[Música] Você que é terapeuta, você tem dificuldade de falar sobre sexualidade com seu cliente? você fica constrangido, fica com vergonha, você trava na hora desse assunto. Fica aqui comigo então se essa é uma dificuldade sua que eu vou te ensinar em sete passos definitivos como que você vai acabar com esse problema, como que você vai resolver de vez esse problema e conseguir tratar desse assunto que é tão importante e que muitas vezes é negligenciado pela nossa própria dificuldade como terapeutas de lidar com esse assunto.
Seja bem-vinda a mais um Foca no Prazer aqui no seu Prazer TV. O meu nome é Bruno Lima, eu sou terapeuta sexual, sou sexólogo e tô aqui com você neste programa no Foca no Prazer para ensinar, para conversar, para bater um papo com você terapeuta sobre as questões da sexualidade, sobre esse assunto que muitas vezes é difícil, é complexo para algumas pessoas, mas que é essencial. Você como terapeuta tem a responsabilidade e é um dever seu trazer esse tema para dentro do seu consultório.
Então, mas sem enrolação, bora lá pro vídeo de hoje que eu vou ensinar para você em sete passos como quebrar essa dificuldade de falar sobre sexualidade. E se você gosta desse assunto, já deixa o seu like aqui no vídeo, deixa aí o seu joinha, se inscreva no canal aqui da Prazer TV, porque toda semana tem vídeo novo aqui dos mais variados assuntos. Eu tenho certeza que eu e meus colegas aqui vamos trazer para você muita informação, muita coisa importante, muita coisa interessante que vai abrir a sua mente para várias situações dentro da sexualidade.
Então não perde mais tempo, se inscreve e deixa o seu joinha aí. Então bora lá, sem mais enrolação, por que que esse assunto é tão difícil? Por que que muitas vezes nós profissionais temos dificuldade de lidar com isso?
A sexualidade ainda é um tabu na nossa sociedade. Tem muitas crenças, muitas coisas envolvidas. que tornam esse assunto delicado, que tornam esse assunto difícil.
E nós como profissionais, embora nós sejamos profissionais, mas nós também somos frutos desse meio. Nós somos frutos desse meio biopsicooal que a gente cresceu, que a gente se desenvolveu. Então nós também carregamos as nossas crenças, nós também carregamos os nossos medos, os nossos mitos sexuais, que muitas vezes vão aí bater de frente quando a gente tem que lidar com esse assunto.
Mexe com as nossas emoções, mexe com as nossas questões. a gente muitas vezes vai lidar com situações de abuso, vai lidar com situações que são muito íntimas da pessoa e nós ficamos constrangidos, ficamos aí às vezes com receio de tocar nesse assunto, o que que a pessoa vai pensar ou como é que eu vou conduzir isso é uma coisa complexa, certo? Mas nós temos a responsabilidade de trazer sim, darmos essa permissão para que o nosso cliente fale sobre isso.
E o que que tá por trás desse constrangimento, dessa dificuldade? justamente as nossas próprias crenças. Nós terapeutas muitas vezes ficamos incomodados sobre será que o cliente vai interpretar isso como um convite sexual?
Será que eu tô sendo muito invasivo perguntando sobre questões da sexualidade? Será que eu tenho que esperar o meu cliente trazer para mim essa fala para eu sim responder? E se ele me perguntar sobre sexualidade, o que que eu vou falar?
Que que eu vou responder? Que tipo de linguagem que eu vou usar? Então, toda essa insegurança traz pra gente esse constrangimento, essa dificuldade, esse monte de será, será, será que faz muitas vezes nós terapeutas entrarmos no ciclo da evitação, que a gente fica entrando, que a gente fica dando desculpas, falando que é um assunto para especialista, que é um assunto muito complexo, que isso não é um assunto para mim.
E aí a gente vai entrando nessa questão e a gente vai usando justificativas para evitarmos essa situação, para evitarmos esse assunto. Mas toda vez que você evita isso, você tá perdendo uma grande oportunidade para poder entrar em questões muito relevantes pro tratamento, pra queixa do seu cliente. E aí, se você deixa isso de lado, se você não trata desse assunto, você vai est perdendo uma parte importante de todo processo terapêutico que pode sim ser decisivo entre o sucesso e o fracasso da sua terapia.
Então vamos lá, fica aqui comigo agora até o final que eu vou te falar os sete passos para que você consiga de vez destravar esse assunto. Então vamos lá, fica aqui comigo até o final que eu vou te falar de vez os sete passos que você precisa percorrer para resolver, para quebrar essa dificuldade, essa timidez, esse constrangimento para falar sobre sexualidade. E o primeiro deles é prepare-se, estude.
A sexualidade é um assunto que precisa ser estudado. Justamente por existir muitos mitos, muitos tabus, a gente precisa saber o que que tem de literatura científica, o que que esses estudos estão trazendo pra gente de coisas embasadas, de assuntos que fazem sentido, de estudos que vão trazer ferramentas que são embasadas em conhecimento para que você possa passar isso pro seu cliente. A insegurança que a gente traz, que a gente tem, muitas vezes é de ficar entrando no senso comum.
Então, a gente não sabe o que que é mito, o que que é realidade. E aí a gente fica com receio de acabar influenciando de forma negativa ao nosso cliente, acabar reforçando determinadas crenças que são mitos. Então, você precisa estudar, você precisa conhecer o que que a ciência vem trazendo em relação à sexualidade, em relação à terapia sexual.
E nessa parte eu tenho um convite muito especial para você, que é a nossa formação em terapia sexual. A nossa formação, ela é embasada nos principais estudos científicos dentro da terapia sexual, trazendo para você uma base sólida de conhecimento e de prática para que você possa trabalhar com seus clientes na área da sexualidade, tanto nas disfunções sexuais como qualquer outras queixas em relação à sexualidade. Se você quiser saber mais sobre a nossa formação em terapia sexual, que é uma das únicas do Brasil, chancelada pelo MEC, através da Faculdade Fex Educação, eu vou deixar aqui para você na descrição desse vídeo um link para você conhecer, para você entrar e vir fazer parte da nossa formação.
Esse é um convite super especial que já vai resolver muito dos seus problemas em relação à terapia sexual, em relação a falar da sexualidade dentro do seu consultório, dentro do seu atendimento. Então agora vamos lá pro segundo passo que você precisa para poder destravar esse assunto no seu consultório. Normalize o assunto desde o início, trazer a sexualidade, abordar esse assunto como qualquer outro, como um assunto que faz parte do dia a dia.
Porque na verdade é isso mesmo, a sexualidade faz parte do dia a dia. que quando você fica travado, constrangido de tocar nesse tema, o seu cliente, a sua cliente vai perceber que você está constrangido, que você tá com dificuldade de entrar nesse assunto e certamente ele também vai ficar, ele não vai dar esse feedback para você e aí toda essa relação terapêutica vai ficar muito comprometida e não há terapia que funcione sem a relação terapêutica. Então, normalize esse assunto, traga ele como se fosse qualquer outro assunto importante da vida da pessoa.
Mas para isso você tem que estudar, para isso você tem que estar preparado. Por isso que aquele primeiro passo é: estude, estude bastante sobre sexualidade e depois normalize esse assunto. Comece a falar disso como uma coisa natural, que é realmente natural.
O terceiro passo, use uma linguagem neutra e sem julgamentos. Essa é uma dúvida, uma dificuldade que muitos terapeutas têm. Ah, mas como é que eu vou falar?
Eu vou falar de forma muito técnica, científica, para que eu possa tomar os devidos cuidados aqui, não ser mal interpretado ou não, eu tenho que usar uma linguagem mais chula, entre aspas, pro meu cliente poder entender exatamente o que que eu tô dizendo, do que que eu tô falando, para entrar ali na vibe do cliente, como é que eu tenho que usar, que tipo de linguagem que eu devo utilizar. Você deve utilizar uma linguagem que seja inteligível, que seja entendível pelo seu cliente, mas dentro de um ambiente profissional. Você não vai ficar usando termo chulo demais.
Você não vai ficar usando palavras de baixo calão para poder tratar de questões profissionais, de assuntos profissionais. Claro que sim. Você pode utilizar uma linguagem mais coloquial, uma linguagem mais prática que vai fazer o seu cliente entender do que que você tá falando, para não ficar com muito tecnicismo também, que não vai resolver nada, mas dentro de um ambiente profissional.
E isso vai evitar até mesmo que o seu cliente entenda mal ali a sua proposta, porque infelizmente a gente sabe que dentro desse contexto muitas pessoas entendem a sexualidade de uma forma errada. Muitas vezes o terapeuta traz esse assunto paraa terapia e algumas pessoas confundem, acha que realmente isso é um convite sexual, parece que o terapeuta quer algo a mais comigo, não tô entendendo muito bem porque que o terapeuta tá falando disso. Então é importante a gente poder estabelecer os limites e usar uma linguagem que seja interessante, que seja realmente efetiva e assertiva dentro do seu tratamento.
E isso também você vai aprender lá na nossa formação em terapia sexual, que mais uma vez eu faço convite pr você vir conhecer. Um quarto ponto importante é a validação e a escutativa. Escutativa é você estar atento, 100% presente aquilo que o seu cliente está trazendo.
Dê atenção quando ele traz esse assunto para você. Não queira simplesmente desviar do assunto ou pular para outra coisa. Valide isso que o seu cliente tá te falando.
Dê atenção. Mostre que isso é um assunto importante. Mostre principalmente que esse que a sexualidade é um assunto bem-vindo aqui dentro.
Isso é responsabilidade sua, terapeuta, trazer à tona esse assunto e mostrar pro seu cliente, paraa sua cliente, que esse assunto é bem-vindo. Ele vai ser acolhido dentro do ambiente terapêutico. Isso é super importante, porque muitas vezes a pessoa que tá ali diante de você, ele nunca teve uma oportunidade na vida de falar sobre sexualidade, de abrir o seu coração paraas dificuldades sexuais que ele tá tendo, que ela está tendo.
Então essa é uma oportunidade de ouro que cabe a você abrir esse espaço. Então tenha essa escuta ativa, realmente escute, dê atenção quando o cliente traz o assunto sexualidade e mostre para ele que isso é importante. Isso vai criar uma relação terapêutica realmente efetiva entre vocês.
O quinto passo, utilize recursos visuais e educativos. Às vezes você tem uma tela para você mostrar alguma coisa, você mostrar alguma parte anatômica ali do genital. Pode ser importante você ter ah uma prótese ou você ter às vezes até um genital ali de pelúcia, que pode ser uma coisa mais lúdica também para que você possa demonstrar alguma coisa que você queira falar com o seu cliente sobre toque, sobre partes importantes da genital que às vezes a pessoa não conhece, não se conhece.
Tudo isso é importante também, inclusive você ter essas coisas dentro do seu consultório, não necessariamente você ter uma prótese de um pênis, por exemplo, em cima da sua mesa, né? Não que isso não poderia ser, mas de repente tem que entender se no seu trabalho isso cabe ali ou não, certo? Mas você ter ambiente acolhedor, você ter, por exemplo, um livro na sua estante com tema sexualidade ou você ter um quadro trazendo alguma frase relacionada a esse tema.
Isso tudo vai abrindo espaço para que a pessoa sinta vontade, para que a pessoa saiba que esse assunto é bem-vindo no meu consultório. Entende? Essa permissão, como eu falei o passo anterior, é muito importante.
Então, utilizar esses recursos muitas vezes quebra vergonha, quebra ali o tabu que muitas vezes se instala ali no ambiente, que você às vezes fica constrangido de falar. Você pode utilizar esses recursos audiovisuais ou recursos visuais que vão ajudar você a lidar com esse tema, a lidar com esse assunto. O sexto passo, saiba lidar com o próprio desconforto.
Muitas vezes você vai precisar trabalhar em você terapeuta, as suas dificuldades, as suas questões em relação à sexualidade. Então, se você tá sentindo que tá desconfortável esse assunto, começa a perceber em você onde tá as crenças, os mitos, o medo, a vergonha que você tem em relação à sexualidade. É muito importante que você trabalhe isso, porque você precisa lidar com seu desconforto, porque muitas vezes você vai sim atender situações desconfortáveis.
Você muitas vezes pode deparar com clientes que estão vivendo desejos pedofílicos, por exemplo. Então são situações que mexem muito com a nossa emoção e a gente precisa saber lidar com isso. A gente muitas vezes vai lidar com clientes que sofreu abuso.
Isso pode muitas vezes disparar gatilhos. Então é importante que você saiba lidar com o seu próprio desconforto. E muitas vezes para isso é importante que você também esteja em terapia para que você compreenda as suas próprias dificuldades, para que isso não seja um impecío para você.
dentro do seu setting terapêutico e que você consiga estabelecer uma conexão importante, interessante ali com o seu cliente. E por último, o sétimo passo, respeite o tempo do seu cliente. Aqui um adendo muito importante, porque muitas pessoas, muitos terapeutas utilizam isso como forma de fugir do assunto da sexualidade.
Quando eu digo respeite o tempo do seu cliente, eu não quero dizer que você deve esperar que o seu cliente traga o assunto sexualidade para você. Não, não é isso. Respeitar o tempo do cliente é trazer o assunto sempre como um convite, certo?
E não uma intimação para ele falar desse assunto. Você sempre trazer um convite, você toca no assunto e deixa com que ele continue ou não a conversa sobre isso, certo? Por que que eu falo essa questão de você não utilizar isso como aquela desculpa?
Ah, porque o cliente não trouxe esse assunto. Muitas vezes seu cliente não vai trazer mesmo esse assunto. Isso quer dizer que ele não precisa falar sobre isso?
Não. Muitas vezes ele não traz esse assunto porque ele não se sente permitido a falar sobre isso. Ele nunca pôde falar sobre sexualidade em nenhum ambiente na vida dele.
Por que que ele vai se sentir permitido ali no seu consultório? Então, é você que precisa mostrar para ele que esse assunto é bem-vindo. É você que precisa trazer à tona sobre esse assunto, certo?
Às vezes o seu cliente tá falando lá sobre depressão ou sobre questão de ansiedade e você pode trazer, aproveitar essa janela de oportunidade e trazer esse assunto. Por exemplo, você percebeu se essa ansiedade tá atrapalhando você na sua relação íntima com a sua parceria, com seu parceiro, com a sua parceira? Ou você percebeu que essa situação que tá vivendo tá trazendo dificuldade na hora de você namorar?
Ou essa situação tá provocando alguma diferença na sua relação íntima em relação como era antes e como tá sendo agora? trazer o assunto dessa forma, de forma tranquila, de forma natural e trazendo como um convite para você perceber se seu cliente vai dar continuidade a esse assunto ou não. Isso que é respeitar o tempo do cliente, é você trazer o assunto à tona, você mostrar que esse assunto é bem-vindo, é importante e aí sim aguardar o tempo dele para que ele aprofunde.
Guarde esses sete passos, guarde esse vídeo, compartilha com seus amigos, compartilha com mais pessoas que precisam saber desse assunto, porque isso é extremamente importante. Sexualidade não é um bicho de sete cabeças, mas é um assunto que precisa ser estudado, estudado, muito bem estudado, porque, como eu disse, tem muitos mitos, muitas crenças, muito senso comum que muitas vezes atrapalham mais do que ajudam. E nós temos que tomar muito cuidado, nós como profissionais, porque muitas vezes a gente toma esse senso comum como verdade e sai falando certas coisas, reforçando determinadas crenças que acabam aí sim atrapalhando muito mais, trazendo muito mais dificuldades pra vida do nosso cliente do que de fato ajudando.
Então, mais uma vez, eu faço o convite para você, estude sobre sexualidade, nos acompanhe aqui no programa Foca no Prazer, que toda semana a gente tá trazendo algum assunto aqui referente à terapia sexual. vem paraa nossa formação em terapia sexual, que aí sim você vai aprofundar nesse assunto com referências validadas, uma formação chancelada pelo MEC através da faculdade FEX Educação, que aí sim você tem a certeza de que você tá indo no caminho correto de trazer à tona um assunto tão importante que é a sexualidade, que muitas vezes está por trás sim de vários tipos de transtornos, transtornos emocionais, transtornos mentais, para que você possa efetivamente ajudar o cliente que procura você. Então, se você gostou desse assunto, mais uma vez eu te peço, deixa o seu like, se inscreve no canal, deixa suas perguntas aqui nos comentários, as suas concordâncias, as suas discordâncias, as experiências que você já teve em relação a esse assunto.
Se você já passou alguma dificuldade para tratar da sexualidade dentro do seu consultório, fala aqui para mim, eu quero saber. Vamos bater um papo legal, vamos discutir mais sobre esse assunto que é super importante. No mais, quero agradecer aqui a sua presença, de ter ficado até o final desse vídeo.
Tô muito feliz de estar aqui mais uma vez com você passando esse assunto que é tão importante e aguardo você no nosso próximo vídeo, nosso foca no prazer na nossa próxima quarta-feira. Um grande abraço para você e até lá.