Esta semana no conversas com meio Thiago Gomide Thiago que é autor agora de Amor ao Rio esse novo livro dele mas fundamentalmente o cara que tá por trás do canal tá na história no YouTube no Instagram no tiktok no Quai um dos sujeitos que melhor consegue popularizar nas redes sociais a história do Brasil a história do mundo o Thiago não só tem essa habilidade imensa de contar história como ele tem uma quantidade Muito grande de reflexões sobre sobre polarização E como que se conta a história para um público amplo num ambiente de polarização como é
que você consegue fazer essa costura entre popularizar e ao mesmo tempo jamais perder a profundidade você sempre muito curioso Você sempre muito divertido sem nunca deixar de ensinar o thago tem essa característica ímpar que é nesse debate constante entre jornalistas que contam história historiadores O Thiago é Jornalista e Historiador e pô o cara tem 3 milhões de seguidores nas redes sociais né não é pouco e não é à toa porque porque ele é bom vem [Música] comigo Thiago gid finalmente cara me perdoa não perdoa por como diria me perdoa por te traires me perdoa por
me traes Cara eu já queria ter vindo aqui há muito tempo o seu canal eu eu eu assisto mais no Instagram do que no tiktok o tá na história é de longe uma Das minhas coisas favoritas em todas as redes sociais eu realmente acho Espetacular o trabalho de divulgação de história que você faz eu não tenho nem roupa não mas mas tem tem tem não tenho mas eh eu que tenho que agradecer Pedro imagina acompanho você eh Há muito tempo sou um um admirador da tua da tua luta pela democracia pelo teu jeito de pensar
enfim tô aqui me perdoa eu tava rodando o Brasil ah estudando trabalhando e divulgando os parques naturais é uma Nova paixão minha é esse país que se borda a partir dos parques e agora enfim consigo ficar com um pouquinho mais de tempo no Rio eu eu eu quero falar sobre os parques naturais mas eu quero começar por aqui Claro amor ao Rio seu novo livro pela Editora Senac tal com selinho tá na história é é uma grande o que que é esse livro esse livro é uma grande caminhada pelos últimos 100 anos do centro da
cidade do Rio de Janeiro né uma cidade Que foi capital da Colônia do Império da República uma cidade que viu o centro viu um apogeu e viu uma queda drástica você anda hoje em ruas do centro até me arrepio você anda em ruas do centro hoje um centro que eu tanto amo e você percebe um cemitério de de Comerciantes um um Ah uma desilusão completa sobre o futuro e é esse centro que eu trago para esse livro mostrando que paraa lá nós temos que olhar com extremo carinho e não de Maneira superficial para um espaço
que representa muito a trajetória histórica não só do rio mas do nosso país Então vai ter aqui bem no estilo tá na história vai ter aqui ah da Fé aos Bares da Boemia até até o comércio até as Grandes Lojas a imigração fazendo parte dessa ONU brasileira que é o centro da cidade do Rio de Janeiro onde todos se misturam de uma maneira única é um livro que tá em Diferentes capítulos trazendo as facetas do centro da cidade do Rio e sempre com muito amor agora vem cá Tiago e você fala que é ao longo
de um século esse centro Foi muitas coisas muito diferentes ao longo de um século el dependendo de onde que você começa essa história ainda tem o Morro do Castelo [ __ ] é o o Morro do Castelo era o Rio de Janeiro né era o Marco maior do Rio de Janeiro até que ali no início da República entre os an anos 10 e 20 Decidem tirar o o o o morro e sair aterrando o que vai começar a ser o o Aterro aí você tem uma decisão importante que era um centro muito de cidade Colonial
portuguesa com ruas estreitas tal e nessa eles abrem ali a a Avenida Central que hoje é Avenida Rio Branco para fazer um Bulevar francês né aquela coisa da primeira república de vamos fazer a capital europeia da América do é né Eh e aí vem o Getúlio que abre ainda mais espaços tem tem o o o palácio Gustavo Capanema que é o primeiro prédio Modernista que é lindo aliás é mas tem abertura também da Presidente Vargas tem aquele centro um centro que vai se transmutando antes de chegar a a a esse período agora Eduardo pais que
a Praça Mauá começa a voltar que o porto começa a volar e esse período também tem um momento em que sobem a Perimetral e Separam o centro do Rio durante algumas décadas do mar que é uma coisa que para cariocas de muitos séculos foi inimaginável esse centro vai se transmutando e vai sendo coisas diferentes o tempo todo ao longo desse século né Pois é eh para você ver e ainda tem um grande problema né você tem a mudança da capital onde você pega esse tinha esquecido você pega esse centro e faz assim Vapt tem um
capítulo especial sobre isso Contando os Bastidores da saída da capital e o olhar dos Comerciantes para isso pedra é cruel é cruel eu não tenho absolutamente nada contra Brasília tenho carinho por Brasília mas a mudança da capital ela foi inacreditável sob a perspectiva também do Comércio porque aquelas pessoas viram do dia paraa noite claro que gradualmente tudo ser dilapidado aquilo que elas tinham de Freguesia de uma noite da dia paraa noite já não deveria ter mais muitos Se mudaram para Brasília porque foram acompanhar o progresso brasileiro Você tem uma cidade também que acaba sendo o
centro político eh de um debate sobre Regime Militar sobre ditadura o centro É fital nesse momento tanto em 68 Ah nós temos ali o a a Candelária e também a Cinelândia como dois polos de debates é esse centro que vai sendo realmente modificado H com os fatos políticos que acontecem em Brasília agora quando você fala Realmente que tem muitos centros no Rio de Janeiro o centro do Rio é gigantesco né E quando você fala da da abertura da da Presidente Vargas meu velho a Presidente Vargas a abertura dela na década de 40 primeiro Acontece uma
loucura que só no Rio de Janeiro que derrubam não é só no Rio de Janeiro mas essa proposta só poderia vir daqui derrubam uma das igrejas mais bonitas do Barroco Brasileiro que é a igreja dos clérigos né uma obra de Mestre Valentim E aí na falta na comoção da população que que será que vai ser mestre Valentim que é o alejadinho do Rio de Janeiro é o alejadinho escondido né as pessoas não sabem que é um gênio do tamanho do alejadinho que era aqui exato e E aí na dúvida pela comoção Eis que um governante
tem uma ideia falou pera aí vamos tirar essa igreja da presidente vagas e vamos levar para outro lugar aí perguntaram pro cara como estudaram isso hein e até tentar vamos Botar umas rodinhas embaixo da igreja e vamos transferi-la de lugar como se fosse transferir uma igreja de obviamente não deu certo arrebentaram a igreja e tudo sumiu inclusive as obras do próprio mestre Valentim Ah é mesmo essas igrejas derrubadas no Rio de Janeiro para essa para esse avanço é são muitas né E a gente tem o que você bem disse nós temos um rio português nós
temos um rio que queria ser francês e nós temos um rio que Para muitos é Tratado como menor que são os rios das favelas dos morros aqueles que que que estão vivendo no centro ou que se mudaram pro centro para viverem perto dos seus trabalhos aqui tem muito disso mas nunca vai ter o centro completo pois é Vem cá como é que me conta um pouco mais muito no centro Pedro deixa eu de você Eu já eu já andei mais eu eu tô eu me descolei muito do centro na última década por é Porque porque
ficou longe vazio olha só porque ficou longe vazio eh com três filhos eu deixei muito a boa isso embora a minha Boemia tenha sido sempre predominantemente uma Boemia de B Gávia tá eu sou cria do Basto Gávia eu sou da geração do Baso Gávia e tem dos boêmios cariocas da Zona Sul tem uma fase ali nos anos 80 que é uma fase baixo Leblon Uhum E eu sou da geração seguinte que pega nos anos 90 quando o baio Gávia começa a Bar ainda eram Sagres ainda eram outros bares tal eu nunca fui muito de samba
de música ao vivo Então isso é uma coisa que sempre me atraiu pouco pra Lapa eu vou pra Lapa eh pro circo voador para ver show de roque aí eu vou entend aí eu vou mas aquela coisa daquela vida de Rua da Lapa e eu sempre Vivi pouco eu trabalhei no centro eh e quando eu trabalhei no centro eu Eu frequentei muito o centro eu Almoçava no centro eu passeava pelo Centro eh eu frequentava muitos cebos do centro todos os sebos do centro a estante virtual tirou a a coisa de ficar garimpando em cebo porque
a gente acha com mais facilidade os livros né olha é não Sem dúvida nenhuma estante fez isso não só estante agora também tem outras né mas você sabe que é uma experiência absolutamente Bom você sabe disso é uma experiência totalmente diferente o que Eu também proponho num livro como esse na verdade na minha obra quando você fala do do tá na história eu agradeço o carinho é mostrar que as pessoas eh eu eu sigo o meu grande patrono João do Rio uhum ah refletindo que a rua a praça o lugar do encontro um flaner né
Eu sou um flaner eu sou um Andarilho dia desses eu tava gravando dia desses nó já temos 2017 para você ver como é que o projeto já tem bastante tempo e às vezes vira e todo mundo acha que nasceu anteontem Eu tava gravando com ainda gravava com pau de selfie e no meu mestrado Tem uma parte que eu escrevo sobre a pedagogia do pau de selfie acho muito importante se você quiser depois eu falo um pouco sobre isso e e eu tô com pau de selfie eu gravava com pau de selfie não gravava com celular
tão perto não sei o que gravava com uma câmerazinha pequenininha que enfim aquelas maluqui E aí você tá do meu lado um morador de rua tinha tomado todas e sentou do meu lado na Praça São Salvador já era noite aí Eles sentam ao meu lado el que você tá fazendo eu falou tô contando a história de quem eu tava contando a história do Flávio de Carvalho uhum quando ele atravessa a Paulista de saia e horroriza a sociedade como é que um homem pode estar andando de saia em plena avenida Paulista foi apedrejado Flávio de Carvalho
enfim grande nome do teatro grande nome das Artes e tava contando isso E aí chega um determinado momento ele falou assim e e toda hora ele falava não vou lá pegar uma aguinha e eu vi ele pegando uma cachaça e voltava tomava um gole voltava mas ele tava respeitando o cenário ele tava respeitando a cena E aí lá pelas estas ele Pergunta assim [ __ ] bicho quem é você cara eu falo eu sou um Andarilho ele um Andarilho com pau de selfie eu Falei custa R 10 esse pau de selfie r$ 1 falei quer
que eu te venda isso é a cara de alguém que tá vivendo tá tentando viver as interações mais distintas do mundo na rua com as dificuldades cicatrizes que nós temos então a estante virtual é super legal comprar na na internet é super legal mas ir ao contato de um Livreiro ao Pode parecer romantismo mas isso também vai bordando as nossas trajetórias ir ao contato de um CEO interagir por exemplo Você vai ali no beringela p t entende tudo de livro Você às vezes vai com uma ideia de obra e volta com outra e isso para
mim é importante na no no que eu faço tanto no que eu escrevo tanto no que eu gravo é você viver a rua mesmo com todos os seus desafios não mas isso é uma coisa muito interessante porque você vamos vamos vamos dar um passo aqui não não não vamos dá um passo aqui atrás a gente tava conversando antes de começar a gravar você é formado em Jornalismo e em históriaa história o o que que aconteceu aí eh Por que que você foi pro Jornalismo e o que que você descobriu no jornalismo que você descobriu que
você queria fazer história também Pedro o meu maior Coach é a conta de luz tá então portanto é o seguinte eu vou onde eu acho que eu vou sobreviver tá certo mas é é um método interessante mas é um método brasileiro e real não tem sonho eu sempre Dio isso muito claro para quem me segue assim não existe o Sonho dourado eu não sou um homem com herança rico que vai atrás de mostrar as belezas do Brasil eu sou um apaixonado por esse país pelas suas eh pelas seus detalhes mais amorosos mas também pelas suas
cicatrizes que são importantes serem mostradas eu faço Jornalismo e faço história porque sou absolutamente apaixonado por comunicação e educação no meu caso em especial pela disciplina e história começo como Jornalista mas ainda no jornalismo eu a gente tem que decidir uma faculdade muito cedo cara é demais demais 17 anos Isso daí não existe não existe eu fiz TRS anos de engara Pois é não e não tá errado Talvez isso tenha sido incrível para você é enfim mas graças a Deus você tem condição financeira para ter feito TRS anos de engenharia tem gente que não pode
errar não era meu caso tá mais ou menos eu tive que trabalhar para caramba Mas tudo bem ótimo Beleza Pedro Nós dois somos dois abençoados tivemos condições de chegarmos E falarmos quero fazer isso quero fazer aquilo a maioria não tem cara você sabe disso verade então com 17 anos eu tava na dúvida entre história e jornalismo fui para Jornalismo e foi muito legal porque eu comecei com 17 anos sem estagiário do jornal pasquin 21 aquela turma alguns que sobreviveram do pasquin ou seja tive um contato diário com Jaguar com Ziraldo com com com milou Milor
menos mas miloura ainda é é Fernando Sabino Enfim uma turma [ __ ] você estagiar com 17 anos super bacana altera tua vida né nada na nunca vou encontrar uma redação como Aquela jamais não ponto o jornalismo vai me dando uma coisa que a história não me daria que é esse contato intenso com a rua isso daí é o jornalismo que me dá o jornalismo me permite como Repórter por exemplo ah com todo o carinho que eu tenho a estúdio Mas eu sou um homem da Rua ele me faz estar em contato com o inacreditável
com o o repente e a hisória depois porque quando eu já tô com uma determinada idade eu falo pera aí pera aí eu vou me formar em história vou fazer uma faculdade vou entrar no mestrado vou fazer um mestrado em história e eu eu eu tenho que ter isso na minha trajetória porque é aquela parte dos 17 anos e também porque eu queria Muito e a história me deu outras coisas que o jornalismo não me deu como por exemplo um cruzamento mais profundo de fontes Às vezes a gente não tem tempo no jornalismo de cruzar
as fontes eh me deu uma sensibilidade maior à academia eh mesmo com todos os desafios que se tem eh me fez uma coisa que o jornalismo às vezes perde me fez ser um Cara extremamente focado no no no na lupa e às vezes no jornalismo a gente não tem condição disso ainda mais hoje com redações menores e numa velocidade gigantesca né então esses dois acabaram se casando e eu pelo menos acho que tô evoluindo na minha vida a partir desses dois dessas duas sabedorias te respondi você me respondeu mas eu quero ir um um um
um um pouco não sou péssimo entrevistado não tô achando não Eu sou péssimo às vezes Eu faço uma interpretação fal [ __ ] eu deveria ter respondido você é ótimo entrevistado eu sou péssimo entrevistado não para com isso não não não tá péssimo não pelo contrário acho que uma conversa mas mas é um bate-papo é a gente Vera não tá com água aqui mas chope né ia ficar mais interessante principalmente em direção ao final da entrevista mas vem cá eh tem a polêmica tem a a a discussão tem tem uma turma na história que não
Gosta de jornalistas que não são formados na história escrevendo sobre história o o o o que tem uma coisa um pouco de ridículo porque você não tem nada o que fazer né E os livros são escritos são publicos caros Azar o seu se você não gosta mas ao mesmo tempo tem um argumento ali ah não mas tem coisas que você aprende na história que estudando história que o o jornalista não tem como é que você lida com com essa discussão com esse debate Olha esse debate nunca chegou a mim você acredita nunca chegou mas talvez
por eu ser formado em história eu seja preservado pela pela academia mas eu tenho uma um um um debate um encaminhamento sobre isso importante eh se a gente chegar e aí temos que trazer uma caminhadinha um pouquinho mais profunda né se a gente chegar ali no comecinho do século XX finalzinho do século XIX começo do século XX ou seja nós temos muitos jornalistas que Escreviam sobre a história né E muito historiadores hoje utilizam esses jornalistas inclusive como fonte ver a fazenda para começar aqui no Rio de Janeiro né Monte é mas aí você vai elencando
eh até porque as coisas meio que se misturavam né o ser jornalista era escrever no jornal exato e você podia ser advogado é isso isso e se você pensar de maneira mais e eh bastante sucinta Dom Pedro I foi jornalista e Assim vai sendo as pessoas escrevam em jornais era e ainda é um prestígio você tá ali emanando as ideias Ah nós sempre tivemos um país onde as pessoas debatiam sempre não mas pelo menos últimos 200 anos debates intensos a partir da Imprensa eh inclusive com Dom Pedro I tendo que se posicionar não como Dom
Pedro I e utilizando figuras anônimas eh e nós temos que entender o seguinte se um Jornalista ele quiser fazer uma Faculdade hoje de história ele pode entrar numa qualquer Universidade de esquina e ele vai se formar em 4 anos 5 anos em 10 anos sei lá quanto tempo ele vai se formar se for isso que dá ele a permissão de escrever sobre história ferrou nós vamos chegar e vamos ter livros aos montes onde a academia não vai poder questionar porque ele fez uma universidade de história não é isso que eu penso o que eu penso
é o seguinte o livro que tá sendo lançado Por esse jornalista ou pode ser por outro pode ser por um advogado tá tá botando jornalista pode ser um advogado pode ser um médico pode ser um um um pode ser um sei lá um bombeiro um enfermeiro uma enfermeira uma médica enfim um um qualquer pessoa que não seja uma historiadora eh esse livro essa obra tem consistência ela é uma obra que para o princípio que ela foi lançada ela ela consegue realmente atravessar os Embasamentos históricos ela segue um cruzamento de de de opiniões ela consegue defender
o ponto de vista aí a gente entra num segundo capítulo que eu acredito que é mais interessante para os meus pares historiadores que é a gente entender também que essa matéria é uma matéria de todas é uma matéria que é dada na escola é uma matéria que as pessoas se apaixonam e é uma matéria que muitas das vezes quando a gente cria guetos a gente Afasta E aí permite que muitas outras pessoas surjam com obras fantasiosas Exatamente porque não teve a conversa porque não teve uma questão amistosa e é dessa maneira que surgem negacionismos Absurdos
uhum como não teve holocausto como não teve escravidão como a vacina e eh vai te transformar em jacaré ah ou coisas do tipo é isso eu acho que esse é um ponto interessante e na verdade mais do que isso eu acho que esse é um ponto importante eh eu eu vou te dizer como é Que eu encaro quando eu escrevo livro de História eh isso é jornalismo científico história é uma ciência e existe um um um um trabalho que é feito pelo jornalismo de divulgação de ciência desde o início do jornalismo Então o que eu
faço ali é pegando os estudos mais recentes eu saio eu sou rato de ler paper de historiador eh paper artigo tese mestrado tese doutorado tudo mais aquele todo de giro cito tudo evidentemente Mas tento contar aqueles troço de uma forma a alcançar um público mais amplo possível eh em grande parte porque eu não sei exatamente de onde que vem isso talvez de uma de um certo pendor mais pra academia francesa do que para Anglo saxã mas os historiadores brasileiros os que produzem mais e com mais qualidade tem algum problema com texto escrito que eles só
querem escrever para Si Eles escrevem mal ou escrevem mal no sentido de se o seu objetivo for alcançar um público mais mais geral Mais amplo Então o que acaba acontecendo com cara a produção de historiadores no Brasil é espetacular e não chega não sai da academia não sai da academia Isso é um problema eu acho que é um problema particularmente no momento que a gente tá vivendo hoje porque eu eu tenho uma tese eu acho Que nunca comentei com você mas que eu acho que é um troço sobre o qual a gente conversa muito pouco
que é o seguinte regimes contam uma ideia de país se você vai pra primeira república a primeira república tinha aquela coisa meio eugen né precisamos branquear o o o o Brasil precisamos tornar o Brasil a gente estava conversando sobre isso uma uma Europa nos trópicos eh e este é o caminho pra modernização do do país eu não acho que a primeira República tenha sido de todo ruim e foi uma democracia Oligárquica mas foi uma democracia bastante equivalente às outras democracias que tinham no mundo e e e houve a criação mais formal de um estado BR
Funcionários Públicos tudo mais tipo um troço que o império não tinha entregue a primeira república deu um jeito deu uma organizada no Brasil que era preciso organizar agora era aquela coisa tinha aquela história para contar aí vem o estado novo aquele Periodo Zinho de transição ali entre 30 e 37 mas quando chega o estado novo ele já conta uma outra história não nós somos um país que é feito pela mistura das três raças temos trabalhadores que estão fazendo a modernização do país né trazem os Operários que viviam em greve na primeira república trazem ali e
tal e e e começa a gente começa a ver bandeira do Brasil o Getúlio começa a trabalhar a ideia de futebol como e é um um esporte meio que definidor do que que Brasil é Tal e o o o o samba ganha relevância quer dizer tem uma outra história que é o que que o Brasil é o que que nos faz todos nós o que que faz de todos nós brasileiros o que que faz da gente compatriota o que que nós temos em comum a a a república entre 45 E 64 tem uma coisa bem
modernizante né Brasília mas ao mesmo tempo uma coisa internacionalizando do Brasil a Bossa Nova a copa do mundo a Marta Rocha né com as duas polegadas aquelas coisas Todas Cane Brasil ganhou com o o pagador de promessa a a a Palma de ouro em can fum quer dizer é é aquela coisa de e arquitetura brasileira que é uma arquitetura reconhecida internacionalmente e passa a ser mesmo eh então é uma coisa de um Brasil que vai pro mundo um Brasil que se mostra pro mundo cada vez mais se internacionalizando tal a ditadura também conta uma história
de Brasil ela meio que faz um resgate ali daquela e Coisa do do estado novo vem aquelas disciplinas né moral e Cívica e o SPB eu não sei se você tem idade para ter pego e eu eu costumo brincar se a gente discute sobre Dom Pedro a gente acaba com a idade nós eu não tenho idade para ter pego mas eu conheço alguma coisa desse traçado pois é pois é eh eu estudei essa coisa e e a coisa de os militares de Fato muito no centro da história da República tal eh trazem um pouco uma
coisinha Eugenista de volta eu lembro do meu livro de USB de Assis num bico de pena aquarelada com umas bochechinhas rosas que era uma graça eh tudo mais e a Nova República tem um problema gigante a partir de 85 que é o seguinte a gente tá passando Eu tenho convicção de que nunca o estado brasileiro entregou tanto pro brasileiro quanto na Nova República nunca tantos brasileiros em tanta quantidade foram beneficiados foram alçados à classe Média foram eh tiveram sua vida concretamente melhorada como na Nova República com os imensos defeitos que tem e no entanto a
Nova República jamais cuidou de contar uma história de Brasil eu acho que muito da crise que a gente vive hoje é que que o Brasil é E aí assim que você abre espaço para coisas como o Brasil paralelo que falsifica a história e no entanto conta uma história muito bem e e e e envolve as pessoas e quanta ali uma versão de Brasil Entendeu de coisas patentemente falsas como existia o risco alto de uma revolução Comunista no Brasil em 1964 é por isso que a revolução foi importante tal Car é cheio de coisa assim Uhum
E e esse troço é um troço possível tempo vendo não eu tenho acho que é trabalho meu e porque isso é formação de Geologia entendeu isso isso é formação de bolsonarismo isso é o olavismo tá é é é o o olavismo que eles tiram daqueles livros eh do Olavo desse tamanho e transforma em filmes que são agradáveis de ver e são muito bem construídos Tecnicamente eh as histórias são muito bem contadas e e e e e com fatos eles misturam fatos reais eles personagens reais eles misturam com eh uma distorção zinha aqui uma falsificação ali
tal e e costura uma outra ideia Brasil se você vai pro Brasil das cidades médias que é um Brasil que eu frequento muito centrooeste Sudeste Sul Principalmente é a maneira como as pessoas se informam a respeito do Brasil e então por isso que eu acho que trabalhos como o seus são fundamentais que é a gente urgentemente precisa popularizar a história contar a história do Brasil porque uma das a coisa fundamental que um regime precisa ter e e que a Nova República não tem é uma ideia de Brasil é uma concepção de Brasil a gente tá
numa disputa a respeito de como que a gente conta História Porque também tem o lado da esquerda né e é com a coisa mais identitária e é uma uma releitura de como que a as três raças ou os três grupos étnicos se se encontram e como é que esse relacionamento se dá porque agora parece também que eh nunca houve relação foi uma coisa sempre de confronto foi uma coisa Sempre negativa tal quando simplesmente é misturado é mais complicado é mais E o ponto que eu tô fazendo aqui essencialmente e e eu sei que eu já
me alonguei demais não imagina Mas é que a gente tá urgentemente precisando falar sobre a história do Brasil e o que que nos fez sermos quem nós somos e a partir daí começar a tirar conclusões a de quem a gente é sabe vamos lá é uma fala extensa mesmo vamos começ não pode seruma vamos começar pelo começo você falou sobre tese de dissertações eh Realmente são muito complicadas de ler você precisa ser em alguns casos não em todos tem pessoas que fazem teses dissertações eh cada vez mais próximos a um leitor eh menos afeito a
esse tipo de de leitura mas a suas extensa maioria é realmente segue e eu entendo a academia que cobra que siga os ritos ah de uma entrega de um de um de um trabalho final de Mestrado doutorado eh eu também leio muito eu me considero Um um clínico geral no melhor dos Sentidos Ou seja eu não eu sou um a minha especialidade é é em uma educação voltada para formação então a história Ah eu tenho que tirar meu chapéu todas as vezes por que que tá 20 anos estudando um assunto 30 anos claro né axa
a bola entenda que tem uma pessoa ali produzindo e eu sempre cito isso é positivo ã para mim porque eu também me baseio em pessoas muito sérias o que fortalece meu trabalho Mas concordo o Historiador ele precisa cada vez mais refletir sobre a importância dele est em contato com a praça com a rua com as pessoas que estão atravessando os mais diferentes cantos falar com os seus não vale quando eu escrevo um livro quando eu faço um vídeo eu sei que a minha mãe vai me elogiar ela me ama mas isso não é o suficiente
isso não é o suficiente eu não escrevo para ela eu escrevo para para para para quem tá agora Atravessando a rua é para essa pessoa que eu faço vídeo é para essa pessoa que eu pego e e e e e estou trabalhando quando você fala sobre Ah enfim grupos diversos produzindo conteúdos que sejam [Música] eh que uma balinha OB tô com a vontade dear uma balinha eh grupos diversos que falam que não sei o quê que que os olhares são muito muito viciados Eh Eu também passo e vejo alguns desses vídeos você falou do Brasil
paralelo tem muitos outros e diferentes matizes né Uhum alguns muito bem feitos outros enfim eh entendo o o o tempo gasto ali o tempo investido eu não tenho esse tempo mas eu eu não é que eu não tenho esse tempo esse tempo não não faz parte da da do que eu estudo eh então a luta pela pela pela narrativa Como dizem é uma luta que não é de hoje é uma luta secular né quando a gente tinha o Brasil que nascia o que tentava nascer Republicano e o Brasil que era Império por Se você pegar
os jornais de 1870 que eram as redes sociais ali o pau estancava né eram e as narrativas mais mirabolantes possíveis inclusive paraa assinatura da Lei Aurea você seja eram defesas que faziam voltas e Voltas e Voltas e até hoje conseguem convencer Qual o papel que eu acredito Nosso Pedro o meu papel ele não pode ser um papel de trazer também a história que as pessoas estão acostumadas a a entender eh os grandes figurões eles já estão aí o que talvez a gente deixou de entender é que a história composta por todos é composta P aquela
figura que agora poxa tá dirigindo um ônibus é composta por aquele cidadão que agora tá fazendo uma cirurgia por aquela moça que tá pegando e e passando em um concurso e É por isso que seu foco aqui são os Comerciantes né e é nesse caso sim e e eu sempre vou trazendo grupos que na maioria das vezes não estão grupos que não estão nos Palácios porque o poder dos palácios eles são muitas das vezes interpretados como sendo de um ser que é o presidente o governador o prefeito ou um senador e a gente sabe que
isso daí não é verdade Ele tá ali com a caneta na mão mas muitos assinam por ele muitos um governador não Gere um estado seja ele Qual for de maneira única Então essa história que eu promovo é uma história que vai trazendo recortes de pessoas que são muitas das vezes invisíveis e isso eu acho que falta em todos todos os trabalhos que eu vejo de todas as matizes é enxergar que nós temos uma composição de pessoas que não são valorizadas pela história pelos historiadores ou por Muitos historiadores eu acho que é aí que eu Entrego
perdão eu acho que é isso eu acho que a gente eh a gente perdeu e aí falo de maneira acadêmica né Nós perdemos a rua quando a gente deixou de olhar pros nossos de olhar pra gente mesmo e a gente ficou numa coisa magistral ah a história do Brasil ela precisa ser contada e ela precisa ser bem contada porque senão meu amigo é um aventureiro toma a mão você tem um canal Super Popular em em em em duas redes que são particularmente difíceis eh Instagram e tiktok difíceis porque maior parte das pessoas TM uma profunda
dificuldade de contar uma história fechada em 90 segundos né Eh tiktok permite 90 segundos também tiktok para mim permite 10 minutos 10 minutos mas é demais não não faz sentido eh como é que você como é que você trabalha essas redes então primeiro entendendo que cada rede tem sua Particularidade aí você pensa Então as duas Diferentemente penso e também mas nem sempre dá claro né Nós não somos uma mega empresa sou eu quando eu eu subo vídeo eu gosto de ter esse contato também outra característica eu gosto de ter o contato com quem me segue
Uhum Então eu respondo às mensagens Ah poxa Thiago você não respondeu sim são 10.000 respostas 10.000 interações eu consegui responder oito [ __ ] tá bom mas eu sei o que a pessoa tá sentindo eu sei por onde Foi assim que eu tirei alguns vídeos algum algumas alguns caminhos de vídeos ã que pais e avós pediam para mim que eu não fizesse e eram um contingente considerável isso daí alterou e as minhas escolhas editoriais para ver o quanto que os seguidores eles têm um peso eh não So você poderia dar um exemplo Claro prostituição eh
eu não falo mais no Instagram de casos envolvendo mais 18 porque Ah usav assim é uma característica de quem tava fazendo aquela rede de quem tá seguindo tá na história naquela rede Vê com o neto ver com filho é um momento de ver com o filho de ver com aí eram muitos assim foram centenas de pedidos fal poxa não precisa ou bota no YouTube que é mais 18 aqui a gente não tem condição de botar mais 18 aí eu falei [ __ ] é isso então o seguinte se você quer ver um conteúdo mais 18
você vai Ter que ir no YouTube do na história entendi é é menor de maior de 18 anos só ali menor e crime eu aviso logo no começo olha isso aqui envolve crime Então e o Brasil é lotado de crimes uhum isso vai gerindo uma confiança também do meu público comigo penso em conteúdos exclusivos para cada plataforma não dá para botar todo dia todos os dias sobem dois vídeos em todas as plataformas Muitos são repetidos né ou seja vai em todas mas Muitos são exclusivos para cada uma exatamente para fazer com que o público atravesse
essas plataformas saia do Quai onde a gente tem sei lá 300.000 seguidores e vai até o Facebook onde a gente tem 600.000 e eu respeito todos que me seguem independente da plataforma 60 segundos ou 130 ou 1 minuto e 30 ou 10 minutos Pedro eu fiz durante muito tempo 10 minutos eram vídeos muito precisos assim eu gastava um latim Imenso para explicar perfeitamente o passo Imperial e os meus alunos me ensinaram Foi um aprendizado em sala de aula com os testes ao vivo que isso não valia para o meu jeito de comunicar eu tava dando
uma aula eu dava aula no Andros eu dava aula de patrimônio e eu era presidente da Rádio Roquete Pinto que fica na Praça 15 fica num prédio que exatamente tá em cima do Passo Imperial da da alérgia E era uma Aula final da aula eu falei pô e patrimônio não sei o que e falei e deixa eu pegar a webcam aqui para mostrar para vocês aquelas telas todas fechadas meninos de 15 16 anos no máximo 17 todas as telas fechadas não sei nem o que eles estavam fazendo ali estavam dormindo não sei quando eu abro
e pego a câmera e mostro onde é o passo Imperial falo olha aqui que foi assinado Leal aqui que fez é um fenômeno que acontece as telas abriram assim PR aí eu [ __ ] Professor aí que aconteceu isso pô aí teve um garoto chegou e falou assim desce aí pra próxima aula grava um vídeo pra gente sobre esse lugar aí eu falei [ __ ] aí desci gravei um vídeo de 7 minutos fazendo uma contextualização obviamente e você falar sobre o passo Imperial um vídeo de 3 horas não daria né um vídeo de 7
minutos Era bastante condensada aí eu mostrei no final da aula seguinte para aquela turma falou ó fiz um vídeo Aí sobre o passe Imperial a os meninos e meninas falaram assim pô Professor tá grande [ __ ] tá grande 7 minutos tá grande aí por Pedro fui andando aí na outra aula fiz um de seis um de cinco fui indo não se o que até o momento que [ __ ] eles falaram assim você não precisa falar do Dia do Fico dia da Abolição é o o aniversário de de de fulano é a festa que
não sei o qu divide [ __ ] Divide faz um sobre o Dia do Fico um dia sobre a chegada eu falei [ __ ] que é isso aí fiz uma pílula quebrei aquilo tudo parei de editar parei de de remendar porque vi que não era remendo desci gravei o vídeo de um minuto minuto e 10 sobre a chegada da família real Olha a família real chegou por aqui aqui não sei o qu P pá com meu jeito que sempre foi assim mesmo com os vídeos de 10 minutos eles eram enérgicos E na rua muitos
deles botei E aí fui lá na sala de aula botei para eles verem aí eu fui aprovado pros meus alunos el falou não é isso daí agora tá bom não tinha YouTube shorts tava chegando na no Brasil tiktok eu falei vou subir nessa [ __ ] vou ver qual é e bateu será 500.000 views em 3 horas ou seja é educação Salvando Aí eu falei é isso achei uma forma que dentro da minha precariedade pô se você pegar Os primeiros vídeos do tá na história é por mais que eu tivesse condição e já tivesse vestido
em câmera sou eu com um celular quase com uma câmera precária um microfone agora a rua o cruzamento a maneira e e do imprevisível tudo que eu gosto tudo que eu vivo e tudo que eu gravo desde a época que eu era moleque quando eu ia pra televisão quando eu tive tive programa no Canal Futura quando Ou seja a minha vida sempre foi na rua e aí eu fui transformando isso em Vídeos de até 1 minuto 1 minuto e 10 hoje ah eu acho que eu consegui eu apanhei muito Tap Pedro e apanho muito porque
você fala assim você condensar um texto em 50 segundos você chegar para uma pessoa que estudou um um um tema durante 40 anos e fala Olha me resume isso daí em 50 segundos ela ela não consegue nem pensar como começar né então eu também tenho uma vantagem do meu desprendimento dos temas eu não sou um romântico eu Olha aí o jornalismo me dá isso eu sou um cara calculista para poder resolver aquele texto você isola uma pílula ali e com a facilidade de um Legista não tenho zero coração porque eu sei que eu vou dividir
em duas e não vai ter parte um parte dois porque o que eu me especializei em stor e Ou seja eu vou ter um começo naquele vídeo um começo um meio e sempre um fim não vai ter olha veja a parte dois para você não você pode chegar ó na parte Dois eu vou falar sobre o Dia do Fico os meus alunos me ensinaram na parte três você vai falar vai vai ter então fiz uma série que bombou muito chamado bruxas no Brasil primeiro descontextualizado contextualizando essa ideia de bruxa né quebrando essa ideia de que
de bruxa né e mas mostrando casos de mulheres que foram acusadas de bruxaria no nosso país é uma série gigantesca uma série de 10 Episódios e que bateram Sei lá acho que Algo em torno de 6 5 milhões de visualizações eh a tentação de fazer um vídeo contando sobre todas era gigantesco porque você vai atravessando casos inacreditáveis só que começo meio e fim para cada vídeo e sempre pensando numa linguagem que todos entendam isso não é diminuir a inteligência do outro isso é fazer uma coisa que a comunicação e eu tô sempre nesse nesse paralelo
a Comunicação nos ensina quando você comunica mal o erro não é de quem atende é de quem fala como é que é a sua evolução de processo vamos começar por equipamentos Hoje hoje eu adoro isso Pedro hoje você eh não só grava com o a a câmera de selfie ali na sua cara como você ainda bota alguém para te filmar gravando né eu faz um quase como um plano e contra plano ali né É É mostrando shero Mas você diz que começou com pau de selfie e com uma com uma Câmera que não era necessariamente
um celular né não era uma era uma GoPro nem era GoPro era uma posso falar marcas Pode claro era uma polaroide de uma que a polaro tinha lançado eu o o tá na história nasce comigo morando no Acre eu tinha um programa no Canal Futura eh vou falar de equipamento mas rapidamente para contextualizar eu sei que seu público vai gostar ou pelo menos você vai gostar de ío eu Eu saio do Canal Futura e vou Morar no Acre mas nesse finalzinho de canal futuro eu ia eu tinha um projeto assim eh que tava muito na
minha cabeça que era gravar ah reportagens com pau de selfie isso não era para diminuir os os H os diretores de fotografia os repórteres cinematográficos hipótese alguma era utilizá-los como como apendices eh importantes como ah segundas câmeras mas eu estar mais perto do fato sem aquele aquela coisa mendrot Adora de uma câmera gigantesca né você que a gente tá que tá acostumado mas é é mendrot adora ainda mais para crianças por exemplo que eu fiz muita reportagem eu acho que a minha área da reportagem sempre foi uma uma área educativa eu sempre achei aquilo muito
motador para uma criança de sei lá 5 10 anos 15 anos você chega com uma câmera gigantesca que p o pau de selfie é uma realidade para todo mundo acho que não sei mais se usa tanto pau de self hoje Mas [ __ ] era isso e todo mundo vê o pau de selfa porque no camelô perto de casa vende e a 10 prata Talvez hoje um pouquinho mais caro não sei como é que tá o preso de self mas sempre foi acessível né então qual era a minha ideia era um repórter ele tá com
uma câmera mais perto e uma segunda captando com mais qualidade é a distância pegando os detalhes pegando interação do repórter não sei o que um jeito diferente de Fazer reportagem que eu ainda não tinha visto no Brasil e nem fora na verdade na verdade tinha uma uma uma televisão Suíça que eu gostava muito que alguns repórteres usavam o pa self mas não da maneira que eu tava pensando mas enfim eu achava que isso fazia sentido só que eu saí do Futura quando eu saio do Futura eh saio do Futura me tiram do Futura né Eh
eu eu falei [ __ ] Cara eu vou fazer isso daqui para mim Eh bom vou vou fazer isso porque a minha cara eu vou começar a tentar fazer isso mas antes de experimentar eh eu tava no Acre discutindo com Fernanda minha esposa falei p não o projeto tem que ser esse cara já quase me formando em História e [ __ ] eu tenho que ir pra rua eu preciso fazer um um projeto que seja esse a gente precisa ter um um projeto desse aí até achar o nome pô Demorou não sei o quê Tá
na história eu fiz vários experimentos no Acre em Rio Branco os o o piloto na verdade nasce em Assis com pau de selfie numa viagem anterior onde eu fiz o piloto mas os primeiros vídeos do Tana história como canal no YouTube são no Acre comigo testando a rua colocando câmera dando distância enfim apanhando para caramba e aí eu acreditava que câmera tinha que ser aquela que era mais profissional Eh aí depois eu entendi que isso não ia funcionar e fui PR Polaroid que era uma câmera pequenininha e depois fui pra GoPro que era um pouquinho
maior e sempre no pau de selfie sempre no P de selfie quando é que vira isso quando eu falo cara não dá para eu ficar e não dá para eu ficar com essas câmeras que eu não tenho facilidade rápida de edição me formei fiz curso no SENAC para fazer Senac para fazer Premiere ou seja virei eu fui estudar edição passei um Longo tempo estudando edição mas eu fi P essas câmeras são muito pesadas ainda para mim assim é eu sozinho não manejava bem eu perdi um pouco do foco eu falei pô o melhor hoje é
o celular sem sombra de dúvida hoje o melhor disparado é o celular para mim E aí que eu vou para o celular então nasce como uma câmera grande entro pesado nessa questão de pod selfie com câmeras menores e finalmente vou para o celular construindo um um um tripé hoje permite eu ter uma segunda Câmera e essa segunda câmera ela em lugares quando eu tô viajando para fora é a Fernanda minha esposa quem faz mas aqui no Rio de Janeiro em especial é um grande assistente que eu tenho que é taxista Ah que legalist a sua
cara isso é taxista e é formado em câmera em em em fotografia não sei como é que como é que fala mas é e ele faz a segunda com várias narrativas foram ele foram foi o Marcelo Fernandes que que que revelou para mim então eu escuto muito também os Temas são debatidos o meu editor é pastor evangélico O meu pesquisador é abstêmio e eu gosto disso sabe nós temos na nossa equipe pesquisadores que TM eh deficiências visuais tem deficiência visual Eu gosto de uma equipe plural que vai também mexendo muito no nosso conteúdo e que
vai me tirando da zona de conforto porque a zona de conforto ela é cruel para alguém que tá na rua é isso como é que é qual o tamanho Da sua equipe hoje ah tem quatro quatro pessoas três pessoas quatro pessoas quatro pessoas é quando tem um projeto um pouco maior aí você traz Mas é isso três quatro pessoas o que que te chama atenção para contar o que que você gosta de contar Pedro eu gosto de contar aquilo que para uma conversa quea te falar bicho p não sabe o que eu descobri por exemplo
ontem eu tava morrendo de ria falando cara meu Deus do céu assim um Dos cachorros mais aterrorizantes na minha trajetória eu morava em eu nasci em Petrópolis meus avós morar petrópoles e a vizinha tinha um doberman aquele cachorro doberman eu tinha um medo daquele cachorro e aí [ __ ] você sabe que doberman era um cara né era o doberman Qual o doberman e o cara fez ele era cobrador de de de de de imposto o cara tinha que chegar e ficar cobrando quase um cobrador de de dívida das pessoas e obviamente ele era ameaçado
Ameaçado no Brasil ameaçado na Alemanha e ele também tinha um canil enfil um cara envolvi em várias e ele resolveu fazer um cruzamento de raças para ele ter um cachorro que fosse fiel a ele protegia e protegesse ele caso ele sofresse algum tipo de agressão ele falou não eu preciso de uma raça que seja fiel que tem um porte grande mas que seja por cuidadosa e Parará pororó enfim foi fazendo diferentes cruzamentos até que chegou no doberman e ele deu o Próprio nome dele pro cachorro [ __ ] isso não é bom de contar Espetacular
é óbvio é isso daí é quando você chega e você fala cara a gente nunca parou para pensar que o doberman é isso como a gente nunca Para para pensar eh e aí você fala assim pô mas Pera aí isso daí tá muito mais para uma curiosidade do que para um fato histórico bom primeiro que todo fato histórico pode ser curioso Você pode entrar dentro de um canal de curiosidade Não num canal de história depende porque a gente pode falar sobre cruzamento de raças a gente pode falar sobre egab bilidade no exterior a gente pode
trazer o o Yorkshire por exemplo o cachorrinho ele nasce na Revolução Industrial em Yorkshire na Inglaterra por quê Por causa dos Ratos nas fábricas então precisavam de um cachorrinho pequenininho que fosse atrás dos roedores queestavam as fábricas e esse bichinho chegava e atacava os ratos Criaram dessa maneira e ou seja do cachorrinho que as pessoas cruzam a gente pode falar sobre revolução industrial a gente não precisa ser duro na forma de de de dizer sobre o fato a gente pode trazer algumas coisas que são mais perto então eu gosto disso Pedro eu gosto de olhar
o cotidiano e desse cotidiano nós tirarmos questões que cai por exemplo no ENEM questões que que que são faladas sempre em sala de aula que muitas das vezes nós que estamos em sala De aula não conseguimos por n razões aí a gente envolve o MEC a gente envolve diretrizes da escola a gente envolve outras questões Mas eu sempre tô subsidiando as pessoas em especial professores e guias de turismo que são grandes seguidores do T na história a utilizarem essas pílulas rápidas para poderem complementar suas aulas sobre os temas mais variados da revolução até Ah o
doberman você Você às vezes centra mais seus vídeos no Rio de Janeiro o que Independentemente de ser carioca sermos cariocas faz todo sentido afinal de contas eu moro aqui não só você mora aqui como uma quantidade imensa da história do Brasil aconteceu aqui é é era capital eh não não o o o o poder tava aqui e o poder tem alguma relevância o poder tem muita relevância é claro eh mas ao mesmo tempo Aí você sai em viagem e e e e e você tá em outros lugares Você tá em São Paulo você tá num
Parque nacional você tá como é que essas decisões são tomadas tem método é ou é conforme vai acontecendo bom o par naturais eu fui contratado por uma produtora junto a a GNT ã para poder fazer essa para ser esse host de três episódios dos parques naturais então assim eu tive a benção de poder visitar parques naturais que era uma coisa que eu nunca visitava quando que vem a série Setembro Setembro e e para mim foi revolucionário Talvez uma Das grandes mudanças na minha vida foi fazer essa série porque ah quando eu fui convidado eu falei
olha eu não vou a parque natural assim eu sou um um cara muito cosmopolita muito Urbano mas eu acho que era isso que eles queriam era traçar também outros panoramas e mostrar que pessoas como eu e que a maioria senão os parques estaram lotados pesso como eu podem ir e podem existem fases de parques você não precisa chegar Porque na minha cabeça Por mais conhecimento que eu tivesse você precisava pô 30 horas andando não é isso Você tem trajetos e é um país bordado através dos parques né Você tem um ecossistema intrínseco de artesanato de
quilombos de existência eh de empreendedorismo de comércio os parques naturais eles por si só já seriam incríveis com as suas atratividades Eh meio ambiente de natureza né de Aventura mas eles vão Além muito além disso eles contam a história do nosso país sem a menor sombra de dúvidas ou de parte substancial da da história recente do nosso país como é que é o tá na história portanto isso daí é projeto projeto não tem jeito lembra do meu Coach e o meu Coach maior é a conta de luz eu tenho que pagar minha conta o projeto
é legal eu hoje tenho a possibilidade de escolher os Projetos das quais eu entro Ah o projeto é legal as pessoas eu admiro vou em frente tá na história a gente não tá na história porque aí é investimento próprio muitos com apoios eh então tem a apoio de de de empresa aérea tem apoio de hotéis locais eh todos muito sempre muito agradecidos nos vídeos nós completamos o o nós buscamos completar o país eh nas visitas do tá na história então o método que é seguido é nós Precisamos ir naqueles estados onde as pessoas não vão
muito Então nós fizemos uma série Acre agora em 2025 Vamos fazer uma série Roraima Rondônia e Amapá e E é claro que existem uns convites aí isso daí entra porque convite você não não a gente não tem que gastar nada e a gente acaba indo eh internacional cobrança da comunidade Então eu tinha uma cobrança muito forte para que eu fizesse Roma Para que explicasse império romano para que mostrasse as tripas do Império Romano por n razões porque é um dos assuntos que mais cai em concursos né universitários então a gente se organiza junta quebra o
Porquinho e vai para Roma e o mesmo acontece com Paris a gente fez uma série gigantesca em Paris por causa de Revolução Francesa e assim a gente vai Lisboa bem porque nós temos uma comunidade de Seguidores em Lisboa de algo em torno de 4 5% 4 5% de 3 milhões de pessoas é uma comunidade grande em Lisboa então a gente tem que ir lá ver tem que ir lá conhecer essa turma eh Então é isso assim o Brasil a gente vai seguindo completar todos faltam um alguns estados pra gente matar para poder ter ah mostrar
as histórias pelo menos das grandes capitais faltam poucos e a gente vai seguindo isso assim de maneira fiel Então é isso daí que a Gente faz e claro que tem a cidade do interior do Rio de Janeiro que para mim são muito importantes também porque eu cresci indo né eu tenho muitos amigos na Baixada Fluminense nós vamos fazer agora uma série do que de Caxias Nova Iguaçu vamos pra região metropolitana com São Gonçalo São Gonçalo agora em setembro Caxias em outubro eh em Região dos Lagos agora já não sei mais nem como é que se
chama antes era região dos lagos agora já não sei mais Mudou de novo ah não sei vou mudando a todo momento eh nem eles sabem às vezes eu pergunto nem os caras sabem eh é isso mas é muito difícil também Pedro porque eu sou um só né cara então eu eu incentivo muito que as pessoas façam o que eu faço não não não Me esperem só façam vão fazendo eu ajudo muitas pessoas muitas pessoas mandam para mim como é que eu posso melhorar meu canal sobre a história local tô aqui para isso um tijolinho thgo
você tá Fazendo eh uma coisa que é particularmente complicada eu admiro sua coragem nesse sentido que é você tá contando história do Brasil para público geral público amplo buscando o público Mais amplo possível no momento de altíssima polarização Uhum aí a gente volta para para uma das nossas questões anteriores [Aplausos] eh a maneira como as pessoas entendem a História do Brasil está contestada há um debate intenso a respeito de o que que é a história do Brasil Quem são os mocinhos Quem são os bandidos e eh como é que você conta esse negócio não que
no meu lado tem tem isso que no meu lado tem aquilo tudo mais e você ao menos me parece evidentemente eu não tenho acesso ao seu DM às suas mensagens eh pessoais mas me parece que você consegue driblar um monte de armadilha e Falar com com todo mundo uhum sem nunca falsear a história como eh primeiro Eu não creio nesse debate tão intenso sobre história acho que tem grupos que estão debatendo certo e que querem que as suas ideias prevaleçam primeiro Ignore esses grupos não não não me tomam não me tocam eh segundo mesmo eu
vou falar isso com a maior tranquilidade enquanto todos estão Procurando poder eu estou indo para uma história que enraizada em outros continentes em outros grupos então o Getúlio se ele foi um presidente ou um ditador eu vou ele foi os dois ele foi os dois mas muitas pessoas não aceitam que ele foi um ditador sim né muitas pessoas criticam por exemplo o militarismo eh e eu vou sempre dividindo por fases também o Getúlio foi um ditador e ele Foi um presidente um presidente eleito e um ditador e um ditador bem cruel é bem Cruel com
porões iguaizinhos da ditadura militar e o presidente muito mas isso o com todas as t curas com uma absoluta agressividade de Getúlio Vargas de seu poder sendo contestado e ele sendo muito violento com seus opositores e você tem que mostrar essa faceta mas também tem que mostrar outra porque nenum Personagem é totalmente mau tirando aquelas exceções que são terríveis mas falando o Getúlio do Getúlio é todo em todo momento ele foi ruim ele teve outras ações que fizeram ele ser reconhecido como por ex exemplo leis trabalhistas e por aí Segue eu vou pegando e vou
traduzindo isso mostrando que existem duas facetas e deixando meu público muito muito entendido de que na sua extensa maioria das vezes nós somos massas de manobra Para dois grupos que estão no poder isso daí fica claro em tudo que eu faço quando se há um debate se o lado A ou lado B tão certos quem tá lutando pelo lado a e lado b não tá olhando pro C então eu passo ao Largo disso eu olho o a e o b com muita desconfiança com com com um olhar e eh de alguém que que entende essas
esferas do poder e que e que sabe historicamente que precisa de uma polarização para poder ter o do domínio e os dois ganham no final e os Dois ganham no final republicano anos e e e a virada da da da chegada da república e derrubada do império ela é feita por pessoas que eram monarquistas até medula e que começar por Diodoro começar pro Diodoro você tem Benjamin constan você tem pessoas que eram muito ligadas então o seguinte questione um pouco esses poderosos questione um pouco as suas ã seus olhares não os leve tão a sério
não os leve tão a Sério não os leve tão a sério hipótese alguma porque a construção também deles é feita por muitas pessoas que estão cara num subsolo do poder e que são muitas vezes ignorados eu lembro que uma vez numa discussão com um querido amigo nosso não vou falar aqui ele muito preocupado Fulano não sei o que meu amigo quem é o chefe de gabinete que um assessor especial não adianta olhar somente o o prefeito Governador o Presidente da República você tem que entender Quem é a sua equipe e aí você vai revelar muito
sobre essa figura então eu não entro mais naquela esparrela de que eu preciso entrar na na briga entre A e B é óbvio que tem tem pessoas que não dá para você tragar não tem condições de você tragar porque são contra tudo que você imagina Mas sempre olha o poder com desconfiança sempre olha o poder com dois passos atrás porque a história nos ensina que no final eles podem fazer parcerias foi Assim por exemplo E aí trago um um caso recente do Brasil foi assim por exemplo quando brigava se eh Jango com ah com Lacerda
xingando JK e no final os três morreram abraçados é ao mesmo tempo é ao mesmo tempo é ao mesmo tempo Thiago Gomides grande conversa muito muito obrigado pel Dória obrigado assim eh eu tava te devendo essa visita e na verdade para mim é um prazer est aqui eh eu acho que foi bastante amplo a Gente atravessou diferentes pontos a gente traz temas eh instigantes principalmente pro Rio de Janeiro sou um Jornalista sou um Historiador sou um apaixonado pelo pelo flaner que roda e que se apaixona pelas miudezas pelas trocas por uma gente que muitas das
vezes não é pensada por esse tal poder que tanto se orgulha de falar que tá conduzindo a narrativa só tem esse defeito terrível de ser tricolor Né é a melhor coisa do planeta você não sabe o quanto que eu sofri na terceira divisão só rápido parece né ainda bem promoção relâmpago Leia um mês de meio Premium por apenas R 2,99 virando um exelente Premium você recebe Nossa super caprichada edição de sábado o meio político Às quartas editoria especial de Economia o relatório meio perspectiva e ganha descontos nos cursos do meio só R 2,99 no primeiro
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