Olá pessoal na aula de hoje a gente vai falar sobre a acidose ruminal dos ruminantes ela pode ser dividida em acidose lática ruminal aguda e na acidose subclínica na acidose aguda ocorre a ingestão de grande quantidade de carboidratos que são facilmente fermentáveis aí ocorre a fermentação desses carboidratos produção do ácido lático e esse PH cair muito e rapidamente eh vai isso vai ocorrer em algumas situações por exemplo quando existe fia na adaptação de dietas um animal que não tava acostumado a ingerir essa grande quantidade de carboidratos ele de repente passa a ser ofertado isso para
ele aí sem adaptação ele pode sofrer da acidose quando existe ingestão acidental por exemplo o animal fugiu entrou na sala de ração e come grande quantidade de ração quando existe falha na mistura das Dietas E aí o animal acaba ingerindo sol com concentrado e geralmente a taxa de letalidade de letalidade dessa acidose aguda geralmente ela é alta principalmente se não tiver o tratamento adequado E aí que que a gente vai ter de sinais clínicos o animal vai se apresentar apático com anorexia geralmente a desidratação tende a ser grave porque esse ácido acaba atraindo água essa
acidose ele acaba atraindo água o animal geralmente tem uma diarreia profusa muito líquida essa diarreia geralmente tem um odor mais azedo e às vezes a gente acha o milho acha o a ração farelada que foi ingerida ali em grande quantidade a gente consegue achar nessa diarrei o animal apresenta também atonia ruminal fraqueza taxia pode apresentar graus diferentes aí de timpanismo principalmente do timpanismo Espumoso que que a gente faz para fechar esse diagnóstico quais são essas formas de Diagnóstico que que a gente tem de exame complementar a gente pode coletar o líquido ruminal e aí no
líquido ruminal a gente vai aferir o PH PH menor que cinco já indica quadro de acidose Clínica Esses infusórios são aqueles microorganismos que estão no ruma e que fazem parte da microbiota ruminal em caso de acidose eles vão estar inativos ou eu não vou conseguir encontrar esses infusórios o lactato também vai est aumentado e esse animal geralmente tem quadros aí de hipocalcemia na necrop a gente vai achar ruminite lesão química aí do rumen destruição da mucosa ruminal necrose de toda a parede ali do rumen Ret E à medida que existem essas lesões pode haver colonização
por fungos e levar a ruminite fungica ou às vezes até hepatite fúngica à medida que esses fungos ganham a circulação aí e chegam ao fígado como que a gente faz o tratamento dessa afecção uma vez que a gente fez o diagnóstico a gente faz esse tratamento ele pode ser Clínico ou clínico e cirúrgico a gente associa os dois tratamentos que que a gente faz aí no tratamento qual que é o princípio desse tratamento primeiro primeiro a gente tem que tirar ou corrigir essa acidez do rumen a gente tem que pensar que no rumen tá cheio
de grãos cheio de ácido lático que foi produzido ou a gente faz uma lavagem uma retirada de todo esse conteúdo ou a gente coloca alguma substância lá que vai corrigir esse PH que vai elevar o PH corrigindo essa acidose Outro ponto esse ácido que foi produzido ali no trato gastro intestinal ele tá sendo absorvido Então esse animal vai est com uma acidose sistêmica então no meu tratamento eu vou ter que corrigir essa acidose sistêmica também a gente tem que corrigir a desidratação geralmente Esses animais têm graus elevados de desidratação então a gente inclui isso no
tratamento uma vez que houve essa acidose grave eh do rumen os infusórios ali a microbiota normal do ren vai ser destruída então eu tenho que reestabelecer essa microbiota para esse animal se recuperar e voltar a ter digestão normal e a gente também faz a suplementação da vitamina B1 por qu a vitamina B1 do ruminantes ela é produzida no R quando eu tenho uma situação de acidose vão prevalecer microorganismos que destróem essa vitamina B1 então quando existe esses quadros de indigestão geralmente o animal passa por um quadro de deficiência de vitamina B1 Então a gente tem
que fazer essa suplementação por via parenteral como forma de tratamento se eu não fizer essa suplementação esse animal pode evoluir com quadro que chama de polienf malácia que a gente vai ver lá no sistema nervoso bom então a gente pode fazer para equilibrar esse PH ruminal a gente pode retirar o conteúdo do rumen ou por lavagem via sonda oror ruminal ou a gente faz o procedimento cirúrgico de rumenotomia de abertura do rum e retirada desse conteúdo ou se a gente não consegue fazer essa cirurgia não consegue fazer essa lavagem a gente pode administrar alcalinizantes que
vão elevar esse PH direto ali no R então a gente passa a sonda e coloca esses alcalinizantes por exemplo o hidróxido ou óxido de Mag magnésio ou O bicarbonato de sódio nessas dosagens a gente consegue restabelecer esse PH e parar essa essa absorção do ácido lático e a gente também administra Via Som dos antiespumantes que se a gente lembrar lá na parte de timpanismo Espumoso uma das etiologias é justamente essa eh ingestão excessiva de carboidratos que levam aí a alteração da tensão superficial das boles Então existe um acúmulo de gás na forma de espuma então
a gente também tem que usar esses antiespumantes se eu retirar todo o conteúdo não tem necessidade de usar o antiespumante Mas se eu não retirei esse conteúdo eu vou ter que usar o alcalinizante e o antiespumante administrar lá no R E aí como que eu faço para corrigir essa acidose sistêmica a gente vai usar soluções alcalinizantes que vão elevar esse PH sistêmico esse PH sanguíneo A gente geralmente usa soluções de bicarbonato de sódio a gente faz uma dose de ataque vamos dizer assim um bolos com uma solução a 5% de bicarbonato de sódio da administração
intravenosa na dose aí de 5 l a cada 450 kg de peso vivo isso tudo Eu vou fazer essa infusão em 30 minutos passar doos 30 minutos eu vou fazer uma dose de manutenção que é com uma solução menos concentrada de 1.3% na dose de 150 ml por kg durante aí 6 a 12 horas vou fazer essa manutenção para manter os níveis adequados do PH desse animal lá no tratamento cirúrgico o tratamento cirúrgico seria para auxiliar a retirada desse conteúdo ácido do rumen sempre associar esse restante tratamento Clínico de administração de alcalinizantes sistêmicos então a
gente faz a abertura do R retira todo o conteúdo dali depois a gente coloca ali um feno ou um capim dentro desse r e a gente faz também a transformação que é pegar o conteúdo ruminal de um animal saudável e colocar no rumem desse animal para eu reestabelecer a microbiota ali E aí eu deixo esse fé nesse capinha ali para servir como alimento para essa nova microbiota que eu coloquei ali tá e a gente também faz a hidratação por vir interal a gente deixa líquidos deixa solução interal ali no rumo para esse animal ir se
hidratando por via interal bom então o princípio do tratamento aí da acidose lática ruminal aguda seria esse eu parar ou absorção de de ácido lático ou retirando o conteúdo ruminal ou administrando alcalinizante associado ao a tratamento sistêmico e a gente tem a acidose ruminal subclínica ela é um processo de acidose ruminal porém em menor escala a gente tem o PH aí ficando eh PH acima de 5 e menor do que 5.8 sem sinal Clínico já Me enquadra aí num caso de acidose ruminal subclínica ela vai ocorrer quando tiver esse excesso de carboidratos fermentáveis na dieta
Então passou da quantidade que o animal conseguiria digerir ali normalmente ou quando existe pouca fibra efetiva nessa dieta a fibra efetiva ela estimula a ruminação e quando o animal rumina ele produz saliva que tem o bicarbonato de sódio e tampona esse PH se ele não tem fibra efetiva na dieta ele não vai ruminar e não vai tamponar o PH então o PH ruminal vai reduzir E aí geralmente ele reduz e fica aí causando essa acidose subclínica E aí a gente pode ter algumas complicações principalmente no caso de acidose subclínica crônica quando o animal passa por
essa acidose por um longo período de tempo pode evoluir aí com laminite que a gente discutiu lá no sistema locomotor pode levar uma doença que chama tromboembolismo da veia cava caudal que a gente vai estudar lá no sistema cardiocirculatório pode levar a hiperqueratose ruminal Com redução da absorção pode levar a redução do desempenho e diarreia crônica nesses animais o tratamento é basicamente corrigir a dieta desses animais elevar o nível de fibra efetiva ou diminuir o nível de carboidrato para que esse animal tenha ali um um PH ruminal adequado o prognóstico para essa afecção ele é
variável vai depender muito do que que eu tive em consequência dessa doença se o animal evoluiu com laminite eu vou ter que tratar essas afecções podais que vão desenvolver de acordo com a laminite E aí o prognóstico vai ser de acordo com a gravidade dessas lesões o animal que tem tromboembolismo de ve a cava caudal o prognóstico geralmente é desfavorável Então depende do que que essa acidose causou no Animal se foi somente acidose subclínica o prognóstico é bom mas se houve algum outro comprometimento o prognóstico aí vai depender da gravidade dessa outra doença bom sobre
a acidose ruminal era isso que eu tinha para falar para vocês até a próxima aula