colocaram muito medo realmente na região da coluna e por isso muitos treinadores têm medo de pegar alunos com, por exemplo, hérnia de disco, abaulamento ou qualquer outro problema na coluna. Só que hoje você vai entender como tratar as dores do seu aluno causados por músculos posturais, ou seja, músculos chaves tensionados. E a gente tem várias dores, desde cefaleia, que são dores de cabeça, sim, causados por músculos específicos, que a gente chama na metodologia Leandro Ribeiro de avaliação postural e prescrição de exercícios de músculos chaves.
Isso por quê? Porque esses músculos chaves têm a tendência de gerar tensão e entrar em curtamento e hiperatividade. Então você vai aprender quais são os músculos chaves que vão cruzar a coluna e que vão gerar dor e, provavelmente lesão na coluna do seu aluno.
Pra gente começar, a gente precisa falar da cefaleia. E para falar da cefaleia, a gente tem que falar da cervical. Então, presta bem atenção no seguinte.
O que você tá vendo aqui do lado é a vértebra cervical. Se você observar direitinho a vértebra cervical, ela tem uma coisa que nenhuma outra vértebra, nem do tórax, nem da lombar vai ter, que é justamente esse forame transverso. Nesse forame transverso vai passar exatamente uma artéria que é a artéria vertebral.
Qual que é o grande detalhe dessa artéria vertebral? Quando o seu aluno tem uma hiperlordose na cervical, essas vértebras vão fazer o seguinte, começar a ficar fora do alinhamento e começar a estrangular a artéria vertebral. Presta bem atenção, como é que vai funcionar e por que seu aluno sente muita dor de cabeça.
Vem para cá, Tony, faz um favor para mim. Fica de lado. Simula aí uma hipercifose torácica bem grande.
Agora levanta a cabeça aqui. Empurra o queixo só um pouquinho para trás. Olha só como fica a hiperlordose na cervical dele.
Essa hiperlordose faz com que ele tenha uma curvatura excessiva de hiperextensão da coluna cervical. Essa hiperextensão da coluna cervical diminui o espaço entre um forame da vértebra superior e da vértebra inferior, porque começa a fazer um estrangulamento exatamente na artéria. Quando o estrangulamento da artéria acontece, vai diminuir o fluxo sanguíneo que vai para o cérebro.
Então o seu aluno começa a ter muita dor de cabeça. Pode voltar ao normal, senão daqui a pouco você fica com dor de cabeça. Seu aluno vai ter muita dor de cabeça justamente por isso.
E o que é que acontece mais além da dor de cabeça que o seu aluno vai ter em exesso, ele vai ter muita toricola. Isso por quê? por causa de músculos específicos, como por exemplo, o levantador da escápula, que sai daqui da borda superior da escápula, e vem para as vértebras, forçando exatamente a hiperlordose cervical.
E também a gente tem os músculos que a gente chama de oxiptais. Esses músculos occiptais, para você ter uma ideia de quão ele tem a capacidade de ficar tenso, imagina que se a gente pegar 1 cm desse músculo occipital e comparar com 1 cm do músculo do glúteo, o músculo occipital ele vai ter sete vezes mais fusos musculares do que o glúteo. Então ele é muito mais fácil de ser ativado do que o músculo do glúteo, justamente por causa desses fusos musculares.
Então ele tem uma capacidade enorme de poder gerar tensão. E qual que é o grande detalhe desses músculos oxiptais que ficam aqui, exatamente aqui abaixo do crânio e na transição entre o crânio e a cervical? Esses músculos, por ser facilitados e terem grande tendência à tensão, quando ele tensionar, ele vai gerar tensão em toda a cadeia posterior do seu aluno.
Então, quando aqui tensionar, vai gerar tensão em toda essa região aqui. E a tendência é que o seu aluno tenha uma inclinação posterior da pelv, por exemplo, uma flexão da coluna lombar. Tudo isso por causa dessa tensão.
E qual que é o grande detalhe? Se você pegar os seus polegares, colocar exatamente aqui abaixo do crânio do seu aluno, pedir para ele fechar os olhos, pressionar levemente os seus polegares e pedir para ele olhar para um lado e pro outro, você vai perceber que você vai sentir uma leve contração dessa musculatura. Por quê?
Porque ele tá diretamente ligado aos músculos dos olhos. E esse músculo aqui, o suboxpitais, ele tá diretamente ligado também ao equilíbrio. Então, imagina o seguinte, que você andando de bicicleta, você vira o lado, vira a cabeça pro lado direito, você vai perceber que quando você volta a olhar pra frente, o seu caminho que você estava fazendo com a bicicleta, ela é desviada pro lado direito.
E o que acontece muito os alunos, por exemplo, no leg press, no stif, na cadeira extensora, toda vez que tá fazendo força, olhar mais para um lado. E o que é que isso vai fazer? Vai gerar mais tensão de um lado.
Por quê? Porque ele vai contrair mais os suboxiptais de um lado, gerando mais tensão de um lado do corpo. E isso vai causar assimetria para você ter uma ideia de quão importante são esses músculos occipitais.
E claro, na próxima aula, eu vou ensinar para você como fazer a manipulação desses músculos oxpitais para diminuir essa tensão e diminuir a dor nessa região da base do crânio para que o seu aluno não sinta essas dores e melhor, ele não compense contraindo mais de um lado do que do outro do corpo, justamente por causa de uma tensão excessiva mais de um lado do que do outro dos oxictais. E os oxptais vai auxiliar a fazer a hiperlordose da coluna cervical, o que vai fazer com que prenda a artéria vertebral, gerando as dores de cabeça. Logo abaixo, pode sentar lá, Tony, obrigado.
Logo abaixo a gente vai ter o abalamento de scal. O que seria o abaulamento de escal? Abalulamento de scal seria uma pré-érnea de scal.
Imagina o seguinte. Imagina que o seu aluno, ele tem uma flexão da cervical ou uma flexão da coluna lombar em excesso. E essa flexão em excesso faz com que uma, a parte anterior das vértebras seja pressionada uma contra a outra e entre as vértebras vai estar exatamente o disco intervertebral.
Esse disco interversa vertebral tem uma função de gerar a mobilidade na coluna torácica, mas também gerar o amortecimento da coluna torácica. E aí o que acontece? Imagina um peso excessivo em cima mais de um lado do que do outro.
faz com que a pressão seja maior na parte anterior desses discos intervertebrais, fazendo com que o líquido que fica dentro desse disco, ele seja expulso, ou pelo menos seja o início da expulsão desse disco. Antes da expulsão total de disco, que vai ser a herner de escal, o que é que vai acontecer? Ele vai empurrar a parede do disco intervertebral e essa parede do disco intervertebral pode chegar ao ponto de tocar a raiz nervosa e até comprimir a raiz nervosa.
É justamente aí que o seu aluno vai sentir dor. Mas presta bem atenção, isso só vai acontecer na região ou da lombar ou na região da coluna cervical. Por quê?
Porque esses dois aqui é o que tem a maior mobilidade comparado com outras partes da coluna. Mas não só isso. Esses aqui, se a gente observar, eles estão em uma posição de lordose.
Isso significa que a posição natural dele é justamente essa. E se mantiver essa, não tem problema nenhum. O problema é quando a gente inverte a curvatura tanto da coluna cervical quanto da coluna lombar, pois os discos intervertebrais dessas duas regiões na parte anterior não são preparadas para suportar grande quantidade de carga.
E por isso a tendência é o disco, o líquido intervertebral vazar e ou empurrar a parede do disco intervertebral. Nesse caso, o que é que a gente tem que fazer tanto na cervical ou na lombar? Quando houver um abaulamento, o ideal que a gente faça é devolver o mais rápido possível essa lordose, que é essa curvatura normal.
Presta bem atenção, a lordose é uma curvatura normal. A hiperlordose é que é uma curvatura anormal. Ou seja, a hiperlordose é o excesso dessa curvatura aqui fazendo um C para você que tá vendo.
Então, se a gente tem essas curvaturas perdidas, ou seja, uma retificação da coluna torácica, aliás, uma retificação da coluna cervical ou então uma retificação da coluna lombar, a gente tende a ter o abalamento de escal ou até mesmo a hérnia de escal. Mas lembra, aqui é o primeiro estágio da hérnia discal e logo depois a gente vai ter a hérnia de disco. A hérnia de disco é justamente quando esse disco intervertebral ele se rompe e o líquido que é chamado líquido pulposo, ele extravaza e toca a raiz nervosa.
Quando toca a raiz de nervosa, esqueça, seu aluno, ele não vai conseguir ficar em pé, porque a dor é tão grande que até deitado ele vai sentir uma dor enorme e vai ser necessário a medicação para poder passar as dores. Depois que o seu aluno tem crises de hérneia, não há nada o que fazer, apenas medicar e deixar de repouso o mais rápido possível. Por quê?
Porque ele não vai conseguir mexer. Por que ele não vai conseguir mexer? Primeiro, a dor é inibitória e a dor da hérne de escal enorme.
Então você realmente não vai conseguir mexer. Segundo, se você mexe qualquer coisinha, você pode piorar essa esse pensamento, esse toque ou até mesmo a compressão dessa raiz nervosa. Então, o ideal é que seu aluno fique o máximo possível em repouso e sobre medicação pra poder aliviar as dores e ele conseguir se manter em repouso normalmente.
Presta bem atenção no seguinte, como é que a gente sabe que o nosso aluno tem hérne de escal ou um abaulamento apenas por exame, por imagem. Se a gente for tentar adivinhar que ele tem um abaulamento ou tem uma hérneia de escal, esqueça, não tem como. Pode ser que o aluno tenha uma flexão da lombar ou uma flexão da coluna cervical e não tenha nenhum dos dois, nem abalomento, nem hérnia de escal.
E pode ser que não necessariamente ele tenha uma flexão da coluna cervical ou uma flexão da coluna lombar, mas também tenha héria discal. Isso por quê? Porque também pode acontecer a hérneia de escal ou o abaulamento por esmagamento.
Por exemplo, quando o aluno é acostumado a treinar com pesos muito grandes, por exemplo, na no agachamento e quando falta a técnica, quando ele faz uma inclinação posterior da pel, logo na transição da fase excêntrica pra fase concêntrica, ele faz a flexão da coluna. E somada a flexão da coluna tem o achatamento dos discos. Isso faz com que aumente a probabilidade dele ter um abaulamento de escal héria de escal ou até mesmo os alunos que são obesos pelo fato dele carregar muito peso, a coluna dele que não é preparada para suportar aquele peso todo, até porque ele não tem musculatura o suficiente para poder estabilizar a coluna e fazer com que tenha essa estabilidade e o sistema ativo e o sistema passivo de estabilização andem em conjunto, ele acaba desenvolvendo hér herneal.
Mas para a gente precisa entender o que é sistema ativo e o que é sistema passivo de estabilização. O sistema ativo de estabilização é justamente a musculatura. Sistema ativo porque a gente consegue ativar esse sistema.
Então a musculatura ela responsável pela estabilização das articulações. E o sistema passivo. O sistema passivo é justamente os ligamentos e a cápsula articular.
Por que sistema passivo? porque a gente não consegue controlar, não consegue ativar a cápsula articular ou então os ligamentos. Então acaba sobrecarregando o sistema passivo de estabilização e acaba então sobrecarregando esses tecidos moles levando a uma hérnia de escal.
Só que além disso, a hérnia de escal ela é causada por uma inclinação posterior da pelv, que normalmente pode vir acompanhada ou não de uma flexão da coluna lombar. Quando vem acompanhada de uma flexão da coluna lombar, é muito simples, por basta a gente alongar os iscos tibiais, fazer a manipulação para que ele ganhe flexibilidade nos nos iso tibiais e nos músculos adutores da coxa e fortalecer os paravertebrais inferiores. Só que tem um pequeno grande detalhe.
Quando o seu aluno tem uma inclinação posterior da pelv, mas ele não tem uma flexão da coluna lombar. E aí ele vai sentir uma dor exatamente na região sacroilíaca. É o que a gente chama de sacroelite.
Essa sacroelite é justamente por quê? Os paravertebrais inferiores muito tensionados, somados com os iscotibiais muito tensionados. Vem para cá, Débora.
Então, o que que vai acontecer? Que que acontece? Os músculos paravertebrais inferiores vão ficar muito tensos.
Esses músculos paravertebrais inferiores muito tensos, o que é que vai fazer? Uma hiperlordose da região lombar. Mas se o seu aluno tem ou a sua aluna tem os isquibiais muito tensionados, o que é que vai acontecer?
Os iscutibiais vai puxar a pelv em uma inclinação posterior, enquanto os paravertebrais inferiores vai puxar a lombar e o sacro em inclinação anterior. Então, o que vai acontecer é o seguinte, a pelv da sua aluna ou do seu aluno mais comum nas alunas vai entrar a inclinação posterior e a lombar e o sacro do seu aluno ou da sua aluna vai fazer uma inclinação anterior. Isso vai fazer com que a articulação sacrilíaca ela seja forçada em excesso.
Normalmente a articulação sacrilíaca, que é que vai ligar o sacro à duas pelvis, ela tem uma certa mobilidade, porque toda vez que a gente vai andar, a gente precisa fazer uma torção na pele. Então, toda vez que a minha perna direita vai à frente, eu preciso fazer uma pequena inclinação posterior da pelv direita e uma inclinação anterior da pelva esquerda, justamente para poder fazer esse compasso e poder caminhar. Só que eu tenho um certo grau de liberdade de mais ou menos uns 4º.
Quando esse grau de liberdade atinge esses 4°, o que é que vai acontecer? começa a forçar a articulação sacríca e aí a sua Luna vai sentir dor exatamente aqui, o que é muito confundido por dor na região lombar. Isso é muito comum na postura em subec.
Joga a cabeça pra frente, olha pra frente, joga a pel lá pra frente, o tronco para trás. Não, pode relaxar aqui. A postura subec vai forçar isso.
Por quê? que ela vai ter uma hiperlordose compensatória somada a uma inclinação posterior da pelva. A esse desvio, aonde o sacro faz essa inclinação anterior e a pelv faz uma inclinação posterior, a gente chama de nutação sacral.
Então o que acontece? os paravertebrais muito tensionados, posteriores muito tensionados, ela vai sentir essa dor na articulação sacrílica e a gente vai precisar liberar os paravertebrais inferiores e alongar os discos tibiais. Só que precisa ter um cuidado não só no alongamento, mas também nos exercícios quando ela for fazer.
Por quê? Se ela faz uma flexão excessiva do quadril, a tendência é que a pelvin rode mais em uma inclinação posterior e faça com que force mais a articulação sacrílíaca, forçando ainda mais ela sentir dores na região sacroolíaca. Então, é preciso ter muito cuidado para que a gente saiba entender quais são esses músculos que geram tensão excessiva pra gente poder liberar essas tensões excessivas para a sua aluna ou o seu aluno sair do treino sem dor, diferente de como ele chegou.
Na próxima aula, você vai entender como manipular esses músculos específicos para que o seu aluno não sinta dor ou sua aluna não sinta dor de jeito nenhum. E principalmente comece a fazer a sua divulgação na academia de que você é o treinador que resolve o problema e que trata as dores. Ao contrário da grande maioria dos treinadores que fazem gerar as dores.
A gente se vê na próxima aula. Yeah.