As narrativas compartilhadas têm o prazer de entrevistar hoje Francine Palma, ou Francine de Oliveira Palma, também conhecida por Fran Palma. Principalmente dentro da rede social, a Flor, então, vai nos dar o grande prazer de uma gostosa conversa, a conversa de quem gosta de partilhar experiências na área de educação, e aqui, no caso, principalmente na área de Letras. Ela é professora de português e literatura, e apesar de ter se formado em 2012, já no mesmo ano começou a dar aula enquanto ainda era aluna.
Ela, inclusive, contava com experiência para compartilhar durante esse período. Fran foi nossa aluna de Letras no curso de Letras Oi Ju, letras português-inglês. Durante o curso, ela já mostrava um grande envolvimento e amizade com todas as pessoas, focando nas ações desenvolvidas com poemas, atividades de teatro e também auxiliando sempre na organização da Semana de Letras e em outros eventos.
Fran é graduada em Letras, português e inglês, pela Universidade de Sorocaba. Ela cursou de 2010 a 2012, fez também pedagogia pela FAZ Ibra e é pós-graduada em alfabetização e letramento, além de neuropedagogia pela Intervale. Atua como professora de português na Escola Estadual Beatriz Caixeiro Del Cistia em Sorocaba desde 2018, ensinando alunos do primeiro e terceiro anos do ensino médio.
Além disso, também atua como pedagoga e professora alfabetizadora na Escola Municipal José Mendes, na Prefeitura Municipal de Sorocaba, desde 2016, com alunos do primeiro ano do ensino fundamental. Percebe-se, principalmente através das fotos das atividades desenvolvidas pela Fran, que ela é uma professora que gosta do que faz; é muito ativa e desenvolve as aulas com os alunos, que se mostram bastante participativos. Ela utiliza recursos que tornam essas aulas mais alegres e movimentadas, e os alunos acabam saindo atrás do conhecimento.
Enfim, ela vai nos contar um pouco sobre tudo isso. Fran, seja muito bem-vinda! É um prazer enorme tê-la aqui para contar suas experiências.
Nós percebemos, em sala de aula, a grandeza da professora que você é, educadora por natureza, e estamos percebendo isso ao longo da nossa conversa. Por isso, quisemos ouvi-la contando suas experiências, sendo que, de certa maneira, sua formação é ainda recente, mas seu envolvimento com a educação é muito claro. Hoje, queremos que você nos conte um pouco sobre sua infância, como foi sua formação inicial, tendo nascido em Sorocaba, especificamente no bairro Barcelona.
Eu estudei sempre em escolas públicas. Meu ensino fundamental foi na Escola Estadual Desembargador Desses, que foi a primeira escola em que eu dei aula. Foi muito legal voltar e até encontrar algumas pessoas que haviam dado aula para mim quando eu era aluna.
Trabalhamos juntas, e essa experiência foi muito legal para mim. Depois, fiz o ensino médio técnico em Souza, que na época era concomitante e tinha duração de quatro anos, e fiz o técnico em alimentos. Depois disso, minha vida na educação começou meio por acaso, como inspetora de alunos.
Para ser inspetora, precisava prestar um concurso, e foi isso que fiz, sem saber muito bem o que me aguardava. Entrei em 2002 na Prefeitura, na escola "Um Cachorro". Essa foi a primeira escola onde comecei a me envolver de verdade com a educação.
Antes disso, eu não tinha o desejo, não pensava em trabalhar na área. Sempre gostei de literatura, cresci cercada de livros, tanto que fui alfabetizada quando ainda era muito nova, na pré-escola. Minha mãe sempre foi muito interessada em estudos, embora ela tenha feito apenas até a quarta série.
Mesmo assim, sempre foi uma grande leitora, e em nossa casa sempre houve muitos livros. Aprendi a ler porque queria entender as histórias, fui descobrindo as letras sozinha. Fui alfabetizada com cinco anos na educação infantil e, quando entrei na escola, já estava alfabetizada.
A minha experiência na escola foi maravilhosa; lembro de descobrir uma biblioteca que não era muito frequentada. Comecei a frequentar esse lugar, que era uma biblioteca, mas também um depósito de materiais. Fui uma das únicas que tirei carteirinha e comecei a emprestar muitos livros.
O livro levar para casa, curtir e depois ir lá trocar. Então eu descobri dentro daquela biblioteca da escola comprar esse modelo. Ah, e tem uma história muito engraçada: quando eu estava na quinta série, eu fui à biblioteca "Leitinho Lindo", Preto fazer pelas dobráveis "Dom Casmurro".
E aí eu não tinha a menor ideia do que era, né? Só que me chamou atenção a capa do livro, que era bonita; eu queria ler porque eu nem sabia que ela rasgou aquele "Dormindo Preto", né? Vou pegar esse.
E aí eu fui, peguei o livro. E aí eu estava trabalhando na biblioteca; era uma professora de Língua Portuguesa, aqui acho que era adaptada. E quis Netinho assim: um conhecimento das obras que estavam Lima.
E eu peguei aqui; ele passou: "Não, você não vai pegar esse livro. " "Não, mas eu quero. " "Não volte quando você tiver mais nada.
" Sério, eu estava na quinta, que louca da vida; nem imagina quem é ela para falar que eu não devo esse vidro, né? Mas esperei um dia que ela não estava; na perna de novo a terra. E que ele deixasse ao vivo e peguei ele, o "Dom Casmurro".
Bom, e depois, hoje eu vejo que ela estava certíssima quando ela falou que não era o problema, é que ficou mesmo porque não tinha vivência nenhuma, experiência nenhuma, a entender aquela obra de sábado. Eu li, eu entendi a história, mas eu "tijolo" tinha compreendido de fato a profundidade sobre aquela obra. E aí eu me lembro que quando eu fui para o ensino médio, eu falava: "Faria.
" E a professora pediu para a gente ler, né? Saudade, queria só nossa "Jardim", esse líquido, né? Vôlei de novo.
E quando eu vi, eu tinha questões que trabalharam comigo porque eu já estava, né? Mais madura. Mas eu tinha me apaixonado; já sabe o que é não ser correspondido.
Tudo isso que estava acontecendo ali naquela obra, né? E aí, depois disso, não entendi de nossa como aquela professora série que a primeira vez que eu vi eu tive uma visão totalmente diferente. O engraçado foi que deu.
Sim, mas ela, na faculdade, quando eu vi, tive uma outra vez. Está correndo, eu acho que é muito bacana a gente falar isso, né? Diz das obras a serem oferecidas, lavar os alunos na idade correta mesmo.
É lógico que "Loucas" é uma obra chata, quiser discutir, mas realmente tem que ser lido naquela faixa etária. Eu acho isso não é censurar, não é fácil. Mas eu acho que eu vou oferecer aquilo que é coerente com a realidade daquela criança.
Hoje eu vejo, e assim, é uma experiência bastante significativa. Você gostava de ler, né? E porque eu já tive casos de alunos contando que professoras exigiram leitura na quinta série de "Dom Casmurro".
Quiser, realmente, é um problema seríssimo que a criança pode ficar brava e rejeitar literatura, né? E a lei por causa disso não pode, né? Então quando abençoe, vai por conta própria uma coisa, mas se obrigado.
Obrigada. Jamais, na verdade, a maioria acaba caindo na programação normalmente, ela acaba caindo no segundo ano do ensino médio, né? Por causa do Romantismo, romantismo e realismo.
O trabalho, porque aí no caso será realismo, mas exatamente também é muito arrumado, coerente. É muito necessário a gente ter dessa visão na maturidade para determinada obra, né? Porque ela tem um significado todo diferente, né?
Porque ele é mais sério. Mas foi muito, muito engraçado que eu não esqueço como é professor. E o que eu disse tanto; ela, quando eu mais, o que é uma voz ver comigo.
Mas aí, no ensino médio, que aconteceu: quando eu cheguei, eles esperavam temperatura. A gente já tinha que levar umas obras e eu já tinha lido praticamente todas as obras que estavam sendo pedidas. Às vezes, um médico, umas.
. . Comecei a ler.
Aconteceu que eu já tinha lido muita coisa, amiga! E aí, no ensino médio, eu fiz uma coisa muito feia: eu lia os livros e vendia os resumos. Parecia que eu chegava a fazer três, quatro resumos do trem da mesma obra.
Então contava histórias como eu realmente. Eu precisava do dinheiro para pagar o transporte. Então, era um negócio muito legal.
Então, eu comecei a apontar essa hora, eu não tenho de interesse, entendeu? A cobra no WhatsApp, ligar para a mãe também, alguns contatos, a sogra assim. Eu fiz, eu voltava uma história e ele faz: "Não, eu faço, eu resolvo.
" Então, vou fazer muito isso. Não é porque eu já tinha chegado. Eu fiz o ensino médio, dele era bem voltar para exatas, biológicas, né?
Que eu fiz os térmicos de alimentos. Engraçados, não, e o mal nessas matérias. E o químico, fiz.
Eu ia bem porque eu não gostava de estudar. Mas o mais legal para mim de entrar no. .
. Eu descobri um teatro, sim, um teatro muito, muito legal. E aí a gente podia fazer todas as apresentações.
A gente fez o grau, a gente vai participar de um concurso de fotografia. Acho que foi atrás de São Paulo, perto de participar de um concurso de grau. Esqueci do vestido azul.
Foi muito legal. A gente tinha hora no Rubens, faria. E você, o curso de caminhão ali?
Meu, tá, mas eu estava tão interessado em alimentos que ela mais preocupada com o tempo. Isso aí, que você fez com Thiago lá dentro. Então, lá dentro, a gente fez uma.
. . Lógico que não há presta, a obra que usa mais.
A gente fez uma apresentação "Iracema", uma cena de "Iracema". Mas coisa bem legal que a gente fez ao longo estilo é caracterizado. E o que eu lembro mais foi desse concurso de jogral.
Participou, era de todos os caras técnicas. Sabe? A gente foi para São Paulo e a gente fez, de casa, do vestido de jogral.
Foi muito legal! Quando esses apresentaram lá, eu acho que foi na oração Getúlio Vargas, mas não tenho certeza. Meu caso do vestido, irmão Israel, em que lugar que falou, eu acho que foi lá no Getúlio.
Vai conversando aqui, não era nem o teatro, era assim, dar o pão durante que os jurados vão passando e olhando a apresentação. Sei quem que era a professora. Você se lembra do professor?
Era Vida Loka. Aguardar. Se não, não é [Música].
Se você não lembra, mesmo lado dela, e quem sabe eu me lembro depois. Lembrar conta para a gente, legal. E aí, feliz?
Mais alguma coisa no ensino médio nesse sentido? A gente fazia muita apresentação com a obra de arte. Eu lembro de uma apresentação que a gente fez, que a gente tinha que interpretar uma música, mas só com as mãos.
Era uma coisa, ela fazia umas coisas assim, os trabalhos bem diferentes, assim, de experimentar que a gente tinha que fazer. Lembrando que a minha moça foi "Brasileirinho" com a mão, cuidado com as coisas da bandeira, mas tem que ter uma coreografia, aí o sincronismo, o outro com as mãos ali do grupo, a gente escondido atrás de um lugar, só acabando aparecendo apresentações legais. A estação é muito legal.
Acho que o colégio habilita muita coisa, né? Acha o erro. E você acha que isso ajudou para você em alguma coisa, tanto esse tipo de atividade já no ensino médio?
Eu acho que sim, porque daí eu percebi que mesmo fazendo maluco, o Colégio Técnico. . .
é, entendo informar que sou técnico em alimentos. Depois, Stephanie, química. .
. eu percebi que talvez eu quisesse fazer uma coisa diferente, de uma força nessa área, tanto de roupa, conseguir trabalhar até em uma empresa. Comecei a trabalhar.
Mais alguma coisa que não repara? Eu queria alguma coisa diferente. E aí, nessa época que eu estava meio assim perdida, foi quando falaram: "Olha, faz o concurso e alegra, você não vai ser mandado embora.
" E aí, preciso de tudo de bom. Você vai ter convênio. Calma, vamos fazer o curso.
E aí, o concurso canário, 50 inspetor de alunos e Euclides. Oi! E aí, com 20 anos do escritório de amor, fiquei um.
. . fiquei dez anos.
Para mim, foi a fazer vários cursos, fazer faculdade, tudo como expectorante alunos. E eu acho que eu comecei a entender a educação e a gostar daquele ambiente escolar, de participar das coisas que estavam acontecendo ali. Por conta de ter entrado nesse cargo, escritora, eu era uma estrutura de amor que fazia projetos.
O projeto que a gente fazia trabalhava com dois colegas, e os dois são professores. O agora diretor, Iperó, o Carlos Orere, e também a professora em Votorantim, que é a Roselaine Elaine Ribeiro. A gente era bem jovem e a gente entrou ali.
E a gente fazia assim, o intervalo dirigido e a gente escreveu o projeto e procurava atividades. As crianças iam ficando sem ansiosas, funcionava. Depois, eu trabalhei na escola Quinzinho de Barros e lá também a gente fez com o projeto dos sonhos para as crianças cuidarem da escola.
Como que a escola que eu tenho, nós falávamos pros desejos, para cuidarem da limpeza, da organização da escola. A gente passava vídeos para eles e ensaiava. Você aqui para a gente já inspirador, que estava participando ativamente das coisas.
E nessa época, nós já estávamos fazendo faculdades. Três, né? Mas aí já estávamos fazendo licenciatura, aqui fazer licenciatura em artes, arrogante, fazer a pedagogia.
E eu estava com letras, e aí a gente precisava muito então dessa. . .
tá de teatro que tinha a semana da conciliação. Fazer um pano negator, né? Vamos fazer o gato.
Aí vai ter desfile, vai ter esse. . .
tão. . .
vou organizar o tema do desfile. Vamos organizar tudo que vai acontecer. A gente sempre estava.
E vou, e um pouquinho além das atividades. Porque a gente já tinha descoberto que era isso que a gente queria. A gente gostava, e esse tempo na prefeitura me possibilitou fazer alguns cursos também.
A gente fez muito treinamento na prefeitura, né? Eu fiz um curso de dieta, lembro, até do Pop. Sei, a gente começa até o curso, né?
Sobre o ECA, que a gente ainda não tinha. Uma coisa para a gente, não tinha muito conhecimento, que é a gente ver o osso. A gente fez curso de saúde emocional dentro da prefeitura.
A gente fez vários cursos na área da educação e também, acho que possibilitaram a gente ter, assim, talvez um entendimento maior do que estava certo dentro da escola. E nos levou a querer ser professores depois. E aí, quando eu entrei na faculdade, o meu vestibular eu prestei para artes.
E aí pra ti fiz a segurar com a arte. Queria fazer faculdade de arte, só que assim, de certa forma, eu sempre gostei, lógico, de artes, dança, música, de GTA. Mas aí, depois, se eu já tinha feito.
. . de Eduardo, tinha passado lá que era para fazer a minha matrícula.
Eu comecei a criação, filme. Bom, de todas as artes, a que eu mais gosto ainda é literatura, né? E aí, como eu tive a oportunidade de trabalhar também, mestrei ao dois, construtora de amor, eu vi que mais me atraía na escola ainda eram aulas de português e aula de literatura.
Aí eu me transferi para letras. Bom, então era a última da lista, da letra transferida para a primeira do curso de. .
. Acabei de chamar, o valor, curso de letras que eu me transferi no Whats da matrícula. Ah, e não é belo, né?
Quem sabe eu vou fazer artes. É não sei porque eu gosto, mas me arrependo de fazer. Acho que ela pega esse que ele enxerga.
Eu entrei com uma pensamento bem menor, né? Canção, literatura em gramática e saí com um pensamento muito maior, falando sobre linguagem, semiótica. E outros tipos de linguagem, né?
Outras possibilidades. Então, foi muito proveitoso para mim a faculdade. Eu acho inclusive que o fato de eu ter entrado um pouco mais tarde na cidade, né, no BBB, aos 17 anos, foi legal.
Foi bom porque eu já entrei, eu lembro que estava muito nervosa, porque todo mundo sabia mais do que eu. E eu super insegura, né? E aí, antes de entrar na faculdade, eu fui pesquisar sobre todo o currículo e a professora Lopes.
O que é isso? Eu fui pesquisar na internet, já sabia quem era, por isso já sabia o que eram triângulos. E eu já tinha pesquisado tudo, com medo de ficar aquém.
Lembro que me senti muito insegura por ser mais velha, achando que não ia dar certo. Mas eu acho que foi tudo no tempo certo. Era realmente aquele momento.
Foi muito bom, muito bom. E aí, o que é?