[Música] até o ano 2000 o objetivo dos Fundos estruturais parecia cumprir Portugal convergir com a média europeia e isso reflectia-se na evolução positiva do rendimento médio de cada português se em 1985 Pipe per capita Nacional representava apenas 53% da Média Europeia no ano 2000 Portugal alcançava o melhor desempenho com 85%. mas na viragem do século a situação alterou temos vindo a descer e estamos hoje entre os últimos da tabela de rendimento Pear capta dos 27 ao contrário de parceiros da coesão como a Irlanda ou de países de Leste que aderiram à União Europeia já neste
século de dizer que os Fundos europeus não têm cumprido o objetivo [Música] os Fundos são sem dúvidas muito importantes para a nossa economia porque para já constituem a parte essencial de nosso investimento público mas não é a utilização dos Fundos que explica o nível de desenvolvimento de um país que acontece sempre nas fases iniciais são esgotos são redes de comunicação em geral e portanto é atacar aquilo que são os bloqueios mais estruturais mais básicos muito tempo para perceber isso a Irlanda estava muitíssima abaixo da Média europeia quando aderiu à Comunidade Europeia que foi antes de
Portugal e hoje em dia está muitíssimo acima é um dos países per capita mais ricos da Europa e mais ricos do mundo mas não foi pessoal porque utilizou bem um mal Fundos naturais a questão fundamental da Irlanda é uma estratégia de desenvolvimento económico que começou há mais ou menos a partir dos meados dos anos 90 que é que é relativamente diferente de Portugal ou seja uma uma estratégia muito agressiva em termos da atração de investimento estrangeiro com digamos uma política de impostos bastante baixos político e económica é meu ver bem ou mal conduzida explica porque
razão é que Portugal não está hoje onde nós gostaríamos porque nós estivesse em 2000 Portugal deixou de crescer Nós pensamos que estávamos perante uma crise mais uma como tivemos muitas mais curta e passageira mas de facto verificou-se Foi uma mudança de regime económico entramos num período longo de estagnação E por que que isso aconteceu isso aconteceu fundamentalmente porque depois de um longo período de um modelo de grande sucesso econômico nós continuamos a insistir nas mesmas políticas sendo que o mundo tinha mudado muito e mudou muito primeiro porque passamos a partilhar uma moeda com a União
Europeia o Euro e depois mudou muito por acaso a globalização acelerou e por isso nós numa dimensão que era cada vez mais importante que era participar nessa Grande vaga da globalização que se estava a iniciar e que beneficiou todo o mundo e nós ficamos fora dessa vaga e por isso não conseguimos ah retirar ganhos das novas oportunidades que eu começo a internacional trouxe e eu concluiria por ventura que se não fossem os Fundos estruturais a crise nestes países teria sido brutalmente mais forte Mas de fato foi em 2007 é que nós notamos que o país
do ponto de vista das políticas públicas Começou a tomar consciência que nós precisávamos ou seja não podíamos continuar a fazer o mesmo que fizemos nos anos 80 e nos anos 90 tínhamos que terem atenção que estávamos num mundo muito mais competitivo em que a China Mudou as regras da concorrência em que os nossos setores e que competiam pelo preço não conseguiam mais competir pelo preço de que é impossível competir com o preço da China e por isso para conseguirmos Que nós tínhamos que fazê-lo não como modelo anterior mas já há ali estressado em conhecimento na
capacidade de inovação vender produtos mais caros gerar mais valor e pagar melhor salário aos trabalhadores quando nós comparamos com países nomeadamente Europa central antigo os países de Leste que hoje depois da sua entrada mais tardia no contexto europeu ah tiveram um desenvolvimento mais rápido mas esses países tinham níveis educacionais mais altos nós estamos a fazer um percurso notável neste domingo [Música] o Instituto emprega informação profissional é um dos maiores beneficiários depois europeus em Portugal muito do que se faz formação de investigação em Portugal [Música] nós estamos num cluster em 2009 e de plásticos que são
por natureza setores de pontas setores do ponto de vista Industrial muito exigentes desse ponto de vista às empresas têm sido capazes não só de utilizar os fundos mas de investir muito na formação das pessoas no nosso caso nós temos tido o apoio principalmente do Sem Fim que tem feito um trabalho enorme de apoio não só à qualificação de jovens mas também há há requalificação dos adultos com este curso de tecnologia mecânica pode-se arranjar um trabalho com bastante facilidade Há uma grande procura porque a falta de mão de obra qualificada nesta área e portanto isto aqui
é algo um mundo inteiro a quem queira investir no seu futuro Hoje existe uma grande atratividade dos jovens por áreas que são nós que dizemos sexy a área por exemplo da cozinha é claramente uma das áreas que está a atrair muitos jovens fruto da grande propaganda de televisão e do entretenimento que se está a fazer essa capacidade de influenciar os jovens para aquilo que são as necessidades reais da economia e não aquilo que muitas vezes está nos mídia é um trabalho fundamental que temos que fazer em conjunto sabemos que ah o investimento de um euro
na indústria se multiplica por três ou quatro na economia nós hoje Se quisermos finalizador temos uma grande dificuldade de arranjar um pintor Reino Unido por exemplo tem vindo a recrutar no mundo inteiro eh alunos eh de escolas de prazos suas universidades portanto têm se reabastecido de capital humano e nós se calhar eh deveríamos seguir um pouco esse modelo de mostrar que a nossa indústria é uma indústria que pode captar Ah no fundo jovens de todo o mundo a estratégia de requalificação faça as mudanças tecnológicas que nós temos é absolutamente essencial para o tal de crescimento
da produtividade tem muito interesse a olhar para a relação entre o rendimento de uma região e a escolaridade da sua população no caso de Portugal nós temos regiões a que é a região mais pobre de Portugal que é precisamente a região menos polarizada uma das variáveis que me dá mais segurança para o futuro que é a redução do abandono escolar Portugal veio de cerca de 50% do abandono de precoce ou escolar portanto no início dos anos 2000 para 10% em 2019 que é basicamente a média da União Europeia e vamos no primeiro momento em que
os Fundos foram muito importantes para a melhoria Geral das grandes infraestruturas tivemos um segundo momento onde houve uma atenção reforçada ao tema das qualificações e agora entramos Neste período onde haverá uma atenção combinada a três grandes temas o tema da resiliência o tema do clima o tema do digital [Música] irá receber praticamente metade do que recebeu ao longo de 35 anos mais de 50.000 milhões de euros estarão disponíveis até 2029 é o equivalente a 38 aeroportos do Montijo e são verbas que resultam do Portugal 20 Portugal 20 30 e do plano de recuperação e resiliência
esta é pois o momento de tirar lições do passado e preparar uma estratégia para o futuro com grandes objetivos bem definidos Coesão e sustentabilidade [Música] [Aplausos] [Música] da Estratégia do governo evolução ou plano de recuperação resiliência a digitalização está lá a transição energética e climática está lá aliás Portugal Tem experiências bastante interessantes desse ponto de vista uma experiência digamos piloto em termos de utilização da violas de alto mar que está a ser vista como muito interesse por muitos regiões portanto na Europa [Música] aos compromissos de sustentabilidade dos Estados membros Portugal tem pela frente desafios como
a reconversão das centrais a carvão a criação de um PlayStation 2 15 maiores países oceânicos do mundo a virar agora para o mar como nunca se calhar tivemos economia do mar é um conjunto de atividades muito nitrogênio tem atividades da Pesca mais artesanal como apanha do processo como Tem atividade tecnológica que estão na fronteira com a exploração do mar fundo ou as próprias energias renováveis e portanto obviamente que aquilo que são os desafios para competitividade são completamente diferentes e em grande parte são os mesmos Desafios que o resto da economia portuguesa através [Música] nós temos
aqui um sítio privilegiado no meio do mar o nosso uma profunda é o nosso quintal e com essas energias todas dos projetos europeus temos vindo a conhecer cada vez mais dos nossos mundos marinhos a nossa dorsal para nossas Fontes da termais descoberta de serviços culturais Campos de esponjas tudo isso com com financiamento europeu o mapa profunda é importantíssimo não só porque nos dá energia e pés mas também por ter um papel revelador de clima aquilo que se conhece é uma fração conhece realmente com grande atenção do fundo do mar e que vão Então campo de
futebol um pouco mais [Música] cedo é 2300 metros de profundidade a sensação é como se eu tivesse acabado de descoberta e ver aqueles vão direto mais aquele calor aquele energia toda é mágico [Música] os países nesta neste momento atual tem que ser extremamente estratégicos eu gostaria de ver um bocadinho mais estratégico naquela lista de coisas a fazer com os Fundos nós estamos muitos documentos estratégicos em Portugal e quando nós lemos essas medidas elas fazem sentido Qual é que é o problema aquelas não comunicam elas não comunicam elas são feitas ministerialmente mas nós não percebemos como
é que elas se vão conjugar como é que elas são articular para chegarem a um objetivo acho que Portugal tem de pensar estratégicamente e dizer bem nós vamos pegar numa zona pegar numa região e ver de que forma os Fundos devem articular de maneira que a estratégia que é definida para a região seja comprida é meu ver uma das formas mais eficazes de promover o desenvolvimento regional [Música] eu acho que a maior vitória deste projeto até agora tem sido a participação da Comunidade [Música] 30 é uma iniciativa liderada pela Universidade do Algarve em colaboração com
a associação de moradores da ilha da quadra E que tem como objetivo tentar criar a primeira comunidade energética sustentável em Portugal de forma a contribuir para a resiliência desta comunidade pescatória na Rio Formosa que vamos começar a ver na quadra muito brevemente é uma unidade de geração de energia solar vai ser instalado nos trilheiros de sompimento aqui a ideia da quadra depois uma intervenção na zona dos apoios de pesca Porque queremos também tornar essas unidades comunidades de geração de energia solar os barcos elétrica ou Solares que estão a ser construídos na empresa Sandy e que
vão dar uma grande ajuda naquilo que é a certificação ambiental e sustentabilidade da Ilha no transporte marítimo nomeadamente associada a uma das suas atividades económicas principais ou seja temos por exemplo outras e a maisas carvão zero com uma certificação ambiental que permita ah diferenciar este produto daquilo que existe na reformada a partir da práticas de trabalho mais sustentáveis eu penso que a quadra é efetivamente um laboratório somos capazes para transformar a cloata na primeira comunidade pescatória sustentável com base na transição energética nós praticamente conseguimos fazer em qualquer comunidade do país [Música] temos que ter venda
de ter um aumento significativo do número de jovens pescadores mas pescadores em porque é que tem porque tem condições que não tinha os meus avós não tenho os meus pais aqui nesta área né foi sempre através de fundos comunitários conseguimos trazer as grandes obras desde o abastecimento de água eletricidade o porto de abrigo para a pequena pesca as melhores condições que trabalha agora através do mar 2020 nós estamos sempre presentes na discussão da melhor aplicação dos fundos para os problemas que temos ou seja neste momento temos muitas candidaturas em Progresso e tamos obviamente muito dependentes
desses Fundos comunitários mas não queremos criar essa dependência a ideia base é realmente unir a comunidade sociedade civil as empresas à academia a administração local na gestão de mensagem lá ecossistema e que isso sirva de exemplo para outras comunidades Porque qualquer comunidade do interior pode ser vista como uma ilha traz muito em Bragança durante muitos tempos teve como uma ilha acabou-se a linha férrea e ficamos perfeitamente isolados aparece há quatro que foi um milagre [Música] traz os montes foi a região que menos beneficiou das acessibilidades criadas ao longo das últimas décadas para completar Essa realidade
está prevista a construção de uma Via Rápida com 20 Km que vai fazer a ligação ao comboio de alta velocidade em Espanha tornando Bragança a cidade portuguesa mais próxima de Madrid eu acho que a ligação entre Braga é imprescindível que seja que seja realizada quer para o desenvolvimento da região quer consequentemente para o desenvolvimento do país em qualquer tipo de projeto nós precisamos de identificar quais é que são os fatores criticos de sucesso e criar um Road map de ações que nos ajudem a potenciar aquele projeto seguramente que não será simplesmente pelo fato de construirmos
uma nova ferrovia de construirmos uma nova estrada numa zona de baixa densidade que por si só vai alavancar o desenvolvimento mas tivemos um conjunto planeado e outras iniciativas isso sim pode ajudar e pode influir no desenvolvimento das regiões Porto de sines foi um Porto durante muitos anos foi apelidado como elefante branco Qual é que era o fator crítico de sucesso para o desenvolvimento daquele Porto foi captar uma operador determinados Portuários internacional que pudesse ele próprio dinamizar na utilização do porto lá temos priorizar os investimentos cuja análise custo-benefício é superior e é esse nível a ligação
Lisboa Porto é sem dúvida um dos investimentos Ferroviários do grande escala mais necessários em Portugal ligação de Lisboa em ferrovia nos últimos 30 anos praticamente não conheceu melhorias ponto de vista de tempo de viagem e tem hoje um problema de capacidade o governo anunciou que a ligação na planta já em 2023 mas na realidade não corresponde àquilo que era a ligação em alta velocidade de Lisboa Madrid que pressupunha a criação de uma terceira travessia em Lisboa na realidade é uma ligação que está a ser feita de facto e fronteira e que vai permitir reduzir o
tempo de ligação a Madrid Central para avaliação dos projetos executar nesta equação entra um custos voluntários mas também melhoria da qualidade de vida das populações projeto é tanto mais viável quanto maior o racio benefício custo Portugal tem um histórico muito pobre nestas avaliações nas análises custo-benefício Portugal tem um conjunto de facto de investimentos infraestruturas conhecidos como elefantes brancos sejam infraestruturas que foram muito caras e que os impactos a previsão de custo iniciais andaria à volta de 20 milhões de euros e com o desenvolvimento do projeto começam a ver as Tais as chamadas de rapazes sobre
sobre o valor inicial e terminamos com um valor astronômico à volta de 100 milhões de euros o que levou que que houvesse aqui um combo bastante significativo sobre as contas do município a dívida neste momento Estava bastante controlada não tem nem coisa que se parece com os valores iniciais este investimento que foi feito pelo Município de Leiria nesta estrutura condicional sobre a maneira grandes investimentos que poderiam ser feitos noutras áreas do ponto de vista que chegasse a principal divisão de futebol quem está mais perto será a união desportiva de ler e era muito importante para
regressar à primeira divisão para dar outro tipo de visibilidade à própria instalação e também de projeção da própria cidade Tem que haver também uma questão que é muito importante é os Fundos têm que ser discutidos e têm que ser participados tem que haver um maior envolvimento das Comunidades nos desenvolvimentos dos projetos aos quais vão ser alocados Fundos este projeto por exemplo não foi um projeto suficientemente participado é uma cautela que vemos ter eh em relação ao futuro a aplicação de fundos comunitários numa instalação como esta a partir de agora é fundamental importante tem a que
ser com estas permissas Ah o projeto tem que ser devidamente enquadrado numa necessidade à identificada o seu investimento ser corretamente aplicado e o o uso certa maneira a utilização desses Fundos comunitários ser feito de uma forma correta transparente e conhecida e que não haja dúvidas para ninguém em 2020 Portugal teve a pior pontuação dos últimos 10 anos no índice de percepção de corrupção da Transparência Internacional e a soma à vontade do fundos para gerem Durante os próximos anos levanta dúvidas à sociedade sobre seremos mais para garantir que são executados com transparência [Música] fraudes confundes europeus
existem provavelmente pela Europa toda o problema está na forma como se lida com esses casos e Portugal de facto não tem um bom currículo na luta de combate à corrupção temos de combater algumas ideias feitas que não são confirmadas pelos dados no quadro que já análise já está terminada que foi o quadro que terminou em 2013 sobre nos ver a percentagem de verbas que estão afetadas por fralda a nível europeu são 0,86% portanto menos de 1% em Portugal é 0,71 portanto ainda menos do que a média europeia que sobretudo agora que os Fundos são em
maior volume nós estamos preparados para uma Tolerância Zero Há diferentes tipos de corrupção há quem diga que é cultural mas a cultura também do século 17 era extremamente corrupta e eles não é também é uma concessão que às vezes existe e quer divulgada pela imprensa de que Portugal deixa Fundos por executar porque ela nunca devolveu o dinheiro ao contrário de outros países e estamos convencidos que o Portugal vai executar completamente os Fundos que tem neste momento entre mãos agora o problema não é tanto executar Fundos é executá-los bem e isso significa que Portugal tem que
ter uma visão Clara pronto quer ir aparece como um dos países mais centralizados do CDE será um problema eu só conheço dois países no CDE que se mantiveram tão centralizados e conseguiram se desenvolver dois talvez três é a Nova Zelândia e o terceiro é Israel eu gostava de enfatizar aquela aquela que é para mim outra razão do falhanço da economia portuguesa à entrada no século 21 nós temos uma economia super centralizada e a gestão dos Fundos europeus é também super centralizada porque nós temos um modelo que está completamente assustado do mundo que é super rápido
e que não não se compadece Como ter uma um pedido de uma necessidade que está em cima de uma Secretaria de Estado um mês e depois vai para uma direção geral está mais um mês e quando nós damos conta a empresa já foi podre única não voltar a acontecer é uma enorme responsabilidade ser-se protagonista de uma fase Histórica de relacionamento da economia do país num quadro em que a Europa esteve lá e eu acho que isto requer uma grande consciência coletiva da nossa responsabilidade não há nenhuma razão para Portugal não conseguir fazer isso porque não
me venham construir as que eu não posso ouvir para não me dizem que Portugal é um país pequeno ou quando dizem que Portugal é um país periférico Mas prefere que a relação aqui [Música] pelo contrário estamos na estamos exatamente no cruzamento da grande massa da maior massa do mundo digamos Continental que é Euro Ásia mesmo ao pé da África de Lisboa é a linha direta mais próxima com a Nova Iorque os maiores países mais ricos do mundo somos muitíssimas maiores são países que conseguiram resultados notáveis são complexos que são gerados muitas vezes e que tem
um aspeto cultural Nós não somos nem os melhores Nem os piores do mundo mas estamos perfeitamente em condições de competir com qualquer país do mundo últimos em que feitas condições para isso feitas as contas recebemos ao longo de 35 anos Qualquer coisa como 10 milhões de Euros por dia em Fundos europeus e nos próximos 8 anos esse valor irá subir para 17 milhões dias estamos esperando uma oportunidade única e há quem defende que é porventura a última temos Então os recursos para levar a cabo uma das mais ambiciosas empreitadas enquanto nação trata-se de capitalizar esta
oportunidade para inverter uma tendência de fraco de crescimento e tendo em vista um país cada vez mais coeso competitivo e desenvolver estaremos à altura do desafio [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música]