é longe de ser uma espécie de escola para formar anarquistas ou uma educação libertária visa o pleno desenvolvimento do ser humano implementando a educação integral seja trabalhos educação manual e educação intelectual ao mesmo tempo para eliminar essa divisão de classes que a dentro da do sistema educativo que é uma educação y uma educação para ricos para ascenderem aos níveis mais altos do nível superior e seriam os dominantes e uma outra educação para a classe trabalhadora que visa reproduzir mão de obra barata então a educação libertária vem unificar essas duas perspectivas para tornar a lutar com
outra divisão social divisão de classes na sociedade os princípios da educação libertária são os mesmos princípios anarquismo autogestão seja auto-organização é independência em relação em qual estado a tutela do estado independência em relação ao capitalismo e independência em relação as ongs independência e auto-organização por parte dos próprios interessados na educação a própria comunidade educativa os próprios membros daquele daquela prática educativa devem decidir tanto no seu aspecto e pedagógico político e econômico então eu tenho uma uma percepção de que se a gente buscar em qualquer prática educativa esse tripé de realizar o máximo possível autogestão política
econômica e pedagógica a gente vai se aproximar cada vez mais de uma educação livre uma educação libertária uma educação própria eu faço parte do cursinho livre da lapa né eu gostei ele dá lá para ele foi o primeiro aqui de são paulo a se organizar a gente se organizava a princípio no espaço autónomo casa mafalda que ficava aqui na lapa e foi uma experiência que de certa maneira pensando assim por um cursinho que está começando no primeiro ano e que ainda experimental essa experiência foi muito rica no sentido de já no primeiro ano muita gente
conseguir alcançar o objetivo final que era o vestibular e para além disso acho que a gente construiu uma algumas estruturas que acabaram depois servindo de parâmetros para o surgimento dos outros cursinhos que vieram depois então a gente foi o primeiro depois começou o curso e o livro das é o da sul também o da penha e o da norte acho que tu nem 2016 ainda já o cursinho ele é baseado acho que todos eles em princípios libertários né é e a gente vai percebendo que esse processo de ser baseado em princípios libertários era muito importante
para a construção da autonomia do conhecimento por exemplo é no sentido de que a partir do momento em que as pessoas sentiam o que elas podiam conhecer e buscar o próprio conhecimento sem necessariamente a mediação de um educador e que elas podiam participar e protagonizar o a própria construção do cursinho né porque é a gente tentava ao máximo diminui a será que ia entre educadores e estudantes a gente sabe que será que existe porque existe melhor que é de conhecimento mas a gente acredita que a senhora que te conhecimento ela não deve existir então a
gente tentava ao máximo horizontalizar essas relações de olhar como é que funciona o processo da educação tradicional ela é toda e hierarquizada né então elas ela ela se se configura como uma relação de poder e na verdade não uma relação de troca ou de construção coletiva de conhecimento né nisso usar anarquistas estão há muitos anos à frente e são na verdade ir e na ponta de lança aí dessas discussões pedagógicas que há mais de 100 150 anos vem discutindo numa perspectiva da classe trabalhadora na perspectiva classe está numa perspectiva focada com as comunidades interessadas na
educação valorizando o papel do estudante do sujeito aprendente e experiências como a escola moderna do ferré a colmeia sebastião fora orfanato de 100 fluido por ruban se a gente pegar aqui no brasil as escolas modernas do movimento operário que aconteceram no brasil e mais recentemente escolas como a paideia em mérida ou menos cursinhos livres é que tem aqui em são paulo por exemplo que não são só é um pouco diferente dos cursinhos populares é um cursinho livro que realiza os princípios do anarquismo a gente pedia para os estudantes trazem coisas para as aulas e aí
e sobre o assunto que será discutido na aula seguinte e aí vinham coisas que a gente nunca tinha ouvido falar e a gente foi aprendendo junto com eles esse processo de formação assim com esse dente eu poderia trazer matérias coisas que achava importante que ia rolar na próxima aula então lembre de uma aula de história que a gente tá falando sobre ditadura e eu trouxe um assunto falar sobre uma saca indígena que aconteceu em 64 e ninguém fala sobre isso é muito raro de falar e foi nesse dia que eu trouxe vários assuntos ou voltando
esse assunto eu me surpreendi que o prova os educadores também não sabiam muito aquele assunto então troca de saberes assim independente você tem um diploma ou não é a sensação que você sente com a sua opinião está sendo ouvida e tá sendo levado a séria eu achei bem interessante bem importante assim eu acho que ele foi alguns pontos para mim cruciais por parando por seus comerciais quem sabe porque nós estudantes mas fez questão de longe também tem conhecimento sim conhecimento da vida saber a outra pessoa tem sabe isso também pode ser o conhecimento compartilhado assim
sabe desenvolvido em sala basta quem tiver mediando consegui fazer isso acontecer para além disso nós temos outro princípios o apoio mútuo a solidariedade isso é simples na escola a gente aprende a competir um contra o outro o vestibular é a coroação desse processo numa educação libertária ao invés de gente é competir com o colega ou então aprendendo individualmente a gente vai aprender junto vai ser um processo coletivo de solidariedade e apoio entre todos os atores envolvidos no processo educativo sejam estudantes entre si educadores estudantes e a comunidade em geral envolvente trabalhadores da educação todos se
corresponsabilizando pelo processo educativo então muitos estudantes por exemplo começaram a compor a e da casa mafalda é se organizaram entre si para fazer atividades e saraus para conseguir pagar o transporte de alguns colegas que não conseguiram chegar nas aulas conseguiram tomar um para protagonismo na luta e na organização do próprio cursinho né então a gente acredita eu acredito que isso foi extremamente importante para a gente entender que existe uma outra forma de ensino-aprendizagem possível né uma outra forma de pensar educação e de praticar educação né foi foi um momento de formação tanto para a gente
enquanto educador quanto para os estudantes assim a gente aprende a muito você não pensa mais não eu né você começa a pensar em nós latinhas estudante que não consegui ir para aula então como que eu tinha vez que eu consegui tá na hora de pagar a passagem três 80 na época mas tinha colegas que não conseguia e como que eu poderia sinalizar junto conhecer amigo com a falecer ele pois fazer ventos que seja essa chegou fazer saraiva e festa para poder fortalecer sabe a ideia do nosso plantinha que ninguém era concorrente de ninguém ele era
parceiro de parceiros daquela turma e parceiros na vida e na universidade que a gente fosse passar então a gente não com mais quem tira por mais que a gente quiser essa mesma faculdade mesmo custa este nunca vi isso como uma concorrência e sem com parceiros então a gente sempre você tava se ajudar se eu soubesse um pouco mais humanas e um amigo não soubesse fortalecer exato melhor coisa é uma ideia de trocas a educação não vai mudar o mundo óbvio né só educação que muda o mundo tem as lutas econômicas as outras políticas uma frente
ampla de lutas que temos que travar mas sem uma educação sem o processo libertário o processo é progressista livre e crie pessoas com outros valores com outra outra percepção de mundo bom e que tem uma prática cotidiana libertária a gente não vai conseguir transformar transformar essa sociedade então é muito mais pelo exemplo muito mais pela forma de organização pela implementação da autogestão na sala de aula pela implementação de assembleias estudantis pela implementação da produção coletiva do conhecimento perguntar o que que você quer aprender e não e por um currículo de cima de cima para baixo
assim que funciona educação libertária não se trata de ensinar um conteúdo específico sobre anarquismo que as pessoas não precisam saber sobre anarquismo ninguém é idiota todo mundo quer ser livre todo mundo quer ver uma sociedade igual ninguém quer ser explorado não precisa falar que você anarquista é só falar isso você quer viver sendo explorado sendo humilhado sendo reprimido você quer ver uma sociedade livre onde todos podem viver sua potencialidade e sem opressão e sem desigualdade só um idiota responder em outra coisa que não viveram a sociedade livre então é não diz respeito ao conteúdo diz
respeito à forma e o processo educativo ea educação não é conteúdo educação é processo é relação é dialógica ela é uma relação de troca constante entre educador e educando entre os educandos entre trabalhadores entre a sociedade ea escola é um processo múltiplo