Olá sejam bem-vindas e bem-vindos a nossa primeira aula nessa disciplina história e cultura afro-brasileira indígena bom vocês podem se perguntar né qual a importância né de se ter uma disciplina oferecida pela TRE para Reitoria de ensino com essa temática cultura afro-brasileira indígena mas a gente fazer esse diálogo ao longo das demais unidades a priori nós precisamos entender como se dão as Relações raciais no nosso Brasil é uma contemporaneidade primeiro um ponto Relações raciais eu quero dizer que são todas as relações estabelecidas entre sujeitos com pertencimentos distintos com pertencimentos raciais diferentes pessoas negras brancas e indígenas
como essas relações foram e são construídas a partir de Quais elementos são relações horizontalizadas eu digo se são relações pautadas em igualdade uma dimensão mais de uma dimensão mais igual né Entre esses vários grupos esses vários grupos raciais há diferenças a relação desiguais como esses grupos estão distribuídos socialmente nos Espaços digo uns espaços públicos na Perspectiva do trabalho no âmbito Educacional da saúde no âmbito da representatividade política ou mais objetivamente falando onde estão as pessoas negras nos espaços públicos de poder onde estão as pessoas indígenas povos originários é como representantes né E representatividade no campo
da política se a gente for fazer essa análise né baseada a priori nenhuma dimensão muito objetiva dessa realidade entendendo a nossa sociedade e com os nossos corpos estão distribuídos nesse espaço social nós vamos compreender né a partir de uma análise que não necessariamente sociológico mais uma análise mais da notoriedade desses grupos raciais que essas relações elas não são estabelecidas de modo horizontalizadas infelizmente dá-se de uma forma desproporcional ou desigual para determinar dos grupos raciais e tecendo ainda mais esse diálogo né dessa desigualdade racial desses grupos raciais que estão em movimentos diversos distintos nessa escala de
saber poder nos quais os espaços elas estão mais localizadas a gente precisa voltar um pouco a nossa história entender que a história do Brasil né a Constituição do povo brasileiro dessa nação ela deu-se a partir né da colonização da escravização dos povos originários e dos povos africanos e quando a gente situa esse lugar esse não lugar histórico de pessoas né pessoas negras indígenas nós chegamos a uma dimensão do hoje entendendo que mesmo após a abolição ou a dita libertação de escravos de escravizados negros e negras o Brasil permanece com uma estrutura racializada bastante hierárquica é
nosso país ainda carrega né meandros ou carrega elementos que nos levam a perceber como os traços de outrora da colonização pode ser percebido na maneira como esses grupos raciais eles estão distribuídos socialmente e a gente chega à conclusão que essas Relações raciais elas estão enraizadas e sedimentadas e estruturalmente historicamente socialmente localizadas desde o período E aí o outro ponto importante é entender que hoje só falam de raça e racismo nós temos a necessidade de ter uma disciplina como essa história cultura afro-brasileira indígena porque historicamente o nosso país como eu disse ele é ele tem em
sua composição social a dinâmica do racismo estruturando as nossas relações então podemos perceber né continuando essa análise que na contemporaneidade mesmo no século 21 as igualdades sociais elas permanecem e são desigualdades que atravessam corpos etnias negras e indígenas se eu pedir para vocês fazerem um exercício bem prático quantas pessoas negras Vocês já viram como médicos ou médicas quantas professoras indígenas indígenas Vocês conseguem situar aqui como referências nesse diálogo Que Nós faremos aqui com quantos professores e professores indígenas você já tiveram aula no campo Educacional como mencionei aqui situar nomes indígenas é um desafio como se
essas pessoas não existissem do mesmo modo pensar por exemplo pessoas negras em lugares ditos de prestígio como médicos e médicas também um outro lugar de ausência de essas pessoas o que que explica essas ausências vermos por exemplo mulheres negras em posições de subalternidade em trabalhos mal remunerados e constantemente sendo atravessadas atravessadas por situações onde preconceito racismo e discriminação racial é uma constante do seu dia a dia nós não te alugaremos sobre racismo sobre Relações raciais sobre cultura afro-brasileira indígena se nós não tivéssemos histórico né nacional no qual raça teve e ainda tem um significado importante
dentro das nossas concepções das nossas organizações sociais políticas e institucionais então dialogar sobre Relações raciais é um dever Quando eu digo um dever uma necessidade uma vez que nós não Vivemos em uma democracia racial nós não vivemos de um paraíso onde histórias negras histórias indígenas são colocadas de modo notório pessoas negras indígenas são colocadas em lugares de evidência essas pessoas não existem esses grupos raciais não existem dentro desse Campo de esfera de saber poder então o título dessa disciplina cultura afro-brasileira indígena é um título forte é um título que demarca é um título que tem
o perspectiva teórica e política contar uma história não única e aí eu gostaria que vocês lessem a nossa referência tem um texto da China Amanda que é o perigo da história única [Música] objetivo dessa disciplina não só ressaltar a dimensão cultural mas demarcar porque que essa cultura é precisa ser reforçada é precisa ser afirmada nós vivemos em um país racista isso é preciso ter consenso nós vivemos num país no qual falar sobre raça racismo é um problema tem um sociólogo da USP que não faz mais parte do nosso plano que que ele teceu bastante reflexões
sobre a questão racial no Brasil que é o florestan Fernandes toda essa Fernandes ele tem uma ele tem uma uma afirmação que é o seguinte no Brasil os brasileiros e brasileiros têm preconceito de dizer que aqui há preconceito Ou seja é melhor não dizer que somos racistas é melhor não falar sobre raça Afinal nós somos povos brasileiros ainda continua só análise fazendo críticas a essa afirmação ao elaborar e descamotear a ideia de que nós somos iguais em oportunidades por exemplo uma pesquisa que ele fez em São Paulo é presente no seu livro a integração dos
negros na sociedade de classes por essa Fernandes evidenciou que pessoas negras pós Abolição tiveram uma dificuldade imensa de se inserirem em uma nova organização política econômica que estava em ascensão os estereótipos né da cor de ser um escravizado isso fazia com que esse indivíduo com que esse sujeito nessa sociedade racista e racializada Não integrasse a essa nova realidade social e florestan Fernandes radiologando conosco nos ajudando a entender porque hoje podemos entender o que hoje podemos como eu coloquei no início nós podemos situar as ausências de pessoas negras e indígenas em alguns espaços públicos e de
poder um momento do pós Abolição ele não se efetivou no plano das igualdades materiais Que isso fique fato que isso fique dito negros e negras libertos e libertos eles ficaram mercê de suas próprias sortes então naquele movimento naquela época não houve uma tentativa de integrar os a sociedade quando eu falo integrados pegando na Perspectiva mesmo de Flores São Fernandes com que essas pessoas minimamente Se considerassem passasse a se considerar gente né bom E aí seguindo essa discussão dada por floração Fernandes e que enfim além de flores outras tantas referências que nos colocam isso nessa dimensão
de como que o nosso país ele segue com uma estrutura aí desde a época do escravismo uma estrutura praticamente naturalizada Como já é perceptível aqui né nessa dimensão de lugares no lugar de pensar pessoas indígenas e não indígenas pessoas negras e não negras por exemplo então comumente nós encontraremos os grupos sociais indígenas e negros e negras em lugares sempre nessa dimensão da marginalidade né nessa dimensão da isolamento né social quando fala o isolamento nas ausências nesse concretas de políticas públicas no que tange à saúde educação né de escolas adequadas no meio Rural né nas periferias
então em várias várias formas de violação de direitos humanos né dos direitos básicos assim então parece-me que há uma ideia de conformação né Desse cenário né racial e desigual e no qual não não tenho mais indignação concretamente em ações estratégicas de romper com essas desigualdades raciais e aqui eu vou trazer uma fala de uma professora que eu de aluguei durante a minha pesquisa de doutorado em 2015 a 2017 a época uma pesquisa que tinha por objetivo saber né das professoras universitárias lá do Estado quais é as dimensões de racismo atravessavam o seu cotidiano né o
seu fazer docente e ao dialogar sobre essa temática uma professora trouxe uma dimensão muito interessante né que casa muito com essa reflexão das ausências e desse dessa dimensão de como o nosso a nossa sociedade ela está ainda enraizada numa perspectiva e ela coloca o seguinte Simone nós fazemos parte de um projeto de nação racista no qual não conta com a gente em bons lugares neste projeto nação estamos sempre nos lugares sobre alternizados que são os presídios os centros educacionais Então são esses lugares Sofrimentos e amargura que estão postas para nós é faça um aqui tá
vendo que a gente entender um pouco mais o que que ela quer trazer com essa afirmação né com essa narrativa quando ela menciona né que conta com a gente em bons lugares ou com alguns lugares em alguns lugares estamos num período pós Copa né enfim vós campeonato mundial de futebol e nós percebemos se vocês percebem isso né uma notoriedade de pessoas negras né jovens negros nas seleções aqui no Brasil sobretudo ao mesmo modo quando a gente situa pessoas negras em alguns lugares nos mostram né Essa essa notoriedade como por exemplo também é no samba de
carnaval então a gente poderia dizer que esses são alguns lugares né que a nossa presença ela é notada ela é Ela é percebida né de uma perspectiva positiva por outro lado nós somos 50 e cerca de 56% da população negra no nosso país né Freitas e partes Mas além infelizmente mesmo sendo essa maioria quando nós nos situamos enfim nesses em outros espaços por exemplo um cargos de gestão encargos ditos de prestígios na medicina direito esses corpos né esse grupo racial ele não aparece com a mesma frequência né então em alguns lugares as nossas presenças elas
são firmadas em outros elas são demarcadamente influenciadas por uma lógica racista na qual ainda se tem uma ideia de que pessoas negras não teriam capacidade por exemplo na intelectualidade ou para assumir determinados cargos como cargos de chefia e aí se a gente for aprofundar um pouco mais nesses não lugares e ou os lugares pensar né buscar dados sobre a população encarcerada no Brasil hoje né vocês vão encontrar um número bem maior de jovens negros nos presídios né no mesmo modo a outra dimensão que está relacionada a pobreza né a marginalização desses corpos Então a gente
tem uma uma sociedade que ela se faz não racista e convive muito bem com o racismo conviver muito bem com o racismo é não me atentar as diversas formas de exclusão social é que atravessam grupos raciais colocando ainda a dimensão indígena né a nossa falta de conhecimento né as nossas as nossas limitações né sobre as etnias indígenas sobre as várias idiomas indígenas revelam muito bem que nós silenciamos ocultamos ou negligenciamos grupos raciais indígenas isso compromete uma sociedade que se diz né anti racista que se diz democrática Então as provocações dessa aula justamente nos levarmos a
repensarmos o nosso lugar social e a repensar o nosso lugar social nem sociedade em relações sociais em Relações raciais eu espero que vocês continuem né Essas reflexões continuem essas problematizações buscando né lendo as referências que nós colocamos aqui nas referências bibliográficas tanto as obrigatórias quanto às complementares como por exemplo já trouxe aqui a China Amanda o período da história única coloca também o livro negritudes dos Sentidos do professor cabeleireiro e as demais referências relacionadas a essa unidade Bons estudos até [Música]