Ver aqui só só agora esperar aparecer no YouTube você está sem o microfone é ele sempre dá um pequeno atras então bem-vindos bem-vindas né Aqui estamos no nosso terceiro terceiro encontro do ciclo imagens para sobreviver ao contemporâneo terceiro de 2023 né E hoje eu tenho aqui prazer a honra de trazer uma colega que é a Jaqueline katiaroviski que tem uma curiosidade muito grande em relação a nossa a nossa amizade é que eu nunca encontrei ela pessoalmente a gente a Jaqueline foi uma das uma das poucas coisas que aconteceu que aconteceram boas por conta da pandemia
né a gente acabou se encontrando por conta de dessa situação das atividades né a distância né então permitiu isso né Jaque bom apresentando a jaca Então ela é doutorando no programa de estudos [Música] comparados literatura de línguas Portuguesas da USP né com tá fazendo aí tá terminando né o tá esse ano termina né com a Rita chave né grande Rita Chaves fez pesquisa já na universidade de Lisboa com outra grande pessoa que Ana Paula Tavares né E além disso foi docente Essa é uma das coisas que eu tenho mais curiosidade de saber mais inclusive letras
na universidade Havan é isso né as ruas no Egito né que é uma coisa pô é um sonho né eu não consigo imaginar o que é isso né mas é uma maravilha né já tem uma boa produção né é eu gostaria de destacar uma apresentação que ela faz por um livro do Landino Vieira né que é nós os mucosol né que saiu pela Como é que é o nome da editora [Música] excelente né que eu convido todos a conhecer mais eu acho que até ela já tem um catálogo muito bom e até tem não acho
que tem a visibilidade que mereceria assim sabe ainda um pouco inchada assim mas é excelente as edições são excelentes para textos muito bons né e bom então né estamos aqui né Vamos dizer espiritualmente aqui na UFSC né já que é um prazer tê-la aqui e sem muitas delongas eu passo aí a palavra para ela para essa apresentação que chama futuro do pretérito repertórios culturais em diálogo Muito obrigado aí Eu que agradeço boa noite gente primeiro lugar Claro não posso deixar de agradecer esse convite do Thiago eu conheci esse projeto né dele das imagens para sobreviver
ao contemporâneo que é um nome excelente né ainda mais Quando iniciou o projeto que a gente estava precisando mesmo de uma ajuda para sobreviver ao contemporâneo acho que recentemente a gente tá tomando um pouquinho de fôlego para pensar em reconstruir algumas coisas mas foi uma fase muito dura né então acho que é nossa providencial assim a ideia desse ciclo todo eu gostei muito Comecei a assistir E aí entra em contato né para poder participar para fazer minha inscrição e acabei sendo convidada foi uma surpresa e fiquei muito muito contente mesmo em primeiro lugar pela proposta
né é uma proposta muito muito rica e muito rara né a gente tava falando um pouquinho disso agora antes de entrar sobre esse Pensamento Mercado Livre né que é seria né talvez por Excelência vocação da Universidade Mas como agora a gente também está submetido a uma série de regras e uma carga horária Geralmente os docentes tem uma carga horária pisadíssima enfim a gente acaba tendo que se adequar a certo tipo de pensamento de formatação da produção intelectual que não permite espaços para pensar um pouco mais livremente né então acho muito realmente um privilégio ter uma
oportunidade de falar dessa forma né partindo de uma proposta tão aberta e tão livre me lembrou bastante o que era né A Proposta lá no Fazer uma comparação bem pretensiosa Não por mim é claro mas pela pela sua iniciativa que é incrível que é um pouco eu acho a lógica que norteou o Instituto de Pesquisa social que depois né gera essa tradição que a gente usa do pensamento da de frango for da teoria crítica porque eles eram Instituto de Pesquisa livre né aberto eles tinham financiamento para fazer os seus próprios programas de pesquisa e eles
produziram né o Adorno conseguiu até o fim da vida praticamente produziu uma obra aberta né um pensamento sempre em movimento tem uma Característica um pouco vanguardista também né de experimentação de não precisar tá dentro de certos moldes que fez até o Benjamin ser recusado né como intelectual veja só um beijo né mas que é interessante né não ter essas amarras eu acho que esse tipo de iniciativa é muito Rique e a gente precisaria tentar exercitar mais na universidade né Para a gente poder fazer outras aproximações aí um pouco movida por essa ideia né de um
pensamento muito livre muito aberto eu tentei aqui ousar fazer uma uma proposta de comunicação bem aberta também bem diferente vou aproximar coisas que talvez não seja tão comum de aproximar né bom primeiro falado contemporâneo né contemporânea é sempre um desafio a gente fala do nosso próprio tempo né a gente costuma ver as coisas melhor quando elas passaram né o introspectiva então é sempre muito difícil aprender o contemporâneo né É uma questão exigente sempre exigente né Essa essa proposta né de Vou ler as palavras exatas né de debater questões contemporâneas marcadas pelo signo da urgência né
mas que nunca isso nos mobiliza e depois essa esse conceito né que eu não conhecia que que você traz na proposta que é das imagens né como ela sobrevivem ao tempo elas são inerentemente na crônicas então refletir sobre elas nos faz pensar sobre os tempos né isso isso para mim foi muito interessante muito mobilizador e tem que ser muito difícil escolher a imagem assim eu passei muito tempo porque ele realmente assim dá para falar de tanta coisa né como que eu vou escolher uma imagem ou um conjunto né de imagens E qual vai ser o
ponto de partida enfim foi foi bastante difícil né então eu pensei em escolher um tipo de imagem aqui eu não tô acostumado e que talvez não estejamos todos acostumados para tentar deslocar um pouquinho o olhar né então a minha primeira proposta foi foi um pouco por aí assim né desculpa então assim uma coisa que me chamou atenção na proposta também Que fala né bom se as imagens sobrevivem ao tempo sua inerentemente na crônicas então talvez refletir sobre elas nos possibilitou sobreviver mesmo reverter o fluxo de tempo sombrios essa ideia né de reverter o fluxo de
tempo Sombrio já vem uma imagem de reverter o fluxo tem uma questão temporal colocada né como se a gente tivesse de alguma forma fazer alguma espécie de retorno E aí eu fiquei pensando né porque que é tão difícil a gente pensar e enfim projetar o futuro no momento que a gente tá sem pensar muito muito acho que até no senso comum né quando a gente pensa em outras propostas a gente sempre pensa em voltar para alguma coisa né então fiquei pensando nisso me mobilizou foi quer dizer porque né E aí me lembrou muito porque também
estou em mersa nesse universo né Eu tô trabalhando com um conjunto de obras na verdade são duas obras né que eu de rios velhos e guerrilheiros do luandino Vieira um autor angolano e a imagem do rio é a principal imagem do primeiro dos dois livros né que é o livro dos rios justamente E aí eu fiquei pensando nisso Né reverter o fluxo é como se a gente fosse subir um rio né voltar atrás nesse fluxo desse Rio Então me veio essa imagem né do Landino Vieira voltei para isso lá no início desse do Livro dos
rios ele brinca com a imagem do Heráclito aquela famosa imagem né a gente não se banha duas vezes no mesmo Rio eu não sou mais o mesmo não é mais o mesmo e ele fala né Essa loja que fala de se banhar duas vezes no mesmo Rio já no início do livro e pensando nessa imagem eu fui procurar nessa discussão sobre o Heráclito e tem um professor o maureazzi que ele fala que a tradução dessa frase do Heráclito isso eu não achei publicado em lugar nenhum nem esse professor publicou então por isso que eu vou
citar a fala dele né Ele disse que a melhor tradução para essa frase do Heráclito seria na verdade todo se banham e não se banham duas vezes no mesmo rio que nunca é o mesmo fica uma tradução confusa né todos se banham e não se banham duas vezes no mesmo rio que não quer o mesmo mas é uma forma que que ele diz então ele brinca né que essa possibilidade de tradução seria uma tentativa de traduzir em Palavras o movimento da dialética né é e não é é o mesmo Rio e também não é você
é o mesmo e também não é né porque as coisas elas se acumulam esse transformam se elas não se acumulam elas também não se transformam né pelo olhando por esse ponto de vista da dialética né que diz que a gente tem que acumular certas coisas para poder dar um salto né qualitativo então é pensando nisso né nessa ideia da dialética é não é né é o mesmo e não é o tempo é o mesmo e também não é a gente revisita esse tempo talvez esse exercício né da dialética ele desmonta um pouquinho uma Cerqueira que
entre os tempos né que a gente tem essa mania né de voltaram passado né mas quer dizer essa imagem a gente tem uma imagem do passado né Bem já me fala muito bem disso também né a gente não pode aprender o passado tal como ele foi né a gente tem os lampejos né que o passado deixou e do que o passado deixou em aberto né como Projeção de futuro que seria o que a gente teria que pegar lá para mandar para frente né para fazer caminhar em direção ao futuro então se é e não é
o mesmo né se tem permanência e Tem transformação ao mesmo tempo Acho que é um exercício de tentar Então hierarquizar essa ideia de tempo porque o que me chama atenção também nessa ideia de voltar no tempo é que sempre tem uma certa hierarquia né quer dizer ah vamos voltar né enfim a nossa imaginação tá comprometida pelo pelo mundo por esse mundo devastado nesse cenário que a gente vive né que em que é difícil ter uma perspectiva de futuro né que os futuros em aberto trazem novas novos problemas né quer dizer ai a crise climática por
exemplo né um problema do nosso tempo né as gerações anteriores não estavam lidando com isso Isso é uma questão Nossa como que a gente vai me age não um futuro que não esteja aprisionado na ideia de futuro catastrófico né É muito difícil né a gente tá num tempo e não é propício a isso né É por isso até eu coloquei lá no resumo o tal do Realismo capitalista né de que fala o Mark Fischer Esse livro me impressionou muito quando eu li assim eu falei nossa a gente não percebe o quanto nossa imaginação tá moldada
e aprisionada né Não alternativa é mais fácil ele parte né da frase do Jason né que é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo essa pensa nossas vezes é mesmo né E como a gente caiu nisso né e a pior né A pergunta mais difícil e como sair disso se estamos nesse cenário como como imaginar né da onde tirar alternativas E aí eu tenho visto uma certa recorrência nas ciências humanas de procurar outros repertórios né repertórios alternativos né comunidades que vivem de outras formas que não foram ainda vamos dizer
assim uniformizadas ou massificadas por por essa generalização do capitalismo no mundo inteiro né que massificou as relações que transformou tudo em mercadoria que uniformizou de certa maneira e por baixo né nível por baixo rebaixou as formas de vida de sociabilidade né de trabalho então é muito comum né procurar o repertórios de povos indígenas aqui das Américas ou no caso né como eu trabalho com bastante com África é bastante comum né tentar procurar Esses povos que não foram E aí aí vem essas ideias que eu Acho complicadas porque ao mesmo tempo elas são interessantes elas são
perigosas né povos que não foram contaminados por essa lógica ou que tem uma forma de vida anterior ao capitalismo E aí eu fico pensando eu falo isso é uma armadilha né é uma armadilha difícil assim porque quer dizer estamos Esses povos que ainda existem muitos deles ok a gente pode procurar repertórios que estão registrados na história de povos talvez não existam mais isso é uma coisa mas Esses povos ainda existem então o tempo deles é o presente eles estão aqui hoje eles estão no contemporâneo com a gente né e alguns Resistindo Resistindo ao avanço né
desse desse modo de vida então por que que a gente coloca eles no passado né como se fosse uma coisa primitiva né eu acho isso quer dizer às vezes são vai a gente poderia dizer que são historicidades distintas porque são modos de viver de produzir a vida que são distintas Mas elas são simultâneas elas se deram no tempo esse dão continuam se dando no tempo simultaneamente E aí eu acho que uma parte disso se deve uma leitura um pouco Um pouco vulgar mesmo eu acho assim um pouco rebaixada que simplifica por exemplo o pensamento marxista
como se ele fosse um pensamento evolucionista quer dizer tem muita gente que que usa o Marxismo dessa maneira vai usar enfim eu acho que é um uso que rebaixa o potencial que esse tipo de pensamento tem né porque se o materialismo ele é materialista histórico e dialético a gente não pode abrir mão de nenhum desses aspectos é histórico é situado e é dialético quer dizer não dá para dizer que né a história tem um sentido único e aí eu volto é bem para mim é ótimo para isso também sempre desconfia do Progresso né acho que
acho que o Marx dava para ele ser mais otimista porque ele tava vendo no começo né naquela época sei lá tecnologia indústria tá crescendo tá se desenvolvendo se a gente se apropriado da tecnologia de uma maneira positiva Pode ser que ela melhora a vida das pessoas né e acho que poderia mesmo acho que no tempo dele essa essa possibilidade estava aberta ainda né do Walter Benjamin já não dava mais né não dava mais para se iludir como não dá para a gente se iludir hoje né Mas de fato o avanço né da das forças produtivas
em si e aí quando fala em avanço desenvolvimento parece que a gente tá falando é uma evolução né vai para melhor mas não é necessariamente melhor né porque a dialética fala é avança e retrocesso né quer dizer não é necessariamente melhor e não tem um sentido valor ativo também né quer dizer pelo menos na teoria quando você usa o Marxismo como crítica do sistema capitalista você tá fazendo a crítica de uma maneira científica não é moral não é valorativo né você tá tentando olhar para um sistema entender como ele funciona então a ideia não é
essa né de que a gente necessariamente caminha para frente embora a gente pudesse seria ótimo se fosse assim mas infelizmente o que deu né a gente tá vendo no que deu embora a gente não possa negar que alguns avanços teve né sei lá se a gente olhar para saúde por exemplo desenvolvimento né de técnicas científicas a medicina é inegável né nossa vida melhorou nesse sentido então de fato é um modo de produção que que gerou coisas interessantes que poderiam ser usadas por todos e não e não é né E Aí pensando nisso né quer dizer
esse potencial que tava em aberto ali que que o Marcos olhou no sentido positivo e que é aquele é a vida que poderia ter sido e não foi né E deu no que estamos hoje né que que a gente faz com isso né então e sem ter um pensamento regressivo porque é isso que me preocupa um pouco por isso eu coloquei como uma pergunta o futuro do pretérito a gente tem que voltar para um passado para poder dali quer dizer tinha um futuro em promessa ali que era melhor do que esse nosso de hoje então
a gente tem que voltar para o passado para poder tentar avançar em direção esses futuros perdidos né não sei pensa às vezes que é uma é uma espécie de armadilha só para eu tinha trazido uma eu não sei quanto tempo eu já falei tô preocupada com isso o tempo aqui Jaqueline é infinito então é aqui não tem aqui não tem essas esses limites Então vou pegar uma citação Capítulo 1 não a ideologia não é só porque eu acho que essa parte Interessante porque quer dizer acho que a gente tá num momento né que o Walter
Benjamin viu muito bem ele já não te viu isso que o progresso ele ele se ele não for parado da forma como ele tá ele vai nos levar catástrofe é inevitável da forma como está né se nada for mudado ele vai nos levar catástrofe a catástrofe dos seres humanos né o planeta sobrevive depois talvez sobrevive até melhor sem a gente foi uma espécie degradando ele mas a humanidade né é insustentável da forma como está hoje a gente já sabe tem pesquisas suficiente para saber quem sustentável mas houve uma época em que o desenvolvimento tecnológico na
verdade poderia levar os seres humanos a emancipação né porque a tecnologia como tudo não é bom ou ruim em Essência né Depende do uso que se faz disso E aí eu acho bonito uma uma passagem da ideologia alemã porque ele fala né que se as funções básicas elas tivessem garantidas né se a gente tivesse um desenvolvimento da indústria que produzisse tudo que é básico na vida tudo que exige um trabalho muito desgastante as pessoas Iam até tempo para literatura para consumir a obra de Arte apreciar arte olha que maravilha né então eu acho a passagem
bonita porque ele ele fala que isso seria uma possibilidade do trabalho não predicar o sujeito né então eu vou eu vou ler o pedacinho porque eu acho acho que vale a pena aquelas aquelas ideias deixadas em aberto né é bom primeiro ele vai dizer né que essa dependência dos indivíduos né assim independente essa dependência na verdade recíproca que nós temos ela é um dado objetivo né quer dizer a divisão do trabalho faz com que eu não consiga sobreviver sozinho né não consigo plantar minha própria comida construir minha própria casa enfim né a gente tem um
dado objetivo que essa Independência e a divisão do trabalho né E que isso isso de certa forma acaba sendo naturalizado né a gente já a gente nasceu o sistema já estava aí já tava sendo assim a gente esquece que talvez existisse outras formas de viver né a gente não consegue enxergar que poderia existir outras formas de então ele ele diz o seguinte né é quando essa atividade né o trabalho está dividido não de forma voluntária mas de forma natural né naturalizada nesse caso A própria ação do homem torna-se um poder que ele é estranho e
que é ele é contraposto um poder subjuga o homem em vez de por esse ser dominado logo que o trabalho começa a ser vivo Cada um passa a ter um campo de atividade exclusivo e determinado que ele é imposto e é o qual não pode escapar o indivíduo é caçador é pescador pastor ou crítico e assim deve permanecer se não quiser perder do seu meio de vida ao passo que na sociedade comunista ele tá projetando né onde cada um não teria um campo de atividade exclusivo mas poderia aperfeiçoar assim todos os anos que lhe agradam
a sociedade regularia né a produção geral e conferir assim a possibilidade de hoje fazer isso amanhã aquilo de caçar pela manhã pescar à tarde a noite dedicar minha criação de gado criticar após o jantar exatamente de acordo com a minha vontade assim que eu jamais me torne Caçador pastor ou crítico é bonito né porque a gente acaba sendo determinado socialmente por aquilo que que a gente faz né sendo que é enfim isso poderia ser de outra forma né se a gente tivesse outra forma de dividir os resultados do avanço porque Isso o progresso avançou de
fato ao ponto né o Marcos não viu isso mas nós vimos ao ponto de que ninguém precisaria passar fome a gente produz mais comida do que é necessário né então seria possível né A questão é que isso teria que ser reorganizado né E nesse sentido eu acho acho bonito que ele fala assim chamamos de Comunismo o movimento real que supera o estado de coisas atual é um dos uma das poucas passagens essa da ideologia alemã que é uma notinha de rodapé em que ele projeta o que seria né porque o Marcos nunca diz o que
é o comunismo diz que isso vai ter que ser criado coletivamente né a história é aberta a coisa em movimento mas quando ele coloca isso né chamamos de Comunismo um movimento real que supera o estado de coisas atual Ele disse que isso já existe né de comunismo já existe ele existe no avesso né ele existe nas poucas iniciativas que vão Contra esse estado de coisas né E para desenvolver esse esse raciocínio ele uende os voltam lá para uma coisa que a gente aprende na escola com esse nome não sei se ainda se aprende mas eu
aprendi que é o tal do comunismo primitivo né eles dão o nome de Comunismo primitivo para um modo de produção que era antes né do desenvolvimento até do sistema serviu medieval e depois do capitalista né então ele também vai procurar numa espécie de passado que ainda não tá inserido nessa lógica de relações sociais para tentar buscar uma inspiração né como poderia ser diferente né mas é isso aí que que acontece né limitados pelo tempo lá no século XIX são os povos primitivos são os povos né quer dizer tem toda essa discussão que hoje a gente
avançou muito de entender que a outra forma de vida e não é necessariamente Pior né não é porque porque isso né quer dizer Marxismo vai falar em desenvolvimento das forças produtivas então parece que é isso que a gente desenvolve a gente caminha para frente né sendo que a gente vê que o desenvolvimento das forças produtivas pode dar em tragédia pode dar na bomba atômica né enfim Então é isso né a gente tem que sempre pensar no nosso tempo né Nós estamos lendo Mas precisamos recituar então assim a sociedade pré-capitalistas ou Que não não se porque
tem sociedades que escolheram né não se inserir nessa lógica produtiva por um lado elas são contemporâneas Porque elas estão aí estão vivendo assim e por outro elas também não tem como escapar do avanço dessa dinâmica né então por exemplo um dos exemplos lá no sul de Angola os cu Vale que são um povo Pastorinho né que cria Gabi que são nômades e caminham né pelo Deserto e tal Eles são um povo que escolhe não né eles não estão nem eles nem se inserem quando tal colonizador e nem depois né o governo independente eles também são
um povo que ficam um pouco a parte que ninguém sabe muito bem o que fazer também é uma situação complicada muito bem disso Ninguém sabe né como como tratar dessa situação diferente Mas eles eles estão sofrendo esse avanço né quer dizer a um processo de desertificação né o deserto avança então isso complica né o cuidado deles com gado o quanto eles têm que se deslocar Os territórios por onde eles passam eu Me lembro de uma história que um dos espaços de passagem um trecho né da passagem deles vira propriedade privada e eles não podem atravessar
aí tem que dar volta com gado como é que é isso E aí Enfim então quer dizer tem um avanço global que interfere interfere na dinâmica e na vida das populações mesmo que elas não queiram né E aí Por isso acho que é muito muito complicado porque não quer dizer não tem não tem muito como escapar porque o sistema está se generalizando está tomando o mundo inteiro então em algum momento vai chegar a ter Esses povos né o próprio Art fala disso também em algum momento vai chegar e isso vai se transformado porque o avanço
é a não ser claro que a gente conseguisse uma mudança muito radical de certa forma inevitável né da forma como as coisas estão organizadas hoje em dia isso tende a ocupar todos os espaços e aí né acho que a parte que nos interessa aqui eu acho que esse avanço né quando ele se generaliza e acho que principalmente no século 20 ele se generaliza também como uma dinâmica cultural tem uma massificação cultural né quando A dor não fala lá da indústria cultural não é quer dizer não é só né porque acho que ele até usa assim
em alguns momento mas a indústria cultural não é um adjetivo Ah isso aqui é indústria cultural é ruim é só que esse é o sentido mais senso comum da ideia da indústria cultural mas o Adorno está falando de um modo de produção né Cultural de como o avanço da indústria interfere na subjetividade e produz uma massificação das formas né como a produção de arte é contaminada por isso é transformado é informada por isso né Ele tá preocupado com esse tipo de transformação e como isso de certa forma vai ser utilizado também para esse avanço quer
dizer existe uma por um lado né A passividade vai vamos dizer assim facilidade é uma palavra ruim porque ela tem um sentido valor ativo mas mas é objetivo né nesse sentido a passividade da classe trabalhadora que não vamos quebrar tudo e tal por um lado é um lado objetivo porque eu não tenho domínio sobre isso então como é que eu vou fazer Né Há uma impotência a impotência é real ela é socialmente construída ela é objetiva não é porque Ah esse trabalhadores hein não querem olha ninguém tem consciência ninguém quer mudar esse estado de coisas
eu acho que a maioria dos trabalhadores hiperes explorados não curte muito a situação em que eles estão né mas é um dado objetivo né quer dizer uma coisa que nos ultrapassa e cada vez piora né quer dizer agora que a gente tá no estado a gente chegou o ponto da albertização é um aplicativo é cada vez mais imaterial e mais inalcançável e mais difícil né então existe uma produção social da passividade do trabalhador que é material quer dizer você tem uma impotência de fato mas uma coisa que é interessante de pensar na área da cultura
é que isso é acompanhado por uma produção cultural que nos leva isso também né então acho que esse desenvolvimento no século 20 tem oscilações tem as vanguardas tem movimentos muito interessantes que tentam romper com isso mas hoje em dia se a gente for pensar o que é a dinâmica cultural que a gente vive a literatura Quase não existe quase não tem importância se a gente for pensar em termos de massa né cultura de massa que as pessoas consomem né tem a música que em geral também já tá é um pouco formatada né assim se encaixa
em certas formas que que vende mais a gente vai trabalhar chega em casa exausto E aí vou falar por mim porque eu faço isso às vezes muitas vezes você chega exato falando Nossa eu preciso desligar meu cérebro aqui preciso dar uma derretida no cérebro vou botar uma Netflix aqui quero ver uma coisa bem idiota para eu não pensar né isso isso acontece isso é uma dinâmica real né E aí a indústria cultural é claro que ela também é uma indústria também lucra muito ela vai se adaptar isso né a gente teve uma série da Netflix
que foi feita sob demanda né eles fizeram uma pesquisa o stranger things eu não assistiu é nosso tipo que eu não me falaram que tinha a ver com os anos 80 e com ET aqueles filmes daquela época e eu tinha um trauma de infância PT detestava aquele filme Pessoais né e traumatizada com medo de ter me levar embora então eu não assisti mais stranger things ele foi feito a partir de uma pesquisa né pesquisaram O que que dá mais mas visualização né O que que as pessoas mais assistem séries geralmente que tem criança que tem
não sei o que que tem um mistério que tem E aí deram para os roteiristas eles fizeram e de fato ser estourou né acho que agora ela nem é mais a mais vista eu acho que já mudou mas há um tempo atrás ela era mais vista então quer dizer a fórmula dá certo é produzido a partir da forma que era uma coisa que as vanguardas elas tentavam combater ainda né a arte de vanguarda ela ainda tinha esse ímpeto um pouco de Educar o público né de às vezes ser difícil de exigir um esforço Mas é
para formar o seu próprio público né então quando começa ali o desenvolvimento do cinema Quando começa né Toda essa essa produção que culmina onde a gente está ainda se tinha um esforço né E aí nesse sentido eu acho legal e Lembro muito do da proposta do brecht né porque acho que talvez há mais didática vamos dizer assim o exemplo mais fácil Quando ele pega né o teatro ele quer que o teatro não seja Ilusionista né que não seja uma arte Ilusionista que a gente estranhe que a gente saiba que aquilo é uma encenação pense sobre
isso Pense nas escolhas entenda que aquilo foi montado a partir de escolha que portanto podia não ser assim podia ser de outra forma né é uma forma de Educar o público também né E aí fico pensando nisso quer dizer hoje em dia né que a gente tá nesse momento é passivo dessa sociedade totalmente Ilusionista porque a gente vai ver a série da Netflix a gente desenvolve Aquele trabalhaão é a arte totalmente Ilusionista tem esse pacto tomar de uma percepção que foi tomada por isso que poderia ter sido transformada né quando o Walter Benjamin Olha o
início do cinema ele falava Nossa percepção tá sendo transformada mas aquilo tinha um potencial também emancipadora ainda né No início e que acho né que de certa forma já se perdeu também pela indústria né quer dizer como é que a gente automatiza então essa essa imaginação né que tá tão contaminada E aí acho que é um sintoma muito forte né por isso que Acho que é tão comovente o livro do Mark Fischer que enfim depois acaba até tem um fim trágico né ele se suicida enfim não é mais possível imaginar uma realidade alternativa nossa imaginação
está paralisada ela não só foi contaminada por essas formas nessas fórmulas prontas da indústria cultural como não há saída não alternativa não né e é o tempo todo então a imaginação ela fica prisionada né a gente vê ou a indústria tá produzindo séries super distópicas né totalmente aprisionadas também nessa lógica de fim do mundo de a gente foge totalmente [Música] fora dessa realidade né E aí fico pensando né Isso é uma grande questão né acho que pra gente que trabalha com literatura também é sempre uma grande questão é como como a imaginação consegue fugir do
que já tá formatado né na literatura também a gente tem sei lá a forma do romance uma forma super aberta né Ela é pouco formatada ela é muito adaptável ela se transforma mas parece assim que a gente chegou quase no Esgotamento né de que o certa forma essas formas ou essas propostas muito radicais contemporâneas e pós-modernas são certa forma repetição do que a modernidade já fez de uma forma exacerbada ou se esvaziam as tensões enfim é um momento de impasse mesmo né a gente vê mesmo esse reiteração da crise né a crise do romance A
crise da forma a crise vamos constantemente em crise né E aí como evidentemente não vão ser eu que vou ter uma pessoa para isso a pretensão de ter uma resposta uma questão tão complicada né tão difícil eu fiquei pensando como né O que que eu poderia tentar trazer que de automatiza radicalmente o meu olhar né a partir de mim mesmo porque assim uma coisa Nossa chegou convite a Primeira ideia que eu tive foi uma imagem literária eu falei nossa não pensei numa imagem eu falei não mas tem que ser uma imagem e aí eu comecei
a refletir sobre como o meu repertório magético é pobre é ruim assim não fui Educada né meu olhar não foi educado se não tive uma educação Imagine que acho que talvez isso no Brasil seja uma coisa bastante precária né acho que a gente não tem né Assim como sociedade pensando de uma forma geral a gente não tem hábito né de ah ir a museus agora tem as disposições imersivas o pessoal tá indo porque é isso sangrando mais gente não consegue nem pronunciar amável é assim né Um cenário né Vamos lá produzir mais imagem lá a
gente produz a imagem da imagem Então você tem né uma certa popularização mas também para uma classe muito restrito né a gente não tem uma educação imagetica né e as imagens que chegam elas chegam vir a indústria cultural já né é uma sociedade muito calcada na imagem né e cada vez mais com as redes sociais com Instagram e tal né a gente produz imagem o tempo inteiro mas pensa pouco sobre as imagens né E aí eu fiquei pensando nisso falei nossa eu tenho um repertório muito ruim de imagem né porque que quando eu penso numa
imagem interessante a primeira que me vem é uma literária bom porque eu trabalho com literatura né então é o meu O meu repertório mas aí pensei tá E aí que que eu traria de diferente né então aí que que eu pensei né Vamos lá tentando aproveitar um pouquinho essa essa proposta do Rui Duarte né ele tem um texto muito bonito que é uma fala numa conferência E que se chama vou pegar porque eu sempre erro o nome tempo de ouvir o outro com uma aspa Enquanto o outro com aspas ainda existe antes que haja só
o outro sem aspas é uma conferência em que ele fala ele distingue três outros né e ele vai falar sobre enfim esse outro que é a categoria do europeu do colonizador enfim mas o que importa mais aqui nesse momento esse outro que ele coloca entre aspas total que é esse outro que de certa forma não está integrado né ainda a Essa sociedade é esse esse fluxo catastrófico do mundo né E que ele diz né E aí por isso que que é doloroso também o texto é uma conferência ele deu na nuvem em 2008 Era o
título da conferência era podemos viver sem o outro né E aí ele diz bom Podemos até podemos e a tendência que isso aconteça mas a minha proposta é de tentar aprender com outro enquanto ele ainda existe né Vamos tentar ouvir o outro enquanto ele ainda existe e aí uma das coisas que eu acho bonito a passagem eu mesma me atrapalho com minhas anotações que ele diz enfim Resumindo né Ele diz ouvir o outro porque o que ele tem a dizer é interessante é importante isso é um mínimo né quer dizer não é por isso que
eu tô eu tô dizendo isso deveria ser obvio né então ele ele vai e aí depois ele vai dizer também de um outro problema né que a experiência dele de antropólogo o leva a pensar que é quando você chega né ao outro né para ouvir o outro ouvir o mais velho etc e fala não vou aconselhar que vocês vão ouvir mais velho porque E aí é muito interessante ele coloca assim me aflige né de outra maneira ver Populações que eram assediadas antes por agentes ocidentalização impondo eles assumir os sinais e As madeiras do modelo ocidental
e do Progresso tecnológico que são hoje pelos mesmos agentes ou equivalentes que agora pretendem imporles a preservação dos sinais e maneiras dos seus modelos arcaicos e não acidentais porque isso passou a ensino no Arce como mais rentável tanto para uns como para outros desde que se deixa integrar em menos de programas turísticos e se deixem representar como expressões de um exótico Ecológico e Redentor ao lado de outras atrações bizarras como manadas de zebras de elefantes e de gazela É duro né é uma passagem dolorosa porque a gente pensa e fala bom É acho que às
vezes né quando a gente vai estudar o outro a gente se coloca um pouco nesse lugar né Ah tem que preservar a cultura deles como se eles também não tivessem direito a transformação né quase como fazem no Brasil aqui né se você vê um indígena que tá usando um celular Ai mas você não é indígena mesmo então se você tá usando um celular quer dizer o tempo dele é hoje e aí ele não pode se integrar naquilo que fizesse sentido para ele né ele deixa de ser Quem ele é porque ele tá se integrando aquilo
que claro se for uma escolha se não for uma pressão enfim né tem todas essas questões complexas E aí o que o Rui Duarte propõe eu acho interessante falar não tenho grandes coisas para propor aqui não a minha proposta seria que a gente lesse tudo que foi produzido sobre o outro né tudo que os antropólogos produziram e tal é de uma nova maneira né com um olhar crítico assim para tentar buscar ali o que que tem sobre o outro que pode ser interessante para gente porque enfim até o próprio começo da antropologia né ela nasce
como uma ciência Colonial né etnologia etnografia né E que nasce também colocando o outro e aí Claro antropologia se transformou ela não é mais isso hoje mas ela nasce como essa ciência que está analisando o nosso passado né eles chegam à África e ali só pegar a imagem do Conrad né do coração das Trevas ele chega a um espaço que tem uma população vivendo mas ele inaugura aquele espaço né ele é o primeiro homem a chegar ali tem uma imagem que quase isso né ele é o Primeiro homem a pisar o rio Congo quer dizer
uma viagem né do europeu Mas enfim ele cria essa imagem nesse discurso sobre o outro que é um momento inaugural de uma natureza encontra o nosso passado aí vira um passado meio mítico então às vezes elevam o africano a um aquele bom selvagem né uma certa idealização como se tivesse nesse lugar de passado né de novo então antropologia acaba né que queira ou não ela acaba atribuindo esse lugar ao outro né E aí eu queria Então porque eu já me alonguei demais sem falar de choco que são né os produtores da imagem que que eu
escolhi para para hoje é mas acho que tudo isso é importante porque é perigoso mesmo a gente se aproximar né desses repertórios culturais de ficar não olha eles têm uma tradição e tal quer dizer até era uma tradução Mas eles estão fazendo isso hoje né o jogo então aí né 2020 tem um vídeo muito interessante Se o nome é TPA é uma televisão de Angola que eles filmam um pedacinho da cerimônia de ano novo chochoe né E aí fala que eles estão depois de 40 anos eles estão finalmente celebrando de novo o seu ano novo
porque o ano novo tipo e começa em setembro E aí reúne uma série de choco e eles estão lá e aí eles fazem algumas danças e enfim tem todo uma cerimônia entrevista né o autoridade que dá entrevista da entrevista em língua tchoco né então é muito bonito de ver assim quer dizer Esses povos estão aí eles eles preservam né claro que eles estão de certa forma integrados ao seu país eles têm é uma procura por uma representação política eles têm uma inserção mas também preservam aquilo que que convém preservar então ou Sona né as imagens
que eu vou passar agora elas são uma produção antiga Mas elas são uma produção contemporânea também né Esses povos Eles continuam a guardar uma memória e aí por isso eu achei interessante também porque eles guardam a memória e o conhecimento por meio de imagens só que são imagens Assim para mim a diferença é muito radical talvez também seja uma questão de desconhecimento meu mas para mim é um repertório muito muito diferente então Me interessou trazer ele para discussão eu vou tentar transmitir aqui vamos ver se vai dar certo eu te aviso aqui esse quando aparecer
é porque eu não vou te ver né que a gente já testou e não sei porque isso aconteceu Pronto tudo certo tá só para você saber tá obrigada Então esse é o título né futuro do pretérito que aquilo que eu falei né Porque que a gente sempre imagina a partir de um certo pretérito entre aspas que não é um passado né a gente que imagina e projeta com o passado E aí eu quis trazer então um pouquinho é muito pouco né É só um aspecto do Repertório cultural desse povo que é o povo tchoco que
vive nessa região né que tá no mapa então eles vivem num território porque ele é um povo que se expandiu né porque guerreou com o império lunda que Aquele Império da história da luege né que que ela tem um romance sobre o Ash que conta um pouco do império munda então choco eles eles guerreiam e vão ganhando um território e se espalham por um território é grande né de Angola eles acabam se inserindo inclusive em territórios que antes eram de outros povos e hoje eles estão né Para Além de Angola numa parte da zambe uma
parte da república democrática do Congo Então já não é o povo se restringe ao território angolano né Para Além do território angolano eles eles ultrapassam nessas fronteiras que são fronteiras como a gente sabe heranças coloniais né então aí eu peguei essa essa imagem porque ele é muito fácil também de encontrar se alguém tiver interesse depois de procurar tá nesse nesse jornal que se chama Rede Angola eles fazem então resuminho né sobre a região dos choco e fala né que eles são muito conhecidos pelos trabalhos decorativos então eles produzem várias peças de artesanato então para além
desses desenhos na areia que são conhecidos como Sona né um é luxona e vários são os Sona né para além disso eles produzem cestos Eles produzem eles têm estruturas belíssimas né produzem máscaras as máscaras eles usam lembranças então eles têm um repertório cultural muito vasto muito rico mas eu quis trazer especificamente né [Música] que são esses desenhos que são feitos na areia porque eles são muito interessantes né então Aqui tá dizendo servem antes de mais com forma né uma forma mnemônica no contar de histórias são desenhados por homens então eles aprendem né a contar essas
histórias eles aprendem o repertório no momento da iniciação que chama mocanda né E aí Eles transmitem o conhecimento por meio dessas histórias né e aprender por meio dos desses mestres do desenho né os acutana então é muito interessante porque eles começam o desenho pelos pontos então eles fazem né com os dedos na areia e tem que ser que distante né tem que ser simétrico então tem uma questão da simetria e da geometria que é muito interessante eu Acho muito complicado inclusive é muito é muito interessante ler sobre isso E aí o desenho que vai ser
feito na areia ele é feito sem você não passa duas vezes na mesma linha você tem que cruzar linhas Elas têm uma ordem né E essa ordem geral Vai contando a história né a história que esse desenho compre E aí essa essa grelha dos pontos ela vai sendo preenchida de uma forma que é matemática né só para vocês verem né uma foto deles fazendo Naruto começa né com os pontos e assim para além né Cada zona representa alguma coisa então tem várias histórias né eles vão desenhando e contando a história enquanto desenha né então o
desenho é uma parte da história mas existem sono que representam outras coisas então eu troquei o exemplo né dos Elementos da natureza então o sono do sol e da lua do sono né do sol e da lua da bananeira de um Ilhota dos pontos cardeais olha como é complicado né Nuvens descarregando chuva arco-íris com as extremidades mergulhadas em rios sua imagem lindas aliás E aí eles têm uma forma né de fazer cada desenho tem a sua tem um pesquisador né que é muito interessante isso também porque ele é um pesquisador moçambicano que é o maior
pesquisador né do que eu encontrei na bibliografia sobre o sono que é o Paulo Guedes né e ele faz livros e aí é muito interessante né ele faz livros sobre matemática apoiada no sono porque na verdade o sono são apoiados no conhecimento matemático né então eu tirei de um artigo dele essa imagem aqui que mostra a grade de pontos porque eles fazem primeiro a grade de pontos né e depois vão preenchendo com as linhas e aí ele mostra que existe tá vendo tá numerado aqui aí faz duas vezes porque aí tem uma simetria então enfim
ele vai explicando a geometria Sona né E quando ele vai explicar isso é muito interessante porque foi publicado aqui no Brasil pela Editora um livro chamado vivendo a matemática que é do Paulo Guedes que eu acho que é para 5º 6º ano se não me engano porque agora eu confundo pouco essa coisa de série Mas é para crianças e é sobre geometria sono e aí eu fui ler o livro e tem exercícios que tem a resposta né porque ele propõe que as crianças façam sonas tem alguns textos tem alguns que não tem e os que
não tem resposta eu não consegui entender Por mais que ele explique muito bem né é um livro didático e por mais que eu até fosse uma aluna razoável em matemática nunca fui assim tão ruim em matemática tem uma complexidade o raciocínio geométrico para fazer essas formas que são né são altamente complexas e são simétricas que é uma coisa muito impressionante né E aí tem todo uma área de estudo chamada ET no matemática que vai se apoiar nesse conhecimento e tem muita gente atualmente inclusive aqui no Brasil trabalhando para inserir isso na escola né então isso
é interessante também comecei repertório ele negro e eu acho bonita essa ideia porque tá Para Além das ciências humanas né quer dizer ah é uma tradução artística de contação de história mas também está sendo usada na matemática né o nosso pensamento que já especializou Os conhecimentos e compartimentalizou eles né separou não trabalha com essa junção né agora Eles transmitem o conhecimento matemático por meio de histórias que também são desenhos né na areia eu acho isso muito bonito né e muito desafiador para o nosso Imaginário para o nosso jeito de pensar né Aí eu queria passar
rapidinho eu quero ver como é que eu vou fazer isso agora eu queria passar um vídeo só para mostrar como que esse desenho que eu escolhi e que que é imagem né do encontro como é que ele é desenhado né porque eu achei um vídeo mostrando E aí a narrativa ela tá feita em inglês então eu vou tirar o som mas eu queria só e aí eu vou eu vou fazendo a narrativa simultaneamente Mas eu só queria se possível que que vocês vissem o traçado porque é muito bonito de ver isso sendo feito é um
repertório altamente sofisticado né Muito muito interessante mesmo Quando você vai carregando eu vou contar uma curiosidade para você eu não sei se você sabia mas na USP na matemática da USP teve eu não sei se ainda tem mas eu me lembro deles inaugurarem uma optativa Que era matemáticas não ocidentais maravilhoso então eu me lembro até deles comentarem comentando com pegavam paradigmas indianos africanos né Por na matemática é muito bonito é incrível né o artigo do Guedes da onde eu tirei aquela imagem que eu mostrei que tem os números né porque eu queria mostrar como ele
mostra é um é um artigo da matemática e ele fala né Nesse artigo né porque ele mostra a tradição de choco então eu tirei essa imagem de lá ai meu Deus ele começou já assim eu falar desculpa ele fala né dos choco e mostra as imagens explica a geometria que é a parte mais complicada porque tem desenhos super complexos né E eles são todos simétricos e aí eles juntam geometria análise combinatória mínimo múltiplo comum é uma série de conhecimentos matemáticos tão sintetizados aí na forma né para poder traçar corretamente o desenho e aí ele fala
né no finalzinho desse artigo ele diz Nesse artigo exploramos algumas possibilidades de utilizar a tradução choco e de desenhar na areia da Aula na aula de matemática Com tudo o seu valor Educacional não é a única razão para estudá-la também constitui um estímulo para o desenvolvimento de novas ideias e novos métodos matemáticos e são muito importantes para reconstrução de algumas partes dos primórdios da história da matemática provavelmente independente da tradição chopp método similares de desenhar foram desenvolvidos no sul da Índia e nas nova S épdas parece que povos diferentes inventaram mesmo recurso mnemônico em resposta
a mesma necessidade de facilitar a transformação a transmissão desculpe facilitar a transmissão de ideias e valores de uma geração a outra há motivos para se acreditar que existe uma tradição semelhante na antiga Mesopotâmia e aí ele tem imagens né E aí ele finaliza dizendo este autor está preparando um estudo sobre a possível influência de uma tradição desse tipo de desenho nas areias do Choque sobre o desenvolvimento né em comparação com desenvolvimento da matemática da antiga Mesopotâmia uma das raízes importantes da Matemática mundial e ele foi entre aspas né porque ele vai falar sobre como esse
conhecimento matemático ele vai se desenvolvendo e como ele pode ser pensado de outras formas né porque o choco e não usam a fórmula matemática mas eles usam o Princípio aplicado e é super complexo né sofisticadíssima assim repertório eu vou eu vou dar play na imagem então eu espero que ela fique eu queria ampliar para vocês verem bem tá na tela inteira acho que você tem que sair do PowerPoint e aí projetar projetar a tua tela teu a tua tela daí né eu achei que ele já tinha trocado sozinho desculpa não faz isso eu achei inclusive
vocês tinham visto a minha atrapalhada que dei Play sem querer ainda bem que vocês não viram Deixa então trocar só um minutinho Ah não tem que parar mesmo apresentação né Não dá para trocar a tela entendi é que para mim apareceu como se tivesse trocado então fiz essa confusão mesmo vamos lá agora vai então é essa esse é o desenho que eu Escolhi né Para nossa conversa de hoje essa imagem né E aí eu vou dar o play tem uma narração eu tirei o som da Nação e eu vou fazer a narração enquanto a imagem
vai se desenhando a figura que está em cima é Deus a esquerda está o sol a direita está lua embaixo está um ser humano representa o caminho para Deus um dia o sol foi visitar Deus Deus deu um galo ao sol e disse volta cá amanhã de manhã antes de partir no dia seguinte de manhã o galo cantou e acordou o sol quando o sol se apresentou diante de Deus esse disse-lhe tu não comeste o galo que te dei para o jantar pode ficar com o galo mas tem que regressar todos os dias é por
isso que o sol dá volta à terra e reaparece todas as manhãs a lua também foi visitar Deus e receber um galo de presente No dia seguinte de manhã o galo cantou e acordou a lua mais uma vez Deus disse tu não comeste o galo que te dei para o jantar pode ficar com galo mas tem que regressar a cada 28 dias é por isso que o ciclo da lua dura 28 dias o ser humano também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente mas humano estava com fome depois de ter feito uma tão
longa viagem e comeu parte do galo no jantar na manhã seguinte o sol já ia ao alto no céu quando o humano acordou o meu resto do Galo e apressou-se visitar Deus disse eu não ouvi o galo cantar essa manhã o humano respondeu ele eu tentei fazer no tempo da narrativa mas já falou desculpe o humano respondeu ali com medo eu estava com fome comigo está bem disse Deus mas Escuta tu sabes que o sol e a luz tiveram aqui mas nenhum deles matou o galo que lhes dei é por isso que eles nunca morrem
mas tu mataste o teu e por isso deves também morrer mas quando morreres regressar Aqui e assim acontece então o centro da imagem né é o caminho do homem até Deus né por isso que tem um traçado no meio esse traçado no meio representa o caminho do ser humano até Deus recolocar a imagem [Música] ai não entrou aqui a outra né mas tudo bem eu vou deixar isso mesmo porque é bonito que aqui a gente consegue ver toda a geometria né na construção e vocês viram como traçado é complexo né é super bonito ele tem
uma ordem correta para ser feita né Para que não dê errado e eu acho a lógica geométrica do desenho muito difícil de acompanhar né por isso que quando eu fui lá ver os exercícios do Paulo Guedes são para criança eu achei muito difícil porque ele tem esse ele tem uma série de regras né dependendo a quantidade de pontos o desenho Exige uma linha contínuo dependendo a quantidade de pontos ele exige duas linhas contínuas existe três linhas contínuas Então você tem que conhecer muito bem o repertório para Saber mobilizar esse material é uma uma tradição né
que que cifra ao mesmo tempo e aí por isso que eu acho acho tão interessante né ao mesmo tempo ela cifra um conhecimento que é tradicional é cultural porque traduz as histórias né Tem um repertório aí que é mítico porque Nesse caso eles estão contando uma história geneal genealógica né Como são os mitos né a criação do mundo por que que o sol aparece todo dia porque né Essas narrativas míticas que explicam o mundo então tem esse repertório cultural ao mesmo tempo tem o conhecimento matemático cifrado e muito bem transmitido ao ponto da gente até
hoje usar né como referencial de conhecimento matemático e tem aí tem as questões culturais específicas né quer dizer só algumas pessoas contam essa história são os homens os meninos passam por um rito de iniciação para poder adquirir esse conhecimento então é uma mistura cultural assim que bastante rica assim né é muito bonito mesmo né eu vi que teve gente que comentou aqui que é bonito eu acho eu acho mesmo bastante bonita né a forma e Aí são muitas histórias né Tem tem a história do coelho coelho fugindo dos outros animais aí quando você vai ver
o desenho ele isola o coelho Então as linhas se fecham de uma maneira que o ponto onde tá o coelho fica isolado então ele conseguiu fugir é muito interessante né a imagem ela traduz a história né e os chokers são um povo né que tem uma história bem ai tão pedindo desculpa eu tô me atrapalhando aquilo que eu falei lendo os comentários pediu para passar o vídeo de novo posso dá tempo não vamos lá então vou passar o vídeo de novo é porque é bonito ver fazendo né Para Além de ser uma imagem linda quando
você vê ela sendo feita é muito impressionante né quer dizer se eu fico pensando que a pessoa decora né o desenho para fazer mas na verdade eles têm eles apreendem o conhecimento matemático que Eles olham os números isso eu acho fascinante Eles olham os pontos na areia eles sabem né faz a quantidade de pontos eles já sabem como tem que ser traçado né pelo conhecimento matemático é muito impressionante mesmo não é uma não é só uma questão de memorização né é uma coisa que mistura Que é uma coisa que meio que se perdeu em parte
na atração hegemônica ocidental que é a relação entre matemática e narrativa se a gente pega coisas pitagóricas também tinha esse lugar né eu eu me lembro muito da tem uma série de livros que eu me criei nelas né que é os livros do malvada que ensinam matemática de forma narrativa né aí já tem muito isso né então é claro de forma diferente né Isso aqui é uma coisa né esses outros são outras coisas né Mas a questão da narrativa é nós somos a exceção né no sentido de relação com a narrativa e mais ou menos
né porque toda vez que alguém quer promover a matemática né para crianças né você retorna O que a narrativa né ninguém vira astronauta porque vi as equações matemáticas né ninguém vira as físicas matemáticas são narrativas né geralmente ele apresenta um problema ele narra o problema você tem que interpretar para você poder resolver né Eu tava passando o vídeo de novo só para mim aí eu vi que eu não tinha trocado a tela de novo desculpa agora acho que foi né Ah posso fazer né Vamos descer agora eu acerto o tempo porque eu errei o tempo
eu pausei demais porque eu queria sincronizar com o tempo que ele passa na Lua né no lado direito só que aí no final não dá tempo então eu vou fazer contínuo vou dar de novo então a figura que está acima é Deus a esquerda está o sol a direita [Música] acho que não tava para vocês para mim tava tava indo embora já a figura que está em cima é Deus a esquerda está o sol a direita está lua e embaixo estão um ser humano esse luxona representa o caminho para Deus que é aquele que fica
aqui no meio reparem bem no final que fica o caminho traçado aqui no meio um dia o sol foi visitar Deus Deus deu um galo ao sol e disse volta cá amanhã de manhã antes de partir no dia seguinte de manhã o galo cantou e acordou o sol Quando o sol se apresentou diante de Deus esse disse tu não comeste o galo que te dei para o jantar pode ficar com galo mas tem que regressar todos os dias é por isso que o sol dá volta à terra e reaparece todas as manhãs a lua também
foi visitar Deus e receber um galo de presente no dia seguinte de manhã o galo cantou e acordou a lua mais uma vez Deus disse tu não comeste o galo que te dei para o jantar pode ficar com galo mas tem que regressar a cada 28 dias é por isso que o ciclo da lua dura 28 dias o ser humano também foi visitar Deus e recebeu um galo de presente mas o humano estava com fome depois de ter feito uma tão longa viagem e comeu parte do Galo ao jantar na manhã seguinte o sol já
ia alto no céu quando o humano acordou comeu o resto do Galo e apreçou-se a visitar Deus Deus disse-lhe eu não ouvi o galo cantar essa manhã o humano respondeu-lhe com medo eu estava com fome comia está bem disse Deus mas Escuta tu sabes que o sol e a luz tiveram aqui mas nenhum deles matou o galo que lhe dei é por isso que eles nunca morre mas toma Taste o teu e por isso deve também morrer mas quando morreres deve regressar aqui e assim acontece Então esse meio né aquela metade representa o caminho do
homem em Direção a Deus eu acho uma uma história muito bonita e acho um dos sonas mais bonitos né o desenho ele é ele é todo composto mas existem muitos Então se vocês tiverem curiosidade de procurar na internet dá para ver tem todo um repertório dos choco e que é acessível assim se você procurar sono você acha facilmente assim embora a gente conheça muito pouco o repertório tchoco e mesmo né quer dizer a gente tem pouco material achei algumas coisas em inglês mas assim a gente conhece pouco conhece a história né os tipos então tem
uma história antiga né a tese da professora Ana Paula Tavares Ela estuda também os chocos E aí Tem uma parte que ela ela comenta né que alguns momentos da história do show que elas são não é confusa assim mas quer dizer são são repertórios muito antigos e que estão cifrados nessas narrativas rurais né então é historiografia ela é transmitida oralmente então tem coisas que são obscuras assim você não entende direito Em que momento aconteceu né porque eles têm uma uma história bem bem antiga e no século 19 tem alguns conflitos e tudo isso vai sendo
traduzido num repertório oral né E aí desenha a história da narrativa oral é um exercício difícil né fazer historiografia a partir daí né Por exemplo tem uma uma passagem bonita da tese dela que eu acho que eu gostaria de ler porque tem tem várias questões assim sobre eles e o que acontece também é que os choco Eles foram dos povos que mais não sei porque tá isso aconteceu eu sei que ele foi a portuguesado como que oco Então se vocês procurarem kyoco com q u i né que oco do jeito que eu tô falando aqui
vocês vão encontrar coisas sobre eles né sobre os choco E aí tem várias formas de escrever o nome do povo e a professora Ana Paula coloca Acho que uns cinco ou seis assim em outras línguas também então é uma confusão porque você não sabe que tá falando do mesmo povo né porque são tantas grafias Diferentes do nome não só porque tá portuguesa nas línguas deles porque no caso essa forma que eu escrevi né ser kW e se lê na língua dele se ele é tchucou e né como tchou na verdade então é uma das formas
de transcrever né transformar na grafia a forma linguística que eles falam mas também teve outras confusões aí não sei se foram outras línguas eu sei que existem muitas formas mesmo de grafar E aí assim enfim Eles são um povo que se torna a nômade né que ocupa Os territórios então no século 19 eles entram em conflito com esse reino da Luna e a professora Tavares diz o seguinte sobre eles né Essa modificação tchoco né porque eles vão se espalhando né Por Angola eles eles acabam conquistando espaços que eram de outros povos né de outras etnias
a gente diria mas que são outros povos mesmo né que moravam lá antes da colonização já né importa referir que toda essa modificação tchoco e aceita no modelo de assimilação cultural entre aspas né ela Coloca que eles confere agilidade necessária a uma ocupação lenta dos espaços estratégicos a sobrevivência e crescimento eficaz durante todo o século XIX que é o momento do maior conflito né com o imperador abertos a todo tipo de opções e adaptações estreiam-se no modelo cujo ponto fural é a noção de Equilíbrio oscilante ela usa um conceito né que é do Max luckman
mas é citado pelo balandier então eles usam essa noção né de Equilíbrio oscilante para combater os radicalismos de noções estáticas sobre a sociedades africanas então é muito interessante né porque ele é um povo que se adapta se adapta muito então ela vai dizer que depois estavam espaços de guerra eles reservavam aí vem os problemas né mas enfim que sociedade não tem esses problemas reserva parcela das suas mulheres para oferecerem como esposas os outros povos para né como uma espécie de forma de aliança e que essas essas mulheres e que aí os lundas também ofereciam mulheres
deles né para viver com os quiosques para eles fazerem essa essa troca né você vê que a mulher é sempre objeto de troca no patriarcado é uma coisa que Ultrapassa o capitalismo né ele tá nas outras culturas também né enfim as mulheres como objetos de troca isso é como uma várias culturas antropológico tem muitas histórias em vários povos né que isso acontece porque você quer dizer você cria um laço afetivo né Umas familiar a partir daí dessa dessa troca das mulheres mas também diz que elas eram muito bem tratadas né Por esse povo pelo povo
chopp então quando elas voltavam para suas famílias elas estavam já com miçangas sobre o peito com uma cultura diferente com linguajar diferente então é muito interessante também né como esse povo ele tem esse tipo de estratégia né para conquistar outros povos ou seja também é contrário essa noção estática da sociedade africanas Eles são um povo africano ali que né quer dizer que mantém é um dos povos que mais mantém as suas tradições culturais né até hoje você esse vídeo que Eu mencionei depois eu te mando o link até Thiago que mostra hoje né um vídeo
bem curtinho assim mas que mostra Hoje ele celebrando lá o ano novo Chopp e agora 2020 eles estão até de máscara no vídeo porque foi né no momento da covid né então e você vê né ali você vê o quanto eles preservam de fato eles dão valorizam o seu próprio repertório cultural aquilo que é característico deles mas sem cair nessa armadilha de que a cultura tem que ser estático que ela não pode se abrir a transformação né eles essas dinâmicas ao longo dos séculos deles mostra bem isso que eles valorizam o trânsito intercâmbio com outras
culturas com outros povos mesmo os povos que eles conquistaram né enfim eles fizeram guerra também então É bem interessante assim de ver tudo isso nossa eu falei até não poder mais né Você viu eu não sei nem se eu já não tô quase estourando Nosso Tempo vamos ver se vai bater o Jaime tá sem som Mas aí o professor né poxa vida ainda tinha Metade dos slides para passar ainda é mesmo depois Ah mas aí ele tem um repertório muito mais Muito interessante até tem que colocar depois no link aqui para Mas enfim todos jogando
com imagens bem bem interessante também né eu me lembro tem aula Ele trabalha já com porque isso né como eu disse eu percebi a minha ignorância em termos de repertório e magético quanto eu não fui educada para isso né na faculdade é isso por exemplo eu assisti uma aula do Jaime uma vez que ele fazia análise de pintura falava do romantismo e mostrar e para mim foi uma revelação assim porque essa coisa do de construir né como a gente vai construindo na Faculdade de Letras por exemplo um repertório de leitura né a gente não constrói
um repertório de imagem né que isso não é dado na nossa educação eu tive não você já terminou a tua fala Ah tinha uma situaçãozinha que eu queria ler sobre os choc e eu não tava achando E agora eu encontrei porque também me perdi na papelada aqui que é só é bem curtinho assim é um trecho de uma entrevista que a professora Ana Paula faz porque ela faz recolha de relator né E aí a pessoa diz assim é muito interessante né Sobre esse fato né dele se adaptarem né ele se adaptou às exigências do presente
né sem grandes problemas vamos dizer assim mas olha só Aí eles se inserindo na modernidade né e precisam colocar ali uma liderança um chefe a pessoa faz um relato e diz assim os kiokus gostam da Democracia nenhum que oco se ajoelha a umuatianos podem ter um rei mas é um rei simbólico estamos acostumados gente é para deslocar mesmo ele não é um rei para mandar ele não é um rei para mandar nos presentes a rainha Capitulo esteve há poucos dias entre fevereiro e março a procura de um representante mas não teve acolhimento nenhum que oco
quer esses Príncipes que andam todo tempo a fazer guerras quer dizer essa tradição né ali tem esse esse essa liderança né um bomba que é uma na história né A primeira liderança desse povo né a tradição reconta essa história então eles têm esse nome porque é de onde saiu o povo né o catchup Porque nós não temos Rei só no uma Bumba o atendo ele aquilotou com o branco então esse errei que lutou com branco mas hoje em dia Se alguém quiser ser rei a gente não se curva não eu acho bonito né o relato
a gente não gosta de chefia e tal só queria fazer esse último comentário assim lá do Montana dos canibais lá né porque é mas por que que vocês a gente olha para Esses povos né ou para esses Outros tantos povos a gente se pergunta por que que somos os nós os únicos que se baixam tanto a cabeça né com tanta gente passando fome né Fica a dica né como mas é pois já que falar assim foi foi excelente tá eu gostei muito de ouvir né Foi muito interessante foi eu fico eu fico pasmo né porque
essa proposta que é uma proposta tão simples né eu fiz do modo mais aberto possível né ela faz não só não só traz uma variedade entre as pessoas que vem aqui mas o que eu acho mais interessante é que as pessoas se deparam com Questões né Eu tive que ir atrás de uma hoje né Como foi o teu caso né E daí ela se deparam com questões porque elas foram atrás de uma imagem não eu não esperava falar sobre isso eu não esperava a questão da matemática e tal então É engraçado porque tem sido o
que é isso que é o melhor né não é uma coisa de uma de um vértice só né então não é só você que tá nos dando alguma coisa mas a proposta também fez fez alguma coisa para você também né Isso é muito bom né eu tenho ouvido isso eu fico feliz né Eu não esperava isso né e bom também tem cagando agradecer com a comparação com o Instituto livre né Essa daí eu fui assim mas eu acho [Música] né mas essa realmente né de novo né a gente tem que ter mais espaço para fazer
o que a gente quer né porque isso rende né na academia isso rende na universidade nos espaços de produção de saber de arte né Às vezes você tem que simplesmente deixar rolar né e isso é muito bom mesmo né Eu falo sempre que Tem um objetivo aqui entre outras coisas é mostrar para todo mundo né não só para os alunos de graduação né mas o é possível fazer né é o que que é possível ir atrás né então é tão amplo esse conhecimento de repente de repente a gente lá onde não se espera né de
repente os estudos literários e narrativa né de repente ele se torna muito importante para a matemática né se subestima muito isso é e a gente tá perdendo essas coisas né essa esse empobrecimento que você descrevia né esse cálculo né porque o problema é que é um cálculo que vence né então é muito irônico que hoje a gente nunca na história falar dessas essas pérolas mas nunca mais nunca antes né na história da humanidade a gente teve tanto acesso a filme né eu eu sou uma época que era você perdia o filme às vezes não chegava
né E se você perdia naquela sessãozinha daquela amos mais né até hoje eu vejo teve um teve filmes aí que eu esperei 20 anos Agora graças a ao infinito da internet né Você pode ter acesso a quase tudo né aí você vê só um comentário rápido sobre Isso os filmes africanos Eles continuam a ser muito difíceis dificilmente eles estão na internet é assim tem uma amostras tem que correr para ver porque se você perder depois é muito difícil de conseguir era isso que eu ia falar né então assim o que que tá acontecendo agora teve
um momento disso né Graças a pirataria né não vamos mentir né a pirataria que salva essa variedade teria muitas vezes que ajuda né é eu ter filhos africanos que não tem plataforma nenhuma né e eu tenho visto muita gente do cinema preocupada porque o que acontece tá se enfiando muito nas plataformas streaming só que elas são restritas né Elas começam a dizer a isso não dá viu então não interessa né E tá se perdendo o costume de criar mídia física ou passar mídia física para para algum tipo de arquivo digital então começa a ser um
processo de destruição silenciosa de cinema né ou de outras profissões vamos dizer áudio visual a gente tem um risco aí agora que a gente tem um infinito da internet o infinito né começar a destruir né assim mesmo né [Música] é muito maluco como abundância faz que isso aconteça né quer dizer tanta coisa você não precisa mais censurar um filme é só você colocar tanta tanta informação que ele vai passar batido né ele vai ser é muito impressionante e ao mesmo tempo nunca antes na história da homenagem teve tanta hegemonia né A questão dos filmes não
é só uma questão do os filmes que a gente tem aí né os filmes de Disney né Marvel Papa né Star Wars e tudo mais né Guerra nas Estrelas né Na minha época não é eles eles materialmente Eles tomam cinemas né porque hoje hoje um cineasta independente não tem onde exibir o filme porque lá nos Estados Unidos em particular as salas são compradas né então já existe um esquema de monopólio né de exibição é sinistro assim é que aqui a gente vê isso nos shoppings né você 10 salas exibindo [Música] mas a gente tem esses
cinemas menores né quer dizer então se tá se perdendo também mas nos Estados Unidos tem esse processo mais voraz né de comprar salas né na verdade Assim não sabia que eles compravam na cara agora vou começar a falar sobre cinema assim mas é assim na antiga Hollywood as salas de sistemas eram quem comprava quem tinha salas que era dona da salas eram os os estúdios né E aí você cria uma lei para separar isso daí tem todo mundo isso é um momento importante na história do cinema norte-americano né só que meio que tá voltando isso
né Então tá voltando ao monopólio né destruindo tudo que tem de menor a Amazon traz a livrarias de drogas a gente o que o que você tava descrevendo em relação a tudo isso que a gente vê que a monocultura né a gente tá se encaminhando por uma monocultura que tem a ver com uma espécie de natureza também pasteurizada né então a gente tem que pensar a gente comer quer dizer começou-se não se fala mais das coisas dos transgênicos né mas cara transgênico o que que é no fundo é tipo uma inscrição da mercadoria na vida
né no DNA da vida né assim é uma coisa quer dizer uma expressão material né de posse né e é para não deixar né isso num Santo Produz a semente ela dá uma que é para não germinar mais para você comprar dela e ficar refém a vida fica Refém Da Corporação é impressionante né porque a semente se espalha né se pegam essa sementes que se espalham que ninguém tem controle sobre isso no teu Campo nos Estados Unidos Por exemplo ela pode tomar o teu terreno aconteceu muito isso então mesma coisa que é um processo similar
que acontece aí com empresas que compram na sente de água elas vão começando a dominar tudo porque elas com Elas começam a ter bens naturais né tem essa história de privatizar o céu né que é o último território não conquistado né aliás eu tô estudando isso só para fazer uma propaganda né Tô estudando essa coisa do céu como Resistência com sonho de colonização Mas também de resistência colonização isso daí começa já na coordenação das Américas Enfim uma hora eu explico mais isso aqui mas mas é mas é incrível né falar assim privatizar o céu por
exemplo né a Espanha querendo taxar luz solar né umas coisas fazendo né quer dizer então a gente vive num e isso é diretamente proporcionar uma Monocultorização né eu fiquei lembrando de vários textos né assim para começar eu só queria confessar uma coisa para você hein essa passagem do Marcos da ideologia alemã eu começo vários cursos com essa passagem sabia é porque porque eu sempre falo assim o que o Marcos né é poder pescar sabe assim e parece muito ingênuo né mas se você parar para pensar o que que isso significa né que parece tão pouco
e aquilo que a gente não tem né A gente não tem tempo né a gente não tem acesso tempo da nossa vida para escolher o que fazer com ele não tem tempo né o tempo que a gente tem esse tempo esse tempo a natureza desse tempo né eu tô pescando mais eu tô olhando o celular tô pensando no meu trabalho né eu vou ter que voltar uma hora vira aquela coisa do tempo livre lá com a dor não fala então assim é e daí Aí eu lembro também de ultrapassagem todo esse Apocalipse que a gente
tava narrando né e eu lembrei também que eu acho uma passagem muito subestimada eu acho de um texto que não é nem um pouco sobre Estimado né sobre a história né do Benjamin né é um texto que é enfim um certo sentido da possibilidade de escrever vai lá agora não lembro se a segunda terceira tese acho que a terceira e vai lá e fala assim olha o fato de que nós não invejamos que a inveja que nós temos não é direcionado as pessoas do Futuro mas as pessoas que estão fazem parte do nosso presente né
eu começo a pensar em tudo que você está falando essa tentativa de a gente essa necessidade que agora a gente tem de olhar para outros povos agora não você já faz muito tempo na verdade é quase a história do ocidente né olhar para outros povos e ver uma vida uma possibilidade de vida melhor mas no final das contas você acovardar diante disso né e continuar o processo de no fundo do acidente em boa parte do acidente sabe disso né mas daí no final das contas você tem uma pele covardia ali não sei dizer bem o
que é mas o Benjamin falando tudo isso né quer dizer a gente inveja Nossa inveja direcionada as pessoas do presente isso é prova de que todos os elementos da Felicidade estão quer dizer não falta a possibilidade da Felicidade está no presente está no agora está tudo aqui é só nós reivindicarmos isso nesse tempo do agora que é todo um conceito complexo não é mais eu acho isso incrível também Ele visita o passado desculpa Realmente esse texto a gente podia ficar três horas falando só desse texto né que é maravilhoso todas as teses né mas uma
coisa que eu acho muito bonita é que ele não revisita o passado de uma maneira saudosista né porque tem essa nostalgia que é meio ingênua que idealiza o passado então ele vai radicalmente Contra isso né não senso comum que quer se refugiar no passado mas ele convida a olhar para o passado para dizer Olha nós somos o futuro desse passado era a gente que eles estavam vislumbrando né as possibilidades de emancipação em aberto elas projetavam a gente tá agora então a gente tem que realizar aquilo que foi ali atrás né é muito bonito né de
honrar os mortos né não é voltar ao passado na verdade o passado é que não para de voltar nessas demandas dos oprimidos e é muito curioso porque a gente todo Esse processo que se escreveu sobre a querer projetar nos outros um tempo congelado preservar eles da própria passagem do tempo nessa que é uma coisa absolutamente violenta né É na verdade é uma projeção daquilo que a gente faz o que acontece na sociedade ocidentais né o tal do tempo hegemônico vazio né do bem de mim né no fundo a gente finge que a gente não sai
né tá indo né Essa visão do Progresso na verdade é uma ilusão que na verdade porque Os Vencedores Não param mas é eu acho eu vejo então e cada vez mais né porque a tendência é sempre a concentração a hegemonização e enfim a concentração cada vez a acumulação né sempre cada vez mais coisas na mão de menos pessoas que tomam as decisões por todas e não possibilitam né alternativas outras alternativas estão pensando no pós-modernismo né Ele disse que é um que a literatura do século 20 tinha o tempo como Central né E que agora quando
começa o tempo aí Enfim tem a discussão dele lá que após modernismo depois modernidade Porque ele acha que não é um estilo de época Mas é uma uma atmosfera de época na verdade não tem e tal um tempo histórico mas que ele disse que se perde o tempo né na verdade a noção dominante na pós-modernidade seria o espaço né porque o tempo já foi abolido você entra nos Espaços onde você perde a noção de tempo e isso cada vez é mais gritante né cada vez mais a gente tá E acho que ele nem tava falando
ainda da sei lá da rede social que você fica ali sempre são espaços que retiram ao mesmo tempo né não é soldado material objetivo da gente não ter acesso ao tempo como diria Antônio Cândido que é o tecido da nossa vida né tempo não é dinheiro ou ter sido da nossa vida não é só a gente não ter direito ao tecido da nossa vida né mas é noção mesmo da totalidade do tempo né eu falei mas a gente vê isso né desde o início nessa ideia de olhar para porque eu leve esse troço que fala
isso né Cido mas ele fala assim não tem uma cultura que se interessa assim de forma tão tanto pelas outras no sentido assim de querer examinar escrever Catalogar né nenhuma outra cultura faz isso como a cultura ocidental né muitas culturas sabem que existe outras coisas mas às vezes não se entende ou vão lá bate-papo né tem uma relação mas é e ao mesmo tempo né é a que mais a que menos respeita essas outras categorias né é para eu me lembro de um tem um por exemplo um cara que é o Vitor sei lá você
galã né que é um cara lá tá quer dizer criado no alto imperialismo francês né ele ele promoveu né ele ele era representante desse imperialismo francês né o cara vai lá escreve um ensaio um ensaio sobre exotismo falando sobre essas coisas né Falando como ocidente tem essa necessidade do outro né Porque como pelo menos uma janela de vislumbrar outra forma de vida porque a porque no fundo a forma que vivida que impera não no acidente né mas espera pela pela perspectiva você não tava insuportável né E ele fala inclusive para recuperar uma outra coisa que
gerou muito comentário aqui né recupera inclusive ele fala do das outras culturas ele fala de outros Tempos e ele fala dos alienígenas também né isso na no final do século XIX ali ele falou assim essa ideia de ficar vislumbrando forma de vida alienígena né e é bem isso né tem essa essa coisa de que tem algo que que tá lá fora né é a verdade está lá fora né de dizer lá o arquivo x né mas aí quando chega né se torna aterrorizante né é figurado de forma aterrorizante né então por isso que eu falei
da covardia né quer dizer Às vezes a questão é se entregar essa outra coisa né não é crescer essa outra coisa né mas se entregar o fato de que a gente não que né e parece que essas outras formas né a respeito de como elas são descritas elas fazem isso muito bem né Elas vão trocando coisas entre si elas não tem um problema de ficar mantendo aquilo que tem a sua essência qualquer coisa assim [Música] a ideologia funcionou muito bem nesse Porque mesmo se você for pegar alguns grupos talvez não os mais mais explorados mas
assim muitos grupos de trabalhadores explorados se você oferecer para eles vai se a gente tivesse essa possibilidade de oferecer eles não vamos fazer uma alternativa aí de Mundo Diferente Vamos acabar com o Capitalismo e tentar criar uma sociedade diferente eu acho que a maioria das pessoas teria medo mesmo o medo é a arma ideológica fundamental Porque como que eu vou viver de outro jeito né que nada né que é uma vida absolutamente danificada como diria odorno né e mas eu tenho um apego a isso né e uma dificuldade de imaginar né de projetar essa imaginação
bloqueada mesmo que a gente tem como seria de outra forma eu falei do sergalão pensei também do Hauer balada da filologia mundial né Deve ter todo Mundial também que era isso né o ocidente né o embate agora entre os Estados Unidos e eu não Soviética vai acabar com a variedade né agora a gente tem que ir atrás dessa variedade aonde nos outros lugares né é muito muito essa monocultura que você falou ela é monocultura na cultura também a produção da massificação mesmo generalizada as culturas a variedade da Batata né nas esculturas Andinas é fundamental né
e a gente tá matando isso né a gente quantos tipos de batata a gente conhece né não isso é um jeito de pensar né é uma monocultura é uma cultura só aqui ó mas ficada feita para pensar de uma forma só e tem limites para a gente fugir disso também né porque nossa Imaginário foi formado nosso subjetividade foi formada assim né então nossos vislumbres também são limitados outras referências para tentar imaginar diferente né Eu acho que essa questão de se deixar levar por peça possibilidade de ser outra coisa de se transformar esse tempo atrás essa
semana um aluno começou a falar sobre o temor de acabar a França né Por causa enfim por causa do Imigrantes essa discussão é triste aí né e eu respondi assim Mas será que é tão ruim assim a França terminar esse acidente tão ameaçado coitado e como se ele fosse desaparecer tipo é que a gente projeta aquilo que se faz né a ideia aqui não é um extermínio né é uma transformação né essa coisa de lidar com o outro por meio do genocídio é uma coisa bem Mas mas enfim né O que que nós temos tanto
a temer e não existe cultura pura nunca existiu né todas misturam Então porque não né o macarrão uma bolonhesa lá dos Italianos o macarrão é chinês o tomate americano né não tem nada de italiano nada né e o macarrão chinês também não é chinês né você vai você vai vai fazendo aí ao mesmo tempo você vai percebendo né ah nossa o ravioli é uma coisa tão específica pô mas aí os poloneses polonês o creneus tem o pirogue aí tem os damples lá tudo que a gente tem lá na China deve ter a versão disso até
a natureza né a gente acha que ai vai voltar por uma natureza né aquela coisa bucóli que tal aí eu não lembro se é uma passagem da ideologia Alemão se tá em outro livro mas que o Marcos fala né século 19 ele tá escrevendo ele fala gente que que esse romantismo alemão quer voltar para natureza porque era alguma coisa que a imagem era da Cerejeira fala Cerejeira do Japão não é nativa da Alemanha veio do Japão então que natureza ancestral essa que vocês querem voltar tudo já foi tocado pela mão humana isso no século 19
ele falou Então assim esse sintoma né de querer ir atrás da outra coisa né [Música] que seria pura sei lá uma viagem que esse outro puro é na verdade o outro já conhecido né já é estabelecido né Isso não é o outro radical né Engraçado né porque é uma outra fixado em algum dentro ainda da estrutura ali do discurso humanizado toda a pureza implica em desumanização né Toda procura por exemplo um aspecto de desumanização já que eu tenho eu tenho a gente poderia conversar aqui o resto da vida né porque enfim eu tenho uma coisa
que eu tenho feito agora bom eu já agradeci já já falei que foi realmente muito bom eu fico realmente grato né mas eu tenho agora eu tenho uma Eu tenho um procedimento aqui nesse ano nesse ciclo 2023 que é o seguinte eu termino com uma pergunta que é sobre pensando né você ainda você ainda é a pesquisadora né Você ainda tá ali no doutorado né então eu vou fazer uma pergunta um pouco estranha porque você ainda tá nessa nesse processo de passagem né mas enfim né você já deu Aula né você já falamos lá da
experiência egípcia né mas é um pouco né até se quiser retomar isso mas eu tenho perguntado sempre para as pessoas que têm vindo falar aqui né para pedido para elas falarem um pouco sobre o que elas falariam né o que elas falam por um aluno que passado todos esses anos de Apocalípticos né que é o tema da fala hoje né mas esses anos de vida é uma ação da nossa área esses anos que criaram toda uma espécie de tristeza ou de mobilidade com relação a as expectativas da área de letras de humanidade nessa visão de
sem futuro né não consegui imaginar o futuro né e um cara uma pessoa não cara é uma uma cara também que estejam querendo começar pesquisa hoje O que que você diria para essa pessoa em letras assim mesmo Pode ser na vida mas aí você escolhe mas o que que você diria o que você o que que você proporia como um Horizonte um procedimento aí de formação você diz assim uma coisa para estimular Ou um conselho vamos dizer assim um caminho só como é que ele deve encarar o próprio caminho dele vamos dizer assim ele ou
ela geralmente né quem tem esse interesse é porque gosta de estudar no começo né assim acho que um primeiro princípio Geralmente quem se interessa pela pesquisa gosta de estudar né para mim pelo menos a pesquisa sempre foi muito mobilizada pela curiosidade né Eu sou muito curiosa eu continuo curiosa e estudar uma coisa que amplia a curiosidade né Eu já era curiosa quanto mais eu estudo mais curiosa eu fico né Mas eu fico querendo saber as coisas mas a pesquisa nos leva também a resultados que a gente não espera e não quer né muitas vezes também
que bom né porque se eu fizesse pesquisas já sabendo que eu ia encontrar não ia ter graça nenhuma também né então é bom que a pesquisa nos leve resultados que a gente não espera é mais olhar para nossa né Por exemplo para quem vai estudar o contemporâneo alguma coisa assim é doloroso né Quanto mais a gente entende o mundo mais doloroso vai ficando né teve uma frase que um professor falou a gente tava estudando Drummond que Acaba com a nossa vida Drummond falando sobre o Brasil é lindo é lindo de doer e dói mesmo né
dói fundo assim falando Nossa que né é assim você chora e se acaba né Fala meu Deus é isso aqui o Brasil e tal você entende com muita profundidade né muito doloroso E aí né enfim os alunos arrasados porque é muito doloroso mesmo e tal e uma coisa que ele falou que eu achei muito bonita foi a Lucidez é uma forma de felicidade isso eu achei muito bonito porque é doloroso a gente estuda né eu tem vezes que eu tô lendo os livros que eu já li 200 vezes do Landino por exemplo são difíceis né
então eu me comovo nas mesmas passagens eu choro assim né e fala nossa como é doído isso aqui mas é melhor saber do que não saber por mais doloroso que seja né e isso é uma forma de felicidade né você alcançar uma compreensão maior do mundo é uma forma de felicidade né que a gente fica achando ai não queria ser ignorante queria não entender nada que tá acontecendo que eu ia ser feliz mas acho que isso é uma ilusão acho que isso não funciona né a psicanálise ensina bem né fala assim ó Sofrer sofrer acontece
né Mas o pior que sofrer é não saber porque se sofre não saber a natureza do sofrimento né que você vai estar analisando como um problema seu né como se faz se fosse você fosse um problema isso é não existe dor pior que essa né então eu também eu concordo isso falo também muito né e é meio curioso né Eu sempre falo é estranho né que a gente se detenha a gente tem todo mundo discurso Alegre sobre literatura né Eu adoro isso eu amo isso e tal mas a verdade é que todos os bons livres
ou os livros que a gente gosta né são trágicos né quando não são desgracentos mesmo né eu vejo eu vejo a minha lista assim é uma catástrofe né mas porque a gente é uma coisa meio sádica assim uma coisa meio conversa né não é porque porque formalizar aquilo né a gente começa a enxergar uma saída a gente começa a enxergar que a gente é capaz de lutar né então é capaz de responder aquilo né Ficar imobilizar não tem como né Mas eles transformam a dor em beleza é uma coisa impressionante eu eu eu acho que
eu não sei eu não sei se eu consigo Chamar backter beleza mas mas o meu jeito que você quer dizer mas é mas é porque é revelador você olha o olho uau eu vi um mundo novo agora né o mundo cresce é bonito isso nós doloroso que seja Bonito essa expansão é realmente é verdade já que eu peço desculpas a todos eu tô como vocês podem ver minha voz tá completamente arruinada depois de semana aí falando mas eu queria agradecer muito tá foi muito legal vai ser aí uma vai ser uma aquisição por arquivo aqui
do ciclo enorme né E espero aí que a gente continue fazendo várias outras coisas aí e que enfim porque é isso né porque esse ciclo também é baseado na felicidade eu creio eu já falei isso mais uma vez né uma desculpa para conversar com pessoas para reivindicar aquele tempo né Para a gente poder conversar com pessoas que a gente gosta então é isso espero que as pessoas tenham gostado né teve um público legal aí participativo né e eu na verdade eu fiz uma coisa eu tô muito ruim né mas eu esqueci de fazer vamos ver
aqui vamos dar um tempinho aqui mas Eu vi os comentários né da Luzia obrigado viu nos comentários sobre o Eduardo que ela também é leitura do Rui Duarte minha tia caramba você sabia que você tinha um fã clube [Risadas] mas acho que acho que acho que vamos então né já que não sei se acho que eu acho que foi Acho que você bateu o recorde agora com duas horas aí você entrou no recorde aqui do do Círculo aí vamos ver ai meu Deus eu me empolgo é isso é mal de quem gosta de ser professor
né gente se envolve fala e tal mas é isso que faz a graça [Música] só posso agradecer muito muito mesmo pela oportunidade assim porque realmente é isso que você falou vira um estímulo para a gente pensar de forma diferente né Foi bem diferente para mim esse exercício porque o sono né quer dizer eu cheguei ao Sona por causa do segundo livro que eu tô estudando Landim naquela dos Guerreiros ele faz um tolo ele cria um né porque Ele se apropria dos repertórios angolanos ele cria um né que nós a onça do último Capítulo infelizmente não
os dois só tem essa edição da caminho que é portuguesa infelizmente né agora é minha irmã Carol sou eu obrigado gente então e aí ele ele se apropria E cria um né porque ele se apropria de vários vários repertórios culturais angolanos nem mistura enfim e aí eu né analisando essa imagem Teve um dia que eu falei ah deixa eu só ver o que que é isso aqui e aí quando eu fui ver eu tava dois dias lendo sobre o sono eu falei gente eu fugi completamente porque é muito fascinante né é um repertório cultural muito
fascinante e eu não teria oportunidade de falar sobre isso ou de pensar sobre isso tentando relacionar com contemporâneo então é um estímulo assim muito legal assim essa possibilidade nessa liberdade de aproximar coisas muito distantes né para tentar outro jeito de pensar né porque se eles contam história com matemática contradição com então aí né atuando na Realidade hoje isso é outro jeito de é outra lógica né é outro jeito de compreender a realidade a gente precisa acessar essas outras formas né então só te agradecer muito mesmo pela pela oportunidade e com certeza faremos outras coisas muito
obrigado mesmo foi ótimo papo com você ficaria mais um pouquinho eu só vou interromper [Música] eu sempre esqueço como Pessoal esse mês ainda nós temos mais o nobilíssimo Joca Wolf aqui da UFSC para falar sobre Lima Barreto e espera aí contar com vocês vai ser dia 30 se eu não tô enganado eu tenho que olhar o calendário mas final do mês ainda tenho Joca aí para falar que é um cara de olho na página gente que tem sempre vídeos muito legais o Joca é uma figura assim tipo amável mas eu vou eu vou então para
a transmissão eu agradeço a presença de todos até a próxima