[Aplausos] Olá, pessoal. Sejam bem-vindos a mais um episódio do De Frente com SEO, o podcast da Exame, que coloca eu e você de frente com grandes líderes empresariais. E hoje vamos receber não um, mas dois CEOs para falar sobre carreira, liderança, negócios e também sobre um evento que traz luz ao empreendedorismo no Brasil.
E são eles os nossos convidados. Luiz Sérgio Vieira, CEO da Iai Brasil e Ari de Saneto, fundador e CEO da Arco Educação. Luí e Ari, sejam muito bem-vindos ao nosso podcast.
>> Obrigado, Laiane. Ari, um prazer estar aqui com você hoje e para essa nossa conversa. >> Obrigado, Laiane.
Muito bom estar aqui nesse evento da Exame. Prazer estar aqui com você, Luiz. Eh, acho que vai ser um ótimo papo.
>> Muito obrigada por terem vindo até aqui o nosso estúdio e estão preparados para falar sobre carreira, lições de liderança, negócios e também sobre o evento que promove o empreendedorismo no Brasil. >> Bora lá, >> com certeza. Vamos.
>> Bora lá. [Aplausos] Vamos começar então, Luiz, com você para falar um pouquinho da onde você, aonde você nasceu, com quem você foi criado e como você ingressou no mercado de trabalho. >> Tá bom?
Bom, eu sou cearense. Eh, eu sou formado em duas faculdades, contabilidade, depois direito. E eu ingressei na IA em 1992.
Eu entrei pela área de auditoria, né, a época. Eh, foi uma escolha muito consciente, porque eu olhava na UI, uma empresa que tinha um ambiente que permitia o desenvolvimento, né? Um ambiente de muita meritocracia, uma empresa que tinha eh um investimento muito grande nas pessoas, né?
Uma cultura muito sólida, seus valores, propósito. Então, entrei em auditoria, ah, fiquei 3 anos, 3 anos em auditoria, depois mudei paraa área de impostos. de consultoria tributária na IUAI de Fortaleza.
De lá eu saí em 2000 e aí fui para Nova York, tive um período de quase 3 anos, onde eu me especializei na área de consultoria tributária internacional. Eh, depois retorno ao Brasil já para São Paulo. Eu, boa parte da minha carreira foi na área de consultoria tributária internacional aqui.
Então, basicamente assessorando empresas multinacionais que investem no Brasil e empresas brasileiras que investem no exterior. E nos últimos 11 anos aí eu migrei mais paraa área de administração da da firma, né, cuidando da área de mercados. Fiquei como vice-presidente por 2 anos, depois nos últimos 9 anos presidente da operação no Brasil e eu também acumulo uma posição de déput.
Então o Brasil ele tem operado junto com a região, são 18 países e acaba que eu também tenho essa função de de região. Então essa são 33 anos na mesma empresa, mas várias carreiras e vários desafios. Deus, uma vida, né, Ali?
Mas depois a gente vai falar um pouquinho mais da IAI. Vamos ouvir agora um pouquinho sobre a origem do Ari. Ari, por acaso, a sua origem tem alguma ligação com o segmento que você promove hoje no Brasil, que é a educação?
>> Sim, sim. A a minha origem tem tudo a ver com isso, Laiana. Eu sou cearense também.
>> Olha aí, gente, que bom. Dois cearenses aqui, dois nordestinos. >> Exato.
E eu também trabalhei na IAI em 1998. Fiquei 2 anos lá. É, foi uma experiência incrível.
Aprendi muito, acho que entendi o que é uma empresa grande, estruturada, com muita densidade de talento. E depois eu fui trabalhar na escola da minha família, que se chama Colégio Aridá. É uma escola no Ceará que é muito reconhecida pelos resultados de excelência em vestibulares no ITA, no IM, no Enem.
Essa foi uma grande escola para mim, onde eu realmente eh aprendi e a trabalhar com educação, colocando a mão na massa, pensando em projeto pedagógico, gestão de professor. Eh, um pouco depois eu fui paraos Estados Unidos fazer um mestrado, fiquei do anos em Boston, no MIT. E na volta, que foi em 2007, foi quando a gente deu o pontapé inicial paraa Arcoeducação.
Então são quase 20 anos já nessa jornada e passa rápido, passa muito rápido. E mas a gente conta um pouco mais depois. >> Vamos, vamos falar um pouquinho desse negócio.
Muito bom. Vamos falar agora um pouquinho sobre os negócios, né? Já que você puxou aí para mim.
Vamos falar começando pela UI. Qual o tamanho da UI hoje no Brasil? Conta um pouquinho pra gente, Luiz.
É, a IA é uma empresa global, nós estamos presente em mais de 150 países, >> gigante. São 400. 000 pessoas, para ter uma ideia, 100.
000 dessas 400 ligados à área de tecnologia, né, que é hoje uma área eh com todo essa essa transformação das empresas. No Brasil nós somos em torno de 8. 000 pessoas, né?
Na América Latina em torno de 22. 000 pessoas. O Brasil é o maior país da América Latina.
Eh, e a gente atua, nós temos aí quatro grande áreas de serviço, né, que pega toda a parte de auditoria, consultoria tributária, consultoria em geral, que aí entra toda a parte de transformação, riscos, eh, a parte tecnologia, né, supply chain, então tem uma área grande e é a parte de estratégia e transações. Então, a gente tem essas quatro grande áreas e uma e uma penetração muito grande a nível setoriais também, né? Então, a gente tem essa essa visão também muito de indústria, de setor, eh, onde aí a gente junta todas essas linhas de serviços para poder gerar valor pros nossos clientes, né, no setor que eles atuam.
Perfeito, Luís. A gente tá falando de uma empresa que tem um faturamento, pode ser global, de quanto mais ou menos? >> D 53 bit de dólares.
>> Gigante. >> Muito bom. Depois a gente fala um pouco da expectativa, o que vocês vão trazer de novidade também pro próximo ano.
Mas agora vamos falar aqui um pouquinho com Ari sobre a Arcoeducação, até porque é um setor que a Exame promove muito, tem a Sampol também que faz parte aqui do grupo, que tá promovendo a educação aqui no Brasil e vocês também têm esse propósito, né? conta um pouquinho pra gente qual serviços vocês oferecem hoje, qual o tamanho da arco educação no Brasil, >> tá bom? Eh, a Arcoeducação, ela atua no setor de educação básica, ou seja, da educação infantil até o pré-universitário.
Hoje a gente tem eh a responsabilidade de servir a 10. 000 escolas no Brasil >> e 4 milhões de alunos. Eh, na prática a gente oferece para as escolas todo o conteúdo pedagógico, os livros, plataforma de tecnologia, sistema de avaliação, treinamento de professor.
Ou seja, se se a escola precisa de uma engrenagem pedagógica, de um sistema operacional, a gente consegue oferecer tudo. A gente tem marcas muito reconhecidas no Brasil, como Positivo, como COC, como o SAS, que é a nossa primeira marca. E a gente também agora passa a expandir os nossos serviços paraa área de gestão da escola.
a gente ajuda a escola com serviços financeiros, com cobrança, com tecnologia de gestão para que ela consiga administrar o seu negócio melhor. Eh, hoje nós somos 4. 200 colaboradores com com operações aqui em São Paulo, em Fortaleza, que é a nossa origem, mas também em Curitiba.
E estamos aí eh muito motivados, querendo expandir eh para novos mercados, para novos horizontes. Estamos estamos muito animados. Eh, com os anos aí que vem, >> imagina, tem muito espaço no Brasil, né, para esse setor crescer, realmente.
Mas vamos falar agora sobre o evento que reuniu a gente aqui, né? É claro que a gente vai falar muito ainda sobre eleições de liderança, sobre o negócio, mas a gente teve, a gente não, a Ii promoveu nesse ano a 28ª edição do programa UI empreendedor do Ano Brasil. Luiz, conta um pouquinho sobre esse evento, por vocês estão apostando nesse evento, o que que vocês querem trazer de mensagem com ele.
>> Então, olha, Len, a Iui, ela é uma empresa que a gente diz que nós nos definimos através do nosso propósito e o nosso propósito é ajudar a construir um mundo de negócios melhor, né? E a gente tem um compromisso muito grande que a gente fala de eh moldar o futuro com confiança, né? esse futuro de um ambiente melhor.
E quando a gente pensa nos pilares, né, desse mundo melhor de negócios, a gente vê o empreendedorismo como uma grande força transformadora da nossa sociedade. >> Uhum. o empreendedor através da inovação, através da, né, da sua resiliência na sua capacidade de assumir riscos, né, de ter o seu sonho e conseguir mobilizar as pessoas, recursos para poder, né, atender o consumidor, para poder impactar uma sociedade.
Ele tem uma função primordial nessa transformação. E aí a IAI acredita muito no fomento ao ecossistema do empreendedorismo. Então na verdade o programa ele faz parte de uma plataforma, plataforma maior, onde a gente procura incentivar o empreendedorismo.
E falando especificamente do programa, ele é um programa, como você comentou, nós estamos aqui e no Brasil, essa 28ª edição. Já passaram através do programa 480 empreendedores que foram homenageados desde 98. O programa ele se inicia eh nos Estados Unidos já em 86.
Nós trouxemos ele em 98 aqui pro para o Brasil. Eh, e ele é um programa onde a gente olha sete categorias, né? São categorias diversas, desde a categoria de emergo, o master, que foi a categoria que o Ari ganhou e que vai ser o nosso representante em Mônaco.
A gente olha também o executivo que é um intraendedor, a gente olha family business, a gente olha o que a gente chama de lifetime. Então ele é um programa que ele ele visa no final do dia celebrar sim esses empreendedores que inspiram e transformam, mas ao ajudar a contar essa história, nós queremos replicar essas histórias. Nós queremos eh criar mais desejo, ajudar a a a criar, vamos dizer, essa essa essa aptidão do empreendedorismo e e com isso realmente ajudar a transformar positivamente a nossa sociedade.
>> Boa. Antes de passar pro Ari para entender a importância desse prêmio para ele, o que que vocês avaliam no empreendedor? Nesse caso ele, a pessoa tem que se inscrever ou vocês puxam no mercado, como é que funciona?
Até para quem tá ouvindo no próximo ano também poder participar. >> É, não, a gente eh tem inclusive as inscrições estão estão abertas agora, tá? Isso é importante.
>> Eh, nós recebemos inscrições, nós recebemos também eh as inscrições podem ser dos próprios candidatos, as inscrições podem ser também de terceiros. Então, se você conhece, né, algum empreendedor, né, eh, porque é muito interessante, às vezes um empreendedor ele não quer nem muito eh eh eh vitrine ou ele ele ele ele às vezes não quer fazer aparecer bastante, né, >> eh, mas é o que a gente fala, é uma história que inspira outros, né, e é um presente que, >> né, a homenagem também é um presente que você dá tá, para fomentar cada vez mais esse ecossistema. Então, eh, você tem essas inscrições, né, e essas indicações.
Eh, nós olhamos, né, alguns critérios. Então, a gente olha eh claro que eh os números também eh a gente não audita, tá? Isso precisa deixar bem claro, mas a gente olha assim aos números financeiro, a trajetória daquela empresa, a visão do empreendedor, a questão do impacto também eh social, a questão do propósito.
Então, eh a gente olha uma série, a a questão da inovação também é muito importante. Então, a gente olha uma série de de de fatores, né, para que a gente possa, de acordo com a categoria, eh, homenagear a os empreendedores eh de cada categoria. >> Muito bom.
Bom, Ari, e você foi o ganhador desse ano. O que significa para você esse reconhecimento? Foi a primeira vez que você participou?
Eu já fui premiado no passado na categoria emerging da da UI, quando a arco era bem menor, >> eh, fui indicado. Eh, e mas na categoria master, sim, foi a primeira vez. >> E para mim, L foi uma grande honra.
Acho que primeiro porque é um prêmio muito sério, eh, promovido pela UI, que é uma empresa de reputação mundial. Eh, e segundo, porque eu acho que quando você olha paraa lista de empreendedores que foram homenageados nos anos anteriores, realmente estão ali e alguns dos melhores e maiores empreendedores do Brasil. Então, fazer parte desse grupo muito seleto me deu muita alegria.
E eu acho que por último, assim como o Luiz trouxe, eu acho que é muito importante, o prêmio, ele é muito maior do que a solenidade em si. você tem uma plataforma, você tem encontros com outros empreendedores e essa vida do empreendedor é uma vida muitas vezes solitária, que você não tem alguém para trocar, para aprender. Então, acho que esse esse grupo estando junto eh cresce muito.
Eu eu tive oportunidade de conhecer empreendedores incríveis com quem eu pude aprender muitas coisas importantes nesses dias que foram eh eh o prêmio. >> Muito bom. e você vai até Mônaco representar.
Conta até como vai ser um pouquinho, gente, dessa fase global e que mensagem você vai querer passar lá também. Eh, veja, eu acho que representar o Brasil nesse prêmio em Mônaco também vai ser algo que a gente tá, tô até muito ansioso por isso. Eu acho que vai ser um momento muito bacana e e acho que é mostrar pro mundo que, apesar de todas as adversidades que a gente tem no nosso país, eh, inclusive como empreendedores, se você tiver resiliência, se você tiver criatividade, força de trabalho, você consegue construir coisas relevantes de qualidade, que que geram valor pros clientes.
Eu acho que isso pode ser um um excelente exemplo pro mundo. Então, tô indo com muito orgulho, mas também com responsabilidade eh de representar o Brasil. Eh, nesse momento em Mônaco, esse esse é um evento, Len, é realmente muito especial a etapa eh mundial, né, que o Ari vai representando os empreendedores brasileiros.
São 60 eh países ali representados. você tem uma riqueza, né, cultural e uma riqueza também do ecossistema de empreendedorismo, porque empreender é diferente de país a país em termos dos desafios e oportunidades que você tem, né? Eh, e assim, então, é um evento que tem conteúdo, é um evento que tem muita oportunidade, obviamente network, onde, né, você vai criar mais eh conexões com outros empreendedores, com outros modelos de negócios, representante de diversos setores.
É, mas a gente tá extremamente feliz e o Brasil tá muito bem representado é através do Ari. A história é do Ari e da Arco é uma história extremamente inspiradora, eh, numa área que pra gente é fundamental, não se transformação de um país, transformação da sociedade passa pela educação, educação com qualidade, gerando oportunidade para as pessoas. E eh o que a Arco fez, né, e o e o a o o o essa veia empreendedora, né, de conseguir, né, levar a educação a um número tão grande, né, eh, de pessoas com muita inovação.
é um impacto realmente é muito grande e eu tenho certeza que a gente vai muito bem representado, mostrando o que o Brasil tem de melhor de empreendedor, empreendedor eh eh com o propósito, com os valores corretos e e com esse e esse esse grande essa grande visão de transformar mesmo eh a nossa sociedade para algo melhor. >> Muito bom. Parabéns, viu, Ari, pelo por esse reconhecimento.
Parabéns, vai também por esse evento que promove o empreendedorismo. A Exam, né, há 58 anos aqui entrevistando, ouvindo matéria, tanto na revista quanto no site, falando sobre empreendedorismo no Brasil. Então, parabéns mesmo por essa esse movimento, muito sucesso para vocês.
Mas a nossa entrevista não acabou, tem muita coisa ainda para falar aqui e eu acho que a gente poderia falar ainda sobre empreendedorismo, mas um cenário Brasil, né? Eu queria até ouvir de vocês qual a expectativa que vocês têm quando vocês olham pro Brasil sobre empreender? Há mais chances ou há mais desafios?
>> Posso começar aqui, Luiz? >> Começa. >> Eh, eu acho que o empreendedor conhece muito bem os desafios do Brasil.
Eu acho que a gente tem desafios econômicos, estruturais, mas por outro lado é um mercado muito pujante. Eh, você tem eh uma população que consome, que quer evoluir, que quer e aprender, no nosso caso, não é? né?
Eu acho que hoje existe uma consciência coletiva muito importante sobre a importância da educação. Acho que as famílias estão investindo muito mais nisso. Então, eu diria para você que eh eu acho que tem muito mais oportunidades do que desafio para você empreender no Brasil.
É importante como empreendedor você trabalhar no que você consegue controlar. Eu acho que muitas vezes a gente fica preocupado com o macro ou com risco político, etc, e se esquece de olhar para dentro de casa, de olhar pro seu time, se o time tá bem motivado, se a qualidade do time tá adequada para aproveitar as oportunidades. Esquece de olhar pra sua cultura, que é algo fundamental em qualquer uma das empresas.
Eh, então eu vejo muitos casos eh eh de empresas e empreendedores que têm muito sucesso, cuidando muito bem do seu cliente, cuidando muito bem da sua operação e do seu negócio, claro, sem deixar nunca de observar o que acontece aí fora, mas eu acho que as oportunidades elas superam os desafios. >> Muito bom. Não, eu concordo plenamente com o que o Ari comentou e e é muito interessante quando, né, Lindando, com tanto, com tantos empreendedores ao longo do programa, né, obviamente além dos nossos clientes.
E eu acho que tem alguns traços comuns que a gente vê no empreendedor, né, os desafios eles eles vão sempre existir, os obstáculos. Eh, mas o o empreendedor assim, primeiro que ele é uma pessoa otimista por natureza, né? Porque se você olhar o desafio >> e olhar que aquilo, né, só o lado que pode dar errado, você não vai assumir o risco de tentar fazer algo diferente.
Então, eu acho que o empreendedor, ele olha aquele outro lado da moeda, OK, esse é o desafio. O que o que é que eu posso transformar em oportunidade? O copo tá meio cheio, não?
>> É o copo meio cheio. Exatamente. Eu acho que isso é é uma característica muito importante, né?
Eh, porque você precisa ter ousadia, você precisa ter coragem, você precisa ter muita resiliência. É, é claro que a gente e um esforço que nós fazemos, é por isso que nós temos tanto o programa como outros programas para eh fomentar o esse ecossistema. Nós queremos ter condições para que mais empreendedores, mais empresas possam prosperar, né?
O fato de haver oportunidade não deve ser razão pra gente ser complacente e achar que a gente tem um ambiente ideal para empreender. É um é um ambiente duro. A gente pode dar mais acesso a capital, aumentar produtividade, eficiência.
A gente hoje o empreendedorismo não é uma disputa só local, ela é uma disputa global. Então você tem que criar ecossistemas de inovação, eh, enfim, eu acho que você tem que trabalhar para criar as condições ideais para que você possa cada vez mais prosperar e fomentar o empreendedorismo, né? Ah, eu acho que o Brasil e o brasileiro ele tem uma uma capacidade também de criar, de inovar muito grande, porque é um país onde as coisas mudam muito rápido.
Então você realmente tem que se adaptar muito rápido. Ah, por outro lado, eu vejo, por exemplo, uma característica em alguns locais que a gente pode aprender mais, que é tolerar mais o erro, a falha, né? Quando você vai em Israel, por exemplo, um empreendedor que ele já teve suas cicatrizes da das falhas, ele é muito bem visto na sociedade.
Ele não tem um estigma de, né, porque empreender no final do dia você tem que assumir riscos, né? Então, eu acho que às vezes a gente também tem que eh entender como lidar também, né, com os erros, com as falhas, desde que, obviamente, eles sejam erros, né, e falhas eh eh genuínas, né, e não assim que não sejam de de ter feito a coisa errada, né, obviamente que a gente tá falando, >> eh porque você obviamente você vai ver empreendedor que ele tá às vezes colocando seu capital em risco e uma série de outros fatores e você tem mudanças, mudanças de plano econômico, uma série de fatores. Então, acho que o Brasil é um celeiro para empreendedorismo.
A gente pode continuar evoluindo, né? Mas existe muita oportunidade, né? E outra coisa só que eu gostaria de dizer é que o Brasil ele é tão diverso e tem um mercado tão pujante que às vezes o empreendedor brasileiro ele fica muito focado só no mercado brasileiro.
Eu acho que nós temos muita qualidade para exportar para ir mais longe >> esse empreendedorismo também pro exterior, né? E eu acho que eh eh então eh eu acho que essa essa talvez seja uma outra fronteira que a gente possa estimular mais os nossos empreendedores brasileiros a serem mais bem-sucedidos, não só no Brasil, mas também no mundo, porque nós temos exemplos fantásticos. >> Muito bom.
Falamos de empreendedores, vamos falar agora também do papel do CEO, >> claro, >> porque os dois inclusive são COs, né? Eu queria entender se nessa era de IA, crise climática, mudanças no trabalho, o papel do senhor muda. O que que vocês esperam como característica de um bom líder, de uma empresa que avança a cada tempo, né?
Vocês estão liderando empresas que não que não param de crescer, estão num ritmo acelerado, né? Qual deve ser o papel do CEO? Eu acho que o papel do SEO ele muda certamente, porque nossa responsabilidade é não só de dar a visão estratégica que a gente deseja pra empresa, onde a gente quer chegar, eh, como também cuidar da cultura e dos valores.
E se você tem um m um mundo que tá em mudança, eh, por conta de várias e eh novas tendências e e, por exemplo, que é absolutamente transformador, eh, inquestionável isso, assim como as mudanças climáticas, isso muda todos os cenários. Isso muda o cenário eh do mercado consumidor, isso muda o desejo do cliente que é diferente, que tipo de eh atributos o cliente valoriza numa marca, que tipo de posicionamento você deve ter. E eu acho que o SEO deve ser realmente a liderança que dá esse direcional muito claro.
Eu acho que você pode até muitas vezes errar o caminho. Eu acho que pior do que errar o caminho é não ter um caminho, não é? >> Uma direção ali, né?
>> Não tem uma direção muito clara. Eh, então eu acho que eh eu eu diria que são momentos muito difíceis eh e que exigem muita serenidade para você ser e o líder de qualquer empresa, na verdade, independente do tamanho, porque você tem que ficar observando, eh, toda essa mudança que é muito rápida. Eh, e essa mudança muito rápida que vem junto do mercado, ela vem, por exemplo, dos jovens, eh, das nossas, eh, eh, pessoas que a gente tá contratando, que vão ser os líderes das nossas empresas no futuro.
Que tipo de comportamento esse jovem tem, que tipo de valores e ele tem, que coisas que ele acredita? E aí você precisa tentar de alguma maneira conciliar isso com os valores da empresa. Então, realmente, não é trivial.
>> Muito bom. Eh, não, e e se você pensar que o, como o Ari comentou, né, o CEO ele ele realmente ele tem que trabalhar bastante para dar visão estratégica da firma, né, da empresa, da organização, ajudar a construir essa visão. Moldar a cultura é fundamental também, né?
E quando a gente fala de da visão, uma visão que gere valor não só de curto prazo, mas também de longo prazo, né? porque você quer que sejam empresas resilientes e sustentável a longo prazo. Eh, mas para isso, num mundo que é muito volátil, que tem muitas transformações, eu acho que o CEO ele precisa cada vez mais ele ter que ter também a disposição de aprender, né?
ter a humildade mesmo de aprender. Nós >> vivenciamos desde uma pandemia a a novas transformações que você tá desatualizado todos os dias, né? Então, a capacidade de ouvir é muito importante, ouvir as tuas pessoas, ouvir o mercado, teus clientes, essa essa empatia, né?
O CEO ele tem um papel muito importante que é multiplicar lideranças. >> Uhum. >> Né?
Então, para isso, e você multiplica a liderança através da visão, através de como você comunica, mas também através das suas ações, né? A cultura ela muito mais do que tá escrito é como as pessoas vêm, inclusive quando você age nos momentos mais difíceis. Então eu acho que eh o senhor ele tem que ter essa dimensão e também entender a sua responsabilidade, né, na nossa sociedade perante todos os stakeholders, né?
a gente tá falando das pessoas, da organização, a gente dos investidores, obviamente, mas estamos falando da sociedade e entender todo o impacto que você pode ter na na no mundo de negócio, na nossa sociedade. Então eu acho que hoje o CEO ele tem que ser cada vez mais, né, uma pessoa que tem essa e a disposição, né, para aprender cada e para isso, por isso que a gente fala que o modelo controle comando não é um modelo que funciona mais nos dias atuais, né? Então hoje você aprende com a pessoa que é seu tren acabou de entrar na organização, que às vezes sabe muito mais de inteligência artificial do que você que tá há 30 anos numa organização.
Então essa disposição realmente de eh eh de de aprender, de desenvolver, eh eh de cuidar das pessoas, mas colocar a organização no caminho certo, né? E e de novo se a teve alguma coisa, alguma falha, algum erro, né, que aprenda rapidamente com esses erros, né, e possa eh transformar isso realmente em lições para que a organização seja cada vez mais resiliente, né, como o Nintaleb fala do da antifragilidade. Acho que isso é é muito importante, né?
Que você consiga se adaptar aos cenários e sempre com muita ética, porque isso é o que vai te permitir navegar a longo prazo em mares às vezes tão eh eh eh bravos. >> Muito bom. Bom, falando ainda de resiliência, uma curiosidade que eu tenho aqui, sempre pergunto pros seus qual foi o maior desafio que vocês tiveram como se >> Olha, são tantos desafios que você tem como CEOs, talvez eu vou falar o mais recente que foi para vários, que foi a própria pandemia, né?
>> Uhum. >> Você lidar com um cenário que ninguém eh >> incertezas, né? Eh, e ninguém fez essa previsão, né?
A gente trabalha muito com planejamento estratégico. É claro que a gente desenha vários cenários e de repente você teve algo que gerou eh uma mudança nas relações humanas, né? Um medo muito grande em termos de saúde, né?
Uma preocupação que a gente teve, obviamente, em cuidar da saúde das nossas pessoas. e mudou todo o o o também as relações comerciais, a forma de trabalhar. E ali eu acho que foi um exemplo, pelo menos a minha experiência.
Eu me lembro me reunindo com todo o meu grupo de liderança e a gente cada um tinha uma opinião do que iria acontecer e e alguns diziam: "Olha, a gente já tem que demitir algumas pessoas porque o negócio vai ser duramente afetado". Eh, e naquele momento, por exemplo, na na UI aqui no Brasil, nós tomamos uma decisão onde eh eu comentava com o meu time de liderança, disse: "Olha, ninguém aqui acertou que ia ter uma pandemia". Então, a primeira coisa que a gente às vezes tem que reconhecer que eh, né, nós não sabemos de tudo.
>> Uhum. >> Nós temos uma grande incerteza e ninguém vi não não dava para olhar pro passado para pegar alguma lição do que era uma pandemia para lidar com ela. Então, ninguém sabe o que vai acontecer.
Vamos desenhar alguns cenários, >> mas nesse momento eu acho que a gente tem que dar o foco maior nas nossas pessoas. As nossas pessoas estão inseguras. As nossas pessoas não sabem o que vão acontecer.
E o a única certeza que eu tenho é que nós temos que cuidar agora das nossas pessoas e também dos nossos clientes. Vamos estar juntos nossos clientes. Então a decisão foi, nós não vamos demitir ninguém, tá certo?
Eh, nós vamos eh estar próximo às pessoas, próximo aos clientes e vamos fazer um um uma reavaliação desse cenário lá na frente. Se a gente tomou a decisão errada, nós vamos reavaliar. Mas nesse momento essa nossa decisão.
O que aconteceu foi que os nossos negócios no primeiro mês caiu 1% e depois voltou a crescer. Porque esse sente, as nossas pessoas reagiram a essa decisão e se sentiram parte dessa nova realidade e a gente começou a trabalhar junto com os nossos clientes, quais são as outras alternativas que vocês têm, né, para lidar com essa pandemia? Então, eu acho que foi talvez um exercício de lidar com incerteza muito grande, né?
a gente, eu acho que reconhecer que nós não, né, que nós podemos, né, não saber muita coisa, mas que nesse momento você tem que usar uma bússola e talvez aí a bússola são seus valores, aquilo que você acredita e colocar tua estratégia em cima daquilo, né? >> Então, foi um pouco, pelo menos é o que me vem à cabeça. >> Que bom que a estratégia deu certo no final, né?
Momento de indecisão. >> Não, e a gente eh dobrou de tamanho depois da pandemia. Muito bom.
No caso da educação, os cursos EAD bombaram, >> né, Ari? Conta um pouquinho como é que vocês se destacaram ou como vocês passaram pela pandemia. Enfim, >> acho que os desafios, como o Luiz trouxe, eles são inúmeros, né?
Eu eu consigo me lembrar eh de alguns falar primeiro do da pandemia que ele trouxe. É, no nosso caso a gente serve a escolas e as escolas foram obrigadas a fechar. Então, os nossos clientes sofreram muito nos seus negócios, perderam matrículas e e isso obviamente nos impactou.
Eh, e a nossa decisão, um pouco em linha do que o Luiz trouxe aqui, foi naquele momento, porque éramos uma empresa maior, com mais escala, eh, foi de apoiar nossas escolas. Então, nós, as escolas, por exemplo, fechadas, sem o professor em sala de aula, a gente criou uma escola online em uma semana. Então, os alunos estavam em casa e eles tinham a oportunidade de assistir as aulas que eles assistiriam dentro da sala de aula de português, de matemática, de química e física e assim por diante.
Então, acho que foi um momento do ponto de vista de negócio muito difícil, eh, mas do ponto de vista de construção de relacionamento, confiança e reputação, muito importante, porque você sente que seus clientes, os nossos clientes, as escolas, elas ficaram muito gratas pelo apoio que el que elas tiveram. Agora, pensando mais de um longo prazo, eh o que me ocorreu aqui enquanto eh o Luiz falava foi acho que um um dos maiores desafios que a gente enfrentou, que eu enfrentei como CEO, por exemplo, foi construir uma reputação de marca. Acho que principalmente eh vindo do Nordeste, eh você eh ter hoje, depois de 20 anos, a a as nossas marcas utilizadas pelas melhores escolas do Brasil, eh em todos os estados, eu acho que foi um processo muito difícil e que obviamente traz eh muito orgulho, né?
muita responsabilidade, mas muito orgulho. E aí eu acho que junto com esse desafio, eh, fica a mensagem pro empreendedor de que se você trabalha com qualidade, não importa de onde você vem, né? Se você entrega valor, se você faz com excelência, eh você pode vir do lugar mais remoto e e menos reconhecido, que a escola, o cliente, o consumidor vai reconhecer a qualidade daquele produto, vai acreditar e vai consumir aquele produto.
Então, eh, é o que é o que me vem à memória como grande desafio, porque é um processo que você pensa em desistir muitas vezes. Eh, você não faz isso em um ano, nem em dois, nem cinco, é década pra frente. É, então é, é necessário muita resiliência, é necessário muita consistência e para que você consiga, e construir uma reputação suficiente para que eh os clientes acreditem e e comprem suas soluções, seus produtos.
>> Muito bom. Mas você tem um povo que é resiliente, é o povo nordestino. Fala a verdade, minha parte da família tava convidando, é >> parte da minha família também é nordestina e sei muito bem disso.
A gente a gente não desiste fácil, não. A gente acredita, né? Mas vamos falar agora um pouquinho sobre futuro, né?
Até porque o ano que vem teremos Copa, teremos muitos feriados, teremos eleições. O que que a gente pode esperar da IUI, da Arco sobre resultado? Tem alguma meta de crescimento?
Tem algum investimento, alguma parceria? >> Eu acho que primeiro que a visão nossa, né, ela nunca é uma visão só de um ano, né? Então a gente tem uma visão muito mais longa, né?
E e eu acho que é aquela a gente acredita em construir esse futuro com confiança. Então, eh, isso depende muito, né, dessa, de como você realmente atua naquilo que, obviamente tá no seu controle, né? Eh, o que a gente tem visto, né, nós estamos num num momento de muitas transformações geopolíticas.
a tecnologia, eh, você tem um um mundo, eh, que, eh, eh, tá se reorganizando, né? E, obviamente isso gera desafios e oportunidades pros nossos clientes, né? E com isso a gente, né, tem uma grande oportunidade também de gerar valor para eles.
Então a gente tem atuado bastante, investido em áreas que nós eh vemos como os grande drives de crescimento. Isso passa, óbvio, muito e pela tecnologia, mas não é a tecnologia PSI, que nós chamamos, a tecnologia, a gente acredita, tecnologia com ser humano no centro dessa tecnologia. Então, a tecnologia potencializando as pessoas, isso passa pelo todos os temas de sustentabilidade.
Nós acabamos de ter uma COP, né? Eh, a IU se fez presente também na COP através nós montamos uma casa na COP, que foi uma casa que por onde passaram quase 3. 000 pessoas, vários eh várias empresas, autoridades, sociedade civil.
Então, foi um ambiente de discussão para falar, né, o o que mundo nós queremos, quais são as ações que nós queremos eh eh executar para ter um um mundo, né, melhor. Então, eh eu sou sempre muito otimista em relação às oportunidades que a gente tem. Eh, e o I continua investindo muito forte eh eh não só em tecnologia.
Eh, e a tecnologia ela perpassa toda os nossos eh eh as nossas linhas de serviço, investimento em pessoas, né? Eu acredito. E aí quando a gente fala de pessoas, a gente acredita genuinamente em diversidade.
A gente acha que inovação eh eh depende de você ter eh um time diverso e isso é o que reflete a sociedade. A gente acredita muito em você desenvolver o melhor das pessoas, né? Eu acho que esse também é a grande finalidade da educação no final do dia, a gente dar oportunidades, né?
nem favores, é oportunidade para as pessoas se desenvolverem e e trazer a sua excelência, o melhor de si, para poder, né, obviamente executar bem a sua a a o seu trabalho. Então a gente muito investimento em pessoas, investimento, eh, obviamente em tecnologia, nós temos investido em várias soluções também ligadas de sustentabilidade eh eh e enfim e trabalhando de uma forma multisetorial. No caso, quando a gente fala de Brasil, tem alguns setores que continuam muito forte.
Infraestrutura é uma indústria, eh, o Brasil tem um dos melhores programas hoje de infraestrutura. Brasil é um país que atrai muito o que a gente chama de eh investimento eh externo direto. Eh, o agronegócio obviamente é também eh pujante no Brasil, mas várias outras indústrias que a gente vem atuando e atuando muito forte.
Então, em termos gerais, eu eh eh de novo, não é não é nós sabemos que vai ser um ano um pouco mais, né, um ano de eleição, é um ano ainda de de incertezas, mas nós acreditamos que tem muita oportunidade e a gente continua eh pé no acelerador, não tem não tem outra visão em relação ao nosso futuro. o ano de 2026 eh já começou paraa gente. Eh, nós já estamos entregando os livros, as plataformas, treinando os professores pro ano letivo do ano seguinte.
A gente espera um um bom crescimento mais uma vez, acho que fruto da nossa entrega de qualidade. E estamos olhando para duas coisas eh principais que que estamos muito animados com isso. Eu acho que primeiro a IA.
Acho que a IA, pela primeira vez ela traz uma oportunidade real >> de você entregar o ensino personalizado para cada aluno. Então, eh, >> que desafio, hein? É, eu acho que durante muitos anos você tem uma educação em que o professor tem ali um grupo muito diverso, com desejos diferentes, com aptidões diferentes, com estilos diferentes e você entrega o mesmo conteúdo no mesmo formato, a mesma aula.
Eu acho que com a IA agora você consegue entregar especificamente um conteúdo, dependendo da dificuldade que o aluno tem, dependendo do interesse que o aluno tem. Se ele quiser acelerar, ele vai ter mais material, vai ter mais questões. Se ele quiser usar videoaulas, ele pode usar videoaulas.
E você consegue, com o dado que a IAT traz, de uma maneira muito assertiva entender onde você deve trabalhar com aquele aluno. Então eu acho que isso nunca na história eh foi possível e a gente tá caminhando eh para momento em que a gente vai construir um tutor personalizado para cada aluno. A gente tá muito animado com isso.
Acho que essa é uma primeira dimensão. Uma segunda dimensão que eu acho que tá avançando bastante no Brasil e a gente tá querendo acelerar, é isso, é, se você olhar para todos os países do mundo, eh, a grande maioria e os desenvolvidos, eles oferecem educação integral, ou seja, a escola começa às 7 da manhã e termina às 4 da tarde. No Brasil, infelizmente, não.
Grande parte das escolas, inclusive as particulares, ainda são tempo parcial. Eh, a gente acredita que o melhor lugar paraa criança e o adolescente ficar é na escola, é socializando, eh, desenvolvendo a a capacidade de trabalhar em equipe, desenvolvendo habilidades socioemocionais, aprendendo um outro idioma, aprendendo o inglês para ser um cidadão do mundo. Então, eh, a gente tá construindo, eh, diversas soluções que ajudem as escolas brasileiras a se tornarem escolas integrais, saindo um pouco daquele conteúdo tradicional, somente o cognitivo e trabalhando para desenvolver cidadãos mais saudáveis, eh, mais preparados pros desafios, com uma formação até mais humana, vamos dizer assim, e não só, eh, da daquela tradicional que que ensina as disciplinas sem ensinar os valores.
Então, a gente tá muito animado tanto com educação integral quanto com o uso de IA na educação. >> Muito bom. Tem alguma região do Brasil, Ari, que vocês querem ganhar mais espaço, chegar, promover mais a Arco?
>> É, hoje a gente já é líder no Brasil. Hoje a gente é a maior empresa de educação básica da América Latina. Eh, hoje 21% das escolas brasileiras já utilizam uma solução da Arco.
Acho que ainda tem muito espaço para crescer e estamos presentes em todos os estados. Eu acho que o sonho que fica aqui mais de médio prazo, é pra provocação do Luiz, de que o brasileiro, porque tem um mercado muito grande, às vezes se contenta só com o Brasil. Eh, eu acho que a gente já começa a dar os primeiros passos na Arco, eh, de uma maneira responsável, eh, cuidadosa, de levar as nossas soluções para outros países além do Brasil aí, quem sabe América Latina nos próximos anos.
>> Nosso tempo tá acabando. Eu ficaria aqui horas e horas conversando com vocês porque, enfim, são líderes há anos que tem muito, muito a ensinar. Mas até pra gente fechar aqui a nossa conversa, eu queria ouvir de vocês os conselhos, né?
No caso do Luiz para CEO, para líderes, qual conselho você já ouviu durante a sua trajetória, Luiz, que te marca, que te guia até hoje como um líder? E no seu caso, Ari, como fundador, né, empresário, CEO também, qual sugestão, qual conselho você dá para quem quer empreender no Brasil e com sucesso? Eu acho que quando você tem a sua carreira, você vai começa às vezes numa área técnica, você em geral a gente tem uma uma visão muito forte naquilo que a gente faz, como a gente faz.
E e eu acho que à medida que você vai, né, crescendo, né, nessa jornada e que você vira líder de organizações, é menos sobre você e mais sobre os outros. Então, ah, quando a gente fala de legado, eu digo que o legado não são os números, o legado são os líderes que você ajudou a formar. Então, eu acho que eh seja um líder multiplicador, um líder que desenvolva outras pessoas, porque são elas que vão realmente continuar eh eh transformando e impactando o negócio.
E então eu acho que é sobre isso, é sobre empatia. Líder tem que gostar de gente, tem que gostar de pessoas e tem que cuidar de pessoas, né? e criar um ambiente eh de segurança para que as pessoas possam ser o se o seu melhor.
Eu acho que é isso e gerando oportunidade para todos. Então, eh eu aprendi através de outros líderes, né, a a acreditar e eu eh e é o é o que me motiva também como líder. Eh, uma vez uma alguém me disse, né, se você quer criar um impacto muito positivo, seja CEO, então >> use esse impacto para para fazer muita coisa boa, né?
>> Muito bom. >> Eh, eu concordo integralmente com o Luiz sobre esse tema de de pessoas, de multiplicar. Eh, vou vou tentar aqui trazer um uma outra dimensão, tá que tá conectada de certa maneira.
Eh, eu acho que eh a capacidade do líder de se adaptar, de mudar, ela é determinante para continuar a jornada. Acho que você reaprende a forma como você faz as coisas da da na medida em que a empresa vai crescendo. E eu acho que você reaprende muito com a humildade, né, que o Luiz trouxe muito bem aqui no no início da nossa fala.
Eu acho que essa escuta, a escuta do cliente, né, a capacidade de receber uma crítica dura e de incorporar aquilo e transformar aquilo em ação de evolução da sua empresa, do seu produto, né? Eu acho que ao invés de eh se encher de arrogância pelo sucesso, acho que tentar permanecer com essa humildade, com essa escutativa e com essa capacidade de mudar, né? um pouco de desapego, né?
Às vezes a gente constrói os modelos, os sistemas e quer que tudo seja daquele jeito. Eu eu gosto de dizer para pro time que se não tiver ofendendo aos nossos valores, a nossa essência e tiver uma forma melhor que a gente pode fazer aquilo, a gente deveria fazer com desapego, eh, e abraçando a mudança, porque eu acho que a mudança ela nos fortalece se ela for para melhor. Então, acho que essa capacidade de ouvir, tentar ser humilde, eh, e transformar isso em ação e evolução, é, é a sugestão que eu daria.
>> Muito bom. Sempre em busca do melhor, né, gente? Nosso tempo acabou, mas eu quero agradecer aqui pela presença de vocês terem vindo até o nosso estúdio.
Muito obrigada, Luísa Ari. Muito sucesso também para vocês, para todo o time da IU Brasil e para todo o time também da Arco Educação. Prazer receber vocês aqui, Laiane.
Obrigado, Ari. Muito obrigado. Como eu falei, estamos super bem representados em Mônaco.
>> Foi lá, vamos torcer por você, hein? Muito obrigado, eh, Laane Luiz, foi um prazer estar aqui com vocês e muita responsabilidade de representar o Brasil, eh, e, e nesse prêmio tão bacana da IAI e muito grato pela oportunidade também >> para vocês que nos acompanharam até aqui, muito obrigada pela sua audiência e espero vocês no próximo de frente com se até lá.