Bem-vindos a mais um episódio do nosso curso de Harmonia. Nessa aula, nós vamos entender o que é um acorde diminuto e porque esse acorde é considerado por muitos um coringa da harmonia. Nós vamos entender sua estrutura intervalar e também as suas qualidades simétricas e em quais situações esse acorde terá função dominante e em quais não terá essa função.
E saberemos identificar também quando esse diminuto é de passagem, auxiliar ou de aproximação. Tudo isso com exemplos práticos e sonoros durante o vídeo. Como essa é uma aula do terceiro módulo do curso, eu vou adotar uma linguagem mais prática e direta, focando, claro, nesse assunto específico que é o acorde de minuto.
Então eu recomendo que você assista as aulas passadas para melhor entendimento desse conteúdo. Uma vez superados esses detalhes, bora pra aula. O acorde de minuto é considerado um coringa da harmonia.
Mas por quê? Pra gente entender isso, primeiro a gente tem que compreender a sua estrutura intervalar. Então bora lá.
O acorde de minuto é formado por fundamental, terça menor, quinta diminuta e sétima de minuto. Por exemplo, as notas de dó diminuto estão aí na tela. E a única diferença desse acorde para o seu irmão, o acorde meio de minuto, aquele lá do sétimo grau do campo harmônico maior, é justamente a sétima nota de ambos os acordes.
Vamos ver como é que é isso. Perceba que o acorde meio diminuto, ele tem uma sétima menor ao invés de uma sétima diminuta. Superada essa dúvida frequente, agora vamos aos aspectos simétricos do acorde de minuto.
Bora lá. Para isso, nós vamos usar o acorde de si de minuto como exemplo. E as notas desse acorde já estão aí na tela.
Nota si é a fundamental do acorde. Nota mais grave. A nota ré é a terça menor.
A nota fa é a quinta diminuta desse acorde. E a sétima diminuta é a nota la bemol. Se você analisar essas notas, você vai perceber que todas essas notas estão a um tom e meio de distância uma da outra, ou seja, 1 terça menor uma da outra.
Logo, devido a essa simetria, nós dizemos que esse acorde é um acorde simétrico, onde as notas estão a uma mesma distância uma da outra. Devido a essa característica simétrica, sempre que eu levo um acorde de minuto, um tom e meio à frente, ou seja, uma terça menor à frente, ele continuará sendo o mesmo acorde de minuto, só que ele vai estar invertido, ou seja, alguma nota que não é a fundamental desse acorde vai estar no baixo, como nota mais grave. Aí o exemplo do S minuto, se você perceber aí na tela, você vai ver que toda vez que eu levo esse acorde um tom e meio pra frente, são as exatas mesmas notas sendo tocadas.
é o mesmo acorde sendo tocado e a única coisa que mudou é a disparidade das notas, ou seja, o baixo mudou. Nesse caso, a nota que está no baixo agora é a terça menor desse acorde, nota ré. Ou seja, esse movimento ele resulta em um acorde invertido, porém a cifragem dos acordes diminutos é diferente dos demais acordes invertidos já vistos.
Pois nesse caso aí do exemplo, a gente não escreveria si de minuto com o baixo em ré, como tá na tela. Isso aí está errado. Para os acordes de minutos.
No caso dos acordes diminutos, a gente vai cifrar essa inversão como um acorde independente. Então esse acorde aí vai ficar ré minuto. Outra característica desse acorde é a seguinte.
Veja aí na tela o acorde de C de minuto. Novamente nós vamos chamar esse desenho aí, esse shape desse acorde de desenho A. Ele está com duas notas em destaque, se você bem perceber.
Foque nessas duas notas. Agora vamos ver um outro desenho, o desenho B. E se você perceber, ele usa essas exatas mesmas duas notas, ou seja, o desenho A e o desenho B partilham essas duas notas.
Logo, no braço da guitarra, sempre que eu tenho dois desenhos de acordes de minutos e eles partilham notas em comum, como no exemplo, então eles ainda são o mesmo acorde com as exatas mesmas notas. Pode conferir aí. A única coisa que mudará novamente é a nota que está no baixo, a nota mais grave do acorde.
Logo aí na tela nós temos três shapes mais usuais de acordes diminutos. para o mesmo acorde de C de minuto. Vamos ver aí, ó.
É o desenho A, o desenho B e o desenho C. Essas características simétricas do acorde de minuto fazem com que só exista, na verdade, três acordes de minutos reais. O restante dos acordes são basicamente um desses três invertidos.
Agora vamos pra aplicabilidade. Bora lá. O acorde de minuto, por essas características simétricas que ele possui, ele é muito bom para criar linhas de baixo entre os acordes ou então para aproximar de um acorde usando as inversões dele.
E isso faz com que o baixo da música fique muito mais movimentado. Vamos ver como é que funciona. Nesse exemplo, a gente vai pegar uma progressão 251 no tom de dó maior.
E isso são acordes simples. O baixo está se movimentando de forma simples. dessa forma, mas a gente pode criar uma linha de baixo muito mais interessante para essa progressão usando os diminutos.
Vamos ver como que a gente faz isso. Bom, nesse caso, as possibilidades seriam infinitas e vai da criatividade de cada um. Porém, que que eu vou fazer?
Eu vou fazer o acorde dois da progressão, depois o acorde cinco e entre o cinco e o eu vou criar uma sequência de diminutos que na verdade são o mesmo acorde de minutos sendo invertido até chegar no acorde um da progressão. Vamos ouvir esse é um tipo de uso para o acorde de minuto. criar linhas de baixo, aproximar de acordes.
Agora a gente vai ver quando esse acorde pode ser um dominante, ou seja, quando ele serve para preparar um acorde específico, maior ou menor, quando é que ele não é um dominante, quando ele é apenas um acorde ali com pondo baixo. Como você já bem sabe, só maior com sétima menor é dominante primário no campo harmônico de dó maior. Ou seja, a gente toca ele para querer ouvir o retorno pro dó maior novamente.
E a qualquer acorde dominante, como o Sol maior com sétima menor, a gente pode acrescentar uma notinha de tensão, uma nona menor. No caso do Sol sete, as notas que compõem esse acorde são sol, si, ré. E a gente pode acrescentar uma nona menor, ou seja, um lá bemol.
Perceba que se eu pegar esse acorde de sol aí bemol 9, simplesmente cortar a nota fundamental que é a nota sol, restam agora as exatas notas do acorde de si de minuto, respectivamente as notas si, ré, fa e lá bemol. Perceba também que o acorde de si de minuto possui o mesmo trítono que possui o acorde de sol. Logo, o acorde de si de minuto também pode ser usado para preparar dó maior com sétima maior.
Ouve aí como que fica. Mas agora vamos aprender a localizar esse diminuto que substitui aí o acorde dominante, né, de um campo harmônico para preparar o primeiro grau de novo. Para localizar esse acorde de minuto, que vai servir de dominante em alguma tonalidade, basta a gente entender o seguinte: acorde de minuto que é dominante, ou seja, que prepara o seu ouvido para querer ouvir outro acorde maior ou menor, o seu baixo, ou seja, a sua nota mais grave sempre está meio tom para trás do acorde que ele vai preparar.
Por exemplo, no tom de dó maior, dó maior com sétima maior é o acorde do primeiro grau do campo harmônico. Qual nota está meio tom atrás da nota dó? É a nota si.
Ou seja, o acorde de si de diminuto vai servir de dominante para o acorde de dó maior com sétima maior. Logo, o baixo do acorde de si de minuto, ou seja, a nota si que está lá no baixo, ela vai andar meio tom pra frente para chegar no acorde de dó maior, que é o acorde que ele prepara, sendo que o si de minuto é um acorde con função dominante e o acorde de dó maior é um acorde com função tônica. Ou seja, o acorde dominante, ele tensiona, ele faz seu ouvido ter um certo desconforto para você querer ouvir um próximo acorde que relaxa, ou seja, um acorde de função tônica, que no caso é o dó maior.
Por isso, o termo preparar si de minuto prepara seu ouvido para ouvir dó maior. Então, no resumo, o acorde diminuto que prepara um acorde maior ou menor sempre está meio tom para trás desse acorde. Vamos ver alguns exemplos aí na tela.
Agora que a gente já sabe quando é que um diminuto tem função dominante, vamos agora descobrir quando é que ele não tem função dominante. Para esse exemplo, eu vou pegar dois acordes no tom de dó maior. dó maior com sétima maior e ré menor com sétima menor.
A nota dó está a um tom de distância da nota ré dois eu posso colocar um acorde de minuto para criar uma linha cromática ligando ambos os acordes. Tanto subindo indo de dó maior para ré e também descendo, indo de ré para dó. E isso a gente chama de diminuto de passagem.
Por exemplo, aí a gente tem o acorde de dó maior com sétima maior e o acorde de ré menor com sétima menor. Eu poderia colocar um diminuto de passagem entre eles para eu conseguir chegar no acorde de ré menor. Então estou subindo com baixo em sentido ascendente, que é do grave para o agudo.
E aí essa progressão ficaria assim: dó maior com sétima maior, dó sustenido diminuto, ré menor com sétima menor. Vamos ouvir. e em sentido descendente, ou seja, indo no sentido contrário, descendo do agudo para o grave, ficaria assim.
Vamos ouvir quando for sentido ascendente para um acorde na sua posição fundamental, ou seja, um acorde que não é invertido, igual o exemplo. Então, dó sustenido diminuto terá a função dominante em relação ao ré menor com sétima menor. Porque um diminuto que está meio tom atrás de um acorde alvo possui o mesmo trítono do acorde dominante primário que prepararia esse acorde alvo.
Logo, dó sustenido de minuto possui o mesmo trítono do acorde de lá maior com sétima menor, que é o dominante primário do acorde de ré. Logo, ambos podem preparar ré menor sete. Já em sentido descendente, ou seja, se a gente tocar ré menor sete, depois ré bemol diminuto indo pra dó.
Então esse acorde diminuto que é o rebemol diminuto, não possui função dominante em relação ao acorde de dó maior com sétima maior. Afinal ele não possui o trítono, que possui o acorde de sol maior com sétimo, que é o dominante primário de dó maior com sétima maior. Nesse caso, o acorde de minuto de sendo apenas uma brincadeira para a gente chegar no acorde de dó maior com sétima maior.
Agora vamos entender o que que é um diminuto de aproximação. Para isso, analisa a seguinte progressão de acordes. Nesse exemplo, o Sol sustenido de minuto está preparando lá menor sete, meio tom à frente, mas ele veio de um salto no baixo.
Afinal, o acorde de dó maior com sétima maior está bem longe desse acorde de lá. Isso é o que chamamos de diminuto de aproximação. Quando você toca um acorde, aí você quer ir para um acorde cujo baixo dele em relação a esse primeiro tá muito longe.
E aí você toca esse acorde, faz um diminuto aqui bem próximo desse acorde alvo e aí chega no acorde que você quer chegar. Isso é chamado de diminuto de aproximação quando há esse salto no baixo antes dele resolver no acorde alvo. Agora vamos analisar os dois movimentos.
Quando o diminuto é de passagem e quando ele é de aproximação. Vamos ver. Ainda temos um terceiro tipo de diminuto, que é o de baixo repetido, ou também chamado de diminuto auxiliar, que é basicamente quando um acorde de minuto possui o mesmo baixo do acorde alvo.
Ou seja, eu faço dó de minuto e depois faço dó maior ou dó menor, por exemplo. Vamos ouvir aí uma progressão de exemplo. E é bom frisar que diminutos com baixo repetido não possuem função dominante.
Até agora a gente viu quando os acordes diminutos possuem ou não função dominante em relação a acordes na sua posição fundamental, ou seja, na sua posição mais básica de serem tocados, onde a fundamental está no baixo de fato. Mas e com os acordes invertidos? Fala músico, um recado que é importante para você que tá aqui estudando o curso completo de harmonia tonal.
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Então eu te espero lá na Gama Music Academy. E agora bora continuar aqui com a aula. cuja fundamental não é a nota do baixo e sim alguma outra nota do acorde.
Como que fica? Vem que eu te mostro. Por fim, os diminutos podem ir meio tom ascendente do grave pro agudo ou meio tom descendente do agudo pro grave para acordes invertidos.
E a lógica vai ser inversa aos acordes na posição fundamental. Saca só? Quando um acorde diminuto cair em um acorde alvo em sentido ascendente e esse acorde for invertido, esse diminuto não possuirá a função dominante.
Como por exemplo, nessa progressão aí que tá na tela. Vamos ouvir nessa progressão. O acorde de dó sustenido de minuto não possui função dominante em relação ao sol maior com sétima menor com baixo em ré, que é o nosso acorde invertido.
Mas ele possuirá função dominante se o inverso acontecer. Ou seja, se um acorde diminuto cair em um acorde invertido, só que em sentido descendente, então ele possuirá o trítono que prepara esse acorde alvo que está invertido. Logo, ele terá a função dominante em relação a esse acorde alvo.
Ele prepara o seu ouvido para você querer resolver nesse acorde alvo. Como na progressão em tela? Vamos ouvir.
Bom, como nessa aula a gente comentou muito sobre esse acorde, então vamos criar aqui um resumo prático disso tudo. Diminutos tem função dominante, ou seja, são preparatórios quando sobe meio tom para acordes na posição fundamental dessa forma. Ou desce meio tom para acorde invertido dessa forma.
E acordes de minutos não terão função dominante quando quando o seu baixo é repetido com o próximo acorde. Assim, desce meio tom para acorde na posição fundamental. Assim, sobe meio tom para acorde invertido.
Assim. Agora vamos ao resumo dos movimentos do baixo de um acorde de minuto comentados na aula. O acorde diminuto é considerado um diminuto de passagem quando liga dois acordes que estão separados por um tom de distância.
Assim, é de aproximação quando vem de um salto distante no baixo para então resolver em um acorde vizinho. Dessa forma aí, ó. E por fim, é considerado auxiliar ou também baixo repetido quando o diminuto possui o mesmo baixo do acorde alvo dessa forma aí, ó.
Então, essa foi a nossa aula sobre os acordes de minutos. Espero ter te ajudado nessa aula, trazido aí informação de qualidade para você e no mais, bora pra próxima.