ela era apenas uma vendedora de sorvete humilde tentando ganhar a vida Pelo menos era isso que todos pensavam Mas quando três policiais corruptos decidiram humilhá-la destruir seu carrinho e tratá-la como lixo cometeram o maior erro de suas vidas Eles não sabiam que aquela mulher aparentemente frágil era uma agente do FBI disfarçada infiltrada para desmascarar uma rede criminosa dentro da própria polícia Agora ela está caçando aqueles que pensaram que podiam pisar nela impune E o que vem a seguir é uma trama cheia de traição reviravoltas e um confronto que ninguém esperava Se você acredita que ninguém está acima da lei comente: "A justiça sempre encontra um caminho O sol escaldante de Nova York pairava sobre a praça movimentada Turistas caminhavam apressados Crianças corriam atrás de pombos e trabalhadores aproveitavam seu horário de almoço sentados nos bancos de madeira O som das buzinas das conversas e do burburinho urbano compunha a melodia caótica da cidade No meio desse cenário uma mulher empurrava um carrinho de sorvete desgastado pelo tempo Usava um avental surrado e um boné desbotado que escondia parte de seus cabelos loiros Seu nome ao menos o que todos ali conheciam era Rebeca apenas mais uma vendedora ambulante tentando sobreviver Sorvete 3 Sabores variados Sua voz soava gentil mas firme Algumas pessoas se aproximavam pegavam seus sorvetes e iam embora sem ao menos lhe dirigir um olhar Outras sorriam e agradeciam Rebeca mantinha sua expressão impassível como se aquele trabalho fosse apenas um meio de se sustentar Mas por trás do disfarce cada olhar cada movimento ao seu redor era meticulosamente analisado Ela não estava ali apenas vendendo sorvete estava caçando Do outro lado da praça um grupo de policiais se aproximava Seus uniformes estavam impecáveis Os distintivos brilhavam ao sol Mas a arrogância em seus semblantes deixava claro que não eram do tipo que inspiravam confiança Eram Garrison Omaley e Torres três oficiais conhecidos entre os comerciantes da região não por protegerem a comunidade mas por estorqui-los Rebeca manteve a postura fingindo estar concentrada no troco de um cliente mas sentiu os olhares dos três homens pousarem sobre ela "Olha só isso" Garrison murmurou com um sorriso torto "Mais uma imigrante tentando vender porcaria na nossa cidade. " O Maley riu e chutou de leve a roda do carrinho de sorvete "Dei docinho cadê sua licença para vender isso aqui? " Rebeca ergueu os olhos Sua expressão cuidadosamente montada em um misto de confusão e medo "Eu eu tenho uma licença" disse com a voz hesitante fingindo procurar os documentos no bolso Torres pegou um sorvete do carrinho sem pagar e deu uma mordida exagerada Sabe ôley eu não tô vendo essa licença e se ela não tem uma significa que tá vendendo ilegalmente e a gente não pode permitir isso né Garrison completou cruzando os braços Rebeca sentiu uma onda de fúria subir pelo peito mas conteve qualquer reação Ela sabia exatamente quem eles eram e o que faziam Homens como eles achavam que eram intocáveis que podiam humilhar qualquer um sem consequências Oley sorriu de lado e sem aviso agarrou o carrinho de sorvete e o virou derrubando todos os potes no chão As crianças que estavam por perto olharam assustadas enquanto os sorvetes coloridos se misturavam ao asfalto quente "Opa" ele disse fingindo surpresa "Que pena Parece que sua mercadoria não vale mais nada Garrison se aproximou de Rebeca e inclinou o rosto próximo ao dela Por que você não some daqui antes que a gente te leve para uma cela hein Rebeca abaixou a cabeça fingindo submissão mas seu sangue fervia Ela serrou os punhos com força Cada músculo de seu corpo pedia que reagisse que partisse para cima daqueles homens e mostrasse quem ela realmente era Mas não era o momento Ainda não Me desculpem Eu vou embora murmurou pegando os restos do que sobrou do carrinho Os policiais riram e se afastaram certos de que tinham acabado com mais um dia de trabalho de uma pobre vendedora Eles não sabiam que tinham acabado de assinar sua própria sentença Rebeca se levantou devagar respirando fundo Seus olhos azuis antes gentis agora estavam frios como lâminas de gelo A caça tinha começado O silêncio da sala de reuniões do FBI era quebrado apenas pelo zumbido suave do projetor que exibia imagens na parede Rebeca Santos agora sem o disfarce de vendedora de sorvete estava sentada à mesa observando os rostos de seus colegas enquanto relatava os acontecimentos do dia anterior Seu chefe direto o agente especial Jonathan Reis mantinha os braços cruzados e o semblante sério "Então deixe-me ver se entendi" disse Reis olhando para Rebeca com seus olhos cinzentos penetrantes Três policiais corruptos destruíram seu disfarce e te humilharam publicamente Sim Rebeca confirmou mantendo a expressão neutra E eles fazem parte do nosso caso Exatamente A sala ficou em silêncio por um momento Rebeca sabia que alguns ali estavam se perguntando porque ela não havia reagido porque não os prendeu ali mesmo no meio da praça Mas ela conhecia muito bem as regras do jogo Não estava ali para uma vitória instantânea Ela queria desmantelar a operação por completo e para isso precisava cavar mais fundo Isso pode ser útil Reis disse por fim Eles agora acreditam que você não passa de uma ambulante qualquer Se você continuar sua atuação talvez possamos puxar o fio certo para revelar o esquema maior Rebeca assentiu Eles acham que podem fazer o que quiserem sem consequências Essa confiança exagerada pode ser a nossa vantagem O agente Michael Donovan que estava sentado ao lado de Rebeca passou as mãos pelos cabelos castanhos e soltou um suspiro E quanto ao resto da nossa investigação ele perguntou: "O que mais você conseguiu descobrir sobre eles?
" Rebeca pegou um controle remoto e mudou a imagem na parede Agora havia um dossiê dos três policiais corruptos Aqui temos Garrison Omy e Torres Ela começou apontando para cada um deles Eles não são apenas policiais abusivos Eles fazem parte de um esquema de extorção que tem como alvo comerciantes locais principalmente imigrantes e vendedores ambulantes que não têm condições de se defender Clássico Murmurou Donovan Rebeca continuou Eles exigem pagamentos regulares dos comerciantes para proteção Quem não paga sofre as consequências A maioria das vítimas têm medo de denunciá-los porque sabem que a própria polícia está comprometida O problema é que isso vai além da extorção de rua Temos evidências de que eles também estão envolvidos com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro Reis franziu a testa Você tem alguma ideia de quem está no topo da cadeia Rebeca trocou a imagem mais uma vez Dessa vez um homem mais velho de cabelos grisalhos e olhar frio apareceu na tela Capitão Richard Callhan ela disse chefe direto desses três Ele finge ser um policial exemplar mas há relatos de que ele tem conexões com o crime organizado Reis apertou os lábios Você acha que Calahan sabe que seus homens estão estorquindo comerciantes Eu tenho quase certeza de que ele não só sabe como faz parte disso Rebeca respondeu mas precisamos de provas concretas antes de derrubá-lo Reis respirou fundo ponderando as informações Então continue a missão Fique de olho nesses três Veja até onde eles vão Mas tome cuidado Agora que você entrou no radar deles pode ser que voltem para te intimidar Rebeca assentiu já esperando por isso A noite caiu sobre Nova York cobrindo os arranhacéus com um véu de luzes artificiais Rebeca agora de volta ao seu disfarce de vendedora de sorvete montava seu carrinho em um novo ponto estratégico uma rua conhecida por seus bares e restaurantes frequentados por policiais Seu objetivo era simples observar Ela esperou pacientemente enquanto servia alguns clientes desavisados Seu olhar porém estava atento a qualquer movimentação suspeita e então viu o que queria Garrison Omarley e Torres saíam de um bar rindo alto Eles pareciam despreocupados como se tivessem acabado de ganhar na loteria Rebeca observou enquanto os três seguiam para um beco lateral onde um homem já os aguardava Ela se aproximou discretamente mantendo-se na sombra O homem que os esperava era um empresário local dono de um pequeno restaurante Ele parecia nervoso segurando um envelope grosso nas mãos "Vocês disseram que o valor era menor esse mês" reclamou ele a voz carregada de tensão O my deu um passo à frente e pegou o envelope sem cerimônia "Os preços aumentaram" ele disse sorrindo de forma cruel Inflação sabe como é Eu não consigo mais pagar isso O empresário insistiu Meu restaurante está indo mal E antes que pudesse terminar Garrison agarrou-o pelo colarinho e o empurrou contra a parede Não me interessa seus problemas amigo Você faz o que a gente manda ou o seu restaurante vai ter um pequeno incêndio acidental O homem ficou pálido Seus olhos se arregalaram de puro terror Rebeca observou tudo com atenção Esse era o tipo de evidência que ela precisava mas ainda não era suficiente Ela precisava pegar algo maior algo que ligasse esses policiais diretamente ao capitão Calahan De repente Torres olhou em sua direção "Ei" ele gritou "Aquela não é a vendedora de sorvete? " Os outros dois se viraram e Rebeca soube que não poderia mais fingir que não estava ali Ela agarrou seu carrinho e começou a empurrá-lo para longe como se estivesse apenas tentando evitar confusão mas eles não deixariam barato "Vamos ver se ela aprendeu a lição da última vez. " Garrison murmurou antes de avançar Rebeca correu mas seu disfarce exigia que ela não se movesse rápido demais Seu objetivo não era fugir completamente mas sim fazê-los acreditar que ela era apenas uma mulher assustada Quando virou uma esquina seus instintos gritaram: "Perigo!
" Dois homens esperavam ali claramente cúmplices dos policiais Eles a agarraram antes que pudesse reagir Garrison se aproximou lentamente sorrindo "Eu avisei para você sumir daqui docinho mas parece que você não entende recados" Rebeca manteve sua expressão assustada mas sua mente já trabalhava em um plano Ela precisava sair dali E rápido Torre se inclinou para perto de seu rosto Você tem ideia de quem está mexendo Ela sentiu o hálito dele misturado a álcool e cigarro e segurou a vontade de reagir naquele momento Em vez disso olhou para o chão e sussurrou: "Me deixem ir Eu não vi nada Os policiais riram Acho que temos que ensinar uma lição mais séria dessa vez" disse Omarley puxando algo do bolso Rebeca soube que era agora ou nunca Com um movimento rápido usou seu joelho para atingir o estômago do homem à sua esquerda Ao mesmo tempo girou o corpo e acertou um golpe na garganta do outro capanga Os dois cambalearam para trás surpresos com a força dela Antes que Garrison pudesse sacar sua arma Rebeca pegou uma das tampas de metal do carrinho de sorvete e a lançou diretamente contra seu rosto Ele grunhiu de dor Aproveitando a distração Rebeca correu desta vez sem precisar se segurar Ela se misturou a multidão da cidade desaparecendo antes que eles pudessem reagir Os três policiais ficaram para trás atordoados "Quem diabos é essa mulher? " Torres perguntou ofegante Garrison limpou o sangue no rosto e estreitou os olhos "Eu não sei mas vamos descobrir Rebeca já a uma distância segura sentiu a adrenalina ainda correndo por suas veias Eles agora sabiam que ela não era uma vendedora qualquer A guerra estava apenas começando A madrugada em Nova York pulsava com vida mas Rebeca Santos não estava ali para apreciar as luzes brilhantes ou o burburinho incessante da cidade Ela caminhava rapidamente pelas ruas menos movimentadas suas botas fazendo um som abafado no asfalto enquanto tentava se recompor do confronto de minutos atrás Seu corpo ainda estava em estado de alerta o coração acelerado pela explosão de adrenalina Ela havia sido descuidada Deixar aqueles três policiais corruptos perceberem que ela não era apenas uma vendedora de sorvete fora um erro Agora eles estavam desconfiados e iriam investigar Isso significava que seu tempo como infiltrada estava se esgotando Ela parou em uma pequena lanchonete aberta 24 horas e entrou sentando-se no balcão O cheiro de café forte e gordura pairava no ar e um rádio tocava baixinho uma música antiga O atendente um senhor magro e calvo aproximou-se com um bloco de anotações O que vai querer Café preto Respondeu Rebeca O homem assentiu e se afastou deixando-a sozinha com seus pensamentos Ela precisava agir rápido Os policiais sabiam que havia algo errado com ela mas ainda não tinham certeza de quem ela realmente era Isso significava que tinha uma pequena janela de tempo para virar o jogo a seu favor Quando o café chegou Rebecca pegou seu celular e digitou uma mensagem para Michael Donovan Preciso de uma varredura completa nos três alvos: endereços contatos movimentações bancárias Descubra com quem eles se comunicaram nas últimas 24 horas Ela enviou a mensagem e tomou um gole do café quente Precisava de um plano e precisava que fosse impecável A sede do FBI estava relativamente vazia àela hora da manhã Rebeca entrou pelas portas de vidro e seguiu diretamente para a sala de operações Donovan já estava lá com um monte de papéis e relatórios espalhados na mesa "Consegui as informações que você pediu" ele disse "Sem rodeios" Rebeca pegou a primeira folha e examinou os detalhes "Eles movimentaram dinheiro ontem à noite" disse Donovan Garrison fez um depósito de 20. 000 em uma conta offshore Isso confirma que eles não estão apenas estorquindo pequenos comerciantes Esse dinheiro veio de algo maior Rebeca franziu a testa E o capitão Calahan Alguma ligação direta com isso Donovan balançou a cabeça Ainda não mas encontramos algo interessante Calahan recebeu uma ligação criptografada de um número que rastreamos até um conhecido intermediário da máfia russa Rebeca respirou fundo Então não é apenas um esquema de extorção dentro da polícia Eles estão conectados com o crime organizado Exatamente Donovan confirmou Rebeca ficou em silêncio por um momento absorvendo a informação Se os policiais corruptos estavam ligados à máfia a situação era muito mais perigosa do que imaginava "Pecisamos de provas concretas para derrubá-los de uma vez" disse Donovan Rebeca assentiu "Então vamos armar uma situação onde eles se incriminem.
" Naquela noite Rebeca voltou à praça onde normalmente vendia sorvete mas dessa vez não estava apenas vendendo Ela sabia que os policiais estavam desconfiados sabia que provavelmente estavam observando-a e era exatamente isso que queria Os minutos se passaram e como esperado Garrison Omaley e Torres apareceram Eles ficaram do outro lado da rua encostados em uma viatura conversando baixo enquanto a observavam Rebeca fingiu não notar Continuou servindo sorvete atendendo clientes e mantendo sua postura de vendedora humilde mas em determinado momento fez exatamente o que havia planejado Ela pegou seu celular e digitou uma mensagem rápida para um número previamente preparado Entrega confirmada Venham pegar o pacote às 20ers no armazém da 10 avenida Depois de enviar a mensagem fez questão de fingir um leve nervosismo como se tivesse feito algo errado Os policiais notaram Garrison estreitou os olhos "Viu isso? " murmurou Torres "Vi" respondeu Omeley Ela mandou uma mensagem e ficou inquieta depois Eu disse que tinha algo errado com essa mulher Garrison rosnou Ela não é só uma vendedora de sorvete Orris cruzou os braços Se ela está envolvida com algum tipo de entrega ilegal podemos pegar ela no flagra Garrison sorriu lentamente Ou podemos pegar a mercadoria pra gente Os três trocaram olhares cúmplices Eles não tinham ideia de que haviam acabado de cair na armadilha de Rebeca O armazém na 10ª avenida era um prédio abandonado com paredes grafitadas e janelas quebradas Era o tipo de lugar onde negócios sujos aconteciam sem que ninguém fizesse perguntas Rebeca estava lá escondida no alto de uma das vigas de metal observando tudo de cima Ela havia chegado antes para preparar o cenário Poucos minutos depois ouviu o som de um carro se aproximando Os faróis iluminaram a entrada do armazém e logo a viatura dos três policiais parou em frente ao prédio Garrison saiu primeiro seguido de Omaley e Torres "Tem certeza de que isso não é uma armadilha? " Torres perguntou olhando ao redor desconfiado Armadilha de quem Ole debochou Se essa mulher estiver envolvida em tráfico é nossa chance de lucrar com isso Garrison puxou sua arma e começou a andar pelo armazém escuro Rebecca os observava de cima esperando o momento certo Foi então que seu rádio de comunicação chiou baixinho A voz de Donovan veio em seu ouvido Os microfones estão ativados Estamos gravando tudo Rebeca sorriu A isca havia sido lançada O que exatamente estamos procurando Meu Torres perguntou qualquer coisa de valor Garrison respondeu: "Se essa mulher realmente faz parte de algo grande deve ter deixado algo aqui Os três começaram a vasculhar o armazém abrindo caixas revirando caixotes Rebeca esperou pacientemente até que Garrison finalmente abriu a caixa certa Lá dentro encontrou um saco cheio de pacotes plásticos lacrados Ele pegou um deles abriu com a ponta da faca e viu o pó branco cair em sua mão Torres assobeou Cocaína pura O Mley riu Parece que demos sorte hein Garrison olhou para os pacotes e depois para os amigos Vendemos isso e dividimos o dinheiro entre nós Ninguém precisa saber A confissão foi clara direta e gravada por Rebeca Ela pegou o rádio e sussurrou: "Equipe o agora Em segundos as portas do armazém foram arrombadas e uma tropa de agentes do FBI entrou apontando armas FBI Mãos para cima Os três policiais congelaram Omaley largou a cocaína no chão mas já era tarde demais Garrison olhou para Rebeca que agora descia das vigas e se aproximava com um olhar impassível "Você" ele murmurou "Quem diabos é você?
" Rebeca puxou seu distintivo e ergueu para que ele visse Agente especial Rebeca Santos FBI A fúria nos olhos de Garrison foi instantânea mas ele não teve tempo para reagir Agentes o algemaram e o arrastaram junto com os outros dois Rebeca os observou sendo levados O jogo tinha virado mas algo ainda não estava certo Calahan ele ainda estava solto e Rebeca sabia que ele não deixaria isso barato A sala de interrogatórios do FBI era fria e sem adornos O espelho unidirecional refletia a imagem distorcida de Garrison Omaley e Torres agora sentados lado a lado algemados à mesa de metal As expressões de arrogância e superioridade que carregavam antes haviam sido substituídas por algo mais sombrio medo Rebeca Santos observava os três do outro lado do espelho os braços cruzados analisando cada detalhe de seus rostos Garrison parecia o mais irritado cerrando o maxilar enquanto Omley mantinha um sorriso cínico tentando esconder o nervosismo Torres por outro lado não disfarçava a inquietação Ao seu lado Jonathan Reis mantinha as mãos nos bolsos do Paletó observando-os com olhar crítico "Você fez um excelente trabalho os levando até esse ponto" ele disse sem tirar os olhos da sala Mas eles ainda são apenas peças menores do tabuleiro Precisamos de Calahan Rebeca assentiu E para pegar Calahan precisamos que um deles abra a boca Ela inspirou profundamente antes de empurrar a porta da sala e entrar O silêncio tomou conta do ambiente enquanto ela caminhava calmamente até a cadeira diante dos três e se sentava Ela cruzou as pernas e apoiou os cotovelos na mesa olhando diretamente para Garrison "Vocês sabem como isso funciona? " ela começou Sua voz tranquila mas carregada de firmeza Vocês foram pegos em flagrante Temos vídeos áudios testemunhas Se isso fosse um jogo vocês já teriam perdido Torres desviou o olhar Olyinda exibia seu sorriso provocador mas Garrison a encarou diretamente "Quer saber o que eu acho? " Ele rosnou "Eu acho que você nos armou Rebeca arqueou uma sobrancelha E eu acho que você subestimou a pessoa errada.
" Ela apoiou as mãos na mesa e inclinou o corpo para a frente Eu sou a única que pode evitar que vocês apodreçam na prisão mas para isso preciso de algo que me leve até Calahan O silêncio se prolongou Torres parecia querer dizer algo mas Garrison lançou um olhar de aviso Rebeca percebeu a hesitação do mais jovem e decidiu atacar no ponto fraco Torres Ela se virou diretamente para ele Você tem uma família não tem Ele engoliu em seco um filho pequeno Ela continuou Se você for condenado perderá os anos mais importantes da vida dele Agora eu me pergunto Kalahan viria te visitar na prisão Ele ajudaria sua família a se sustentar Garrison bateu a palma da mão na mesa interrompendo-a Ninguém aqui vai abrir a boca Rebeca manteve seu olhar fixo em torres Você tem uma escolha Omaley riu baixinho Você não tem nada e a gente Rebeca sorriu de canto e se levantou Você está certo Yomaley Eu não tenho nada ainda Ela começou a caminhar até a porta mas parou antes de sair e se virou Mas Calahan ele já deve saber que vocês foram presos e eu apostaria que ele não quer correr riscos Ela fez uma pausa estratégica deixando que as palavras afundassem na mente deles Talvez ele decida eliminar pontas soltas Só por precaução A tensão na sala tornou palpável Rebeca abriu a porta e saiu deixando-os sozinhos para digerir suas palavras Horas depois enquanto analisava relatórios em seu escritório o telefone de Rebeca tocou Santos atendeu: "Torres quer falar. " A voz de Reis soou do outro lado Rebeca pegou sua jaqueta e foi imediatamente para a sala de interrogatório Quando entrou encontrou Torres sozinho os olhos cheios de conflito interno Ela sentou-se à frente dele sem dizer nada esperando que ele tomasse a iniciativa Torres respirou fundo e passou as mãos pelo rosto Calahan sempre foi cuidadoso começou a voz baixa Mas ele não é apenas um policial corrupto Ele tem pessoas trabalhando para ele gente que faz o trabalho sujo Quem Rebeca perguntou Tem um cara é Van Doyle Ele é o contato de Calahan com a máfia É quem movimenta o dinheiro para que nada recaia diretamente sobre Calahan Rebeca anotou o nome mentalmente Onde podemos encontrar Doyle Torres hesitou por um momento então finalmente cedeu Ele tem um clube o Empire Night Club no Brooklyn mas se forem até lá sem um plano nunca mais sairão vivos Rebeca se levantou e caminhou até a porta Obrigada Torres Isso pode te ajudar a reduzir sua pena Ele não respondeu apenas abaixou a cabeça resignado O Empire Night Club era um dos locais mais luxuosos do Brooklyn De fora parecia apenas um clube noturno comum frequentado por empresários e figuras influentes Mas Rebeca sabia que aquele lugar era um centro de lavagem de dinheiro e acordos ilícitos Ela estava sentada dentro de uma van do outro lado da rua Observando a movimentação na entrada através de binóculos Donovan estava ao seu lado ajustando os equipamentos de vigilância "Você tem certeza de que quer entrar sozinha? " ele perguntou Rebeca assentiu "Se entrarmos com toda a equipe Doyle vai sentir o cheiro da armadilha Eu preciso me aproximar dele primeiro Ela desceu da van e ajustou seu vestido preto justo Seu disfarço estava impecável cabelos soltos maquiagem sofisticada e salto alto Qualquer um a confundiria com mais uma socialite buscando diversão Ela caminhou até a entrada onde dois seguranças enormes barravam a passagem Nome na lista Um deles perguntou Rebeca sorriu Estou com Evan Doyle Ele está me esperando O segurança lançou-lhe um olhar desconfiado mas depois de um breve momento abriu o caminho Rebecca entrou no clube e foi imediatamente envolvida pela música alta e luzes piscantes Ela se moveu pelo salão passando por homens ternos caros e mulheres em vestidos brilhantes Então seus olhos encontraram Evan Doyle Ele estava em um camarote VIP cercado por duas mulheres e segurando um copo de whisky Rebeca sabia que precisava de uma abordagem rápida Ela se aproximou lentamente fingindo estar fascinada pelo ambiente Doyle percebeu sua presença e sorriu claramente apreciando a visão "Não te conheço" ele disse inclinando-se para a frente Rebeca sorriu "Talvez não ainda Doy a estudou por um momento antes de acenar para que se sentasse ao lado dele E o que uma mulher como você quer comigo?
" Rebeca pegou o copo de whisky que estava à sua frente e girou o líquido dentro dele Ouvi dizer que você é um homem que resolve problemas Doyle ergueu uma sobrancelha Interessado É mesmo Quem te falou isso Rebeca se inclinou um pouco mais perto Eu poderia te contar mas prefiro te mostrar Doyle riu baixo mas antes que pudesse dizer qualquer coisa um de seus capangas se aproximou e sussurrou algo em seu ouvido Instantaneamente a expressão de Doyle mudou Ele olhou diretamente para Rebeca e sua voz perdeu qualquer tom de brincadeira Quem diabos é você Rebeca soube que tinha sido descoberta Doyle se levantou abruptamente e puxou uma arma de dentro do palitó Segurança! " ele gritou O clube explodiu em caos Rebeca reagiu no mesmo instante Com um movimento rápido ela pegou o copo de whisky e o jogou no rosto de Doyle cegando-o temporariamente Em seguida puxou a arma que trazia presa a coxa e derrubou dois dos seguranças que tentavam agarrá-la Ela correu em direção à saída desviando de tiros e empurrando clientes que gritavam em pânico Quando finalmente alcançou a porta viu Donovan vindo em sua direção com uma arma em punho "Saia daí agora! " ele gritou Rebeca entrou na van e Donovan acelerou antes que os homens de Doyle pudessem reagir Ela respirou fundo sentindo a adrenalina percorrer seu corpo "Bom agora ele sabe que estamos atrás dele" dono Van disse Rebeca olhou pela janela os olhos brilhando de determinação E Calahan também O silêncio dentro da vano Rebeca Santos respirava fundo sentindo a adrenalina começar a se dissipar mas sua mente continuava alerta O Empire Night Club agora estava longe mas a confusão que deixara para trás ainda ecoava em sua cabeça Evan Doyle sabia que ela estava atrás dele e por extensão Calahan também sabia Isso foi perto demais Michael Donovan disse mantendo os olhos na estrada enquanto dirigia rapidamente pelas ruas de Nova York Você devia ter esperado a equipe Rebeca tirou o pente vazio de sua arma e substituiu por um carregado Se tivéssemos esperado ele teria sumido Agora temos algo que não tínhamos antes E o que seria Rebeca olhou pela janela os olhos focados nas luzes da cidade Medo Donovan soltou um suspiro frustrado mas sabia que ela estava certa Evan Doyle pode ter escapado naquela noite mas agora sabia que não estava seguro Isso poderia forçá-lo a cometer erros Quando finalmente chegaram ao quartel do FBI Rebeca foi direto para a sala de operações Jonathan Heis já a esperava junto com uma equipe de analistas O rosto dele estava sério mas Rebeca sabia que ele estava satisfeito por ter avançado na investigação O que descobriu Ele perguntou sem rodeios Rebeca cruzou os braços Evan Doyle está no centro da operação financeira Ele lava o dinheiro para Calahan além de ser a ponte com a máfia russa Quando nos viu percebeu que o FBI está fechando o cerco Reis assentiu e virou-se para um dos analistas E temos algo sobre a movimentação de Doyal nas últimas horas O agente digitou rapidamente no computador e uma série de imagens de câmeras de segurança apareceram na tela Sim Doyle saiu do clube logo depois da confusão e dirigiu-se para um hotel no centro mas ele não ficou lá por muito tempo 10 minutos depois saiu pelos fundos e pegou um carro sem placa O veículo foi rastreado até um galpão abandonado no Brooklyn Rebeca analisou a imagem do galpão Isso pode ser um esconderijo Reis olhou para ela Se for ele pode estar se encontrando com Calahan Donovan que observava tudo balançou a cabeça Isso pode ser uma armadilha Eles sabem que estamos no encalço deles Rebeca pegou sua jaqueta e verificou sua arma E é por isso que temos que ir agora A noite estava fria quando Rebeca e sua equipe chegaram ao endereço indicado O galpão ficava afastado cercado por prédios vazios e ruas mal iluminadas Era o tipo de lugar perfeito para um encontro clandestino ou para uma emboscada Os agentes do FBI se posicionaram ao redor do perímetro armas prontas esperando o sinal de Rebeca Ela ajustou o comunicador em seu ouvido e sussurrou: "Alguém tem visual de Doyle ou Calahan?
" A voz de um dos agentes veio pelo rádio "Temos um veículo estacionado nos fundos Parece que alguém está lá dentro Não conseguimos ver quantos. " Rebeca respirou fundo Equipe preparados Um a um os agentes confirmaram que estavam prontos Movam-se A equipe avançou com precisão Rebeca liderava a linha de frente movendo-se silenciosamente pelo galpão escuro Quando chegaram à porta lateral ela fez um sinal para que um dos agentes a arrombasse A fechadura foi quebrada com um estrondo e a equipe invadiu Dentro do galpão Evan Doyle estava de pé cercado por dois capangas armados Mas o que chamou mais a atenção de Rebeca foi a figura alta ao lado dele capitão Richard Calahan Ele usava um terno escuro e um olhar frio e calculista Não parecia surpreso ao ver Rebeca Na verdade ele parecia estar esperando por ela "A gente santos" ele disse um sorriso surgindo em seus lábios "Achei que demoraria mais para me encontrar" Rebeca manteve a arma apontada Acabou Calahan você está preso Calahan riu baixinho e olhou para Doyle E você me disse que ela era apenas uma vendedora de sorvete Doy engoliu em seco claramente desconfortável Rebeca não perdeu tempo Joguem as armas no chão e levantem as mãos agora Mas Calahan apenas sorriu e ergueu um celular Você realmente acha que sou tão descuidado Rebeca sentiu um frio na espinha quando ele apertou um botão na tela No mesmo instante uma explosão sacudiu o galpão Os agentes do FBI foram jogados para trás pelo impacto O teto estalou e poeira e destroços caíram de todos os lados Rebeca sentiu uma dor aguda no braço ao ser lançada contra uma pilha de caixas Os alarmes de incêndio dispararam enquanto chamas começavam a se espalhar pelo local Rebeca tosiu tentando se recompor Sua visão estava turva mas ela ainda conseguiu ver Calahan e Doyle fugindo por uma porta lateral Santos você está bem A voz de Donovan soou pelo rádio Rebeca pegou sua arma e se levantou ignorando a dor Calahan está fugindo Ela correu atrás deles desviando dos destroços em chamas Quando saiu pela porta lateral viu Calahan entrando em um carro preto Enquanto Doyle corria para a outra direção Ela mirou e atirou atingindo um dos pneus do carro de Calahan O veículo derrapou mas ele conseguiu acelerar e desaparecer na escuridão Rebeca praguejou baixinho e então virou-se para Doyle que tentava escapar por um beco estreito Parado ela gritou Doyle hesitou por um momento então levantou as mãos lentamente Os agentes chegaram logo depois cercando-o Donovan ofegava ao lado de Rebeca Calahan fugiu Ela sentiu frustrada mas Doyle não Ela se aproximou do homem seu olhar frio Você tem duas opções Doyle pode nos contar tudo sobre Kalahan e talvez consiga um acordo Ou pode ficar em silêncio e ver o que acontece com quem trai a máfia russa Doyle tremeu Ele sabia que se Calahan não o matasse a máfia o faria Ele engoliu em seco e olhou ao redor percebendo que não tinha escapatória Então ele abriu a boca Eu conto tudo Rebeca sentiu uma onda de alívio e determinação Agora tinham uma chance real de pegar Calahan mas ela sabia que ele não fugiria para sempre e quando voltasse estaria mais perigoso do que nunca O amanhecer tingia o céu de Nova York em tons alaranjados quando Rebeca Santos estacionou diante da sede do FBI Depois de uma noite intensa e perigosa a cidade parecia seguir seu curso normal alheia à guerra silenciosa que acontecia nos bastidores Mas Rebeca não tinha tempo para admirar o cenário Ainda havia muito a fazer Ela desceu do carro e entrou no prédio com passos firmes No interior agentes se movimentavam apressadamente falando ao telefone revisando documentos e acompanhando imagens das câmeras de segurança da cidade O nome de Calahan circulava em todas as conversas Sua fuga na noite anterior tinha acendido um alerta máximo dentro do FBI Donovan já estava na sala de operações quando Rebeca chegou Ele parecia exausto mas não menos determinado "Temos novidades? " ela perguntou tirando seu casaco e jogando-o sobre uma cadeira Donovan passou a mão pelo rosto e soltou um suspiro pesado Doyle falou ele confirmou tudo que suspeitávamos Calahan não é apenas um policial corrupto Ele é o elo entre a máfia russa e um grupo seleto dentro do departamento de polícia São eles que garantem que certos carregamentos passem despercebidos que investigações sejam arquivadas e que testemunhas desapareçam Rebeca apertou os lábios Isso significa que Kalahan ainda tem aliados dentro da polícia e ele sabe que estamos atrás dele Donovan completou Rebeca pegou um copo de café frio que estava sobre a mesa e tomou um gole sentindo o amargor na boca Onde ele pode estar Donovan pegou um tablet e deslizou o dedo pela tela mostrando imagens de satélite e registros de tráfego Depois da explosão no galpão rastreamos um carro saindo da área em alta velocidade Ele foi abandonado na zona portuária Depois disso Calahan desapareceu Rebeca franziu a testa Ele está tentando sair da cidade Reis entrou na sala nesse momento segurando um dossiê grosso ou se esconder até as coisas esfriarem Ele colocou o arquivo sobre a mesa Acabamos de receber um informe Calahan tem um velho amigo que trabalha no setor de transporte marítimo Se ele quiser fugir pode estar planejando pegar um navio cargueiro Rebeca pegou o dossiê e foliou rapidamente as páginas Precisamos interceptá-lo antes que isso aconteça Reis olhou para ela com seriedade Isso significa que precisamos agir agora Rebecca olhou para Donovan e ele assentiu Eles não podiam perder mais tempo A zona portuária de Nova York era um labirinto de contêineres empilhados guindastes gigantescos e galpões industriais O cheiro de mar misturava-se ao óleo e a ferrugem do cais Homens trabalhavam carregando cargas movimentando mercadorias e seguindo sua rotina sem saber que uma caçada estava prestes a acontecer ali Rebeca estava de colete à prova de balas seu distintivo preso ao cinto e sua arma preparada Ao seu lado Donovan revisava as informações no rádio Equipes posicionadas em todos os acessos Ele disse: "Se Calahan estiver aqui não tem para onde correr.
" Rebeca assentiu Vamos encontrá-lo Os agentes se espalharam pelo porto movendo-se discretamente entre os contêineres Rebeca avançava cautelosamente seus olhos analisando cada canto cada sombra Calahan era experiente Ele não facilitaria as coisas para eles De repente o som de um motor roncou no silêncio da manhã Rebeca se virou a tempo de ver uma caminhonete preta arrancando em alta velocidade É ele Donovan Gritou Rebeca correu para um dos carros do FBI e entrou rapidamente ligando o motor e pisando fundo no acelerador O veículo disparou pelo porto perseguindo a caminhonete de Calahan O chão de concreto trepidava sobia curvas fechadas desviando de contêineres e empilhadeiras Calahan jogou o carro contra um dos portões do porto e arrebentou a grade saindo em uma estrada estreita que levava à ponte principal Rebeca manteve-se firme na perseguição sua mente trabalhando rápido Se ele conseguisse chegar à rodovia desapareceria Ela pegou o rádio Bloqueiem as saídas Não deixem ele escapar Donovan confirmou a ordem e logo os agentes do FBI se adiantaram para cercar os acessos mas Khan ainda não tinha desistido Ele puxou um rifle de assalto debaixo do banco e começou a atirar para trás Os vidros do carro de Rebeca estilhaçaram e ela abaixou rapidamente a cabeça tentando manter o controle do veículo "Drga" ela murmurou Com um movimento preciso ela pegou sua própria arma e mirou nos pneus traseiros da caminhonete Um tiro certeiro O pneu explodiu e o veículo de Calahan perdeu o controle derrapando violentamente antes de colidir contra um poste Rebeca freou bruscamente e saiu do carro apontando a arma para a caminhonete destruída Saia do carro Calahan A porta foi empurrada com força e Calahan saiu cambaleando com um corte na testa Mas mesmo ferido ele ainda segurava o rifle Acabou Rebeca disse mantendo a mira firme Calahan riu Você realmente acha que ganhou o agente Santos Largue a arma Ele balançou a cabeça e levantou o rifle lentamente Rebeca não hesitou ela atirou O impacto jogou Calahan para trás e ele caiu no chão Imóvel O silêncio reinou por alguns segundos Donovan se aproximou lentamente verificando Calahan Ele está morto Rebeca expirou profundamente A caçada havia terminado O dia seguinte foi uma enchurrada de relatórios entrevistas e burocracia Calahan estava morto e sua rede criminosa estava oficialmente desmantelada Torres aceitou um acordo e forneceu provas suficientes para que outros policiais corruptos fossem presos Evan Doyle por outro lado foi colocado sob custódia protetiva sabendo que sua vida corria perigo Rebeca estava no telhado do prédio do FBI quando Donovan apareceu "Você conseguiu? " ele disse encostando-se na grade Ela soltou um suspiro "Sim mas a que custo?