas de surpresa, elas não devem ter, tipo, feito a passagem direito, porque, gente, Até o espírito raciocinar, o que que aconteceu assim, eh, o tempo aqui pra gente, para um para para uma pessoa que desencarnou é diferente, né? Então eu fico imaginando que, sei lá, a pessoa, o espírito vai demorar muito assimilar. E aí ele, né, falou: "Ah, o que que você faria?" Eu
lembrei muito de uma situação, eu tô rendo de desespero, tá, gente? Uma situação que que eu passei eh foi em 2000 e foi no início de 2020, Inclusive hoje é 22 de janeiro. Eu acho que é hoje que ela a enchente tá fazendo 6 anos. Ah, eu ia pesquisar aqui, mas se não é hoje, é essa semana agora. Não, é dia 29 de janeiro. É um negócio assim. Aí teve uma enchente aqui na minha cidade, tipo assim, gente, foi a enchente. Eh, inclusive, quem tiver interesse, pesquisa aí. Enchente em Cachoeiro de Tapemerim, eh, 2020. Tipo,
gente, foi uma coisa Medonha de tão feia que foi. Inclusive, tá chovendo nesse exato momento e o Rio está com chances de transbordar, mas eu acho que igual aconteceu eh nesse ano de 2020, é impossível. Aí a minha mãe, né, mora na chácara, né? A, até então eu também morava na chácara ainda. Eu me mudei de lá um mês depois, aí depois veio a pandemia e aí é por baixo, tipo, a chácara num lugar um pouco alto e aí por baixo é tem uma tipo uma estrada, né, normal, tipo um Asfalto. E aí você ultrapassa
o asfalto, tem um rio, uma parte do rio, né, o rio que cruza o centro da cidade, enfim, e passa lá também. Então, tipo, em todos os pontos que o rio passa na minha cidade, nessa época ele transbordou tudo que ele tinha para transbordar, gente. Sério, foi uma coisa de louco. Aí, escutem só, tá? Tava todo mundo avisando o rio vai transbordar. O rio, o rio vai transbordar. Prefeito gravando vídeo a torto e Direito, falando que o rio ia transbordar, que ia subir, eu acho que, eu acho que ele subiu 12 m. Foi um trem
assim. E o PR é assim, o rio já estava cheio e o prefeito, ele vai subir, mas tipo 8 m e ninguém acreditando, ninguém. E ele avisando que o negócio ia subir. Aí por baixo lá da da onde a minha mãe morava, da onde a minha mãe mora, eu que não moro mais lá, eh tinha umas famílias que moravam. Aí o pessoal foi cedo na casa de um senhor, de um homem que Morava lá e falou: "Olha, o rio vai subir, o rio praticamente passa no seu quintal, vamos tá saindo". Ele não saiu, gente. Quando
foi tipo assim, umas 3 horas da tarde, mais ou menos, a água de, porque teve uma tromba d'água em castelo, a água simplesmente deu, desceu toda de uma vez para cá. Tipo, a água de castelo desceu toda para cachoeiro, só que ela não foi descendo aos poucos, eu acho. Eu não lembro muito bem, mas eu acho que eles abriram alguma Eh é comporta que fala de alguma represa. Enfim, eu só sei que ela veio toda de uma vez. Então, como ela veio toda de uma vez, o rio encheu, o rio encheu e transbordou de uma
forma muito rápida. Eu acho que foi coisa de uma hora. Aí o senhor não tinha saído da casa porque vocês sabem como que é velho, né? Velho é turrão, ele não saiu. Aí a gente ia deixar a água levar o homem dentro da casa com as coisas, com o cachorro dele, Não ia. [risadas] Aí a minha família foi ajudar. Mas tipo assim, minha família que eu falo foi eu, minha irmã mais nova, minha mãe e uns tios meu. E a gente foi lá ajudar. Aí a minha irmã foi tentar resgatar o cachorro do homem. Ela
conseguiu resgatar, mas o cachorro mordeu a perna dela todinha. E a minha irmã teve que ir pro UPA levar vacina antirrábica, né? Porque o cachorro mordeu ela. Só que aí Chegou ela, ela não teve atendimento porque por conta da enchente não tinha ninguém trabalhando. Nada ver uma coisa com a outra, mas não tinha ninguém trabalhando. Mas a minha irmã salvou o cachorro. Aí eu entrei dentro da casa do homem para ajudar. Gente, na hora que eu fui entrar, a água subiu muito, muito, muito rápido. Aí ele, tipo assim, é um tio meu foi, conseguiu tirar
O senhor, só que aí ele virou para mim e falou: "Você tem que pegar uma gaveta que tá no quarto, que era a gaveta com as, tipo, os documentos dele, as coisas mais importantes." Aí eu entrei no quarto e nisso a água já estava no meu joelho. Aí eu entrei no quarto para pegar. Na hora que eu entro no quarto, ele meio que encheu muito rápido de água. E na hora que eu olho pra janela que dava pro lado do rio, tipo, não tinha assim o rio, gente, tava passando Tipo do lado da janela, gente.
Eu fiquei, eu vou morrer aqui. Aí para ajudar veio uma correnteza tão forte que fechou a porta do quarto e eu fiquei lá dentro. E pela janela não podia sair porque a correnteza do outro lado tava mais forte, que era onde o rio tava passando e só tinha a janela e a porta. Aí teve um momento que, tipo, a correnteza tava muito, muito, muito forte, gente, que veio um negócio, eu acho que foi tipo uma geladeira e bateu Na parede, gente, a estrutura da casa, pelo menos do quarto onde eu tava, tremeu inteira, inteira, inteira.
Eu achei que, tipo assim, eu ia ir de comes e bebes até que por um milagre, tipo, foi um milagre mesmo, eu comecei a gritar e aí eu não lembro quem foi agora, mas foi alguém da minha família, foi algum tio meu. Ele conseguiu abrir a porta porque do jeito que a porta fechou, por causa da pressão, eu pelo lado de de dentro, eu não abria ela. Só Uma pessoa do lado de fora com muita força que conseguiu empurrar. Ai, gente, eu respirei tão aliviado, tão aliviado que eu consegui sair de dentro daquela daquela casa.
E assim, nesse momento, a água já estava na minha cintura. Então, na hora que eu entrei tava no joelho, depois já tava na cintura. E aí, assim, na hora que eu saí daquela casa, a minha mãe estava doida lá do lado de fora, porque sabe como que é, mãe, né? Eu só dizer que eu virei pra minha mãe e Falei: "Não conte comigo para ajudar mais ninguém". E assim, gente, eh, eu vi, tipo, a minha vida passando, então não ajudei depois. Eh, assim, a cidade precisou muito depois, mas porque o que aconteceu? Eles avisaram que
ia ter enchente, mas ninguém acreditou. Então, teve muita gente que ficou ilhada eh assim porque não dava para sair. Teve muita gente que, por exemplo, a água foi Subindo, subindo, subindo e a pessoa teve que ir, tipo, pro telhado, isso no terceiro, quarto andar. Então, foi muito feio. E aí eu falei com a minha mãe, eu saio para ir ver o rio depois, se vocês quiserem ir ver os outros pontos e tals, porque nesse dia a gente tava olhando, a gente desceu para ver se o rio tinha subido muito e aí coincidentemente o Senhor estava
lá pedindo socorro, né? Então foi uma coisa meio assim, a gente viu ali no Desespero, ajudamos, mas tem que ter muito cuidado com isso, porque às vezes eh tipo, a gente coloca a nossa vida em risco, né? E e foi ontem até eu tava conversando isso com a minha mãe porque o Rio tá em alerta pr para subir, né? Ele já subiu um pouco, tá em alerta. Aí eu falei com a minha mãe, né? Porque tipo assim, pô, todo mundo passou, avisou e pediu para ele sair, ele não saiu. Aí depois a gente coloca nossa
Vida em risco, né? Mas nossa, tipo, foi desesperador. Eu acho que é porque na época eu não tinha tanta ansiedade. Se eu tivesse a ansiedade que eu tenho hoje, eu teria inado. Porque gente, nossa, na hora que eu vi aquele rio subindo e a e a o quarto balançando, eu falei: "Meu Deus, é agora que eu vou partir daqui pra outra?" Ai gente, mas ó, esses negócios assim, eu acho que eu ajudaria, né, se acontecesse outra situação, mas Infelizmente eh tem que se pensar muito, né? [música] Igual no seu caso, né? você foi lá, eh,
ajudou e tals, mas aí já tinha acontecido, né, a tragédia. Então, assim, nesses casos, né, eh, eu iria, mas agora para ajudar a salvar e tals, eu tenho um pouco de medo por conta disso que eu acabei de contar. Tipo, isso meio que meio não, isso me traumatizou muito, porque, nossa, eu fiquei muito desesperada, aquele monte de água barrenta subindo. Ô, meu Deus. Mas enfim, ó, um beijo, tá? Muito obrigada, gente. Já tem 30 minutos de vídeo, mas perdão. É porque é uma história interessante também essa que eu contei, né? Então, perdão aí, gente, se
eu tiver me estendido muito, desculpa. Vamos pro próximo. E bom, gente, o nome do nosso próximo relato se chama Edifício Joelma, Visão de Espírito. Bom, aí a pessoa que me enviou, né, pediu para eu não dizer o nome, nem a cidade, mas ele falou o nome dele e a cidade, Né, que ele reside, mas só para mim mesmo, tá? Então, como ele pediu, né, um rapaz que nos conta o relato, mas eu não vou mencionar o nome dele. Bom, vamos lá. Olá, Leandra, tudo bem? Eh, gosto muito do seu canal e desde que eu conheci
me tornei um eh um ouvinte ado. Eu sou advogado e trabalho elaborando petições enquanto acompanho os seus conteúdos. Então, nunca pare de postar. Este é o primeiro de muitos relatos sobrenaturais que eu vivi ao Longo da minha vida. O mais marcante aconteceu no ano de 1987, quando eu tinha apenas 5 anos de idade. Hoje tenho 44. Mas me lembro do ocorrido como se fosse ontem. Tamanha foi a intensidade da experiência. Enquanto eu observava o movimento das pessoas que caminhavam ali apressadas em plena segunda-feira, minha mãe utilizava um telefone público para fazer uma ligação. E paz,
Miliandra, [risadas] parem as máquinas, pois agora é o meu Momento. Tipo, sempre quis dizer isso. E paz, Miliandra. Em determinado momento, eu vi a imagem de um homem completamente queimado. Não havia uma única parte de seu corpo que não estivesse marcada por queimaduras, sabe? Aquela pessoa, né, aquele homem caminhava sem rumo, como se não quisesse enxergar para onde ia. Ao presenciar aquela cena, eu meio que entrei em é assim, em desespero, sabe? um homem queimado andando ali. Até porque, gente, A imagem era extremamente forte e assustadora e ele parecia muito real para mim. Eu comecei
a gritar apontando, né, dizendo que havia um homem queimado ali. Só que contudo minha mãe não via absolutamente nada. As pessoas ao meu redor me olhavam de uma forma meio estranha, né? Como se eu estivesse dizendo algo sem sentido. Só que assim, gente, ele simplesmente se comunicava comigo por telepatia, me pedindo água e pomada para Queimadura. Eu senti um misto de medo e compaixão. E, ah, eu faço questão de esclarecer que eu não sou portador de esquizofrenia. nem de qualquer outro transtorno psiquiátrico. E apesar de ser um homem ansioso e metódico, eu sou saudável do
ponto de vista psicológico e psiquiátrico. Sou um homem da ciência racional, mas não há como negar o impacto daquela experiência. Na época, meu padrasto era eh era cardecista e fomos a uma casa espírita de mesa branca. Lá, uma senhora afirmou que eu possuía mediunidade apurada e que eu precisaria desenvolvê-la. Porém, eu era muito jovem. Anos depois, eu aceitei Jesus e passei a frequentar a Igreja Evangélica, embora sempre tenha respeitado todas as religiões. Segundo aquela senhora, mesmo sem desenvolver a mediunidade, eu sentiria Determinados desconfortos em alguns lugares, como falta de ar e palpitações. Sensações essas que
poderiam ser confundidas com crises de ansiedade, mas que não seriam exatamente isso. Bom, até hoje eu tenho dificuldades em utilizar transporte público, especialmente ônibus, por perceber eh por perceber, né, ambientes com energia muito pesada, onde há grandes concentrações ali de pessoas e automaticamente, né, de espíritos. Eu acredito que aquela figura Que eu vi possa ter relação com alguém que faleceu no incêndio ocorrido em 1972 no edifício Joelma, que é localizado naquela mesma região. Imaginar que aquela pessoa tenha permanecido por tantos anos vagando ou acreditando estar viva nesse plano é algo extremamente triste. Foi uma morte
trágica e muito dolorosa. Se isso acontecer hoje, acredito que eu tentaria encaminhar aquela entidade para a luz, mesmo sendo evangélico. Sou uma pessoa espiritualizada e respeito profundamente todas as religiões, incluindo as de matriz africana, o espiritismo eh cardecista e tantas outras. Já transitei por diferentes caminhos religiosos ao longo da vida, o que me ensinou a não ter preconceito. Eu aprendi que pessoas boas e ruins existem em todas as religiões e não é a religião que define o caráter de alguém. O preconceito ele nasce da ignorância e Como eu conheci diferentes crenças, aprendi a a aprendi,
né, a respeitá-las. Bom, em breve eu irei escrever outros relatos. Um abraço para você, para o Davi, para os seus lindos gatinhos e para todos os ouvintes. Que Deus abençoe a todos. Olha. Amém. Muito obrigada, tá? E se você tiver aí mais relatos, pode mandar, porque eu gostei muito da sua escrita. Essas vezes que eu, tipo, dei uma uma errada, uma embolada nas palavras, o problema foi eu mesmo, tá? Mas o relato muito bom, muito bem escrito. E assim, eu vou pel essa mesma linha de raciocínio que você teve, né? Porque se você estava próximo
a ao local, né, onde foi a tragédia, acredito que provavelmente era assim o espírito, né? Ainda mais pelas características que você viu. E é até aquilo que eu comentei, eu acho que foi num nenhum relato que eu li aqui hoje. Eu acho que já tem uns dias que eu li. Eh, não vou lembrar agora a coletânia, né? Mas que eu estava falando, né? Que a pessoa quando ela é médium, né? meio que como se tivesse uma luz em volta dela. Uma explicaçãozinha eh básica que eu vi uma vez na internet, eu acho muito interessante. Então,
quando o espírito, né, que ele não tá entendendo o que tá acontecendo, não sabe onde tá, então ele meio que vê uma escuridão e ele vê o médium como uma luz e vai até ele. Só que acredito que por conta da idade, né, você não Conseguiu ajudar, mas também não se sinta culpado, até porque você era uma criança, né, gente? Eh, eu acho que hoje eu com 20, quase 28 anos, não saberia lidar com uma situação dessa. Imagina uma criança de 5 anos, né? Então é muito complicado. Então assim, não se culpa não. Eh, infelizmente
você era uma criança, infelizmente não, né? Mas assim, você era uma criança na época e tá tudo bem, né? Coisas da vida. Mas enfim, ó, um beijo, tá? Muito obrigada Eh por ter enviado e mais uma vez, se tiver mais relatos aí, você pode mandar aqui pro canal, tá bom? E agora nós vamos para o próximo que se chama a tragédia do tsunami no Japão em 2011. Então vamos ver. Eh, a vista, ah, tá, aquele é um título, agora tem um subtítulo, avistamentos pós-ragédia do tsunami no Japão em 2011. Então, vamos ver. Eh, esse relato
é de um familiar que me deu permissão de contar a sua história e ainda me ajudou a revisá-la. Os nomes das pessoas já estão trocados, pode ler tranquilamente. Então, vamos ao relato. Eh, antes de irmos para o relato, gente, e esse relato é de uma seguidora que ela manda eh relato de vez em quando. Então, assim, eu já conheço, né? Não conheço, mas vocês entenderam, já sei quem é a pessoa. E ela sempre escreve de uma forma muito bonita. Eu falo assim, mas acho que tem uma outra palavra. Mas sempre quando alguém escreve muito direitinho,
eh, tudo muito Bonitinho, eu falo que a pessoa escreve de uma forma bonita. Eu só estou avisando porque sempre que eu leio um relato aqui, eh, que assim que está extremamente bem escrito, eh, sempre tem um outro que comenta umas coisas desagradáveis, tá? Então, assim, é da pessoa escrever bem, tá? Só tô explicando, né, para vocês terem bastante respeito ao comentar, tá bom? Então, vamos lá. Eh, vamos ao relato. Eu costumava dizer Que nada me abalava. 8 anos trabalhando como socorrista moldam a gente de um jeito estranho. Você aprende a colocar cada emoção numa caixa
e só abrir quando dá tempo, o que quase nunca acontece. Mas em 2011, na costa devastada pelo tsunami, eu descobri que algumas caixas simplesmente não fecham. No meu terceiro dia de operação, ainda havia fumaça vindo de algumas áreas. A mistura de cheiro de lama, óleo e madeira apodrecida grudava na pele. Estávamos revirando um conjunto de casas destruídas quando eu ouvi um choro baixo, quase um soluço infantil. Pedi silêncio para o resto da equipe e segui a direção do som. Só encontrei um colchão preso num amontoado de concreto e cacos de vidro. Quando eu toquei no
colchão, o choro parou e assim, gente, parou imediatamente. Foi como se alguém tivesse segurado a respiração, sabe, para o barulho não Sair mais. Depois disso, uma das lanternas que estavam no chão simplesmente acendeu sozinha. Eu tentei explicar para mim mesmo que, sei lá, talvez era só um mau contato. À noite, no alojamento improvisado, eu comentei a situação com alguns colegas e eu descobri que eu não fui o único. Um dos rapazes contou que viu uma figura se arrastando entre os pilares de uma ponte caída. Ele achou que fosse um sobrevivente tentando se mover, mas quando
apontou a lanterna disse que o corpo parecia meio esfumaçado, sabe, sem forma definida. e desapareceu sem produzir nenhum som, como se nunca estivesse estado ali. Outro colega mais velho e experiente na profissão falou que ouviu alguém bater três vezes no lado de fora da tenda de comando. O curioso é que cada batida veio de um ponto diferente, como se a pessoa estivesse se movendo rápido Demais para alguém que estivesse ferido. E quando ele saiu para olhar, não havia pegadas recentes na lama, ou seja, não era um ser humano. Eu tentava manter me manter racional, sabe?
Repetindo para mim mesmo o tempo todo que o cansaço e a privação de sono causam todo tipo de impressão estranha. Mas a cada dia surgia mais um relato que colocava fissuras na minha lógica profissional. Eu lembro do resgatista que voltou pálido depois de verificar Uma escola. Ele disse que no segundo andar escutou passos correndo pelo corredor. Correu atrás do som, achando que pudesse ser alguém preso. Só que quando virou a esquina, viu três crianças de uniforme paradas ali lado a lado, como se estivessem esperando alguém vir buscá-las. Ele levantou a lanterna para falar com elas.
Porém, a luz atravessou os corpos e os três simplesmente se desfizeram Como poeira ao vento. Teve também a enfermeira voluntária que disse que ao organizar uma sala improvisada para atendimento, viu uma mulher de costa sentada ali numa maca. A mulher parecia balançar o corpo como alguém em choque, sabe? A enfermeira colocou a mão no ombro dela e pediu para se virar. O corpo ficou estático, rígido, e a cabeça se virou apenas pela metade, num ângulo impossível. Não havia rosto, apenas uma sombra. Com tamanha surpresa, a enfermeira desmaiou e encontramos os equipamentos todos espalhados no chão.
Eu continuava insistindo que tudo isso era efeito de trauma coletivo, mas aí aconteceu comigo pela segunda vez. E dessa vez eu não consegui encontrar explicações. Era madrugada, quase 3 da manhã. Eu estava sozinho catalogando alguns objetos pessoais recolhidos, que eram relógios, fotografias, alianças e Pedaços de documentos. De repente, eu senti um frio intenso subir pelas costas, como se alguém tivesse passado os dedos bem gelados na minha coluna. Eu escutei passos atrás de mim. E quando virei, não havia ninguém. O gerador fazia um zumbido constante, mas eu conseguia ouvir claramente a respiração curta de alguém perto
demais. Eu fiquei parado esperando. O ar parecia pesado, como se várias pessoas Estivessem ali ocupando o mesmo espaço apertado, todas silenciosas. E então alguém falou baixinho, bem perto do meu ouvido: "Eu estou aqui". Mas não era voz de um homem nem de mulher. Era um sussurro sem origem, sem direção. Quando eu contei isso para os outros na manhã seguinte, dois colegas disseram que já tinham sentido algo semelhante, a impressão de estarem rodeados como se As vítimas tivessem permanecido nos lugares onde perderam a vida. No último dia, antes do meu deslocamento de volta, estávamos caminhando para
o alojamento, quando um dos mais novos apontou para o fim da rua. Quando ele apontou, né, todos nós nos viramos para ver e eu vi uma criança com um casaco amarelo parado no mesmo lugar onde antes havia uma avenida. Ela não se mexia, não dava para ver o rosto. E eu até pensei em correr até lá, mas acabei piscando Sem querer e a [música] figura havia desaparecido. Ali, naquele instante, eu aceitei uma verdade que eu passei meses tentando negar. A tragédia foi tão grande, tão abrupta e tão violenta, que abriu algo que não deveria ser
aberto, sabe? como se o véu entre os mundos tivesse ficado fino e poroso. E muito do que se perdeu continuava ali tentando encontrar um caminho. Li, o que você achou do relato? E aí, Né, o relato acaba por aqui, ó. Um beijo, tá? Muito obrigada por enviar mais um relato. Sua escrita como sempre impecável. E eu gosto muito de agradecer, gente, porque eh ela sempre envia vários relatos eh aqui pro canal. É, como vocês perceberam, esse, por exemplo, não aconteceu com ela, foi com alguém próximo, então não era ela que estava lá. Então, ela sempre
envia bastante relatos assim de parênteses. Então, por isso que eu gosto sempre de Agradecer pelo desempenho, eh, desempenho não, não é desempenho a palavra, tipo pela força de vontade de escrever direitinho, de enviar aqui pro canal. Então, eu sou muito grata porque dá trabalho, dá muito trabalho escrever bonitinho assim tudo, né? texto grande. Eh, eu gosto muito de ser grata, principalmente porque eu tenho as mãos lesionadas, então eu sinto muita dor para digitar e tals, para escrever também. Então, eu sempre me coloco no lugar de que eu não conseguiria escrever um texto tipo desse tamanho,
por exemplo, sem sentir dor. É triste, né? Mas fazer o quê? A minha realidade. Então, sou muito grata, tá? por você tá sempre mandando relato. Eh, e assim, gostei bastante do relato, apesar de ser triste, e foi o que eu comentei, né? Um, o assim, não um breve, mas um longo comentário que eu fiz depois que eu li aquele relato sobre Brumadinho. Eh, aqui é a mesma coisa que eu falei na no relato de Brumadinho, né, gente? Quando você tá tipo num carro, num avião, numa coisa assim que você meio que já espera, não é
que você espera, né, mas você sabe que tem ali uma possibilidade. E aí em casos, é como Brumadinho, é esse aqui, né? Eh, é umas coisas assim muito do nada, tipo do nada mesmo. Então, pega as pessoas de uma forma muito desprevenida, muito abrupta, né? foi até o que eh ele barra ela, né, Falou aqui. Eu achei um ponto muito interessante porque é exatamente o que eu penso, é quando a morte vem de uma forma muito rápida, muito abrupta, é muito difícil o espírito assimilar, sabe? Então eu acredito que por mais bizarro, por mais mórbido
que seja, é normal nesse tipo de acontecimento, nesse tipo de tragédia. Então eu acredito que até hoje, né, gente, isso foi em 2011, mas eu acredito que até hoje deve ter um local ou outro Que acontece algum tipo de aparição, né? Porque às vezes nem todos os espíritos eles conseguem ter ali um amparo espiritual para fazer a passagem, o que é muito triste, mas infelizmente, né, acontece. Mas enfim, ó, um beijo, tá? Muito obrigada. E eu nem vou falar. Se tiver mais relatos, manda, porque eu já tenho muitos relatos seus aqui que eu tenho que
trazer aqui no eh no canal, tá? Mas se tiver mais relatos vai mandando aí. Mas eu ainda tenho que Postar todos os que você já me enviou porque são muitos e eu tenho que trazer de pouquinho em pouquinho, tá? Muito obrigada. E vamos para o próximo. O nome do nosso próximo relato eu vou colocar como tragédias, porque a pessoa na hora de enviar ela colocou só os tópicos, entendeu? Tipo, aí não tem como fazer aquele tópico todo seu título. E aí eu vou botar tragédia, tá? Eh, mas é porque ela não colocou o título, senão
eu colocaria sem problema, mas é porque tá Sem título. Bom, vamos lá. Oi, Lili, tudo bem com a senhorita? Espero que sim. Eh, te conheci no Instagram e aí depois migrei para o YouTube e Spotify. Eh, os estudos e todas as eh, os estudos e todos os afazeres são com você, então nunca pare de postar e sempre mantém o Spotify atualizado. Mas enfim, bora, bora mexer o doce e começar o relato. Eh, o meu nome é, deixa eu só ver aqui, ah, tá. O nome fictício dela aqui no relato vai ser Cecília. Ela me falou
o Nome verdadeiro, mas pediu para não revelar. Então, OK. Deixa eu só ver se eu posso falar o nome do lugar. Eu acho melhor não. Então assim, meu nome é Cecília, sou do estado tal, mas moro no interior de outro estado e eu já moro aqui há bastante tempo. Mas bem, eu sempre fui uma pessoa que desde cedo fui ensinada a seguir as doutrinas católicas, fiz catequese e sou crismada no catolicismo. Eu respeito todas as religiões e sempre Que me convidam a conhecer novas igrejas, eu vão de bom eh eu vou de bom grado e
adoro. Eu também. Eu gosto também. E bom, quando mais nova, minha mãe sempre me levava a benzedores em minha cidade, pois eu vivia com mal olhado, o que afetava a vitalidade. Então, era de lei sempre ir e receber uma oração. Em uma das vezes, eu fui ao lar do Senhor R, que eu acho que, né, ela abreviou. Lar do Senhor. Eh, ah, não, não é lar. Eu fui lá no Senhor R e ele disse que eu falei lá, gente, é porque geralmente Centro Espíritas e tudo mais, geralmente tem a palavra lar às vezes, sabe? Eu
já vi vários, por isso que eu achei que era lar. E eu aí eu fui lá no Senhor R. Ele me disse, na verdade, ele disse para minha mãe que eu era uma pessoa muito carregada, pois eu não sabia dizer não. E também por ser por ser muito bonita, eu acabava despertando olhares Ambiciosos. E também revelou que eu tinha o dom da oração. Eu não sei o que isso significa, mas sempre que coloco a minha fé em jogo, as minhas preces são atendidas ou respondidas de alguma forma. Eu acredito viemente no poder de Deus e
também em anjos da guarda. Inclusive eu enviarei um relato sobre isso depois. Mas enfim, uma coisa curiosa me chamou muito a atenção nesse mês. No dia 1o de novembro de 2025, eu estava arrumando a minha Irmã para que ela fosse, né, em uma festa, em uma cidade vizinha. E aí, eh, entre aspas, aqui ela me passou o nome da festa e tudo mais, mas pediu para eu não revelar, é claro. E foi assim, uma festa, é uma festa bem badalada, com várias pessoas e famílias, enfim, uma festa bem grande. E, bom, eu a arrumei e
ela estava aguardando ansiosamente os amigos que iriam com ela. Eles passaram e foram para o tal local dessa festa. Eu fiquei em casa assistindo ali, né, Televisão e tals e acabei pegando no sono. Quando eu acordei, foi por volta de 1 da manhã, fui tomar um banho para deitar na cama e por volta de 1:50 eu comecei a rezar. Iniciou-se então uma chuva subitamente assim, uma chuva subitamente também muito forte e de repente eu tive um sonho lúcido barra uma visão. Eu não sei bem como explicar, mas fique à vontade para substituir, né? Assim, é
sonho lúcido, visão, eu sei como é difícil Explicar. E nesse sonho lúcido, eu via uma multidão correndo, gritando, gente caída, assim, muita, muita tragédia. E isso me deu um aperto no coração, pois eu só pensava naquela tal festa. Levantei arduamente para ligar para minha irmã e ao tocar o telefone, ela já estava me ligando e disse com uma voz assustada: "Cecília, vem me buscar. Está caindo tudo. Por favor, vem me buscar. E eu rapidamente levantei da cama, coloquei ali uma calça, uma blusa de Frio ali por cima do pijama e saí desse jeito mesmo. E
olha, quando o universo conspira é brincadeira, viu? Saindo de casa estava uma chuva muito forte, forte do ponto ali que formava uma correnteza no pátio. E isso que só tinha 10 minutos de chuva. E adivinhe só? O chinelo quebrou. Eu escorreguei, o carro demorou para abrir e assim tudo que tinha para dar errado deu. O chinelo quebrou, eu escorreguei, o carro demorou Para abrir e tudo que tinha direito para dar errado deu. Até que enfim eu consegui sair de casa e descobri que estava a 20 km de distância da festa. Meu coração apertou, mas eu
fui fundo ali na medida do possível, pois pela quantidade de chuva eu também não poderia acelerar muito na na cidade e na rodovia, né, pelos perigos de aquaplanagem e também acidentes. No caminho, eu recebi umas três ligações da minha irmã e em todas elas eu escutava Pedidos de socorro, ajuda, gritos desesperados e agonizantes. Mas eu só pensava em chegar lá. Mesmo vendo várias viaturas, bombeiros, ambulâncias, eu queria chegar lá o mais rápido possível. Bom, quando eu cheguei, eu parei no acostamento e esperei a minha irmã chegar. Graças a Deus, ela estava bem e conseguiu salvar
duas amigas. É uma menina muito esperta. E assim que ela entrou no carro toda encharcada, que eu fiquei sabendo da Magnitude de tudo aquilo. Ela me relatou que a festa estava tranquila, famílias felizes, uma música gostosa, até que do nada começou a chuva e em seguida veio o vento. Pelo que ela contou, o vento passava de 95 km/h, fazendo com que a estrutura que protegia ali, né, as pessoas da chuva, fosse bruscamente levantada, o que provocou a queda dela sobre todos os indivíduos. Começou-se então um grande desespero Para sair daquela situação e querendo ou não,
né, nessas horas, nesses momentos, é cada um por si, pois o instinto de sobrevivência sempre acaba falando mais alto. Então, aparentemente ela saiu carregando ali duas amigas. O seu grupo de amigos se dissipou e ficaram perdidos, mas todos escaparam. Uma das amigas que foi salva tinha acabado de sair ali do meio da multidão e veio se aproximando da minha irmã, meio onde as pessoas foram pisoteadas e elas Desmaiaram, enfim, era onde as pessoas estavam com mais dificuldade de de sair. E um amigo ficou com a perna presa em uma ferragem, mas saiu. O outro foi
pisoteado, pois ele desmaiou e teve que ser internado, mas seguiu consciente. Ele também disse que escutou uma mãe desesperada procurando por seus filhos e que foi uma cena de terror. Quando eles saíram, escutaram, eles começaram, né, a escutar as ambulâncias, os bombeiros, escutavam pedidos de socorro, era gente Sangrando para todo lado, pessoas desmaiadas, gente sendo carregada. Então eles acabaram entrando em um carro de conhecidos e foi onde ela me ligou e esperou a chuva e os ventos darem uma trégua. Ah, interessante. Eles foram inteligentes. Eles entraram dentro de um carro para se abrigar, né? Porque
dentro do carro você não é atingido por raios, por exemplo. Eh, querendo ou não, né? Se uma estrutura cair em cima o carro, assim, se você tiver fora do carro, os Ferimentos vão ser piores, né? dentro do carro corre um risco, mas aí tem uma estrutura de aço ali te protegendo. Então, achei bem inteligente da parte deles. Mas enfim, né? Foi onde eles ligaram e esperou a chuva e os ventos darem uma trégua. E bom, a insidiosa mãe natureza não estava de brincadeira, né, nesta noite e o amigo a trouxe para o meu carro. E
foi então que eu descobri, né, a magnitude do ocorrido, que foi o que eu acabei de mencionar. E alguns Dados dessa tragédia são de que 40 pessoas foram feridas, três em estado grave e ocorreu um óbito. E ah, tá, teve uma parte aqui só para mim que ela pediu para eu não falar. Ai, que foi a forma como o homem faleceu. Ela assim, gente, ela pediu para eu não mencionar porque é uma história recente e a gente sabe como muitos [risadas] muitos espectadores do canal são. Aí vocês podem ir atrás aí, é melhor não, Tá?
Então é só por isso. Não julguem a moça nos comentários. Mas enfim, a estrutura do local ficou completamente comprometida e mais tarde saberíamos a real situação. Bom, aquela noite foi longa, pouco descanso e tentando saber mais sobre, né, as pessoas. E aí eu eu, Cecília, né, tive alguns amigos que foram para a festa, mas saíram ilesos. Outras cidades também foram afetadas, né, por essa tempestade, Causando extremo prejuízo. E por fim, os hospitais que atenderam as vítimas decretaram protocolo de catástrofe, um evento que foi muito triste e traumático e eu sei que muitos vão se perguntar
se não teve previsão, alerta e tals. E sim, Lili, teve alertas de chuva ali para as 22 horas. Justamente por isso foi montado uma estrutura. Mas neste horário em específico não caiu nada. Entretanto, os climas da cidade ali, né, a questão das previsões acaba, né, querendo ou Não, sendo incertas. E semanas atrás era, acho que semanas atrás do ocorrido era alerta de tempestade, tipo, não caiu uma gota sequer. E aí essas, ah, não entendi o que ela quis dizer. Tipo, por exemplo, semanas atrás deu alerta de tempestade, não caiu uma gota sequer. Aí essa semana
era chuva leve e também não teve. E aí no dia de finados, que foi 2/11/2025, que sempre chove, pois acredito ser um dia ali cheio de energias. Eh, Ah, entendi. Resumindo, eh, teve os alertas, mas nos dias que teve o alerta não choveu. Aí, no dia da festa que tava o alerta também, o que que eles pensaram? Como não choveu nos outros dias? Agora eu entendi o que ela quis dizer. É porque realmente é um relato muito recente. Eh, que que ela quis dizer? Tipo, ah, deu alerta, não choveu, não vamos desmarcar a festa. Porque
assim, gente, olhando pelo lado financeiro, dá um [ __ ] prejuízo você Cancelar assim uma festa de uma hora para outra e no final não vim nada, né, a catástrofe. Mas enfim, é, eu entendi o que ela quis dizer. Então, eh, seria um baita prejuízo. As pessoas falariam mal, porque, né, pessoa é um bicho complicado. Fala mal, se cancela, fala mal, se faz. Nada, nunca tá bom, realmente. E eu sei disso, pois eu já organizei festas e sei o trabalho que é. E além disso, os organizadores, na gente não tiveram culpa, pois obviamente não Colocariam
suas próprias famílias em risco notório. Então assim, não é momento de julgar e sim de acolher as vítimas. Mas é isso. Me diz a sua opinião. Será que eu tenho realmente o dom da oração? Será que algo quis que eu visse um futuro? Será que o universo não gostou de ter festividade em um dia destinado aos mortos? Ah, tá. A festa acontecia no dia de finados. Nossa, a gente tem tem um uma um acontecimento que aconteceu, um acontecimento que Aconteceu, um negócio que aconteceu que tipo me marca muito até hoje, vou comentar com vocês. Mas
enfim, eh, você acha que, sei lá, né, por ser um dia destinado aos mortos, o universo não gostou? Bom, não sei, mas vou ler os comentários. Sei que não tem nada de sobrenatural, mas quis compartilhar beijos. Como não tem nada de sobrenatural, tem sim. Eh, aí aquela eh, assim, no início eu tive uma certa dificuldade para achar o PDF porque ela Respondeu o e-mail com o link da matéria, mas é lógico que eu não posso colocar aqui. E assim, gente, eu peço também, escutou o relato? Até porque não tem nada de muito assim, foi uma
tragédia, uma fatalidade, mas eh não tem porque vocês, sei lá, ir atrás e pesquisar, enfim, deixa tu quieto, pelo amor de Deus, porque é um relato recente. Então, vamos saber ouvir e passar pro próximo relato. Mas ela me ela me mandou aqui o link da Matéria e tudo mais, mas é claro, né? Não vou eh não vou. Ai, gente, o que que eu arrumei aqui? Nem eu sei o que que eu arrumei aqui nesse Gmail, mas tá bom. Vamos pro próximo relato. Não, não pro próximo, próximo, porque eu tenho que responder o que ela me
perguntou. Então, eh, provavelmente você tem sim o dom, tem uma uma certa mediunidade. Eu acho que isso fica bem claro, bem óbvio e é Complicado, né? Porque lidar com essas coisas nunca é muito bom, porque não tem muito o que fazer. Igual, por exemplo, você sonhou, foi uma parada que te deixou perturbada. Aí, dependendo de como tá o psicológico da pessoa, vou assim uma situação hipotética, vamos supor que acontece alguma coisa com a sua irmã na festa, aí você teve essa visão, você ficar se sentindo extremamente culpada, sendo que não tem como você fazer nada.
Então, eh, é muito Complicado ter esse tipo de dom, porque é muito difícil saber lidar com isso. E assim, não acredito que você seja culpada, isso jamais, mas a espiritualidade, por algum motivo, queria te eh não te ligar, mas te avisar. Eu falei a palavra ligar porque de repente a espiritualidade pode ter feito você ter esse sonho ruim para você acordar e você eh atender a ligação da sua irmã, porque não sei, né? A gente não sabe os próximos passos do destino. Então, vai que se você não tivesse ido lá buscar ela, sei lá, vai
que eles inventam de pegar aquele carro e sair de lá com o carro, acontece alguma coisa. Então, quem sabe também não foi um livramento você ter, tipo, sonhado com isso. É uma parada que eu lembrei enquanto você falou o negócio, tipo, ah, será que aconteceu porque foi no dia de finados, uma época assim mais, enfim, mais delicada, né, de é assim, espiritualmente falando. Eh, a eu nunca vou esquecer, eu tava acho que era no sexto ano, ou era sexto ou sétimo ano, eh tinha um menino que estudava lá na mesma escola, né, que eu estudava,
inclusive ele estudava na escola e ele morava bem do lado, tipo, da chácara lá da minha família. Então, a gente conhecia a família, eu sabia quem era e tudo mais, só que ele já era mais adolescente, né? Ele devia tá, eu acho que no nono ano assim, saía, ia pra festa e tals. E aí aqui na minha cidade Isso já não tem há muitos anos. Eu assim, não sei porque que não fazem mais. Não que eu iria, mas do nada parou. Mas todos os anos, eh, sabe, sexta-feira santa, a gente muito pesado. Tinha uma festa
que o nome era tipo assim: "A sexta é santa, mas eu não sou". Não, não era assim. Era ai, eu não vou lembrar, mas gente, fazia um trocadilho com a palavra de sexta-feira santa. Eu tô rindo de nervoso porque desde quando Eu era criança eu achava isso muito pesado. Ai eu não vou lembrar agora não, gente. Mas tinha um nome assim. Aí essa festa ela acontecia é na quinta-feira, porque sexta é feriado, né? Sexta-feira é santa, então acontecia na quinta e aí tinha festa, né? Aí teve aqui na minha cidade, né? Como tinha todos os
anos. E gente, ele morreu de um jeito muito feio, tipo muito feio. Eh, assim, ele tava saindo da festa, aí, Tipo, a pessoa acho que tava bêbada, se eu não me engano, eh, atropelou. Foi um negócio assim, eu só sei que não sei se foi o mesmo carro que deu ré ou se foi outro que veio depois, porque isso já tem muito, nossa, isso já tem muitos anos, gente. Eu tava tipo no sexto ano, hoje eu tenho 28 anos, praticamente. Vou fazer 28. e passou em cima da cabeça dele. Eu tô falando mais baixo porque
sempre que eu vou falar alguma coisa muito Pesada, eu não sei porque eu diminuo o tom da voz. Eh, gente, foi muito, muito, muito pesada. E aí eu não sei porque eu ficava com isso na minha cabeça. Será que era por conta de ser uma época, de ser um dia, tipo, o dia que antecedia sexta-feira santa? Aí assim, eu acho que não, né? Mas não sei também. Enfim, e ai, eu não sei o que pensar, mas isso meio que me deixou traumatizada. Então, desde essa época, né, eu lembro que eu fiquei com tanto isso na
cabeça que eu Não, tipo, não gosto, igual questão de quaresma, né? Eh, não dá para respeitar a quaresma toda, ficar tipo 40 dias sem sair e tals, mas na sexta, é no sábado, então até a semana que antecede assim, eu prefiro me resguardar um pouco. Finados também é uma data que não gosto de, tipo assim, viajar porque é feriado, né? Mas eu não gosto de viajar e tudo mais. Nossa, é bem raro. Eu acho que todo finados eu fico em casa. Eu nunca vou para lugar nenhum porque pode não Ter nada a ver, pode, mas
eu tenho comigo que tem alguma coisa a ver. Mas por que assim eu tenho isso comigo? Não sei. Coloquem nos comentários, vocês acham que tem alguma coisa a ver? Porque na minha cabeça tem, [risadas] mas não é que é culpa da pessoa, mas eu acho que é energia, sabe? Acaba sendo propício para coisas ruins acontecer. Mas enfim, ó, um beijo, tá? Muito obrigada, gente. Essa coletânia está ficando gigantesca. Espero que vocês gostem. Vamos pro Próximo relato. Ai, ai, o meu cartão de memória tá até acabando espaço já. Gente, eu acho que esse vídeo vai dar
umas duas horas de duração, sem brincadeira. Mas vamos pro próximo que se chama Tragédia do Gran Circo de 1961. Já, gente, vocês acreditam que eu já fui eh obsecada, já tive hiper foco nesse caso? Eu acho esse caso muito louco, tipo muito, não sei se é por se tratar de um circo, mas enfim. Vamos lá. Eh, a tragédia do Gran Circo De 1961. Olá, meu nome é Ana e esse relato quem conta é a minha avó. Você provavelmente já deve ter ouvido falar, né, do incêndio do grande circo norte-americano em 1961. Na época, minha avó
tinha 10 anos e era aniversário da melhor amiga e vizinha dela, de 11 anos na época. Logo cedo, ela foi para a casa da minha avó para elas brincarem juntas. O pai dela foi junto e trouxe uma notícia que deixou as Duas meninas assim extremamente felizes. Ele disse que iria comprar ingressos pro Gran Circo para todos e que ainda teria a festinha ali na parte da noite. E nossa, a minha avó conta, gente, que assim tinha tudo para ser o dia mais feliz da vida delas. Mas enfim, a amiga da minha avó ficou brincando ali
na casa dela, né, da minha avó, enquanto o pai dessa amiguinha foi buscar os ingressos. Ele chegou meio sem graça, que não tinha Muitos ingressos e que ele só poôde comprar para a esposa, os três filhos e essa amiguinha da minha mãe, né? Ou seja, minha mãe não ia poder ir. Bom, tinha, né, os filhos dele que também ficariam de fora, pois resumindo, ele só conseguiu comprar cinco ingressos e o restante estava esgotado. E ele também só conseguiu para a sessão das 7:30, mas que ainda assim teria festinha. Minha avó ficou um pouco frustrada, né?
Mas tá bem. Teria festinha à noite, então tava OK. Não sei se deu para ver, não pegou. O Jorginho tá tentando bater na inquilina. Oi, gente. Ai, esses dois só Deus na calça. Mas voltando. E mais tarde, naquela noite, minha avó encontra essa amiguinha dela sentada na beira da cama ali da minha avó e ela estava virada para a parede. Minha avó meio confusa, olhou e tipo: "Ué, mas já voltou? Ainda são 8 da noite. Eu nem tomei banho para ir no seu aniversário. E aí essa amiga não respondeu nada e minha avó insistiu. Mas
e aí, você gostou do circo? Foi legal? Só que foi alguns segundos de silêncio, até que essa amiga vira e responde: "Eu não entendi. Eu olhei pro teto, estava tudo pegando fogo. Quando eu fui correr, eu caí e senti uma dor muito forte, sabe, nas costas. E agora eu tô aqui. Cadê minha mãe? Por que que eu falo com Meu pai e os outros e ninguém me responde? Eu fiz alguma coisa? E bom, antes da minha avó responder, entra o meu biso no quarto completamente desesperado, mandando a minha avó pegar as coisas que ela ia
paraa casa da madrinha, pois havia acontecido uma tragédia. E foi aquele eh e foi aquele alvoroço, né, gente? Muitos amigos e conhecidos, infelizmente, se foram. Mais tarde, com muito jeito, contaram Para minha avó que a amiga dela morreu no incêndio. Na realidade, ela tentou fugir, mas foi pisoteada até a morte. Sua mãe e irmãos também. E até hoje a minha avó reza para que ela tenha, né, encontrado seus parentes e descansado em paz. Esse foi o meu relato. Eu espero que tenha gostado. Beijos. Admiro muito seu canal. Ai, que relato triste, né, gente? Eh, eu
acho que assim me tocou porque eu já assisti muitos vídeos, eh, e eu já li Muita coisa sobre essa tragédia, né? Então assim, é um ai gente, é bem triste esse esse esse caso. Bem triste mesmo. Enfim, eh vamos para o próximo. E uma uma coisa que é bem curioso assim desse caso é que sabe essa parada dos ingressos? Eh, realmente no dia que a tragédia aconteceu, o circo, né, ele deu eh lotação máxima, tipo, ele tinha muitas e muitas pessoas além do que era permitido Ter, né? E aí é por isso que ele não
conseguiu comprar os ingressos. Ele só conseguiu comprar cinco. É porque realmente a lotação foi muito muito, mas não foi a lotação que desencadeou, tá? A tragédia para quem não conhece. Eh, assim, a história ela é bem complexa. Tem as pessoas que acreditam, né, que foi o ex-funcionário que ia ter o fogo. Mas quando você pesquisa a fundo sobre o caso Igual eu fiz, você descobre que o dono desse circo já havia perdido outros Circos para incêndio. A lona era completamente parafinada para ela ter aquele vermelho, aquela cor vibrante e parafina, vela, acho que vocês entenderam,
né? Tipo, gente, é a mesma coisa que você riscar fósforo em gasolina, porque é parafina. E quando o incêndio começou, a, se eu não me engano, acho que a trapeista ou trapezista, eu não lembro agora, né? Porque tem muitos anos que o meu hiperfoco parou, como nesse caso, eh, Eles viram o fogo começando lá de cima, sabe? Aonde faz o espetáculo, né? Do eu não sei como que fala, é trapézio mesmo, né? que é lá em cima que eles vão para lá e para cá, tipo um balanço. E aí, eh, tem e eles como testemunha
de que o fogo começou de lá, tipo fiação, né? Fiação mal colocada, mas eh tem a teoria, né, de que foi os meninos. Então, ah, é uma é uma bagunça, então não se sabe ao certo, porque querendo ou não, na época o o menino, né, que trabalhava era um Adolescente, se eu não me engano, mas não foi uma pessoa só não, acho que foram dois. Eles eram pobres, né? Não tinha quem defendesse eles. Então fica aquele ping-pong de quem foi. Então assim, eh, não foi a lotação máxima do lugar, isso não foi. Mas enfim, eu
acho que eu já fiz esse esse caso aqui no canal, tipo, a tipo quando acho que uns 4 anos atrás, mas eu não sei se eu apaguei porque deve ter ficado muito mal feito. Eu não tinha câmera direito, não Tinha microfone, não tinha nada, tinha nem cenário. Eu acho que eu apaguei. Mas se um dia vocês quiserem, eu posso trazer. Eh, eu pretendo trazer alguns casos assim aqui pro canal. Se vocês quiserem eu posso trazer, porque esse caso, gente, eu tive um hiperfoco absurdo, né? Eh, sei lá, eu ficava fissurada nele, aí eu pesquisei muito.
Mas enfim, ó, um beijo, tá? Muito obrigada. Bom, gente, agora nós vamos para o próximo e último dessa coletânia. Achei que não, que não íamos chegar ao fim de tanto relato que eu separei. [risadas] E bom, gente, o nosso próximo e último relato se chama Mistérios da Serra de Aratanha. Vamos ver. É a primeira vez que eu ouço falar desse lugar. Mistérios da Serra de Aratanha. Então, vamos lá. Deixa eu só selecionar aqui direitinho, porque eu tive que passar este relato no chat, mas foi por conta da forma que o meu Gmail abriu, né? Aí
eu não ia entender porque não, Ele não separou por parágrafo. Então vamos lá. Eh, oi, bom dia, Leandra. Eu sou inscrita no seu canal e adoro os seus relatos e você é minha companhia há pelo menos um ano e meio. E bom, dentre as profissões que exerço hoje, sou costureira. Trabalhei até outubro de 2024 como tanopraxista e assim sempre ouvindo relatos e vivências, mas não experiências. Bom, eu sou natural de Fortaleza, que eh que pertence aí ao meu país, Ceará, e Resido em São Paulo por motivo, pelo motivo do falecimento do meu pai em 1993.
Viemos eu e mamãe para nos juntarmos aos outros sete irmãos que já viviam aqui. Meu pai faleceu aos 100 anos de idade e é o meu herói. Ele lutou nas duas guerras e sempre se orgulhava de nunca ter dado um só tiro para matar. Minha mãe e ele me conceberam na terceira idade, então eu sou a última. E o relato que eu vou te contar aconteceu Em 1987 comigo e o meu pai. Não é muito falado, mas no ano de 1983 houve um terrível acidente que envolveu um Boing da VASP, que se chocou com a
Serra da Aratanha, no município de Pacatuba, no Ceará. Esse acidente seifou muitas vidas e entre elas celebridades cearenses, aproximadamente a 15 minutos do aeroporto Pinto Martins. E assim foi uma grande tragédia. Eu sou de 1979, Mas até a década de 90 esse assunto sempre aparecia ali nas rodas de conversas dos adultos e eu ficava escondida atrás da porta ou embaixo da mesa ouvindo. Pois bem, meu pai e eu fomos visitar uns parentes em Ipacatuba e meu pai resolveu me levar para ver, né, local onde encontraram alguns pedaços de pessoas. Gente, mas que ideia, que ideia
engraçada é essa de passeio com criança. Mas tá bom. Ele Ah, tá. Ele ajudou não, mas mesmo assim, gente, meio pesado. Ele ajudou nas buscas e então ele quis me levar até o local. Eu esqueci de relatar, o meu pai, ele é indígena de etnia tapuia. Acredito que seja assim que se pronuncia, senão, perdão, tá? Não sei se é tapuia ou tapuiá. Mas enfim, então conhecia como ninguém as serras e o sertão central. Foi convocado pelo exército justamente para ajudar nas buscas por ter ali agilidade e Estratégia. Mas voltando ao dia do ocorrido, o dia
que fomos visitar o local, fomos ao local onde fizeram ali um simples memorial, rezamos o ofício das almas e isso era por volta das 3 da tarde, a hora, né, da Divina Misericórdia. A intenção dessa indulgência era pelas almas perdidas, pois muitos não foram encontrados. Meus pais tinham devoção às almas e a Imaculada Conceição. Então assim, Rezamos, acendemos ali um maço de velas e quando íamos descer pela trilha, percebemos ali umas pisadas, como galhos quebrando e algumas vozes dizendo tipo: "Olha, eh, tem alguém aqui, vem, tem alguém aqui." Assim, nós ficamos parados, mas não com
medo. mais atentos. Só estávamos nós dois, né? Então poderia ser perigoso, poderia ser alguém querendo fazer alguma maldade. Mas ficamos ali parados escutando, né, essas vozes. Até que Percebemos mais pessoas que apareciam atrás das árvores. Elas ficaram paradas olhando para a mata, como se elas não percebessem que nós as víamos. E as vozes ali continuava, sabe? Eles continuavam conversando, tipo, como se tivesse contando alguma coisa, tipo, tem mais dois aqui, olha, tem mais gente aqui. Então, naquele momento, eu e meu pai nós entendemos que ali provavelmente deveria ter pessoas perdidas, que por alguma Razão, né,
os corpos foram achados e acabou meio que passando batido. Então meu pai disse alto: "Irmãos, sei que podem me ouvir. Fiquem calmas. Eu prometo voltar aqui e procurar por vocês. Prometo uma missa e juntar vocês aos outros que estão no Parque da Paz. Esse é o cemitério onde tem uma cova coletiva, pois muitos não foram identificados, então foram todos enterrados juntos. Assim que ele terminou, três velas se Apagaram assim do nada. Então, reacendemos com a oração da Salve Rainha e seguimos de volta para casa. Eu fiquei curiosa, mas assim, não consegui falar nada naquele momento.
Meu pai tocou no assunto e falou: "Você viu, minha filha? O que aconteceu foi a representação da vida mal resolvida. Muitos ali ou não aceitam, ou pior, não sabem que já passaram para o outro lado. Você pode não acreditar, mas a vida ela continua do outro lado. Bom, nós descemos, né, a serra e no outro dia o meu pai chamou o delegado, que é amigo dele, e com a ajuda de mais quatro homens encontraram ali em volta três crânios e ossadas equivalentes a três pessoas. Já em fase de húmos, que é quando a ossada vira
parte do ambiente. Leandra, até hoje nessa serra é possível encontrar destroços desse avião. Ah, e só para relembrar, né? Lembra que três velas apagaram e nós reacendemos? Então eles encontraram três corpos. Finalizo aqui esse relato. Tenho outros envolvendo assuntos sobrenaturais, desde a Tanato, né, até a minha vida cotidiana. Hoje eu cuido da minha mãe que vai completar 93 anos em novembro. Um beijo, Lili. Até o próximo. Então, ó, um beijo. Esse relato foi enviado ano passado, então a sua mãezinha já completou 93. Então, um feliz aniversário atrasado para ela. Eh, que ela possa ainda viver
muitos e bons anos aí ao seu lado, ao lado de toda a Família. E nossa, uma coisa que eu achei muito interessante é que, tipo, tanto o seu pai quanto a sua mãe tem muita saúde, né, tipo, pela idade. Eu achei isso, eu acho isso muito legal. Eh, famílias assim que tem, parece que é no DNA, não sei explicar, uma longevidade, sabe? Eu acho interessante. Enfim, ó, um beijo, tá? Muito obrigada por ter enviado o relato. E é aquilo, né, gente? É, foi um acidente feio. Então, Eu acho que foi ontem, não sei se foi
nesse nessa coletânea ou se foi em uma outra que eu até comentei isso com vocês, né? É sobre quando não acha o corpo, né? Eu acho que foi no início da coletânia, porque essa coletânia tá tão grande que eu acho que foi outro dia que eu gravei, mas eu acho que foi na no primeiro relato que foi sobre Brumadinho, né? que que eu comentei que eu acho que quando a pessoa o corpo da pessoa não é encontrado, né, eh ela tem Uma dificuldade maior de fazer a passagem, né? Então acredito que esse ritual de você,
né, velar a pessoa, fazer ali a cerimônia do enterro, eu acho que ajuda muito na passagem. Então esse caso, né, esse relato aqui meio que comprova isso que eu falei, né, esse comentário que eu fiz. E interessante, né? E que bom que vocês conseguiram de alguma forma ajudar. E é isso, gente. Chegamos ao fim dessa coletânia imensa, gigantesca. Espero muito que vocês Tenham gostado. É, deixa aí nos comentários, né, o que que vocês acharam. E é isso, ó. Um grande beijo. Tchau tchau.