[Música] Olá boa noite Setembro amarelo é um mês de conscientização a respeito da Saúde Mental hoje a gente aborda o tema trazendo a exaustão no trabalho para os professores o Burnout docente ele atinge um em cada três profissionais da Educação Básica qual a responsabilidade das escolas o que causa mais desgaste n salas de aula opinião Minas começa agora [Música] a síndrome de Burnout atingiu quase 33% dos professores da Educação Básica analisados por uma pesquisa do instituto de saúde e sociedade da Unifesp participaram do estudo professores de diversos estados brasileiros que atuam em escolas públicas e
privadas sendo a maioria 87,5 do sexo feminino e para falar com a gente sobre o tema nós recebemos o Dante marquesan ele é psicólogo e psicanalista Olá Dante boa noite para você muito bem-vindo aqui a opinião Minas tudo bem obrigado Érica boa noite tudo joi mês de conscientização aí sobre as questões da nossa saúde mental ho a gente tá trazendo esse recorte e veja só nós conversamos com a Rafaela dos Santos Gonçalves ela é bióloga pedagoga e mestre em ciências pela Unifesp e a pesquisadora responsável aí pelo estudo a síndrome de Burnout em professores sua
relação com a satisfação no trabalho fatores sociodemográficos e organizacionais ela falou com a gente sobre esse levantamento e as principais diferenças da prevalência da síndrome entre os professores da rede pública e da privada vamos conferir essa diferença ela nos surpreendeu um pouquinho porque ela não existiu em relação à prevalência do Burnout entre professores da escola pública e privada assim como entre homens e mulheres a gente percebeu uma homogeneidade Ou seja a gente tem o Burnout presente nesse percentual aí de um em cada três professores independente do gênero dele independente do tipo de escola em que
ele atua a gente percebeu uma pequena diferença entre a satisfação com o trabalho dos professores da pública e da privada Então os professores da escola pública apresent Ava um pouco mais de satisfação com o trabalho quando comparadas com os professores da rede privada Tem a participação ela Em outro momento aqui mas ela trouxe essa introdução do levantamento trazendo esse recorte de homens e mulheres desse adoecimento desse barn ela falou também sobre a satisfação daqui a pouco eu vou te fazer essa pergunta mas o que tem causado esse adoecimento todo nos professores esse esgotamento né Dante
então Érica eh eu acho que é interessante primeiro a gente pensar nessa palavra que é o Burnout né is é uma palavra que a gente importa né eh e e é um estudo sobre Burnout né que traduzindo pro português nós podemos dizer que é um estress decorrente de uma exaustão no trabalho né um Burnout é isso agora por que que os professores eh tem sentido mais isso eu acho interessante a gente pensar que o que vai levar os professores a sentir mais isso que nós podemos pensar em linhas Gerais né conforme a pesquisa nos mostra
uma exão relacionada ao trabalho e uma carga horária excessiva uma remuneração que não é adequada a ao que ele trabalha eh isso aparece na sala de aula isso aparece com os professores mas também vai aparecer com outras categorias né Eh então eu percebo que os professores eles eh são vítimas de adoecimento do Burnout mas outras profissões também estão com com índice crescente disso né Por que que eu tô trazendo isso para entender que existem particularidades nos professores que vão mostrar esse quadro mas existem outros também que vão que vão apontar pra mesma direção né porque
são problemas comuns como remuneração baixa como o excesso da carg de trabalho é isso que você tá dizendo Exatamente porque são problemas comum essa pesquisa que a gente tá conversando aqui Ela traz um recorte dos professores mas nós também temos outras profissões outros trabalhadores que estão adoecidos sim né inclus se você me perguntar assim de imediato eu responderia que a fábrica de Burnout talvez fossem os os Call Centers né com aquelas ligações intensas aquela pressão por metas por resultados não é mesmo a gente trouxe esse recorte desse Burnout digital e aí a gente tá ela
trouxe pra gente essa questão da quando ela diz da satisfação também a pesquisa também mediu isso a satisfação com o trabalho do professor da escola pública e da privada o da escola pública demonstrou mais satisfação com o trabalho por quê sen não raramente são escolas com menos estrutura do que as particulares com outras dificuldades e desafios antes Será que isso tá ligado ao que é o propósito de ser professor mesmo é e eu acho que esse a gente tem que entender esse propósito de ser professor Como como que isso é utilizado às vezes né o
professor Às vezes ele é Ele é tido como um responsável por uma missão né então isso às vezes é utilisado para justificar uma baixa remuneração uma alta carga horária né o professor gente que via de regra a gente tem que entender que é uma pessoa que trabalha de segunda a sexta sábado faz prova e no domingo corrige né então é É sim uma realidade adoecedor hoje ele não trabalha não está trabalhando só naquele horário em sala de aula né sim ele ele não tá trabalhando só naquele horário em sala de aula então eh e e
existe uma cobrança eh para ele também para ele ser melhor para ele se dedicar mais para ele tá atualizado para ele tá focado né além de uma gestão da sala de aula né Eh agora esse ponto que você traz sobre o da escola pública eh ter mais satisfação do que o da privada eu acho assim OK eu entendo essa distorção que a pesquisa aponta né mas eh difícil dizer objetivamente que que isso tá ligado né porque assim a cobrança existe nas duas né ass assim a privada cobra tem suas dificuldades mas a rede pública também
cobra os pais também vão na escola e e e em alguma medida exigem também desses profissionais da rede pública eh que ele entregue o melhor que ele pode né Nós temos as coordenações direções assim escolas públicas e privadas hoje elas tem pontos que diferem mas também tem pontos que convergem né A questão é será que esses pontos se diferenciam uma escola particular de uma escola pública eh é o que tá fazendo esse profissional ficar mais doente acho que isso é uma questão ainda é a gente tem também o problema da violência em sala de aula
a violência contra o próprio Professor esse também é o motivo de adoecimento dele certamente Mas isso é comum nas duas né e não sim na privado na P isso é interessante é como nas duas né Eh eh professores hoje né relatam casos professores sofrem racismo em sala de aula sim professores sofrem ataques homofóbicos em sala de aula professores sofrem violência física em sala de aula né então eh e e a gente ainda não conseguiu produzir uma resposta para isso né Eu acho eu acho que esse é o ponto eh os professores sofrem nós temos já
ferramentas para trabalhar isso que ainda não conseguimos utilizar para poder combater essa violência o racismo o preconceito que você tá dizendo Sim sim eu acho que nós ainda não não fazemos disso uma prioridade enquanto uma sociedade mesmo sabe e a gente ainda acha que eh o professor ele ele é forte como foi dito aqui ele tem uma missão ele tem que dar conta e sim e é difícil né mas eu acho importante também a gente entender que outras profissões passam por esse mesmo problema porque senão fica parecendo né e e e a gente não pode
deixar que a discussão vai para esse lado de que o professor ele tem uma tendência maior ao isso não na verdade a gente tá falando dos cuidados com a saúde mental principalmente que a gente tá no Setembro a gente tem que falar mais sobre esse tema mesmo e trazendo esse V do adoecimento da sala de aula trazendo essa fta da educação para adoecimento examente eu entendo esse ponto né Eu não estou dizendo que é isso mas que quando a gente começa a trabalhar isso pode dar entender isso algum medida né e não é sobre isso
acho que o trabalhador de uma forma geral tem adoecido os professores t adoecido e isso nos preocupa porque os professores Claro claro que os professores nos preocupam porque são pessoas que estão no nosso cotidiano estão na nossa vida né Mas se a gente deixa isso como uma bandeira só deles fica parecendo que não de forma alguma que não existe né em outras áreas Exatamente é existe sim muito né a gente tem visto esse crescimento cada vez mais é pauta constante aqui inclusive do opinião Minas e quando a gente pensa nesses espaços que são espaços da
educação dessa construção por exemplo das relações socioemocionais das habilidades comportamentais também a gente pode dizer que não sei se usar a palavra mais grave mas um ponto mais desafiador ainda para lidar com essa questão por ser esse ambiente de desenvolvimento dessas habilidades tanto com os alunos é eu eu acredito que sim eu acredito que por ser pessoas que estão em desenvolvimento estão conhecendo tendo ali né que estão tendo às vezes o primeiro conflito Às vezes a primeira relação a primeira frustração né Eh o o professor ele em alguma medida ele tem que gerir isso também
sim então a gente pode pode pensar que assim é mais uma é mais uma responsabilidade é mais um saber que ele tem que que ele tem que correr atrás mais uma responsabilidade el tem mas vai ter que tá jogado nas costas dele e vamos dizer assim ele ele não vai receber para isso um descanso maior e uma remuneração maior por isso né E nós o que nós temos hoje como uma realidade pós pandêmica é são de atividades que eram feitas na pandemia em decorrência desse regime de exceção que nós vivemos nesse nesses anos eh mas
se com o retorno ao presencial as atividades continuaram então Eh rolou um acúmulo juntamente agora com uma gestão de afetos dessas pessoas que é mais difícil Porque ficaram ali 2 anos sem ter um contato Então esse afeto ele ele é atravessado por esse por esse fenômeno também pandêmico que nós vivemos e assim o professor e e é ele que tá respondendo por isso e o professor Ok mas ele também está inserido dentro de uma escola as escolas Elas têm ficado atentas qual que deveria ser o papel delas quando a gente pensa nessa relação e nesses
também cansaço esgotamento do professor Olha eu acredito que a escola o papel dela poderia ser aquele de oferecer pro professor um espaço uma capacitação e um momento onde ele pudesse trabalhar isso com a turma é junto com uma equipe né que ele pudesse ter uma estratégia organizada que permitissem a todos falarem e escutarem sobre como tem sido essa experiência e nesse na sala de aula a experiência de aprendizagem via de regras não é um modelo Educacional que a gente que a gente segue né Eh eh quando a pessoa vai pra sala de aula quando o
aluno tá em sala de aula é mais sobre sobre aprender mesmo em linhas Gerais assim de uma forma geral salvo um ou outro projeto ali que vá que vá fazer algo diferente disso né mas acredito que talvez se eu pudesse né fazer alguma alguma recomendação seria de criar espaços onde as pessoas possam construir ir possam falar e dialogar sobre a sua experiência na aprendizagem sabe sobre a sua experiência na sala de aula com os colegas sobre esse convívio para terem essa construção juntos também para terem essa construção juntos porque senão a gente vai continuar criando
saídas que são individuais e saídas individuais no primeiro momento elas elas são interessantes você consegue uma amarração você consegue eh uma uma forma de lidar com aquilo mas a longo prazo eh a gente tem que entender que é um problema coletivo que que que todos somos afetados e atravessados pela pela dinâmica da educação pela dinâmica da sala de aula pela relação com o professor né então acho que nós temos que ter espaços para essa construção coletiva entre alunos professores né entre a coordenação da escola também que que também responde por ISS que também são profess
a gente tá falando do bornal de docente trazendo esse vés do adoecimento do esgotamento depois o intervalo a gente quer falar mais sobre sintomas como que a gente pode perceber às vezes alguém que tá nos assistindo né Dante P eu também devo tô Acho que tô sentindo isso eu também tô muito cansado não é da área acadêmica não é docente Mas como que a gente pode orientar essas pessoas trazer essa conscientização fala sobre isso daqui a pouquinho depois do intervalo porque depois do intervalo a gente vai ver também o que a pesquisa revelou sobre a
diferença do Burnout entre homens e mulheres casados e solteiros a gente volta [Música] já cansaço extremo exaustão adoecimento a síndrome de Burnout em docentes Ela atinge um em cada três profissionais de Educação Básica para falar sobre o tema nós recebemos aqui que hoje o Dante marquesan ele é psicólogo e psicanalista Dante a gente vai falar de mais um ponto aí dessa pesquisa Rafaela do Santos Gonçalves ela também comentou com a gente o resultado da pesquisa no âmbito satisfação com o trabalho e diferença entre homens mulheres solteiros e casados vamos acompanhar o homem ganhar mais faz
com que ele seja mais satisfeito enquanto a mulher ganhar mais faz com que ela esteja menos satisfeita por quê Porque ela ganhar mais significa que ela trabalha mais não que o homem trabalhe menos mas a mulher tem a jornada dupla às vezes até uma jornada tripla então além das responsabilidades relacionadas à docência que para que ela ganhe mais são eh elevadas em cargo horária de trabalho quando ela chega em casa ela tem a segunda jornada que é cuidar da casa cuidar dos filhos às vezes cuidar do marido enquanto não há esperado do homem esse tipo
de comportamento então para eles trabalhar mais e ganhar mais mas é estar mais satisfeito porque quando ele chega em casa ele tem ali um apoio social né um apoio emocional e até eh em relação às responsabilidades de casa da esposa isso conversa com o que a gente percebeu em relação a homens solteiros e casados Então os homens quando comparados entre si solteiros e casados os solteiros tinham mais chance de ter Burnout quando comparados com casados porque os homens casados exatamente TM a esposa como uma forma de dividir as tarefas né Eh como um apoio então
a gente percebe que essa diferença que a gente encontrou entre homens e mulheres fala muito sobre a forma com que a nossa sociedade enxerga os papéis de homens e mulheres socialmente falando Obrigada pela participação aqui com a gente Rafaela da Unifesp que trouxe conduziu Esse estudo esse levantamento do qual a gente tá aprofundando aqui com o Dante Dante ela trouxe essa divisão essa explicação desse adoecimento do barn em homens e mulheres a gente pode dizer que ele segue a mesma linha dos adoecimentos mentais e atingindo mais as mulheres por conta da jornada dupla de todo
a nossa construção social que que você pensa sobre isso é é é interessante né que ela diz que os homens casados eles tendem a ter um adoecimento menor e que as mulheres casadas parece aí que o o número aumenta né então assim e pela sobrecarga do pela pela sobrecarga pel eu acho que sobretudo pela Cultura né que acaba que continua empurrando perpetuando isso aí tá perpetuando isso a pesquisa acho que ela tem ela ela nos aponta isso né de que né a a mulher casada ela doece mais né É É interessante isso né E ela
fala ali que quando quando o homem se casa ele adoece menos né ou seja então a mulher se a gente for olhar é uma jornada mais que dupla né porque em alguma em alguma em alguma medida ela ela ainda conforta esse esse esse homem trabalhador dessa longa jornada e e é interessante que com com salário maior né ou seja um salário maior para mulher indica mais sofrimento porque ela trabalha mais ela tá tendo mais jornad dizer que ela tá trabalhando mais no trabalho mais em casa e e ainda servindo como esse como esse suporte né
assim e realmente uma coisa estruturante né É É da nossa sociedade reforçar esses papéis aí sim eu acho que continuamos re esses papéis né é uma pesquisa recente né então Ou seja é mesmo com todas as discussões e avanços que tivemos e sim nós tivemos ainda perpetuamos e ainda reproduzimos essa estrutura agora falando do Burnout como que a gente consegue identificar quem tá nos assistindo pensa que tá passando por um momento assim de muito esgotamento como que a gente identifica e trata também essa essa pergunta ela é muito Central Érica no seguinte sentido o Burnout
ele ele vai aparecer como um episódio né na maioria das vezes a pessoa que tem o Burnout vai ser aquela pessoa que que passa por um episóde mas ele não aparece do dia pra noite né Ele é consequência de uma série de processos que a pessoa vai passando ele é um excesso né que culmina com um episódio Vai acumulando um dia a p não não aguenta mais aí tem o episódio ela pode cair no chão ela pode simplesmente não conseguir sair de casa né E isso se a gente for olhar psiquicamente né do ponto de
vista de uma estrutura né o que que acontece a pessoa tem um determinado nível de estress que é alto ela chega em casa e relaxa volta pro trabalho o stress sobe chega em casa e relaxa esse relaxamento dela vai acabar que ele não vai ser proporcional ao stress que ela sofre então que que vai acontecer essa pessoa vai chegar em casa vai descansar e não vai sentir que Descansou ela vai chegar em casa vai ficar lá 10 horas sem sem fazer nada e vai continuar cansada ela vai se dissociar de uma realidade e não vai
ter um ósseo não vai ter um lazer não vai ter formas criativas porque ela tá tão Exausta que a única coisa que ela consegue é sentar em casa e e não pensar em mais nada e tentar não pensar em mais nada tamanho estresse ela tá ali tentar né porque aí o que que vai acontecer aí ela vai vai ver um um um programa eh do o mais Eh vamos dizer o mais simples possível vai pegar uma rede social ou tem a demanda dos filhos em casaé que isso é outra coisa né que assim essa pessoa
ela não vai vamos pensar será ela chegou do trabalho cansada 7 8 horas da noite ela vai conseguir aproveitar a maternidade a paternidade ela vai desfrutar disso ela vai pro trabalho mais frustrada ou menos frustrada até porque é importante a gente ressaltar que a gente tá falando de um país com uma desigualdade enorme e que as pessoas não raramente a maioria trabalha com várias jornadas para colocar o básico sustento dentro de casa né isso isso vai ser fundamental na gestão desse estess né na medida em que eu tenho eu tenho aqui o pouco para sobreviver
Mas se eu não se eu não me submeter a isso eu não tenho é nada eu não tenho é nada eu não tenho é nada então assim eh se eu não me submeter a isso tem um outro ali que vai vir aqui e ainda vai pegar o pouco que eu tenho ou seja o que que a gente tá dizendo essa desigualdade que se aponta ela acaba que é o mecanismo fundante do Burnout e é por isso que ele vai acontecer em todas as áreas né porque a constante ameaça faz com que essa pessoa seja cada
vez mais produtiva e responsável pelo seu eh sofrimento né pelo seu sucesso ou pela sua infelicidade né a ponto gente a gente tem que pensar né Isso não é raro em alguns trabalhos em algumas empresas até em algumas escolas esse indivíduo é chamado Às vezes a ele mesmo ter que justificar o seu próprio fazer dentro da empresa né não é raro um gestor chamar e e perguntar olha por que que por que que a gente deve continuar com você o que que você tem feito Ou seja é jogar toda a carga para cima do indivíduo
que chega em casa e tem problemas cotidianos tem problemas com com filho que que que sabe eh eu acho que eu acho que é essa Essa gestão que que a gente não consegue fazer eh e temos e temos materiais para isso né E quem tá perto a gente começou falando sobre o barn docente esse esgotamento dos professores que atinge um em cada três um a cada três professores O que que a gente as escolas Quem tá perto as famílias como que a gente ajuda nesses casos que orientação que você deixa pra gente olha eu acho
que a forma de ajudar acima de tudo é não achar que é uma falha de caráter né Acho que via de regra a pessoa que tá cansada ela ainda é lida como uma pessoa preguiçosa que quer uma vida boa ah o meu trabalho é pior comigo comigo acontecem isso que você passa eu já eu já passei e foi pior e nem por isso e nem por isso fiquei assim assim né Eu acho que é nos sensibilizarmos com com essa dor do outro né mas isso só vai ser isso só é possível se a gente ter
uma noção de que o problema do Burnout o problema do excesso de trabalho ele existe ele tá presente e ele aumenta por que que nós estamos aqui hoje nós estamos falando de BN Desde quando tem tem pelo menos aí un uns 20 anos que esse termo é presente nas nossas vidas por que nós estamos aqui hoje falando disso ainda que que tá acontecendo com a nossa relação de trabalho nossa relação de trabalho ela tá sendo uma relação melhor ou ela tá sendo uma relação Pior né Eu acho são essas reflexões que nós temos que fazer
enquanto uma sociedade na construção de uma sociedade se a gente quer desenvolver se a gente quer pra gente se a gente quer pros nossos amigos pros nossos filhos para todos ao nosso redor né Vamos pensar né quando a gente sai e pega um trânsito esse trânsito ele tá mais caótico ou menos caótico né nossa a gente tem que se perguntar o que que a gente que que a gente tem construído Nossa São perguntas muito fortes pra gente responder pra gente pensar pra gente refletir quando a gente fala do Burnout não é simplesmente Ah é uma
sobrecarga um excesso de esgotamento de trabalho tem que trabalhar menos ou tem que fazer a gente já discutiu as desigualdades aqui mas o que que se faz como se AGE em cima de um quadro como esse de forma eh a melhorar a situação a curar a pessoa o o que que tá envolvido nesse tratamento vamos assim dizer é eu eu acho que o tratamento nós temos nós temos opções nós temos um um um um tratamento psicológico nós temos algumas atividades que pode que podem ajudar esse indivíduo a a sair eh desse quadro Mas elas também
T um limite né Eu acho que não adianta a gente colocar um tratamento para essa pessoa quando a realidade dela continua reproduzindo uma uma uma uma série de violências que culminam num barn né E e aí pode dar a impressão de que de que os tratamentos são são inefetivos né quando na verdade ela continua no ambiente né ela continua no ambiente né assim e todo o tratamento ele ele tem um limite né ou seja eh nós estamos dizendo quando a gente vê esse Bernal generalizado o que nós estamos dizendo é de uma relação de trabalho
que de uma forma geral tem adoecido as pessoas em todas as áreas em todas as áreas né E e aí pensar num tratamento eh para isso com essa realidade que continua eh ameaçando esse sujeito de perder muitas vezes o o o pouco que ele tem fica é é assim é é muito desafiador de se fazer é verdade Dante Obrigada pela participação com a gente por por essas reflexões essas perguntas que você deixou aí martelando na nossa cabeça muito obrigada viu obrigado boa noite para você obrigado a você também pela companhia uma ótima noite [Aplausos] [Música]
[Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] ótim