de ter relações de manter relações tem pesquisas que mostram que isso prolonga a vida das pessoas né aumenta o cuidado aumenta esse espelho né que é o outro que ajuda a gente a cuidar de nós mesmos eh mas eh dependendo de como a gente envelhece Claro eh acho que é um momento em que você começa a se orientar mais para o essencial né Eh você começa a contabilizar a diferença que faz diferença no final das contas né e acho que aí é é muito comum que a gente chegue numa conclusão de que são as pessoas
né são laço que a gente tem com os outros que faz valer a pena eh que torna a vida assim preciosa que faz com que eh você Levante e tenha um futuro junto com outros e e não não é uma intuição Clara essa de que você que você precisa cuidar né das experiências eh de amizade de eh de vinculação com o outro e principalmente precisa qualificar essas relações muita gente tem eu acho que uma uma envelhecimento um pouco assim por decurso de prazo né Eh e que vai imaginando que simplesmente repor as coisas como elas
sempre foram e a vida vai seguir assim não me parece que nessa segunda parte se na primeira a gente vai adquirindo comprando casando com tendo cachorros a segunda é a art of Losing né e a art of Losing a arte de perder é também a arte de dizer assim olha o que que eu o que que eu não não vou perder o que que eu realmente faz diferença para mim e são são as relações é é muito interessante isso que você falou sobre a classificação Cris porque a gente eh passa a primeira metade da vida
com o mesmo conceito de amizade a gente carrega pra segunda metade da vida e muitas vezes ele não funciona a minha amiga de infância a minha amiga do colégio e às vezes na segunda metade você do Alto dos seus 50 60 70 anos você tem uma melhor amiga que você fez ontem porque você já se conhece o bastante você gostou daquela pessoa daquela companhia por não ela ser uma nova melhor amiga e essas classificações elas passam a ser interessantes né E não é só manter a gente tem que nutrir é diferente da primeira metade e
é o que a a dilia falou né quer dizer as nossas amizades de saída elas são compulsórias você caiu na classe daquela pessoa você foi fazer aquela profissão você mora perto ah essas amizades vamos dizer assim fundamentais elas elas são escolhidas né por aqueles que TM alguma Lucidez eh São aquelas assim que a gente cobiça cobiça aquela pessoa essa pessoa é interessante como é que eu vou fazer para estar junto com ela nessa viagem e Cris a gente sabe que você tá escrevendo um livro sobre relações com a Ana sui a gente também admira muito
S eh e eu queria conversar com você e entender um pouco como é que você vê as relações porque uma coisa você tem um relacionamento aos 20 aos 30 outra coisa é você ter um relacionamento aos 60 como é que você vê as relações ganhando novos códigos novos significados ao longo de uma longa vida Olha acho que a gente eh deve olhar pro Brasil eh pro nosso momento como uma uma experiência inaugural para aqueles que estão na terceira idade para aqueles que estão envelhecendo diferente de envelhecer na Suíça na Alemanha no Japão e nós somos
a primeira geração com a consciência né de que há uma há uma vida produtiva há uma vida sexualmente ativa e qualitativamente interessante há algo que se que se fazer valer a pena nesse nesse trecho né e isso é muito difícil acho eu queria ouvir vocês mas muito difícil pra Nossa geração porque quem faz primeiro dita uma espécie de regra né então a gente aprende afetos a gente aprende a amizades a gente aprende a sonhar a gente faz isso coletivamente em comunidade só que nós somos a primeira geração no Brasil que vai fazer isso que vai
crescer eu acho que numa Cultura em que a gente não espera que nossos filhos bom a última filha o último filho vai ficar para cuidar da gente e que bom tem um destino reservado mais ou menos culturalmente para que que é envelhecer nós estamos fazendo um outro um outro marco simbólico do que que é e ter uma vida inclusive mais prolongada do ponto de vista da sua sua extensão isso eh é Um Desafio porque a gente não tem parâmetros a gente não tem assim ó vou pegar o que foi a experiência da minha mãe ou
da minha avó não vai Serv modelo né não tem modelo mas não tem porque é circunstancial é o que tá acontecendo com a nossa pirâmide etária é o Brasil desse momento né em que a relação por exemplo entre jovens e e e e e velhos vai mudar completamente né eu aprendia na escola que era uma pirâmide agora temos uma torre né como é que vai ser