É isso aí, meus caros. Estamos no mês do trabalhador, 1eiro de maio, acabou de passar. E a pergunta que eu trago é: temos motivos para comemorar?
Temos razões para celebrar na atual conjuntura? Estou gravando esse vídeo em maio de 2025 e eu trago algumas reflexões aqui de porque entendo que não não há razões para comemorações no mês do trabalhador. algumas das grandes conquistas que vem lá de 1886, dos mártires de Chicago, toda uma história de luta por direitos trabalhistas, direitos que hoje estão na nossa Constituição Federal, você conhece, estão lá no artigo séo da Constituição, como o FGTS, eh, viso prévio, proteção contra dispensa motivada, 13º salário, licença maternidade, hora extra, hora noturna, tudo isso você conhece, mas o trabalho formal com essas garantias está cada vez mais escasso.
Temos um mercado de trabalho hoje que passa a ser dominado pela pejotização. Vou voltar nesse assunto pela pejotização. Um mercado de trabalho muito pautado por uma economia da chamada uberização, que precariza os trabalhadores, que coloca os trabalhadores em uma situação de maior dificuldade.
Só para você lembrar, lá em 1886, data que é importante para a construção do Dia do Trabalhador, 1886, o que se discutia nos Estados Unidos era uma limitação da jornada de trabalho. Hoje, o que temos com profissionais que trabalham para aplicativos? O que temos é a ausência total de jornada de trabalho de limitação, a ausência de um descanso semanal remunerado, ou seja, direitos constitucionais, direitos que foram conquistados com muita luta, não sendo mais a realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros.
precarização, pejotização, uberização, uma série de elementos que comprometem a qualidade de vida do cidadão. Além disso, quando a gente fala especificamente da pejotização, a novidade deste ano, deste semestre, que o Supremo atraiu para si a discussão com todas as críticas que os especialistas em direito do trabalho fazem, críticas que vem da justiça do trabalho também. Supremo, nesse caso, substituindo a justiça especializada para decidir e decidindo, ao que parece, falo com todas as vênas aqui, mas ao que parece, com confusões básicas do que é pejotização, confundindo com terceirização, confusões que tendem a trazer prejuízos aos trabalhadores.
Veremos qual será a decisão do Supremo. Veremos. e torço que seja melhor possível para os trabalhadores, mas olho com desconfiança sobre a ótica de que tudo indica uma flexibilização ainda maior.
Tudo indica discussões como regulamentação do trabalho do dos aplicativos travada. Governo tentou, tentou muito mal, falhou na comunicação e aí falhou no projeto, falhou na comunicação e o que tivemos a revolta dos próprios trabalhadores. Primeira vez que eu vejo o governo apresentar um projeto que supostamente é para ajudar uma categoria e a categoria diz: "Não, não, não é isso que a gente quer.
" uma vergonha que passou o governo nesse caso. Então, o executivo federal tem uma responsabilidade imensa para resolver o problema atual, o judiciário, o congresso, a sociedade civil. E nesse meio tempo, custo de vida cada vez mais alto, o endividamento das famílias cada vez maior, a insegurança, o adoecimento, a saúde mental, tudo isso suindo para o ralo.
Não vejo, honestamente motivos para grandes comemorações. Mercado de trabalho está passando por um momento desafiador e haverá necessidade de todos os envolvidos no sentido de tentar mudar esse cenário. Eu não sei se isso acontecerá.
Tenho minhas dúvidas. Enquanto isso, café pilã no supermercado tem lacre, porque o custo de vida tá tão alto que até o café pilão parece que virou artigo de luxo. Outro dia fui tentar comprar a camisa do meu time de futebol que estava até até pouco tempo na zona de rebaixamento.
Quase R$ 500 a camisa. oficial. Não sei vocês, R$ 500 em um uniforme, nenhuma camisa é um preço proibitivo para grande parte da população brasileira.
Comprei? Claro que não. Amo o meu time, mas tem limite.
Tem limite. Realmente é uma situação desafiadora que nós temos. Eh, eu queria desejar a você um feliz dia do trabalhador, na verdade um feliz mês do trabalhador para você que tá na luta, assim como eu, com provavelmente mais de um emprego, fazendo bico, ralando para caramba, mas não sei se é o melhor momento para comemorarmos.
Por isso fica a reflexão, porque essa data, na verdade, não é uma data de comemoração, é uma data de luta. Eu acho que é isso que a classe trabalhadora precisa fazer. E você, o que que pensa desse assunto?
Temos motivos para comemorar? E quem são talvez aí os principais culpados dos problemas que hoje aflingem os trabalhadores no Brasil? Deixa aí a sua opinião.
Forte abraço. Boa semana. M.