Ter de vida em paz. Além ter deixa a vida em paz. Na areia, na praia dos ingleses. Estou podcast que brilha. Cada episódio é um show conectando ideias, inspirando a nação. Networking afiada que não há limitação. Em cada onda novas histórias surgem. Empreender é arte e aqui a gente usa é na areia o podcast transpira do sucesso à essência que a mente respira. Se liga nas ondas, deixa o medo da paz. Se empreender é viver. Deixa a vida em paz. Três, dois, um, vai começar mais. Minha voz vaiar, dicas de sucesso que vão te iluminar.
Parkson estão fazendo exatamente isso com milhões de pessoas no mundo todos os anos e elas elas atingem um órgão mais complexo que existe no universo, o cérebro humano. Um órgão de pouco mais de 1 kg, capaz de armazenar uma vida inteira. Mas a Ciência está avançando, pessoal. E o convidado de hoje está na linha de frente dessas descobertas. professor da UFSK, pesquisador em neurociência e autor de mais de 200 artigos artigos científicos e reconhecido entre os cientistas mais influentes do mundo, segundo a Universidade de Stanford, hoje nós vamos entender como o cérebro realmente funciona, o
que está por trás de doenças como Alzheimer e Parkson. E o que a ciência está descobrindo que pode mudar o futuro da humanidade. É com muito orgulho e muita satisfação que a gente recebe hoje o professor Rui Prediger da UFSK. Seja muito bem-vindo ao Penareia Podcast. Boa noite. Eu que fico honrado com o convite, espero estar à altura de toda essa chamada, né, bastante eh pretenciosa, né, mas estamos aqui para contribuir com essa discussão, né? Tenho certeza que vai ser um programa aí muito muito enriquecedor para todos. Legal. Boa noite, professor. Muito obrigado pela presença.
É um prazer, é uma honra recebê-lo aqui, tá? Prazer é todo meu. Pessoal, esse episódio do Pé na Areia Podcast é um oferecimento do grupo Júlio de Davi, referência em construção e desenvolvimento de projetos que transformam ideias em realidade. A VO MTX, tecnologia, inovação e soluções aéreas que estão redefinindo a mobilidade logística. Dqula pesquisas, Instituição que investe conhecimento, ciência e investigação pendente, a farmácia Mais Santinho, a tela entrega mais rápida do norte da ilha. E a gastronômica de hoje é com o cadquin de Minas, o verdadeiro sabor de Minas, levando tradição, qualidade e experiência à
mesa de quem valoriza o que é autêntico. Se você gosta de conversas que expande a mente, já se inscreva no canal, ativa o sininho e compartilhe esse episódio, porque entender o cérebro é entender quem você é. E vamos pro nosso primeiro bloco aqui com o professor, o mistério do cérebro. Professor Rui, o cérebro humano ainda ainda é o maior mistério da ciência? Sem dúvida, né? Então, eu estou envolvido com pesquisas na área do cérebro, da neurociência há 30 anos. E e não é mentira quando a gente fala que quanto mais a gente estuda o cérebro,
eh, mais a gente percebe que ainda não conhece, né, que existe mais eh, pra gente avançar esse conhecimento. Então, é claro, como você mencionou, é o órgão mais complexo do corpo humano, né? Então, eh, a aproximadamente 80 bilhões de neurônios, né, que são as células aí que responsáveis pela atividade elétrica, atividade química, eh, e o controle de todas essas funções aí fantásticas que você mencionou, desde, né, uma memória do nosso nascimento, uma memória emocional, eh, né, a relação com os nossos pais, com os, né, com os nossos familiares, até novos conhecimentos que estamos, né, eh,
gerando e e desenvolvendo todo dia, né? Então, o cérebro controla as nossas emoções, controla os as nossas eh os nossos sentidos, a nossa forma de se comunicar, seja através da linguagem, né, ou de qualquer arte. Então, o cérebro ele tá permeando todas essas funções e é verdade, né? Então assim, nos últimos anos, a gente teve um grande avanço nas áreas que estudam o cérebro, né? Seja a neurociência, a neurologia, a neuropsiquiatria. Eh, mas o entendimento principalmente dessas doenças que você mencionou, a doença de Alzheimer, a doença de Parxon, né? A gente tem ainda muitas lacunas
no conhecimento, né? E principalmente eh nessa tentativa de cura dessas doenças. né? Então, a gente nos últimos anos avançou muito o nosso conhecimento de fatores de risco, fatores de Proteção, mas existe um grande um grande anseio, né? Uma assim uma grande demanda tanto dos familiares, dos pacientes, mas também dos médicos, né? Pela cura dessas doenças. E essas sem dúvida assim, é um é um grande desafio nessa área de neurociência. Maravilha, professor. O que que a gente conseguiu já entender, né, e o quão falta ainda pra gente chegar até a cura dessas doenças. É fantástico. Então,
só para para ter uma ideia, são doenças que se estudam há há há muitos anos, né? Então, a doença de Parkson se estuda há mais de 200 anos, né? Então, a doença de Alzheimer pouco mais de 100 anos. Se a gente olhar em termos de tratamento, né, medicações disponíveis para essas doenças, eh, na doença de Parxon, a gente começou um tratamento assim eh eh mais específico na década de 60, ou seja, a gente tem 60 anos de tratamento de parx. a doença de Alzheimer, que é a principal doença eh degenerativa, né, que avança, que que
acomete as pessoas idosas, o tratamento se inicia na década de 90, então a gente tem 30 anos, é muito assim, pode parecer, poxa, 30 anos de tratamento, mas dentro da área científica isso não é nada, né? Então assim, e e em que se baseiam esses tratamentos? São tratamentos que vão tentar melhorar os sinais e sintomas das doenças, né? Então, no Alzheimer, como a gente tem a perda da memória, essas medicações vão tentar temporariamente melhorar essa função cognitiva, memória. Eh, então são medicações que a gente fala são paliativas, né? Atuam nos sinais e sintomas. Só que
o grande desafio nessa área é o quê? Entender por elas, essas doenças acontecem, né? o que que tá de fato acontecendo no cérebro desse paciente, quais são as áreas mais acometidas, por neurônios morrem e aí chegar no que a gente fala estratégias neuroprotetoras, né? Que a gente possa de fato proteger esses neurônios contra a morte. Esse é o grande desafio, né? Então eu diria que nos últimos 10, 15 anos a gente teve muito avanço nesse entendimento. Bom, alguns fatores de risco, seja genéticos, né? Porque essas doenças elas têm um componente genético, né? Você vê, tem
alguns casos de em famílias que em geração em geração se repetem, né? Você tem teve um bisavô, uma bisavó, um avô, uma avó, aí sua mãe, ou seja, com demência, né? Ou seja, são várias gerações de uma mesma família com com essa doença. Então, existe um componente genético, mas sem dúvida, se a gente for colocar numa balança, os fatores ambientais são muito maiores, Né? Então, nesses últimos anos, a gente avançou no entendimento, bom, quais são fatores de risco ambientais para desenvolver essas doenças, né? E como eu tava falando também o mecanismo de morte desses neurônios,
né? Então isso a gente avançou muito nesses últimos 15 anos e agora a grande, né, digamos desafio é o quê? Intervir nesses mecanismos, né? Uma coisa é você saber por qual mecanismo um neurônio morre, o outro é conseguir impedir essa morte, a morte, né? É, então eu diria assim que o maior desafio no momento e para essas doenças, pra gente ter de fato, né? um um avanço de tratamento é isso, né? A gente conseguir num paciente com Parkson, num paciente com Alzheimer, chegar a esse seja um medicamento, seja um uma estratégia não farmacológica, né? Algo
eh do estilo de vida da pessoa que possa impedir a progressão dessas doenças. Esse é o grande desafio, sem dúvida. Eu eu vi uma reportagem nesse domingo agora no Fantástico, não sei se se você chegou a ver, de um cientista japonês que ele fez o teste lá com algumas pessoas, com o Alzheimer, de inserir eh dopamina, né, células com dopamina no cérebro. Tu chegou a ver essa pesquisa? Sim. Então, eh, né, essa é uma estratégia que já vem sendo estudada há alguns anos, né, então que a gente fala são células tronco, né, são células, eh,
né, que você estimula uma restauração de uma área do cérebro que que foi, les, né, teve uma lesão, né? Qual que é o grande problema, né, e por que até hoje a gente não conseguiu grandes avanços com essas estratégias com células tronco, né? Por quê? você implanta um novo neurônio, né? Vamos dizer, você chegou, identificou qual área cerebral teve uma grande morte de neurônios. Você quer o quê? Eh, repopular aquela área com novos neurônios. Você coloca lá um novo neurônio. Qual que é o grande problema? esses neurônios, em pouco tempo eles morrem novamente. Então, as
pesquisas mostraram que essas áreas onde acontece a degeneração, elas é como se ela tivesse colocando uma nova célula, um novo neurônio, em pouco tempo ele entra num processo de morte. Então não basta eu colocar uma nova célula, né, que seja produzir dopamina, que é um neurotransmissor, né, ou uma um outro neurotransmissor, você tem que também de alguma forma limpar esse lixo celular que existe nessa região, né? Isso torna a questão mais complexa novamente, né? Então, eh, né, volte meio os pacientes, né, os mesmos médicos, cuidadores se perguntam: "Poxa, parece que a gente não tá tendo
avanços". Eu discordo, a gente tá tendo muito muitos avanços, mas na ciência é Assim, né? A gente coloca um tijolinho e aí descobre uma limitação como essa, né? Olha, não basta eu botar uma célula nova ali, eu preciso controlar esse lixo celular. Então aí já gera uma nova pesquisa. Olha, junto com a célula eu vou ter que de alguma forma ter um, né, um filtro aí, né, um filtro, um gari aí, né, que vai fazer essa limpeza fazer uma limpeza. Eh, e a gente tava conversando há pouco ali também eh sobre essa questão da filtragem,
né, que saiu através lá da Suíça, onde eles fazem a filtragem, né, das do das células, né, do ou do da proteína que é tem a proteína ruim, né, que que faz o o Alzheimer florescer. E aí vieram com essa tecnologia. Não sei se o senhor já viu ou estudou essa tecnologia. Você pode falar um pouquinho aí pra agência? Então, no na doença de Alzheimer, né? Então, eu acho que assim, primeiro, eh, só, né, umas definições assim, então muitas vezes a gente escuta demência e Alzheimer, né? Parece que tudo é meio sinônimo, não é propriamente,
né? Então, demência, o que que é um quadro em que é o indivíduo, ele tem perda de memória, problema de linguagem, de atenção, né, uma desorientação espacial. Em pessoas idosas, cerca de 2/3, né, até 70% aí de demência em idosos é Alzheimer, né? Então, né, a pessoa idosa, 70, 75, 80 anos, tá com quadro de demência, 70% de chance daquilo realmente ser Alzheimer, né? Mas para eu confirmar que aquilo é um Alzheimer, eu tenho alguns marcadores, tá? Então existe um dos marcadores é justamente essa proteína que você se referiu, né, que é a proteína betaamiloide.
Então é uma proteína que todos nós produzimos, independente de desenvolver Alzheimer ou não. Então nós temos nos nossos neurônios estão produzindo essa proteína. Então a gente até discute, né, assim, qual que é o papel fisiológico dessa proteína, né? Eh, o fato é que quem desenvolve Alzheimer começa a ter o quê? Uma produção aumentada, tá? seja por um fator genético ou um fator ambiental. Então, já se identificaram alguns fatores que aumentam os níveis dessa proteína, por exemplo, colesterol alto. Pessoas que têm um um nível de colesterol alto aumenta a produção dessa proteína betamide. pessoas que ao
longo da vida tem um traumatismo craniano. E olha que interessante isso. Você caiu de moto com 20 anos, isso já gera um processo que leva aumento da produção dessa beta mililoide. Claro que isso não é instantâneo, isso vai levar décadas, né? É um processo que vai acontecendo de maneira silenciosa, ou seja, o seu cérebro ele não tá dando sinais de que você tá gerando essa proteína tóxica. ela vai acontecendo de maneira silenciosa, Só que ela é uma proteína que tem uma característica de se agregar, ela vai se acumulando e vai realmente formando placas, né, que
é o que a gente chama de placas cenis ou placas amiloides. Então, realmente no cérebro de alguém que tem Alzheimer tem placas de acúmulo dessa proteína, murcha mesmo, o cérebro de quem isso. Isso. Então, aí o próximo passo é em consequência desse acúmulo dessa proteína, você gera ali inclusive uma inflamação. Então, hoje em dia tem muito essa ideia de que essas doenças neurodegenerativas, Alzheimer, parte é um processo inflamatório do cérebro, né? Então, assim como a gente tem inflamação no pé, na mão, né? Só que a grande diferença é que essa inflamação no cérebro é silenciosa,
né? Então, quando a gente tá com uma inflamação na mão, a gente sente dor, né? né? Fica um edema. Então existem sinais que nos chamam atenção para aquela inflamação. No cérebro não. Isso é silencioso, né? E a consequência desse processo inflamatório aí realmente é a morte das células que aí gera essa atrofia, né? Então é é um, né, um caminho que vai, é uma sequência que vai acontecendo. Se acer Então essa proteína já se sabe há há mais ou menos eh 30 anos, né, de que ela é importante pro Alzheimer. E aí, claro, bom, vamos
tentar intervir nessa proteína, né? Então, várias indústria farmacêutica desenvolveu anticorpos, né? Você inclusive no passado tinha uma tentativa de vacinar as pessoas. Bom, eu vou dar pequena quantidade dessa proteína, né? Então, Vamos dizer: "Ah, com 40 anos, 50 anos, vou vacinar as pessoas, dar uma pequena alíquota dessa proteína, as pessoas vão produzir anticorpos contra a proteína e vou ficar imune, imune do Alzheimer." Era uma estratégia assim muito racional, mas tem falhado e não funcionou. Não funcionou. E o que que funciona de fato hoje, professor? Então, a partir dessa estratégia, é a grande aposta é isso.
Então, são anticorpos que vão lá, se ligam nessa proteína e tentam retirar ela do cérebro. Faz uma remissão celular. Então, é, faria uma remissão, uma retirada desse lixo celular, né, dessa proteína. Eh, quando você faz a imagem, a neuroimagem desses pacientes, você mostra que você consegue fazer isso, é eficaz, mas o paciente não melhora do quadro clínico, ele não reverte, ou seja, aquelas memórias que ele perdeu, né? Então, porque a doença de Alzheimer é uma doença que progride relativamente rápido, tá? entre normalmente entre o Diagnóstico e o óbito do paciente, 8 anos no máximo, 10
anos no máximo. Outro dia eu tava dando uma palestra, né? Aí eu, né, pessoa da plateia, né, levantou a mão, professor, a minha voz está com Alzheimer há 20 anos. Eu falei: "Pode ficar tranquilo, ela não tem Alzheimer, né? Ela tem uma demência, provavelmente uma demência do tipo não Alzheimer, né? Eh, se você for procurar essa proteína beta mililoide, possivelmente ela não está lá. Ela não vai estar lá. Então vai ser uma outra causa. Ah, um acidente vascular cerebral. Então tem, né, outros fatores aí que podem responder, mas o Alzheimer ele progr a gente não
tem conseguido sucesso na reversão desses quadros, né? Então, por isso que a gente eh assim, né, eu vou confessar assim, quando eu comecei o meu laboratório de pesquisa, eu coorden laboratório de duas generativas há 20 anos na UFSK. E no início, né, as pessoas me perguntavam: "Poxa, quão perto nós estamos da cura?" Quando a gente é jovem, né? A gente dá umas respostas, acho que, né, meio assim no calor, eu falava: "Não, em 5 anos passaram 5 anos, né? Aí não, mais 5 anos E se passaram 20 anos que eu, né, sigo pesquisando essas doenças,
estratégias de tratamento. Hoje em dia, ó, eu sou um pouco mais, né, pé na areia, né? Então, assim, eu não sei se um dia nós teremos cura para essas doenças, né? Eh, talvez o que a gente consiga é impedir eh, né, retardar a progressão delas, tornar elas mais lentas, o que já é um grande avanço. Então, imagina se uma pessoa que hoje em dia avança, né, em 3, 4 anos, ela já avança para um estágio avançado, né, eh, avançado de Alzheimer, imagina se a gente consegue que isso aconteça em 20 anos. é um impacto brutal
na vida dessa pessoa, da família, né, da sociedade. Eh, se a gente conseguir identificar fatores que, olha, com grande precisão vão me dizer que aquela pessoa tem um enorme risco de desenvolver a doença, né? que eu consiga marcar essa pessoa com 20 anos de idade, 30 anos de idade e fala: "Olha, né, você é um forte candidato a ter a doença, então siga esse caminho que você talvez terá menor risco." Eu aposto mais nisso atualmente, né? Nessas prevenção, é, nessa prevenção, nesse conhecimento, eh, depois a gente pode falar um pouquinho, né? Uma grande dificuldade dessas
doenças é o diagnóstico, né? diagnóstico de em vida é quando já tá com todos os sinais, né? A pessoa começa a repetir em casa os assuntos, pessoa Muda, né, a personalidade, então pessoas que às vezes eram quietas, introspectivas, começa a ficar mudar o comportamento, né, começam a se perder. Então isso chama atenção da família e vai buscar um médico e faz o diagnóstico. Esse é o Só que na verdade quando a pessoa faz esse diagnóstico que a gente chama clínico, já tá com a doença de Alzheimer há mais de 10 anos, né? Ou seja, a
gente tem que conseguir diagnosticar essas pessoas, esses pacientes mais cedo, se a gente quer também ter um avanço de tratamento, né? Então, tudo isso eu falo, são avanços que estão acontecendo, né, no conhecimento da doença, etc., que ainda não se, digamos, se traduziram num novo tratamento, né, na cura. Uhum. Mas os avanços científicos, eh, né, eles estão acontecendo, sem dúvida. Eu fiquei curioso agora que tu falou que tá à frente de um laboratório de pesquisa há 20 anos, né? E o que fez você decidir a dedicar sua vida para estudar o cérebro? É, isso é
muito interessante, né? Porque eh eu vim do Rio Grande do Sul, né? Vim morar em Florianópolis e eu não vim aqui atraído por um laboratório de pesquisa e em desvendar as funções do cérebro, né? Como muitos que vieram para Florianópolis, eu vim atraído pelas praias, né? Então, o meu, eu vim estudar farmácia aqui na Universidade Federal de Santa Catarina e meu plano de vida era bom, vou me formar em farmácia, vou ter uma farmácia na beira da praia e vou surfar, né, nas horas vagas. Às vezes eu me pergunto até onde eu me perdi desse
projeto, né? Mas o fato é que, assim como muitas pessoas que vão paraa área científica, eh, isso aconteceu muito cedo quando, eh, né, cursando a farmácia, eu me deparei com um laboratório de psicofarmacologia, né? Então, isso já era no início do curso. Eh, eu comecei a ter muita assim eh querer saber como funcionavam assim antidepressivos, eh essas medicações que as pessoas usam para dormir, etc. Drogas de abuso também, como é que elas funcionam no nosso nosso cérebro. Então eu busquei estágio, né, uma iniciação científica num laboratório de psicofarmacologia. Então o meu orientador, né, o professor
Reinaldo Tacarracha, é um dos pioneiros nas pesquisas com canabinoides. Legal, eh para aplicação terapêutica no Brasil, né? Então ele foi o pioneiro aqui em Santa Catarina na década de 80, então em estudar substâncias canabinoides, né, Com potencial terapêutico. Então foi assim que iniciou a minha trajetória, né, fazendo esse estudo. E aí eu falo assim, pra gente entender como uma medicação atua no cérebro, você tem que entender o cérebro, né? Então uma coisa leva a outra. Então daí surgiu, né, esse grande interesse em entender mais o funcionamento do cérebro pra gente entender como atuam essas medicações,
né? Então esse foi o meu roteiro, né? E assim é muito interessante que hoje em dia no meu laboratório, uma linha muito forte de pesquisa, inclusive com pacientes, é o é o estudo de substâncias canabinoides para tratar parkson e Alzheimer, para tratar as duas doenças juntas. Isso, né? E a gente tem um um traio clínico, né, eh, com pacientes com parxo, 70 pacientes com parks sendo tratados com canabinoides e um outro estudo clínico com Alzheimers, com Alzheimer, né, que é feito em colaboração com com a universidade a UNILA lá em lá de Foz do Iguaçu,
né, então com pacientes com Alzheimer, né, e a gente tem visto benefícios, né, dessas substâncias nesses dois públicos. O que que acontece dentro do do cérebro com essa substância? Eh, o canabidiol, né, ele sem o THC, ele é o CDB ou ele vai THC junto? Então, na nossa, né, isso é uma pergunta bem legal, né, porque assim, eh, o Brasil é um pioneiro, né, e uma grande referência mundial na pesquisa com canabinoides, com potencial terapêutico, né? Então eu eu brinco assim que o meu orientador foi o pioneiro do estudo aqui em Santa Catarina e o
orientador dele, o professor Elisaldo Carlin, foi o pioneiro no Brasil, né? Então o médico lá da UNIFESP em São Paulo começou essas pesquisas lá na década de 70. Eh, e o laboratório, tanto dele quanto que eu fui formado, a gente pesquisa várias substâncias canabinoides, né? Então, nos últimos anos, principalmente nos últimos 10 anos, teve um grande ressurgimento dessas pesquisas com o canabidiol, o CBD. A gente fala assim que ele é o mocinho, né? Ele é o porta-voz dos canabinoides, né? As pessoas às vezes até falam: "Bom, eu não quero usar canabinoide, mas eu uso canabidiol".
Canabidiol é uma substância canabinoide que tá na planta, né? assim como THC, assim como outras centenas de substâncias canabinoides, né, que existem na planta. O que é muito interessante aí respondendo sua pergunta, né, como é que isso atua no nosso organismo? O nosso organismo produz substâncias canabinoides. O próprio organismo, o próprio organismo. Então eu não preciso fumar maconha, eu não preciso usar nenhuma medicação canabinoide para Ter a produção de canabinoides no meu cérebro e no meu organismo, né? são substâncias que a gente chama de endocanabinoides. Então, nossos neurônios, as nossas células do organismo produzem, isso
já dá o indicativo de que deve existir, né, um papel fisiológico muito importante, né? Então, nos últimos 20, 30 anos, assim, eh, o que se sabe dessas, desse sistema canabinoide controla o humor, controla a fome, né, controla a cognição, a memória e os movimentos, ou seja, funções, né, super importantes e que tão acometidas, né, eh, tanto na doença de Alzheimer quanto na doença de parks, né? Então, no nosso estudo clínico, particularmente, né, a gente usa uma associação do CBD, né, o canabidol, com baixas doses de THC. Então, o THC em baixas doses também tem benefícios,
né? Então, tanto na questão do sono, da dor do paciente e e agora a gente tem uma pesquisa inclusive com a Alzheimer na memória também, baixas doses, né? Então é muito interessante, a gente tem trabalhado, né, no laboratório numa ótica de reposição canabinoide, né, assim como a gente fala em reposição hormonal, né, à medida que a pessoa envelhece ou uma reposição vitamínica, o que a gente tá trabalhando é uma Reposição canabinoide, né? Já se sabe que à medida que as pessoas envelhecem vai reduzindo os níveis desses canabinoides endógenos, né, produzidos pelo organismo. Então o que
a gente tá fazendo é uma reposição, né? E dá resultado. E dá resultado, né? Claro que assim, a grande discussão é bom, qual é a qual substância usar, em que dose? Porque, né, assim, a dose é fundamental, né, porque dependendo, se você aumentar muito a dose, pode desde, né, envolver alucinações, etc., eh mexer com o seu apetite, o seu humor, né? Que a gente sabe que o o cara que consome, né, o ilícito, alguma coisa assim, ele tem uma prédisposição a comer mais. Sim. E a proteína do nosso intestino que vai pro sangue e também
pode ir pro cérebro, aumentando também a probabilidade do do do Alzheimer. Então, é isso é bem interessante, né? Então, de fato, né, as substâncias canabinoises, principalmente o THC, aumenta o apetite, né? Então isso por si só tem uma aplicação em várias condições que você quer estimular o apetite, né? Então, por exemplo, um paciente fazendo uma quimioterapia, né? Alguma condição que ela, né, tá perdendo peso. No Próprio Parxon e Alzheimer, à medida que a doença progride, os pacientes perdem muito peso, né? Então isso é interessante. Olha, com a reposição canabinoide, eu posso talvez controlar a perda
de peso, né? E por outro lado tem situações do extremo oposto, né, de obesidade. Então assim, na obesidade hoje em dia o que tá se buscando é diminuir essa transmissão dos canabinoides, bloquear a transmissão dos canabinoides. Então é uma forma de diminuir a fome, né? Então é oposto, é o oposto, né? Então é um sistema muito rico, né? Então muito complexo, né? Mas assim como o cérebro, né? Então assim, para um cientista quanto mais complexo, né? assim, mais a gente fica instigado a pesquisar mais, né? É muito interessante. Mas então, basicamente foi isso, né? Então,
eh, desde o início do curso de graduação, eu fui me envolvendo nessas pesquisas com psicofarmacologia, com neurociência e e depois que eu passei no concurso, né? Então, eh, né, assim, inaugurei o meu laboratório próprio de doenças neurodegenerativas e desde então tenho trabalhado nessa temática, né? Eh, durante toda a sua carreira, qual descoberta mais te fez pensar? Eh, tipo, a gente ainda não entendeu nada, quase nada disso. É, algumas, né? Então, isso que é fantástico na ciência. A gente cria uma hipótese, o método científico, ele é bem claro, né? a partir dos conhecimentos prévios que existem,
né, na na, né, no referencial teórico, na literatura, você bola uma hipótese e aí você tem que, né, desenvolver um método para comprovar ou não aquela hipótese. E o que eu acho mais fantástico, né, eu sei que os alunos, assim, os estudantes, quando estão em início de carreira, eles ficam um pouco frustrados, né, quando eles não confirmam a hipótese. Eu sempre falo, eh, quando você confirma uma hipótese, você tá fechando, né, uma, é como se fosse, né, uma gaveta. Olha, fechei a gaveta, a hipótese tá confirmada. Quando você não confirma a hipótese, é mais fascinante,
porque você tinha tudo, né, para seu pensamento foi correto, seu raciocínio foi correto, mas você fez a experimentação e a sua hipótese não se confirmou, ou seja, você não conseguiu fechar aquela gavetinha. Isso abre outras hipóteses, né? Então eu costumo falar assim, as descobertas mais intrigantes assim foram quando a gente não confirmou as nossas hipóteses, né? E várias vezes isso aconteceu na, né, na carreira. Então, eh, uma descoberta assim que foi até durante a minha o meu doutoramento, que teve um impacto grande assim no meu laboratório, assim no meu reconhecimento enquanto pesquisador, foi a descoberta
De que eh alguns contaminantes ambientais, por exemplo, agrotóxicos, eles podem entrar entrar no nosso cérebro pela narina, pelo sistema olfatório e levar a degeneração de áreas do cérebro e consequentemente ente levar a morte, né, ao desenvolvimento dessas doenças. Então, é muito interessante que hoje em dia é reconhecido que a perda do olfato é marcante e aparece muito cedo nessas doenças neurodegenerativas, né? De maneira geral, as pessoas não percebem, né? O o ser humano ele é muito visual, né? Então ele não vê, né? É. Então assim, a perda do olfato muitas vezes ela passa desapercebida. Agora
a gente voltou a falar um pouco de olfato por causa da COVID, né? Então assim, dessa questão de perda de olfato, então as as pessoas começaram a prestar atenção nisso, mas de maneira geral eh, né, passa desapercebido. E em uma hipótese que a gente então, né, junto com outros pesquisadores, eh, né, desenvolveu, é de que existe uma vetorizaçãofatória, ou seja, agrotóxicos, né, contaminantes ambientais podem entrar no nosso cérebro pela narina. Né? Então é uma porta de entrada direta pro cérebro, eh, seja para medicamentos, mas aqui no caso então, né, para contaminantes, toxinas, isso ser um
risco para essas doenças, né? Então, e de fato, se você pega no estado de Santa Catarina, ah, você tem uma incidência muito grande de doenças neurodegenerativas em áreas rurais, né? Então, oeste de Santa Catarina e tal, você tem muitos casos de Parkson, né? Então, eh, tem essa relação com mexer muito com veneno, essas coisas, pessoal, na na época da roça, né? Isso. Isso. E, eh, tem muitos casos mesmo. Exatamente, né? Então, e essa foi, digamos, uma das descobertas assim que a gente fez, né, que foi muito marcante, né? Então, mostrar essa rota de entrada no
cérebro, né? E e que anos mais tarde, né, realmente foi reconhecida assim como importante para desenvolver essas doenças. E e quando uma memória é criada, o que realmente acontece dentro do cérebro? É isso. É fantástico, né? Então, a neurobiologia da memória, né? O Brasil também tem grandes pesquisadores nessa área. Eh, aí a gente tem que eh reconhecer assim de que não existe um único tipo de memória. A primeira coisa Que a gente tem que falar é isso. As memórias são muito diferentes. Então, uma memória que a gente fala biográfica, né? coisas que a gente lembra
desde a infância, 6, 7 anos de idade, né? Se a gente buscar, bom, qual que é a nossa primeira memória? Geralmente vai ter alguma memória, né, familiar, aprendendo, né, a tocar algum instrumento, andar de bicicleta, né, alguma coisa que tem um componente emocional, às vezes até uma bronca do pai e da mãe. Essas memórias emocionais elas têm assim uma força muito grande, seja positivas ou negativas. Mas aí tem outros tipos de memória. Então, por exemplo, um aprendizado, né? Um aprendizado motor, um hábito, isso tudo são memórias, até realmente um conhecimento específico, né, de línguas, de
matemática, né? Então, eh, então existem diferentes tipos de memórias e hoje em dia se sabe que essas memórias elas acabam sendo armazenadas em áreas diferentes do nosso cérebro. Então isso explica também porque, por exemplo, na doença de Alzheimer, eh, já no início, né, hoje em dia se reconhece que o início da doença de Alzheimer, você acomete principalmente áreas aqui dessa região, que a gente fala o lobo temporal do cérebro, tá? Uma área bem importante, eh, é o hipocampo, tá? Qual que é a importância desse hipocampo? ela transforma memórias recentes e consolida elas em memórias de
longo prazo. Então, a gente tá conversando aqui, né, muitas informações talvez são novas, né, para vocês, pro público. Isso vai tá sendo Armazenado temporariamente no hipocampo e depois pode virar uma memória de longo prazo que vem geralmente para essas áreas aqui do córtex, tá? No Alzheimer, já no início da doença, você tem a degeneração, a morte do hipocampo. E aí, por isso que esse paciente no início da doença, ele ainda lembra dos eventos lá da infância, a pessoa lembra quem ela é, ela lembra de, né, assim, de conhecimentos básicos, mas ela já tem dificuldade em
formar novas memórias. Então, ela vai no supermercado, ela não lembra o que ela tinha que comprar. Pum, a célula morreu ali. É porque, quer dizer, para formar essa nova memória, ela precisa do hipocampo íntegro, né, nessa região. E como ela tá comprometida, essas memórias mais antigas que estão armazenadas aqui no Córtex, ela consegue acessar, mas é uma doença progressiva, né? Então, daí a pouco essas regiões também vão ser acometidas. E aí é que chega nesse momento, né, que a pessoa, né, como você falou no início do programa, ela esquece realmente quem ela é, ela esquece
de familiares, de nomes, de datas, né, que são esses conhecimentos que que eram mais de longo prazo, né? Então isso já mostra que diferentes tipos de memória, né, estão armazenadas em áreas diferentes do cérebro. Eh, e o que de fato tá Acontecendo no cérebro é a pergunta de 1 milhão, né? Então, assim, essa pergunta grande, hein? Essa que algumas, né, algum algum avanço no conhecimento nós temos, né? Então, por exemplo, eh você tem um, é como se você tivesse exercitando um músculo, né? Quando você forma uma memória, você tá o quê? forçando, reforçando algumas conexões,
algumas, né, que a gente fala assim, os caminhos de algumas vias entre neurônios, enfraquecendo outras, né? Então, é isso na prática que você tá fazendo no seu cérebro, né, que a gente chama de é uma plasticidade sináptica, né? Então você tá reforçando. Então se esse neurônio e esse são importantes para formar essa memória, essa conexão vai ser reforçada em detrimento de outros, né? Então é isso, né? Sempre que você é um músculo, então é é o músculo, se a gente não exercitar o cérebro, a gente atofia mais rapidamente. Isso, né? Então porque assim o as
nossas memórias elas vão ficando mais robustas conforme a gente vai exercitando elas, né? Porque é isso, cada vez que você tentar buscar aquela informação de novo do Alzheimer, do Parks, você vai tá ativando de novo aquela conexão. E isso é um processo ativo, né, que você tá fazendo de maneira ativa no seu cérebro e com isso você reforça essa conexão. Se aquele conhecimento você Fica ou aquela memória você fica muito tempo sem buscar, aquela conexão, o cérebro vai entendendo que aquilo não é mais importante, né? E aí o que que acontece? essa conexão vai enfraquecendo,
enfraquecendo. Aí você às vezes, puxa, eu não consigo lembrar, mas eu tinha, eu eu tenho certeza que eu lembrava, né, que eu já aprendi isso e tal, mas quer dizer, você ficou anos sem buscar aquela memória, né? Então aquela conexão, aquela sinapse, ela foi enfraquecida. Você tem que gerar um novo conhecimento, né? Uma nova memória. E por que que eu tava mencionando que memórias emocionais são tão robustas? Porque quando você coloca um componente emocional, seja positivo, então felicidade, euforia, seja negativo, dor, sofrimento, isso sinaliza pro seu cérebro que aquilo é importante e aí aquela memória
se torna mais robusta, aquela conexão ela é mais reforçada, né? Então, por isso que hoje em dia, né, tão importante quanto a gente formar memórias, reforçar memórias, é ter a capacidade também de apagar algumas memórias, né? Então tem pessoas, por exemplo, com traumas, né, que tem memórias emocionais negativas que você quer trabalhar pra pessoa, né, melhor, né, é apagar aquelas memórias negativas, né, traumas às vezes da infância, coisas, Eventos traumáticos que aconteceram. E por que que é tão difícil? Porque são memórias muito robustas, né, que realmente eh geraram conexões no nosso cérebro muito robustas e
pra gente a gente não tem uma droga para quebrar essas conexões. Sim. Então existem, né, algumas em estudo e por sinal os canabinoides estão aí também, né? tem, é muito interessante, tem trabalhos com canabinoides que, eh, por exemplo, sempre que você reativa uma memória emocional dessas, você tá naquele momento ativando essas conexões, né? Então, vamos imaginar uma terapia. Ah, um soldado que foi para uma guerra, né? Desenvolveu um transtorno de estress pós-traumático, né? Um desses transtornos. Então, anos depois ainda ele tem aquela memória daquil, né? da Então, se ele escuta um um barulho de foguete,
alguma coisa, já assusta, assusta, né? Já vem aquela memória traumática. Se você num consultório reativa essa memória e naquele momento administra canabinoides, você consegue, né, eh, diminuir essas conexões, diminuir essas conexões, né? Então, é uma estratégia, né, que tá sendo feita. Então, eh, se usam antidepressivos também, né, mas são pouco eficazes nesse tipo de transtorno, justamente porque o antidepressivo ele vai atuar, né, assim, na questão emocional, na questão do humor, mas a memória em si ali robusta é muito difícil, né, de de lidar com ela. Então, olha que interessante, a gente começou o programa falando,
né, de de perda de memórias, né, com Alzheimer, mas também às vezes você não apagar algumas memórias também pode ser um problema, né? Então, né, isso reforça o quão fascinante é o cérebro, né? Então, existem memórias que você não gostaria de estar perdendo, né? Que realmente lhe dão a sua identidade de quem você é, todo o seu conhecimento e outras que você daria tudo para, né, que não tivesse mais esquecer, né? E outra coisa importante que ficou dessa conversa aqui agora é que vocês que estão assistindo aí tem que exercitar o seu cérebro. Então, se
você não segue o pé na areia ainda aí, ó, siga agora, pessoal, porque toda semana a gente traz um assunto diferente aqui e um assunto justamente para você exercitar, para você pensar, para você evoluir como ser humano. E existe aquele mito de que usamos só 10% do cérebro. Isso é é real ou está totalmente errado? É, e isso é um dos neuromitos, né? Então assim, eh, de que o ser humano, né, ele assim, ele teria uma capacidade infinita, né, digamos, cognitiva e que nós estamos usando só 10%, né, Dois, né, tem alguns que falam que
é dois, né, dois. É, então isso na verdade, né, o o que o que que a gente tem, né, obviamente quando eu tô fazendo uma determinada atividade e eu vou lá, faço naquele momento uma neuroimagem, então, por exemplo, tô fazendo uma, né, uma série de perguntas, né, testando seus conhecimentos, pode ter certeza que quando você fizer a neuroimagem, as áreas cognitivas principais, o hipocampo que eu mencionei, o córtex cerebral, eles vão estar ativos. Aí você olha lá, olha, o cerebelo, ele não está ativo nesse momento, né? Então assim, mas quando você fizer uma atividade motora,
essas outras áreas motoras vão ser recrutadas, né? Então assim, o que de fato é o o cérebro, a gente tem que entender que o cérebro ele é um órgão que ele tem uma grande demanda energética, né? Então, o gastro de energia do cérebro, ele é absurdo. Então, a todo momento, o qual que é a estratégia do nosso cérebro? Poupar energia, né? Então, por exemplo, por que que muitas vezes a gente, né, começa a ler um outdoor, né, uma placa e o nosso cérebro já completa aquela informação, né? A gente não lê toda a informação e
o nosso cérebro ele já nos sinaliza o que que tá lá. É uma forma do cérebro de Economizar energia, né? Então assim, tem várias estratégias, né, que o cérebro ele vai tendo. Eh, tanto é que quando a gente tem uma, né, uma falência aí de, né, na questão energética, o cérebro é um dos primeiros que também já vai dando sinais de comprometimento, né? Então, ah, então na prática é isso, né? Dependendo da função que você tá sendo recrutada, umas áreas cerebrais vão estar sendo mais ativadas do que outras, né? A partir do momento que você
demanda uma outra função, ah, vou aliment, né, fome, saciedade, tô no alimento. Então, ou seja, é um mito, né, que nós conseguimos potencializar mais o nosso cérebro, não, ele trabalha em uma sincronia perfeita. É, na verdade assim, né, eu acho que a dica que foi dada aqui, né, da gente estimular o cérebro, eh, assim, é a melhor sugestão, né? Então, ã, nos casos de demência, doença de Alzheimer, isso assim tá muito caracterizado, né? Que quanto mais você estuda, quanto maior o nível de escolaridade, isso isso é são fatores de proteção muito importantes contra essas doenças,
né? A gente muitas vezes tá buscando essa pílula perfeita, né? Essa pílula mágica, né? De de aumentar essa capacidade infinita do nosso cérebro, nos proteger contra essas doenças. E, né, assim, do que tudo que a gente tem, né, estudado e conhecido, as dicas elas são assim simples, né, eh, é o estudo, é a leitura, né? Então assim, eh, atividade física, né, atividade física, tem trabalhos muito interessantes, né, que eles são chamados de, eh, superatides, né, ou seja, eles estudam a população idosa com mais de 80 anos que tem uma boa saúde física e mental. Ou
seja, o que que tem nessas pessoas, né? Volte meia nesses programas, né? Bem, ah, a ilha dos longevos, né? O o país onde as pessoas vivem 100 anos ou mais com saúde, aí vão lá, né? Parece que é uma ilha perdida no Mediterrâneo, né? Alguma coisa assim meio paradisía. Às vezes tem realmente, né? Mas assim, Florianópolis é isso tudo, né? Uma ilha da magia fantástica e tal. Você vai olhar quais que são as dicas, né? né? E quais são, digamos, os fatores comuns nessas pessoas com 80 anos ou mais com muita saúde física e mental?
Eh, é atividade cerebral, ou seja, as pessoas leem, né? Não precisa ser PhD, não precisa ser, mas as pessoas leem. Antigamente a gente falava, né, fazer as palavras cruzadas, né, o pessoal usava muito isso, Né? Hoje em dia talvez caiu um pouco desuso, né? Mas você jogar um jogo de tabuleiro, você, ou seja, né, hoje em dia até tem games mesmo, né, assim, que dentro nível, eu sempre falo, você tem que mediar, né, porque assim, não adianta também aí a pessoa ficar 18 horas por dia jogando videogame, né, achando: "Ah, tô me protegendo, né, do
Alzheimer e tal". Aí tô ali sedentário, né, num lugar fechado, isolamento social, ou seja, é uma balança, né? Então é muito interessante que o, né, entre esses fatores, tá, a questão de leitura, não ser sedentar, né? Então são pessoas, você vai olhar, geralmente são lugares ínges, né, que a pessoa caminha, sobe, desce, né, trabalho de perna, né, perna. Tava, tem até uma pesquisa dizendo que a perna, né, ela influencia. Você tem perna fina e perna grossa, né, na produção testerona, né? Sim. Isso. E aí a questão da da alimentação é fundamental, né? Então assim, a
gente também busca sempre ah, dieta do Mediterrâneo, o vinho, tal, né? É o, eu falo assim, proteína, né? É, é o resveratrol, é não sei o que, né? O a gente tenta isolar um constituinte para colocar aquilo dentro de uma pílula pra pessoa usar, quando na verdade é a combinação dessas substâncias, né? Então eu não tenho dúvida, né, que ali uma dose moderada do Vinho, né, junto com frutas, com verduras, com bom queijo, com, né, uma uma quantidade adequada de proteínas, é esse, né, assim, digamos, o suco perfeito, né, você não vai conseguir isolar nenhuma
dessas substâncias no próprio exercício. Hoje em dia, eh, eu não preciso virar um atleta profissional, né? Mas eu tenho que assim ter um uma atividade física constante, diária, né? 20, 30 minutos, uma caminhada, né, etc. Hoje em dia tem, já se identificaram substâncias que são liberadas pelo pelo próprio músculo, né? Por exemplo, uma dessas substâncias que tá sendo muito pesquisada para Alzheimer é iris. Então você faz atividade física, você libera, os músculos liberam essa substância chamada de iris, ela chega no seu cérebro e tem algumas evidências de que tem fator, né, de proteção contra contra
Alzheimer. Então, olha que interessante, né? Então, eh, essas são as dicas comuns, né, assim, para uma boa saúde eh em pessoas com 80 anos ou mais, né? Então, ah, eu vou esperar ter 80 anos para fazer tudo isso, não, né? Então é essa que também é a grande dica, né? Ah, ou esperar uma pílula mágica, né, pra gente reverter. Isso, como eu mencionei, a as essas doenças neurodegenerativas, Parks Alzheimer, são diagnosticadas com 60, 70 anos de idade, mas elas começam no nosso cérebro 20, 30 anos antes, né? Então, se eu tô com 30, 40 Anos,
é um, tá ótimo, né, para você mudar o seu estilo de vida, né? né? Então isso também é importante. Quanto antes melhor, mas também nunca é tarde, né? Isso também assim e é bem importante, né? Mas parar com aquela ideia, né? Ah, não, eu vou trabalhar bastante, né? Quando eu chegar lá na aposentadoria, 50, 60 anos, aí eu vou, né? Cuidar da minha saúde e etc. Né? Isso pro cérebro também não é bom, né? Então assim, muitas dessas doenças já começaram muito antes, né? Então, eh, é interessante a gente ter um estilo de vida saudável
mais cedo, né? O quanto antes. Existe algo que as pessoas fazem todos os dias que está destruindo o cérebro delas e elas não percebem? Sim, né? Algumas, uma que hoje em dia, né? Ah, assim, tem muita pesquisa avançando muito, é o estress. oir, né, o estress crônico. Então, assim, o nosso estilo de vida, né, a a o ser humano, ele avançou para um uma vida estressante, principalmente em grandes centros urbanos, né, assim, essa essa velocidade, né, da vida, eh, isso tudo tá gerando impacto no nosso cérebro sem Precedentes, né? Porque assim, o stress agudo, ele
tem um componente importante, né? Então, por exemplo, ah, eu tenho um evento importante na minha vida, um concurso, uma prova, uma entrevista de emprego, um casamento, são eventos pontuais, estressantes. O seu organismo todo se prepara para aquela situação, inclusive o seu cérebro. Então você fica em alerta, você fica mais atento, inclusive a sua cognição melhora naquele momento. Então o estress agudo em alguns, né, em algumas doses é fundamental para um bom funcionamento do seu cérebro. Só que o que é que hoje em dia nós vivemos? Um estress crônico constante, né? Altos níveis de estress, né?
Então esse aumento de hormônios de estress como cortisol, etc. já tem evidências de que isso pode levar tanto a a doenças eh psiquiátricas, né, transtornos psiquiátricos, como depressão, ansiedade, insônia, burnout e num nível mais elevado, a morte de neurônios e a doenças neurodegenerativas, né? Então assim, ah, esse, né, você de alguma forma, né, atenuar, controlar esse seu estilo de vida para, Né, diminuir um pouco esse estress, o impacto do stress crônico na sua vida, é uma boa dica, né? Eh, e sem dúvida aliado a isso, o o sedentarismo, né? né? Então, o sedentarismo também eh
ele é um fator de risco super importante para doenças mentais em geral, né? Também pra depressão, também para insônia, também paraa ansiedade e para essas doenças também, né? Então, eh, hoje em dia sabe que, né, assim, ao fazer uma atividade física e como eu tava mencionando, não precisa ser uma grande intensidade, numa grande duração, mas constante, né? Isso inclusive ajuda atenuar o próprio stress, né? Então você tem esses fatores eh se comunicando. Eh, mas tem uma série de substâncias que o exercício físico estimula, né? Eu já falei algumas do músculo, mas no nosso cérebro também
existem o que a gente chama de fatores neurotróficos. São realmente nutrientes pros nossos cérebros, né, pros nossos neurônios. Então assim, quando você tá fazendo uma atividade física, você tá estimulando a produção dessas neurotrofinas, né? E hoje em dia se sabe que elas protegem justamente contra essas doenças, né? Então, ou seja, você tá com alto nível de estress e sedentário é uma combinação mortal, é, é uma bomba relógio aí, né, para você desenvolver doenças do sistema nervoso central. É, pessoal, cuidar aí, né? Atividade física, né, do stress, né? A gente que é empresária, é estress todo
tempo, né? Todo dia tem um boó para resolver, né? Isso. E realmente isso aí faz um mal daqueles, hein? É o o nosso estilo de vida realmente pode determinar se teremos ou não essas doenças? Então, essa é uma pergunta excelente, né? Então, eh, nos últimos 20, 30 anos, a gente nessas doenças neurodegenerativas teve muito avanço no conhecimento de fatores genéticos. Uhum. Né? Então, como eu tava mencionando, existem realmente eh alguns genes, né, que predispõe a pessoa a desenvolver essas doenças. Raramente são fatores determinantes, tá? Então assim, menos de 5% você componente genético, né? Então, normalmente
quando você tem esse componente genético importante é com 30 anos de idade, Alzheimer na faixa etária dos 50, isso é precoce. Então, Nesses casos, é uma boa chance de ter um fator genético importante, mas na população em geral são os fatores ambientais, é o estilo de vida, né? E e assim, os grupos de pesquisa, eles vão identificando fatores isolados, né? Então, por exemplo, meu laboratório eh há alguns anos pesquisa, por exemplo, cafeína, o impacto de cafeína nessas doenças neurodegenerativas, né? Então tem evidências já de mais de 30 anos que pessoas que consomem regularmente café e
aí não pode ser o café descafeinado, descafeinado, né? Tem que ser com cafeína. Eh, o café é um fator de proteção, né? Então, pessoa que consome regularmente café tem um risco menor de desenvolver Parkson e Alzheimer no futuro, tá? Aí eu já imagino a pergunta, quanto de café, né? Eh, a gente fala num consumo moderado, as pessoas, né, eu acho muito interessante na, né, na universidade, assim, dentro da do meio científico, as pessoas tomam muito café, né? Então, meio empresarial também, né? Provavelmente sim. Ou seja, quanto maior demanda cognitiva, né, quanto mais intenso tá aquela
semana, as pessoas, né, elas consomem mais café. Cafeína é uma forma assim de de estimular, né, e se manter alerta. Eh, a gente fala que um consumo moderado, né, para um adulto é em torno de 400 mg de cafeína por dia. O que que dá isso? Depende da sua xícara de café, depende, né, de que produto, né, que tipo de café você vai est tomando. Mas vamos lá, né? Em média aí umas quatro a cinco xícaras de café por dia, tá? É seguro isso aí. Esse é um consumo moderado, seguro, pode um tereré, um chimarrão,
né, que tem alguma É. E e e isso é bem importante, né? Eu tô falando de uma pessoa que consome a cafeína exclusivamente pelo café. Se você toma um refrigerante que tem cafeína ou um chimarrão ou um chá, tudo isso tem um energético, né? Tudo isso vão ter teores de cafeína que vão se somando aí nessa, né, nessa quantidade aí adiada. Mas então assim, cafeína, né? Aí tem pessoa, eu mencionei a questão do colesterol, né? Que o colesterol é um fator de risco para essas doenças. Então você de alguma forma controlar os seus níveis de
colesterol, né? É um fator importante. Eu falei do traumatismo craniano, né? Então, porrada, proteger a sua cabeça é uma boa dica para se proteger dessas doentes, né? Então, lutador geralmente tem muito isso, né? Isso. Então, tem alguns esportes, né? Lutadores, futebol americano, né? Então, eh, que você tem uma assim, os números são altos, né, dessas doenças quando esses esses atletas envelhecem, né? Então, a gente até recebeu ano passado eh como que é o o sobrenome dele lá do da academia ao eh ele era um dos um dos caras mais fortes não um dos caras mais
fortes do mundo. Ah. o Ricardo Norte aqui de Floripa. E cara, o cara tá com 52 anos, 53 e o parks dele tá avançado, avançado, porque ele avim ele faz começou a entrar nessas competições de carregar peso e trabalhar o corpo no limite. Sim. e tal. É uma coisa bem assim, isso notável nele assim. Ele tá assim, é, então assim, e o estilo de vida, eu não tenho dúvida, né, que vai ter um fator muito importante, inclusive o nível de escolaridade que a gente tava mencionando, né? Verdade. Então, né, a gente tava falando um pouquinho
disso nos bastidores, né? Então assim, eh, muitas das pesquisas, né, que buscam novos tratamentos para essas doenças, entender, buscar marcadores, né, algo que eu possa dosar no sangue, na urina do paciente e saber se ele tem a doença, né, para um diagnóstico. Boa parte dessas pesquisas são feitas numa população ou da Europa ou Estados Unidos ou Canadá que tem um alto eh nível de escolaridade, 15, 16 anos de escolaridade formal, anos anos de estudo formal, né? No Brasil essa média cai para 9, 10 anos. Dependendo da região, né, do Brasil, a gente pode pensar, poxa,
será que esses 5, 6 anos de escolaridade tem um grande impacto no nosso cérebro? enorme, né? Então, hoje em dia, mostrando que eh inclusive marcadores que funcionam lá na população europeia, né, norte-americana, não tão funcionando como biomarcadores, né, como marcadores da nossa população, né, e inclusive mostrando que o nível de escolaridade influencia muito mais que fatores genéticos, né? Ou seja, então, eh, se a gente quer avançar em termos de, e, eu, e eu mencionei, né, 70% dos novos casos de Alzheimer, de demência, né, vai ser em países em desenvolvimento, Com baixo nível de escolaridade, né?
Ou seja, se a gente quer a longo prazo ter um impacto nessas doenças, a gente tem que falar em escolaridade, a gente tem que falar em nível de educação. A gente não tá falando só em melhorar a qualidade de vida das pessoas, melhorar chances de emprego, renda, mas a gente tá falando no impacto dali a 30, 40 anos quando essa pessoa ficar idosa, né, dela ter o menor risco de desenvolver essas doenças, né? Então a gente tá falando desse impacto, né? Então, eh, a escolaridade, né, os eh eh ela tem um, né, assim, eu não
vou dizer que ela é determinante, mas ela é, né, um fator assim de risco, né, e de um fator modificador muito importante. Ô, professor, aí nós estamos falando de escolaridade, né? Tem, não sei se é mito ou que as pessoas falam queime é diabetes no sangue, né? É um excesso de açúcar. Aí isso é eh tem um fundo de verdade ou tem ou ou é mito? Como que é? As pessoas que têm diabetes, elas já são mais propensas a a ter a doença. Então é essa é uma excelente relação, né? Então uns 10 anos atrás
começou um conceito, né? De que o Alzheimer seria um diabetes do tipo três, né? Porque a gente tem um um diabete tipo um que a pessoa desenvolve, né, e faz uma lesão no próprio organismo, né, nas, né, nas células beta pancreáticas. O diabetes tipo dois é aquele pelo estilo de vida, né? Então, geralmente em função da alimentação, do sedentarismo, A pessoa vai desenvolvendo esse diabetes do tipo dois ao longo do tempo, né? vai ficando resistente a insulina, a glicose fica lá em cima. E o Alzheimer então começou a ser chamado diabetes do tipo 3. Isso
porque realmente, né, os fatores de risco que a gente fala pro diabetes do tipo do né, questão da alimentação, questão do sedentarismo, são os stress, são os mesmos fatores de risco pro Alzheimer, né? E realmente, né, algumas eh medicações que são eficazes para esse tipo de diabetes começaram a ser testados em pacientes com Alzheimer, né, e com algum benefício, né? Então, eh, realmente isso não é um mito, né? existe essa relação, né, de que eh de que realmente, né, o diabetes e mas principalmente o estilo de vida que tá relacionado a um diabetes do tipo
do pode, né, levar o maior risco também de desenvolver a doença de Alzheimer. Então isso é uma relação realmente concreta, né? Então, até no laboratório, né, a gente faz algumas pesquisas que a gente fala com dieta de eh cafeteria, né, em ratinhos de laboratório, você consegue fazer com que eles desenvolvam, né, um uma resistência à insulina, etc., dando, por exemplo, bolachinha, chocolate, né, a gente fala uma dieta de cafeteria, aquele cara que só fica, né, doce, etc. Então, além desse animal ficar obeso, né, vai ganhando o peso, ali a pouco ele desenvolve uma resistência à
insulina. E se você vai avaliar ele do ponto de vista cognitivo, ele tem déficits, né? Então é muito interessante. E aí se você restabelece, seja através de exercício físico, né, seja mudança dessa dieta novamente, até um certo momento você consegue reverter esse quadro, né? Então, depois de um momento, ele se torna irreversível, né? Então, eh, essa relação ela ela existe de fato, né? Legal. E entre esses fatores aí que vocês comentaram sobre alimentação, sono, atividade física e estresse, qual é o mais perigoso ignorar desses quatro? Eu, eu diria o conjunto, né? é o conjunto. E
eu vejo assim, é muito raro você ter uma pessoa, né, que tem uma excelente qualidade de sono, né, e a pessoa é sedentária ou ela tem uma má alimentação ou ela não, de alguma forma ela não consegue manejar o estresse. Eu digo isso por quê? Porque essas essas coisas são muito eh, né, entrelaçadas, Né? Então, a pessoa que ela é sedentária, é estressada, ela não dorme bem, impacta o sono. E e de fato a gente falou pouco do sono, né? A gente poderia estar falando praticamente o programa todo do sono também, né? Porque o sono
ele tem um papel fundamental na parte cognitiva, né? A gente fala muito, ah, o sono, né, para para melhorar assim o o relaxamento muscular, etc., Mas a gente tem fases do sono, né? O o sono rein, por exemplo, né? Que é dos movimentos oculares rápidos, né? Então, fase do sono e é uma fase assim que você tem uma grande atividade cerebral, seu cérebro tá super ativo. E é justamente durante essa fase do Sodoren que aquele processo de consolidar novas memórias tá acontecendo no seu cérebro. Então, durante o sono e é como se o cérebro ele
fosse separando, né, o que são memórias importantes que que vão ser armazenadas a longo prazo de memórias que vão ser descartadas. Isso acontece durante o sono rein. E aí, imagina, né, você tá com insônia, isso é muito interessante, é uma das linhas, né, que eu pesquiso muito, medicações para dormir, né, medicações do tipo Rivotril. Aí essas medicações, né, são a gente chama os tarja pretas, Né, os benzodepínicos. A pessoa usa a medicação e capota, né, dorme ali 8, 10 horas, só que no outro dia você tá acorda quebrado, né? Não parece que você teve aquele
sono revigorante, né? Às vezes você começa cronicamente, quem usa, né, diariamente essas medicações começa a ter lapsos de memória. Tem até casos idosos de erro de diagnóstico de Alzheimer. Pessoa tem é diagnosticada com demência, né? Ah, isso é Alzheimer. E você vai ver, tá usando uma medicação, é um idoso usando uma medicação dessa para dormir há muitos anos. Você retira a medicação aos poucos, né, vai desmamando, eh, eh, a memória volta, né? Por quê? Porque são medicações que ao mesmo tempo que prolongam o seu sono, você dorme mais, dorme 8, 10 horas, mas elas encurtam
o sono rein, né? Então ao longo da noite o seu sono reinem vai reduzindo, então a sua memória vai se sendo prejudicada, né? Não vai ter memória. Então o sono é super importante, né? E claro, assim como a gente tava falando da pílula mágica, né? para para Alzheimer, para Parxon, as pessoas buscam essa pílula mágica pro sono, né? E e de fato, né, assim, eh, as medicações que existem hoje em dia, né, como hipnóticos, nenhuma delas consegue mimetizar todo esse sono, Né, fisiológico, essa, então elas acabam encurtando o sono rein e a média longo prazo
prejudicando a memória, né? Então, eh, é isso, né? O o sono é super importante para paraa questão de uma noa boa saúde mental. Então, para proteger o cérebro é o sono. Um dos fatores, um dos fatores, né? E é, eu colocaria e o sono tá, né, dentro daquele pilar que a gente mencionou dos superaes, né, daquelas pessoas com uma boa saúde física e mental. Então eu acho muito difícil você sair desse, na verdade não é um tripé, são quatro fatores, né? Alimentação, sono, atividade física, né? Atividade física, o sono e a estresse e e a
atividade cognitiva, né? Aquela questão da escolaridade, né? Então, de dessa forma, né? São os pilares e claro, o stress, como você colocou, vai tá impactando tudo isso, né? Pessoa que tá constantemente estressada, pode ter certeza que não não é uma pessoa que vai estar dormindo super bem, né, de rotina, não consegue, né? Tu falou de alguns medicamentos e melatonina, tu acha e algo que Sim, então é a melatonina é um hormônio, né, que nosso organismo produz. Então assim, melatonina tem uma uma validade. Inclusive no laboratório nós já pesquisamos melatonina para Parxon, inclusive, né? Ela tem
evidências de que é uma substância neuroprotetora, né? Eh, ela ela tem um impacto eh importante, né? Principalmente na indução do sono, né? Iniciar o sono. É, eh acaba que as pessoas, né, muitas vezes vão falar: "Ah, mas a melatonina ela demora para fazer efeito". É isso, né? As pessoas elas querem o efeito rápido, né? Então por isso que normalmente vão ir atrás dessas medicações do tipo Rivotril, né? Porque você toma e dorme, né? Você toma e dali a 15 minutos você tá dormindo. Então é um efeito imediato. Mas eh realmente assim a a médio e
longo prazo eles vão bagunçar os a sua arquitetura do sono, né? Então assim, a médio longo prazo vão fazer eh, né? um mais prejuízo do que benefício. A melatonina ela não faz isso. Uhum. Eu utilizo melatonina, [ __ ] durmo que nem um anjo. Isso. Quem gosta? Mas é engraçado que ela dura que ela é engraçado que ela dura 6 horas ali. Aham. Né? Então assim, eu tem dia que eu tô no 8:30, eu tô dormindo. Dormindo. É bom. Aí tu chega assim, às vezes acorda duas e pouco, mas depois volta a dormir, né? Sim.
Mas é engraçado, é 6 horas certinho. E tem aquele outro medicamento que é aquele que as pessoas ficam eh sonâmbula, como que é o nome mesmo? Zopden. Zopden, né? Isso aí o cara sai igual um um zumbi. Então o eh essa relação, né, do né da da pessoa sonambulista também tem relação com o sono rein, né? Porque é é muito interessante isso, né? É uma fase do sono que o seu cérebro tá super ativo e para proteger o seu organismo, o que que acontece? uma atonia muscular, ou seja, né, o cérebro que controla os nossos
músculos durante o dia inteiro, entrou na fase do sono rein, desliga aqui a conexão. Então é um é uma proteção. Imagina que tudo que você tá sonhando, né, durante essa fase você tivesse executando. Não isso é um risco. Ah, eu tô, né, tô saltando de um lugar, lutando, né? Imagina o risco que isso seria, tô correndo, né? Então é uma proteção do nosso organismo. Entro no sono rein, eu sonho, né? Eu eu armazeno as memórias, mas o meu músculo relaxa. É isso que ele faz, né? E o que acontece, então, muitas vezes, essas medicações bagunçam
um pouco isso no nosso cérebro, Né? E aí, eh, né, a gente acaba tendo aqueles sonhos, né, super vívidos e e acaba, né, realmente um vinho assim para dormir que relaxa assim, ah, vou tomar uma garrafa de vinho, pum, pô, uma garrafa daí é o o álcool, o álcool, o álcool ele é ele é, né, ele é ele é um depressor do nosso eh do sistema nervoscentral, do cérebro, né? Então, as pessoas falam: "Não, para mim um álcool é um estimulante". Não, o que acontece é que no início, né, baixa as doses, você tá tendo
com álcool o quê? Uma desinibição, né? Então a pessoa ela fica mais falante, desinibida, né? Às vezes toma coragem para fazer coisas que ela, né, não faria. Então é uma desinibaria faria. Mas se seguir aumentando a dose, né, vai ter sono, né, e vai deprimir o funcionamento dessas áreas. O grande risco na prática é se aquela, né, a pessoa se ela associa depressores do cérebro. Então, junto com álcool toma uma medicação para dormir, um rivotreu. Aí você tá associando duas medicações que deprim seu cérebro. Ah, eu tô fazendo um tratamento para dor com um opioide,
por exemplo. Morfina, é um depressor do seu cérebro. Se eu associo com álcool é um risco, né? Então, eh, né, esses são riscos. Então, eh, né, realmente assim, o álcool, né, é tido assim como um hoje em dia, né, para quem estuda drogas de abuso e tal, claro que Ela é uma, em vários países, como o Brasil, é uma substância socialmente aceita, né, ela é mas a gente tem que reconhecer que também existe muitas problemas com, né, pessoas com problema com uso do álcool, né, que realmente eh isso é um problema de saúde pública muito
grande, né, o Brasil isso é muito muito grande, né? Então, né? Eu sempre falo assim, bom, eh, entre fazer uma higiene do sono, existe outras formas, né, ainda, ah, né, mas o álcool faz isso. Realmente, ao ser o depressor do sistema nervos central, ele vai induzir o sono, né? Ele vai eh melhorar o sono. Eh, naquele momento, sim. Uso excessivo de celular pode prejudicar a memória e o foco? É, então assim, o, né, a gente costuma falar que com a chegada principalmente dos, né, dos smartphones, o que a gente fez foi uma terceirização da nossa
memória, né, o que antes a gente tudo usava o nosso cérebro para armazenar, então desde uma lista de contatos, né? Então, a gente tava falando antes sobre isso. Poxa, cada pessoa sabia de cor o número de 30, 40, 50 pessoas. Era uma lista telefônica ambulante, né? Toda sua rede de contatos, familiares, amigos, Data de aniversário, minha avó lembra todos. Ela até hoje ela falent datas, telefones, né? Então, eh, isso tudo tava armazenado no nosso cérebro, né? Hoje em dia é muito raro, né? Numa, né? Nós mesmos, né? e a geração mais jovem, alguém que vai,
né, armazenar isso no seu cérebro. Ele tá armazenado num dispositivo, né, se acabar a bateria é um grande problema, né? Então, né, muitas vezes realmente você fica dependente, né? Então, nesse aspecto, né, seguindo essa lógica de que quanto mais você estimula o seu cérebro, né, você tá reforçando conexões, né, é isso na prática a gente tá falando, né, conexões cerebrais, conexões entre neurônios. Eh, essa terceirização que você teve eh, acontece, se a gente pegar mais recente, é a questão, né, tanto do uso da da inteligência artificial e das redes sociais, né? Então, eu digo assim,
a gente ainda tá tá caminhando, né? A gente tá tateando no impacto disso a médio e longo prazo no cérebro, né? a gente já tem literatura, alguns artigos e que normalmente falam em condições realmente de excesso, né? Pessoas que se tornaram dependentes, né, do vício, né, Do uso. E aí e o quanto isso tá impactando a qualidade de vida dessas pessoas, né? Então, algum estudo que eh o que que tá impactando na mente, o algoritmo na mente das pessoas? Sim, né? Então, hoje em dia, eh, né, a gente tá falando muito porque assim, na nossa
saúde mental, no aspecto cognitivo, a parte emocional a gente tava já mencionou que tem um, né, é, é super importante. E hoje em dia essa questão do uso do celular, principalmente das mídias sociais, né, etc., tem um forte componente emocional, é um reforço imediato, né? A gente fala assim, quando a gente, né, tem algo que nos gera prazer, a gente tem uma, né, ativa algumas, isso, a gente ativa algumas áreas do nosso cérebro, que é um circuito de recompensa, né? É um, né, circuito de recompensa. Um neurotransmissor importante ali é dopamina, como você falou. Então,
né, antes era assim, ah, comi algo que me dá prazer, né? Fiz uma tarefa, um esporte que me deu prazer, pum, ativei, liberei um pouquinho de dopamina. Hoje isso você consegue de maneira instantânea, né, com o celular, seja jogando um joguinho, seja, né, tendo um like, dando um like, interagindo, ou seja, o seu circuito de recompensa hoje ele tá cronicamente ativado, ele tá sempre ativo. Isso é, ah, então as pessoas estão sempre felizes, não. O que a gente tá fazendo é jogando o sarrafo de felicidade lá para cima. É, então o nosso cérebro, né, ele
imagina o que antes precisava de uma, né, numa pequena dose de dopamina para ele entender que aquilo era prazer, que aquilo era reforço pra pessoa. Agora, né, com a mídia social, com esses jogos, o que que acontece? O sarrafo tá sempre ali, uma dose cavaleira, ah, a dose de dopamina tá sempre ali. Para ele entender, né, que aquilo é prazeroso, você precisa de um estímulo muito mais forte, né? Isso que é a a relação do vício que a gente vai falando, né? Então, o nosso circuito de recompensa, né? E a dopamina é muito interessante porque
a gente tem vias de dopamina, né? A via de recompensa é uma delas, mas a dopamina, por exemplo, ela tá nessa área frontal do nosso cérebro, que é justamente para atenção, para planejamento, né, para tomada de decisão. Então, né, a eh o uso do celular em excesso, o uso dessas mídias em excesso, elas não vão estar mexendo só com a dopamina no circuito de recompensa, gerando prazer. não tá mexendo na dopamina no circuito, por exemplo, no córtex pré-frontal, que é de atenção, que é de planejamento, que é de tomada de decisão, né? Então, eu não
tenho dúvida que isso tem. Agora, será que Isso eh predispõe a doenças neurodegenerativas? Eu acho que só o tempo dirá, né? A gente tá caminhando, né? A gente precisa, eu acho que ainda mais uma década aí, talvez duas décadas para esses jovens, né? essa geração que foi criada já no celular e na rede social envelhecer. E aí a gente vai ter o, né, isso digamos de uma maneira mais concreta, mas eu não tenho dúvida, né, que o uso excessivo, né, assim, já a gente já tem evidências atuais de que esse uso excessivo, né, tá gerando
problemas de atenção, né, de eh da pessoa de foco, né, da pessoa conseguir focar, porque é isso, né, ao mesmo tempo que facilitou a execução de algumas tarefas, o que que aí o ser humano humano fez. Bom, então naquele mesmo tempo que eu antes eu fazia uma tarefa, agora eu faço duas, três. Uhum. Né? Eu consigo, né? Desempenhar duas, três tarefas ao mesmo tempo, né? Então é isso. A a gente tá eh cada vez mais demandando no nosso cér. Então às vezes também é uma falsa impressão, né, de que com essas tecnologias a gente não
tá demandando nosso cérebro, não. A gente Tá, na verdade diminuindo o foco, né? E naquele tempo a gente tá fazendo duas, três, quatro tarefas totalmente distintas. Uhum. Né? Então o impacto disso nas nossas conexões, né, cerebrais, né, o tempo dirá. Agora agora uma uma avaliação que tô fazendo aqui, a gente tá tendo, entre aspas, menos trabalho, né, e mais dopamina. Será que essa diminuição do trabalho é para compensar o excesso de dopamina, entretenimento, essa coisa assim? É, quer dizer, que que assim, o ser humano ele busca o prazer, né? Isso desde sempre, né? Seja através
de, né, estímulos ambientais, o alimento, né, o sexo, as drogas. Então, assim, o ser humano, ele sempre quer sentir o prazer, né? Só que ele viu, é uma forma que aparentemente é segura, né? Então assim, poxa, eu tô em casa, eu tô no conforto, parece que eu não tô numa situação de risco, né? Que eu não tô me colocando numa situação de risco quando eu tô usando, né, o celular, a a mídia. E hoje em dia já tem, né, jovens cometendo suicídio, jovens com problemas de depressão, né, o que lá em alguns países já tinha,
né, a geração nem, né, Que não trabalha, não estuda, isso, né, tá chegando, né, já tá acontecendo aqui no Brasil também. Então, assim, ah, né, um uma síndrome de problema de motivação, né, de motivação mesmo, né? Então, eh, a gente pode botar tudo na culpa do, né, do do celular, das tecnologias? Acredito que não, né? Mas é uma soma de fatores, né? Então, dentro desse perfil dessa pessoa que acaba desenvolvendo dependência para isso, é isso. É uma pessoa que normalmente ela é sedentária também, né? Que ela eh o sono dela, como é que tá o
sono? Essa pessoa ela consegue regrar assim, bom, eu vou usar a mídia, a tecnologia até 7 horas da noite e depois eu vou desligar para para isso não interferir no meu sono. Isso não acontece. É, a pessoa invade a madrugada, né? E aí quando quer desligar, bom, agora eu vou desligar porque eu tenho que dormir. Nosso cérebro não é assim, né? Imagina você tá durante 10, 12 horas estimulando seu cérebro, porque cada feche de luz, cada som, cada onda sonora é um estímulo pro seu cérebro. Uhum. É, você tá durante todo esse tempo estimulando seu
cérebro e aí você desliga, né, essas tecnologias, você imagina que o seu cérebro vai desligar automaticamente? Não, né? Então, eh, né, Isso não acontece. Então, eh, né, isso tudo vai impactando o sono, humor da pessoa e consequentemente a cognição, né? H, se isso vai ter um impacto no futuro em aumentar, por exemplo, o risco de doenças neurodegenerativas, né, né, o tempo dirá, só o futuro não dirá. É, é o futuro que dirá. Se alguém quiser começar hoje a proteger o seu cérebro, qual o primeiro passo? Bom, eu acho que assim, formar uma rede, né? Isso
também a gente não falou até o ser humano é um ser social, né? Então, até isso, né? A gente tava falando do impacto das mídias, né, das tecnologias, o quanto isso também tá estimulando um isolamento das pessoas, né? Pandemia teve aí, né? Então, além da própria mortalidade inerente da do vírus, né, da questão de saúde, quem trabalha com saúde mental sempre falava, vai vir uma onda, uma terceira onda pós-pandemia, que é das doenças mentais, né, que vem do próprio isolamento social que aconteceu. Então eu falo, né, você quer ter uma boa saúde mental, você quer
pensar a longo prazo, tem uma rede de amigos, uma rede de contatos saudáveis, né, uma rede que te estimula, Né, seja em bons hábitos, né, de alimentação, porque isso também acontece, né, dificilmente você, se você quer mudar o seu estilo de vida e você tá numa rede, no ambiente que não ambiente que não tá propiciando isso, É muito difícil, né? Todo mundo que estuda isso, mudança de padrões, né, comportamentais, vai sempre falar isso, né? O ambiente ele tem um impacto muito grande. Então, primeira coisa, cuida dessa sua rede, onde você quer chegar. Você quer ter
uma uma um estilo de vida saudável, né? Busca se cercar de pessoas que tão, é, que tem um estilo de vida saudável, que discutem coisas, né? que são positivas, que vão somar para você, que são estimulantes para você, né? Eh, que leem livros, que escutam música, artes, né? Já não precisa ser tão careta, né? A arte, tudo isso tem um impacto enorme no nosso cérebro. Então, né? Tem um ambiente que a gente fala enriquecedor. Olha que interessante, lá nos ratinhos de laboratório, muitas dessas doenças a gente consegue retardar, né? diminuir o risco, tornando o ambiente
enriquecido, Né? Ah, como é que eu faço isso para um ratinho de laboratório? Eu coloco lá chocalhos, som, música. Música. Ele tá num ambiente social, ele tá num grupo Uhum. né? Que eles compartilham, eu coloco lá rodinhas de correr, escadinhas, né? Então, diferentes estímulos ambientais, ou seja, eu enriqueço aquele ambiente. Isso, né, é um fator de proteção, né? Então, poxa, talvez uma dica mais importante que a gente tem é isso, né? Cuida do seu ambiente, né? Do seu ambiente, quem você anda, né? Verdade. É, né? Cria uma rotina, né? Saudável. Eu acho que isso, quanto
antes você colocar isso, né, na sua prática, poxa, tenta inserir dentro da sua rotina uma leitura, tem, né, assim, tem tanta coisa estimulante para ler, né? Se você é da área do esporte, vai ler sobre esporte, a biografia de um, né, de um esportista aí que você admira. Ah, se tem, né, muitas coisas legais para para ler que vão te trazer prazer, né? Então isso vai tá estimulando e tenta, né, colocar aí essa, né, o exercício físico, Né, um uma questão da alimentação. A gente não precisa ser radical, né? Eu eu falo assim, muitas vezes
a pessoa ela lê, vê numa reportagem uma coisa específica, né? E acha que aquela substância, né? A gente falou do vinho, né? A gente tava falando aí sobre o vinho. Poxa, aí você vai lá, ah, é o Resveratrol, né? O Resveratrol é um é um dos constituintes da uva, né? E você, ah, eu preciso do resveratrol. Tem pesquisas, já most a gente tem pesquisa no laboratório com com vinhos, né? Ah, é, é da Serra Catarinense, né? Não vou citar o nome, mas a gente tem pesquisas, né, em modelos de Alzheimer que a gente viu benefícios,
né, com vinhos, com uvas catarinenses, né? Então, não é o não é o resveratrol isolado, né? Não é a substância que você vai botar na pílula, mas é um consumo moderado. Mas aí você vai ver o padrão também de quem consome o vinho, né, cara? Como é, como é que ele tá consumindo esse vinho? É sozinho? É num ambiente estimulante, né? Com um grupo de amigos, né? Com a família, com a esposa, é com um grupo de empresários discutindo coisas interessantes, né? Arte, negócios. Eh, então podem ver que a gente não isola os fatores, né?
Então esqueçam essa pílula mágica, né? Enquanto a a gente ficar imaginando que a ciência tá em busca da píla mágica, a ciência já tá estudando justamente são esses fatores ambientais, essas redes, né? Então, de tornar o ambiente enriquecido, né? Então, a ciência tá caminhando para isso e cada vez menos a pílula mágica, né? Para pra cura. aquele filme, não, que o cara toma a pillinha, ele sai fazendo tudo, né, vendo iso isso, né, e e expande, né, a sua capacidade ao infinito, né, e tal. Então isso é muito mais, né, realmente, né, algo, né, de
de cinema do que da prática real, né? Eu acho que assim, as grand as dicas elas já estão aí, né? E provavelmente todos nós conhecemos, né, algum familiar, né, algum avô, avó aí que, né, que a gente tem com quem se inspirar, né, que dizer que você olha ali, poxa, pessoa tá com 80, 90 anos, super lúcida, aí você olha assim, poxa, mas ela até fuma. Aí você imagina, ah, então é o cigarro que é o fator, né? Não, mas vai olhar o olha todo o componente dessa pessoa, né? Então é uma pessoa às vezes
que tem um trabalho até braçal, né? Dorme bem, se alimenta bem. Aí tem ali o vinho, Às vezes tem a cervejinha, tem até o cigarro, né? Tem o café, mas não é um fator isolado, né? Então vai conversar com essas pessoas, né? São pessoas de maneira geral assim eh realmente assim, né? Inteligentes, né? Que são pessoas de bem com a vida, felizes, né? né? Então, a felicidade ela é um fator super importante. Por quê? Porque você tá controlando o stress, né? Você tá controlando, né? Pessoas que são felizes, não é que elas estão livres de
estresse, né? As pessoas passam, né? As pessoas têm perdas, elas, né? Pessoas que viveram 80, 90 anos, com certeza ao longo da vida tiveram momentos estressantes, né? de perdas profissionais, de perdas pessoais, mas elas de alguma maneira lidaram bem com aquele estress, né? Ou seja, seguem vendo, né, o copo cheio da vida aí e e conseguindo, né? Então eu vejo isso, né? As dicas são essas, né? Então assim, enriqueça o seu ambiente, né? Enriqueça a sua vida o quanto antes, né? A gente fala muito que hoje em dia dentro da do meio acadêmico universitário, a
gente tem uma uma pandemia mesmo de de doenças mentais. As pessoas que estudam o cérebro, os cientistas, eles estão doentes, eles estão com, né, um problema de saúde mental. Hoje em dia, para vocês terem uma ideia, tem trabalhos que falam entre universitários, 40, 50% deles estão com burnout, estão com insônia, eles estão com depressão, né? Ou seja, o nosso ambiente acadêmico, ele também não tá saudável, né? Então, eu falo isso hoje em dia como, né, um professor universitário, diretor de um centro de ensino, né? Sou diretor do Centro de Ciências Biológicas da UFSK, que tem
aproximadamente, né, uma comunidade de 2.000 pessoas. Imagina se eu tô falando que dessas 2.000, metade delas estão com problemas de saúde mental. Então tudo que a gente tá falando desse ambiente enriquecedor, né, ele tem que tá também no meio acadêmico, né? Senão as pessoas vão adoecer, elas elas vão adoecer, elas não vão querer continuar naquele meio, né? Então a gente tem que transformar o nosso meio, né? Isso eu não tenho dúvida. Joia. Eh, a gente tinha falado um pouco sobre canabidiol ali no início, eh, mas eu queria entender um pouco mais. A cannabis hoje pode
ajudar o cérebro ou está prejudicando mais do que ajudando? Nessa então a cannabis, né? A cannabis sativa é uma planta, sim, né? Assim como toda a planta, o que que ela tem ali? Um um potencial, né, quase infinito ali de tratamentos, tá? A gente fala das substâncias canabinoides, né? Então, as que estão na planta são chamadas de fitocanabinoides. São canabinoides que estão na planta, né? Então, a gente tem o próprio CBD, o canabidiol, é um fitocanabinoide. você extrai das plantas da planta. O THC é um fitocanabinoide, o o CBN que é o canabinol, tá na
planta CBG, que é um canabinoide pouco falado, né, canabigerol, que hoje em dia tem um impacto, tá sendo muito estudado pra questão muscular. Só para vocês terem uma ideia, o CBG, eh, né, foi usado pela delegação americana de surf nas Olimpíadas. Entre uma bateria e outra, o pessoal usava o CBG, né, géas, né, para fazer para poder, é, para para, né, massagens, né, entre baterias para uma maior recuperação muscular e zero dopping, né? Então, né, assim, de maneira geral, o, né, a delegação bancou ali, né? Então, Alguns esportes, por exemplo, a NBA, né, nos Estados
Unidos, né, avançou muito na, né, na visão em relação a canabinoides. Então, assim, você tem canabinoides, né, da planta, aí você tem os canabinoides sintéticos que as a indústria tá desenvolvendo, né, indústria alimentícia, indústria eh farmacêutica e tem os endocanabinoides, né, os canabinoides que o nosso organismo produz. Então, ou seja, você tem uma gama aí de substâncias, né? O a grande o grande dilema, né? É você saber qual é a combinação ideal dessas substâncias, em que dose para cada indivíduo, tá? Então, o que que a gente tá avançando nesse sentido, né? Eu tenho até colegas
que estão nessa parte de inovação nessa área, de você desenvolver o quê? Testes para dosar o seu sistema canabinoide, né? Então, poxa, será que o sistema cada menor do Rui, né, do Ricardo, de, né, do telespectador e do ouvinte, ele é diferente? Uhum. Ou seja, qual que é a sua demanda de canabinoides, né, de a gente tava falando da reposição, né, reposição canabinoide, tá? Mas qual que é a sua pitada ideal, né, e principalmente qual que é a sua substância. Então, a gente não pode se fechar só no CBD, né? Eu falo que o o
CBD, o canabidol, ele é um excelente porta bandeiras, porque ele abriu frentes em áreas muito conservadoras, Né? Eh, áreas religiosas, políticas. Então, o reconhecimento de que o CBD é bom, o THC é ruim. É ruim. Isso é uma visão muito simplista, né? é muito conservadora. Na verdade, eu tenho benefício que vai determinar é para qual indivíduo. Sim, tem indivíduos que são muito sensíveis à maconha, né? Que poder, né? Tem tem evidências de que pessoas por susceptíveis a desenvolver esquizofrenia, né? Psicoses, são pessoas que você tem que controlar o uso da maconha, né? assim, são pessoas
que dependendo do nível de THC pode desenvolver um quadro de psicose e não voltar mais, né? Existe uma é irreversível isso aí é em algumas pessoas, sim. Então, por exemplo, uso durante a gestação, né, de de maconha, aumenta o risco, né, de esquizofrenia, pode aumentar o risco de TDH, de outro. Isso é uma situação, né? A gestante usar essa substância, né? Por quê? Porque ela afeta o neurodesenvolvimento, assim como o álcool, assim como a nicotina. Outras substâncias também afetam, afeta o bebê, Né? Afeta o bebê, afeta o desenvolvimento do cérebro do bebê. Agora, uma outra
situação é pessoas que já tiveram, porque a esquizofrenia, o que que é? É uma alteração no desenvolvimento do seu cérebro. Tem um forte componente genético, né? Tanto é que se você tem um irmão gêmeo univitelino, ou seja, você compartilha todos os genes com aquele irmão e ele tem esquizofrenia, você tem 50% de chance de ter esquizofrenia, né? Na população em geral adulta é 1%. Então, olha o fator genético como ele é importante. Ah, mas por que que um irmão às vezes desenvolve outro? Não, é um fator ambiental, né? Às vezes é um gatilho ambiental que
determina. Às vezes pode ser a maconha. né, a maconha, né, um outro fator ambiental pode ser esse gatilho, tá? Então isso acontece, mas aí eh você negar que há um que existe um potencial muito grande, né, da planta, da maconha para tratar doenças, né, e dores, então fibromialgia, alguns tipos de epilepsia, né, a gente tá vendo agora para doenças neurodegenerativas, tem um potencial muito grande, né? O que que a ciência sabe já sobre isso? Assim, o que que tá bem consolidado assim, então consolidado assim que falou, olha, usou o canabidiol, tá isso tá curado de
algumas situações. É, então hoje em dia o médico ele tem, Você não tem nenhuma condição assim que você diz assim: "Ah, o canabool é a primeira escolha para tratar essa condição médica". não existe. Agora, por outro lado, o médico ele tem liberdade para prescrever o carabidol por uma série de condições, né? Principalmente quando aquele paciente não melhorou, né? E não tá respondendo adequadamente aos tratamentos convencionais, tá? Então tem alguns tipos de epilepsia, né? A própria fibromialgia, o parkson, a doença de parxon, os médicos prescrevem, né? o carabidiol para tratar, né? Então, tem uma série de
de condições, né? Eh, a gente tava falando eh para estimular o apetite, né? Então, condições médicas, por exemplo, tá fazendo tratamento com quimioterápico para câncer, né? Então, efeito adverso é isso. A pessoa ela tem perda de apetite, perde peso. Então você pode usar canabinoides para estimular o apetite desse paciente. Então essas são as algumas condições já muito consolidadas, né? Ah, mais recentemente o o próprio transtorno do espectro autista, né? O autismo, tá sendo eh alguns médicos prescrevem o o CBD, o canabidiol, né? Então ele traz alguns benefícios pra agressividade nessas crianças, pro sono, né? Então
tem tem assim um uma série de condições médicas, né? que que assim os médicos Eles já já estão prescrevendo. É claro que a gente tem que ter o cuidado, né, assim, porque eh a gente parece que é algo novo, mas assim, o o uso terapêutico de canabinoides, né, ele vem muito forte a partir da década de 70, 80 e aí tem um desuso aí durante uns 40 anos. Uhum. Né? Uma regulamentação muito muito forte. muito forte em cima, mas também uma própria experiência médica. Alguns médicos começaram a ver assim que alguns pacientes melhoravam, outros não.
Uma grande variação. E hoje em dia a gente sabe que isso pode ser justamente por esse sistema carabinoide endógeno, né? Então assim, talvez realmente não vão ser todas as pessoas que vão ser tratadas, vão ter benefícios com o canabol, com THC, né? Então a gente não pode generalizar. Então, às vezes, a gente quer generalizar esses tratamentos, né, e aí a gente vai perder o, digamos, a mão, né? Então, assim, um paciente que poderia tá se beneficiando, ele acaba não tá eh, né, o médico não vai prescrever para ele por causa num preconceito, ah, não, isso
não funciona, mas não, não funcionou para um Perfil de paciente, né? Então eu acho que esse cuidado que a gente tem que ter, que ele tem aplicação, que ele é útil, eu não tenho dúvida, que ele vai ser usado para tratar todas as condições e todos os pacientes, não. Não, né? Então eu acho que é esse equilíbrio, né? Assim como a gente tava falando do equilíbrio, né? De estilo de vida, é isso, né? O equilíbrio da visão do canabinoide. Mas eu digo, o esse conservadorismo, esse preconceito, ele cai quando a pessoa usa e percebe o
benefício, né? Então mesmo setores muito conservadores da política hoje em dia são apoiadores, né? No meu laboratório a gente tem pesquisas com financiamento público por emenda parlamentar. Legal. De políticos que viram o potencial, né? Então, a gente tem inclusive alguns, né, políticos que são eh, né, fazem parte dos nossos estudos clínicos aí com canabinoides, né? Então, eh, e, e tem e a partir do momento que eles vêm um benefício, né, ou neles ou ou num familiar, etc., o preconceito cai, acaba, né, né, acaba o preconceito. Bacana. Eh, o que você acha que trava mais no
avanço dessas terapias é a ciência? é é regulamentação ou é o preconceito mesmo que ainda existe? É, essas coisas elas estão todas eh também relacionadas, né? Mas hoje em dia no Brasil, então esse ano, né, a gente teve uma nova regulamentação da Anvisa, né, que é a agência nacional de, né, de vigilância sanitária, que faz esse controle, né? Então assim, eh, e pela, foi muito interessante que a Anvisa, ela para fazer essa nova regulamentação dos canabinoides no Brasil ouviu os pesquisadores, né? Então, eu faço parte de um grupo de pesquisadores de várias instituições, as principais
universidades, e isso é muito legal, né? Universidades públicas, né? Onde a pesquisa tá tá sendo realizada, né? Dessa substância pela primeira vez. Então, esses pesquisadores foram ouvidos, né? Então, eh, então a gente teve um avanço, né, na regulamentação, porque antes, né, as minhas pesquisas, por exemplo, eram tudo com substâncias importadas, né? Então, a gente importava essas produtos canabinoides da Suíça, mais recentemente do Uruguai. E agora com essa nova regulamentação, a gente vai poder ter o quê? Produção, né? Brasil aqui é, a gente vai poder ter plantação, né, controlada. Eh, então a própria UFSK, né, Universidade
Federal de Santa Catarina, ela h alguns anos conseguiu a através, né, de uma licença, né, uma ação judicial, uma licença para plantil de cannabis, para pesquisa, só que era paraa medicina veterinária. Uhum. E agora a gente tá avançando nisso, né, para ter essa autorização de plantil para para pra área médica, para humanos, né? Então eu sou muito otimista, né, que em breve a gente vai estar com esse plan com essa regulamentação toda em Florianópolis, em Curitibanos, né, em alguns UFSK, né, tendo o plantil eh de cannabis e a gente fazendo aí toda a cadeia produtiva,
né, ou seja, qual que é a melhor espécie, qual são as melhores condições, é a melhor planta, né? Ah, isolar esses extratos das plantas. E ah, eu quero um extrato rico em canabidiol sem THC. Meu objetivo é com atletas, eu vou poder ter isso, né? Eh, e desenvolvendo isso assim numa universidade a baixo custo, né, mas com grande qualidade, para isso depois em última análise chegar no paciente, né? Ou seja, hoje em dia esses pacientes, como é que eles têm acesso a aos canabinoides? ou importando produtos, né, ou tendo acesso aqui, né, assim, no Brasil
já tem alguns centros que já isso, tem alguns produtos, né, até na própria farmácia e tal, mas o custo ainda é elevado, né, ou seja, com essas pesquisas, com esse avanço, Né, eh, de regulamentação da visão em relação a a essas substâncias, a gente vai também popularizar o uso, né, isso vai se tornar mais acessível. Isso é muito importante. E o Brasil é um é um é uma potência nessa parte de pesquisa de neuro com ela é ela é para vocês terem uma ideia quando eu falo isso, as pessoas ficam surpresas, né? Mas são pesquisas
brasileiras, né? justamente desse grupo de pesquisa lá do professor Elisaldo Carlini, eh, na década de 1970, ou seja, a gente tá falando de 50 anos atrás, foi o pioneiro em mostrar que substâncias canabinoides como o CBD eh aliviavam eh quadros de epilepsia, tanto em animais de laboratório quanto em seres humanos há 50 anos atrás, 50, né, né? E a gente, né, precisou ter todo um movimento social de mães, de pacientes, né? Porque isso que aconteceu, sim, há 10 anos atrás, um grupo de mães se rebelou contra o sistema, né? Ou seja, eram filhos que não
conseguiam controlar suas epilepsias com medicações, se rebelaram contra o sistema e começaram, né, fazer barulho, é, fazer barulho, forçar a importação, forçar a produção, né, de de canabinoides. E e mas a gente tinha evidências científicas desde a década de 1970, né, que alguns tipos, não é, não são todas epilepsias, mas alguns tipos de epilepsia, né? Então, hoje em dia, só para vocês terem uma ideia, entre os top 10 cientistas do mundo, na área de canabinoides, cinco são brasileiros. Maravilha, hein? Olha só, cinco são brasileiros. E a gente sempre fala e o Rui tá entre o
o tá gatinhando, né? O Rui tá na área de canabinoides, né? E doenças, né? Eh, eu não sou ainda um desses cinco, né? Mas a gente tem, mas você tá no topo de outra de outro segmento que é do Parx e do Sim. Mas então assim, a ciência brasileira nessa área, né, seja das doenças neurodegenerativas, seja dos canabinoides, ela é reconhecida internacionalmente, né, bacana. Agora a gente vai aqui pras últimas perguntas do podcast. Eh, a gente vai falar agora sobre o futuro da da neurociência, tá? O que mais mudou na forma como entendemos o cérebro
nos últimos anos? É, a gente avançou muito, né? Então, assim, primeiro, eh, esse, eh, Reconhecimento dos fatores ambientais, né, do estilo de vida, eh, o quanto isso está impactando o nosso cérebro, né? H, particularmente na nessas doenças que eu estudo do envelhecimento. Então, imagino, né, se a gente pegar há 50 anos atrás, há 100 anos atrás, as pessoas viviam 40 anos, 50 anos. Então, o nosso conhecimento sobre o cérebro era restrito a isso, né? 40 anos de vida, 50 anos de vida, né? As pessoas antes morriam de outros fatores, né? fatores, né, de higiene, doenças
cardiovasculares, infecção, né? Isso, né? Então, assim, as pessoas passaram a viver mais, né? À medida que a gente foi vivendo mais, 60, 70, 80 anos, então as pessoas querem mais tempo, mas querem viver com saúde, né? E tudo isso impactou então o nosso conhecimento sobre o cérebro, porque o cérebro de uma pessoa com 70, 80 anos é diferente do cérebro de alguém com 20, 30 anos, né? Então, ou seja, o que que eu, né, em termos de fatores ambientais, de estilo de vida, eu posso estimular para isso, Né? Eu viver mais 40, 50 anos, mas
com saúde mental, né? Então isso teve um grande avanço, as medicações, né? Então isso que a gente tava falando, poxa, os antidepressivos, as medicações para dormir, as drogas recreacionais, tudo isso, né? O que que elas fazem no nosso cérebro, isso são pesquisas aí dos últimos 20, 30 anos, né? É fantástico. Hoje em dia, existem estratégias para tratar doenças neurodegenerativas que não envolvem medicação, né? tem a neurocirurgia, é fantástico, né? Então, hoje em dia você implanta eletrodos no seu cérebro, né? Então, tem uma técnica chamada de DBS, né? Que é a estimulação cerebral profunda. Você bota
um microeletrodo, ele dá um choque e vai dando choquezinhos. Isso já é uma realidade. Parece ficção científica, né? É, agora nós estamos entrando no cérebro máquina aí, né? É, mas isso, por exemplo, e já existe para tratar doença de parks, né? Você coloca em áreas específicas do seu cérebro, começa a dar choquezinhos, o paciente ele para de tremer na hora. É a cura do Parxon? Não, não é a cura do Parxon. Os neurônios continuam morrendo, Mas ele é, a gente descobriu uma área do cérebro que controla esses tremores. Então, se eu der uns choquezinhos nessa
área, vai melhorar esse tremor, tá? Isso já é feito inclusive cirurgia aqui em Florianópolis. aqui e é acessível pro público. Como é que é isso? tem um custo, né, assim, eh, né? Então assim, hoje em dia o os pacientes eles entram, né, com ação ação judicial e normalmente consegue, né, que o o SUS faça isso, que o SUS faça essa cirurgia, né, se você vai pagar, né, eu ten que dar uma atualizada, mas assim, tem um colega meu, professor, o Dr. Marcelo Linhares, né, que é um neurocirurgião que é professor da USK, ele opera, né,
implanta pacientes com com parks, com com epilepsias, né, onde você epilepsias também você pode implantar esses microeletrodos e algo em torno de R$ 100.000 uma cirurgia dessas no particular, né? Agora é fantástico. Eh, o resultado é imediato. Ele é imediato e você faz a cirurgia com o paciente acordado consciente. Hum. inclusive, né, fazendo o teste para se você tá na área cerebral correta. Alguns anos atrás eu fui num congresso de neurociência nos Estados Unidos e aí essa técnica, o pessoal eh, né, avaliando se poderia ser usado para tratar a dependência de drogas. Ou seja, se
eu colocar esse esse eletrodo no circuito de recompensa, será que eu consigo tratar um dependente químico? Ou seja, ele parar de buscar a droga, porque eu tô estimulando o sistema de recompensa com esse estimulador, né? Eh, pura, né? Aí foi muito interessante assim, né? Que inclusive tavam na área do direito falando, poxa, será que isso e até discutindo questões éticas, né? Poxa, por, né? Eu tô lá com um eh acusado de um crime ediondo, né? Ele tá negando, as provas estão estão ali. E será que ao com esse estimulador, né, eu recrutar memórias, ele não
entrega, né? Ele não entrega, né? Ele ele espontaneamente seria, mas aí até nesse congresso falava assim: "Bô, o quanto isso é ético ou não, o quanto eu poderia estar inclusive criando falsas memórias, né?" Ou seja, mas olha, isso tudo é neurociência, então tudo isso é muito fantástico, né? assim de vocês é porque assim o nosso cérebro a ele é uma soma de dois componentes, um componente químico, que são as substâncias, né? A dopamina, a serotonina, a cetilcolina, a noradrenalina, ou seja, são os Neurotransmissores que os nossos neurônios liberam, mas tem um componente elétrico, né? Ou
seja, essas redes neuronais, elas elas têm um componente elétrico. Então, através desse dispositivo, na na prática, você tá regulando tanto o componente químico quanto elétrico. Ele é semelhante o o da Neurolink lá do Elon Musk, né? Isso. Promete movimentos e tudo. Inclusive tem pessoas que já foram implantadas, né? Aí movimenta computadores, né? Essas coisas aí, né? Exatamente. Porque na verdade assim, quando você vai fazer um movimento, uma função motora, né, você tá recrutando uma série de áreas do seu cérebro, né? Se eu pudesse entrar nesse momento, né, que eu tô pegando, né, uma xícara, né,
você tivesse mapeando o seu cérebro, exatamente, algumas áreas estariam sendo ativadas, né? Então, se eu vou lá e decodifico essas áreas, qual que é o sinal elétrico, etc., eu posso, né, restabelecer esse mesmo movimento numa máquina, né, num outro animal. Então, recentemente saiu uma máquina que lê os pensamentos, né, literalmente lê o pensamento. Caramba. E sem plante de chip, né, através de leituras, né, do do do cérebro, né? você pode falar um pouquinho disso? se verdade, se esse negócio aí é, então, basicamente é uma eh assim, são pesquisas, inclusive tem pesquisadores brasileiros também, né, que
são Referências nessa área, né, o prof professor Miguel Nicolelles, né, que é um neurocientista eh bastante conhecido, né, eh se vocês lembrarem da Copa do Mundo lá, né, do Brasil, lembro que tinha um um esooqueleto, isso, né, um uma pessoa com não tinha mais capacidade de realizar movimentos, né? porque teve uma lesão da medula, ou seja, o cérebro tava intacto, só que a conexão do cérebro com os músculos estava perdido. Então a proposta é, né, você eh decodifica, né, a as áreas cerebrais e elas mandam essa informação por, né, eh, seja por telemetria, né, por,
né, ou seja, pulsos elétricos ali, pulsos elétricos pro para uma máquina que vai fazer aquele movimento, né? Então, ou seja, você substitui o caminho natural fisiológico, que seria via medula, né? Você manda para um outro dispositivo e ele lê. Então isso é viável, né? Assim, claro que aí o que que e são pesquisas já de 20, 30 anos, né? Porque você vai tendo, eh, aprimorando, né, essas tecnologias. E eu me lembro quando a primeira palestra que eu vi do professor Miguel Nicoles foi em 2003, foi a primeira vez que ele voltou ao Brasil depois de
muito tempo, né? foi uma pesquisa, foi uma palestra que teve lá em Ribeirão Preto e aí ele Apresentando assim, né, o número de neurônios que eles conseguiam codificar e hoje em dia esse essa quantidade é muito muito maior. Então claro, quanto maior a rede neuronal que você consegue tá medindo e decodificando, a mensagem é mais precisa. É, né? Então assim, na prática a gente tá falando de 80 bilhões de neurônios. Então assim, quanto maior a rede que eu conseguir decodificar, mais precisa tá sendo a informação, né? Então, eh, professor, é, é bem bacana. Eu já
vi alguns podcast dele até pra gente trazer ele para cá. Então, é, Migana Nicolas é um, né, um excelente pesquisador. Ele é contrário a I, assim, meio cético daí e um dos maiores brasileiros estudiosos de inteligência artificial. Isso, né? Então assim, para ter uma ideia, eu acompanho ele, né, as palestras, pesquisas dele há 20 anos, né, assim, eu me lembro que até na minha dissertação de mestrado, eu citei, né, uma mensagem do professor Miguel Nicoles que ele falou durante essa palestra que o o limite das suas descobertas é a sua imaginação, né, né, uma palestra
assim para jovens cientistas, né, e aquilo me marcou e realmente, né, ele ele mostra isso, né, e a neuro Neurciência é isso, né? Então, talvez até essa frase do Miguel Nicoleles é é assim para fechar, né? Em termos da neurociência. É isso. O que o limite das descobertas é a imaginação. Então, a a o cérebro é isso, né? Então, a quanto mais a gente vai aumentando, né, essa fronteira da ciência, esse sarrafo, a gente vai colocando mais alto, a gente vai chegando lá, né? Então, não é que a gente tá usando 10% do nosso cérebro,
né? a gente tá usando 100% sério, mas de que forma, né, em que caminho a gente tá bus, né, chegando esse avanço do conhecimento. Isso. Então eu acho que esse é o é o grande e aí assim eu eu sou eu acho que a gente vai ter uma ah a gente tá avançando o nosso conhecimento de neurociência à medida que a gente avança e abre para outras áreas, né? A bioengenharia, a bioinformática. Ou seja, para eu conseguir decodificar um grande número de neurônios, eu tenho que ter ali um alguém que é tem alguém que manja
muito de estatística. Hum. Né, de bioestatística, de avaliar esse e big data, ou seja, né? Então, pessoal da ciência da computação tá junto. Então, é, é isso, né? Assim, senhor, acredito que a bioengenharia vai chegar ao cérebro humano? Um robô bio, Eu acho que eles já já está acontecendo isso. Eu acho que sim, né? né? Quer dizer, eles estão caminhando, então assim, o o eles estão buscando, né, junto com o conhecimento biológico, né? Então isso não tenha dúvida, né? O céreb o cérebro humano, cérebro de outros animais, né? Ele ele é a fonte de estudo,
né? Então você não vai avançar isso sozinho com a biologia, você não vai avançar sozinho com a engenharia, né? Com outras ciências. Então você vai somando forças, né? O ser humano vai vai se tornar híbrido. Então você você acredita que com a com essa bio engenharia nós nós vamos desenvolver isso? Então, né? Se você é que a gente tá esperando, né? Isso, né? O ser humano voador, o o ser humano, né? O Hulk, etc., mas ele já tá aí. As próteses, as próteses é o melhor exemplo disso. Esoesqueletos, né? Ooesqueleto. Então, né? Outro dia eu
tava, né, vendo ali um, né, um noticiário, né, um, na verdade, era uma série sobre eh atletas paraolímpicos, né, e eles falando: "Poxa, enquanto né, o ser humano a cada ano o tempo dele vai diminuindo, por exemplo, um atleta, Ele ele tem um ápice, depois uma queda natural com a idade e tal". E ele comentando: "Poxa, enquanto esse atleta cada vez tá, né, o tempo dele tá aumentando, ele consegue saltar altura cada vez menor, etc. Eu não, todo ano a minha prótese melhora, né? Então eu fico mais rápido, eu eu pulo mais alto, né? Então,
porque é o avanço, né, dos materiais, o avanço, né, de como isso, né, conversa com o o organismo humano. Então, isso já é realidade. É que a gente é, a gente não demora para perceber, né, quando eu vi essa questão da bioengenharia, eu falei: "Ixe, já estamos, já viramos robô". É, então assim, você vai pra área da biomedicina, né, da a da das cirurgias, né? Poxa, olha o avanço que a gente tem. hoje em dia, né, entre fazem remoto, né, cirurgia remota, o cara lá em Porto Alegre, o outro tá lá, né, é as cirurgias
de precisão, né, do do inclusive do próprio cérebro, né? Então assim, isso é tudo, né, com um avanço, né, assim. E então é a neuro, tanto é que a gente fala em neurociências, né? Então, eu oriento há 15 anos num programa de pós-graduação em neurociências da UFSK. E é muito legal, né? Porque assim, tanto os orientadores quanto os os estudantes que vêm nos buscar, eles são assim, vai, tem médico, tem farmacêutico, mas tem o fisioterapeuta, tem o engenheiro. Hoje em dia o engenheiro busca o programa de neurociências, né? Então assim, isso é muito legal. Tem,
né, o cara da ciência da computação, então eles estão buscando a neurociência. Eu não tenho dúvida que é dessa, né, esse enriquecimento ambiental, né, do que a gente falou aqui no programa, isso dentro da ciência é fundamental pro entendimento do cérebro, né, e pro avanço da própria neurociência, né, ele vem dessa desse enriquecimento, visões diferentes, né? Então o engenheiro ele vem com uma visão muito diferente do biólogo, do farmacêutico, do médico, mas quando você junta isso num laboratório, poxa, é uma, né, assim, fantástico, né? Legal. E professor, se você pudesse escolher uma descoberta nos próximos
20 anos, qual seria? É só uma, hein? Essa aí vai ser vai nós vamos eternizar ela, hein? que vai acontecer. Olha, eh, sinceramente, né, eh, Claro que eu poderia falar assim, bom, dentro da minha área, que a gente chegasse a cura de doenças neurodegenerativas, né, que a gente curasse eh, né, e essas doenças Mas talvez eu eu eu, né, estaria assim olhando muito uma caixinha, né, algo muito, né, mas eu digo, né, assim, um avanço eh científico, talvez fantástico aí, né, eh, que a gente, né, não tivesse, por exemplo, eh, tivesse um avanço na descoberta
de cura e de mortalidade infantil, né? de doenças negligenciadas, né? Ou seja, as coisas que estão aí já que estão aí, né? que as pessoas eh, né, sei lá, diminuisse o ego, né, aumentasse a, né, a capacidade das pessoas compartilharem. Então assim, toda essa riqueza que existe do planeta, né, né, que isso talvez, né, seria o maior avanço científico, né, eu não tenho dúvida que a o ser humano, o conhecimento do ser humano, ele já nos permite viver mais, viver com saúde, mas que isso esteja mais acessível, né, compartilhado. Eu eu eu vejo assim, esse
seria o maior avanço científico, né, que talvez as descobertas que já existem, Né, que elas se tornassem acessíveis, né? Eu eu eu vejo que se isso ah, né, nos próximos 10, 20 anos a gente avançasse, a gente já teria um grande avanço em termos de qualidade, né, de vida aqui no planeta Terra, né? Então assim, hoje em dia, eu sempre trabalhei muito na área biomédica, mas hoje em dia dirigindo um centro de ciências biológicas, eu eu vejo meus colegas fazendo as pesquisas na área de, né, de biodiversidade, de conservação, né, de mudanças climáticas. Poxa, né,
assim, eu eu cada vez fico mais maravilhado e cada vez eu eu mais olho para esses avanços científicos na minha área, né? Então assim, o impacto ambiental na questão de doenças do cerebrais, doenças do sistema nervoso central, então, né, do do ser humano não ser não se olhar como algo à parte da natureza, né? Então tudo isso eu acho que, né, eu gostaria isso, né, de, né, de que todo esse conhecimento que hoje que já existe, né, que ele fosse acessível às pessoas, né, e que a gente eh revertesse esse conhecimento num ganho real pro
ser humano, né, em termos de qualidade de vida, né? Então, né, para fechar, né, então, poxa, a a gente falou coisas não são, né, tão impossíveis, né, de da gente conseguir de uma rede, né, estimular uma rede, enriquecer essa rede, né, de ter um bons hábitos, né, tentar buscar uma boa alimentação, que isso esteja disponível para as pessoas, né, eu acho que e isso a longevidade mental aí no caso, né, Sintetizou tudo. né, assim, eu acho que o grande avanço seria isso, né, tornar acessível todo esse conhecimento que a gente já tem, né, e isso
eh de forma prática, né? Então assim, que os cientistas, os teóricos, né, saíssem aí do, né, da academia, dos seus laboratórios, né, e que cada vez tivessem mais acessíveis, né, para conversar com as pessoas, de dar essas dicas, né? Eu acho que isso seria o maior avanço científico, né? Muito mais do que buscar uma nova proteína, uma nova pílula mágica, uma nova, né? Eu acho que a gente já tem um muito conhecimento aí a acumulado ao longo do tempo, né? Mas isso, infelizmente não tá mudando a qualidade de vida das pessoas, né? Impactando as pessoas,
né? De alguma forma o ser humano ele, né? De alguma forma ele parece que ele precisa, né? tem algum momento crítico na sua vida para ele buscar essas informações, esse conhecimento e buscar a mudança, né? Então, talvez ser se seria isso, né? Como é que, né, formas de mudança, né, eh, que as pessoas seguissem mais cedo, né, e assim, sem precisar passar por um sofrimento tão grande, né, etc. Sou meio holístico nesse ponto, né? Pode parecer assim, mas eu acho que esse seria o maior avanço, né, que eu que eu gostaria pros próximos 10, 20
anos aí tudo que a gente já, né, avançou na academia aí na Ciência, chegasse na na população e tivesse um impacto na qualidade de vida das pessoas. Maravilha. E se você pudesse dar um conselho para alguém proteger o cérebro ao longo da vida, qual seria? Eh, estude, né? Busque conhecimento, eh, seja na leitura, seja através de filme, seja através da arte, né? Estimule seu cérebro. Eu acho que essa é a maior maior dica que eu posso dar, né? Se você tiver eh estimulando o seu cérebro, seja, né, com o alimento correto, com o exercício físico
correto, com a leitura correta, com o filme correto, com o vinho correto, né, com n estímulos aí. Eh, é isso, né? Mas essa é a forma que você vai tá gerando um impacto positivo no seu cérebro. por outro lado, né, tentar controlar todos esses excessos, né, esse excesso do stress, né, o excesso de às vezes até de medicações que você não precisa, né, o excesso de, né, eh, de um ambiente negativo, tudo isso, Né, por outro lado, tá tendo um impacto negativo no seu cérebro, né? Então essa seria a grande dica, né? Eh, leia, estude
e busque estimular o seu cérebro, né? Seria a melhor forma aí de tá protegendo a médio e longo prazo contra uma série de condições e tornando a sua vida mais excitante, né? Mais prazerosa também. Eu acho que quando você tá, né, com o seu cérebro ativo, estimulado, né, isso, né, assim, pr pra vida da pessoa é muito boa, né? É muito bom quando você começa, né, o contrário do enriquecimento ambiental é o empobrecimento, né, e isso reflete na sua vida, né? Então, tudo é chato, tudo é tristeza, tudo é melancolia, né? E e o seu
cérebro percebe isso, realmente as células do seu cérebro percebem isso, né? E elas, né, se degeneram, morrem, né? E e então seria, eu acho que essa é a dica aí que eu tenho, né? Pensamento positivo, pessoal. É isso aí. Bom demais. Depois de tantos anos estudando o cérebro humano, o que mais te fascina no ser humano? o como, né, um ser humano é totalmente diferente do outro, né? Se você pegar, Isso é muito interessante, né? O o Einstein ele doou o seu cérebro, né, para pesquisas. Aí todo mundo imaginava, ah, né, quando eu estudar as
áreas cerebrais, eu vou entender a genialidade, né, foram lá, né, o que que viram, né, inclusive não era nenhuma diferença muito grande em termos de número de neurônios, era até de células da glia, né, outras células, etc. Mas de um cérebro do Einstein não era o dobro de tamanho, né, de um de um de uma pessoa inclusive analfabeta, né, não tinha isso. Eh, então assim, você não vai buscar, né, nessa estrutura física muitas vezes a resposta, mas, né, mesmo nas doenças que eu estudo, Parkson Alzheimer, você estudar dois pacientes da mesma cidade que estão fazendo
o tratamento com o mesmo médico e com a mesma medicação, elas são totalmente diferentes e elas vão ter uma evolução da doença totalmente diferente. Ou seja, o cérebro dessas pessoas é totalmente diferente, né? Isso por quê? Porque ao longo da vida, né, os estímulos, né, a forma como eh ela estimulou seu cérebro, todos esses fatores foram totalmente diferentes. Então, isso é a coisa que mais me chama atenção, né? H nas nas turmas que eu trabalho de aula, Né? Quando eu vou dar minhas aulas, a mesma aula que eu dou, o mesmo conhecimento para uma pessoa
é fantástico, para outra aquilo é chatíssimo, né? Então assim, ou seja, os cérebros, os os estímulos, eh, né, chegam no nosso cérebro e tem um valor totalmente diferente, né? Então, eu vejo isso é é o mais, então na prática a gente não pode botar as pessoas em caixinhas, né? Todas as pessoas têm que ser idênticas. Ah, isso tem um impacto educacional enorme. Ah, eu sempre tenho que ensinar as pessoas da mesma maneira que elas vão aprender igual. Não, todas as pessoas têm que estudar no mesmo horário, as mesmas coisas, não, né? Então, a a, né,
estudando o cérebro, a neurociência todo esse tempo, eu acho que ela te ajuda entender o ser humano, né, que o ser humano ele é diferente, né, e o cérebro dessas pessoas é diferente, porque uma pessoa ela, né, ela gostou da natureza, a outra gostou, né, de tá dentro de um hospital, a outra de tá dentro de uma sala de aula, né, a outra de construir um prédio, né, de de transformar as coisas em algo bonito. Então assim, e o cérebro dessas pessoas vão estar totalmente distintos, né, por causa dessa experiência, né? Então acho que isso
é o mais fascinante, né? É isso aí, pessoal. Se você gostou desse episódio, se esse episódio te fez refletir, compartilha ele com quem você quer envelhecer com lucidez, porque cuidar do cérebro talvez seja a decisão mais importante da sua vida. E a gente aprendeu hoje com essa aula, com esse cara sensacional que é o Rui Prediger. Fazia tempo que a gente tava combinando de ele vir aqui, não encontrava a data, não dava, ou tava em viagem ou tava em final de semestre, mais de ano, hein? Mas ele veio e esse episódio foi incrível. E se
tem algo nessa conversa que deixou claro é que cuidar do cérebro não é sobre o futuro, é sobre quem você vai ser ou se você ainda vai lembrar disso. Professor, muito obrigado por essa conversa e para você que ficou com a gente até aqui, nos vemos na semana que vem. Para finalizar esse episódio, o professor vai olhar para essa câmera e mandar uma mensagem para ele mesmo daqui 10 anos. Essa é boa o seu eu do futuro. Bom, Rui Prediger, daqui a 10 anos, eh, espero que tudo isso que você estuda, que ensina, né, que
você siga colocando na sua prática de vida, né, Que daqui a a 10 anos, ou seja, quando você estiver com 50 e 57 anos, né, você esteja com uma boa saúde física, mental, com ambiente eh tanto social, intelectual, né, acadêmico, financeiro, enriquecido, né? Então é isso que eu espero para você, né, nesses daqui a 10 anos. Muito obrigado, professor. Muito obrigado pela aula, pelo conhecimento adquirido. Muito obrigado mesmo, tá? Prazer foi todo obrigado pelo espaço, pelo convite, né? e fico à disposição, né, para sempre conversar com você sobre temas atuais aí de neurociência. Será sempre
um prazer. Foi uma honra pra gente receber o Rui hoje aqui e o convite tá feito para você retornar quando você quiser. O pé na areia fica por aqui e semana que vem estaremos de novo aqui ao vivo, no mesmo horário, no mesmo local com pessoas diferentes para exercitar o seu cérebro e você aprender mais. Valeu. Valeu, pessoal. Bom demais. Na areia na praia dos ingleses. Estou podcast que brilha. Cada episódio é um show conectando ideias, inspirando a nação. Networking afiada que não há limitação. Cada onda, Novas histórias surgem. Empreender é arte. E aqui a
gente usa é na areia. O podcast transpira do sucesso à essência que a mente respira. Se liga nas ondas. Deixa o medo para trás. Se empreender é viver. Deixa a vida em paz. na areia na praia