Qual é o propósito para que a gente até use a máquina mas não seja a parte da máquina como se nós máquina fosse [Música] eu cortei ela faço o que faço porque porque isso me oferece renda também porque isso me oferece prestígio também porque isso me oferece reconhecimento também mas não é só isso isso auxilia imensamente que eu faça o que faço com alegria com dedicação né com uma satisfação grande mas não é a razão exclusiva porque o que faço é a minha obra não é só o meu emprego é o meu emprego como forma
de meio de vida mas não é apenas o emprego é o que me move é o que me movimenta no entanto gosto de lembrar algo e vou trazer ela aqui de novo é preciso sim saber qual é o teu propósito a coisa pior é quando você não tendo nitidez do teu propósito Alguém tem por você e te conduz e te leva de novo a palavra alienação você não se pertence quando você não é capaz ou eu não sou capaz de ter clareza de quais são as razões pelas quais faço o que faço é claro que
eu até posso seguir fazendo de modo automatizado mas aquilo perde qualquer sentido no dia 16 de Abril 16 de Abril de 1889 a 104 anos nasceu em Londres uma das pessoas que eu mais admiro Charlie Chaplin Charlie Chaplin Um homem que foi capaz de trazer a emoção da arte de tornar a vida mais engraçada Tiraram um pouco do desgraçado da vida por intermédio de uma personagem que ele criou que é um vagabundo o Carlito quem aqui não se lembra das imagens de seja no filme O garoto né seja no filme que trará né luzes da
ribalta mas especialmente Charlie Chaplin foi capaz de nos encantar com a graça a graça da não desistência não é casual que ele seja um dos personagens mais imitados né é fácil a gente imitá-lo ele morreu no dia 25 de dezembro 25 de dezembro de 1977 no dia de Natal não é à toa que João Bosco e aldebank depois ao fazer a música o Bêbado e Equilibrista cantaram caía a tarde como viaduto e um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos pois bem 16 de Abril de 1889 Carlitos não nasci ainda nasci a Charlie Chaplin Charlie Chaplin
Um homem que produziu o cinema mudo em larga escala e que em 1936 Olha só 1936 fez um filme que tem muito a ver com essa reflexão um filme chamado Tempos Modernos primeira que é Ainda num cinema que já não era mais mudo ele faz um filme Temos modernos que é quase todo ele mudo é o último filme mudo do Charlie Chaplin e é o primeiro filme em que a voz dele aparece é o último filme mudou dele e é o primeiro em que ela aparece porque ele canta Aliás ele é o autor da trilha
sonora desse filme Trilha Sonora é essa que tem uma novidade mais belas canções que é ismaels você se lembra da música sem letra a letra só virar em 1954 não foi feita por ele mas quando Charlie Chaplin faz Tempos Modernos ele organiza ali uma grande questão Aliás ele foi acusado de ser comunista por conta de pensar essas coisas uma grande questão que é porque Fazemos o que fazemos e no Tempos Modernos não sei se se lembra há uma cena clássica que é Eucaliptos como Operário que está numa linha de montagem numa empresa em que ele
tem que produzir tanto que eles inventaram uma máquina para alimentá-lo automaticamente sem que ele parasse de trabalhar se você se lembra da cenas elas são inesquecíveis né ele está ali e vem uma máquina como se fosse um pequeno robô que levanta na frente dele abre uma tampa uma sopa tirada colocada enquanto ele trabalha né E aí vem uma outro bracinho que pega um guardanapo e passa depois tudo dá errado naquilo mas a ideia é que ele não parasse de produzir a cena mais emblemática se você se lembra ela é muito reproduzida em vários lugares é
quando ele tá apertando né parafuso e cada vez aquilo vai correndo mais a esteira e ele vai apertando mais e uma hora ele enlouquece e ele começa a apertar qualquer tipo de coisa que pareça um parafuso inclusive os botões da roupa né do supervisor E aí vai e é um determinado momento e esse é o grande tempo da simbologia em que ele cai na máquina ele cai na engrenagem e essa é uma das cenas mais conhecidas porque ele cai nos dentes da engrenagem da máquina e ele vai passando por todos os dentes e sair leso
do outro lado ele só sai leso do outro lado e essa é a simbologia porque ele é parte da máquina isso é ele não é uma pessoa com desejo vontade e necessidade propósito ele é parte da máquina Se ele não fosse parte da máquina ele seria triturado naquela máquina mas ele se integra tão bem com a máquina que da Máquina parte sendo ele compondo a mesma máquina nada mais é o filme fala sobre necessidade de humanização do mundo do trabalho ele irritou todos os cantos desde o mundo nazista em 1936 até o mundo stalinista soviético
ele conseguiu Charlie Chaplin gerar inimigos para todos os lados porque ele trouxe uma questão à tona porque Fazemos o que fazemos aliás essa obra antecipa um pouco que vai ser depois do grande ditador antecipa um pouco as reflexões que ele fará até o momento em que não sei sabe essa genialidade dele foi homenageada com Oscar honorário ele é o maior tempo de aplausos em pé de toda a história do Oscar são 14 minutos de aplausos interruptos quando ele jamais idoso recebeu essa homenagem mas eu cito aqui Charlie Chaplin a 134 anos nascido porque ele foi
capaz de nos provocar uma questão Qual é o propósito para que a gente até use a máquina mas não seja a parte da máquina como se nós máquina fossemos isso vale para o casamento para amizade para convivência para o emprego isso não é uma recusa ao empreendedor A Amizade ao casamento a escola é apenas a necessidade de uma adesão consciente [Música]