o Olá pessoal bem-vindos a introdução a antropologia a gente vem falando aqui muito de Cultura hora significando essa capacidade humana de produzir o mundo a sua volta e dá sentido a ele hora no plural as culturas como essa diversidade enorme de formas da gente viver a vida humana em diferentes lugares do planeta em diferentes contextos sociais e culturais criados pela própria cultura e esse conceito portanto é marcou muito da antropologia ao longo do século 20 e foi um conceito e usado de várias maneiras diferentes e criou criou se a partir de diferentes perspectivas teóricas sobre
fazer antropológico então hoje a gente vai falar um pouquinho mais sobre esse conceito de cultura e e principalmente o que que eles têm em comum os várias várias maneiras e você entender se sentindo de Cultura é contra por gente teve ao longo do século 20 várias conceituações sobre cultura ou seja cultura e desde a ideia como como de uma escola norte-americana chamada culturalista quando Franz boas que a gente já mencionou aqui para Qual é a cultura um conceito Central para o trabalho do antropólogo porque cultura ser esse contexto no interior do qual as atividades humanas
ganhar em um sentido específico particular com um determinado povo né e seria um contexto produzido ao longo da história da trajetória daquele Por que envolveria uma dimensão da língua daquele povo do seu modo de organização social da sua da sua trajetória de ocupação do espaço aqui introduzir em um contexto que criaria a mesma visão de mundo daquele povo sobre o universo à sua volta sobre si mesmos isso seria a cultura e ele portanto Central para você entender uma forma específica de organização se e em outras tradições de teoria antropológica com a britânica por exemplo cultura
Seria algo menos importante a cultura seria a o aspecto externo quase que a pele a vestimenta que uma determinada sociedade teria que estaria encobrindo ao que Isso sim seria o mais importante seria estrutura social a estrutura de organização entre grupos e pessoas naquela sociedade esse sim seria a essência do que deve ser compreendido para entender o modo de vida de um povo e essa estrutura de relações entre grupos realmente existente seria re coberta por uma roupagem é uma determinada língua um determinado jeito de fazer seus rituais um determinado jeito de tratar de uns aos outros
uma determinada religião ou uma forma de dar sentido às coisas metafísicas do mundo isso o universo da cultura mas eu seria uma espécie de acessórios não é o Central para antropólogo não seria tanto entender essa essa dimensão mais epidérmica da vida social mas sim a sua estrutura depois é o autor como Livres trouxe que nós já falamos aqui vai recuperar um pouco essa essa leitura americana da cultura e tentar trabalhar lá como um conjunto de sistemas simbólicos de relações entre signos e e a cultura portanto seria essencial para a gente entender mas não as diferentes
culturas que existem mas a cultura como essa capacidade humana de produzir significado de atribuir sentido a um determinado significante produzir um signo E isso tem determinadas regras e a tarefa da antropologia ser entender essas regras né puxando e a antropologia para uma ideia uma explicação da unidade humana do antropoceno não tanto como queria o boas da diversidade do Etios planos diferentes grupos que formam essa família humana no planeta e mais recentemente nos anos 80 outra tradição americana do Clifford Beers você vai também apostar nessa ideia da Cultura como um universo de símbolos e o trabalho
do antropólogo seria de decifrador desse desses símbolos fazer uma espécie de hermenêutica de compreensão e dos signos culturais e dos seus sentidos em diferentes sistemas culturais então a palavra cultura já foi conceituada de várias maneiras e o Roque laraia nesse livro best-seller ensinando os cursos de introdução a antropologia tô comendo muito que vocês têm um livro e na biblioteca de vocês e na primeira parte vai justamente explorar um pouco da história da construção teórica desse conceito de cultura dos vários usos que o conceito teve na teoria antropológica na produção de diferentes teorias antropológicas como nosso
curso aqui é um curso introdução a antropologia e eu tô aqui querendo mais abraçar a boca de vocês pois entrarem mais a fundo eu selecionei para gente ler e conversar na hora dessa semana a segunda parte que é o seguinte embora você tem essas diferentes conceituações da cultura na antropologia a e portanto e mais recentemente inclusive uma critica uso da categoria cultura da qual Queria falar um pouquinho daqui a pouco e existem em algumas bases comuns a todas essas conceituações de Cultura eles podem que seriam dadas por essa ideia de como é que a cultura
age não é o que que significa a cultura em Ação dizendo que ela produz e E aí o rock traz cinco características de como a arte a cultura que ajudam a gente não tem nem dependente da conceituação teórica de cultura que que a gente usa outra da crítica que a gente possa fazer a essa categoria E a cinco boas ideias de como operar a cultura e que ajuda a gente entender melhor o que que o antropólogo pode fazer e os cuidados que ele tem que ter ao estudar as diferenças culturais em uma primeira característica da
forma como a cultura opera é definindo uma visão de mundo isso quer dizer que basicamente a cultura faz três coisas muito importantes na produção de uma forma de entender o mundo de uma visão de mundo de qualquer grupo social primeiro Ela opera como um sistema definidor de modos de ver o mundo de apreciações de ordem moral e valorativa ou seja é a partir da nossa tradição cultural que a gente aprende o que é entendido como positivo como bom como Virtuoso e como negativo como aquilo que não deve ser feito e como moralmente inválido e definir
ou condiciona mesmos nossos comportamentos sociais mais básicos e até as posturas corporais e se a gente observa diferentes e os povos e isso entra muitas vezes até nas caricaturas são feitas de diferentes nacionais diferenças nacionais né e as posturas corporais são diferentes então a ideia de que os asiáticos têm uma postura mais comedida no corpo gestos mais controlados e tal quanto alguns povos europeus são mais expansivos mais uma presença corporal mas mais extrovertida né e o brasileiro gosta de cultivar Essa Ideia de um corpo Ginga com malemolência e tal então até mesma postura corporal não
é o que tá escrito no nosso DNA ela é parte desse dessa ideia da Cultura como um sistema definidor de modos de ver o mundo apreciações de ordem moral e valorativa e comportamentos sociais e posturas corporais e é um gesto por exemplo mesmo Gesto o mesmo movimento de mãos ou mesmo a mesma atitude corporal em um contexto cultural Pode ser desejável ou religioso e em outros pode ser uma grande ofensa então isso tudo depende desse contexto maior que a cultura operando aí como um sistema definidor de visão de mundo apreciações de ordem moral e valorativa
e comportamentos sociais e posturas corporais e o que leva aí ao segunda a segunda consequência da Cultura como e condicionadora de uma visão de mundo que a ideia de que a cultura produz traços comuns a um povo oi ou é padrões padrões de comportamento né padrões culturais na medida em que a um determinado por compartilha uma visão de mundo compartilha um conjunto de valorações Morais e de gestos atitudes e comportamentos aprendidos na criança e aí um padrão partilhado dentro daquele grupo que pode ser até mesmo dentro de uma fronteira Nacional todo um povo ou pode
ser um grupo dentro de uma fronteira Nacional um grupo menor que compartilha esse conjunto de padrões e e e que por sua vez e torna um grupo ou o mesmo a pessoa propenso a considerar o seu modo de vida o mais correto e aí é o famoso etnocentrismo do qual a gente tem falado tanto aqui que é essa é uma consequência dessa nossa tendência a produzir uma divisão entre nós e outros então aquele conjunto de valores de formas de ser e de estar no mundo de posturas socialmente valorizadas pela nossa cultura produz em nós uma
sensação de unidade e nós compartilhamos o jeito certo de viver é é e o outro é o que está fora desse jeito certo de viver é portanto e o errado né E então isso também é uma mecanismo cultural Zé alguma forma pela qual cultura opera ou então a cultura eu quero é definir uma visão de moto segundo vai dizer o rock interfere no plano biológico e aqui a gente tem que lembrar que a cultura é parte da nossa natureza né como a gente tanto falou aqui e então a a cultura é capaz de produzir efeitos
somáticos né a gente o sujeito que está numa situação culto entre o seu contexto cultural e considera abominável e esse sujeito vai sofrer fisicamente e o resultado dessa dessa situação de andar em direção contrária aquilo que é valorizado na sua cultura você só batiza de fato aqui não termos de ansiedade diz de doenças mesmo e porque nós somos programados para seguir um determinado conjunto de valores culturais A então o e contra eles traz consequências inclusive para nossa funcionamento do nosso corpo e isso é um bom exemplo do qual nós somos seres do quanto nós somos
seres culturais a e culturalmente dependências o que não quer dizer forma alguma que a gente tem a obrigação natural de seguir os ditames da nossa cultura Mas temos que saber que e tem consequências físicas mesmo e que exigem muito trabalho de um dividido e andar na contramão daquilo que a sua cultura diz que é o jeito certo de fazer as coisas e e ao mesmo tempo Aí é um problema também para nós a tropologo e quando você começa a relativizar os valores da sua própria cultura e antropólogo um sujeito que tem que fazer isso por
dever de ofício para poder entender plenamente a pluralidade de outras formas de ser e estar no mundo você tem que primeiro fazer um exercício de relativização das urnas e você facilmente começa a perder o Encantamento com as Visões de mundo O que eram as suas de origem né elas passam a ser apenas mais umas né E isso te leva Às vezes a depressão é a uma perda de disse a gente precisa quando eu tenho dito aqui várias vezes da distante luz das estrelas que falava o Mário Quintana a gente precisa acreditar em algumas coisas que
nos fazem acordar de manhã e sai da câmera então a cultura também é isso ela dá esse conjunto de valores pelos quais a vida vale a pena ser vivida quando a gente vai a tropologicamente desconstruindo isso é preciso colocar outras coisas no lugar né porque ninguém consegue viver num estado constante de ceticismo e relativismo porque nós fomos fomos a sermos seres da cultura inclusive mais antropológicos e agora dizer que a cultura aconteceu numa visão de mundo produz um sentido de identificação no grupo e afeta mesmo nossa nosso funcionamento biológico não quer dizer que todo mundo
dentro de um grupo que compartilha uma cultura sejam robozinho compartilhando exatamente o mesmo programa rodando o mesmo programa para viver o mundo porque a gente tem que entender que as culturas não são uma totalidade homogênea e aí vem então mais um ponto importante que o rock destaca as pessoas participam Diferentemente da sua cultura de ninguém é apenas um um membro de uma cultura x você é alguém localizado dentro daquele universo cultural uma coisa por exemplo é a visão de mundo que tem um jovem de classe Popular com uma experiência de vida marcada por formas de
exclusão social uma sociedade altamente desigual e mesmo que essa sociedade compartilha uma cultura e uma visão de mundo mais geral sobre sobre si e sobre o mundo à sua volta haverá nessa sociedade outros indivíduos com os jovens de classe média ou média-alta tem uma visão de mundo distinta daquela por causa de uma experiência pessoal de tinta e portanto de um acesso de instinto a a mesma cultura que vão produzir certamente representações o escala de valores e muitas vezes é práticas corporais e e distintas e mesmo sendo do mesmo grupo etário que Dirá então pessoas que
compartilham diferenças geracionais dentro de um mesmo grupo cultural antes ou é diferenças étnicas e diferenças raciais ou étnicos raciais ou diferenças em termos de orientação sexual sexualidade e o Finn em termos de n outros recortes que vão produzir diferentes maneiras do sujeito compartilhar aquele contexto cultural maior A então quando a gente fala na cultura de um povo a gente tem que ter muito cuidado para não singularizar isso é porque embora possamos falar na cultura do povo xyz da nossa Cultura em geral é a maneira pela qual cada segmento social aí dentro ou o mesmo cada
grupo mais particular compartilha desse e cultural tá marcado por uma série de diferentes níveis de acesso que vão produzir certamente diferentes experiências da vida cultural aí dentro e isso impede a gente de fazer essas grandes generalizações o que me traz a crítica recente a categoria de cultura na antropologia a gente fosse uma crítica pós-moderna a categoria de cultura que começa a dizer que o perceber que de tanto os antropólogos falar em cultura por aí os grupos que tradicionalmente os antropólogos estudavam os primitivos esse outro do acidente começaram se apropriado essa categoria cultura para falar desse
da sua e da sua identidade e cultura deixou foi deixando de ser uma categoria de análise na antropologia a ser cada vez mais uma categoria Nativa usada pelos povos mundo afora para falarem de numa numa um caráter positivo e e orgulhosos da sua identidade daquilo que os diferencia dos europeus os ocidentais então a palavra cultura foi deixando de ser aos poucos uma categoria de análise da antropologia justamente porque ela criava essa generalização excessiva a São todos membros de uma mesma cultura sim mas há diferenças como lidar com essas diferenças isso vai começando a fazer com
que os antropólogos os menos e menos a palavra cultura mas ao mesmo tempo os povos especialmente aqueles e das ex-colônias europeias quando começam a sua luta por Independência nos nacionalismos modernos no século 20 e vão se apropriando dessa palavra cultura para falar daquilo que é o seu o seu a sua identidade que tem que ser positivada em valores E a e aí a palavra cultura continua então circulando é cada vez mais pronto fora da academia no antes mesmo das políticas internacionais das relações internacionais e das políticas de identidade de construção de identidades mais do que
nos textos Acadêmicos da antropologia e não quer dizer que a gente ter proibido de falar em cultura Mas temos que usá-la que essa palavra antropologia conscientes de que ela não é uma só coisa e o que nos leva a Último. Levantado pelo rock e ela não é uma coisa frágil que tá sempre sua ameaça de desaparecer pelas pressões modernizantes mas antes de falar desse Último. O penúltimo essa quarta característica de como funciona a cultura é para o rock a ideia de que a cultura possui uma lógica própria e E aqui as duas coisas são importantes
possui uma lógica e essa lógica Lia troca E é porque nós função do nosso etnocentrismo natural laços de Todos Nós seres humanos tendemos a estar sempre que é aquele aquela outra forma de pensar se ela não corresponde a nossa ela não tem lógica meu errada não tem lógicas mas tudo sistema cultural por definição tem uma lógica se não não é um sistema antes e então não há sistemas culturais pré-lógicos que fazem associações e lógicas entre os significantes e significados que produzem signos sem lógica nenhuma não as explicações mesmo as que nos pareçam mais absurdas fazem
todo sentido dentro do sistema no qual elas foram criadas na e o rock da aí bons exemplos no texto sobre a maneira como diferentes povos pensa uma reprodução por exemplo né e questão explicações que podem e lógicas para olhar de um sujeito moderno no século 20 final século 20 quando o século 21 e que siga uma lógica bioland reflexão biológica da espécie e tal e o Saber produzido pela biologia sistematizado pela biologia mas dentro do Universo de Saber no qual aquela explicação foi produzida ela faz todo sentido que ela dá conta de explicar aquilo que
é importante para aquele povo explicar em razão do seu modo de ser e de estar no mundo então todas as implicações culturais são lógicas mas ela só podem ser compreendidas no interior do sistema aqueles deu sentido a e a somar uma definição bastante boasiana da futura como um contexto e e a lógica é dada por um sistema de classificação O que significa que o antropólogo Roberto um dos trabalhos dele na compreensão de uma cultura é entender as é de um sistema classificatório como é que aquele povo é separa as coisas do mundo né não só
as coisas do mundo natural mas também as coisas do mundo social os diferentes grupos que compõem aquela cidade em diferentes categorias em diferentes gavetinhas Onde é que estão as fronteiras entre Horto as fronteiras entre categorias de espaço categoria de tempo categorias de pessoa e como que isso funciona e opera como um sistema de classificação e ordenamento do mundo e assim que que a cultura produziria formas distintas de organização social e por fim a ideia de que a cultura É dinâmica as culturas não são e coisas estanques que existem da maneira como ela existem hoje desde
sempre e que se elas mudarem um pouquinho que seja elas vão se desintegraria se esfarelar e Deixar de existir a cultura é por natureza dinâmica é a transformar ativa e a sociedade a renovação geracional traz sempre o questionamento de ideias das Gerações anteriores e isso gera conflito gera tensões determinadas explicações são questionadas as outras são trazidas e dentro sempre claro de uma de um campo de possibilidades de transformação interna dentro de uma cultura então internamente e a cultura já tende a se transformar embora no plano discursivo as pessoas em geral digam como falam de cultura
que isso é assim desde o tempo dos nossos tataravós dançam os nossos usos e costumes sempre foi assim e tal mas essa é uma explicação discursiva da eternidade da cultura Porque mesmo nós inventamos tradições muito recentemente entendemos a justificá-las como sendo coisas ancestrais né Por exemplo chá em inglês Sora o chá em inglês quando é que os ingleses plantar um pé de chá na Inglaterra né o chá o BH lá partir de um determinado momento da constituição do império colonial britânico antes disso não tinha achar o chocolate suíço Desde quando que a Suíça planta Cacau
o chocolate vira suíço num determinado momento de novo da expansão Colonial europeia da Constituição desses mercados globais mais essas coisas ficam na nossa cabeça como se fosse assim e memoriais as tradições gente são sempre inventadas e Muitas delas são invenções recentes mas quando se apresentam como tradições se apresentam com uma e mora e Mori habilidade uma ancestralidade e portanto são imutáveis são feitas de pedra e não podem se transformar não é assim que a cultura funciona a cultura é muito mais dinâmica e portanto muito mais viva existente ela vai se transformando isso não quer dizer
que ela acabe né E mesmo contexto altamente globalizado o que a gente vive hoje na alta modernidade as maneiras locais de se viver esse Universo de valores e de idéias globais são muito variados e dentro deles ainda marcados por diferentes recorte de gênero de classe de raça enfim isso tudo compõem o campo de disputa política pelo que seja a nossa cultura ou a nossa tradição e o antropólogo tem que estar atento a isso a cultura não é uma entidade que têm existência própria e que nós vamos conseguir fotografar tá lá a cultura não a cultura
é o resultado dessa disputa discursiva de um determinado grupo sobre o que sejam as suas tradições é e cabe ao antropólogo entender como é que funciona esse campo discursivo Quem são os atores aí dentro Quais são as suas diferentes visões de mundo sobre em ações e como é que eles têm diferentes condições inclusive de fazer valer uma certa interpretação do que sejam as suas tradições um determinado momento e tomando esses cuidados a gente continua usando a categoria de cultura na antropologia mas sem nunca pensava como essa coisa rave cada uma coisa que existe e que
é frágil e que pode desaparecer a qualquer momento então com essas Cinco características do rock traz aqui para gente uma boa forma de compreender afinal de contas O que que a gente pode entender por cultura antropologia não é uma coisa só ele pode atender muitas coisas mas eu acho que é que já dá um bom fundamento para a gente começar a entender melhor Como opera a cultura não só na vida das pessoas e dos povos Mas mesmo dentro do campo antropológico e que cuidado a gente tem que ter ao pensar nessa categoria bons Vamos ficando
por bom e nos encontramos nessa quarta-feira para conversar sobre esse texto grande abraço para vocês