o segundo a Federação Nacional de Educação e integração dos surdos afenis estima-se que existam mais de 40 mil surdocegos no Brasil as barreiras na comunicação com esses sujeitos podem resultar em isolamento Como superar os desafios e orientar os estudantes nas escolas esse é o nosso assunto de hoje está no ar o educação e E aí Olá meus convidados são a professora do Instituto Benjamin Constant Doutor em educação Rafaela looper Tina a professora de tradução e interpretação em libras na Universidade Federal de São Carlos em São Paulo Fernanda falcoski e o servidor público técnico tradutor intérprete
de libras do Colégio Pedro Segundo Tiago da Silva quero começar agradecendo o Tiago que tá aqui com a gente vai fazer né a leitura de libras veio como voluntário vem nesse grupo como voluntário aqui para ajudar a gente nesse papo que é tão importante sobre esse assunto que pouquíssima gente conhece e que eu vou confessar para vocês que sempre foi assim uma curiosidade muito grande a questão da comunicação porque a gente pensa assim poxa uma pessoa que não enxerga a pessoa é que não que não que não houve como é que é essa comunicação E
aí eu queria que vocês começar assim explicando queria que a Rafaela começar explicando o que que é surdo cegueira que parece que é muito simples quando a gente ouve a expressão né quando a gente ouve a palavra mas não é tão simples assim lá Rafaela não é primeiramente queria agradecer ao programa por abrir esse espaço para um tema tão importante que a gente precisa cada vez mais conversar sobre está pronta então a Sobre a Cegueira o principal que eu gostaria de falar para você ter é que não necessariamente tudo isso pego ele vai ter uma
ausência total da visão e da audição é a combinação da perda da audição da Visão porém pode ocorrer em diferentes níveis pode ser uma perda parcial então a tinta listrado tiver com resíduo visual e o vendido resistivo mesmo assim ele vai ser considerado subir pego desde que ele tenha uma perda Em ambos os sentidos existem substantivos que tem perdas totais da audição da Visão mas a grande maioria tem resíduos auditivos e diz lá hum entendi mas existem casos você que você conhece casos no Brasil enfim registrados de Total cegueira e Total surdez existem vários estados
no Brasil que tem o Instagram total né foi uma luta muito grande para subir cegueira chegar nesse contexto de nomenclatura que é hoje né que assuntos cegueira escrita todas juntas tem esse realização tem separação tem ser surdo e pego e sem teres tem é mais cri a cortina surdocego tudo e cegueira esta esse esse caminhar para cima de cegueira chegar nesse momento é uma forma também de existe mais eu conhecer como uma deficiência única dessa forma o fim do cego por quê Porque assim porque eu tô te falando como leiga a gente sabe eu até
quero entrar daqui a pouco nesse assunto que nem sempre a pessoa nasce naquela condição a Gisela adquire a gente sabe que toda deficiência enfim qualquer coisa nossa vida ele pode nascer com ou adquirir e você me falou dessa luta de unir uma palavra só não botar não tem isso em surdos cegueira porque isso e esse caminhar né das paredes mas tão da surdocegueira como uma deficiência única foi Porque durante muito tempo Era essas piadas né E E com isso é muito de estudante tudo escravos acabavam tendo incluídos em classes para surdos ou classe para as
pego a gente tem que entender que os surdos externo precisa de uma educação diferenciada do estudo e do cego ocorrer cegueira eu quero outro comparecimentos outras formas de comunicação e como você já se alimentou muito bem as cores cegueira pode ser congênita ou adquirida oi oi Célia com o exame essa pessoa nasce sobre pega ou se ela de piria a sua cegueira antes de ter uma forma de comunicação oral ou gestual e a subir cegueira adquirida é quando a pessoa já chegou e já escutou ou sorte gostar escutou e ao longo da sua vida tornou
Esse estudo e pega Fernanda que acompanham essa alguma coisa Fernanda vou te fazer uma pergunta difícil você quer acrescentar alguma coisa eu te dou te fazer a pergunta por favorzinho assim para ficar bem claro essa questão do que a Rafaela falou vocês conhecem papel celofane né aquele papelzinho transparente Imaginem A surdez como sendo o vermelho e a cegueira sendo amarelo quando a gente junta esses dois a gente tem uma nova cor que a laranja isso é a mesma ideia das frutas cegueira né então por exemplo A surdez o amarelo a seguir o vermelho quando eu
junto os dois eu tava porque a laranja Essa é a ideia da surdocegueira né Então na verdade é entender que esse sujeito se ele for para uma instituição de surdos necessariamente ele não vai ter um atendimento para parte visual que ele necessita ou se ele for uma escola de cegos ele não vai ter o atendimento auditivo que ele possa então é por isso que a gente tem que entender que é uma outra coisa e não a soma né então a gente acha assim ah eu sei libras e braille ou sem trabalhar com o surdocego não
talvez ele nem vai usar em uma dessas duas coisas então é saberá algo da Dilma das áreas que você entende da terceira e quando a Rafaela falou dessa desse caminhar que nós estamos né a gente utiliza o mês de novembro de cada ano como o mês de conscientização das Tribos cegueira a gente chama que é o Novembro brancos vermelho que são as cores que nós utilizamos então por exemplo a bengala de um surdocego e ela vai ter listras com as cores vermelho e branco porque para indicar que além da ciência visual por estar com uma
bengala ele tem uma deficiência auditiva então talvez não vai adiantar eu chegar do lado dele e tentar me comunicar e perguntar você quer ajuda para fazer essa rua eu tenho que saber como que eu vou perguntar porque talvez não vai se falando né perfeito Fernanda isso é tão importante a gente saber porque você deu um exemplo agora eu sempre falo educação ele não é um programa de sala de aula ele é um programa que fala sobre educação e educação tá na nossa vida desde que a gente nasce até hora que a gente morre e é
muito interessante você fala isso porque a nossa sociedade não está preparada para um monte de coisa a gente não tá preparada para a morte para perder as pessoas né a gente não tá preparado para lidar com as pessoas que têm que sejam diferente da gente e E aí a gente não tá falando eu não tô falando só de deficiência né a gente sabe de tanto preconceito de muita coisa mas com a deficiência fica no entanto uma vez uma entrevistada me falou que assim você não sabe se você se aproximar Se você tá dizendo para ele
que ele não é capaz e aí você como cidadão fica sem saber me aproximo não me aproximo se eu me aproximo como eu me aproximo porque eu já já contei isso uma vez uma pessoa um cego me pediu ajuda na rua para atravessar e eu peguei-a pelo braço para atravessar ele falou assim não me carrega não deixa que eu seguro o seu braço então se são coisas que a gente tem que aprender porque o mundo é composto de pessoas as pessoas são diferentes Muitas pessoas têm surdos cegueira e eu não sabia uma coisa que você
me fala agora é de olhar então na rua uma pessoa que tem surdocegueira vai estar com uma bengala com listras vermelhas é isso é assim que a gente se identifica brancas e vermelhas ela assim ela se intercalam né gente tá os gominhos né da bengala não vai ser branco o vermelho resistente não é toda a população que vai ter esse tipo de bengala porque quantas vezes cada classe de cegueira é pouco conhecida dificilmente nós encontramos uma empresa a nível de Brasil e Produza Bengala branca e vermelha eu já tô pensando no valor quer dizer a
questão não é nem o valor em si a produção também que não existe não não quer o quê que eles fazem a coned tem essa luta as pessoas com surdocegueira confeccionam a sua Bengala Elas compram uma branca que é vendida e pintam ou qual a qual Então ela cita né vermelho porque porque quando elas forem para Rua a pessoa vai ver que vale né como a gente tá sempre divulgando espera-se que a pessoa entenda daqui a pouco ela tem que se aproximar mais perto de um ouvido tem um jeito de se aproximar e falar então
são pequenos o que vão fazer toda a diferença né então como Rafaela falou de que a gente tem grau de surdez cegueira então o que que é mais com hoje que a gente vê muito na rua é a pessoa que tem vai para a visão e deficiência auditiva então é uma pessoa que consegue sair sozinha na rua embora não É aconselhável a consegue sair então se você encontra uma pessoa com essa deficiência com essa questão de uma baixa visão em uma deficiência auditiva na rua tiver um carro hoje cê sabe né o trânsito tem tanto
as intercorrências uma calçada que quebrou a ninguém avisou é um poste que caiu enfim são tantas coisas você enxerga essa Bengala você pode dar um auxílio né então você querendo não vai estar interferindo na vida da pessoa mas é para o bem dela então é por isso que a importância da gente vê acorda Bengala eu queria que você geralmente a gente fala assim bastante em teoria e também e aqui no programa e comecei assunto muito pulsante sempre tem pouco tempo aqui na educação que é um lado positivo porque a gente traz as pessoas de volta
com outras novidades mas é fica aquele gostinho de quero mais então quero aproveitar o máximo de vocês aí nesse sentido eu acho que se vocês dessem uma exemplos práticos de como vocês trabalharam os alunos claro que Resumindo mas mostrando pra gente assim só para clarear a nossa mente o caminho que Vocês encontraram para chegar até esses estudantes então eu pedi a Rafaela tiver algum exemplo se você Fernanda tiver algum exemplo assim que venha na cabeça que foi assim o mais desafiador e como é que vocês conseguiram aí chegar a esse estudante e eu acho que
eu acho que eu vou começar Rafa pela aquela Nossa organização a gente fez um combinado por exemplo embora me Rafael a gente trabalha com as duas possibilidades congênita é adquirida o meio campo de pesquisa é a colheita e o campo de pesquisa dela é adquirida né então querendo ou não embora circule nos dois espaços eu preciso no mestrado eu precisei sobre a comunicação da congênita e no doutorado agora sobrou sorvete nação então é o meu Campo Maior de investigação Eu acho que o grande foco da surdocegueira congênita é a gente está forma de comunicação então
por exemplo aquela criança eu comecei lá quando eu comecei a trabalhar eu tinha um menino que sabe estava e só formas de comunicação dele era o pistão quero não quero tô com fome tô com sede quer sair daqui qualquer coisa então começa a nomear as coisas e da significado acho que esse é o principal Desafio na surdocegueira congênita a cidade nome você significado que acontece a criança que te dá um tapa ela não te deu um tapa porque ela quer te machucar ela te deu um tapa Possivelmente que ela tá querendo te dizer alguma coisa
e você não reconhece ou então o menino e quando bota a língua para fora tá dizendo que tá com sede né então é reconhecer Esses códigos vamos dizer assim e passar a nomear então por exemplo você começa usar objetos para dizer tá com sede olha garrafinha aqui então da garrafinha para criança você começa a combinar concreto depois você passa para o sinal de água você vai dando uma comunicação para esse sujeito Eu acho que o grande foco ali é o estabelecimento da comunicação então só dos essas coisas que eu te falei do beliscão ou da
água são tudo coisas que aconteceram eu desistir já um é que no caso você já vivenciou você já teve alunos completamente surdos e completamente cegos fé É sim uma criança que eu inclusive ainda acompanho ele desde os 6 anos e hoje ele tá com 15 Já são nove anos que eu acompanho Ei quando eu conheci ele ele só era carregado um carrinho de bebê 16 anos só no carrinho de bebê então a gente teve que iniciar o processo do caminhar o processo de usar sapato o processo da alimentação o processo da comunicação é um foram
com ele era mais ainda porque eu não todos os aspectos ele não enxergava nada nos segue né que ele ainda vi ele não enxerga nada e não escuta nada como é que a comunicação dele Fernando ele a gente ainda tá usando objetos então por exemplo tá no momento do tomar água a garrafinha cervejinha comigo acho que é o único o exemplo que eu mais uso na vida garrafinha oferece a água oferece a garrafinha agora vai fazer o pato né porque ele Oi Érica então ele reconhece tudo e ele se orienta no mundo por meio do
tato seria isso isso isso é os áudios de Atos concretos para cada situação tá no momento de ir no banheiro lavar as mãos por exemplo você oferece uma toalha criança toca na toalha a Claro não é do dia para noite né então vai ter todo um processo vai demorar tempo até que ele entenda aqui toda vez que ele vai ao banheiro ele pega na toalha antes então toda vez que ele vai tomar o lanche Aí usa o pega no prato antes toda vez que tá na hora de tomar banho sei lá é o sabonete então
ele vai começar significar os objetos e as ações e também tomar as iniciativas Rafaela qual foi o caso assim que bata assim na sua cabeça agora é o mais desafiador e antes de falar sobre isso a bateria tá de complementar um essa parada Fernanda sobre o aluno com surdez e cegueira congênita é claro que a principal mensagem é que nossas cegueira congênita esse trabalho de antecipação de antecipar o que vai vir é o mais importância principalmente para criança que é surda e cega total né E se dá a garrafa esse da toalha esse objeto que
vai antecipar para criança que vai acontecer ao invés de simplesmente se locomover ela dá para o banheiro o para crise na esse objeto interno como Promessa de antecipação Perfil completo de comunicação como ele segue congênito costuma demorar mais do que consulta o cego adquirido que o segundo estragou adquirido é aquela pessoa que tem uma memória visual tem uma memória digestiva e eu já tenho uma forma de comunicação você pode apresentar ele traz elementos que vai ter pode apresentar para uma nova forma de comunicação ou para ampli a forma de comunicação é sobre as formas de
comunicação é tão as mesmas produto mistérios adquirido do conjunto da diferença é que o estudos pegam congênito na moda das vezes ele vai iniciar e vai descobrir a forma de comunicação com o professor ou com protetor mediador profissional que atua diretamente com sobre tela com a gente enquanto o guia intérprete é o profissional que atua diretamente com sul do estado adquire formas de comunicação e a língua de sinais passo ali prestacio que é muito idade da principalmente por cima dos estragos que o primeiro perderam a lição e depois da Visão um tem a língua de
sinais um campo reduzido que é a língua de sinais que o interlocutor do intérprete o professor fica numa distância menor de cima de cego e Estudos pego tem um resíduo visual e aproveita esse resíduo visual para enxergar o cenário que o outro está fazendo então mantém uma distância melhor e evita fazer sinais tão amplos um campo visual tão amplo faz sinais no campo mais reduzido e mais próximo do sul de terra Então essa fórmula você tá falando aí de uma série de técnicas né que caramba o professor natural normalmente não têm E aí eu te
pedi o caso mas como eu falei a gente sempre tem pouco tempo e aí a gente o que é mais importante da gente levar para as pessoas Então eu acho que uma coisa importante que eu tenho que te perguntar eu perguntar também para a Fernanda é o seguinte e é vamos botar por terra o estigma de que o surdocego não aprendi eu queria que vocês falassem a respeito disso que o professor chega em sala de aula caramba eu tenho aluno surdocego como é que pode se aluno vai aprender nada então é uma coisa que a
gente tem que falar que então Vamos por partes vamos falar primeiro disso porque eu acho que isso é um assunto Esse é um assunto muito importante da gente abordar aqui no programa em concordo não é tudo stelo pode aprender tudo pode tudo só precisa se adaptar e se preparar para receber esse aluno né quando o professor recebe um aluno surdo e cego dentro de sala de aula é o ideal seria que ele se veste também o profissional guia-intérprete outro do mediador na escola que ele pudesse receber esse profissional para estar nas e com ele na
forma que ele desce aula para os outros alunos e se perguntando numa escola regular ele desce aula para os outros alunos e o guia intérprete para surdos a grande querido e o chuta mediador para solicitar um exame de um café perto para poder transmitir a mesma informação que o professor está passando para os outros alunos mas a gente sabe que nem sempre a escola disponibiliza ninguém testes ou instrutor mediador na sala de aula às vezes demora um pouco para chegar né a gente está caminhando nesse sentido mas o professor tem que acreditar sempre que aquele
aluno vai aprender e pode aprender sabe não pensar que ele não vai ser capaz porque na maioria das vezes é a questão realmente da comunicação E principalmente tentar descobrir se ele tem algum resíduo objetivos ele tem a é porque de repente eles tiveram resido visual trazer ele para uma primeira carteira para ele fazer uma leitura labial pode ajudar bastante aí professora evitar falar de cortes para ele falar de frente para ele para que ele possa fazer uma leitura labial Professor falar mais devagar mano tô na sua mais alta você perceber que o aluno Não tem
rede de visual o Zap de um material adaptado em Braile já correr atrás de material adaptado Braile Então esse conhecimento do possível as medidas que esse aluno tem pode ajudar muito nesse processo educacional enquanto não tenho de intérpretes onde produtor mediador em salas de aulas que seria ele a portinha de entrada né uma brecha para que essa comunicação se Estabeleça é isso é agora é qual é o que vocês acham que é o principal desafio porque parece óbvio né a estabelecer a comunicação é esse o principal desafio Qual é o principal desafio de um professor
Fernando já tá dizendo que não é porque era ouvir então você Fernanda nem vou completar pergunta para ouvir mais de você falar eu acho que o primeiro desafio e é acreditar primeira coisa acreditar antes da gente pensar em qualquer desenvolvimento acreditar no potencial do nosso alguns né então é isso isso serve para qualquer criança você tem que acreditar que seu aluno pode desenvolver é a primeira coisa a segunda coisa é está disponível para aprender né porque a gente encontra Professora a gente aprende muita gente não ensina só a gente aprende muito então quando a gente
tem esse aluno na sala de aula a gente tem que se colocar disponível para ele as ver se você não precisa ser muito conhecedor na área mas se você tiver disponível você vai buscar as formas Você vai aceitar o que os outros vão te dizer eu acho que a primeira coisa porque se a gente fica fechado a gente não deixa com que as coisas aconteçam então as vezes algumas simples jeitinho de explicar uma um toque diferenciado que a gente vai fazer com que o nosso aluno aprenda não na surdocegueira o primeiro desafio a entender que
existe subsistência o meu celular uma forma mais geral porque o que que acontece hoje que é o nosso grande desafio eu digo nós que acha que é de todo mundo que trabalha na área das por seguirem na área da Educação é fazer com que as pessoas saibam que essa angústia existe eu acompanho muito as amigas né Eu sou do Rio Grande do Sul mas atualmente eu moro em São Paulo por conta do doutorado Mas então eu vivo hoje nesse universo São Paulo e Rio Grande do Sul muitas crianças não são aceitas na escola porque porque
a gente tá falando aqui de um público que normalmente a questão visual e auditiva mas a gente tem muitas crianças ali que vão ter uma sonda gástrica que vão ter uma questão às vezes até de oxigênio vão ter uma traqueostomia elas vão ter outras questões associadas a essas surdocegueira elas não são cotados tempo um parênteses aqui porque as escolas são obrigadas a receber aceitar Os alunos não existe issues e é para receber os alunos e educadores educação a gente infelizmente ainda usa educação inclusiva porque é um pleonasmo nem a educação tem que ser inclusiva inclusiva
é para todo mundo só para fazer os parentes e pessoal em casa lá no a escola não recebe não recebe mas tá indo contra a lei nós vamos lá firme isso vai dói a gente ouvir isso que a gente sabe né eu faço um doutorado em Educação Especial então assim a gente sabe dessa dessa questão todas as leis nós temos leis desde a constituição federal de 1988 e vão dizer que é obrigação do Estado né oferecer a escola a educação só que eu tenho muitas famílias muitas que eu acompanho e que as crianças não são
aceitas na escola porque porque daí vão ter essa questão vamos supor de traqueostomia Meu Deus como eu vou ter uma criança com surdez cegueira e com traqueostomia dentro da minha escola o Ceará cantando na vida a gente se adaptar tudo eu quero fazer uma pergunta que eu super importante é pessoal que está assistindo fala assim caramba eu posso vir a ter um aluno assim ou tem um filho assim eu conheço enfim é um dia em que locais por exemplo na Internet vocês dariam assim dicas para as pessoas irem esses locais na internet visitar buscar material
que internet a gente sabe que é o mundo e nem todo mundo tem aquela coisa de pesquisar e encontrar logo a fonte né da informação então vocês podiam deixar algumas dicas aqui para as pessoas procurarem ouvirem outras experiências enfim receberem dicas porque a gente aqui não vai dar conta de tudo né nesse tempo que a gente tem e sim eu e a Rafaela a gente faz parte do grupo Brasil né o final desse dele é esse aqui daqui a pouco as pessoas enxergam e não sabe o que que é o grupo Brasil é grupo Brasil
de apoio ao surdocego e a múltipla deficiência sensorial a sede dele em São Paulo mas a gente tem representação em todos os estados brasileiros Este grupo tem site e Facebook são postadas muitas informações paralelo a isso a gente tem é vinculado mas o nome é diferente nós temos um canal no YouTube que se chama desvendando o universo da subir cegueira temos vídeos da Rafa né que participa nesse famosos maravilhosos aconselho pessoal aí assistir que simples e fácil de entender não é aquela linguagem rebuscada e a gente a gente faz um Bicho de Sete Cabeças é
uma coisa tão simples né e uma coisa que eu queria falar também está no finalzinho vou passar depois eu tava para Rafa infelizmente é que a gente acha que as coisas são maiores do que elas são e o professor fica querendo assim não porque eu tenho que enviar conteúdo nele porque eu vou encher com Deus me nele Mas ele tem um problema de surdez ele tem problema de cegueira ele é surdo cego como é que eu vou enfiar Aquele bando de conteúdo gente vamos pensar eu acho que a missão desse programa aqui também é pensar
o que é educação para você é saber a fórmula de báskara ou é ser um ser humano autor da sua história com o máximo da sua independência de trocar de evoluir né de transmitir receber de ter uma produtividade na sociedade no coletivo na colaborar na colaboração que a gente sabe que a gente só existe nesse mundo por conta disso então acho que a gente tem né Às vezes uma visão e o professor fica é que eu vou ensinar matemática para ele e vamos entrar em contato com esses ser como é que a gente se comunica
com ele e como é que a gente troca com ele eu precisava muito falar disso aqui porque eu imagino que seja e que já bateu em mim quando eu era professora eu pensava assim que era para comer que deve ser imagine eu com 17 anos pensando nisso como é que eu ia ter um aluno assim não recebi nenhum aluna nessas condições mas era algo que me me deixava muito angustiada então A ideia é de se eu falar um pouquinho mais aqui é para tirar essa murcha sabe não tem que ser pesado Rafaela suas considerações finais
a gente já estourou o tempo mas o assunto merece que o tempo seja estourado Obrigada tem muito importante essa fala eu acho que o principal é a gente permitir se aproximar do sobre pego Se ele vier tocar nossa boca tocar o rosto deixar de fazer o que né e essa permitir estoque as pessoas procurarem saber mais sobre a forma de comunicação entender que os obstáculos estão aí estão querendo cê sabe lidar mais estabelecer relação entre a cidade são as questões mesmo fora dos muros escolares que tem me tirem se comunicar mais câncer de pele se
aproximar eu acho que essa é a principal mensagem que eu queria passar permite que ele é leve a mão muito solicitados precisam desse toque em banca de garganta então permitir essa aproximação é fica essa dica tá Fernando a Deus do canal no YouTube do Brasil as pessoas que tiveram que ele para familiares profissionais e queremos muito agradecer esse espaço ou eu falei ela de Rafaela e quando você fala assim a gente permitir a gente se é bem que quando a gente se abre a Universo de experiências de trocas de humanização que a gente tem que
entender que quando a gente humanize contribuem na humanização do outro a gente está se humanizando também o dia que a gente entender isso que cada um de nós sentir-se em cada pedacinho do corpo gente eu acho que aí aí a gente vai chegar no lugar bem gostoso De estar de conviver volta em mais ao programa já conversei inclusive com Rafaela em off que quero trazer você mais vezes aqui Rafaela vocês todos convidados para a gente falar desse assunto e desmitificando e crescendo e a gente ia evoluindo junto construindo junto Muito obrigado um beijo grande para
vocês parabéns pelo trabalho e sucesso o nosso programa fica por aqui na segunda-feira que vem tem muito mais as nove horas da noite educação se você não se envolver não rola momentos de paz olá la la E aí E aí E aí [Música]