[Música] A cauda longa diz respeito à segmentação, conceito proposto por Chris Anderson, que afirma que grandes mercados de massa tendem a perder espaço para grandes mercados de nicho. Aqui, nesta imagem, você vê um resumo do que se trata esse conceito. Você pode ver um gráfico que apresenta a relação entre vendas e produtos e serviços.
Neste gráfico, temos um trecho marcado em verde e outro marcado em amarelo. O que isso significa? Isso significa que poucos grandes mercados de massa passam a ceder espaço para muitos mercados de nicho.
Ou seja, o grupo de pequenas empresas, de forma acumulada, passa a dominar alguns mercados. Conseguimos refletir sobre isso pensando no mercado musical, que é o que ele propõe. Por exemplo, na década de 1990, na década de 2000, quando não tínhamos uma tecnologia tão avançada como temos hoje, dependíamos de grandes gravadoras para oferecer produtos musicais.
Assim, essas grandes gravadoras detinham o poder de consumo em seus mercados específicos. Com o avanço da tecnologia, tivemos acesso a muitas possibilidades musicais. Então, conseguimos pulverizar o mercado devido ao acesso proposto pela tecnologia.
Dessa forma, as grandes gravadoras, que antes detinham os grandes mercados, passam a perder mercado para os pequenos “players”, que, agrupados, podem ser competitivos para essas grandes organizações. Um exemplo no campo da música que podemos trazer aqui para uma reflexão é a comparação entre a Universal Music e o Spotify. O Spotify é uma ferramenta que possibilita que pequenos grupos tenham ascensão, tenham possibilidade.
A tecnologia democratiza o mercado e faz com que pequenos negócios tenham crescimento e possam competir no mercado com grandes “players”. Aqui, conseguimos ver três fatores que impulsionaram a realidade da cauda longa, que estão relacionados com a democratização. Primeiramente, [.
. . ] [Leitura da tela] É o que conseguimos ver no campo da economia criativa, por exemplo, como YouTube, Spotify e Netflix.
São ferramentas que proporcionam que o conteúdo possa ser produzido e disponibilizado para uma grande massa. Essas ferramentas são muito mais baratas e possibilitam a criação por pequenos produtores, garantindo que eles possam ascender em seus mercados. O segundo ponto é a democratização das ferramentas de distribuição.
Nesse ponto, entram as ferramentas relacionadas com a distribuição de conteúdo, como Spotify, YouTube e outras ferramentas que possibilitam que o pequeno produtor possa inserir o seu conteúdo e oferecer esse conteúdo a uma grande gama de pessoas. [Leitura da tela] Então, atualmente, para distribuir determinado serviço, isso não se aplica para qualquer tipo de negócio, a internet proporciona que a distribuição seja muito mais barata e seja muito mais possível para esses pequenos negócios ascenderem. [Leitura da tela] Então, novamente, a tecnologia, além de possibilitar a produção do conteúdo e a distribuição do conteúdo, possibilita que esse conteúdo chegue ao usuário que tem interesse de uma maneira muito mais eficaz.
Então, conseguimos criar estratégias para encontrar esse consumidor e sua necessidade e estabelecer um relacionamento. A cauda longa diz respeito, basicamente, a uma indústria musical, uma indústria do cinema, mas ela também se coloca presente em outras indústrias que possam produzir novos produtos ou novos serviços que também dependam de ferramenta de produção, de distribuição de uma maneira facilitada e de internet para alcançar o consumidor. Então, a tecnologia, de maneira geral, democratizou o cenário, fazendo com que pequenos produtores e pequenos empreendedores possam competir de maneira igual com grandes produtores, grandes empresas.
Então, ela traz a democratização para o cenário. Percebemos que a segmentação não está apenas no marketing, na forma de se relacionar com o consumidor, como vimos no marketing 1. 0 ou 4.
0. Vemos também na criação de novos produtos e novos negócios, que podem ser muito mais democráticos, até para quem está começando no mercado e vai competir com esses grandes “players” .