E aí E aí [Música] E aí e quem sou eu talvez essa seja uma pergunta que nem sempre nos fazemos se pararmos para pensar na nossa identidade em como nos vemos como Queremos ser vistos podemos supor que identidade individual ou de um grupo é quase como se fosse o nosso passaporte para vida social o que está por trás dessa busca constante de nos reconhecermos de sermos reconhecidos em uma identidade o sentimento de pertencer a um grupo ou de sentir excluído por exemplo afeta a maneira como Nós pensamos Agimos sofremos como construímos nossos ideais e valores
e como as Profundas e aceleradas mudanças que têm ocorrido no mundo papéis sociais que antes eram claros e definidos vem sendo desconstruídos abalando as referências que costumávamos balizar para pensar sobre esse cenário reunimos em dois programas e reflexões da série desafios da identidade no mundo contemporâneo o Café Filosófico de hoje traz a primeira parte dessa síntese com os curadores e psicanalistas benilton bezerra Júnior e Jurandir Freire Costa a gente dois dos seus convidados filósofo Ricardo Timm e o físico Luiz Alberto Oliveira em e o processo de construirmos identidades de alocarmos identidades de reconhecermos o demo
transformaram as identidades tem a ver com um processo que inerente à própria mente humana próprio espírito humano a maneira como nós lidamos com a experiência de sermos no mundo e dos objetos do mundo que nos cercam que é o processo de categorização o processo de categorização é quase que impossível de ser evitado porque do ponto de vista digamos de Deus o princípio absoluto é o que que é o mundo o que que é a vida processo fluxo incessante mudança transformação nada é sólido de uma perspectiva cósmica afirmar que uma coisa existe segundo. É também de
alguma maneira afirmar o que ela não é a cada identidade implica a sua o seu negativo aquilo que não é definir os limites em grande parte daquilo que é a identidade ainda exatamente associada a uma hierarquia normativa valor ativa nós e e os outros na cristãos que são salvos e os infiéis que são condenados ao fogo eterno é gregos e bárbaros é homens e mulheres só recentemente tendo essa hierarquia sendo contestada a identidade permite que eu me sinta de uma determinada maneira eu tenho a razões para sentir e agir dessa daquela forma e mais importante
ainda porque ela dá autorização cultural em quase que inconsciente para que o outro haja contra mim ou em relação a mim de uma determinada maneira de uma maneira geral você se tornar humano eu nasci alguém tornar-se uma pessoa passa por você se constituir como tendo uma identidade como todo o processo que diz respeito à Vida subjetiva ele implica sempre e o sujeito e o seu entorno o sujeito e o outro nós todos de alguma maneira nos inserimos encontramos um lugar simbólico que faz de nós ao mesmo tempo receptáculos da cultura e promotores da sua preservação
e do Seu e do seu desenvolvimento toda a cultura precisa que aqueles que nascem nela se sintam partes dela para Que ela possa sobreviver falar de construção identitária é falar número um de um processo que vai muito além das escolhas e da experiência individual envolve necessariamente sempre o tempo todo outros humanos envolve o tempo todo o mundo linguístico mundo simbólico a cultura na qual esses outros humanos estão inseridos a ideologia do individualismo que deu origem a Direitos Humanos democracia e Central pois fiz a ser bando e o efeito dessa exacerbação a gente vê hoje tá
o individualismo virou um valor que às vezes se torna preponderante em relação à coletividade é preciso lembrar um outro ponto chave ao qual já me referi o fracasso das utopias do início do século 20 essas transformações todas as paralelas elas quebraram o fim das grandes narrativas lembre-se que até os anos 80 o mundo era bipolar do sentido de que havia dois grandes horizontes organizando Imaginário político e social econômico não é o horizonte do capitalismo do Mundo Livre e o mundo do socialismo da cortina de ferro também dependendo de como se quiser chamar havia De qualquer
modo horizontes alternativos que ruíram junto com o muro de Berlim tão o capitalismo e não e o capitalismo na sua versão atual neoliberal financeiro acertar Zoom O que é e ouvir as peças esvasiamento da capacidade de imaginação política é capaz de oferecer alternativas ao modelo global que organiza o mundo o que a gente tem dificuldade hoje te entender imaginar o que é que poderia ser um mundo que fosse completamente diferente desse que é hoje nos anos 60 muita gente imaginava com as suas utopias com como velas acesas essas várias tão meio apagadas EA única luz
que a gente imagina que ilumina as coisas essa desse mundo que tá aí isso teve pelo menos um efeito positivo foi que aquelas bandeiras da grande política do novo homem da nova sociedade fazendo água fizeram brotar as reivindicações desses grupos que antes tinham pouquíssima voz às mulheres os negros os deficientes os índios nos anos 60 Começam a surgir as suas alterna as identidades alternativas o mesmo que hoje em dia olhando meio hedonistas né hits mas eram propostas eram modos de vida alternativos nos anos 70 isso ganha uma conotação política fortes com o primeiro grande movimento
e talvez o mais importante de todo o século 20 o feminismo e decorrência disso todos esses outros movimentos é um intelectual um filósofo muito interessante chamado Coamo e a piá que ele chama atenção para alguns aspectos comuns de toda a identidade um deles é a de quem toda intensidade vem com rótulos e você ter um rótulo significa em primeiro lugar que você aprende regras para aplicar os rótulos E essas essas esses rótulos Claro tem efeitos efeito sobre o próprio indevido e passa se olhar no espelho ganhando isso e tem também exigências eu para poder ser
x preciso me comportar para ser reconhecido pelos meus pares e para ser conhecido e o segundo. Importante é que a identidade constrói um lugar no mundo ele ele ele ele dá qualquer pessoa um sentimento fundamental no ser humano que é o sentimento de pertencer sentimento de pertencer ao nós e fazer parte de uma comunidade e não ser um de não ser uma auto care sun excluído Total isolado um retirante esse pertencimento ele tem uma explicação e também razões para você ser o que você é e para que se haja com você do jeito que se
deve agir mais uma das coisas interessantes que nesses últimas décadas representou é que às vezes aqui a adoção de um rótulo e Ela implica um efeito positivo para própria pessoa dou um exemplo o autismo durante muito tempo era uma categoria diagnóstica considerada terrível médicos estavam em falar com os pais que achavam que o filho era autista hoje em dia você sabe as realidade é completamente diferente e uma das coisas mais interessantes de se mostra a complexidade e riqueza desse fenômeno da identidade é que você tem que testemunhos de artistas escrevem narrativas pessoais e mostram como
o momento em que eles adotaram a identidade que eles caíram a ficha eles não adoram entendo a minha vida entendo meu jeito de ser é porque eu sou autista Qual o efeito performativo altamente positivo que tem além disso a mais duas coisas que eu gostaria de falar que são algo que é uma palavra que se vocês não vai cês vão ouvir bastante que deve interseccionalidade é a ideia das interações as cidades as identidades elas não tem essências elas não têm excesso você a gente fala assim mulher bom esse mulher uma coisa você ser mulher branca
de classe média outra coisa você é mulher branca pobre outra coisa você negra de classe média a diferença de você ser negra morando na periferia isso vale para homens e desse lado para tudo tudo todas as identidades ela se desdobram esses isolamentos implicam em primeiro lugar isso a gente deveria estar atento ao elas implicam o reconhecimento de que pensar essencialmente sobre identidades é o primeiro arquivo não existe o negro a mulher O Judeu o brasileiro esse rótulo implica dentro dele uma pluralidade uma diversidade que a gente precisa contemplar essa discussão Então ela tem a ver
com a outra expressão muito corrente hoje em dia que é a questão do lugar de fala é reivindicado pelo movimento negro sobretudo e que muita gente critica pelo fato de achar que isso significa a exclusão de sujeitos cujas identidades não são aquelas sobre as quais eles estão falando isso é uma crítica a meu ver equivocada é a ideia do lugar de fala primeiro não tem a ver com questões individuais não é o fato de que alguém individualmente teve o seu a sua voz silenciada mas é uma é uma uma noção que permite que a gente
começa a adentrar uma discussão sobre Quais são as condições estruturais que fazem com que certos grupos não tenho voz certos grupos simplesmente não apareçam para falar desse e muitas vezes precisam da intermediação de outros quando eles próprios poderiam falar na primeira voz e não por intermédio de outros essa discussão inestimável a discussão indiscutível e sobretudo num país como o nosso o Brasil é um país doar para um país atrasado a um Paraíso Selvagem um país violento isso se expressa no silenciamento que ainda vem nos últimos poucos anos começa a ser contestado pela força desses movimentos
e dente a nossa sociedade no próximo bloco são pessoas desgraçada que circula que transitam tem um ponto de amarração sem vínculos emocionais de porte esse exército essa legião do indivíduo área de palavra eles são presa fácil de autoritarismo e totalitarismo eles buscam o tempo inteiro um lugar no mundo [Risadas] a pouco mais de 50 anos identidade era algo dado determinado hoje podemos construí-la se por um lado muitos que não tinham fose direitos reconhecidos conquistaram seu acesso à cidadania por outro ouvi o acirramento das Diferenças cada qual se reconhecendo entre os seus e querendo excluir o
ovo o diferente o que acontece quando sentimos que perdemos nossos veículos nossas raízes quando vivemos eu acho que abalam a percepção de quem somos [Música] e a identidade Então ela tem um aspecto estrutural e um aspecto histórico-cultural e o aspecto estrutural é aquele que é comum a todos nós ele é formado por duas dimensões a dimensão que a gente chama de ipse de y idade é que nos fornece a experiência de que nossa existência é única em meio a unicidade de outras existências é por assim dizer uma unidade no espaço unidade diferencial com outras unidades
EA dimensão idem o a dimensão de mesma idade é aquela que nos dá a unidade no tempo apesar das mudanças que nós sofremos mudanças físicas de gosto de profissão de estados sociais né a dimensão de mesma idade é aquilo que faz o que a gente acha que é o mesmo o pense que é o mesmo os 4 anos de idade até a morte quando se morre merecido e a identidade tem na dimensão ipseidade de unidade uma da sua região de conforto uma da sua região de equilíbrio de o outro aspecto aspecto histórico-cultural e se não
é comum a todos nós Esse é localizado geográfica e historicamente e essa localização histórico-geográfica é a localização que eu vou falar aqui da cultura ocidental na qual nós somos socializados e a dimensão entre identidade privada identidade pública e a identidade pública é a identidade que a gente partilha com os outros ou pode ser partilhada lógica ou empiricamente a identidade privada pelo contrário é o espaço de liberdade de cada um é ali onde sua idiossincrasia predomina a identidade privada é o espaço da imaginação da particularidade afetiva cognitiva e intelectual é ali onde você respira onde você
ganha densidade onde você sai da luz do público e vai reencontrar consigo de uma maneira que a única essa identidade privada Por isso mesmo dificilmente pode ser partilhado isso dito o desenraizamento como eu estou usando agora é um desenraizamento muito voltado para a ideia do desenraizamento psicológico transferência psicológico do indivíduo os desenhos aumento nesse sentido Essa é a experiência de perda de Lincoln em uma determinada forma de vida é quando os mecanismos básicos de ajuste e de reconhecimento desse acabam sendo desestruturados desorganizados é a maneira pela qual o enraíza mento a maneira pela qual não
enraíza mento a gente se reconhece como um que é semelhante a outro um que é diferente do outro em suma todo esse conjuntos de hábitos de percepções que nos fazem saber que a gente é um outro é o outro que os dois consente Em tais ou quais prática de viver cotidiano mas que a gente espera e aposto um pouco na fidelidade na benevolência na previsibilidade de certo gesto esse conjunto de atos e gestos cotidianos que nos fazem perceber no meio absolutamente familiar pois bem a gente pode pá é de várias maneiras isso pode sofrer um
terremoto a perda desses vínculos e a gente ficar como que flutuando é o que eu tô chamando de desenraizamento arent ela dizia que o desenraizamento significa a superfluidade e o estado de isolamento e solidão que a sociedade de massa com a produção capitalista produz é como se aquilo que foi sendo EA produtividade crescendo ela foi desfazendo os estamentos foi lançando os indivíduos numa espécie de imprevisibilidade absoluta eu e mais do que isso foi fazendo com que alguns se sentissem como absolutamente redundante eles estão na margem de uma sociedade né são grupos de pessoas órgãos de
pessoas que estão absolutamente fora do circuito cultural e intelectual etc e que tem muito pouco abrigo para qualquer coisa que ratifique que legitima a identidade que eles podem cortar São pessoas esgarçada que circulam em que transitam sem um ponto de amarração sem vínculos emocionais de porte esse exército essa legião de indivíduos ordens falava eles são presa fácil de autoritarismo e totalitarismo e eles buscam o tempo inteiro um lugar no mundo coisa que a gente vai ver muitas vezes o líder autoritário demagogo promete a classificação da vaga é outra ela pensava no desenraíza mesmo sobretudo como
causador de três grandes fenômenos culturais que tinham Impacto individual grande um ela chamava a desordem o outro meio de outra insegurança basicamente a desordem é o estado social que lhe impede de fazer aquilo que você sabe fazer o seu melhor talento que lhe impede de exercer o seu dever que você estava habituado que devia ser feito o medo vem da desproporção de força entre alguém que é intimidado e paralisa a sua actividade na vida pelo ameaça de violência do outro finalmente a insegurança vem da a imprevisibilidade da sociedade desorganizada ou então pela imprevisibilidade do Chefe
autoritário quando já tá vivendo sobre em uma vez que produz foi insegurança esse tipo de angústia que a gente sofre também é um tipo de angústia especial EA que eu acho que foi ele tem muita coisa dizer em suma quando eu sou frustrado sexualmente a angústia que aquele gera ela pode ser recapturado e transformado em alguma coisa que me dá um prazer Um prazer substituto Talvez diminuto mas ainda dorme do prazer no que concerne a angústia e diz sobrevivência aquilo que ameaça sobrevida o que faz chamava de pulsão do Ego o destino é outro não
há substituto em vez de prazer eu tenho dor o ou seja o objeto perdido não há como recuperá-lo exceto por um esforço por uma violência pessoal por uma espécie de trabalho dobrado no sentido de curvar de contornar a dificuldade pode ver qual é a minha hipótese a minha hipótese que é no desenraizamento a identidade de raizada ela se vê ameaçada por algo dessa ordem é como se o sujeito imaginasse o científicos né que ele tá tendo privado de qualquer coisa que é sua própria vida pode ser a vida física ou vida moral no terreno da
Sobrevivência Como eu posso ser e o que eu posso ser e como é que eu vou existir como é que eu vou ter experiência de continuidade da minha resistência e com que predicados e quais maneira é uma coisa de Base é uma coisa que sou uma ameaça à ordem de tal e como ameaça à ordem digital isso também aciona defesas esse caso da angústia de sobrevivência da angústia de contrariedade da porção de ego da angústia de autoconservação você vai ter defesas que eu repito são muito mais complicada muito mais difícil de você resolvemos passo da
Cultura né primeira defesa que a ração de ódio o objeto me frustra não substitui ele por outra coisa eu odeio eu quero determinado física ou moralmente a outra grande defesa é a defesa de repetição do trauma eu invoco trauma para que para poder com Evocação eu tenho o caminho que me transformar isso é capaz de suportar aquela dor porque como eu era o da maneira como eu fui a gente tem que acreditar que aquilo é absolutamente inassimilável é outra grande um forma de defesa da angústia de separação ou angústia de abandonar a outra grande forma
defesa que existe também né é a regressão imaginária a um estado anterior da vida ou da Cultura em que eu acredito que se eu voltar eu vou poder viver de novo numa espécie de reino encantado onde o trauma do desenraizamento não existe claro que essa recuperação do passado né ela ia com recuperação idealizada evidentemente reprodução fantasmático ela não mentira do presente nem das dificuldades e das adversidades dos obstáculos que eu tô vivendo você também e finalmente o último né que o chamaria mecanismo de defesa contra cuja sobrevivência e que eu acho pela extensão e pelo
alcance o mais nefasto é eu erotizar de maneira paroxística uma pessoa ou o ideal que eu fantasio como onipotente e capaz de me proteger da ameaça de morte essa pessoa é o líder essa pessoa é o fio essa pessoa é o Salvador essa pessoa eu abro mão da minha individualidade para fazer com que ela magicamente reabsorve insignificância ou fraqueza e eu me de lua e ganhe A magnificência ganhei A grandiosidade falsa que aquele ídolo verdadeiramente idolatro ele ídolo magicamente vai poder suprir ou compensar e olha o custo humano da angústia produzida pelo desenraizamento eu acho
gigantesco no próximo bloco a sociedade tensa teza rígida precisa desesperadamente de bodes expiatórios E aí nós precisamos também de Ídolos e essa história é muito velha uma identidade que se vê desenraizada pode se sentir desamparada e consequentemente ameaçada e validade Projeção de ordem do latria São algumas das reações humanas frente angústia do sisan param são reações que nos últimos tempos tem-se multiplicado e agravado a convivência social com uma história o passado da nossa civilização deixou marcas na identidade que estamos construindo no presente a todos nós temos um pé no século 20 não então nós somos
20 do século 20 estão sobrevivendo o século 21 a tendência sentido é importante a gente perceber que nós somos frutos de algo que a gente pode chamar de um século esquizofrênico nessa leitura cultural que a gente pode fazer remontando por exemplo ao início da modernidade mas mais focadamente a partir de meados do século 19 nós temos uma grande crise das representações uma grande crise das ideias então algumas quase certeza que nós temos a respeito de uma ideia de individualidade essa individualidade que surge na modernidade da própria ideia de sujeito quem é o sujeito subjection aquilo
que está por baixo mas sempre a palavra subir é que eu já está por baixo sustentando essa própria ideia começa a ficar cada vez mais Nebulosa e complicada a descoberta de folga nos traz a consciência elementos que conspiram no nosso na nossa formação nós é muito humano desde regiões as quais não temos um acesso racional tão simples pelo menos fosse Lucas ou seja nós temos impulsos nós temos uma série de condicionantes que é muito difícil para nós mesmos conseguimos localizar e isso vai nos obrigar revermos Então essa esse ideal lógico das ideias Claras e distintas
trazendo para assombrá-los ideias obscuras e indistintos talvez quase como o sonho né pode assombrar vigília e é isso significa que há uma crise de alicerces da própria da própria próprio modelo de civilização ocidental que nós estamos ao mesmo tempo né com aquele impulso extraordinário da ciência a ciência está se desenvolvendo uma forma inacreditável e ciência aqui não apenas enquanto saber mas enquanto tecnociência ou seja aplicabilidade das seguintes cidades e são então descobertas e apropriadas e por outro lado nós estamos com essa situação digamos assim de uma espécie de fragmentação de uma espécie de enfraquecimento do
sentido de realidade das pessoas é o fato é então que nós estamos uma época profundamente disfórica não é o contrário de eufórico contar o contrário de uma época onde as pessoas vêm facilmente os seus objetivos onde ele vem os sentidos das do seu fazer num alcance razoável os seus uma época onde isso está sendo profundamente pessoal e nós estamos Então isso é vidente do mar fica com muito medo Esse é um componente essencial que está na cultura e há muitos anos Ele é natural ele sempre funcionou Nós não precisamos aqui pegar né o mal-estar na
cultura do Freud para relembrarmos todo esse processo é esse mal-estar que nos acompanha nesse processo de criação de Cultura mas ele está cada vez mais presente cada vez mais em controlável evento Não é medo e De nada meu de medo qualificado e aqui a gente vai usar sempre a expressão medo do todo medo é medo do esse eu tenho medo de adquirir uma doença a doença nesse sentido o outro do qual tem medo se eu penso que xyz podem vir a me atacar então eles são o outro é a fórmula e nós sabemos esse nós
conseguimos induzindo uma determinada população uma dimensão pública essa população seja ela animal ou humana vai fazer coisas que seria completamente inconcebível de pensar se não estivesse naquela situação o nosso já estão numa situação Pânico nós precisamos desesperadamente da Inimigos o que que são inimigos ele é mais remota a tradição além de inimigos eles são bodes expiatórios a sociedade e pensa pizza rígida precisa desesperadamente de bodes expiatórios E aí nós precisamos também de Ídolos e essa história é muito velha e muito antiga a ancestral a primigênie Ídolos desde aquela ideia do bezerro de ouro nós construímos
algo e Adoramos o que consciente e isso é a melhor concepção a melhor definição de Campos assim rápida da idolatria que o ídolo é a contraparte do Pânico e do medo eu não tenho medo não tenho não precisa de quem tem medo tem que ter um ídolo de algum modo legítimo o medo e vocês entendem Que Nós entramos um círculo infernal e nós temos que desconstruir as lógicas de medo e proliferam proliferam à revelia da racionalidade nós estamos um circuito de doença circuito de doença oscilando entre as dimensões técnicas o medo atropelado e as dimensões
para assim dizer idólatras onde se investe alguma coisa da segurança que eu não acho em lugar nenhum portanto eu estou em processo de profundo sofrimento ou conseguiria nosso canal e melancolia se e sem necessariamente poder conseguir a se dar conta do que está acontecendo e esse é o pior tipo de sofrimento possível o que ele está trabalhando mesmo que nós não percebemos Essa é a questão relações estão doentes As Visões de mundo Estações tudo que a cultura gera está doente já está mostrando sintomas mas existe uma positivação da crise possível a positivação da crise a
utilização da crise no sentido da construção de algo Isso é uma crítica crítica é tomar a crise da a sério tomar a Cris a série e a partir daí estabelecer uma nova relação de realidade Talvez pensar a dimensão crítica da crise de identidade que tem que dar essa final quem sabe não é o caso da gente reconstruir a nossa ideia nosso ideal de identidade a partir da interpenetração da palavra identidade com as palavras exílio injusto quem sabe quem sabe isso nos ajuda a entender que esse medo que nós sentimos ele é o medo do outro
O que é um fofo e goza o que sofrimento porque eu estou numa sociedade perversa e o medo é sempre o medo do outro e o único que pode nos acordar desse pesadelo medonho do medo nem presente rosto quer outro é a realidade e nós vivemos em Mundos Paralelos nós vivemos em bolhas na auto-suficientes paralelas o que falta quem sabe não é um pouco mais né de confiança em nós mesmos fazendo sentido então de a descascar mas esse duplo está tão blindado protegido essa carapaça é que nos transformou então naquilo que é um sonho da
modernidade uma mônada uma bunda vão de cada um de nós é uma muda completamente isolada da outra mas que até pode relacionar-se as duas quiserem E aí surge por exemplo da época das Guerras religiosas o conceito de tolerância Você já viu que conceito medonha esse tolerância a gente porque porque eu só tolero aquilo que se eu pudesse eu não tô de haver tolerância significa eu misolo fico na minha que eu Fica na tua série A e esse não é um bom conceito nós somos frutos de uma modalidade que fragmentou a realidade humano que diz comum
dica alisou a realidade humana na proliferação da comunicação e diferenciada tá e nós somos Então os herdeiros dessa doença talvez possamos agora então fazer um levantamento dos Salvados e a partir daí é empreender né a alguns processos de desajuste daquilo que está excessivamente de acoplar nos nossos vezes se é certo se absoluto para que pensar ó quem vai quem sabe essa certeza nós somos defesa e tem uma paranoia aliás essa palavra dele ter sido muito mais usado para não é privada uma paranoia cultural que eu crio tudo em função desse caldo doentil né onde se
mistura medo a angústia paranoia histeria er versão a versão com o gozo A Lei e sabe um pequeno desencontro aí deixando o outro apareceu pela festa né naquele momento da coisa ainda não conhecida eu consigo mesmo faço explodir essa verdadeira que mera se desdobramento doentil que nos assombra de uma forma tão absurda então gente quem sabe identidade agora tomar um outro sentido é a relação e a única coisa que ele para tirar e o resto Então são encontro nunca houve antes a ter acontecer as outras cores já vem e formas diferentes talvez não precisa ter
medo de fazer identidade você consegue desocupar aquele pode o que ela ocupa para colocar ali uma multi diversidade uma multi convivência uma diversidade talvez a palavra bonita aí na alteridade tá então a luta editaria tem problema ela parece uma luta pela mesma identidade que está em crise e é mas uma luta pela multi de velocidade e não é a mesma coisa por isso se as lutas hoje tem chance de darem certo é quando ela se encontram não para se afasta então o paradoxo aí é aqui a coisa só existe realmente enquanto infinita diversidade mas ela
só pode ser abrangida nessa infinita diversidade quando ela se compõe de uma unidade compreensível Então as lutas identitárias tem que assumir a posição de lutas diversificadas onde cada um seja completamente diferente do outro é por isso que tem que ir além a própria ideia de tolerância e nós temos que ir além das ideias de lutas identitárias promoção reproduzir a lógica das moedas que é o que nós acabamos de tentar criticar que então nós temos que ter lutas multi diversificadas multi autoridades então para chegarmos a uma melhor identidade temos que diversificar profundamente né para conseguir então
chegar amar sinto um pouco maior quanto mais nós nós formos mais capazes de perceber ou não nós nós servimos e sendo assim essa identidade aqui tem que ser contaminada com a possibilidade de percepção do que não é nosso não nosso o ou seja Tem que haver uma contaminação que significa o reforçamento de uma singularidade no próximo bloco guarda você participar de comunidades isso investirá em experiências a que rompem Definitivamente a ideia de que nós estamos confinados a esse Contorno aquilo aí esse limite aqui novos arranjos afetivos novas estruturas familiares intervenções biotecnológicas transformações radicais nas experiências
do tempo e espaço promovidas pelas tecnologias de comunicação no horizonte atual não é apenas a identidade pessoal ou coletiva que está em questão é a própria identidade humana Afinal o que define humano é [Música] e os limites que definiam humano tão e desse exame somos hoje mestres do mundo quântico do mundo microscópico essa capacidade e fez com que progressivamente nós pudéssemos examinando dimensões cada vez mais minúsculas deslindando as relações constitutivas de todo tipo e sua arte e sistema no nível cada vez mais preciso que a vez mais microscópio hoje conhecemos não só os elementos que
me conhecendo a forma como ele se compõe somos capazes de intervir em cada um deles somos capazes de combinar os modelos inéditos em relação ao a própria a própria natureza podemos por exemplo alcançar um grau de sincronização e de congruência ou seja de fazer processo tem a mesma Cadência e ocorrerem simultaneamente sobrepostos um enorme precisão com o presente de ter na rede de GPS e os satélites que dizem para a gente o fração de segundo quando nós estamos com fração de milímetro onde Na lista então Vivemos um mundo da precisão e nada a localização precisa
a ocasião especificado como nunca uma viagem somos capazes de mapear tudo isso isso é muito importante capaz de mapear as arquiteturas as composições dos diagramas de todo tipo e sorte material em particular e todos os episódios de ser vivo em particular de todo tipo isso arte de nós mesmos a corda vocês que pouco mais de um século atrás o corpo humano era inteiramente opaco para você ver o que tem dentro de cortar pega a faca e corta hoje nós somos inteiramente transparentes essa capacidade de interagir nesse nível básico da Constituição de todo tipo de informação
material de todo tipo de organismo e agora na própria base da nossa capacidade de pensar nosso sistema nervoso nós temos cognitivo também ele aquela vez mais explorado também é de cada vez mais suscetível intervenções técnicas que vão fazer por exemplo que o sujeito sai da depressão ou quem sabe fazer um cliente na depressão eu sou um tipo de intervenção que é como se a nossa são técnica é bastante sobre nós mesmos bom então agora nós somos capazes de modificar de intervir em modificar de desenhar de programar os componentes do nosso próprio ser orgânico do nosso
próprio aparato cognitivo se você trata mais de próteses para agir sobre a exterioridade facas e pedras lanças é laços cestos para fora não agora temos capacidade de agir internamente o que está em processo é um novo patamar de complexificação da experiência humana e hoje o mundo cabe literalmente no bolso de cada um e a polícia distância instalou-se uma simultaneidade planetária hora nós somos bichos gregários nós só somos humanos porque nos constituímos no seio de uma coletividade agora temos uma possibilidade e socialização de novos meios de socializar literalmente sem precedentes começa a capacidade de você criar
amigos na Finlândia na Malásia na Patagônia se você nunca os viu pessoalmente mas de você os vive afetivamente bom então a extensão dos Sentidos leva junto a extensão dos afetos e nós estamos apenas no início Zinho dos impactos que esse tipo de mediação técnica pode nos ocorrer pode nos ocasionar e por exemplo muito brevemente vamos começar a operar chamadas realidades aumentadas esse tipo de extensão senso alho cognitiva vai fazer com que aquilo que nós entendemos que é uma pessoa que ela não certo sentido se multiplique e se deslocar Lise é porque todo mundo vai ter
muito ruim ficar só em muito lugar e todo mundo é muito do jeito que antes não podia ser Maria forma de ser mas agora não agora você é participar de comunidades isso investirá em experiências a que rompem Definitivamente a ideia de que nós estamos confinados a esse Contorno aqui a esse limite aqui não é o limite da pele esse mundo de seres deslocalizadas ele rompe com as ideias essenciais Nossa tradição de pensamento que a ideia de indivíduo indiviso e não unido coeso não multiplicado não dividido ao contrário nós nos multiplicar emos nós diz-nos devido haremos
em muitas modalidades em muitos nós e muitas conversas muitas ao mesmo tempo Isso é apenas um esboço do que vai começar acontecer na medida em que mais infundia vamos e esse processo parece aquele desse vídeo assim podíamos capacidades cognitivas os artefatos mas já em fundimos capacidade mecânicas depois capacidades sensoriais na capacidade mecânica já de um corpo sobre o outro capacidades sensoriais e amplificar os nossos sentidos agora vamos partir para a capacidade de cognitivas cada vez mais conversaremos com coisas estranho será assim nós não conversamos com a parede com a geladeira estudar começar acontecer sem que
a gente precisa dizer nada na geladeira sozinha vai saber que tá faltando super laranja vai Telefonar para o o mercado mandar essa piada da distinção entre sujeito e objeto cada vez mais sujeitos e sujeitos terão todos ou quase todos uma interface humana serão capazes de dialogar conosco mas ele tem não também uma interface própria Areia a humano sente Fátima já vivemos hoje em uma espécie de oceano digital tão enriquecido concorrentes vastíssimas de fluxo de dados à nossa volta nós não temos a menor ideia que está acontecendo com trazer uma percepção não faz parte do nosso
mundo próprio desarmado nosso mundo próprias senhas os instrumentos para aferir para sondar para experimentar essas outras dimensões que são constitutivas nossa realidade hoje todos nós dependemos para viver de que é o sistema não caia né então vejam as fronteiras entre o que era humano o que não era humano o que era portanto inumano não humano tão e acelerada dissolução nas duas vias nós exportamos humanidade por uma série de até fácil de coisas importantes se humanizam se aproximam né de nós e a mesma medida que isso acontece nós passamos a conviver EA dialogar com seres que
não eram da nossa nosso círculo nosso a nossa comunidade Qual é a tendência Ora se nós hoje somos capazes de entender vi lá no nível microscópio da Constituição dos componentes eletrônicos dos artefatos se nós somos capazes de intervir no livro microscópio dois componentes celulares de cada organismo das proteínas os DNA não sei o que é natural a previsão de que eventualmente esses dois tipos de intervenção produziram E aí e você terá o organismo combinado com o objeto com características com sistema a artificiais e parece que de vítreo nós estamos em vias de formar outro tipo
de comunidade outro tipo de vivência outro tipos de objetividade o tipo de condição interior de experiência do que é o mundo e do que é cada um de nós então cada vez mais nós expandimos digitalizamos as fronteiras que antigamente demarcavam de maneira muito clara o que artificial que é natural isso era uma coisa muito de marcada né Floresta natural metalurgia e artificial essa distinção tá perdendo a nitidez você tem agora a híbridos natureza cultura a cultura na verdade assim volta né mais natureza sintética levar a natureza a ponte Nós não sabemos bem se essa molécula
aqui é natural sem artificial a distinção entre interior e exterior a cada vez mais nós somos capazes de fazer adentrar e nós se misturar com nos se combinar conosco todo tipo e sorte de nutriente de droga de artefatos transformador o nosso sistema nervoso é composto por 3 mil substâncias conhecemos as três mil substâncias somos seres somos já e seremos cada vez mais capazes de intervir nesse coquetel de substâncias para fazer suscitar na certo tipo de sentimento se as tipo de postura para tentar Controlar se essa tipo de moléstia para induzir quem sabe você a tipo
de moléstia e é o que importa é não há mais humano ali pré-definido na que não possa ter sua natureza é transformado a descrição sujeito-objeto cada vez mais o mundo enriquecido de seja com as cordas somos capazes de dialogar e o no horizonte próximo e próximo eu quero dizer 10 20 anos eventualmente vão surgir inteligências artificiais dispositivos dotados de uma razão sintética capaz de dialogar conosco de igual para igual ou quem sabe nos ensinar os alguma coisa mas reflexões no site e Facebook do Instituto CPFL e no canal do Café Filosófico YouTube a segunda parte
da síntese desta série desafios da identidade no mundo contemporâneo traz além dos curadores período Bezerra Júnior e Jurandir Freire Costa os seus convidados advogado A Betânia a se o filósofo Francisco Ortega e o historiador Fred coelho e E aí [Música] E aí