e na formulação do caso então que é o que você disse né como é que você identifica o denominador comum nós formulamos o caso Ou seja você vai me trazer uma queixa nessa queixa a gente sempre fala assim vai vão ter algumas peças então geralmente os pacientes chegam por exemplo com uma situação ai aconteceu tal coisa T me sinto assim Opa então eu na minha cabeça de formulação de caso minha cabeça Clínica né op para ele descreveu uma situação e Uma emoção tá faltando peça ainda por quê Porque o nosso funcionamento é o ambiente o
contexto que tá acontecendo a situação a forma que eu interpreto essa situação Então eu tenho componente cognitivo pensamento e aí a forma que eu respondo a isso então eu tenho comportamentos ainda como é que eu agi nessa situação como é que foi minha resposta comportamental tenho as respostas fisiológicas ou seja o que que eu senti no meu corpo como é que foi né Ah passei mal coração me dá vontade de vitar no banheiro sabe E aí sim a resposta emocional Então veja eu tenho situação pensamento comportamento reações fisiológicas e Emoções eu tenho todo esses componentes
que interagem entre si a cada situação que a gente vive só que na cas o meu paciente geralmente vai me trazer peças soltas ou ele traz um jeito que ele pensou e um jeito que ele sentiu ou uma situação ai me sinto assim aconteceu tal coisa me sinto assim ah tô pensando tal coisa e fiz isso ou só o comportamento fui lá fiz quebrei a cara do outro sei que depois me sinto assim a pessoa tá sentindo coisa e ela nem sabe por nem sabe por só vem com a emoção Eu Me Sinto Sinto Sinto
Sinto Sinto eu não vou pegar só o que você tá sentindo E aí intervir nela por quê porque pode est faltando coisa eu posso atirar no escuro eu sempre falo que é assim falo para os psicólogos se você faz uma intervenção com peças soltas você tá tirando no escuro por quê Porque às vezes um paciente pode apresentar por exemplo a mesma situação eu posso ter dois pacientes que estão vivenciando por exemplo luto perderam alguém importante tã tã se eu pego só a situação e já faço a intervenção eu tô tirando no escuro por quê Porque
eu posso ter o paciente a que numa situação de luto tá agressivo não quer falar com ninguém tá ali estressado inábil né tem essa reação e tenho um outro paciente em luto também mas que Está desorganizado na sua agenda meu Deus eu não sei por onde que eu começo a reorganizar minha vida né tudo dependia da outra pessoa eu não sei que minha rotina tá problem até o mito que as pessoas têm sobre a TCC que fala que não é personalizado não leva em consideração o paciente é uma coisa robótica mecânica ex isso é completamente
enfundado a base da TCC o princípio da TCC é a formulação do caso porque eu vou pegar a situação do luto e vou identificar os outros fatores Porque daí eu vou saber Opa o paciente A então tem luto mas ele pensa que ele eh que ninguém mais gosta dele que a vida dele acabou Ele está se comportando de uma forma eh agressiva né e o outro tá tem um outro cenário completamente diferente apesar de vivenciar a mesma situação de luto então é nessa formulação do caso que eu vou chegando os denominadores comuns no caso por
exemplo que eu eu dei anteriormente do paciente ansioso eu começo a ver que opa pera aí lá no contexto do trabalho dele eu vou formulando também ele me conta uma situação do trabalho eu vou fazendo a formulação do caso tem outros fatores além desses aqui que a gente Verifica a gente vê fatores predisponentes ou seja aqueles fatores da história das crenças né do paciente que tornar um paciente mais vulnerável à aquele sofrimento a gente fatores por exemplo eh de manutenção ou seja por que que o paciente se mantém naquele problema porque ele não tá conseguindo
resolver pô ele me trouxe um problema Por que que ele não tá conseguindo resolver né Quais são esses obstáculos Então a gente vai ver isso na formulação do caso também a gente vê fatores desencadeadores ou seja o que que desencadeou exatamente esta queixa do paciente Será que essa é a primeira vez que ele tem uma queixa dessa forma né ou isso já aconteceu antes tem algum fator específico ali né interessante e fatores também de proteção a gente vê na formulação do caso que são aqueles fatores que protegeram o meu paciente de alguma coisa pior não
acontecer né então por exemplo assim ah eh eu tô lá com meu problema no trabalho mas qual o fator de proteção meu paciente tem um fator de proteção que é os os filhos dele é então os filhos dele é algo muito significativo para ele então ele só não foi lá e quebrou a cara do chefe dele ele porque ele sabe que ele vai perder o emprego ele não vai poder cuidar dos filhos dele então ele pensa puxa eu não posso perder esse emprego porque eu tenho meus filhos então eu identificar que os filhos é um
fator de proteção é aquilo que vai freiar o meu paciente então na terapia a gente trabalha muito nesse sentido identificar o fator de proteção e tornar esse fator de proteção mais ativo eu preciso colocar mais para jogo esses fatores de proteção para freiar meu paciente de piorar né de fazer coisas piores ou de agravar o quadro por exemplo né então na formulação do caso a gente vai avaliar todos esses fatores tanto do funcionamento que eu falei ali né da situação do pensamento do comportamento das reações fisiológicas das emoções quanto esses fatores os predisponentes o de
manutenção de proteção Eos desencadeantes entre alguns outros fatores que a gente avalia também e é aí que a gente vai identificando os fatores comuns né em termos de denominador comum será que é uma queixa só que está repercutindo em diferentes formas diferentes áreas da vida do paciente ou não são diferentes queixas mesmo paciente tem tem ansiedade Mas ele também tem uma inabilidade na comunicação dele que é terrível ele chega lá para falar com a pessoa pé na porta assim né não tem habilidade nenhuma super agressivo Opa então eu vou ter que trabalhar a questão da
ansiedade e as habilidades de comunicação com ele e aí A partir dessa identificação eu vou colocando as pautas para trabalhar na pia interessante isso uma coisa [Música] eh Pelo que eu entendi meio que na base de tudo isso vão estar as crenças né porque se a pessoa tem um tipo de pensamento específico ela esse tipo de pensamento tem que ter vindo de uma coisa na história dela que aconteceu gerou uma crença é isso é grande parte do nosso funcionamento não fez sentido você pegou você pegou grande parte do nosso funcionamento advem dessas crenças e da
experiência vinculada né que favoreceu a formação dessas crenças como eu disse a crença não é só um aspecto cognitivo porque teve muita vida acontecendo para que então eu formasse aquela opinião não é verdade para você ter uma se eu te perguntar aqui uma opinião sobre uma temática sobre trabalho sobre estudo sobre família Puxa você vai pegar tudo aquilo que você já viveu sobre essas questões já leu já se relacionou já experienciou e formou um elemento cognitivo que hoje é o teu jeito de pensar sobre isso né então sim tem uma crença sobre isso na vida
acontecendo né na vida presente então nós vamos ter essas crenças de fundo e aí tem outras Instância do pensamento que são os pensamentos automáticos né que são os momentos os pensamentos mais fluídos que acontecem então por exemplo aqui a gente tá conversando e meu nível de consciência está focado em você naquilo que você sa me perguntando no conteúdo que eu tenho que falar mas tanto você quanto eu quanto as pessoas que estão nos assistindo elas podem ter pensamentos automáticos que coexistem com este fluxo de consciência então eu tô aqui falando puxa depois como é que
eu vou embora Nossa será que lá fora tá chovendo que eu vou fazer amanhã como é que vai ser minha vida como é que tá o meu marido você também tá aí às vezes né pensando não sei o que no cachorro na mor da bezerra e tal uhum a vida vai acontecendo aqui também esses pensamentos automáticos eles podem ou não ser influenciados pelas crenças tá então assim eles podem ser situacionais né ou seja sobre temáticas aqui da vida que não necessariamente tenha relação com alguma crença Mas é porque a experiência que eu tive agora me
fez pensar sobre isso aqui OK mas se esse meu jeito de pens pensar sobre as coisas começa a se tornar um padrão Ou seja na terapia né eu vejo que meu paciente sempre que ele vai me contar sobre a alguma coisa que ele fez ele faz uma interpretação negativa desmerecendo Ah esse final de semana a gente foi passear no parque ai mas tinha muita gente né Ai é um saco ai fui no aniversário a Pois é foi legal ah mas sempre tem alguma temática que acaba sendo comum né persistente um padrão Aí na terapia Aquilo
me chama atenção e a gente pode fazer isso na vida também Observe se no teu jeito de pensar sempre acaba tendo uma temática ou um padrão de pensamento que se torna persistente né então por exemplo nos quadros depressivos tem essa tendência mais pessimista mais autodepreciativa você sempre acaba achando um defeito em você no teu jeito de fazer as coisas né uma desesperança em relação ao futuro então sempre tem algumas temáticas predominantes nos transtornos isso vai ficar muito Evidente né mas mesmo fora de quadros de transtornos a gente pode ter alguns algumas temáticas que são recorrentes
nesses casos pode ter a ver com crenças uhum né que aí vai nos remeter a um Jeitão de pensar sobre aquele funcionamento n