Eu vou passar rapidamente por três assuntos. Eh, nesse esforço nosso de tratar grandes temas, mas também de manter atualizada as atualizadas as pessoas que nos assistem sobre os desdobramentos desses grandes temas. do primeiro Glauco é gravíssimo, mas paradoxalmente eh levanta, desperta uma chama de esperança.
Tá acontecendo em Israel. Houve dois movimentos nos últimos dias. Eh, o primeiro é dramático, o segundo sugere alguma esperança.
O movimento dramático tá retratado nessa matéria do jornal Inglês Guardian, ocorreu ontem. Eh, tem a ver com o o sítio, né, o cerco a Gasa, que já dura 11 semanas. Tá havendo sinais claros de fome em largas proporções.
Israel tá com enorme dificuldade de sustentar essa situação. Nós falamos aqui outro dia. Daqui a pouco vão começar a surgir fotos de seres humanos esqueléticos iguaizinhos aos seres humanos fotografados nos campos de concentração em que eram concentrados os judeus na Segunda Guerra Mundial.
Essa situação tá se tornando insustentável para Israel. Israel buscou nos últimos dias uma tentativa bizarra. Começou a entrar um pouquinho de comida miserável e em condições políticas também dramáticas.
É assim, já não tem mais cozinha comunitária, são pacotes, são caixas de de mantimentos precárias, porcaria. As pessoas aqui na foto tão tão protestando contra isso. Basicamente um pouco de farinha e algumas latas de feijão para pessoas que estão morando praticamente sob escombros.
Esse é a primeira característica. Segunda característica, Israel tirou a ONU e colocou no lugar da ONU uma entidade chamada Gaza Humanitarian Foundation, eh, apoiada por por milicianos, por contractors, como se diz lá, por soldados contratados, eh, e colocou a entrega dessas caixas num local distante, centenas de metros distante de onde as populações estão concentr entradas, o que tornou extremamente desigual e e o IQ impediu concretamente que pessoas descapacitadas pudessem ir atrás dessas caixas. Houve um tumulto ontem, o aqui a matéria tá dizendo: "Os soldados israelenses abriram fogo contra uma multidão de famintos que saía correndo atrás dessas caixas de alimentos.
morreram várias pessoas, estão morrendo várias pessoas, dezenas de pessoas por dia eh eh em Gaza. Eh, houve uma crise, essa entidade, o presidente dela renunciou, foi suspensa a entrega de mantimentos, não se sabe o que vai acontecer. é uma situação dramática, mas expõe um pouco as contradições em que a em que próprio governo do Net Netaniarro tá vivendo.
E e se vocês puderem, deam uma olhada. Eu não consegui trazer aqui o vídeo que acompanha essa matéria sobre a situação realmente subhumana que Israel tá submetendo essas pessoas. Em contrapartida, nós temos dois, duas análises publicadas ontem, uma no, na Economist e outra no New York Times, que mostram glauco e pessoal um certo um certo impasse de Israel e em particular do Netaniarro.
Eh, o o o Guardian Economist apresenta o o uma triple enrascada, digamos assim. Primeiro, Israel não sabe o que fazer com Gaza. Ela Israel planeja uma ofensiva militar.
A revista descreve como seria essa ofensiva militar. tem soldados reservistas já preparados para isso. Eles estão adiando porque não tem perspectiva nenhuma de isso dar bom, vai dar ruim.
Eh, a ideia é confinar a população, ocupar 75% da faixa de gasa, confinar 2 milhões de pessoas que já vivem exprimidos num território exíguo em 25% desse território e chamar essas essas entidades cupinchas de Israel. Mas diz a Economist, não vai resolver nenhum problema para Israel e vai criar uma crise humanitária muito pior, vai se transformar numa dor de cabeça. Segundo aspecto, essa semana tão surgindo sinais de deserção de aliados importantes de Israel.
Eh, foi o o a Úrsula Vanerl, a chefe, a comissária chefe da Comissão Europeia, que disse que a situação em Gaza é insustentável. Eh, o Frederick Mers, primeiro ministro eh chanceler da Alemanha, que disse que essa situação não pode continuar até até pasme, até o Donald Trump tem dizer, tá dizendo que essa situação tá se tornando insustentável. Mesmo Donald Trump que quer, por outro lado, construir resort lá em Gaza.
Ou seja, eh, segunda contradição, Israel tá perdendo rapidamente aliados. Terceira, o Netaniarro se meteu numa confusão, numa briga com o judiciário, com as forças armadas e com o serviço de inteligência, porque eh ele retirou o o chefe do Schimbet, o serviço secreto de Israel, e quer colocar um sujeito lá que é um tal de David Zini, que é da ultra ultra direita para que ele se componha com a ala de ultra ultra direita que apoia o seu governo. Esse cara é tão reacionário, é tão brutal que o o Shembet, o serviço secreto de Israel o rejeita, as forças armadas os rejeitam e o Netaniarro tá querendo implacá-lo porque num certo sentido ele precisa para se dar bem com essa ultradiita que o apoia.
E aqui a matéria do New York Times tá chamando a atenção para um uma tragédia que pode acontecer. Porque ela mostra que o Trump apoia Israel, mas tem um interesse muito grande em fechar, em retomar o acordo nuclear com o Irã. E tá havendo conversações em relação a isso.
Israel tá tentando sabotar essa situação, inclusive com planos de atacar instalações militares no Irã. Mas a matéria mostra que isso não seria nem um pouco interessante pros interesses dos próprios Estados Unidos. A a matéria da Economist conclui dizendo o seguinte: "Nós estamos diante, Israel, Netaniarro estão diante de um dilema em que as duas saídas são ruins ou eles invadem Gaza, levam adiante essa operação e se arriscam a uma ruptura com uma parte importante dos seus aliados.
Ou o Netarniarro retrocede, faz uma trégua, restabelece a trégua em Gasa. e se indispõe com a ultradireita que o apoia. tá surgindo uma pequena brecha de esperança numa situação que é dramática, que é desesperadora, que é criadora de de é destruidora de civilização, porque tá dando um exemplo do que é possível fazer de ruim para as populações do mundo.
Em meio a isso, tá surgindo uma esperança de que pode haver um recu. Isso seria um grande feito desse ano. Se Israel com pressão internacional, por isso é importante intensificar a pressão.
de Israel for obrigada a um recuo em Gaza.