eu tenho uma curiosidade qual é observação com o observatório tem como observatório velho o plano nacional de cultura o observatório acredita que observar é provocar a reflexão a como definiu que o observado no pensamento de política cultural é um pensamento institucionalizado e você sempre pensa a política cultural a partir de uma instituição essa instituição está sempre diretamente ligada ao estado que precisa entender que por exemplo num país como o brasil essa política cultural ela tem dimensões em determinado momento a política cultural ea cultura nação elas eram pensadas como elemento que irá promover a integração do
país estou falando aqui de um país que já tinha povos aqui nesse território muitos povos agente generaliza e fala de do povo indígena como um povo só mas a gente está falando a verdade vários pólos e além desses povos indígenas chegaram para os povos europeus depois com o passar dos anos mais fortes chegaram e povos africanos então assim a gente tem um caldeirão ótimo muito complexo de culturas e lidar com isso não é muito simples eu acho que sim ajudou muito antes não tinha tantas opções tantos espaços têm fama de graça teatro de graça acho
que agora a de compra mas democrática antes era uma coisa mais exclusiva para as classes mais altas política cultural pra mim seria públicas que incentivem a questões de gestão tradicional na sociedade promoveu mas faça com que só atinge mais pessoas na verdade eu pego três figuras decisivas do meu ponto de vista é mário de andrade que não foi não foi gestor federal mas teve uma influência muito grande né ele inventou uma política que era absolutamente abrangente depois dele outro gestor que ficou muito pouco tempo porque morreu que foi aloísio magalhães e foi uma pessoa decisiva
no sentido de trazer elementos para a discussão a questão dos conteúdos dessas políticas é uma pessoa que faz uma releitura do magro e depois de eu sou eu acho gilberto gil é é a grande figura e gil também faz uma releitura de mais de andrade ele fez muita coisa não só fez muita coisa em termos de iniciativas institucionais a discoteca biblioteca municipal tudo que você tem aí hoje mas do ponto de vista intelectual e também digamos assim confeccionou inventou a linha ou um projecto de intervenção na área patrimonial muito importante ele não estava preocupado só
em preservar o barroco mineiro as igrejas mineiras etc ele estava também preocupado com a cultura indígena com artesanato a cultura popular ele a mídia inclusive nós temos que difundir a proposta de rc e com isso chamar para nós é pesquisas e era isso que ele buscava alan e buscava contribuir para isso um trabalho fenecer rt exatamente esse olhar sobre a cultura brasileira que não senão era um olhar marcado pelo digamos assim pelos cânones nã o ou pelas estruturas já estabelecidos ele queria um olhar novo nesse novo poder dizer acho que tinha muito a ver com
entender o processo do curso eu entender os valores que produtor previa relação do produtor tivemos a partir de 2003 o governo do gil é efetivamente o desenho de uma política cultural com problemas ainda com um orçamento muito aquém do que deveria ter mas efetivamente um desenho de política que além de um fomento apenas mas pensando a polícia encontrou um sentido mais amplo nós tivemos um nível nacional é a edição adoção e implementação do programa cultura viva com os pontos de cultura que foi um avanço significativo para que ela tivesse uma disposição maior de tudo que
é produzido no país e em todos os seus segmentos culturais todas as artes cênicas da música do audiovisual e na cultura popular participei do primeiro ponto de cultura no brasil foi na cidade de arcoverde em pernambuco isso é definir um pouco o que como foi como foi que eu direcionei minha vida no na cultura na arte e de uma forma geral o que eu desenvolvi a partir daí foi a partir das políticas que foram implementadas nesse período na gestão do gilberto gil participando dos dos pontos de cultura e convivendo nesse sentido com outros bons que
foram se estabelecendo no estado de pernambuco a gente pode iniciar mesmo eu acho que o o conhecimento do que era política cultural a política nacional ela começou a inserir a a cidade num outro contexto de pensamento de política pública mais participativo que as pessoas pudessem ter acesso à tomada de decisão a gente determinou que a gente é ingressar no sistema nacional de cultura que é o modelo de gestão é trazido pelo governo federal pelo ministério da cultura pra pra que as cidades e os estados também sigam esse modelo e que é prevê que você tenha
uma participação maior da sociedade civil no nos processos de tomada de decisão o ciro mudou bastante o panorama institucional da cultura nas cidades e daquelas em que isso ainda não está sendo constituído gerou uma demanda da população com relação ao a presença destas instituições uma mudança nesta nesta tendência seria reconhecer o papel central que a cidade tem na vida das pessoas e dar o poder as cidades empoderar as cidades para que ela define se a cultura que ela quer e empodera a cidade significa dar dinheiro a cidade e não apenas tirar o dinheiro das cidades
o mec já chegou num ponto da discussão não só o setor cultural mas da cultura pra outros setores também em que ficou muito claro que a gente está refém de um modelo há mais de 20 anos que é muito baseado na isenção fiscal e quer dizer a gente está mantendo muita perpetuando um modelo que patrimonialista que é dependente de um poder maior ea gente transferiu aliás o governo transferiu essa responsabilidade para o setor privado e nada contra o modelo de isenção fiscal é muito importante e faz diferença o problema tem seu único principal 90% do
fomento às artes bem por esse mecanismo o projeto é falar sobre o tipo de arte que existe no bairro é que pessoas que nos ver esses pontos ea gente está tentando demonstrar para outras pessoas antigamente eu vivia na rua aí eu comecei este projeto comecei bem mais pra escola aí ele falou muito a minha professora foi mostrando mídia sobre o modernismo aí a gente foi criado na hora assim a peça no meio da sala a gente será espalhada todas as mesas e cadeiras ea gente ia criando aí a gente criava ter uma hora é um
tema onde nova onde fala se de manifestos onde fala se de querer a sua voz de valorizar a cultura a gente vive um momento muito interessante para mim peça práticas culturais cada vez mais é uma participação um desejo maior passam por setores é anteriormente excluídos da vida pública e que estão em de reivindicar seu espaço e os jovens não têm mais nenhuma paciência e eles dizem isso para receber projetos bons projetos culturais prontos propostas culturais prontas esses jovens não têm mais nenhuma paciência também para substituir meter a prática dos editais de cultura porque eles buscam
é é a mover se livremente ocupar os espaços possíveis praticar as as a as culturas possíveis e impossíveis e que a edição mundo de planejamento muito difícil ou impossível existe um componente na idéia de cultura que a maior parte das políticas culturais de direita e esquerda não reconhece que é o fato de que a cultura em larga parte um fenômeno inconsciente eu acho que essa questão de pensar o que pode melhorar nas políticas culturais hoje é tem muito a ver com essa questão da continuidade da gestão é a continuidade em si ela já garantiria uma
melhoria assim calculável das políticas culturais que existem outras formas de fomento cultura que são indiretas e são muito relevantes é um exemplo que salta muito aos olhos o subsídio é a execução fiscal do fomento à cultura vai ao patrocinador mas aqueles que fazem a produção cultural não tem isenção fiscal porque um circo um museu paga um quilowatt dez vezes mais cara do que a indústria automobilística não podia cultural funciona quando esta realidade do rio na crítica quando apoio à cultura do estado do ambiente todo o trabalho em todas que a mulher natural não funciona ou
não estamos levantando o democrático das políticas culturais e se caracterizam por junho cuidados