Oi, oi, gente! Tudo bem? Hoje eu vou falar para vocês sobre minha experiência com ansiedade e depressão: como foi, né, o diagnóstico, como eu descobri, como foi o tratamento e como eu lido hoje com isso.
O diagnóstico foi em setembro de 2019, depois de ficar três ou quatro dias de cama, sem conseguir trabalhar, sem conseguir fazer nada. E como cheguei nesse ponto? No início de 2019, eu estava com sintomas de depressão, mas achava que era qualquer outra coisa, porque eu sempre fui uma pessoa muito alegre e muito comunicativa.
Então, eu pensei: "como assim, você é super falante, super feliz? " E porque eu sempre tive uma postura muito positiva diante da vida, o meu lema sempre era: "não importa em quantos pedaços o seu coração se parta, o mundo não para para você juntar os pedacinhos. " Com esse lema de vida, fui sempre postando por cima dos problemas e achava que tinha que ser assim, até que chegou esse ponto que eu não consegui mais; não aguentei e não conseguia nem levantar para tomar um banho.
No início de 2019, eu até escrevi sobre o que estava sentindo, porque eu tenho o hábito de ter um diário no caderno, onde faço anotações sobre a minha vida. Então, escrevi o seguinte: "faz mais de uma semana que tem algo ruim me incomodando, sinto vontade de chorar, mas o choro não vem. Não estou com paciência com as pessoas, nem com as que eu amo.
Sinto um grande desconforto, uma tristeza sem motivo aparente. Me sinto cansada; às vezes, parece que o passado volta e quer cobrar as coisas que eu não sofri quando tinha que sofrer. Sinto falta de ter alguém para compartilhar essa angústia, mesmo sabendo que a resposta só eu posso encontrar.
" Eu me sentia muito cansada, sem vontade de fazer as coisas. Então, pensei que era alguma deficiência. A menina que estava aqui no médico várias vezes, eu procurei ajuda psicológica pelo convênio.
Aí, passei por uma triagem e a profissional falou: "olha, o seu caso é ansiedade, mas você tem que respirar fundo e contar até 10 quando vier aqui, e vai passar. Você não precisa de terapia; você não se enquadra nos requisitos do plano de saúde para fazer terapia. " Naquela época, o tempo foi passando.
Eu tinha minha vida social normal, porque mesmo assim, apesar de não estar me sentindo bem, não deixava transparecer. Com o tempo, fui perdendo a alegria; comecei a enxergar as coisas como muito sem graça. Eu não sei como explicar, mas as coisas foram perdendo o brilho.
Lembro do meu aniversário, que foi alguns dias antes do meu diagnóstico; eu estava lá na festa, toda feliz aparentemente, e lembro de olhar para todo mundo e pensar por dentro: "nossa, eu sou uma fraude. Eu sei que não estou feliz, eu sei que não estou bem. Estou aqui abraçando e sorrindo para todo mundo.
" Era uma sensação falsa, sabe? De viver um personagem e de ser uma espectadora da minha própria vida, porque achava que tinha que ser gentil com as pessoas. Eu acreditava que, se eu falasse dos meus sentimentos, ia deixar as pessoas tristes também.
Sempre me achei responsável por alegrar e animar as pessoas; não tinha esse direito de não ser feliz. Eu tinha passado no meu segundo concurso público, então estava em um emprego super bem, super tranquilo, com uma vida maravilhosa. Eu estava viajando sempre, então achava que não tinha o direito de me sentir mal.
Só que no ano anterior, eu tinha passado por uma situação muito ruim, uma situação de violência, e que talvez um dia eu consiga falar sobre isso, sim, mas não agora. Lembro que quando isso aconteceu comigo, na mesma hora, pensei: "não, eu tenho que passar por cima disso. Esquece, já foi.
" Mesmo sentindo dor, falei: "não, vou fingir que nada aconteceu e seguir em frente. " Mas nem sempre funciona assim, né? Nem sempre a gente consegue seguir em frente.
E aí lembro que ficava com pensamentos na cabeça, né, que geraram ansiedade. Fui tendo um looping dos mesmos pensamentos mil vezes; toda hora eu pensava a mesma coisa. Esse pensamento já me acompanhava há um tempo, mas ainda assim consegui trabalhar.
Conseguia ser uma boa mãe para a Bia; conseguia fazer tudo normal, mesmo que fosse no modo automático, levando a vida assim, até chegar a um ponto que não consegui mais levantar da cama. Bom, foi aí que minha mãe falou: "não, você precisa procurar ajuda. Vamos no médico.
" Eu falei: "mãe, eu já fui no médico, já fui a nutricionista, eu não tenho nada; só preciso dormir um pouco. " E foi aí que fui ao médico pelo SUS. Sempre ia em médicos do convênio e sempre recebia a resposta: "está tudo bem.
" Fui na médica do posto de saúde e falei: "olha, eu não sou essa aí, não. Eu sou uma pessoa muito ativa, eu sou uma boa mãe, eu trabalho, já passei por momentos muito mais difíceis na minha vida. Eu sei que está acontecendo comigo; por que eu estou assim?
Eu só quero que você me conserte. Por favor, só me dá três dias de atestado para eu ficar em casa descansando, porque depois eu vou levantar e voltar nova. E você, uma eu vou ser, ai, não; todo mundo conhece de novo.
" A médica falou: "eu posso te dar um atestado para você voltar a trabalhar daqui a três. " Mas, no seu caso, você está com depressão e você precisa de um. .
. Tratamento, tá? Isso, então eu recomendo para você psicoterapia, e eu vou te passar uma medicação para uma psicóloga maravilhosa, que eu falo, ela salvou minha vida.
Melhor, essas coisas eu não conseguia falar, eu nem tinha vontade de ir porque eu teria que mexer em muitas coisas que eu não gostaria de tocar no assunto. E por isso que eu cheguei a esse ponto, né? Por ficar aguardando, para mim, tanta coisa.
Então, a primeira coisa que ela me pediu era para eu parar de me jogar; para eu olhar para mim como eu olharia para uma amiga, para uma pessoa que eu gostasse, para eu ter a mesma empatia, né? Que eu teria com uma pessoa que estivesse mal, eu tivesse comigo mesma. E aí só deu fazer isso!
Eu me lembro que eu já me senti melhor. E aí, tomando a medicação, eu comecei a me sentir bem logo de cara, assim, na primeira semana. Eu comecei a sentir uma felicidade que eu já não sentia há muito tempo.
Então, nossa! Aparecia a Branca de Neve cantando pela floresta e os passarinhos vindo pousar no meu ombro. Eu lembro que eu me senti assim, a princesa da Disney, andando, vendo as coisas como se fossem pela primeira vez, tudo colorido de novo.
Só que aí entra o problema da ansiedade, porque misturada com o remédio, eu não conseguia dormir. Eu acordava, tipo, duas da manhã, com a energia assim, para construir um prédio. Então, eu falei isso para minha psicóloga e voltei na médica para ajustar a medicação.
E aí, a médica me prescreveu um calmante para tomar junto com o remédio para depressão. E, durante assim, o meu tratamento, tiveram altos e baixos, né? Não é linear, tem dia que você tá bem, tem dia que você tá mal.
E eu lembro de um dia em que eu estava bem mal, mas por sorte, eu tinha um grupo das BFFs (Best Friends Forever), com a minha amiga Bárbara e a Raízes. Elas sempre estavam lá quando eu precisava, nos momentos assim mais difíceis. Eu vou mostrar uma foto aqui.
Tinha um dia que eu tava muito mal e eu tive um gatilho emocional muito forte, que me deixou muito mal. Mas eu tinha esse suporte profissional, do remédio, e pessoas maravilhosas que estavam me apoiando. Meu irmão também, eu lembro que foi muito parceiro nessa época, o Júnior, e minha mãe também nunca largou minha mão, e isso foi assim, fundamental.
Eu lembro de quando eu ia trabalhar, eu passava por uma ponte todos os dias, e eu cheguei a pensar assim: "Ah, eu só não vou acabar com a minha vida porque eu sou tão péssima em tudo e arrisco. Eu não consegui fazer, tipo, refrão, tocar mal, vou ficar dependendo de alguém e vou piorar minha situação. " Senão ia, tratamento!
As coisas foram se resolvendo, eu consegui falar sobre as coisas que aconteceram. E, quando eu falei, nossa, eu sinto como se um elefante tivesse saído das minhas costas, assim. E aí eu lembro que eu senti: "Olha, eu acho que a depressão tá sob controle!
" Quando eu chorei pela primeira vez, depois de muito tempo, um choro de emoção, choro que não era por me sentir uma fracassada ou coisa assim. Porque, por isso, que eu conseguia chorar por esse nada, sabe? Mas eu chorei por emoção, por uma coisa boa, porque eu me emocionei com um filme, com uma música.
. . Fazer um pensar.
Eu já me emocionei. E agora, no meu último aniversário, sougay. E me deu de presente o ingresso para o show do.
. . E bora!
Eu não tenho muitos sintomas da depressão, claro. Ainda quando eu tenho alguns gatilhos emocionais, isso me afeta, mas eu já consigo entender o que tá acontecendo. É mais a ansiedade que me incomoda hoje.
Por muitas vezes, vêm esses pensamentos repetitivos e eu fico presa nele, e não consigo, às vezes, agir. Um exercício que eu aprendi, né, na terapia, é focar no presente. Empinou!
Pensar nesse momento, nesse exato momento. E eu, nesse exato momento, não tá acontecendo nada de ruim. Se você conseguir focar no presente, na situação que você tá naquele momento, você vai ver que, exatamente, naquele momento, nem no futuro nem no passado, quando você tá bem, você tá vivo!
E você consegue ter controle da situação quando você tá no presente, né? É a única situação que a gente consegue ter controle, é no presente. E agora, nesse segundo, eu estou bem!
Respirar também é uma coisa tão simples, mas quando eu tô ansiosa, eu esqueço de respirar. Eu fico ali respirando no automático, e quando eu vejo, eu estou. .
. "Ai, meu Deus, estresse! " Então eu aprendi a me conectar com uma, minhas presenças.
Minha príncipe, a respirar e para eu não entrar de novo nessas neuras. E eu estou fazendo terapia de novo, dessa vez com foco no meu autoconhecimento, com foco em desenvolver o meu potencial, né? Porque eu sei que eu tenho várias habilidades, eu tenho muita capacidade, mas eu preciso enxergar isso melhor para poder mostrar.
Comendo para você: se você tiver oportunidade, procure ajuda profissional quanto antes. Eu só me arrependo de não ter começado antes meu tratamento. Não deixe chegar a esse ponto, de você chegar, ficar numa cama, não conseguir levantar.
Muitas vezes você nem vai precisar de medicação se você conseguir enxergar no começo e já conseguir trabalhar isso. Eu tô já sem medicação há um bom tempo. Eu deixo que eu conheci o Biguer, eram tantas coisas novas, e eu tava tão feliz que ela tava esquecendo de tomar o remédio.
E aí, quando eu voltei na médica, ela falou: "Não, tudo bem, tá de alta. Se você tá esquecendo, é sinal que você não tá precisando. " É, minha dica para quem tá passando por isso: procure ajuda, procure alguém de confiança.
Você conversar sobre isso. Procure terapia. Se você não tem condições de pagar, procure as clínicas da Universidade que têm o curso de psicologia e procure pelo SUS também.
É um direito que você tem acesso, né? A minha medicação, tratamento médico foi gratuito. Eu não paguei nada pelos remédios, tanto os para depressão quanto para ansiedade, né?
Porque, se eu puder auxiliar de mais alguma forma, por favor, entre em contato comigo. Eu estou disponível no Instagram para trocar ideias. E é isso, gente!
Muito obrigada por assistir até aqui. Por favor, curta o vídeo, se inscreva no canal e deixe um comentário para mim, nem que seja só um coraçãozinho, um sorrisinho, só para eu saber que você gostou desse conteúdo. E porque eu estou expondo aqui, mas eu acredito que a minha dor pode servir para amenizar e inspirar outras pessoas, e por isso que eu estou compartilhando.
Um beijo e até o próximo vídeo! E aí?