Salve camaradas, tudo bem? O tema do vídeo de hoje é: o Irã está ganhando a guerra contra os Estados Unidos e Israel. Antes de começar propriamente o tema do vídeo do canal, quero muito agradecer a você que ajuda a manter e melhorar nosso canal a partir do apoia-se.
Seu apoio é fundamental pra gente continuar o nosso trabalho. Preferiu picos tá aparecendo aqui como QR code na tela do vídeo. Camaradas, note, o título desse vídeo, como vocês estão vendo, é um título que para algumas pessoas pode parecer polêmico, né?
O Irã está ganhando a guerra. E aqui, gente, eu vou ter que, por economia de espaço, eu não posso explicar de novo que eu já expliquei em outros vídeos, ganhar uma guerra não é quem mata mais ou quem destrói mais. Eu expliquei isso em detalhes, dando um exemplo da guerra do Vietnã no vídeo, A estratégia militar do Irã.
Coloca aí na tela, Maxwell, e deixa um tempinho, por favor, pra galera gravar qual é o título do vídeo. Ali eu expliquei a lógica política necessária de toda guerra. Guerra não é, a guerra tá ganha porque fulaninho tem mais arma, ou a guerra tá ganha porque fulaninho matou mais, ou porque fulaninho destruiu mais.
Veja, é innegável que o Irã está sofrendo uma destruição maior que Israel ou que os Estados Unidos, que nem foi atacado diretamente no seu território. É innegável que o maior número de vítimas está no Irã, praticamente 2. 000 pessoas já foram assassinadas por Israel, pelos Estados Unidos, né, no Irã.
Além de que a ONU já tá falando em 3 milhões de iranianos deslocados por causa dos ataques da guerra, é innegável que do ponto de vista econômico, o Irã, que já vinha numa situação difícil vai ter ao final da guerra uma tarefa de reconstrução que é gigantesca, né? E que pode, inclusive, no processo do fim da guerra, na reconstrução, pode inclusive fragilizar muito o sistema político iraniano, né? República islâmica.
Tudo isso é dado. Beleza? Mas quem está vencendo a guerra não é definido por isso.
Beleza? E aí, repetindo, eu não vou poder explicar mais uma vez porque a guerra é a continuação da política por outros meios. E na hora de pensar quem está vencendo e quem está perdendo uma guerra, você tem que considerar os objetivos políticos estratégicos de cada conflito militar.
Reforço: assistam um vídeo A estratégia militar do Irã. Mas por que o Irã está ganhando a guerra? Vamos lá.
Qual era o objetivo estratégico dos Estados Unidos? Era provocar uma mudança de regime frente aos protestos que estavam acontecendo no Irã. Protestos ensuflados de fora, sim, mas também com profundas razões nas contradições de classe da República Islâmica.
Eu expliquei isso também em detalhes em outro vídeo no canal. A verdade sobre o que está acontecendo no Irã. Acho que é esse o título do vídeo, mas só vai colocar na tela.
Os Estados Unidos acharam que um ataque militar seria o caminho para ensuflar uma mudança de regime e terminar de destruir a República Islâmica. Esse era o objetivo estratégico dos Estados Unidos, né? proclamado.
Ah, Jones, mas isso era o discurso público, o objetivo real não era esse. Tranquilo. O que a gente tem quanto objetivo declarado do governo dos Estados Unidos, enquanto elemento de legitimação do ataque militar imperialista, era uma mudança de regime.
O objetivo estratégico de Israel era destruir o adversário mais forte que ele tem no Oriente Médio, na região, e consolidar a sua política de boas relações com os demais países, né, do Golfo, consolidando o projeto de uma grande Israel que termina de vez de acabar com a luta Palestina pela autodeterminação, né, com a luta anticolonial Palestina e consolidar Israel com boas relações com as petromarquias subservientes aos Estados Unidos. E aí veja, esses dois objetivos estratégicos não foram alcançados. Pelo contrário, eu selecionei uma série de materiais e mandei para Maxoell, né, pra gente ir dialogando, né?
Aí primeiro objetivo estratégico, a mudança de regime, o enfraquecimento de regime. Gente, isso simplesmente não foi alcançado. Notícia do G1.
Milhares de pessoas desafiaram nesta quarta-feira os bombardeios contínuos em Teirã para participar do funeral de autoridades que morreram em ataques americanos e israelenses, no que se consagrou como a maior concentração pública na capital iraniana desde o começo da guerra. A brutalidade dos ataques de Israel e dos Estados Unidos relegitimou a República Islâmica. A base social da República Islâmica se coesionou, ficou fortalecida e aqueles setores com destaque para a juventude urbana que não apoiam a República Islâmica, porque assim, gente, a República Islâmica tem um problema de legitimação no tecido urbano do país, especialmente, mas não só na juventude e nas mulheres, viu?
tem um problema de legitimidade, mas esses setores passaram a dar uma espécie de apoio crítico ao governo, entendendo o governo neste momento como uma barreira de defesa frente a uma tentativa de colonização dos Estados Unidos e de Israel e como consequência da barbárie praticada pelos Estados Unidos. Veja, os Estados Unidos atacaram uma escola no Irã, mataram 175 pessoas, a maioria crianças e mulheres. Rodou o mundo a imagem de um garotinho que foi assassinado por Israel e pelos Estados Unidos, né?
Antes de ir pra escola, a o garotinho pediu pra mãe tirar uma foto. Essa foto que Maxol tá colocando aí na tela. Inclusive, quando eu vi essa foto, eu fiquei bem abalado, porque essa criança parece com meu sobrinho mais velho.
Eles são muito parecidos. Inclusive, meu sobrinho mais velho também é um pouquinho gordinho, usa óculos, tem cabelo baixinho, enfim, eles parecem muito. Isso causou, gente, um choque, uma comoção no Irã, uma tragédia assim, o que é esperado, tá ligado?
Tipo assim, imagina você, imagina você que é brasileiro. Aí os Estados Unidos vai e ataca uma escola e mata basicamente todas as crianças, as professoras, os trabalhadores da escola. A, imagina espetáculo macabro, né, de vários e vários caixões em praça pública.
Tipo assim, gente, acho que todo o país do mundo isso ia causar uma comoção, uma unidade nacional assustadora. Assustadora. E a morte do iatolá Alikenei, ao contrário do que a mídia burguesa propagou, porque a mídia burguesa pegou umas imagens ou outras de gente comemorando e assim teve quem comemorou, viu, gente?
Isso é óbvio. Do mesmo jeito que se Lula fosse assassinado pelos Estados Unidos, ia sair brasileiro na rua comemorando bolsonarista da extrema direita. Isso significa que o povo inteiro do Brasil é contra Lula deseja a morte de Lula?
Não. Do mesmo jeito pro Irã, né, gente? Pelo amor de Deus.
Assim, isso aqui é o argumento básico. A morte do Iatolar, como aconteceu, na verdade, foi um ato de sacrifício, de martírio, como é colocado na cultura islâmica, que engrandeceu a imagem dele, porque assim, ele escolheu não se proteger num bunker, a ideia do líder que, ó, não tem bunker para todo meu povo, então não vou ficar num bunker também não. E aí morre o iatolá com a nora, com o neto, uma criança também.
Isso causou um processo de relegitimação do regime, que é isso, aqueles que já apoiavam, agora estão mais coesos para apoiar. E aqueles que eram críticos ao regime, neste momento, tem uma tendência de apoio tático à República Islâmica frente à barbária de Israel e dos Estados Unidos. Então, assim, foi dado um fôlego novo pra República Islâmica.
Uma coisa é como vai ficar esse fôlego da República Islâmica quando terminar a guerra e as dificuldades econômicas do processo de reconstrução. Isso tá em aberto, viu, gente? Mas neste momento, enquanto está se desenrolando o conflito, o objetivo tático dos Estados Unidos, da mudança de regime, ele foi enterrado.
Hoje, do ponto de vista político, ideológico e de coesão nacional, a República Islâmica, ela é mais sólida do que antes do ataque de Israel e dos Estados Unidos. Primeiro elemento. E aí é curioso que isso já é admitido abertamente pela República burguesa.
Saiu uma matéria na CNN, mas que tá colocando na tela, que o título é o seguinte: inteligência dos Estados Unidos diz que regime do Irã não corre risco, segundo fontes. Então os próprios serviços de inteligência dos Estados Unidos falam que, ó, a morte de várias lideranças, sejam lideranças políticas ou militares da República Islâmica, não abalou a estrutura do regime. uma complexidade institucional e uma capacidade de funcionamento a despeito ao assassinato de lideranças muito alta na República Islâmica.
Então, Ali Camenei foi assassinado. Aí o Mostaba Kamenei, que era o filho dele, assume é uma figura que odeia Israel e os Estados Unidos, dentre outras coisas, porque Israel e os Estados Unidos mataram o seu pai, a sua esposa, o seu filho e por aí vai. Foi claramente uma afronta aos Estados Unidos e a Israel.
O Mostaba é uma liderança política extremamente ligada à guarda revolucionária. Uma liderança política que tem uma postura lida como conservadora, que não defende nenhum tipo de aproximação com o Ocidente. E é uma liderança política que defende o Irã ter armas nucleares.
Então veja, meu amigo, se o objetivo dos Estados Unidos, além da mudança de regime, era impedir que o Irã tivesse a sua bomba atômica, hoje a liderança iraniana está mais convencida do que nunca da necessidade de ter uma bomba atômica. Então você ajudou a relegitimar o regime, você consolidou uma liderança que é uma liderança jovem, uma liderança que é odiada e odeia Israel, Estados Unidos, uma liderança que tem uma perspectiva inequívoca da necessidade do desenvolvimento de um programa nuclear iraniano para fins nucleares, uma liderança que é estreitamente ligada à Guarda Revolucionária do Irã. Então assim, a falência completa dos objetivos político-militares dos Estados Unidos.
Vamos lá. Uma falência completa. Se o objetivo era destruir a República Islâmica, neste momento a República Islâmica está mais forte do ponto de vista político.
Beleza? Do ponto de vista de objetivos estritamente militares, é claro que o Irã, como eu já disse, tá sofrendo os maiores prejuízos materiais e destruição de vidas humanas nessa guerra. Porém, contudo, todavia, o Irã está inflingindo para Israel um custo duríssimo.
Israel está sendo duramente bombardeada. A destruição em Israel, principalmente em Telvive, não é pequena. O número de vítimas em Israel não é pequeno.
O número de feridos não é pequeno. Embora esteja circulando muito nas redes sociais vídeos falsos, vídeos de a e tal. Israel, provavelmente, talvez desde os anos 50, não sofre um nível de destruição tão grande no conflito militar.
O que está acontecendo aqui já é histórico. Se Israel tinha um problema, que o mito da invencibilidade do país foi quebrado ano passado com a guerra dos 12 dias, né, quando Israel atacou o Irã e o Irã respondeu, agora esse mito caiu por terra. A ideia de que o domo de ferro é um escudo antimísseis invencível e que a segurança do israelense está garantido.
Isso caiu por terra. Israel está sofrendo e não é pouco com os ataques militares do Irã. Para piorar a situação de Israel, a propaganda passou os últimos meses, aliás, mais de um ano, diga essa passagem, dizendo que o resbolar estava destruído, resbolá do Líbano, né?
Que o Resbolar estava destruído, que o resbolá não era mais um problema. várias páginas, como aquele hoje no mundo militar, né, que é de propaganda sionista aberta, dizendo assim: "Não, resbolar acabou, o resbol acabou, o resbolar não é mais problema. O Resbolá, em coordenação com o Irã tá conseguindo fazer ataques gigantescos contra Israel e que Israel não está conseguindo garantir a interceptação de todos os mísseis do resbolar.
" Saiu uma notícia no jornal israelense que seria o equivalente meio que a folha de São Paulo de Israel, né? né? Se a gente fosse comparar, que é o Hert, o Herz diz o seguinte: IDF, que são as forças armadas de Israel, não está conseguindo interceptar os mísseis vindos do Líbano.
Bota na tela, Maxwell. Outra informação muito importante é: Irã diz que atingiu mais de 50 alvos de Israel durante ataques com resbolar. Qual é basicamente a tática militar que é genial?
O resbolar usa mísseis de menor capacidade tecnológica, mísseis menos potentes, satura os escudos de defesa e a bateria antiaérea de Israel. Depois, depois não no sentido de muito tempo depois, né, quase que em concomitância, o Irã vai e ataca, comissas muito mais potentes, com capacidade de destruição maior e por aí vai. Então assim, Israel não está conseguindo lidar com a guerra em duas frentes.
Ainda, segundo declaração de próprios militares e analistas israelenses, a ofensiva contra o Líbano, né, o ataque neocolonial de Israel contra o Líbano em 2024 2025 foi planejado, organizado. Dessa vez Israel não estava preparado. Israel não estava preparado para um combate em duas frentes, enfrentando o Líbano e enfrentando o Irã.
Então, a capacidade de defesa, a capacidade de resposta de Israel está extremamente limitado. Então, o grau de destruição de Israel não é pequeno. E é curioso, né?
Porque tem um certo discurso sionista de esquerda que saiu de moda, né? E aqui, só lembrando uma coisa, viu? Quando o Ramais fez o ataque do 7 de outubro, ainda existia um certo sionismo de esquerda forte, né?
E eu fiz a crítica direta a todos aqueles que se diziam progressistas, mas venham com aquele discurso: "Ah, não, apoia a Palestina, mas sou contra o ramais. Ah, apoia a Palestina, mas tem violência dos dois lados. Apoia a Palestina, mas tem que ter cuidado com a o a crítica ao sionismo, que pode ser a crítica ao antissemitismo, né?
Até teve gente que eu escrevi livro junto, eu fiz a crítica pública e a pessoa rompeu comigo. Não me arrependo de nada, viu? Não me arrependo de nada, porque mesmo com toda a destruição e tal, a maioria da população de Israel apoia o ataque contra o Irã.
É uma sociedade profundamente fascistizada. Diversas pesquisas mostram que para a população israelense não existe inocente em Gaza. Tem que matar todo mundo.
A galera apoia o ataque contra o Irã, sabe? A galera acha que tá certo o governo Antoniarro sair invadindo, matando de Deus e o mundo. Uma morte de mais de 170 crianças, a maioria meninas e mulheres na escola no Irã, não sensibiliza a população de Israel.
É uma sociedade profundamente fascistizada. Se o problema não fosse só o governo Netoniarro, seria bom. Então, mesmo com Israel sofrendo os seus maiores danos em décadas, a maioria da sociedade israelense apoia a guerra.
Porém, contudo, todavia, o grau de impacto que está tendo em Israel, a incapacidade de defender a população, tá colocando o governo em cheque e tá gerando várias eh ebulições e contradições sociais, né? Circula na internet em massa, por exemplo, vídeos do pessoal brigando nos bankers em israelenses, porque não tem lugar para todo mundo. Beleza?
Aliado a isso, presta atenção, a perspectiva dos Estados Unidos por um erro estratégico, tomando a reação do Irã, como se a reação do Irã agora fosse igual à guerra dos 12 dias no ano passado, era não. O Irã não vai contra-atacar os países do golf e não vai fechar o estreito de Ormis. Saiu uma matéria na Folha de São Paulo que na verdade é uma reprodução de uma matéria do The New York Times, né, que a matéria diz o seguinte: "Presta atenção, Trump não esperava a resposta agressiva do Irã".
A matéria explicita em detalhes como os Estados Unidos não contavam com a possibilidade do Irã responder fechando o estreito de Orm, atacando a infraestrutura energética, militar e diplomática dos Estados Unidos nos países do Golfo, simples e objetivamente. Eles não contavam com essa possibilidade. O Iran responde à altura.
A partir do momento que o Iran responde à altura, ele cria um problema gigantesco pros países do Golfo. Por exemplo, no Barém. Barém, neste momento, tem um levante popular pela derrubada do governo.
Inclusive, as pessoas estão proibida. Deixa eu pegar só a informação certinha para não dar informação equivocada, que eu li isso ontem, quase de madrugada. Veja, o governo do Barém está buscando aplicar a pena de morte para cidadãos que filmarem a devastação causada pelos ataques iranianos.
O governo do Barém, ele simplesmente não tá conseguindo segurar a insatisfação social do povo. Você tem um problema que é o Qatar, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e tal não estão conseguindo manter a sua produção energética. A produção do barril de petróleo e do gás caiu a níveis históricos.
Em Dubai há uma quebra de uma sensação de segurança, porque assim, por muito tempo Dubai investiu muito na ideia de ser um paraíso fiscal e um lugar para novos ricos, né? e atraindo muito jogador de futebol, celebridade e por aí vai. Um soft power muito poderoso.
Galera tá vazando, viu? Galera tá vazando, tá indo embora, porque acabou a sensação de segurança, a ideia, não tô aqui num país, no Oriente Médio, tal, mas aqui tá tudo tranquilo, tudo de boa e tal, ela tá vazando. A produção de petróleo, gente, a produção de petróleo, meu Deus do céu, isso aqui quando eu li, confesso que me deu uma alegria muito grande.
Ó, só para citar o dado certinho para vocês. A guerra no Oriente Médio está provocando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história, afirma a Agência Internacional de Energia nessa quinta-feira. Então a gente tem neste momento o maior interrompimento do fornecimento de petróleo da história.
Da história. O preço do barril de petróleo disparou, bateu um pico de 120 o barril. Aí o ministro de energia dos Estados Unidos foi e disse que a Marinha dos Estados Unidos tinha condição de escoltar navios petrolheiros e cargueiros que transportavam petróleo para furar o bloqueio do estreito de Ormuz.
O preço do petróleo foi baixou. O cara mentiu para manipular o mercado especulativo, as bolsas de valores e a precificação do preço do petróleo. Em seguida, foi desmentido pelo próprio governo, né?
O governo dos Estados Unidos afirmou que, presta atenção aqui à notícia, Marinha dos Estados Unidos informa a indústria naval que escoltas no canal de Ormus não são possíveis por enquanto. Então assim, uma desmoralização pública. Os caras foram lá e causaram prejuízos bilionários, inclusive a fundos de investimento, a capital especulativo, porque disseram assim: "Não, a gente garante assim, a gente vai escoltar navios pelo estreito de Ormus, tá tudo de boa, tal, tá tranquilo".
Aí, pô, o preço do petróleo baixa. Aí a galera, beleza, então tá garantido, né? Eita, tá garantido não.
Ó, os Estados Unidos não tem neste momento um plano de contingência para reabrir o estreito de Orm. Continuando nessa toada, o preço do petróleo vai se manter acima dos $ o barril. Isso tem impacto inflacionário global.
O fornecimento de gás para a Europa está impactado. Isso tem consequências, inclusive direto no posicionamento de governantes europeus. A Jorgia Melone, por exemplo, cobrou publicamente, Jorgia Melone, que é de extrema direita, viu, gente?
Cobrou publicamente a responsabilidade pelo ataque na escola do Irã, que matou, repito, mais de 170 meninas e mulheres, principalmente, e não vai apoiar a guerra. E aí, diga essa passagem, o Qatar é o principal fornecedor de gás pra Itália, né? Então, assim, tem um problema.
Se a guerra demora muito tempo, a Itália tem um problema econômico seríssimo. O governo da Espanha, do Pedro Sanchez, que é praticamente o único social que ainda tem sangue nas veias na Europa, também se colocou contra a guerra e aqui tem interesses econômicos, tem interesses geopolíticos, tem interesse de segurança, inclusive nacional. A Espanha tem uma população muçulmana relevante, né?
A Espanha é ponto de também de imigração de muçulmanos que vem do norte da África. E tem também um certo elemento ideológico, querendo ou não, Pedro Sanchez é uma figura que o governo dele vem dedicando um apoio importante à causa Palestina. Então é isso, o governo espanhol é quase que o último resquício de uma socialdemocracia de esquerda que já existiu no século XX.
Claro que o Pedro Sanchez não tem uma estatura histórica e moral de um olf palmer, né? Não tô compando longe de mim, pelo contrário, né? Mas assim, lembra um pouco a postura de um Olof Palmer, por exemplo, né?
foi provavelmente o maior líder da social-democracia europeia no pós- Segunda Guerra Mundial, um dos poucos que tinha dignidade, que tinha uma real postura anticolonial e de apoio às lutas do terceiro mundo, inclusive a revolução cubana, diga-se de passagem. Então, do ponto de vista da infraestrutura energética global, isso é um problema econômico gigantesco para os Estados Unidos. A inflação vem crescendo nos Estados Unidos, o preço do combustível vem crescendo nos Estados Unidos, vem crescendo no Brasil também, mas o Brasil a gente vai falar em outro vídeo, né?
Isso vai ter um impacto, não se sabe o quanto, mas vai ter um impacto nas eleições legislativas. Eh, e o governo Trump está desesperado, tá recebendo uma pressão gigantesca, gigantesca de todos os lados, uma pressão econômica gigantesca para tentar uma saída honrosa para o conflito. Inclusive, o Trump já deu declarações, deu entrevista a Fox New dizendo que aceita negociar com Irã.
O cara que disse que ia ser uma guerra rápida, que já jo ia acabar, que ia dar tudo certo e por aí vai. Para piorar a situação dos Estados Unidos, a exportação de petróleo do Irran aumentou. Exportação de petróleo do Irran aumentou para a China.
Eu coloquei uma notícia aí, Maxwell, nos arquivos. Coloca aí na tela, por favor. E como se desgraça pouca fosse bobagem, como se desgraça pouca fosse bobagem.
Sai uma reportagem da Veja que diz o seguinte: "A primeira semana da guerra contra o Irã custou os Estados Unidos ao menos 11. 3 3 bilhões de dólares, né? De acordo com o relatório apresentado pelo Pentágono ao Congresso e divulgado pelo jornal do New York Times, na reportagem da Veja fala que esse custo de mais de 11 bilhões não pega a preparação para o ataque, então o custo pode ser maior.
Então a gente tá falando de uma guerra bilionária em que os Estados Unidos não estão vencendo do ponto de vista estratégico, que tá causando um rebote inflacionário global, que vai ter impacto global, inclusive nos níveis de crescimento econômico, inclusive impacto global. significativo na Europa Ocidental e nos Estados Unidos, que está degradando ainda mais no mundo a imagem dos Estados Unidos e de Israel. Vale dizer que Israel está assassinando em massa padres, população cristã.
Isso tá causando inclusive um impacto nos Estados Unidos, por exemplo, em que existe uma corrente protestante, procionista muito forte do mesmo jeito que existe no Brasil, tá pegando muito mal, né? O apoio pró Israel tá sendo desconstruído, tá virando pó nos Estados Unidos. E aqui é curioso, né?
Porque a desconstrução do apoio para Israel tá mais rápida nos Estados Unidos do que no Brasil, [risadas] sabe? Enfim, aqui a mídia brasileira é mais sionista do que a mídia israelense, viu? Se você pega a posição da Folha de São Paulo e a posição do Hertz, que é o principal jornal de Israel, a Folha de São Paulo é mais próetaniarro, é mais procionista do que o principal jornal israele.
Mas assim, está sendo desconstruído. Os países do Golfo não entraram numa coalizão contra o Irã, né? Semana passada tava acompanhando muito essas notícias, esses debates sobre, ó, existe o risco dos países do Golfo que estão tendo infraestrutura energética, data centers, bases militares, prédios atingidos por míssis do Irã, fazeram uma coalisão com Israel para atacar o Irã.
Isso não aconteceu, dentre outras coisas, porque esses países do Golfo estão vendo que os Estados Unidos não têm capacidade de protegê-los. Então veja que coisa curiosa. décadas de trabalho diplomático do imperialismo estadunidense de Israel para aproximar essas protamonarquias de Israel tá sendo desfeito em poucos dias porque ficou muito claro para a Arábia Saudita, para a Emirados Árabes Unidos, para o Kwait, para o Bah, para o Qatar, que ser sabujo, ser aliado dos Estados Unidos não compensa muito, porque na hora que o bicho pega, Israel pensa em si, Estados Unidos pensa em si e o Trump, gente, Formalmente ele não conseguiu aprovar no Congresso estadunidense a declaração de guerra, né?
Então, formalmente isso nem é uma guerra, é uma operação militar. Para transformar isso numa declaração de guerra, inclusive entrar com força militar máxima dos Estados Unidos, ele precisaria de uma aprovação no Congresso. Só que é muito difícil justificar isso enquanto uma aprovação no Congresso, considerando que o discurso inicial era, ó, vai ser um processo rápido, a gente vai bombardear, vai fazer uma operação cirúrgica, vai matar os líderes, vai fazer a mudança de regime, vai ficar tudo resolvido e vai destruir para sempre o programaclear iraniano.
Isso não aconteceu. O que é que se destaca nesse processo? que já tá claro que a Rússia vem contribuindo com informações de inteligência para o Irã.
Isso tá claríssimo, assim, ninguém duvida disso. É um consenso entre especialistas, analistas geopolíticos, especialistas em teoria militar, que a Rússia vem contribuindo com informações estratégicas sobre alvos dos Estados Unidos no Oriente Médio. Também tá claríssimo que a China, depois da guerra dos 12 dias, ano passado, e garantiu um certo upgrade, né, de armamentos e mísseis para o Irã.
Aqui eu preciso fazer uma autocrítica no vídeo. China frente à escalada militar dos Estados Unidos, acho que é esse o título do vídeo, eu repercuti uma notícia que saiu em todo canto, viu gente, que o governo chinês estava fazendo pressão para o Irã abrir o estreito de Ormis, né? E aí todo mundo, todo mundo, não foi só a mídia burguesa, não, viu?
foi inclusive analistas de esquerda, deu como crível essa notícia, dado que a China tava preocupada, a China ainda tá preocupada, né, com o sua segurança energética e seu nível de abastecimento de petróleo. Inclusive, a China suspendeu a exportação de petróleo para segurar as reservas. Porém, contudo, todavia, o que se configura a passar desses 12 dias é que a China não está atuando como ponto central, no sentido de forçar o Irã a abrir o estreito de Orm, que a China vem atuando para reforçar as chamadas frotas fantasmas, né, de navios cargueiros que transportam petróleo saindo do Irã, passando pela Malásia e parando lá na China para garantir sua segurança energética.
E a postura da China tem sido assim: "É, eu vou garantir o meu para não ter um choque inflacionário na minha economia e o mundo aí que se resolva". O que, do ponto de vista do Irã é bom, porque garante uma sustentação diplomática e econômica melhor para o Irã. Então, preciso fazer uma autocrítica porque o que eu falei no vídeo não se confirmou, viu?
Naquele vídeo eu errei do ponto de vista dessa informação e da análise dos desdobramentos dela. O que que significa? É importante dizer o seguinte, eu tô gravando esse vídeo na quinta-feira às 1 hora da tarde, viu?
Então quando o vídeo for lá na sexta, muita coisa pode ter mudado já. Fato concreto, porém, contudo, é que neste momento o custo econômico da guerra tá ficando muito pesado para o chamado ocidente capitalista, né, imperialista. É fato concreto que o Israel tá tendo amplos prejuízos, que o governo Trump não tem mais um discurso amarrado sobre qual é o objetivo da guerra, porque assim, dizer que o objetivo é mudança de regime não se sustenta mais não, viu?
É isso? Ou então que o Irã desista de de ter uma bomba atômica, isso não sustenta mais. Israel não tá conseguindo dar conta neste momento de um ataque em duas frentes entre o resbolar no Líbano e o Irã.
Por outro lado, e aparentemente do ponto de vista diplomático, todo o processo de aproximação de décadas que Estados Unidos, Israel vem fazendo em torno das petromarquias, né, buscando uma aliança entre petromonarquias e o sionismo, isso vem sendo desfeito porque ficou muito claro para essas petromarquias que essa aliança não é tão vantajosa como parece, que ele não tem sua segurança garantida sem falar dos prejuízos financeiros. Porque assim, eu, e aí pode ser erro meu, porque eu tô com muita agenda de rua, de pré-campanha e tal, tô conseguindo ver, mas eu preciso ter acesso a um estudo que procure mostrar as consequências econômicas só desses 11 dias de guerra, do ponto de vista de fluxo de turistas, de saída de capital, de desistência de de negócios, de investimentos e por aí vai nessas petromarquias, né, nesses países do Golfo, na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes, no Kuwait, no Barém, no Qatar. e por aí vai.
Eu imagino que o impacto financeiro está sendo significativo e esses países que são países de uma base legitimidade muito pequena, que depende inclusive de força de trabalho imigrante, podem ter consequências de maior longo prazo, né? Porque o imigrante, por exemplo, indiano, acho que vai começar a pensar duas ou três vezes mais na hora de tentar sair da miséria do seu país. Pô, será que Arábia Saudita é realmente um bom lugar, né?
Volta e meia, cai bomba lá, a gente morre. E não é que o imigrante vá lá só porque é seduzido, tem uma necessidade econômica, né? Tá na miséria e tal, mas assim, a ideia de emigrar para sair da miséria, você luta por isso e vai considerar vários países, né?
Provavelmente há que se ver, há que se estudar os impactos disso no médio longo prazo. Esses países podem ter, quem sabe certa escassez relativa de força do trabalho nos próximos anos, né? para eles explorarem, inclusive fazerem trabalho análogo à escravidão.
Antes de continuar o vídeo, só um recado muito importante, né? A gente vai ter sexta-feira agora na fundagem, na Fundação Joaquim Nambuco, o lançamento do filme em Recife, A rebelião dos jangadeiros. E eu participei do filme e eu vou est lá debatendo o filme junto com a diretora do filme.
O card tá aparecendo aí na tela e aí todo mundo que é de Recife e região está convidado. Eu espero vocês sexta-feira às 7 horas da noite no Cinema do Porto. Então eu espero vocês lá.
Então, arrematando esse vídeo, neste momento, do ponto de vista político, Israel e Estados Unidos estão perdendo a guerra e mais do que isso, eu acho que está sendo um ponto de virada junto com o próprio genocídio contra o povo palestino da imagem de Israel e dos Estados Unidos no mundo, o que é muito importante. Isso, porém, não pode fazer com que a gente tenha uma imagem idílica, uma imagem quase como se o Irã fosse uma espécie de superherói da Marvel, desconsiderando os impactos materiais e a perda de vidas humanas. Repito, quando acabar a guerra, o Iran, que já vinha numa situação econômica complicadíssima, vai comer o pão que o diabo amassou na reconstrução.
O Vietnã ganhou a guerra contra os Estados Unidos e o Vietnã até hoje sofre com os impactos da guerra, porque volta e meia acha uma mina, acham uma bomba que de vez em quando explode e mata uma pessoa, deixa uma pessoa sem um membro, com deficiência e por aí vai. Então não vamos reduzir os impactos econômicos, os impactos de destruição, os impactos de vida humana, de traumas. domindo pânico, de depressão, de tudo que você imaginar.
Mas neste momento, do ponto de vista político, porque a guerra é essencialmente a política continuada por outros meios, Israel, Estados Unidos estão perdendo para o Irã. Claramente houve um cálculo estratégico equivocado em que se subestimou a disposição do grupo dirigente do Irã de responder e de escalar uma ofensiva militar contra Israel e os Estados Unidos. A impressão que fica essa altura do campeonato é que eles esperavam um grau de contenção semelhante ao que o Irã mostrou na Guerra dos 12 dias, ano passado.
E aí, eu não tenho certeza disso, mas talvez seja uma ironia deliciosa da história que o Ali Camenei, pintado como bárbaro, monstro, agressivo, violento, uma ameaça ao mundo. Talvez a morte do Alicenei tenha provocado junto com a a própria morte do presidente ano passado, que dizem que foi um acidente de helicóptero, mas foi Israel que matou, tenha provocado uma certeza de que, ó, não é possível contemporizar com Israel. a gente precisa impor uma derrota militar e política para garantir um pouco de segurança nos próximos anos, senão a gente vai ser em breve atacado novamente.
Então, talvez aquele que era chamado de radical, de bárbaro, a morte dele tenha provocado uma radicalização no sentido de que enquanto doutrina militar, se a gente não colocar Israel e os Estados Unidos de joelhos agora, a gente vai ser atacado já de novo e vai ficar num ciclo eterno de ataques. a se observar. Por fim, só um comentário mesmo teórico.
Veja, gente, eu acho que a classe reinante da burocracia estadunidense, citando aqui um conceito do Nicos Pulantes, que que é a classe reinante? É aquela camada social que é responsável pela administração dos altos postos de poder, né? Os ministros, os generais, os subsecretários e por aí vai.
Eles realmente eles acreditam em alguma dimensão na sua propaganda. Porque na propaganda das ciências sociais liberais ocidentais burguesas é muito usado conceitos como totalitarismo. É achar que um sistema político se sustenta só na base do grande líder.
Então se matar o Camenei, o sistema desaba. Ou então eles acreditam muito na própria propaganda orientalista deles, que é mostrar o Irã como um sistema político bárbaro, arcaico, por religioso, porque clerical e por aí vai. O que a gente viu foi o seguinte, né?
Quem erra na teoria nação, já diria o grande comunista palmeiro Toliat. O que a gente viu foi o seguinte: o Irã nem é uma república primitiva em que a morte, o assassinato, o martírio, seus líderes faz com que as instituições parem de funcionar. pelo contrário, mostrou o nível de formalismo burocrático e de dinâmica das instituições em que estavam sendo assassinados generais, ministros, chefes, líderes.
E a coisa continuou funcionando normalmente, viu? Normalmente. E mostrou também que a ideia de que a o regime iraniano está baseado só no iatolá.
Então, Matou e Atolá resolveu o negócio também não sustenta, porque a República Islâmica tem bases sociais muito mais sólidas no país. Então, cuidado com você que repete umas besteiras aí sobre totalitarismo, sobre autoritarismo e tal, querendo reduzir a complexidade de um país, porque aparentemente os Estados Unidos cometeram esses erros, né, e agora estão pagando um preço que ainda é um preço baixo, porque eles não estão sofrendo prejuízo no seu próprio território. É isso, galera.
Espero que vocês tenham gostado do vídeo de hoje do canal. Não se esqueça de se inscrever no canal, ativar o sininho, curtir esse vídeo, compartilhar tudo isso que vocês já sabem. Ah, só uma coisa, antes de terminar, eu quero agradecer muito a todo mundo que vem tocando páginas de cortes nossos, tem divulgado nossos conteúdos, né?
Tem uma página no Instagram que é o Jones Manuel Takes, que é uma página sensacional que toca vários cortes nossos, tá com mais de 100. 000 1 seguidores já que é muito boa. Eu descobri uma página no Facebook também que é Jones Manuel Cortes Senhor Cris, que é uma página sensacional, muito boa também, que vem fazendo muito sucesso.
Eu não tenho KWE, fiquei sabendo semana passada por uma amiga que meus vídeos rodam muito no K, viralizam, tem várias páginas lá. E aí eu quero fazer um pedido especial para você. Você que manja de internet, você que tem um tempinho livre e consegue fazer isso, por favor, cria essas páginas de corte nossas no Facebook, no Twitter, no Instagram, no Kaes possíveis.
Essa é uma das maiores contribuições que você pode dar para ampliar os debates que a gente faz, o alcance das nossas análises críticas, né, a proposta da revolução brasileira. Isso tem ajudado muito, inclusive isso ajuda a furar o shadow bank que as bigtex vem dando na gente nas redes sociais. Então, se você puder, você tiver tempo para criar essas páginas, para tá postando material, tá atualizando elas com constância, pô, eu agradeço muito e você vai ajudar demais.
É isso, galera. Um beijo e até a próxima.