Eu sei que parece forte dizer que somos reféns, mas pense bem. Quantas vezes você deixou de fazer algo que você queria ou comprou algo que não precisava só para se encaixar assim numa realidade que não era sua? Isso não é falta de personalidade, é falta de uma ferramenta que a gente só descobre depois da vida adulta, o pensamento crítico.
Já parou para pensar em quantas opiniões são realmente suas e quantas foram instaladas aí na tua cabecinha pela sua bolha, pelo algoritmo ou por alguém que fala com muita confiança? A verdade é muito desconfortável. Se você não está ativamente questionando o que consome, o que as pessoas ao seu redor falam, você não tá pensando, você está sendo programado.
E na vida adulta, meu amor, quem não desenvolve pensamento crítico, acaba vivendo uma vida que não escolheu. E neste episódio, eu vou te mostrar como retomar as rédeas da sua mente. Você vai aprender a identificar manipulações baratas e filtrar esse excesso de informação para sentir finalmente aquela segurança de quem sabe exatamente no que acredita e por acredita.
Hoje a gente vai aprender a pensar para não ter que só obedecer. Olá, seja muito bem-vindo ao Descobrir Depois de Adulto podcast que vai te conduzir por esse caminho de meu Deus, assim na direção da vida adulta, buscando assim autoconhecimento, com leveza. Às vezes eu vou te dar um chacoalhão, às vezes vou dar um puxãozinho de orelha.
Mas tudo de uma forma que seja o menos traumático possível essa transição pra vida adulta. Meu nome é Andreia Chociai. No Instagram e TikTok também temos conteúdo que vão te ajudar nessa caminhada.
Então aproveita e já me segue por lá. Você sabe que a gente cresce com umas falas, eu pelo menos cresci ouvindo muito isso, de que o pensamento crítico, uma pessoa que questiona demais algumas coisas, algumas ordens, alguns porquês, que essa pessoa era uma pessoa muito do contra. Ai, não gosto eh de, pô, é tão difícil conversar com a pessoa porque parece que ela é sempre do contra, ela sempre tá questionando porquê, ela tá sempre querendo entender.
Poxa, uma pessoa tão difícil. Então a gente acaba entrando quase que num efeito de boiada, de manada, de que a forma mais fácil de nos tornarmos uma pessoa digerível, ou seja, e a gente tá sempre buscando uma aprovação social, mesmo que inconscientemente, a gente vai acabando aceitando algumas coisas tal qual como são, para não ser do contra, para não ser essa pessoa difícil. até questiona e tal, mas se segura na maioria das vezes, mas a verdade é que estamos sempre meio que controlando para não ser tão difícil.
Pelo menos algumas pessoas, na verdade assim, pelo menos a maioria, algumas rompem esses estereótipos e tem um pensamento muito crítico e são questionadoras e tudo mais. Só que desenvolver o pensamento crítico, aquele pensamento que não aceita tudo, um pensamento que eu não me limito ao que está sendo falado, mas tento entender o porquê e de onde vem, é a nossa maior defesa contra todo tipo de manipulação e até de um certo cansaço mental, porque é muito difícil a gente ter que ficar buscando eh ter formar uma opinião sobre tudo. E existe uma grande diferença entre formarmos opinião e dar a nossa opinião.
E é cansativo, ainda mais no mundo onde a gente tem tanta informação circulante, parece que hoje eh ter que ter uma opinião com uma enchurrada de pessoas falando uma coisa aqui, outra ali. Então num dia a creatina é o suplemento mais incrível que alguém pode consumir. No outro, ai creatina nem é tudo isso, você pode viver sem a creatina.
Então você fica meio que assim, nossa, eh, o que pensar, o que achar? Então, ter o nosso desenvolver o nosso pensamento crítico é daquelas habilidades que vão evitar a manipulação, seja ela emocional, seja manipulação de mídia, seja manipulação de grupos, ã, até espiritual, eh, e também evitar esse cansaço mental. Antes da gente entrar mais profundamente e hoje eu sugiro muito, se você tiver um caderninho, se você tiver uma canetinha, eh nós vamos mergulhar um pouco profundo nesse tema hoje.
Eh, não vamos ficar no raso, tá? Este é um tema que se você tá me escutando, eu gostaria que você tivesse me escutando. Não é aquela coisa assim, talvez fazendo um cárdio, eu gostaria que você pensasse, que você analisasse.
E antes de mais nada, na semana passada puxei a orelha de vocês em relação à meta fitness e dei uma dica de caça que era o short serotonin da dona Insider, que é aqueles shorts que tem a parte grudadinha embaixo e tem o mais soltinho por cima. maravilhoso, antiodor, respirável, com cores maravilhosas. E aí eu não posso esquecer que eu tenho aqui os meus cuequitas, tenho aqui os meus tamanquetos que vocês não ficam de fora aqui na minha seleção.
E hoje eu selecionei um lançamento da Insider para vocês, homens que me escutam. É a camiseta Trainim, uma camiseta desenvolvida para você não passar calor nos momentos em que está fazendo seus exercícios físicos. minimalista, chiquíssima de tudo.
Só que ela também, ela tem uma respirabilidade absurda. Então você não vai, não é aquele tecido que vai ficar te esquentando enquanto você está fazendo a sua prática. Ela é de poliamida texturizada, gente.
Poliamida, sempre busquem tecidos de poliamida para o treino, porque é mais respirável, tem conforto térmico em todas as estações, na época fria, na época de calor. E ela também tem uma modelagem um pouco mais ampla, tornando uma peça que não vai ficar te irritando enquanto você está se exercitando. Serve pra corrida, serve para treino funcional, serve para uma caminhada.
Desde assim, vou suar muito, não vou suar tanto. É a camiseta perfeita para vocês, meus meninos. Vou deixar o link aqui embaixo que já aplica o nosso cupom adulta, que neste mês é dinâmico, ou seja, 20% de desconto para quem não é cliente, 10% para quem já é cliente e ainda pode ser muito mais porque temos descontos no site.
Então você corra, aproveitar e apoiar quem apoia a existência desse podcast. Bom, vamos lá então. E aqui eu quero muita atenção.
Se você estiver fazendo uma outra coisa, eu sugiro muito que você preste atenção, porque hoje vamos ensinar você a pensar. Hoje a ideia é, eu quero pessoas aqui pensantes. Já falo isso em com licença, muitos episódios, tá?
No podcast, sempre instruo muito para que vocês desenvolvam as suas próprias opiniões, eh, fazendo muita força para que a maioria delas não sejam opiniões burras nem rasas, tá? Então, por exemplo, quando eu trago os temas aqui, vejam que é sempre uma visão muito ah que eu tenho com base nas minhas referências e nas minhas vivências. Este aqui é de longe, assim, um podcast científico, eh, pautado em estudos, não.
Esse aqui é um podcast com base nas minhas vivências. É, é um podcast com base em experiências. Por isso que eu sempre sugiro, óbvio, que algumas coisas não vão servir para vocês, que a realidade de um é diferente da minha e tal.
Então, absorvam a ideia central. O que que acontece muito nesta? Por que que eu quis falar sobre pensamento crítico?
Nessa semana, no final de semana, acho que foi, eu postei um vídeo no meu Instagram e veio um comentário, como já aconteceu em diversos outros vídeos. Ai, eu adoro seus vídeos. Eu concordo com a maioria desses vídeos, mas desse eu não concordei.
E aí a pessoa tce uma dissertação de mestrado dizendo porque ela não concordou, tá? Aconteceu uma, aconteceu duas, aconteceu três, algumas pessoas vieram no direct, algumas vem, se dão o trabalho de trazer um contraponto, trazer a visão delas e tudo mais. Então assim, eh, eu, eu na quando muitas pessoas vêm me dizer isso, tá faltando clareza da minha parte.
E uma coisa que eu disse até nos meus stories foi exatamente isso, pessoal. Aqui e eh o tanto meu Instagram, TikTok, podcast, é a minha opinião, com base na minha vivência, com base na minha experiência, que pode ser diferente da sua visão, da sua vivência, da sua experiência. Tá tudo bem você me seguir no podcast, você me seguir nas redes sociais e não concordar com todos os meus vídeos.
Na verdade, eu acho isso extremamente saudável, você entrar aqui e não concordar com os vídeos. Eu acho saudável você não dar OK em todas as minhas opiniões, porque quer dizer que você tem as suas opiniões. Andreia, mas que que eu faço?
Eu concordo com tudo. Então estamos batendo. Então somos pessoas talvez um pouco parecidas.
Vivências, nenhuma experiência individual, né? Então assim, não quer dizer que não tenham, mas é saudável que você concorde em partes, que você sei lá, André, concordo com 50% dos seus, pô, tá show e tá show você discordar se você fizer isso com educação, tá? Então, está tudo bem.
Só que quando é esse tipo de comentário começou a surgir em paralelo com outro tipo de pedido, que é muito das pessoas assim: "Andreia, faz um vídeo falando eh sobre, por exemplo, a Sara do BBB, eu queria ver a sua opinião. " Andreia, faz um vídeo falando de pessoas XPTO que eu queria saber a sua opinião. E então quando eu junto é esses comentários das pessoas quase que pedindo perdão porque estão discordando de um vídeo meu ou pessoas pedindo muito a minha opinião sobre as coisas, eu vejo que as algumas pessoas estão carecendo de ter as suas próprias opiniões e às vezes gosta tanto de uma pessoa, se identifica tanto com a pessoa que talvez quer ter a mesma opinião que ela.
Tá tudo bem você querer entender a minha opinião para ver assim, será que eu me identifico mesmo com a Andreia? Queria saber a visão dela nessa situação. É show, só que você já tem a sua opinião sobre isso ou ainda é muito confuso?
Ainda é muito nebuloso? Eu tenho um outro podcast que se chama Dentro da Baleia e é um podcast estritamente cristão. Então lá é só leitura da Bíblia, é só eh componente cristão, é só entendendo, explicando evangelho e tal.
Não é autoconhecimento, é espiritualidade, gente. E especificamente falando da fé cristã. Todas as vezes em todos os episódios, se não em todos, 99.
9% 9% dos episódios. Quando eu faço a leitura de uma passagem e eu explico uma passagem, eu digo: "Eu, por favor, façam perdão essa leitura a vocês. Façam as suas próprias interpretações.
Por que é que eu estou dizendo isso? A palavra de Deus, ela é viva e eficaz. Isso quer dizer que eu vou ler uma mesma passagem 30 vezes e ela pode falar de 30 formas diferentes comigo e da mesma forma pode falar comigo de uma maneira e com você de uma maneira.
Então porque Deus ele usa essa palavra para que cada um dentro do seu próprio entendimento coloque e aplique aquilo na na sua vida. O que que acontece? Muitas pessoas vão lá, seguem os seus pastores, vão na igreja, não fazem a leitura da palavra e acabam tomando para si a opinião humana de outras pessoas, não levando em consideração que o seu pastor, por mais maravilhoso e ordenado que seja, é um ser humano e pode errar.
A visão dele pode não ser a mesma que a sua. E aí você vai tentar encaixar na sua vida e vai virar um bitolado e vai virar um cara maluco. E vai virar um cara como a gente vê aí muita gente que, pelo amor de Deus que acaba.
Eu falo Jesus, Deus é top. O que acaba com o trem mesmo é o fã clube, é a galera bitolada, é a galera alienada. E geralmente é uma galera que não vai à luz da palavra, mas vai seguindo uma pessoa que fez uma interpretação e às vezes errônea da palavra, porque somos seres humanos e a gente tem essa tendência de interpretar muito aquilo que nos convém.
Então eu sempre digo em todo episódio, aqui tá a palavra, eu leio a palavra, mas abre a tua Bíblia, leia e peço pro Espírito Santo te dar discernimento para entender aquela palavra e fazer a sua interpretação. E aí eu vejo então que as pessoas têm essa, é meio que um cansaço de ter que ter uma opinião sobre tudo e uma preguiça e aí você acaba chegando naquele momento com tanta informação, eu falo que é uma obesidade, uma obesidade mental, porque é tanta informação e parece que cada um tá falando uma coisa que que dá um certo cansaço até desenvolver a nossa opinião, o nosso pensamento. Quantos de vocês aqui já não se sentiram e eu não sei mais em que que acreditar.
Cada hora alguém me convença de um treino diferente. Cada hora alguém me aparece com uma dieta milagrosa. Cada hora alguém me aparece com um investimento maravilhoso que aquele que você tava fazendo e que eu tava falando tava errado.
Agora o maravilhoso é esse aqui. E isso acontece porque desde cedo, desde muito novo, todos nós somos ensinados a decorar. A gente não é ensinada a filtrar.
Nós não somos ensinados e nem incentivados a fazer as nossas próprias eh interpretações, a filtrar as informações e e e colocar aquilo que de certa forma se aplica na minha vida. Então a gente vê cada vez mais e com mais informação parece que um emborrecimento coletivo. Às vezes eu me pergunto, cara, nós somos a geração que tem mais acesso à informação.
Eu tenho a informação na palma da minha mão 24 por hora, 7 por 31 dias, todos os dias do ano. Eu tenho informação. Eu me lembro de ter que buscar informação na biblioteca municipal ir atrás da enciclopédia e e aquilo era o máximo de informação que eu tinha sobre o tema.
E hoje não, eu tenho acesso a todas as bibliotecas do mundo, eu tenho eh grandes professores acessíveis falando sobre aquilo. E existe quase que um emborrecimento coletivo porque vem essa ideia de que o pensar é cansativo. Eu não sei nem por onde começar a estudar.
Eu não sei nem como como buscar a informação. As pessoas elas têm a dificuldade de buscar a informação. Em paralelo, nós vamos ao mesmo tempo ficando com medo de ser uma pessoa difícil.
Ah, porque se eu questionar, porque se eu perguntar, porque se eu tiver uma dúvida. Eu lembro que quando eu dava aulas, eu eu já começava a ver um movimento meio assim, sabe, das pessoas, dos alunos. Eh, hum.
nunca questionarem. Então eu passava informação, eu falava e eu não tinha assim, era muito raro um aluno que olhava para mim e dizia assim: "Mas professora, não faria mais sentido assim, assim assado? " E aí a gente vê o ensino convencional, ele não é, ele não incentiva a gente a pensar quanto mais a filtrar a informação.
É aquilo que o professor tá passando, a gente que engula, que aprenda, vai ser daquele jeito. Então nós não temos esse estímulo. E o pensamento crítico, para você entender, ele não é só para você criticar o tempo inteiro, tá?
Pensa no pensamento crítico como se ele fosse um, ele ele é o porteiro da tua cabeça, tá? Então ele é um grande filtro, ele é o cara que não vai deixar qualquer pessoa entrar. Se eu não tenho pensamento crítico, logo eu não tenho esse porteiro da minha mente, a minha porta está sempre aberta para fake news, pra tendência de consumo, pra opinião dos outros e fazer uma bagunça na minha cabeça.
O pensamento crítico é quando eu estou vendo uma tendência de consumo e ele vai falar para mim: "Beleza, como diria a minha mãe, pode ser moda. " Nem toda moda é moda pra gente. Ela sempre falava isso.
Então vinha uma nova tendência lá do, deixa eu ver, uma moda que não me pegou de jeito nenhum. Aquelas piranhas de flor no cabelo. Teve um um burburinho assim.
E aí a minha mãe falava: "Nem tudo que é moda pros outros é moda pra gente". É um pensamento crítico. É logo desde cedo sendo colocado isso, graças a Deus dentro da minha casa de todos os lados sempre foi muito incentivado a não aceite o status.
pergunte, tire suas dúvidas, veja se não tem outras maneiras de fazer. Então, sem esse porteiro na nossa cabeça, a gente aceita tudo e aí entra nessa obesidade mental de excesso de informação, de excesso de imagens. E aí você já não sabe se você pensa e está consumindo porque você gosta ou porque você foi eh viu demais nas pessoas e acha que tá todo mundo usando e como ser humano quer fazer parte do todo.
Você não sabe se o que você pensa, por exemplo, se o que eu penso a respeito do treino de bicicleta é o que eu realmente penso ou é o que o meu treinador pensa ou é o que eu, um blogueiro que eu sigo tá falando sobre. Então eu não, eu só aceito. E aí a minha cabeça aos poucos ela e ela vai ficando essa bagunça.
E aí essa falta de pensamento crítico, a falta desse porteiro, dessa barreira na na minha cabeça, faz comprar, por exemplo, desejos que não são nossos. No último episódio, inclusive, eu tava falando isso sobre a comparação, como a gente acaba olhando pro outro, a gente vai acreditando que aquilo é uma verdade, porque a gente vai aceitando passivamente que o sucesso é aquele padrão que tá todo mundo vendendo, que tá todo mundo falando, sem questionar se aquilo serve para mim. durante muito tempo lá, que foi o tempo do marketing digital, eu achava que o sucesso para mim era ostentação, carrão, casona e tal.
E hoje eu olho pra minha realidade, falo, cara, isso não tem nada a ver comigo, nada. Mas eu tava sem pensamento crítico. Foi o momento que eu falei, inclusive no episódio, eu estava completamente alienada, eu não questionava, eu não perguntava, sabe?
Tem um outro jeito. É esse o único jeito mesmo? Não, eu aceitei aquilo porque eu não tinha um crio mental.
E aí, tá, Andreia? Beleza. Eu quero desenvolver pensamento crítico, eu quero ser uma pessoa mais seletiva, eu quero formar as minhas próprias opiniões.
Se você tá chegando aqui comigo, caminhando ao longo desse episódio, pensando isso, cara, eu tô muito feliz porque a minha meta tá sendo batida. O meu desejo eh com podcast, com os meus conteúdos, é estimular o pensamento crítico. Eu quero que vocês aprendam a formar as suas opiniões.
Eu vi um comentário de uma pessoa, ela falando assim: "Nossa, você é uma pessoa muito sortuda, porque o problema aparece para você e você sabe como resolver. Eu não sei como resolver, mas eu penso em soluções para esse problema. " E a verdade é que a gente quando não tem pensamento crítico, a gente começa a buscar nos outros soluções para problemas que são nossos.
Isso é falta de pensamento crítico, isso é falta de questionamento, isso é falta de, ó, se coçar e ir atrás daquilo que funciona somente para você. Eu tenho três pilares que me norteiam todas as vezes que chega uma informação que talvez comecem a me falar que é o ah é o que todo mundo tá fazendo, você deveria fazer também, né? Hoje assim para mim é primeiro pilar é a pessoa que está falando isso.
Quem está me passando essa informação? Por que ela está passando, ela ganha alguma coisa com essa informação? Aqui você já vai eliminar muita gente, principalmente influenciadores.
Aqui quando você olhar e falar assim, essa pessoa tá falando isso mesmo, porque ela manja, entende muito, ou ela manja, entende muito e tem um ganho financeiro com isso, ou ela não manja patavina nenhuma, mas tem um baita ganho financeiro com isso. Então, se você entender interesses e vieses das pessoas, quando elas vêm falar com você, você já faz uma grande barreira. Pera, pera, pera, pera.
Eu tá, eu tô, essa ideia me veio. A pessoa tá falando que o certo mesmo aqui é tomar creatina todo dia. Essa pessoa ganha alguma coisa se eu comprar a creatina, porque daí ela tem um cupom, olha, milagrosamente ela tem um cupom de creatina aqui, de desconto para comprar creatina.
Não tô falando que às vezes ela não tá falando de um benefício, mas pense criticamente. Bom, é, ela falou que tem os benefício, deixa eu dar um chat de PT aqui, deixa eu dar uma procurada no Google, deixa eu conversar com o nutricionista, né? Melhor pessoa para me falar sobre isso.
E aí, de fato, você vai lá, pode pegar, usar o cupom da pessoa, não tem problema. Então assim, tomem cuidado com o que vocês estão ouvindo, consumindo, qual interesse que aquela pessoa, o que que aquela pessoa ganha por estar falando aquilo para você. Tem um influenciador que eu gosto muito, influenciador de fitness, acho que ele é nutricionista, não sei, e ele fala e ele tem trazido muitas verdades, né, sobre suplementação, alimentação e tudo mais.
E eu vejo que o cara não tem um cupom de desconto, não tem uma marca que patrocina ele. Então eu é um dos crios que eu olho e falo assim: "Bom, aqui não tem um jogo de interesse, aqui é uma pessoa que tá realmente falando de um lugar que ela conhece, cita diversos artigos científicos. Então já para mim, no meu crio, já é uma informação que eu paro para escutar.
Já veio com cuponzinho de desconto, eu já coloco minha barbinha de molho. O segundo pilar que eu utilizo quando as pessoas vêm me passar uma informação, me contar alguma coisa, é isso é um fato ou é uma interpretação emocional? Veja, existe uma diferença abismal entre o que de fato aconteceu e como eu me senti com o que aconteceu.
Por isso é tão perigoso a gente escutar um lado só da história, porque provavelmente a pessoa está falando de um lugar que ela sentiu sobre a história e não a história de fato. Por isso, para contar uma história, às vezes a pessoa ela precisa ser tão neutra. para que ela não tenha nenhum tipo de sentimento.
Quando as minha, eu faço minhas consultorias, eh, e, e a consultoria, ela tem esse, esse essa intenção geralmente de ser a pessoa de fora. Eu não tenho sentimento por você, eu não te conheço, não faço ideia de quem você é. Então, se você me perguntar, eu não, não é o que eu sinto sobre, é o que eu estou vendo sobre, é o que você está me contando e tentando tirar ali um pouco o teu viés emocional sobre aquilo.
Então, primeiro de tudo, a pessoa ganha alguma coisa para est me falando aquilo. Segundo, tem muita emoção no que a pessoa tá me falando ou ela está de fato narrando um fato? ela tá me passando uma informação ou que ela sentiu a respeito dessa informação.
São tudo perguntas, galera, que vocês têm que fazer. Às vezes não é na hora que você tá tendo a conversa, ouvindo a pessoa, mas antes de tomar como verdade, ir fazendo essas perguntinhas dentro de você. Foi assim que eu deixei de seguir uma galera que eu jurava que era o santo graal do conhecimento.
Foi tendo jogo de interesse, foi vendo o viés da pessoa, vendo que tinha muita pessoa que tinha ali umas pinimba uma com a outra, então atacava o que a outra pessoa fazia e colocava dela como a mais e perfeita, incrível, mas na verdade era só para atacar, porque a outra pessoa falava de um outro jeito. E o terceiro pilar, e isso aqui vai muito para consumo e seria maravilhoso se vocês de fato absorvessem isso. Eu acredito nisso, eu estou querendo isso porque faz sentido, porque na minha realidade faz sentido ou porque todo mundo em volta tá acreditando ou tá comprando?
Gente, esse aqui é é é o o antídoto pro efeito manada. Hoje é muito fácil, tá? com fake news.
Fake news, aliado à falta de pensamento crítico e preguiça das pessoas de formarem opinião, a gente vê feito uma nada a todo momento, seja comprando coisas, seguindo pessoas, espalhando narrativas, espalhando boatos, contando histórias irreais, prejudicando outras pessoas, porque é esse combo. a pessoa tem preguiça de pensar, olha para uma pessoa que ela admira, absorve aquele sentimento, porque tem muita gente falando sobre aquela pessoa e segue exatamente o que aquela pessoa está fazendo. E aí começa a polarização.
E aí tudo que a pessoa fala verdade, mesmo os erros, não, eu passo pano porque ele é maravilhoso, porque ele é incrível, é assim que começa a polarização, a imização das pessoas consumindo conteúdo, acreditando em histórias. Então, pelo amor de Deus, o interesse das pessoas com muito dinheiro, o interesse político, interesses religiosos, eles vêm dessa de ter uma grande massa de manobra, de ter o maior número de pessoas que não pensem criticamente, que pensem iguais a ele. Qualquer pessoa que não pensa igual, a gente corta fora.
Um livro maravilhoso que eu li, mas é um livro muito difícil de achar porque eu achei ele num cebo, chama O Pássaro Ferido, do Jair Kozinsk. E ele é um livro que numa das partes ele fala, ele é uma metáfora, né, dizendo o quanto e eh pessoas, né, ali no caso é são a a os pássaros, mesmo sendo da mesma ninhada, da mesma raça, um por ser diferente, de uma cor diferente, de um jeito diferente, ele é eliminado porque ele é diferente. Então, pessoas que estão no poder, pessoas manipuladoras, são pessoas que que vão se apropriar de pessoas que não tm pensamento crítico.
Pessoas em relacionamentos há muito tempo com manipuladores são pessoas que não pensam por ela, que podem até ter já pensado em algum momento por ela, mas chega neste momento hoje e compra a narrativa da pessoa, defende o que a pessoa pensa, quer pensar como a pessoa pensa e aí vira uma grande um grande fantoche na mão dessas pessoas. Então, a gente precisa começar a olhar as coisas, comprar as coisas. conversar sobre as coisas.
Nessas três óticas, essa pessoa ganha alguma coisa? Ela tá falando de uma visão muito sentimental. Eh, tá todo mundo, é porque tá todo mundo fazendo e eu tô tomando isso como verdade, porque eu vejo na maioria das pessoas, então a maioria tá certo, então eu preciso ir com a maioria.
Não é isso que eu quero. Se tem uma das coisas que eu mais quero com esse podcast é que vocês pensem por você, que vocês, quando eu venho aqui e trago a minha visão, então quando eu trago, por exemplo, uma história minha e o que eu aprendi com essa história, porque o o o podcast é isso, né? Eu eu descobri depois de adulta.
São coisas que eu analisei depois de adulta. Que vocês tenham o seu descobrir depois de adulta, que vai ser diferente do meu. Pode ser parecido, mas é diferente.
Tem uma uma técnica que eu chamo a técnica dos cinco porquês, que me ajuda muito, principalmente com compras. Então, por exemplo, assim, ó, eu vejo essa caneca aqui. Daí eu falo assim: "Essa caneca primeiro por, né?
Eu quero mesmo comprar essa caneca. Tô precisando de uma caneca, né? Por quê?
Ah, eu quero comprar uma caneca porque, ah, eu não tenho, sei lá, eu vi que tá na moda, caneca cinza, tal. Por que que isso importa? Ah, porque, sei lá, porque eu quero me sentir integrada, porque eu quero sentir que tá com todo mundo.
Por que que você quer se sentir integrada? E aí você vai tentando responder racionalmente e não emocionalmente. No final das contas, vai chegar e fala assim: "Ah, realmente eu não preciso de mais uma caneca na minha vida só porque ela é cinza e só porque ela a galera tá comprando.
" Andreia, mas dá muito pensamento, eh, dá muito trabalho. é pensar queima fosfato, pensar dar trabalho, realmente é é formar opinião custa, vai exigir tempo, vai exigir, perdão, vai exigir dedicação, vai exigir que você não não E aí a gente vai consumindo essa cacetada de conteúdo rápido, de informação dentro de 5 segundos, de informação dentro de 30 segundos. E vocês acham mesmo vocês vão formar opinião com isso?
Igual as pessoas que entram aqui, ah, muito longo, rodeia demais, ela ela desenvolve demais. Veja, as pessoas não conseguem acompanhar o desenvolvimento de uma ideia. Elas querem que eu desenvolva uma ideia.
Elas querem que eu desenvolva uma ideia em 30 segundos, porque estão acostumadas a ter ideias desenvolvidas em 30 segundos. A, eu digo que vocês já estão na frente de muita gente, porque a galera que consome meu podcast, que tá aqui 20, 25, 30, casos, alguns até 40 minutos, são pessoas que estão sendo induzidas a pensar. Não é só narrativa, não é só uma historinha, é a identificação.
Eu recebi um direct essa semana, a mulher falando assim: "É engraçado, Andreia, eh, porque eu eu ouvi alguns episódios assim seus de como você e lidava com alguns problemas e eu pensava: "Não, não é possível, não, não é possível, não é possível, assim, não tem como a pessoa não deixar tudo atravessar ela e tal, não sei o que, n. " Até que ela conseguiu. Ela falou: "Foi tanto tempo ouvindo seu podcast, achando que aquilo não era possível, mas aí você falando tanto que era possível não deixar tudo atravessar, não deixar tudo levar para emocional, que ela falou: "Eu consegui finalmente".
E é isso. Eu quero de vocês isso. Eu quero gente inteligente.
Talvez esse seja dos episódios menos ouvidos, porque é um é um episódio denso, é um episódio difícil. obrigar vocês a pensarem, a obrigar vocês a estudarem mais, a de quando chegar uma informação, ah, chegou essa informação aqui no meu celular, antes de passar pra frente, fal assim, mas deixa eu dar um chat de apt aqui, deixa eu dar uma procuradinha no Google. Ah, deixa eu perguntar para quem sabe, para quem entende.
O Michael, ele ia fazer um um res esses dias e ele colocou lá uma frase. Eu falei assim: "Você tá falando sobre nutrição? você educador físico, você tem certeza dessa informação que você tá falando?
Daí ele falou: "Ah, eu vi um cara postando sobre falei: "Não, isso não é certeza sobre informação. Você tem uma aluna nutricionista, você pergunta para ela, pois ele perguntou, a informação estava errada. Ia já passar uma senhora vergonha, um papelão na internet.
Por quê? Porque acredita no que, ah, eu vi, tava viralizado um monte de gente lá. E é isso.
Eu não quero vocês assim. Eu quero que vocês pensem. E não é, o pensamento crítico não é sobre a sua área de domínio, não é pensamento técnico, não é eu falar aqui sobre engenharia, não é eu aqui falar sobre educação física, é eu pensar, é a informação que chega para mim, é é assuntos aleatórios, sabe?
Que chega para mim, eu não vou aceitar. Ah, mas eu não domino. Mas eu vou minimamente entender para não falar besteira.
ou vou me sentar e calar minha boca enquanto gente que entende do negócio de verdade está me explicando, está falando sem querer colocar ela acelerando em duas vezes o que ela tá falando e de fato tentar entender a visão dela. Isso já coloca vocês na frente de um monte de gente. E se tem uma coisa que eu quero de vocês aqui é vocês na frente de um monte de gente.
Eu quero vocês evoluindo, adulto, que sofra muito menos do que eu sofri, que que pague muito menos do que eu paguei, que seja diferenciado, que tenha repertório, que saiba conversar. Esse é o meu maior desejo para vocês. Titia ama, titia cuida.
Um beijo. Até a próxima. M.