[Música] Olá professoras e professores sejam bem-vindas e bem-vindos à atpc de sociologia eu sou a professora Maria Fernanda Sou professora da rede sou uma mulher de pele branca olhos castanhos cabelos ruivos longos e hoje eu visto um casaco preto e um cachecol Lilás com branco é uma alegria estar com vocês para conversar hoje sobre o material digital 11 cuja cujo tema é o trabalho e a escravização na contemporaneidade é um tema candente que precisa ser enfrentado precisa aparecer nas aulas para que os estudantes consigam ter a dimensão do que é hoje na contemporaneidade a gente
ter eh milhões de pessoas em situação de trabalho forçado não só no Brasil mas em outras partes do mundo também Qual é o objetivo da Nossa TPC contextualizar o uso do material digital em sala de aula por meio de práticas engajadoras dialogar sobre a aula 11 do material digital cujo nome a gente relembra aí é trabalho e escravização na contemporaneidade a gente vai tentar garantir com os estudantes em sala de aula que eles compreendam O que é o trabalho forçado segundo a definição da oit que eles compreendam ainda o que que é trabalho a análogo
à escravidão segundo o Ministério do Trabalho e do emprego e por fim que a partir dessas compreensões eles possam refletir sobre o ciclo de produção e reprodução do trabalho escravizado na contemporaneidade quais estratégias didáticas a gente vai mobilizar nessa aula grifos para anotações então todas as vezes que vocês virem slides com palavras ou frases eh destacadas em verde é uma sugestão para que os estudantes tomem notas coloquem aí essas anotações nos seus cadernos vamos usar a técnica antecipe a escrita e também um roteiro de compreensão do vídeo para começar essa sessão que tem o objetivo
de que nós consigamos fazer Os estudantes se engajarem na temática trabalhada a gente tem uma imagem e a partir dessa imagem a gente vai conversar um pouco sobre com os estudantes sobre a declaração universal dos direitos humanos de 1948 é interessante professor professora que você relembre Os estudantes do contexto de criação dessa declaração universal dos direitos humanos que vem na esteira da própria criação da ONU da Organização das Nações Unidas a declaração de direitos humanos ela é definida pela agência Senado como uma resposta imediata às atrocidades cometidas nas duas guerras mundiais né e logo em
seguida você pode então fazer a leitura coletiva deste estes artigos da declaração universal dos direitos humanos que vão nortear a discussão desta aula a partir deste momento vamos assistir a um saiba mais e a gente já se [Música] encontra Olá professores sejam bem-vindos a mais um saiba mais eu sou o formador Jocélio E hoje nós vamos falar sobre a prática de gestão de sala de aula fundamentos da frase e não estou sozinho ao meu lado está o formador Sebá Nunes seja bem-vindo Sebá Olá Jocélio a gente já começa perguntando no que consiste a prática de
gão de sala de aula fundamentos da frase Sebá Olha só quando eu penso nessa prática fundamentos da frase Eu sempre tô pensando em engajamento como engajar os estudantes então ó Professor quando eu compreendo que alguns fundamentos da frase pode ajudar a garantir o engajamento no espaço de educação traz a Os estudantes aí estímulos para fazer as atividades e e é super importante aí no dia a dia escolar Então a gente tem aí as perguntas bem formuladas né que vão trazer fundamentos e quando a gente fala de fundamento Eu penso nos meus objetivos na intencionalidade e
qual a intencionalidade desta prática Sebá Olha como eu disse aqui no início Eu sempre tô pensando aqui engajar os estudantes quando os estudantes se sentem desafiados eles são envolvidos na atividade perguntas formuladas com fundamentos Eng de engajamentos movimenta traz o estudante práticas importantes e possibilidades de questionamentos então sempre trazer o estudante aí a questionar muito bem né a gente vai criando ali uma proporção né instigando Os questionamentos e aí a gente chega naquele momento de pensar nos pontos de atenção que ocorr em qualquer gestão de sala de aula aí né então nessa prática de gestão
de sala de aula quais seriam os pontos de atenção que a gente pode apresentar para os professores olha inicialmente eu penso aí em evitar perguntas óbvias ou seja Pergunta aí que tem um sim ou não ou pergunta que você sabe que toda a sala sabe a resposta então evite essas perguntas uma outra coisa que eu sempre gosto de pensar é não faça perguntas enganando o estudante vendendo aí gato por lebre Olha só eu faço uma pergunta d tempo PR os estudantes pensarem Porém quando eu retomo a pergunta com os estudantes para eles responderem eu troco
o signo o significado dessa pergunta ou seja os estudantes acabam se sentindo enganados comprando é gato por lebre então nas próximas atividades que tenha perguntas e respostas Talvez esse estudante não vai querer participar muito bem então a gente chega agora naquele momento de perguntar como que a gente pode evitar né algumas frases que a gente pode evitar durante essa prática Sebá Como eu disse olha só quando eu faço uma pergunta que aqui que gera uma resposta de sim ou não Ou uma resposta única eu trago aí perguntas muito óbvias ou seja não faz o estudante
se engajar pensar questionar então eu sempre vou pensar em fundamentos da frase n quando eu faço as perguntas pensando em como posso estimular o meu estudante a questionar muito bem perguntas assertivas sempre propõe aí questionamentos a gente tá chegando ao final do nosso primeiro logo daqui a pouco a gente volta realmente com a prática até mais [Música] professores retomamos Então a nossa aula logo após a sessão para começar em que a gente fez a leitura coletiva aí de quatro artigos né da declaração universal dos direitos humanos e aí a gente tem Ah ainda na sessão
para começar uma outra opção para trabalhar nesse engajam dos Estudantes nessa temática a gente pode exibir esse vídeo que vai sugerido no material e em seguida trabalhar com eles a técnica antecip e escrita Lembrando que a antecip a escrita pode ter o estabelecimento de algumas regras não é não é obrigatório Mas você pode trabalhar com isso por exemplo você pode dizer PR os estudantes responda essa pergunta em um parágrafo ou responda a essa pergunta em no máximo cinco linhas né para que eles não gastem tem tanto tempo nessa sessão para começar e a gente tenha
tempo disponível ao longo da aula nessa segunda opção do para começar a gente exibe o vídeo e em seguida Os estudantes respondem nos seus cadernos muito rapidamente a seguinte pergunta em que medida as situações relatadas pelo Trabalhador São incompatíveis com os artigos da declaração universal dos direitos humanos e os princípios da Liberdade da dignidade humana Só lembrando essa pergunta começa com a expressão em que medida e aí a gente precisa garantir com os estudantes que eles compreendam que todas as vezes que eles se depararem com a pergunta em que medida eles precisam responder a essa
pergunta ou seja eles precisam dizer em que medida um fenômeno é compatível ou incompatível ali depende da pergunta né Então quais são possibilidades de resposta para uma pergunta que começa com em que medida eles podem dizer o seguinte ã as situações relatadas pelo trabalhador do vídeo são muito incompatíveis com a declaração ou as situações vivenciadas pelo trabalhador no vídeo são pouco incompatíveis com a declaração Ou eles podem ainda dizer depende posso entender que são muito incompatíveis ou que são pouco incompatíveis a depender do contexto mas é importante que a gente explique pros estudantes Como responder
a essa pergunta em em que medida porque ela aparece com muita frequência é uma comanda que aparece com muita frequência nos vestibulares logo em seguida a gente já abre a nossa sessão foco no conteúdo falando sobre violações do direito humano ao trabalho e aparece pra gente um mapa muito interessante de uma organização internacional chamada Walk free que faz aí a mostra pra gente a prevalência do trabalho escravizado do trabalho forçado nos dias atuais percebam eh são Dados muito recentes de 2021 né Eh e a a a organização internacional do trabalho a oit mostrou pra gente
em 2021 que a gente tem na contemporaneidade mais ou menos aí 27.6 milhões de pessoas incluindo crianças submetidas a condições aí de trabalho forçado que violavam as liberdades e a dignidade esses quase 28 milhões de pessoas estão aí em dientes países do Globo percebam que o Brasil aparece ali com uma prevalência de mediana a para baixo né da existência de trabalho escravizado mas há locais no Globo que estão pintados ali com a prevalência mais alta como é o caso da Rússia por exemplo vamos propor que a gente analise o mapa esse mapa com os estudantes
a gente vai projetar esse mapa para eles e aí a gente vai fazer algumas perguntas para que eles infiram a partir da leitura do mapa então uma pergunta possível é em que parte do Globo estão concentrados os países em que a maior prevalência de trabalho forçado qual é a situação na América do Sul qual é a situação do Brasil e eles vão inferindo Então essas informações a partir do mapa caso você professora Professor queira explorar mais esse mapa e Há outras possibilidades dá para entender em quais setores estão trabalhando essas pessoas né você pode acessar
o link que aparece aí no no slide para você combinado ali na parte direita eh superior aparece o link para você acessar a walk free o que que é trabalho forçado trabalho forçado é bom que a gente diga pros estudantes é uma definição lá da convenção sobre o trabalho forçado da oit de 1930 que diz que todo é todo trabalho ou serviço exigido de qualquer pessoa sob a ameaça de qualquer penalidade e para o qual essa pessoa não se voluntaria essa é a definição de trabalho forçado tá definição que a gente utiliza é a definição
da convenção de trabalho forçado da oit trabalho forçado é um fenômeno é bom que a gente esclareça pros estudantes é um fenômeno global é um fenômeno dinâmico ele assume diferentes formas ele inclui por exemplo a servidão por dívidas ele ele inclui o tráfico de pessoas outras formas de escravidão moderna também estão dentro disto que a gente chama de trabalho forçado tá certo Vamos responder a uma pergunta interativa sobre esta temática e a gente já retorna voltamos então falávamos sobre o trabalho forçado e a gente tem alguns dados muito recentes da oit de 2022 para apresentar
PR os estudantes que há 27.6 milhões de pessoas trabal né em trabalho forçado hoje no mundo a gente já tinha essa informação mas aqui a gente consegue Verificar como a prevalência né do trabalho forçado entre mulheres é mais alta do que entre homens percebam que uma boa parte das pessoas que realizam um trabalho forçado estão no continente africano né Essa essa parte pintada em azul deste gráfico circular mostra pros estudantes também que entre as pessoas que realizam trabalho forçado uma boa parcela a maior parte delas está trabalhando nos setores de serviço e de indústrias e
não deixe de mencionar também que outras formas de trabalho forçado como é o caso por exemplo da exploração sexual comercial Ou do trabalho forçado imposto pelo Estado também estão incluídas aí nesses dados da oit certo e o Brasil a gente tem então então algumas informações sobre qual a situação do Brasil dentro desse tema o Brasil é signatário de tratados acordos e protocolos internacionais sobre o trabalho forçado inclusive Convenções da oit a legislação específica no Brasil que trata sobre trabalho forçado e a gente entende um pouquinho mais sobre essa legislação específica ouvindo ao podcast que vai
sugerido aí no material é um podcast legal de H passar em aula porque ele não é muito longo ele tem a duração de 3 minutos e ele traz algumas informações bem importantes sobre trabalho análogo à escravidão e trabalho escravo da mesma forma como a gente faz com os vídeos eu sugiro que vocês peçam que os estudantes enquanto escutam o podcast respondam a um roteiro de compreensão Se você quiser eu trouxe uma sugestão aqui de roteiro de compreensão com três perguntas para que os estudantes respondam a a partir das informações do podcast eles podem ir tomando
notas então no caderno falando ainda sobre trabalho realizado em condição análoga a escravidão a gente tem aí algumas situações que são colocadas pelo Ministério do Trabalho e do emprego como situações eh trabalho em condição análoga à escravidão então é interessante apresentar pros estudantes cada uma dessas situações que configuram trabalho análogo a escravidão E se a gente quiser aprofundar com os estudantes esta definição e as formas de trabalho escravo e de trabalho análogo à escravidão a gente pode exibir esse filme que tá eh sugerido aí no material digital se você quiser trabalhar com esse vídeo também
a partir de um roteiro de compreensão Segue uma sugestão de pergunta para que você Oriente os alunos a responder no caderno então a comanda é Anote as características apresentadas pelo vídeo sobre a escravidão contemporânea tudo bem estamos caminhando na sessão foco no conteúdo e a gente vai agora apresentar pros estudantes alguns dados sobre trabalho análogo a escravidão no Brasil eh tem um número que aparece aí é bem chamativo pra gente é o número de trabalhadores que foram resgatados em condição de trabalho análogo à escravidão no Brasil num período aí de 1995 a 2023 ou seja
num período de quase 30 anos e é legal destacar com os estudantes o fato de que a maioria absoluta desses trabalhadores foi resgatado da área rural porém isto não significa que não haja trabalho análogo à escravidão nas áreas urbanas do Brasil também qual é a população mais submetida a condições de trabalho análogo à escravidão 52% desses trabalhadores são pardos 14% são pretos e 3% são indígenas Tá certo então destaquem essas informações com os estudantes E destaquem também o grau de escolaridade das pessoas ou da maior do maior número de pessoas submetidos a condições de trabalho
análogo à escravidão percebam que uma grande parcela dessas pessoas completou ou não completou até o 5to ano ou são analfabetas tá então relacionem façam com que os estudantes relacionem o grau de escolaridade com a a a o número de pessoas submetidas né a essas condições o gênero gente desses quase 60.000 64.000 indivíduos resgatados né 94% são homens mas quando a gente fala especificamente do trabalho doméstico a gente tá falando de 86% mulheres entre as mulheres no trabalho escravizado a gente tem 64% a prevalência de mulheres pretas ou pardas esses dados são muito importantes peçam para
que os estudantes anotem no caderno porque anotando esses dados eles vão ter ali Digamos um mural que eles poderão consultar sempre que necessário para acessar novamente essas informações vamos assistir a um saiba mais e a gente já se [Música] encontra voltamos professores agora para ver como funciona na prática né Essa gestão de sala de aula fundamentos da frase pensando no material digital em qual sessão a gente pode aplicar Essa gestão de sala de aula Sebá Olha só J Célio professores eu eu posso utilizar essa prática fundamentos da frase em qualquer parte do nosso material digital
Vamos pensar aqui que o material digital é dividido Aí em algumas sessões e a primeira sessão é a sessão para começar eu posso fazer aí perguntas engajadoras que fazam com que o estudante começa a refletir pensar questionar em relação ao material digital ou não eu quero além de fazer uma pergunta engajadora colocar os estudantes a se engajar na atividade eu quero também identificar o quanto que o estudante compreendeu do conteúdo Ou seja eu posso fazer logo após a minha explicação da sessão foco no conteúdo Ah mas eu também posso utilizá-lo no final das sessões posso
utilizar aí no sistematizando e posso alinhar a outras práticas como ver e converse posso colocar dois estudantes a pensarem em como formular a resposta de uma pergunta que eu fiz aí no decorrer das da da aula E posso trazer aí juntamente aí duas práticas nessa última sessão a sessão sistematizando muito bem vamos para a nossa segunda pergunta como podemos reformular as nossas frases em questões direcionadas para o objetivo da aula Jocélio é muito importante que o professor Pense Em qual é a resposta que ele quer ouvir do Estudante então quando eu penso Qual é a
resposta ideal que o estudante traga eu penso aí em fundamentar a minha pergunta e a partir daí o estudante consegue trazer aí todo o que é necessário PR pergunta ser que foi feita muito bem a gente chega então na nossa última pergunta que é quais as perguntas que a gente pode considerar aí que são armadilhas do Óbvio Olha só no primeiro bloco A gente já falou um pouquinho a respeito aí dessas perguntas primeira coisa evite perguntas óbvias ou seja se você sabe que a pergunta não vai engajar os estudantes porque ele responde quase que automaticamente
é uma pergunta que deve ser evitada Resposta simples como sim ou não também não é engajadora Então pense sempre aí em perguntas que faç o estudante se questionar e é último não faça perguntas que o estudante se sintam enganados ou seja vendendo gato por ebre sempre pense o seguinte a pergunta que você faz ao estudante Quando ela for retomada ela tem que ser realmente igual não Mudando seu significado ou seja a maneira como a gente faz a pergunta ao nosso estudante apresenta ali um momento significativo nos nossos objetivos Muito obrigado Sebá Obrigado você e até
a próxima [Música] professores nós estávamos então fazendo a leitura de alguns dados sobre trabalho análogo à escravidão no Brasil informações bastante recentes de que a gente dispõe do Observatório da erradicação do trabalho escravo e do tráfico de pessoas né e do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil e a gente pode após apresentar esses dados fazer essa mediação com os estudantes colocar para projetar para eles um vídeo que é na verdade é de uma canção da Elsa Soares essa canção se chama a carne mais barata do mercado e a carne negra é uma canção da
Elsa Soares e a gente pode pedir que os estudantes Ouçam essa canção já com uma pergunta em mente essa pergunta é de que forma os dados sobre o trabalho análogo à escravidão no Brasil corroboram a denúncia contida na música da Elsa Soares a gente pode colocar a música para tocar pedir que eles escutem já com essa pergunta e a gente pode pedir que eles respondam essa pergunta de repente através de um parágrafo ou de algumas linhas Mas se você quiser também você pode pedir que os estudantes anotem como resposta a essa pergunta a frase da
música que eles consideram que melhor eh pode ser enunciada pode servir como resposta a essa pergunta Então em vez de produzir um parágrafo ou de produzir algumas linhas ali ele pode separar um trecho ou uma frase da música para responder a essa questão a gente tem aqui ainda um um desdobramento né da música da Elsa Soares então é importante que a gente faça um trabalho de mediação com os estudantes né para mostrar que o uso dessa frase a carne mais barata do mercado é a carne negra é um uso que revela a exploração a desvalorização
né histórica eh da população negra e isso se expressa nas mais diferentes formas contemporaneamente inclusive nas formas eh do trabalho forçado análogo à escravidão do trabalho escravizado certo pra gente continuar falando ainda sobre essa temática a gente pode mostr mostar um vídeo PR Os estudantes em que a socióloga Gisele Viana vai contar pra gente sobre as diferenças entre a escravidão histórica aquela à qual a gente tá acostumado a se referir nas aulas de história quando a gente pensa no período do Brasil colonial e do Brasil Império em relação à escravidão contemporânea porque pode ser uma
tentação pros estudantes entenderem trabalho forçado análogo à escravidão ou trabalho escravo contemporâneo nos mesmos termos que eles já conhecem a escravidão histórica que se realizou no Brasil é muito importante que a gente desminta essa impressão né E aí pra gente fazer então essa diferenciação a gente pode utilizar esse vídeo é um vídeo curto em que a socióloga Gisele Viana vai apresentar a principal diferença entre essas duas formas de trabalho forçado se num primeiro momento historicamente no Brasil em outras partes do mundo também a gente tem uma escravização que se baseia na captura violenta dos corpos
daquelas pessoas escravizadas na contemporaneidade estas formas de captura violenta não existem mais o que passa a ver diz a socióloga é uma captura da subjetividade daquele trabalhador que precisa sobreviver que precisa vender a sua força de trabalho para conseguir a sua subsistência né então a gente pode exibir esse vídeo pros estudantes e pedir para que ele tome notas aí mais uma sugestão de roteiro de compreensão para que ele tome notas das formas de captura e de sujeição do Trabalhador em situações análogas à escravidão ou seja por que meios esse trabalhador eh passa a ser submetido
a essa condição e para que eles tomem nota também das medidas de combate a essa forma de exploração sobre esse tema Vamos responder a uma pergunta e a gente já retoma voltamos então a gente falava sobre as diferenças entre as formas do trabalho forçado a escravidão histórica e a escravidão contemporânea para falar agora com Os estudantes sobre o ciclo do trabalho escravo contemporâneo é muito capaz que eles se perguntem porque é que as pessoas né esses esses milhões de trabalhadores quase 30 milhões segundo da oit porque que eles estão submetidos o que levou a a
a configuração ao estabelecimento dessa condição Então vamos mostrar pros estudantes que o trabalho escravo contemporâneo ele eh faz um é um ciclo é um ciclo que começa com a vulnerabilidade socioeconômica que passa pelo aliciamento desses indivíduos que passa aí pelo estabelecimento então do trabalho né análogo à escravidão pelo estabelecimento da condição de sujeição laboral e depois então passará por uma eh É possivelmente passará por uma denúncia e as consequentes então fiscalização e libertação desses indivíduos mas frizem com os estudantes o início dessa cadeia o a situação de vulnerabilidade socioeconômica e o aliciamento que se faz
desses indivíduos que muitas vezes inclusive passam por processos migratórios para chegarem aí ao local aonde e eles estarão submetidos a a essa condição são intermediários ou os próprios empregadores que atraem esses trabalhadores eles fazem propostas convidativas de emprego em outros locais né E aí então se estabelece essa relação de sujeição depois de trabalhar esse ciclo com os estudantes a gente vai pensar um pouquinho na prática um exemplo de uma pessoa eh sujeit né a esse ciclo é o caso da Joana a Joana eh temos a história dela contada aí na tela a gente vai mostrar
pros estudantes Vamos ler coletivamente o caso da Joana e logo em seguida a gente pode fazer uma técnica todos juntos em que os estudantes se voluntariam para responder a seguinte questão de que maneira as desigualdades então sociais econômicas étnico-raciais de gênero regionais fomentam práticas que exploram o trabalho análogo à escravidão na prática a gente quer que os antes percebam quais desigualdades concorreram no caso da Joana para que ela entrasse neste ciclo né do trabalho escravizado ou análogo a à escravização a é uma discussão de um caso eh prático podemos também solicitar aos estudantes a realização
de uma tarefa de casa caso não haja tempo durante a aula para que eles eh busquem né pesquisem na na internet algum caso de exploração né de trabalho forçado e a gente pode pedir que eles produzam ao final um cartaz para ajudar na conscientização sobre esse problema é muito interessante que se você pedir para que eles façam essa pesquisa você peça também para que eles incluam na pesquisa e no cartaz para conhecimento público inclusive pode ser exposto pela escola né estes cartazes para que eles incluam os canais pelos quais se podem registrar denúncias por aco
eles conheçam alguém submetido a essa situação de repente no bairro em que vivem tem notícias enfim desta situação para que eles saibam Quais canais podem ser mobilizados para denunciá-lo eh finalizamos então com o convite para que você venha participar das atpc venha fazer parte aqui da rede na efap na atpc de sociologia você será muito bem-vinda e muito bem-vindo a compartilhar a sua experiência nós nos vemos muito em breve me despeço com muito carinho e até breve [Música] [Música]