Olá, queridos. Graça e paz, professor Márcio Pereira. Aqui novamente estamos iniciando eh a terceira unidade.
Olá, queridos. Graça e paz. Aqui quem fala é o professor Márcio Pereira.
Vamos para a nossa última aula desse terceiro bloco da disciplina Espiritualidade e a formação do educador cristão. Nessa aula, nós vamos conversar sobre o planejamento e a metodologia, as metodologias ativas sobre uma perspectiva cristã. Especificamente, vamos conversar nessa aula sobre eh o desenvolver planos de aula que reflitam a cosmovisão do reino de Deus, né?
E um dos maiores desafios para educador cristão, que é envolve porque envolve não somente o conteúdo a ser ministrado, mas também a forma como esse processo se dá no ambiente educacional. A educação sobre o prisma bíblico não se restringe eh, já vimos, né, o repasse de informações, não visa só a questão do intelecto, mas visa uma transformação integral que compõe o caráter, o seu intelecto, a sua vida como um todo espiritual, cognitiva e assim por diante. Então, nesse sentido, as metodologias ativas se apresentam como recursos técnicos valiosos para criar experiências de aprendizagem que sejam profundas, participativas e, claro, e que tenha uma ressonância na vida como um todo dos nossos estudantes.
Primeiro tópico, vamos falar então sobre o plano de aula baseado na cosmovisão cristão ou nos valores do reino de Deus, né? Um plano de aula quando fundamentado na cosmovisão cristã ou nos princípios cristãos, ele não se limita a trazer versículos bíblicos ou orações nos inícios das aulas. Não, não é só isso, né?
não reduzir a isso, ele precisa incorporar de forma coerente os valores do rei, né, ou a ehem incluir na estrutura pedagógica a cosmovisão cristã, até mesmo escolas de ensino fundamental, né, crianças e adolescentes. Eh, é necessário, eh, eu já lidei muito com isso, de escolas que se diziam escola, escolas cristãs, mas que, na verdade, o que determinava aquela escola como cristã era que elas colocavam sempre no caderno da dos alunos versículos bíblicos, eh tinha eventos evangélicos, né, e cultos evangélicos dentro da escola. Mais do que isso, é você pensar também no não só num plano de aula, mas também no conteúdo pedagógico, no conteúdo acadêmico da de todas as disciplinas.
E num plano de aula, por exemplo, numa escola, eu que também sou professor de filosofia na escola, eu preciso aplicar a cosmovisão cristã, ou seja, pegar pensadores da filosofia, os seus pensamentos e sempre trazendo uma crítica àquele pensamento daquele filósofo, eh, eh, confrontando com a cosmovisão ou com o pensamento cristão. Então os alunos têm uma ideia de que aqueles pensamentos podem estar conformados com os princípios cristãos, mas alguns estão bem diferentes e eles podem então eh serem confrontados contra isso e serem formados adequadamente. Então isso se aplica a qualquer realidade ou para cursos teológicos, cursos eh na nas igrejas, né?
eh é necessário pensar o plano de aula, objetivando ali a transformação e não apenas ali estabelecer estratégias com técnicas pedagógicas, né, mas eh é sempre delinear um processo de transformação, tá? Então, é preciso ser incorporado esses valores do reino de Deus, da cosmovisão que falamos, ah, na estrutura, toda a estrutura pedagógica, né, em, em o planejamento cristão não é apenas técnico, portanto aqui uma citação, é teológico e prático, pois vê cada disciplina sobre a ótica da soberania de Deus e do serviço ao próximo. Sim, eh, seja no ensino da matemática, da literatura ou da filosofia, como eu dei o exemplo aqui, ou de outras áreas, o educador cristão, ele precisa conectar ou modos de conectar esse conhecimento acadêmico, eh, essas informações, por exemplo, de o exemplo da filosofia, esse conhecimento da filosofia, eu conectar ou modos de conexão com esses valores e princípios e cristãos do reino de Deus, promovendo assim um entendimento claro da visão cristã e claro eh e visando sempre ali a educação completa, mais ampla e consequentemente transformadora, porque está conectado com o reino de Deus, com os valores do reino de Deus.
Então, um precisamos de um olhar integral eh para esse planejamento, né? o planejamento das aulas, o planejamento pedagógico de como podemos ensinar aquela determinada disciplina. Então, no momento de planejar, o professor educador cristão, ele questiona-se, né, como este conteúdo pode promover a formação de um caráter, né, do caráter de Cristo na vida desse aluno, né?
De que forma eu posso incentivar eh a comunhão, a colaboração entre os alunos? Existe alguma oportunidade de refletir sobre a criação de Deus ou sobre nossa responsabilidade social no mundo? ou ao levantar essas questões, eh, a abordagem pedagógica passa a privilegiar a construção de significados mais profundos, né, duradouros e coerentes com o evangelho.
Ou seja, sempre fazendo perguntas e delineando ali de acordo com a sua disciplina, incluindo nesse planejamento, né? O o um outro autor disse o seguinte aqui, uma citação. A criatividade no planejamento nasce quando se parte de um objetivo transformador, né?
Então eu tenho e não apenas informativo. Então quando eu tenho um objetivo para que Cristo seja formado em voz, né? O objetivo de a educação conduzir a Cristo a um caráter transformado, uma vida transformada.
É a partir desse objetivo, é esse objetivo que vai determinar o meu planejamento, tá? Então isso implica, por exemplo, ver disciplinas da filosofia, história, eh a história, por exemplo, não apenas como um relato cronológico dos fatos, foi lá e passou mais uma oportunidade de desenvolver ali a a empatia. refletindo sobre pontos do passado, de injustiças do passad comparando com os valores cristãos e como e quais as ações para mudar a realidade, né?
Pegando como exemplo ali a a aqueles erros da história, né? Eu dei aula de história também para educação fundamental, né? E uma escola cristã.
E eu sempre também tentava fazer essa essa aplicação. Estudamos a história para aprender com os erros e os acertos, né? Com os erros.
E sempre no final eu apresentava o viés cristão dos valores cristãos conectados à aquela abordagem da história ou ainda as ciências, né? Desafiar os estudantes a identificar, por exemplo, a responsabilidade humana na preservação do meio ambiente, da criação, né? Gênesis 2:15 diz que Deus nos coloca no jardim para cuidar e para cultivar, né?
Cultivar, criar cultura. Então, exercendo essa mordomia dos recursos naturais, né? eh como parte desse chamado bíblico.
Então esse é um um uma informação cristã, né, que está ali nas Sagradas Escrituras do Cuidado com a criação, que a maioria das escolas, né, da e de educação básica, eh, falam sobre isso. Nós temos a essa vantagem de ter a palavra de Deus e ter o Senhor como aqueles que nos colocou no jardim para cuidar, né, desses recursos naturais, né? Deus colocou pro domínio, mas um domínio responsável, né?
Agora, nós sabemos que a queda eh deturpa isso e a humanidade passa a usurfar a criação, os elementos da criação, né? e e usando recursos indiscriminadamente e a gente vê o caos eh ambiental, decorrência do pecado coração humano. E nós temos então essa informação e condições de conectar isso na na educação, no plano, no planejamento de aula, para que esses valores estejam aí eh relacionados a todo e qualquer conteúdo.
Então o conteúdo acadêmico ele vai se fundir, né, nesses valores cristãos, na cosmovisão cristã. estão permitindo que os alunos desenvolvam tanto o conhecimento técnico sobre determinada disciplina, como também relacionados a essa disciplina os valores e as virtudes espirituais ou a cosmovisão está ali implícita em cada eh página, em cada ação. Um exemplo ilustrativo, imagine, eh considerando uma aula de português, né, que explora textos sobre desigualdades sociais, né, produção de texto ou análise de texto, em vez de apenas analisar a estrutura do texto, né, como professor de português, ele poderia propor, talvez debates questionando de que forma o amor, virtudes cristãs, né, a justiça, poderiam transformar as realidades descritas no texto, né?
Então essa prática pode propiciar ali um aprendizado que vai unir a a competência técnica, né, da da análise estrutural de um texto e também interpretativa, mas também pode levar um sentido ético e comunitário uma visão cristã, né, marcando então a memória ali dos alunos, não apenas por um domínio gramatical, técnico, mas sim por uma consciência do seu papel. no mundo. Então, há eh perspectivas em várias disciplinas na educação formal, educação teológica que podemos utilizar dentro de um planejamento em que conecte então as questões técnicas da disciplina com as questões teológicas, espirituais, éticas, né, sobre esse relacionamento, um planejamento que seja integrado, né, ou integral que se tornase então um motor de uma educação que almeja formar mentes e corações para o reino de Deus.
Agora falando sobre as metodologias ativas e as didáticas participativas, né, dentro do planejamento de aula, metodologias ativas, elas são aquelas que buscam o a participação, né, ou o envolvimento efetivo do aluno no processo de aprendizagem. Só lembrando que a nossa educação, né, antiga, né, o modelo antigo, a metodologia antiga, o professor fala, o aluno é passivo, né, e só houve, né, uma uma educação bancária, ele absorve, guarda e ponto final. A metodologia ativa faz com que esse aluno seja também protagonista no processo de aprendizagem, tornando ele então como um coautor de seu desenvolvimento.
E o professor, então ele além de mestre falando uma linguagem eh bíblica, né? Eh, o o o mestre, o sábio, ele é aquele que conduz e ajuda, é um facilitador do processo e e coloca o aluno também como um protagonista no processo, não apenas como uma pessoa passiva, mas ativo no processo. Então, eh, nessa perspectiva, em vez de aulas que sejam centradas unicamente no professor expondo e só o professor fala, introduzem-se então propostas de projetos colaborativos, né, que insere e dá protagonismo ao aluno e para construção, para construir também esse desenvolvimento formativo.
Então, eh, pode introduzir trabalhos colaborativos, estudos de caso, né, trabalhos em grupos, sempre trazendo a participação dele. Eh, então essa abordagem ela se harmoniza com uma perspectiva cristã. Por quê?
Porque ela valoriza a cooperação, a interação, a unidade, né, o compartilhar, o senso de comunidade, né? A a natureza de Deus é a comunidade, a trindade santa. Então, a igreja, nós somos seres também comunitários e precisamos estar conectados em comunidade.
Então, é essa perspectiva de trabalhar eh em grupos, né, nessa ideia mais comunitária está completamente de acordo com textos de partilha, né, textos bíblicos que falam do valor do princípio da comunidade, de estarmos juntos, pensando juntos, repetindo juntos. E o professor nessa figura de mestre, discipulador, né, guia, eh, como um pai que direciona, eh, o aluno para ser transformado. Então, veja essa citação.
Quando o aluno participa ativamente da construção do saber, aprende mais profundamente não só o conteúdo, mas também as virtudes do serviço e da solidariedade, a importância da participação ativa desse aluno. Projetos e estudos de caso relacionados a isso. Os projetos eles permitem ao aluno pôr em prática o que aprendeu ou o que aprende, envolvendo então pesquisa, construção de soluções e de responsabilidade mútua, né?
Ao trabalhar, por exemplo, um projeto de ação social na comunidade ou o estudo de caso sobre algum problema ambiental, os estudantes experienciam na prática o valor do cuidado ao próximo e o valor do cuidado com a criação. Um artigo científico recente na área de educação cristã destaca que quando os alunos participam ativamente desses projetos práticos, eles práticos e acadêmicos, né, adquirem não apenas as habilidades técnicas, mas eles também desenvolvem a empatia, né, disciplina e também o senso de propósito, porque você está conectando um valor, né, intrínseca, um valor eh da palavra de Deus. a a uma prática acadêmica, a uma questão técnica, mas envolvida a questões práticas e cristãs, né?
Então, a fé não é enclausurada em ambientes religiosos, ao contrário, ela manifesta-se na forma como lidamos com cada aspecto da realidade, inclusive nas questões sociais e ecológicas, como nós falamos lá sobre a cosmovisão cristã que abarca toda a realidade. Então, nós estamos falando aqui em contextos até mesmo de outras disciplinas num contexto mais de educação formal, uma educação fundamental. eh, português, matemática, história, geografia e disciplinas, filosofia, como eu disse aqui, dei esse dei exemplo, eh que aplicados eh deve ser aplicado uma cosmovisão cristã, né, de valores cristãos, eh, inseridos, dialogando com isso.
Então, esses projetos, estudos de caso se que unem teoria e prática e mais ainda conecta a os estudantes, né, aqueles que que estão aprendendo a a questão do serviço ao próximo, porque você tá trazendo a prática, vivência, experiência e associando ao valor cristão e avaliando também a técnica na construção eh teórica daquele trabalho, né? pelo pelo mundo que Deus criou. Então, a experiência de envolver a turma na identificação de necessidades comunitárias e mais uma vez aqui o Betel brasileiro citando como uma instituição ensino superior, né, de teologia, eh quando conecta através de das disciplinas, por exemplo, evangelismo e discipulado, né, atitudes práticas na sociedade, à vezes vai para um um asilo, algum lugar para realizar trabalhos sociais e evangelísticos, né?
Então, é essa experiência de construir esse trabalho que é um trabalho avaliativo, assim como o estágio também supervisionado, em que os alunos vão paraa prática para uma comunidade e ter um trabalho tanto evangelístico quanto social. E isso mostra na prática e conecta aquilo que o aluno aprendeu em sala de aula, aquilo que ele escreveu sobre o assunto, aquilo que ele anotou sobre o assunto de maneira técnica. eh e teórica, ele agora está conectando a sua prática, mostrando na prática o serviço, o amor cristão, se identificando com as necessidades da comunidade e então agindo através da sua sensibilidade, né, trazendo ali a aplicabilidade ao conhecimento que ele teve em sala de aula.
Então isso é importante, os trabalhos em grupo e cooperação, né? Os trabalhos em grupo reforçam o princípio de carregar os fardos uns dos outros, ou seja, ajudar uns aos outros na tarefa de um exercício e de um trabalho complexo ou não complexo, né? Então, o educador cristão ao ao adotar essa dinâmica, ele vai inentir incentivar o diálogo, o crescimento em grupo, de resolver eh de maneira pacífica, amorosa, os conflitos, né?
importante porque todo o trabalho em grupo gera conflitos, né? Então ali também tem um ensinamento por trás dessa dessa dessa ação que é lidar com os conflitos eh interpessoais, né? relacionamentos, trabalhar relacionamentos, trabalhar fruto do espírito, caráter, ou também analisar a questão da variedade dos dons nesse grupo, entender a cada o que cada um é especialista ou é inclinado ou tem habilidade para fazer.
Todo esse entendimento traz valores riquíssimos para o crescimento e desenvolvimento do aluno. Como diz um teórico, quando o grupo se percebe como parte de um corpo maior, torna-se mais fácil valorizar a contribuição de cada membro e caminhar rumo ao objetivo comum, ou seja, levar esse indivíduo a se fazer fazer parte de um grupo maior e trabalhando em cooperação. quando ele entende isso, eh, então eu se torna uma bênção.
Isso é o a ideia de igreja, né? A igreja a é a unidade na diversidade, né? Apesar de toda a diversidade, nós caminhamos para objetivos comuns, que é promover o reino de Deus na Terra.
Além então de promover o conteúdo acadêmico, o trabalho em grupo colaborativos, né? Esse tipo de atividade permite que os alunos eh desenvolvam habilidades eh socioemocionais cruciais, né, de negociação, né, alguém tem que abrir mão, né, ou partilhar a a necessidade e acolher ter empatia. Então, a cooperação, eh, entretanto, não deve ser encarada apenas como um método eficiente de aprendizagem.
mas como uma forma de encarnar esse amor ao próximo que Jesus nos ensinou, né, que devemos amar e também de da mutualidade, né, uns aos outros, a mutualidade cristã uns aos outros, esse amar uns aos outros. Então, nessa perspectiva, o cada estudante aprende nesse trabalho eh cooperativo em grupo a desempenhar o seu papel com compromisso, sabendo que seu esforço não é um aspecto individual, ele beneficia todo grupo e que essa unidade se fortalece quando cada parte cumpre a sua função. como o próprio texto paulino vai falar sobre o corpo de Cristo, cada parte é fazendo a sua função e então o corpo cresce, o corpo se desenvolve.
Então essa ideia eh de igreja, de comunidade, esse princípio que é cristão, porque Deus é uma comunidade, né, eh eh relacional, ela precisa estar no ensinamento, né? e nada melhor então do que trabalhos eh em grupos para trabalhar essa ideia. Eu em alguns trabalhos aqui em disciplinas do Betel brasileiro, passava trabalhos em grupos e muitos alunos não gostam do trabalho em grupo, né, por conta do desgaste, por conta de de uma série de outros fatores, né, do próprio individualismo.
Gosta de fazer sozinho, não gosto de se envolver. E e eu eh aproveito a oportunidade para essas desculpas dos alunos para justamente colocar a uma a visão cristã e que aquela aquele tipo de trabalho eh em grupo ele ele tem um objetivo e um objetivo cristão e fazia parte faz parte da avaliação, fazia parte também da composição do plano de aula e levando a um objetivo. Eu queria justamente trabalhar essas facetas, essas problemáticas e ainda mais que a matéria que eu estava dando era eh estratégia missionária, construir projetos missionários, né?
Eh vários projetos missionários. Ou seja, o que eu quis dizer para eles é impossível construir eh projetos missionários sozinhos. precisamos de uma equipe, precisamos juntos, unidos num só propósito.
Então, a importância de destacar isso dentro de um plano de aula como um processo, né, um processo da educação e da formação, né, do aluno. Um exemplo aqui na prática de cooperação, né? Então vamos supor que o professor divida em grupos, né, para resolver um estudo de caso, né, que envolva um dilema moral, como o destino de recursos financeiros limitados para um projeto social.
Cada aluno deve representar um interesse específico. Um aluno representa o governo, outro aluno representa uma ONG, outro aluno moradores de local, etc. Em seguida, imagina esse grupo precisa chegar a uma solução.
Ou seja, que que eu quero dizer com esse estudo de caso? e em grupo, cada um vai puxar para um lado, né? Então, a essa atividade ela trabalha tanto as competências de argumentação, cada um vai argumentar de acordo com a com o seu interesse específico, né?
E vai mediar esses conflitos, porque certamente vai ter, porque cada um vai puxar brasa paraa sua sardinha, né? quanto depois, numa perspectiva cristã, eh, levá-los a à prioridade é o bem comum, né? Então, sobre essa ótica, as metodologi ativas não apenas tornam as aulas mais dinâmicas, né, mas traduzem ações de cooperação, de solidariedade, de cuidado com o próximo, integrando ali valores importantíssimos da fé cristã, né, do aspecto comunitário colaborativo.
A avaliação, para encerrarmos, avaliação muitas vezes associada à reprovação ou competição. Essa é uma questão, uma questão da prova, né? Ah, às vezes eu vejo professores que se gabam dizendo: "Olha, eh, 90 da % da minha turma foi reprovado porque é assim mesmo, minha matéria é difícil".
Na verdade, ele está se reprovando. Isso significa que ninguém conseguiu acompanhar, entender e ver. e esse professor não teve sensibilidade para se ajustar e pensar na melhor forma de de levar o o a educação, o ensino para esse grupo.
Então, esse é uma metodologia antiga, avaliativa, punitiva, né, de ah, acabou, é prova, tirou zero e acabou, né? Então, eh, repensar essa avaliação nas categorias, pensando de uma maneira cristã e visando o objetivo da formação integral, da transformação segundo os moldes de Cristo, a gente precisa trabalhar essa questão. Então, não se trata de amenizar o rigor, né, ou abandonar os critérios, mas de compreender que o ato de avaliar deve visar a restauração, o aprendizado e o crescimento do educando e não a punição ou a estigmatização.
Então, nesse sentido, a educação inspirada pela cosmovisão do reino vê cada momento avaliativo como uma oportunidade de edificação múa e promoção da maturidade, que é o crescimento em direção a Cristo, e também a maturidade acadêmica, né, o crescimento acadêmico, questões cognitivas. Então, o papel do feedback eh construtivo nesse processo, ele é muito importante. O feedback é esse retorno, né, quando oferecido com espírito de amor verdade, ajuda o aluno a reconhecer suas dificuldades, se sentindo de semir desvalorizado, né?
pode, o professor pode eh apontaronde ele pode melhorar, né, e reconhecer, enaltecer os progressos, né, acompanhar numa formação, eh, avaliação formativa, eh eh de encorajar ele se ele tirou um uma pontuação baixa de de caminhar com ele, dar atenção para entender, né, o por que ele não conseguiu compreender. Eu já tive vários casos de prova, de passar provas. As minhas provas são de consultas, justamente pro aluno ter eh conexão com conteúdo.
Às vezes e o aluno era bem participativo, entendia e o da aula, conversava, mas na hora de prova, daí de ir paraa prova, eh ele tirava nota baixa, mas não é porque ele não assimilou o conteúdo, é porque ali havia um bloqueio em relação à questão da avaliação de ser uma prova. né? Mesmo tirando todo o peso do caráter de prova, fazendo como uma pesquisa, ainda assim nós temos diversos casos de se apresentar nessa perspectiva.
Então tem que superar, então pensar. Então só uma uma história para finalizarmos. Eu imagine o professor corrigir uma redação, né, uma prova, ele percebe erros de coesão, de coerência.
Eh, em vez de apenas apontar as falhas em vermelho e chamar o aluno, eh, ele ele chama o aluno, mas para uma conversa em particular e ele mostra exemplos práticos de como pode melhorar, incentiva esse aluno a reescrever o texto, né? posteriormente ali faz questão de elogiar as questões que foram revisadas, que mostram avanço, ou seja, é caminhar num processo reforçando a ideia de que o processo avaliativo exige eh existe para impulsionar seu desenvolvimento, não é para humilhar, né? para verificar a o estágio de desenvolvimento.
E não é para apenas humilhar e dizer toda a minha turma foi reprovada e se gabar disso. Não é caminhar, mas não é aliviar com isso o processo, não é aliviar com isso o rigor, né, a a excelência, né, do trabalho, mas é pensar de maneira cristã, pedagógica e que gere transformação também a partir da avaliação. Que Deus nos abençoe e até a próxima aula.