A dádiva que nos é apresentada é que está próximo o verão. Jesus, em seu sermão, se refere a isso quando as folhas das árvores começam a brotar. Vocês sabem que o verão está próximo.
Mateus, Capítulo 24, Versículo 32, e Lucas narra esta mesma passagem, acrescentando outras árvores: "Observem a Figueira e todas as árvores". Ao analisarmos a etimologia das palavras no hebraico, a palavra verão é "kit". Já a palavra fim é "cats".
Nota-se que a pronúncia de ambas possui praticamente a mesma sonoridade. De igual forma, tal semelhança também ocorre no grego, onde verão é "teros" e a palavra fim é "telos". Ou seja, entendemos que a mensagem que Jesus estava transmitindo é de que o fim está associado ao verão.
Isso fica muito mais evidente quando nos deparamos com a visão do profeta Amós, dada pelo Senhor acerca dos últimos dias, e enxergamos com maior clareza a mensagem que Jesus queria transmitir: "O Senhor Deus assim me fez ver. Eis aqui um cesto de frutos do verão. " E disse: "Que vês, Amós?
" E eu disse: "Um cesto de frutos do verão. " Então o Senhor me disse: "Chegou o fim" (cats). Amós, Capítulo 8, Versículos 1 e 2.
Logo, é de crucial importância entendermos sobre as duas chuvas: temporã e serôdia. Sendo a temporã as primeiras chuvas e a serôdia as últimas e mais intensas. Desta feita, entenderemos com maior amplitude a revelação acerca dos tempos determinados, envolvendo os planos do Senhor para o tempo do fim, mediante o agir do Espírito Santo sobre o povo.
"E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje Te ordeno: de amar o Senhor teu Deus e de o servir de todo o teu coração e de toda a tua alma, então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhas o teu cereal e o teu mosto e o teu azeite" (Deuteronômio 11, Versículos 13 e 14). A chuva temporã está relacionada com as primeiras colheitas, com o derramar do Espírito Santo na Igreja Primitiva, a partir de Atos, Capítulo 2. A chuva serôdia se relaciona, portanto, com as chuvas mais intensas envolvendo o amadurecimento dos frutos de verão, dentre os quais destacamos o azeite, produto da oliveira, a uva, produto da videira, e o figo, produto da figueira.
Porque são chamados de frutos de verão, estes frutos são amadurecidos no verão, conforme denominados pelos profetas do Antigo Testamento. Os frutos de verão são colhidos para as festividades do terceiro e último encontro sagrado, com ápice na festa de Tabernáculos. No livro de Miqueias, o profeta declara: "Desgraça a minha!
Sou como quem colhe frutos de verão; na respiga da vinha não há nenhum cacho de uvas para provar, nenhum figo novo que eu tanto desejo. Os piedosos desapareceram da nação; não há um justo sequer" (Capítulo 7, Versículos 1 e 2). De acordo com esta passagem, a falta dos frutos de verão corresponde à falta de justos em um contexto de grande provação ante a opressão dos injustos.
Contudo, mesmo diante de um cenário caótico, o profeta proclama palavras de esperança: "Mas quanto a mim, ficarei atento ao Senhor, esperando em Deus, o meu salvador; pois o meu Deus me ouvirá. Não se alegre a minha inimiga com a minha desgraça, embora eu tenha caído, eu me levantarei" (do hebraico, "quam"). "Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz" (Miqueias 7, Versos 7 e 8).
Em linhas gerais, o profeta Miqueias lamenta o caos, porém está anunciando que Jesus virá e resgatará aqueles que perseverarem até o fim. Esse resgate remete para a ressurreição e glorificação dos santos na ocasião da volta do Senhor Jesus, e esse resgate acontecerá depois de uma grande provação, ou seja, após a grande tribulação, revelando que o verão se relaciona com o batismo com fogo, um processo de provação que antecede a salvação. Jesus afirmou que este batismo com fogo se estenderia sobre os filhos de Deus: "Vocês beberão o cálice que estou bebendo e serão batizados com o batismo com que estou sendo batizado" (Marcos, Capítulo 10, Versículo 39).
Esta provação de fogo é um refinamento progressivo no qual somos submetidos no decorrer da vida até o dia da redenção. Este processo tem o seu ápice na grande tribulação, conforme enfatizado em Daniel, Capítulo 12, Versículo 10: "Muitos serão postos à prova, e com isso se purificarão e se aperfeiçoarão; os maus continuarão na sua maldade, e nenhum deles entenderá o que está acontecendo, mas os sábios entenderão". Os sábios não apenas entenderão, mas também deverão estar preparados para este cenário de grande aflição que deve ser encarado com bom ânimo.
Como frisou Tiago: "Feliz é o homem que persevera na aprovação, porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida que Deus prometeu para os que o amam" (Tiago, Capítulo 1, Verso 12). Esta mensagem se conecta com as promessas que se encontram nas cartas de Esmirna e Filadélfia. "Os dois castiçais se encontram fiéis diante do Senhor de toda a terra.
Não temas nada do que estais prestes a sofrer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, a fim de que sejais provados, e sofrereis perseguição durante dez dias. Sede fiel até a morte, e eu te darei a coroa da vida" (Apocalipse, Capítulo 2, Versículo 10).
"Vocês têm obedecido a minha ordem para aguentar o sofrimento com paciência, e por isso eu os protegerei no tempo da aflição que virá sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os povos da terra" (Apocalipse, Capítulo 3, Versículo 10). A fidelidade de Esmirna e Filadélfia realça uma importante conexão que se encontra no capítulo 11 de Apocalipse, no verso 4, onde diz que as duas testemunhas são também dois castiçais. As fiéis testemunhas terão de enfrentar uma provação, suportando o sofrimento com paciência.
Esta prova de lealdade é imprescindível, pois as manterá protegidas diante dos flagelos que serão derramados. Sobre os iníquos deste mundo, diante destes pontos, precisamos realçar e reforçar este entendimento com a exegese da Igreja Primitiva. Para isso, atentemos para as palavras de Irineu de Leão, do século II, visto que ele aprendeu de Policarpo, um discípulo direto do apóstolo João.
Com efeito, a estátua construída por Nabucodonosor tinha 60 côvados de altura e seis de largura, e, por se terem recusado a adorá-la, Ananias, Azarias e Misael foram lançados na fornalha acesa, profetizando com o que lhes acontecera: a prova do fogo a que serão metidos os justos no final dos tempos. Aliás, toda esta estátua foi a prefiguração da vinda daquele que pretendia se fazer adorar por absolutamente todos os homens. Assim, os 600 anos de Noé, na época do dilúvio, que se deu por causa da apostasia, e o número dos côvados da estátua, por causa da qual os justos foram lançados na fornalha acesa, indicam o número do nome daquele em que será recapitulada toda a apostasia, a injustiça, a iniquidade, a pseudoprofecia e o engano de 6.
000 anos, por causa dos quais acontecerá o Dilúvio de fogo. Isso comprova que a Igreja Primitiva tinha ciência de que os justos passariam por esta provação do fogo nos últimos dias, fazendo alusão entre a fornalha acesa, diante de Ananias, Azarias e Misael, e aprovação diante da imagem da besta, na grande tribulação. As instruções apostólicas são atemporais e tão necessárias para os dias atuais, visto que o sistema babilônico vem aprisionando igrejas com diversos sofismas, enganando vidas com mensagens humanistas, fundadas na hiper graça e com promessas puramente terrenas, afastando das promessas do alto e da eternidade.
A lição da figueira é um ensinamento que se encontra em muitas passagens da Bíblia. Aprender sobre os frutos de verão é valioso e nos enche de esperança para esta trajetória dos últimos dias. Não tem mais animais do campo porque os pastos do deserto já reverdecem, pois a árvore dá o seu fruto e a videira e a figueira dão a sua força.
Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dá, em justa medida, a chuva temporã e faz descer abundante chuva, a temporã e a serôdia, como dantes. E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões, e também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito. Se você foi edificado por este artigo, incentivamos que compartilhe com os seus amigos e familiares.
Vamos prosseguir no caminho do Evangelho genuíno, conforme a doutrina dos apóstolos de Jesus Cristo. Se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?