oi oi pessoal tudo bem esse é o primeiro vídeo que eu vou gravar de uma série de vídeos que vão acompanhar as nossas aulas durante a quarentena do coronavírus eu espero que eles estejam vídeos bastante informativos para vocês e eu quero que vocês aproveitem o espaço virtual do clécio um para a gente discutir os tópicos que foram trabalhados e poder tirar as dúvidas e conversar com os colegas beleza então em princípio o plano é que a gente mantenha a programação que havia sido planejada para as aulas presenciais então esse primeiro vídeo vai ser justamente sobre
o tópico em que a gente havia parado que era o segundo dos mitos apresentados pelo gabriel matéria então lembrando eu estou falando nesse livro que elas bonitas de linguagem do gabriel otero e a afirmação que a gente vai discutir hoje é a afirmação de que a gramática do português não tem lógica talvez vocês mesmo se identifiquem com esse tipo de afirmação porque a gente é habituado na nossa vida escolar a associar as aulas de português a uma coisa um pouco difícil de compreender certo então a gente vai discutir de onde vem essa ideia de que
não existiria lógica na gramática do português e a gente vai pensar em alternativas para isso beleza então pra começar eu quero que vocês tenham uma olhada aqui nesse suítes que eu encontrei na internet então são três pessoas falando sobre como elas acham que o português não tem lógica então por um lado a carol diz que não entende português que acho que o português não tem lógica porque a física teria mais lógica por ter fórmulas e coisas mais e por outro lado a gente tem outra usuária que que é o leonardo barreto falando justamente que o
português é a pior disciplina que existe por não ter lógica justamente será que essa ideia de não ter lógica e principalmente o que será que essa disciplina de português e se português como algo genérico né então a gente tem que a pensar nesse português que é ensinado em sala de aula e esse portuguesa ensinado em sala de aula a gente vincula muito facilmente a ideia da gramática certo a gente pensa em aula de língua portuguesa como aulas de gramática agora gramática venceu o que exatamente né então em primeiro lugar a gente tem que pensar que
existe uma diferença entre o conceito abstrato de gramática e o conceito mais físico de gramática não esse conceito que tem uma realidade mais concreta que eu tô chamando de físico seria pro e o dos livros então por exemplo esse livro que é o livro de celso cunha e lindley cintra é uma reumática do português assim como esse outro livro que é a gramática do ivanildo fechar tá mas o que que tem dentro desses livros que fazem a gente qualificar eles comam dramáticas então quando a gente olha para esse tipo de livre na verdade a gente
tá pensando em instrumentos gramaticais manuais que vão servir para você discutir a gramática de uma certa língua no caso a língua portuguesa no geral esses livros tem que ser conseguidas a partir de duas perspectivas porque por um lado eles trazem regras sobre como a gente deveria escrever para escrever bem e por outro lado eles trazem uma nomenclatura que vai nos permitir fazer análise sintática e olhar para as línguas e para as estruturas que o que elas fazem uso então quando vocês pensam em gramática genericamente no na com a mesma ideia do público leigo você tá
pensando nessa gramática do livro remate cal que traz uma normatividade e traz um instrumento de análise então primeira coisa de onde vem essa ideia da gramática como algo que pode possibilitar o escrever bem então eu tirei aqui um excerto que é da gramática do cegalla então vocês podem ver aqui nesse certo que ele coloca gramática dele como uma gramática normativa a gramática do segalla é a novíssima gramática da língua portuguesa e aqui vocês vão ver que ele entende que a gramática vai servir para que para enfocar a língua como é falado em determinada fase da
sua evolução fazendo um registro um dos fatos linguísticos e dos meios de expressão e aqui a parte mais importante apontando normas para correta utilização oral e escrita do idioma em suma né o que que a gramática normativa deve fazer deve ensinar a falar e escrever a língua padrão corretamente então pensei mão aqui a utilização da ideia da corretude que aparece tanto né para correta utilização oral e escrito de ok do idioma quanto nesse escrever e falar corretamente percebo que aqui a gente tem um modelo de língua que vai se colocar como modelo correto e é
nesse modelo que a gente mira que a gente se espelha pois a gente quer falar corretamente certo mas de onde vem esse padrão de correto di né quando você vai ver como que os gramáticos tradicionais costuram essa ideia da corretora e você vê que eles me relaciono a corretude com o bem salário bem escrever dos escritores consagrados é a ideia do embasamento da língua de escrita gramática ser baseada em autores consagrados é uma coisa que a gente vê com bastante recorrência e por exemplo na gramática do celso cunha e lindley cintra então você veja que
eles tomam esta literatura que seria elevada como se fosse um modelo de correr tudo sobre qual a gente deveria a faltar o nossos linguísticos só que aí o que acontece na verdade não é como se eles olhassem para todos os linguísticos que aparecem na literatura e tirassem dali quais seriam esses usos mais correntes da verdade que a gente tem a força de uma tradição que busca esse tipo de exemplo nos nos autores tradicionais para legitimar as impressões que já se constroem há muito tempo então a gente vai falar mais adiante sobre qual é o meu
o padrão que aparecem nas gramáticas tradicionais e a gente vai ver que na verdade ele acaba se parecendo um pouco com o português mais antigo né a gente não teve uma atualização é desse modelo agora uma coisa é importante que vocês percebam desde já quando você fala em usos corretos em escrever corretamente você tem oposição a isso o moço que não é correto um falar que não o se adéqua ao corretamente então esses usos que seriam desvios dessa norma tem um tomados como usos inadequados então perceba que daí esta gramática que dita o bem escrever
e o bem falar já tá colocando de lado qualquer que seja a variedade linguística os usos linguísticos que as pessoas geralmente fazem uso no seu cotidiano então existe um distanciamento entre o que essa o que prescreve como o falar correto e o que são os usos cotidianos das pessoas agora você pode perguntar bom mas é justamente isso que ela tem que fazer uma gramática aqui dita a norma de uma língua serve justamente para digitar um modelo que as pessoas não seguem mas peraí vamos olhar para o que seria essa ideia do que é o padrão
ou como a gente costuma chamar mais adequadamente na linguística a norma culta então essa norma culta teria que se vincular aos usos que são considerados os cultos na nossa comunidade né então seria como a gente fala quando está numa situação mais formal qual seja quando você tá falando com seu chefe quando você tá dando uma aula quando você tá buscando passar uma imagem de maior controle sobre a idade é por meio do seu uso linguístico então esse uso oi gente vai encontrar e situações que sejam de falar mais monitorada e com falantes que tiveram mais
acesso à leitura e ao ensino formalizado onde é uma ensino institucionalizado então existe uma ideia de que essa norma culta estaria vinculado ao que seriam os usos cultos que vem a ser justamente a fala de pessoas que estão letrada cê aqui só o conceito bem técnico que a gente tem então o falante letrado é aquele que passou por várias fases do estágio dos estádios de escolaridade segundo até o ensino superior e ele não faz uso dessa possibilidade de uso bonito né da língua em qualquer momento ele faz uso desses dessas possibilidades quando ele tá em
formas mais monitoradas então mesma pessoa que fala mais corretamente você conhece ela deve ter momento a tranquilidade de relaxamento em que ela não sinceramente usa esses usos de seus cultos tá então a gente circunscreve a norma culta ao uso feito por esses falantes de ensino superior e quando eles estão em situações monitoradas quando eles estão de fato preocupados em fazer uso linguístico dele e o uso mais bonito mas cuidado certo aí o que acontece alguns linguísticas a partir de um dado momento começaram a se preocupar com o que seria a variedade linguística do uso culto
esses usos cultos eles foram descritos em um grande projeto de pesquisa que imobilizou linguísticas pelo país inteiro e que foi é organizado pelo professor ataliba de castilho que é o work a gente se refere a esse projeto como nurk mas ele é o projeto da o pana culta do português brasileiro e quando a gente vê os outros que estão descritos pelo norte que são usos de falantes letrados em situações monitoradas a gente vê que eles não coincidem necessariamente com os usos que são descritos na gramática tradicional tem um caso clássico é aquela regência do verbo
ir então a gente sempre vê na gramática normativa uma recomendação de que se use o verbo ir com a preposição a então como se a regência desse verbo fosse ir a algum lugar acontece que quando a gente vai olhar para os usos que são mais correntes desses falantes nessas situações é extremamente comum os usos desse verbo com a preposição e e com a preposição para que a gente tem levantamento e sócios linguísticos que quantificar ão quantas vezes depois do verbo ir e nada ou não apareceu a preposição a aparecer uma preposição e o aparelho apareceu
a proposição para e daí a gente vê que essa recomendação do irá não é de fato o que descreve né o que condiz com o que é observado nesse suso dittos usos cultos que seriam usos mais monitorados então são esse é esse tipo de conflito que faz a gente porém dúvida aquelas informações que aparecem prescritas numa gramática normativa então se a gente só olha para essa ideia da gramática como um livro de bem escrever a gente já vê algumas incongruências entre o que é inscrito nessas gramáticas e o que é a prática que a gente
poderia considerar como comum então esse tipo de discrepância faz justamente fazer a gente achar que essa gramática não tem lógica tá então por um lado a gente já pode começar a olhar a informação com olhos até achando que ela tem algum pouco de pertinência mas antes eu creio que a gente ainda discute mais outra possibilidade para qual a gente pode dar o conceito de gramática lado do manual tradicional que vem a ser justamente o livro de nomenclatura tá então vocês deve tá muito acostumados em tem que decorar aquelas coisas do tipo sujeito predicado objeto direto
complemento nominal oração subordinada adjetiva oração subordinada substantiva completiva nominal oração subordinada de junto adverbial todas essas possibilidades e combinações que no fundo tem um pouco de relação com as funções sintáticas destas dessas desses termos na oração mas que muitas vezes acabam misturando uma classe d e com uma categoria sintática e daí as coisas vão ficando um pouco mais nebulosa e daí é importante observar que esta nomenclatura que aparece nos manuais tradicionais vem da ngb que a nomenclatura gramatical brasileira que é um documento que foi firmado em 1958 que foi legislado sobre e a gente tem
nesse documento um elenco de todos os nomes que se deve usar para fazer uma descrição gramatical então nesse momento em que esse documento foi publicado as gramáticas que haviam sido publicados até então passaram a sofrer edições para se adequar a essa nomenclatura gramatical brasileira a ngb então digamos que a gente de certa forma tem uma limitação nos termos que são possíveis de ser usados para descrever uma língua cia eu resolvi e fatos sem essa nomenclatura gramatical brasileira tem um as gramáticas tradicionais tenia do tá essa nomenclatura então você vai ver por exemplo na gramática do
bechara ele dizendo explicitamente que fez as devidas correto diz correções que precisava para se adequar a nomenclatura gramatical brasileira mas aí a gente vê que essa nomenclatura não se apresenta límpida e cristalina como a gente esperaria então o que acontece que a gente vê uma série de crítica vai aparecendo direcionada para essa para esse tipo de tratamento então o que você vê é que às vezes as gramáticas tradicionais trazem um conceito em logo em seguida põe outra problemática que contesta esse conceito o exemplo que o gabriel otero da é muito bom porque de fato é
um dos mais emblemáticos então você vê lá uma definição o jeito como um termo essencial da oração então o que que significa dizer que determinada categoria o termo essencial da oração significa você dizer que toda oração vai ter um termo equivalente a essa categoria então se o sujeito é essencial toda oração tem um sujeito e isso é um corolário que você vai encontrar nas gramáticas que aí você começa a ver as descrições que aparecem nas outras categorias que são descritas e daí tem uma série de possibilidades inscrição para o sujeito por exemplo a gente pode
falar da categoria de sujeito e ver que ele tem uma série de subclassificações você pode falar por exemplo do sujeito coordenado que é quando você fala joão e maria contraíram a gripe do coronavírus que você tem dois indivíduos aí coordenados pela coordenação e você pode também falar disso jeitos que são causa qual é porque eles têm uma oração subordinada lá dentro então por exemplo se diz que todo mundo contraia um coronavírus é uma preocupação do governo brasileiro então você tem uma oração que é subordinada e com a conjunção que que tá ocupando a posição de
sujeito mas aí você tem determinados casos como é o caso do verbo haver quando você diz por exemplo há uma preocupação em relação ao coronavírus no brasil nesse caso você não tem nem uma nem um termo ocupando a posição de sujeito por isso que mesmo quando você tiver uma um complemento aí que seja plural por exemplo a diversos casos registrados de coronavírus no brasil você manter ia esse verbo na terceira pessoa porque ele seria em pessoal então ele não teria nenhuma pessoa com quem com cor e nesses casos a descrição que se dá para esse
sujeito é um sujeito inexistente perceba que ele não é um sujeito oculto que essa é uma outra categoria de sujeitos que é quando você consegue retomar no contexto quem seria o sujeito daquele verbo então quando você tem o verbo haver quando você tem o verbo fazer também no singular você tem esse sujeito que ser um sujeito inexistente aí você fica mais espera como pode eu considerar que o sujeito é um termo essencial da oração e que portanto toda oração tem sujeito e ao mesmo tempo eu dizer olha nessa oração aqui o sujeito inexistente então esse
tipo de incongruência faz a gente olhar para essa nomenclatura tradicional e pensava peraí parece que não tem tanta lógica por trás uma das afirmações que a gente vê nessas análise e esse tipo de problemática é justamente o que vai suscitar uma série de dúvidas quando se trata de implementar essas análises certo e daí você vem aqui essa nomenclatura acaba sendo escorregadia acaba sendo difícil de você aplicar ela escrito senso então por conta disso que a gente costuma ter um pé atrás quando se trata dessa ideia de gramática do português e modo muito genérico certo então
a gente vê ele fato uma falta de correlação entre essas coisas outro exemplo que aparece no texto do gabriel otero que talvez vocês podem até te dou uma dúvida a respeito é o caso do objeto direto preposicionado se falar mas espera o que diferencia o objeto direto e objeto indireto é justamente o fato de que sol em e tem preposição então quando você diz eu gosto de chocolate o objeto desse verbo indireto o que você tem o de agora eu amo chocolate objeto desse verbo é direto porque você não tem o de nenhuma outra proposição
aí você começa a ver os detalhes dessas classificações e você vê surgir lá um objeto direto com preposição falamos espera aí de onde veio isso tá então esses são para casos muito específicos que você diz por exemplo ar eu amo muito a deus quando você usa a preposição a num contexto em que você poderia não usar mas que por um recurso estilístico o que for você coloca importante dizer que essa proposição não parece em qualquer lugar em ela também é circunscrita certas possibilidades que são dignas de estudo mas a mesma forma olha para o objeto
indireto e quando você tem o caso do objeto indireto que é substituído por um pronome pronome ensino vai levar proposição né então eu entreguei ao joão uma carta eu posso dizer eu lhe entreguei uma carta tá esse letra na posição de ao joão então o que era antes objeto indireto agora só é objeto indireto se você puxar pela memória pela computação cognitiva e que ele poderia entrar uma proposição porque os e o pronome se ele não carrega posição tá a gente poderia fazer a inscrição dele especial e tudo mais mas em rigor aí você vai
ter que questionar se dá para definir o objeto indireto só em termos na presença ou ausência de preposição então tem uma série de problemáticas o outro caso que o gabriel o que é super legal que é o caso do hífen faz a gente pode se perguntar né qual que é a diferença do bico de papagaio com hífen para o bico de papagaio sem wi-fi então você tem ali um que tenha uma referência a uma entidade botânica e o outro que tem uma entidade de descrição de cunho biológico então tem o bico de papagaio com ipe
que se refere a um tipo de planta e tem o bico de papagaio sem hífen e daí se refere a um tipo de dor na coluna que certas pessoas têm quando tem uma protusão dos ossos da que compõem a coluna vertebral e tem cerveja o que determina nessas duas palavras que uma tem aí filho outra não tenha não tenho outra palavra para explicar isso eu não ser convenção então existe por trás a ortografia da língua portuguesa uma série de informações que são de metroid bom então você saber a diferença entre por hífen ou não no
bico do papagaio é sobre você conhecer como se convencionou chamar a planta e como se convencionou chamar a doença da coluna vertebral pois bem então parece que a depender dessa ideia da gramática como um conjunto de regras que prescrevem o bem falar e o bem escrever ou da gramática como uma nomenclatura que é usada para descrição gramatical a gente vai dizer eu estou parece que não tem muita lógica mesmo então parece que nesses casos de fato a gente não tem um respondo maior para entender quais são as regras lógicas que estariam por trás do comportamento
desses fenômenos mas o que a gente está moscando é uma lógica de comportamento pera aí que tem um tipo de gramática que ele pacto tem muita lógica assim aí e aí precisa pensar numa gramática que não vai estar nos livros para conectar na cabeça das pessoas então não existe um conceito sobre o qual vocês vão ouvir falar bastante tanto na minha disciplina quanto mais tópicos gramaticais que a ideia da gramática internalizada então essa é uma gramática que não está descrita no livro mas que estaria na cabeça das pessoas então seria o conjunto das regras não
aquelas que prescrevem o bem falar mas o conjunto de regras que de fato revelam o porquê das pessoas falaram do falarem do jeito que fala então por exemplo vocês tem aquele conjunto de dados no livro do hotel que é super legal então aqui tá esse conjunto então a gente está acostumado a saber que existem quatro grafias diferentes para o porquê porque junto porquê separado porque com acento por em 110 esse tá minhas combinações que aparece aí então aqui nesse diálogo que o gabriel sugeriu então foi que o joão foi embora mais cedo não tenho certeza
mas acho que foi porque tinha um compromisso porque não ouvi nada a ligação cortou forma de novo eu disse que sei o porquê de joão tecido ter saído mais cedo porque ele tinha compromisso então nesse caso o gabriel explica que a gente tem na verdade dois porque esqueçam fonologicamente diferentes então o único que se destaca aí é o porquê da segunda sentença que reaparece aqui na quarta sentença que é justamente o porquê junto e sem acento esse porque junto e sem acento ele teria uma um tipo de vogal no final da palavra é um pouco
diferente do outro perceba que você tem uma tendência a pronunciar um e mais play é com esse por quê que aparece na primeira na terceira e também na quarta center então o porquê mas porque por que que o joão foi embora mais cedo todos desses tem uma autonomia maior peça vogal final tá esse várias maneiras de definir isso quando logicamente aqui eu tô só tentando dar a impressão para vocês mas esse tipo de diferenciação que vocês podem ter prestar atenção na minha paula e voltar aí perceber exatamente como é que eu falo e é uma
sutil diferença que todos os falantes do português brasileiro faz então quando a gente ouve alguém falando a gente sabe se é uma pergunta você é uma resposta é uma explicação ou se é de fato para a gente dar uma explicação tá então essa diferença uma diferença sobre as regras de aplicação do porque na nossa cabeça a gente inclusive na nossa gramática deve tratar esses dois itens e provavelmente com muita sexuais diferentes e a gente não tem daí essas duas que a gente tem quando a gente precisa grafar escreveu porque tá mas assim esse é um
detalhe de ortografia eu gosto mais dos exemplos que envolvem a sintaxe então você tem aí no dado do que o gabriel até ele traz algumas sentenças com a a oração subordinada então ontem eu conheci a professora a linguística gostei muito dela você conheceu o quem a professora que dá aula de linguística então nesse diálogo a gente consegue colocar na posição de a professora que dá aula de linguística um pronome interrogativo como a gramática tradicional chama certo vocês devem ter percebido que o gabriel chama dele mente interrogativo que a gente tem algumas pistas para desconfiar não
é por ele pro nome desse carinha mas isso é pano para outra disciplina beleza então vamos lá eu consigo trocar tudo isso que tá assumir ado por um quem e deu tem uma resposta plena professora que dá aula de linguística eu consigo indagar sobre a identidade né desse indivíduo e ter a resposta agora percebam que a parte legal é que eu posso pegar skin e jogar para o início da sentença então quando eu digo quem você conheceu ninguém e eu estou indagando sobre o referente que foi conhecido né então eu posso mover o quem que
o início da sentença e ainda assim eu vou ter uma resposta tranquila a professora que dá aula de linguística agora vamos ver se a gente buscar sim da outra parte daquela sentença inicial então ontem eu conheci a professora que dá aula de linguística gostei muito dela você conhecer o professora que dá aula de que professora que dá aula de linguística consigo indagar sobre esse de linguística sem problemas e coloca ali experimento interrogativo que vai se fazer presente nos de que agora será que eu consigo pegar esse de que e fazer com ele a mesma coisa
que eu fazia com quem então vamos lá pro próximo grupo de exemplos ontem eu conheci a professora que dá aula de linguística gostei muito dela tem como eu falar essa sentença que tá a pergunta de que você conheceu a professora de linguística que dá ao não dá né então tão vendo esse asterisco que está colocado aqui no início dessa sentença é para dizer que nem um falante de português brasileiro vai pronunciar vai usar o bar interpretar uma sentença dessas isso quer dizer que a mamata internalizada dos falantes que contém as regras que permitem a eles
usufruírem desta língua não gera esta sentença que a gente tem o nome técnico para essa sentença que é uma sentença a gramatical perceba que que é o mesmo adjetivo da palavra que a gente tá discutindo então é sobre gramática é sobre ser a gramatical é sobre não pertencer a uma gramática mas essa gramática não é a gramática do livro g1 e não é sobre a gramática do livro do manual porque é sobre a gramática internalizada das pessoas então quando você coloca esse asterisco aqui o que você tá dizendo é que essa sentença não é gerada
pela gramática internalizada das pessoas beleza então agora eu esqueci aquela conversa toda sobre escrever bem sobre a nomenclatura da gramática tradicional e eu tô focando numa outra ideia de gramática e daí e eu for entender melhor o que que essa gramática internalizada eu vou perceber que isso não está nos livros então a cabeça das pessoas isso envolve é questões extremamente complexas saberes extremamente entrancadas então para eu consegui rejeitar aquelas tendências em nossas aí não tem cara de português de jeito nenhum eu preciso ter percebido que esse de que movimentado para o início e pensa biolon
relações que envolviam a subordinação a posição onde ele tinha sido gerado inicialmente e o fato de que ele é um alimento interrogativo porque tem outras coisas que eu não sei não tirado além de dentro só porque ele é interrogativo que eu não consigo dizer que a minha gramática teria que estar processando uma regra do tipo é proibido mover elementos interrogativos dentro de orações subordinadas adjetivas agora pare e pense essa sentença que a gente disse que a gramatical ela seria rejeitada tanto por falantes que estejam escolarizados quanto para quem por aqueles que são analfabetos e também
por crianças que tenha saído já da fase de aquisição então o que acontece é que desde a nossa ter me dá quando a gente aprende a falar português a gente já vem com esse tipo de informação sobre o que que a gente deve evitar quem não comunica né porque não consegue de fato veiculando a sentença da nossa língua então esse tipo de conhecimento é um conhecimento muito rico é um conhece conhecimento gramatical mas é um conhecimento que não foi institucionalizado você não precisa ir para escola para aprender isso e você provavelmente não vai discutir esse
tipo de conhecimento na escola porque essa é uma outra gramática a não é aquela gramática que é possível de você escrever um livro então a gente tem um esforço continho enquanto profissionais da linguística de entender justamente esse comportamento comportamentos que é nerd nessas sentenças lá gramaticais onde as sentenças que dão pano para manga de exame digamos assim em termos de estudo linguístico mas é um serviço por se fazer em termos de pesquisa tá como que a gente vai lidar com esse tipo de conhecimento em sala de aula é o outro e a gente vem atualmente
chega discutindo nosso curso mas não vamos curtir exatamente nesse momento tá então só para dizer esse conhecimento gramatical e internalizado ele tem sim regras próprias que estão as regras que nós enquanto falantes tivemos que digerir criar generalizar quando nós estamos aprendendo essa língua essas regras da gramática internalizada assistam sim lógicas elas são super organizadas e quando você estuda as estruturas linguísticas você quer justamente desvela revelar mostrar quais são essas regras agora a gente não consegue dizer o mesmo sobre aquelas regras que são as vezes escorrega dias ou arbitrárias quando se trata das regras do falar
e escrever bem e das regras da nomenclatura gramatical o primeiro então perceba o que aquelas queixas que a gente viu inicialmente do vídeo se direcionam para esses saber escolarizado o que é um saber pautado no estilo específico não gênero específico é descrição que é o da gramática tradicional e esse gênero é sim suscetível a falhas e ele é bastante criticado então vocês vão ver que existem um mundo de críticas que a gente pode direcionar para esta gramática tradicional e nesse momento eu fico extremamente triste angustiada de não poder ouvir a percepção de vocês sobre essas
coisas então por favor me conta e depois nos comentários o que que vocês têm de percepção sobre isso e me digam se vocês se adequavam à esta perspectiva de que a essa gramática tinha que ter uma lógica se ela não tem lógica e desde o princípio para vocês e se vocês conseguiram entender qual o benefício que a gente tem quando a gente separa essas coisas então uma coisa é a gramática as regras que subjazem a língua portuguesa em especial português brasileiro de determinadas regiões que a gente consegue olhar escrever e fazer uma análise daquelas que
já estão dadas a priori e que talvez estejam e é obsoletas arcaicas ou inadequada então quando a gente faz a sua relativas a relativização a gente percebe que só por trás daquelas que são dadas a priori é que a lógica acaba falhando mas na verdade quando a gente analisar as regras gramaticais internas da língua que a gente fala no dia a dia é essencial que essa essas essas regras tenham sim alguma lógica porque senão a gente não e essas regras enquanto falantes de português beleza então fico esperando comentários de vocês por favor mande informações porque
eu estou aqui igualmente isolada e preciso saber o que vocês estão pensando beleza abraço e até a próxima