[Música] O lugar que é bom para mim é onde eu quiser estar. A estrela ainda brilha, ela é quem vai me guiar. Ser guerreira é minha cina.
Batalhando para vencer. Tenho voz para ser ouvida, tenho sonhos para viver. Não vão mais conseguir me anular, me calar.
Ninguém vai me impedir de cantar e lutar. Seja em casa, no campo, na rua ou na praça, chega de mordaça. Agora eu vou falar.
Porque eu sou mulher para fazer acontecer. Eu sou uma delas. São elas por elas quando os espaços de poder.
Porque eu sou mulher para fazer acontecer. Eu sou uma delas. São elas por elas.
ocupando os espaços de poder. Olá, hoje é quinta-feira e vamos falar sobre o tema Mulheres e a luta pelo bem viver com Mayara Gomes. A Mayara é fundadora do projeto social esportivo Escola Popular Mangá e em 2024 foi candidata a vereadora em Niterói pelo PT e alcançou o importante feito de ser a mulher mais votada do partido na cidade.
Bora pra nossa aula de [Música] hoje, companheiros e companheiras. Eh, meu nome é Mayara Gomes. Tô muito feliz com o convite que eu recebi da TVPT junto com o programa Elas por Elas.
esse programa aí que é fundamental para impulsionar a participação das mulheres na política, organizado pela Secretaria Nacional de Mulheres do PT. Bom, eu sou Maara Gomes, eh sou de Aché, sou filha de Xangô, iniciada no candomblé, no il aché del MA, eh, que vem das águas do cantoá. Sou fundadora também de um projeto social esportivo que fica aqui em Niterói, cidade onde eu moro, eh localizado na comunidade do Cavalão.
Esse projeto é um projeto que dá aulas gratuitas para crianças e adolescentes de box taikendor numa perspectiva do esporte enquanto uma ferramenta de transformação social. Eu também sou professora de box e organizei aqui na cidade de Niterói eh a maior horta comunitária que teve aqui na cidade, também na comunidade do Cavalão, uma horta organizada em conjunto com os moradores ali daquela localidade e que serviu principalmente pro combate à fome, o combate à insegurança alimentar, eh, junto aí com uma perspectiva de educação ambiental, de organização popular e de permitir o acesso a alimentos saudáveis eh pela classe trabalhadora. O tema da aula de hoje é mulheres e a luta pelo bem viver.
Eu fiquei muito feliz com o convite para falar sobre esse tema, porque o bem viver para mim é uma concepção muito rica que dá conta de diversas dimensões aí da nossa organização enquanto ser humano, né? Da dimensão com a relação com a natureza, da dimensão da própria relação entre os seres humanos. da dimensão também individual de cada um, né?
E é muito importante a gente falar do bem viver, principalmente diante dessa conjuntura e dessa quadra histórica que nós estamos vivendo, que é uma quadra de acúmulos, enorme acúmulos de riqueza eh nas mãos de muito poucos. Desde 2020, por exemplo, apenas 1% da população mais rica do mundo acumulou aí em torno de mais de 2/3 da riqueza produzida pelo mundo inteiro. Isso é muita coisa.
E por outro lado, eh, em torno de 44% da população mundial hoje sobrevive com menos de 7 por dia, o que também é é muita gente aí eh numa parcela de marginalização social. Para além disso, a gente vem vendo o agravamento das mudanças climáticas e do impacto eh dessas mudanças na nossa vida e na sociedade como um todo, principalmente nos lugares nos lugares mais marginalizados nas favelas, né, junto com as populações ribeirinhos, enfim. Então, é o racismo ambiental cada vez mais latente.
Eh, e aí fazendo com que a gente pense com um novo olhar, né, para esse modelo de desenvolvimento, que é um modelo de desenvolvimento econômico brutal, cruel, que coloca o lucro sobre a vida e que vem devastando a natureza e, né, colocando pra gente pensar a necessidade de reconstruir e pensar um novo modelo. Além disso, além desse acúmulo de riqueza gigantesca na mão de muitos poucos, além dessas mudanças climáticas, né, essa também é um momento que a gente tá passando sobretudo também de acirramento dos valores individualistas, né? o neoliberalismo, ele faz muito isso, assim, então coloca para cada um enquanto é é o ser da da sua vivência, mas na perspectiva de que eh a sociedade é menos importante do que o meu do que as minhas conquistas individuais, do que os meus valores individuais, né?
E junto com tudo isso, uma quadra aí de avanço da extrema direita, do conservadorismo, né? enfim, de avanço desses valores cada vez mais retrógrados na sociedade, assim. Então, pensar o bem-viver diante de todo esse cenário que eu coloquei, ele é fundamental, eh, porque o bem viver ele se coloca de forma totalmente antagônica a esse sistema capitalista predatório, né?
E principalmente também esse sistema capitalista que é muito cruel sobre as mulheres e principalmente as mulheres negras, né? Nós mulheres negras ocupamos a base de uma pirâmide social eh que dá sustentação econômica para que um pequena parcela de pessoas de homens brancos, em grande maioria homens brancos e héteros, acumulem riquezas e acumulem poder, né? E aí o nosso corpo ele serve para essa acumulação no sentido de que quem tá no topo da pirâmide eh permanece no topo da pirâmide.
quem tá na base eh tem poucas condições concretas de sair da base, porque o sistema ele é feito para isso, feito para que cada um permaneça no seu quadrado e a gente não consiga, de fato romper com as desigualdades sociais, romper com a sociedade patriarcal, romper com o racismo. Para tudo isso, a gente precisa pensar um novo modelo de sociedade eh que seja eh além da sociedade capitalista. Isso é muito importante assim, porque o bem viver ele faz um chamado pra gente e é um chamado de sonho, é um chamado de construção de uma sociedade utópica, mas uma construção de uma sociedade na prática, né?
A construção do da utopia na prática, né? É muito importante a gente ter a consciência de que a história da humanidade não é a história da sociedade capitalista, né? Tivemos outros sistemas socioeconômicos anteriores à sociedade capitalista e durante a sociedade capitalista temos também algumas formas de resistência que acontecem em diversos locais.
Então a gente precisa beber dessas formas de resistência e projetar um futuro, mas um futuro melhor pós capitalismo, eh que dê conta de toda essa dimensão, eh, social econômica, né? Para além disso, o bem viver, e aí o é é uma uma concepção teórica e prática, né, que surge junto com os povos indígenas da América Latina e e que pensa a relação do ser humano com a natureza, a relação do ser humano entre os próprios seres humanos, a sua relação, né, enquanto sociedade, mas que pensa também eh a nossa individualidade, né? Que tipo de ser humanos, que tipo de indivíduo nós queremos ser para essa sociedade que nós estamos construindo eh a longo prazo, né?
Isso é muito importante assim, porque dá ele dá cabo de uma de uma completude muito grande na nossa dimensão enquanto enquanto indivíduo, né? E isso é fundamental. Então, eh, o bem viver coloca paraa gente essa construção de um modelo econômico, né, de uma construção de uma sociedade que é uma sociedade, eh, econômica feminista, antiracista e popular, né, totalmente antagônico.
esse modelo de de sociedade eh do sistema capitalista, que é um modelo predatório, que é um modelo, enfim, que bebe do patriarcado, né, que cresce ali junto com o racismo, né, e que, enfim, desumaniza mulheres negras, né, um modelo sobretudo individualista, eh, e que vem devastando com o nosso planeta. Então, por isso que é muito importante a gente pensar e não só pensar, mas se organizar para colocar na prática eh tudo aquilo que a gente vem bebendo do bem viver, né, e outras e outras teorias aí fundamentais, né, pra gente poder se contrapor à sociedade capitalista, né? E aí quando a gente pensa o bem viver e eu principalmente que sou uma mulher de aché que sou iniciada no candomblé, filha de Xangô, não tem como falar de bem viver sem fazer uma relação, uma aproximação desse modelo de organização social com os terreiros, né?
E é muito importante pensar isso, porque os terreiros vêm se organizando e estão na resistência há bastante tempo, principalmente aqui no nosso país, né, nessas religiões afro-brasileiras. Então, dentro de um terreiro. E aí, eh, eu venho de da linhagem da menininha, mãe menininha do canto que é uma linhagem matriarcal.
Então, pensar um terreiro de uma linhagem matriarcal de resistência dos povos, né, negros aqui no Brasil junto com os povos indígenas é algo muito forte, né, e que a gente precisa observar essa experiência de resistência e aprender muito com eles. Primeiro da relação com a natureza, né? A natureza pra gente que é de aché, ela não é a parte, não é um ser humano de um lado, é a natureza do outro, assim como a gente vê nas sociedades, né, eurocêntricas, não.
A natureza faz parte pra gente do nosso sagrado, né? A natureza ela se expressa nos nossos orixás através de açã, por exemplo, dos raios, oxum, das águas dos rios e manjá, né, das águas dos mares, Xangô da pedreira. Então não tem como pensar uma natureza sem pensar a preservação pra gente que é do povo da Xé.
E isso é uma concepção fundamental. Assim, a gente preserva a natureza porque a os nossos orixás são parte viva do nosso corpo, né? E preservar a natureza é preservar a nossa cultura, é preservar a nossa ideologia, é preservar o nosso sagrado, sobretudo.
Então, nós temos aí, partimos de uma outra relação com a natureza fundamental. Eh, para além disso, dentro do terreiro, a gente tem ali uma uma organização social, né, que precisa para que o terreiro possa resistir, né, ao racismo, eh, que é que é muito grande para que o terreiro possa existir a toda tentativa de dizimar com a nossa cultura, com a nossa religião, né, por conta desse racismo religioso que é gigantesco no Brasil aí oriundo, né, de toda a nossa história. e construção social a partir da escravização dos povos negros de África, né, aqui no Brasil, a partir de toda tentativa de embranquecimento da nossa sociedade, né, dessa política eugenista, enfim, né, e que coloca enquanto demônio tudo que é de aché, sendo o demônio da religião, das religiões, eh, europeias e não da nossa religião, né?
Então ali existe uma organização social dentro dos terreiros que são que é fundamental para que a gente possa resistir e sobreviver, né? E dentro dessa organização social não existe acúmulo. Tudo que é produzido ali dentro do terreiro, ele é compartilhado e dividido entre os irmãos e não só entre os irmãos que fazem parte daquele terreiro, mas também com a comunidade ao seu redor, né?
É, então o os terreiros, né, de matrizes africanas, eles são fundamentais também para o combate à fome e a insegurança alimentar de de diversas localidades, né? E são muitas vezes ali são terreiros onde as pessoas têm o acesso a um alimento, onde tem acesso a um alimento saudável, onde ele pode, enfim, buscar algum nível de conforto, onde ele pode, eh, participar eh de forma integral de uma sociedade, né? Então não existe esse acúmulo.
Tudo que é produzido e tudo que é feito ali dentro do terreiro, ele é compartilhado. Isso é muito importante, porque vai de forma antagônica ao que a sociedade capitalista coloca de acúmulo de produção, de consumo, né, e que é devastador. É, para além disso, a gente tem também dentro dos terreiros uma uma dimensão social e uma dimensão individual que é muito importante, que o nosso corpo, e isso o bem viver coloca, que é muito importante também é que a dimensão individual, a gente precisa se cuidar, né?
né? E a sociedade capitalista, pelo contrário, diz que não. A gente precisa cada vez mais produzir, cada vez mais trabalhar, enfim, trabalhar para poder consumir a produção pelo consumo e o consumo pela produção nessa lógica predatória e a o tanto a concepção do bem viver tanto, né?
E aí eu tô fazendo essa aproximação da concepção do bem viver com os terreiros que para mim são formas de resistência e de luta das mulheres, né? A mãe menininha do cantoá e tantas outras mães e e aloreixás negras. né, aqui do Brasil, que resistiram eh e que possibilitaram pra gente estar vivos no dia de hoje.
Então, tô fazendo essa relação aí entre a concepção do bem viver com os terreiros por conta disso. Então, eh, os terreiros coloca pra gente a religião, as religiões de matriz africanas colocam pra gente que o nosso corpo é sagrado. A gente precisa cuidar do nosso corpo.
E a BV também fala isso. A gente precisa cuidar dessa dimensão que é uma dimensão individual pra gente poder estar bem, inclusive para poder lutar, para poder seguir resistindo, para poder seguir, enfim, com a nossa caminhada para transformação social. Então, a gente sendo parte do sagrado orixá, uma parte viva que tá dentro de mim, eu preciso cuidar do meu corpo, eu preciso estar bem, eu preciso, enfim, eh também eh ter esse cuidado individual e termos momentos aí seja qual for, de de contato com a espiritualidade de uma maneira geral.
E o bem viver fala muito disso. Então, eh, o bem viver é essa concepção que dá conta um, né, que é uma concepção, né, de ideal e prática, né, que dá conta um da relação, né, dos seres humanos com a natureza pra gente repensar, né, a preservação, pensar que é nós somos parte da natureza e nós somos um objeto à parte, nós somos partes, né, constituinte, conjunto, né, precisamos pensar uma relação de simbiose com a natureza. Então, eh, para poder inclusive eh ter essa possibilidade de novas gerações poderem viver, né, num num ambiente saudável, num ambiente de qualidade.
Então, também da da dimensão entre os próprios seres humanos, indivíduos, né, a gente precisa ter uma relação de fraternidade, de solidariedade, uma relação de companheirismo, né, de dividir o pão. E de fato, é através dessa divisão do pão lutar pelo combate às desigualdades sociais, né, e pela distribuição das riquezas, as riquezas precisam ser acessíveis para todo mundo e não só para um pequeno grupo, uma pequena casta que vem se mantendo ali nesse acúmulo de riqueza gigantesco e também dá conta de uma dimensão individual, né? Nós somos seres humanos, somos indivíduos que também precisamos nos cuidar, precisamos ter a nossa saúde mental em dia, precisamos pensar a nossa relação com a espiritualidade de uma maneira geral e valorizar os nossos ancestrais e toda a educação e toda a cultura, né, e tudo que foi eh de aprendizado daqueles que já estiveram na luta anterior à gente.
Isso é muito importante assim, porque a nossa luta não começa hoje, né, e também não vai acabar hoje. Então, tiveram diversos lutadores e lutadoras anteriores à gente. A gente precisa aprender com eles, a gente precisa aprender com essa cultura ancestral, né, que ela foi e é tão importante paraa nossa sobrevivência.
Eh, bom, isso é um pouquinho dessa relação do bem viver, né, com com as religiões de matrizes africanas aqui no Brasil. E também gostaria de fazer um paralelo entre o bem viver e a agroecologia, que também faz parte ali dos terreiros no momento que a gente pensa que muito de diversos terreiros eh são produzidos e plantados ali mesmo naquele local, né, do acesso a uma alimentação saudável, saudável das plantas medicinais, enfim. Então tá tudo tudo caminha junto, né?
Tudo caminha de uma forma intrínseca. Eh, e são olhares que a gente precisa ter para poder aprender e imaginar uma nova sociedade, botar na prática e construir um mundo novo, que é o mundo que a gente tanto sonha e tanto luta. E aí na agroecologia, eh, isso é muito importante no sentido de pensar primeiro, a produção do alimento.
Nós temos um desafio atual, que é um desafio que o presidente Lula colocou em conto central inclusive, que é o desafio do combate à fome. E pensar a fome, não só no Brasil, mas no mundo inteiro, é você pensar esse modelo de desenvolvimento econômico, que é um modelo de desenvolvimento econômico feito para que certas pessoas passem fome. Isso é muito cruel, porque através da fome, inclusive, esse é um mecanismo utilizado por diversos povos de para dominação de outros povos, né?
A fome ela é um mecanismo de dominação, ela é um mecanismo de você segregar, ela é um mecanismo de você eh acabar com determinados fogos, né? Então, é um mecanismo de genocídio sobretudo. E quando a gente pensa a fome no Brasil, eh, a fome ela tem cor, né?
Ela tem raça, ela tem CEP e ela tem gênero, né? A fome ela atinge principalmente mulheres negras de comunidades, né? mulheres negras que vivem em situação de marginalização social, fruto dessa política econômica de acúmulo de riquezas e de devastação da sociedade, né, fruto dessa política econômica individualista, né, que tenta dizimar o nosso povo há muito tempo.
Então, a fome ela tem essa característica, né? E aí é muito cruel porque eh a maior parte da produção de alimentos, da produção e da utilização da terra no Brasil e no mundo é uma produção, né, pro agronegócio. E pensar o agronegócio é uma produção pro lucro e não para, de fato, para que as pessoas tenham acesso a uma alimentação e uma alimentação saudável, né?
Então, o agronegócio ele ele bebe muito disso, dessa dessa constituição, né, e desse dessa desse fazer político e desse fazer socioeconômico, né, de acúmulo de riquezas, de escassez, né, e aí a escassez de terra no sentido da pluralidade, da diversidade de diversos trabalhadores rurais poderem acessar a terra, pelo contrário, né, o acúmulo de terra na mão de muitas poucas pessoas, da escassez de aliment ento para o consumo, né, das pessoas. Eh, acho que a gente pode acompanhar recentemente, inclusive, eh, diversos produtores aí do agronegócio, destruindo, jogando fora alimentos para poder aumentar o valor do alimento no consumo, na parte final, né? E mesmo diante de um cenário de alta de preço de alimentos, mesmo diante de um cenário de que ainda existe pessoas em situação de insegurança alimentar no nosso país, então o lucro tá sempre acima eh da vida e do acesso ao alimento.
Então, o agronegócio é esse modelo de escassez, esse modelo de acúmulo de terras, esse modelo de de enfim de veneno, né, de produção de alimentos através de uma de de veneno, enfim, né? Então, a agroecologia ela se contrapõe a isso. A agroecologia ela coloca a produção de alimento primeiro através de uma outra relação com o meio ambiente.
a gente precisa preservar, a gente precisa produzir de uma forma sustentável para que o meio, meio ambiente seja preservado e preservar não só paraas nossas gerações, mas preservar também para que futuras gerações tenham acesso a esse meio ambiente, possam continuar a produção, possam, enfim, continuar a a se desenvolver, né? Mas é o desenvolvimento tem que ser um desenvolvimento que pense de fato o que que nós precisamos paraa nossa sobrevivência e pra nossa vida, né? não um desenvolvimento que coloque eh o o acúmulo acima de tudo.
Então, o agroagroecologia ela se contrapõe a esse modelo e ela coloca pra gente uma produção feminista, uma produção popular. E eu digo uma produção feminista no sentido do cuidado, no sentido da preservação, no sentido da nossa biodiversidade, né? é uma produção popular, né, de de alimentos saudáveis, né, para que a gente possa eh não consumir alimentos com veneno.
Isso é saúde, isso é cuidado, isso é bem-estar, né? Isso é vida. Então, o bem viver ele é fundamental, né?
E existem diversas formas de luta e de organização do bem viver, que a gente precisa beber dessas práticas para projetar um novo futuro, né? através do presente, porque o futuro ele se constrói através do que a gente eh organiza no dia de hoje. E para que a gente possa construir uma nova sociedade, que seja uma sociedade eh feminista, que seja uma sociedade antirracista, que seja uma sociedade de igualdades, né?
que seja uma sociedade de distribuição de riquezas, de acesso à riqueza, eh, e que permita a gente ter a nossa dimensão no sentido plural, no sentido da nossa espiritualidade e que permita a preservação sobretudo do meio ambiente, porque não existe plano B, não existe outro planeta. É esse planeta a gente precisa preservar pensando num modelo de desenvolvimento econômico sustentável e plural. Eh, então, bom, eh, para concluir, eu queria mais uma vez agradecer o convite da TVPT, agradecer o convite aí desse programa Elas Elas, que é tão importante, e fazer um chamado para que a gente construa o bem viver na prática e para que a gente eh pense novas novas formas de relação para que um futuro seja um futuro de prosperidade, um futuro de fraternidade, um futuro de solidariedade, um futuro feminista.
e um futuro antiracista. Muito obrigada. Eh, bom, espero que vocês tenham gostado.
Quem puder me seguir lá no Instagram é @maiaragomes. Na aula de hoje nós aprendemos sobre mulheres e a luta pelo bem viver com a Mayara Gomes. O tevelas por elas formação de hoje fica por aqui, mas amanhã eu te espero porque tem roda de conversa.
Tchau. Tchau.