[Música] [Música] Sejam muito, mas muito bem-vindos a mais um Sem Censura, que hoje vai falar sobre um assunto que eu amo, a maternidade. E eu começo com versos da poetisa Alice Ruiz sobre mães. Depois que um corpo comporta outro corpo, nenhum coração suporta o pouco. Ai. A Alice nos fala o coração. final, o amor de mãe transcende qualquer outro sentimento e nos une em Depoimentos, experiências emocionantes como as que vamos ouvir nesse programa de hoje, que é um sem censura especial, que vai comportar vários corpos, muitas histórias e mostrar o quão forte é o coração
de uma mãe. Gente, vocês não tção, eu sei que eu falei errado, mas é de brincadeirinha, tá? Para falar das questões que circulam em torno do dia da maternidade, eu recebo hoje a querida, maravilhosa Andressa Reis. escritora e influenciadora digital, que Teve três filhos, ama o que faz e ajuda outras mamães a viver no dia a dia desse ofício de ser mãe. Temos também uma mãe e uma filha nessa bancada, muito especiais para mim. São as maravilhosas, talentosé résimas, lindas. Nossa, eu amo de paixão. Minha parceira Renata Ciribelli e a filhota dela linda. Olha que
espetáculo. Marcela Ciribelli. Renata é jornalista. Marcela é publicitária, escritora e empreendedora. Cada uma com a sua História, mas também com a história que as une e inspira como mãe e filha. E temos mais gente querida que também amo. Nossa, quanto tempo que tá aqui nessa bancada. A atriz maravilhosa, linda e uma mãe incrível, Samara Felipo, mãe de duas lindezas de meninas que ela ama, protege e luta contra os preconceitos. Ela vai falar disso com a gente, tá? E como debatedora, outra mamãe muito especial, a mãe do Bento, a Fabiane. Mas hoje em dia ela é
mãe do Bento só e tá Suficiente, né? Ela é mãe. Acabou de nascer o Bento. A coisa mais linda, gente. Bom, vamos começar esse programa lindo que vai ser emocionante e vocês mamães vão adorar e todo mundo, papais também, todo mundo, porque olha, vai ser incrível. Essa moça que eu vou falar agora, ela deu uma virada na vida dela durante a pandemia. A Andressa Reis começou a compartilhar, gente, conteúdo sobre a rotina dos filhos e os desafios da maternidade. Aí, pronto, viralizou o Público. Ela publicou, aliás, o livro Da cor que eu sou. Ela dá
palestras, ela reúne mães do Brasil inteiro e vibra em poder ajudar quem precisa. Ai, Andressa, uma honra ter você aqui, linda, querida. Muito obrigada, querida. Você se tornou referência entre as criadoras de conteúdo que falam sobre maternidade, né? me fala do início, como é que pintou essa ideia, como é que surgiu? Então, na verdade, eu sempre criei conteúdo desde muito nova, né? Mas assim, as redes Sociais não tinham esse impacto que tem hoje. E nesse momento eu fazia mais para familiares, pros amigos. E na pandemia eu senti que as pessoas estavam carentes, né, de referência,
de relato de outras pessoas, eh, que estivessem vivenciando uma maternidade diferente daquela maravilhosa, romantizada, que tudo funciona. E aí eu passei a compartilhar a minha experiência, que não tinha nada de maravilhosa, né, Samara Sara. Opa, tá Aqui assim já, ó. Queria poder compartilhar uma maternidade maravilhosa, queria, mas não era a minha realidade. Comecei a seguir Andressa, inclusive porque tinha tudo a ver com que eu também acreditava e tava acontecendo. Acho que teve um momento, né, na pandemia de mães falando: "Olha, a realidade é essa, né?" É a maternidade real, né? Exatamente. É, eu nem gosto
muito de usar esse termo real, né? Porque cada pessoa, cada família tem uma Realidade, só que na rede social você tem aqueles recortes, né? E aí você escolhe o que que você vai mostrar. E aí eu não tava, eu tava vendo que não era justo, né? Muitas mães olhando e falando, gente, por que que comigo não é tão bom assim, não é tão leve assim? Eu falei: "Ah, porque não é mesmo, né? Adorei." E aí eu falei: "Eu vou mostrar o que de fato acontece, né, na minha casa. E eu não imaginava que tantas outras
mães iam se identificar. Mas foi O que aconteceu, né? A gente estava também nesse momento de carência, de, né, de não poder ter contato com outras pessoas. E eu acho que compartilhar esse meu lado vulnerável, né, de mãe cansada, que as coisas não funcionam, que nada é perfeito como a gente acreditava que ia ser. Todo mundo vivendo também intensamente a questão da maternidade, todo mundo grudado, isolado, confinado, né? Eu acho que tava permitido mostrar a vulnerabilidade, né? Porque a mulher não Pode mostrar, tem que ser mãe, tem que aguentar, né? Você não não pode se
mostrar, né? Mostrar as dificuldades como se isso significasse que você não é uma boa mãe, né? Uma doideira. Você tá exausta, que você tá de saco cheio, não pode dizer porque não é uma boa mãe, é uma mejara. Uma cobrança da mulher, né? Tivesse algo a ver com falta de amor. Gente, inclusive eu digo que se há cansaço é porque há um amor, há uma entrega, há uma dedicação. E aí eu abri O verbo e as pessoas começaram a curtir, a compartilhar. E aí, bum, né? Virei influenciadora. Agora, agora eu quero saber da Andressa, assim
como eu quero saber da Andressa antes da mãe, como foi a sua experiência como filha, sua criação, como é que foi? É diferente, desculpa, só para terminar assim, eu queria saber na realidade se é diferente da criação que você dá paraos seus filhos. Ah, bastante. É, né? Claro. Eu sou do dos anos 80, né? E a minha Criação foi bem tradicional. Eh, eu nunca sofri violência física. Eh, mas os meus pais eram pais como a maioria, pais autoritários, que as ferramentas que eles tinham eram aquelas ferramentas de de ver a punição como uma forma de
educação. Então, foi isso, né? Eu não sofri castigos físicos, mas tinha aquela chantagem, tinha, né, eh, as punições psicológicas. E hoje eu procuro caminhar eh por outros caminhos, né? Eu tento Criar os meus filhos pautado no respeito, né? Isso não significa que, ah, pode fazer tudo que a mamãe diz, não, não tem nada a ver com isso. Só que eu eu entendo que eles são crianças, são seres em desenvolvimento, que não dá para cobrar uma maturidade, eh, uma resposta, porque é isso, eles estão aprendendo, né? Então, eu vejo que o meu papel é um papel
de guia, né? muito mais do que um papel de quem vai ditar as Regras. Eu mostro por qual caminho eles, né, devem ir, porque eu tenho maturidade, eu sou uma adulta e aí eu também não posso responsabilizá-los pelos próprios caminhos. Então eu faço esse papel de guiar, né, mas sempre tentando respeitá-los ao máximo como indivíduos que são. E tem funcionado mais ou menos. Mas vem cá, eu quero perguntar aqui uma coisa para vocês, assim, todo mundo pode fazer a questão. Eu eu acho um barato assim, porque eu Também tive uma educação. Eh, eu eu levei
uma única palmada, juro. Mas foi uma palmadinha, levei uma surra na vida que eu nunca mais esqueci, mas foi uma. Jura? É, eu também levei uma uma aquela para você não esquecer nunca mais. Eu levei uma palmada no mesmo forte assim, mas também tinha aprontado um Nossa, mas não era sobre isso que eu queria perguntar, não. Eu queria saber que que vocês acham, porque assim, e então assim, a minha educação também foi uma Educação diferente, óbvio, mais autoritária, com castigo, ficava de castigo. Eh, mas o limite, porque eu tenho até hoje, assim, hoje eu já
sou uma avó, né? Eu tenho assim a a a a noção, pelo que eu eduquei três filhos, que criança precisa de limite, de rotina, né? de rotina e limite e o não é importante. Então o limite é amor. Então quando você fala assim que que é o guia, eu eu concordo total, Andre. A gente mostra o caminho, mas se o caminho fosse Pegar, entrar para um precipício, não vai, porque não vai, não vai. É não. A a você concorda, vocês concordam com isso assim, que ainda tem o não dado em alguma hora assim, vou ter
que ser tudo explicado. A criança tá indo, tô dando uma, fazendo uma metáfora aqui, tá indo para um precipício até. Vamos conversar aqui. Você tá caminhando. Olha aqui, você vai morrer, meu filho. Não se joga. Olha, vou te explicar que não é melhor não. Olha, o precipício é uma coisa Assim, não é? É não, entendeu? Não, com certeza. Acho que algumas coisas cabem negociação e outras é não é inegociável. Tá colocando, tá lógico, tá colocando a vida em risco, tá ferindo outros. É, não. Eu acho que até para seguir a rotina, não existe uma rotina
que deve ser seguida, né? E e aí é não acho que a rotina é um limite também. Não, não pode. Porque não é porque agora não é hora disso. Eu acho que esses do dia a dia tem que ter, não tem que negociar. Vamos explicar porque eu acho que eles pedem limite às vezes, né? Com certeza. Eu coisa, eu quero saber tudo, Marcelo. Eu não vou nem entrevistar Renato é Marcelo. Eu tá falando que às vezes eles mesmos pedem limite uma vez, sabe? Eu já senti isso com a minha mais velha e e não só.
E aí é muita gente confunde a permissividade, né, com o limite seguro, com eh deixar tudo. Você queria ser muito legal ou ser permissiva. É uma linha muito tênue também. Eu tava Conversando com a minha pediatra sobre essa questão de telas, né? O Bento ainda é muito novinho, tá com seis meses só, mas uma das coisas que ela tem orientado as mães é falar: "Olha, a mamãe pode usar tela porque a mamãe é adulta, você é criança". E esse e esse esse comentário que parece bobo já impõe um limite e a criança consegue entender desde
muito novo. Agora, uma coisa que eu acho também e esse papo hoje assim agora tô conversando com a Andressa Mais, mas cabe todo mundo, né? Vamos somos aqui, né? Todas mães. Marcela ainda não, mas tá chegando, mas daqui a pouco vai ser Marcelo. Vai, eu quero. Ah, vou adorar. Renata Cell Gente, mas você me ajudar, hein? Sai comigo de vez em quando, tá? Olha. Olha só, uma coisa que eu acho que é injusto é que esse lugar, esse papel de dizer o não, a grande maioria das vezes cabe a nós mães, né? O não é
verdade Isso assim, o pai é mais permissivo, mais fala com a sua mãe, não sei que para lá, a mãe que resolve. Vocês não acham quando é uma coisa que é em cima da gente? Chega, não sei. Eu acho que também tem uma coisa assim, eh, a mãe você pode maltratar e o pai impõe o respeito. Eu acho também que tem isso. Eu acho que tem esses dois fazer uma DR aqui hoje, né? Eu tudo leva a crer, não. Eu acho que é muito fácil, na verdade. O O pai, eu acho que é uma característica,
infelizmente, muito masculina, falar: "Ah, mas eu não me importo tanto com isso. Então você que se importa, você que vai dar o limite." É que nem a coisa do trabalho doméstico, entendeu? Mas eu não me importo se ficar tanta coisa suja na pia, limpa você, entende? Então tem uma tem uma ausência permitida nesse sentido. E aí de repente a gente a gente vai lá e ocupo o espaço, sobrecarrega a gente, né? É, é. Porque Andressa, e que Histórias que você ouviu dessas mãhas que te seguem, tantas que mais te impressionaram? Olha, são muitas, mas essa
coisa do não ter, né, com quem dividir, né, ter um parceiro, eh, mas que tá só ali, né, fazendo figuração, não se compromete com o cuidado dos filhos, não se compromete com a organização da casa. Eh, essa é uma queixa muito recorrente, porque de fato impacta muito, né? A mulher acaba ficando sobrecarregada e aí se tornando A chata, né? É aquela que vai mandar a criança catar o brinquedo, porque se ela não mandar, ela que vai ter que catar. Escovar dente, tomar banho tudo. É, acho que basicamente. Já vi o pai mandando tomar banho de
escovade. Já vi um pai. Agora, que que que a Andressa fala? Eu te acompanho pouco, Andressa. O que que você mais fala que as pessoas ficam e te chama tanta atenção das mães? Far, nossa, eu acho que essa coisa de de denunciar, eu faço muitas sketes, né, Colocando o deixando bem claro o papel do não ocupado pelo homem, pelo pai. É a ausência do paterno. A ausência paterna é aquilo, a a a mãe tá, eles estão no carro indo viajar e enquanto a mãe tá pensando, ai, será que eu coloquei protetor solar na bolsa? Será
que eu tô levando um remédio? Áua tem água aqui. É, será? E o lanche? tá pensando, pô, quando chegar lá, uma cerveja gelada, cervejinha gelada, Cantando a musiquinha. Exatamente. Ali totalmente alheio, porque isso ele sabe que tem alguém e o mais louco é que esse não comprometimento, ele é permissível na sociedade, né? A Samara fala muito do pan, né? Ela pode até falar um pouco isso. Questão mais do, só complementando o que And estava falando em relação até a gente, eu também falo muito sobre a gente veste essa camisa do ah, mas ele até me
ajuda, ele tá me ajudando, esse pai não ajuda, esse pai tem obrigação de Estar chegando junto dessa criação, senão ela é mãe solo. Ponto. Mesmo casada, sabe? Sei bem. Então é, esse termopanho é para mim uma falácia. Já recebo um monte de reita e um monte de mãe que fala: "Mas eu amo ser chamada de pane". Mas existe uma coisa muito estrutural dentro desse pãe, que é assim, eh, há uma lacuna paterna aí. O pai por motivos zeni foi embora, abandonou, morreu, não sei. Há uma lacuna, há uma falta desse pai. Essa Criança irá conviver
com esta lacuna. Esta mulher não tem que fazer o papel do pai. Ela é uma mãe solo. Uma mãe solo incrível, sobrecarregada, cansada. amando, se dedicando, mas é uma mãe. Então, quando você põe um pãe, você romantiza a ausência desse pai, você acha que tá tudo naturaliza esse pai, não tá ali. E aí, mais uma vez, romantização em cima do nosso cansaço da exaustão, né? Pando me chamaram a primeira vez, eu também adorei, falei: "Ai, que bonitinho, agora eu só gosto porque eu peço presente no dia dos pais, eu quero, aí eu ganho. Agora eu
exijo presente dia dos pais." Exaustão, exaustão. Exaustão. A gente tem um vídeo que que explica muito isso. Roda pra gente, por favor. Beijo, amor. Beijo, crianças. Daqui a duas semanas se o papai está de volta. Amo vocês. Amor, ficou alguma dúvida? Se eles sentirem alguma dor, o nome do remédio e A quantidade de gotas que tem que dar tá anotada aqui na geladeira. Eu já deixei a pastinha pronta. É só passar no pão e dar para eles tomarem café de manhã. E tem manga cortada na geladeira também. Por favor, lembra eles de escovar os dentes.
Se eu não chegar a tempo, o uniforme da escola tá dobradinho, guardado na primeira gaveta. Mas não se preocupa, porque eu já falei com a minha mãe, em uns 15 minutos, no máximo, ela deve estar chegando para te ajudar. De Qualquer forma, eu vou tentar resolver tudo logo e voltar antes deles acordarem. Beijos e até daqui a pouco. [Música] Amor, em que parte da geladeira tá a manga cortada que você falou? Não tô achando. Quando dormir e você anda, não foi? Eu muito isso. Olha, gente. É muito maravilhoso, né? Renata muito bom. Você se identifica
total? Nossa, total. Total, né? Eu me identifico total. Gente, eu eu já deixei uma vez, eu saí para trabalhar e deixei o eu tenho são dois pais, eu tenho três filhos, dois com um e outro com outro. E assim comunidade ainda e assim e são pessoas incríveis, um já tá lá no céu, peré, o Raul, mas foram muito ausentes. Então assim, uma vez eu fui trabalhar e o o Tomás era meu filho mais velho, ele era pequenininho, ele mamava na mamadeira, já não tava mais no peito. Eu Deixei a mamadeira do lado da cama, botei
ele dormindo já mamado, tinha a próxima mamadeira, tava ali do lado da mesa de cabeceira com o pai dormindo. Deixei a fraldinha, tudo do lado, uma roupinha, uma muda de roupa para trocar. E voltei assim umas 3 horas depois tava o Tomás acordado, o Pereio dormindo, a mamadeira toda no chão, todo xixi cheio de cocô, não tinha trocado fralda, nada. Era trocar uma Fralda. Foram duas horas que eu saí. Esse seu vídeo é genial. Me identifiquei total, gente. É, eu acho que a gente é de uma geração pior ainda, né? A gente também acho que
é pior ainda. Claro que você defende até hoje. Adoro é hoje que esse pegou como como eu acho que algumas coisas são naturalizadas e eu ouvindo vocês falando e até vendo essa cena, eu demorei muito tempo para me questionar. Por exemplo, eu acho que Com todo o amor, né? Cuidado. Por que quando Por que que quando a minha mãe viajava, não, imagina, você é a melhor mãe do mundo, mas eh por que que quando minha mãe viajava eu ficava com a minha avó e não com o seu pai, né? É, exatamente. E depois eu comecei
a entender. Então quando você falou, vou você sobreviver, você precisamente porque meu pai tava em São Paulo. Por que que aí depois eu fui entendendo e aí quando você falou, ah, a mãe acaba sendo Mais malta. Não é isso. É porque quando você é uma criança que tá sendo criada justamente a mãe solo dentro de um casamento, né? Mesmo que depois não tenha sido mais. É muito fácil você olhar pro seu pai e eu tô falando assim, tentando resgatar uma criança interior minha. É muito fácil olhar pro seu pai e falar: "Nossa, ele é tão
mais legal". É claro, não é por mal. E aí com o tempo passa e hoje eu consigo reconhecer. Imagina, minha mãe tava fazendo tudo. Uhum. E com o maior amor do mundo, né? E com a maior eficiência do mundo. E sendo a chata e passando pelo por chata, né? E a gente exausta, né? Exausta. Aí ainda tinha naquela época. Nossa, fica louca. É, é, é, exatamente. Ansiosa. Nossa, não, não. É, tinha umas coisas não contando muito problema que ela fica muito nervosa. É, é, pô. Claro, nervosa. [ __ ] agora a Andressa conseguiu uma coisa
que eu quero te perguntar. Como é que ela conseguiu? foi você conseguiu Zerar as telas na sua casa. Como é que você conseguiu? Me conta. Então, na verdade, eh, esse controle das telas sempre foi uma preocupação. Então, já aconteceu de em outros momentos a gente conseguir zerar telas, só que às vezes a gente acaba recorrendo novamente porque são várias fases que a gente atravessa, né? Só que neste momento em que meus filhos estão com 5 e 7 anos, as telas, que embora seja prejudicial pro desenvolvimento da da criança e tudo Mais, é uma rede de
apoio acaba sendo um refresco. Só que para mim já não tava sendo mais, porque eles brigavam para ver quem quem ia ficar com controle na mão, qual o desenho que ia assistir. Quando eles concordavam com o desenho, não concordavam com o episódio. Então, quer dizer, cara, Samara, a tela é prejudicial, mas ela pode me ajudar. Não tava, não tava. Então, a gente só tava com o prejudicial mesmo. Então eu falei, gente, acabou. E Como é que foi a reação deles? Não, de início eles contestaram, isso não é justo, e brigaram e bateram o pé. Mas
eu falei, é, nesse momento a gente vai precisar ficar sem, tá, para vocês conseguirem fazer outras atividades também, porque agora a gente tá morando em Saquarema, tem praia num quintal gigante e eles estavam deixando tudo isso de lado para poder ficar dentro de casa olhando pr pra cara da televisão o tempo inteiro. Então foi uma medida Drástica, né? Sem, né? Não teve eh foi bem arbitrária, não vai ter mais. Mas essas horas é que eu não ex exatamente falar: "Não, filhos, então vocês vão fazer a manutenção do tempo de tela de vocês". Como? Jamais. Quem
vai fazer sou eu e o tempo é nenhum. E aí eu guardei a televisão. Adoro Andressa, sua fã aqui na sua frente, tá? Mas a gente tem um dia na semana que é sessão cinema e aí a gente senta todo mundo e assiste um filme, né? Mas assim durante toda Todos os outros dias da semana é zero telas e eles vão brincar, né? E as pessoas até me perguntam: "E como é que é?" Gente, eu acho que o difícil, como é que é? Muito engraçado. Nossa, que mundo é esse? Como é que gente? E agora?
Porque eu acho que o mais difícil é tomar a decisão e e fato, no início eles vão contestar, vão pedir, mas depois eles vão se adaptando. Ficaram menos ansiosos. Ficaram, ficaram. Eles estão aprendendo a lidar com tédio. É isso, Né? Eles simplesmente estão inseridos ali. Eu tô lá na na cozinha fazendo uma comida, eles estão ali junto. Ah, descasca o ovo. Ah, corta uma coisa. Fones normais do dia a dia, todo mundo fazendo junto. Arrasou. Eu adorei. Eu adorei o lidar com tédio. É, lidar com o tédio. Também adorei. Alguma coisa tem que acontecer. Eu
vou fazer o qu? Imaginação, não existe criatividade, Imaginação sem tédio. Sim. Eu lembro de brincar com os produtos do banheiro da minha avó. Então, cada um tinha um personagem assim. E isso que vem tudo, né, já dado pras crianças, elas perderam a possibilidade de imaginar, de criar, só ver o efeito, né, nas em casa, eu com adolescente, eu vejo que ela tem uma dificuldade de como eu vou estudar essa matéria. Olha que loucura. Não tem, não tem um método, né? porque tá na escola aí. E é muito doido isso porque por mais Que as escolas
tenham sancionado essa lei de não ter o celular, né, a tá na mochila às vezes, sabe? Então assim, eu que não acordo cedo com elas para ir pra escola com a mais velha, por exemplo, o celular vai pra bolsa mesmo que desligado, mas ela tá aqui na aula sabendo que o celular tá aqui na bolsa, tem uma ansiedade para acabar logo e pegar por causa do vício, entendeu? E essa dificuldade também do estudo de como a gente chegava em casa, sabe? Caderno de história, copiava a matéria e estudava aqui, pegava. Hoje é o Google, é
o chat de EPT, é não sei o quê. É, é uma infinidade de coisas que eles já não sabem como estudar em casa sozinhos. Na verdade, perde a habilidade de muitas coisas, né? Exatamente. Ô, Cissa, eu achei interessante Andressa falando porque eu já li uma entrevista sua, já vi você falando que tá numa fase de respiro. Sim. Quando que melhora? Acabou de ser mãe. Ela acabou de ser mãe. Não Melhora. idade dela cinco e s é é porque já foi bem bem bem caótico. Mas eu acho que isso tem a ver também com o o
tanto de rede de apoio que você tem, sabe? Eu acho que isso é muito proporcional ao estilo de vida, a realidade que você que você leva, né? Ó, você tá amenizando, vai terminar essa fase entra a adolescência. Exatamente. Socorro. Então, mas essa fase, né? Estamos falando dessa fase. Da próxima eu não quero nem saber. Vira fichinha na Adolescência. Vira fichinha. Agora, Andressa, você é mãe de três filhos, do Pedro, da Maria e do Caetano. O Pedro tá lá com Rafael junto lá, não tá mais nesse plano com a gente e você reforça sempre a importância
de falar sobre ele, como eu falo do Rafael sempre. E e no início as pessoas evitavam de falar sobre o Pedro com você, como também comigo evitam assim, acham que vão me deixar triste. Eu adoro, eu gosto, eu falo do Rafael o Tempo todo, ter ele tatuado em mim aqui. Eu adoro escutar histórias do Rafael, Samara era amiga do Rafael. Eu adoro que me contem coisas que eu não sei. Eu acho legal que se você tem, eu queria que você falasse um pouco sobre isso. É, eu acho que eh morte, né, falar de morte ainda
é um tabu. E aí, pelo fato da gente não tratar desse assunto com naturalidade, as pessoas não têm repertório para falar sobre morte, para poder lidar com uma pessoa enlutada, Principalmente no nosso caso, né, que foge a ordem natural da das coisas, né, que o filho se vai antes da da mãe, do pai. Então eu acho que numa tentativa de de não magoar ou de despertar algum sentimento, as pessoas simplesmente eh fingiam que o Pedro não existiu. As pessoas simplesmente e dá uma aflição isso, né? Horrível. Pode desaparecer com a história, né? Examente. É. E
às vezes, ó, tavam contando sobre alguma coisa, fala: "Ah, e o Pedro e aí você já Percebe o semblante das pessoas mudando e querendo mudar de assunto também, porque não se sentem confortáveis para ouvir, né, uma mãe falar de um filho que não tá mais entre nós." Mas eu nunca deixei isso me abalar. sempre que eu podia, eu falava até o momento que as pessoas entenderam que ela fala dele, para ela é natural e importante falar dele. E aí hoje na minha família todo mundo fala dele. Ai meu amor, minha irmãzinha querida. Isso aí. Salve
Pedro, Salve Rafa, nossos filhos. Exatamente. E como é que a Maria e o Caetano lidam com isso também? Então eles super falam do irmão. Caetano tem uma conexão assim incrível. Às vezes ele chora de saudade do irmão e o irmão dele, né, morreu muito antes dele nascer. Só que ele sonha com o irmão, ele fala sempre do irmão, ele sempre inclui o irmão. Quando a gente fala alguma coisa, é a nossa família, ele é. E o Pedrinho também. O Pedro tá sempre em todas as nossas Histórias, porque eu acho que eh tratar o o tema
com naturalidade fez com que ele abraçasse, né, a a importância de manter a memória do irmão vivo. E para mim é incrível, porque é isso que eu quero mesmo. Enquanto a gente tiver aqui, a memória do Pedro vai est eh preservada e dignificada. Eu acho que e honrada, né? E respeitada. Eu acho esse teu depoimento tão importante, porque assim, eu lembro que teve uma época que ped uma Por carinho até para as pessoas ficam com um jeito para chegar perto da gente e falar, né? Não querem, não querem entristecer a gente. Eh, eh, me disseram
assim, uma amiga minha muito querida falou assim: "Você tá com muita foto do Rafa pela casa. Você não quer tirar algumas e não sei o quê. Para pr você não ficar triste." Ela falo para você não ficar triste, porque eu tenho por tudo que é lugar. Eu tenho, acho que eu tenho mais dele do que dos meus que Estão aqui em terra, entendeu? Eu falei: "Não, eu quero aonde eu virar a cara, tá ali ele, eu quero." Me faz um bem assim imenso ver ele presente em todos os lugares. Então, acho que esse depoimento é
muito bom para as pessoas saberem que falem dos nossos filhos que viraram anos. Porque realmente a gente tem quem não passa por isso tem esse receio de falar. Levar nessa ou lá no início ainda era muito difícil. Não, eu sempre falei, sempre, sempre, sempre, sempre falei Muito dele, sempre. E gosto que falem dele, peço, sabe? Alguém fala assim, eu tenho uma fotog aqui outro diaé na bancada falou assim, eu tenho uma foto, eu tocando com Raul, era um músico, o Milton Guedes aqui, ele falou assim, tem eu tocando com o Raul e o Rafael tocando
junto. Digo, me manda essa foto, cara. Eu tenho fotos lindas nossas com Rafa lá em Bariloche. Pelo amor de Deus, Samara, me manda. Adoro. Adoro. A Bárbara paz. Exatamente. A gente viajou juntas. Sim. Agora Andressa, vou tá aqui para nós porque Pedro e Rafa dominam aqui a história porque eles também são poderosos. Eles são poderosos. Andressinha, você escreveu um livro Da cor que eu sou. Me fala um pouco desse livro que você não trouxe pra gente mostrar aqui. Pois. Quando eu cheguei aqui, eu falei: "Nossa, mas conta pra gente do seu livro". Então, esse livro
eh foi um convite, na verdade foi a a minha editora que fez esse convite e eu Falei: "Por que não? né? E aí quando eu tava escrevendo o livro, eu falei: "Gente, eu precisava desse convite, eu precisava escrever esse livro". E é um livro que eh ressignifica a minha infância de criança preta numa escola particular, majoritariamente de alunos brancos. Uhum. Né? E é uma forma de ressignificar essa minha história e exaltar eh a existência de pessoas pretas e como a personagem do livro ela lida diferente com a situação que eu Vivi, né? Só que hoje
ela tem ferramentas, hoje ela tem uma família que acolhe, hoje ela tem representatividade, né? Então, diferente do que eu vivi, eh ser uma das poucas crianças pretas numa escola de crianças brancas para ela não é nenhum problema. E se alguém vê o problema, ela entende que o problema é daquela pessoa, né, do do olhar daquela pessoa e e que o problema não tá não tem a ver com ela, né? Então é um livro que que é Basicamente sobre isso, né? Um livro antiracista que exalta a existência de personagens pretos, né? De pessoas pretas e uma
forma também de ressignificar essa minha infância numa escola particular com crianças, né, majoritariamente brancas da cor que eu sou. Qual é a editora? Matrescência. Matcência. A gente acha nas boas livrarias do do ramo? Sim, nas livrarias não, você acha na na internet e no próprio site da editora. Tá que é Importante, né? Samara entende bem disso. Você tem? É claro. Samar entende bem. Agora e a gente mostrou aqui no vídeo, você e o seu marido que fazendo uma cena e tal, ele fazendo Mário Sérgio, né? Sérgio Carolino. Sérgio Carolino. Falei isso. Não falei Sérgio Carolinho?
Eu falei isso. Você tá louca? Er, ouviu errado. Certo. Exatamente. Só que ele tá interpretando um pai relapso, mas na real ele faz a ele divide com você as Tarefas. Não divide você. Você Ah, ele ajuda. Ele até ajuda. Ele até ajuda. Louco. Ele não é louco. Não é nem louco. Não, é só um personagem, né? E ele parou de receber rate por conta do personagem. Hoje as pessoas entenderam que ele só tá representando a maioria, né? E é muito dos pais, dos homens. Andressa, e o seu o seu o seu público identifica muito com
isso, né? Os homens te tá com rate? Pior que não. Não, não, não. Inclusive, às vezes, quando Encontro alguém assim e fala: "Ah, minha esposa encaminha muitos vídeos sérios." Eu faço muito isso com meu marido e ele só me fala assim: "Mas ela exagera um pouco, né?" Não, não. Ela ainda tá pegando leve. É, eu é porque ainda tem essa, né? A gente tem que educar filho e educar marido, né? Nossa, porque tem que educar mais trabalho. Tem é Não tem que nada. Você tem toda razão. Falei errado. Você tem toda a razão. Eu não
falei nada Certo. Toda a razão. É outra geração. Eu também pensei. Tem que não tem que nada. Claro. Agora os seus vídeos, Andressa, eles tem muito humor. Isso eu acho genial. Você acha que assim que o humor é uma ferramenta? É necessário manter o humor sempre como aliado para chegar mais rápido essa mensagem assim pro pros seguidores? Com certeza. Eu acho que o humor ele conecta e ele tem esse poder também, né, de de fazer a mensagem chegar de uma forma que a pessoa não Repila, né, aquela mensagem, porque ah, tá rindo, mas o a
reflexão de alguma forma tá sendo penetrada ali naquela pessoa. E eu acho que o humor, né, para mim também é um escudo, porque eu sou uma pessoa extremamente tímida. Ó, bonitinho. Não, eu li que você tem fobia social. Eu tenho fobia social. Você tá bem medicada? Você tá medicada? Medicadíssima. É verdade. Ela tava toda quietinha. Nossa, começou a falar, a gente consegue Parar ouvir uma coisa, né? É. Não, mas é exatamente isso. Eu, né, fora de cena, tô no meu casulo e aí depois eu me abro. Mas é é isso, né? Eu acho que o
humor ele tem esse esse poder, essa capacidade de furar bolhas também, né? De falar para quem está na nossa bolha é muito nem precisa, né? O importante é a gente sair dessa bolha e furar outras bolhas. E o humor é muito sério, gente. O humor é uma coisa muito séria, porque toca em situações, toca humor, fala de cois Coisas políticas, fala dessas situações da gente, de uma seriedade que chega mais. Vamos ver mais um exemplo dos seus vídeos. Vamos lá, por favor. Adoro. Você sabe o que que é uma surra? Que que é uma surra?
É umas [Música] palmadas. Coça. Uma coça. Ah, que que é uma coça? Que eu tô coçando. Que você tá coçando? Entendi. Sabe para que que Serve isso aqui? Para botar na cintura. Faz pr quê? Aqui. Você sabe o que que é castigo? Castigo. É. Isso aqui serve para quê? Para botar no pé uma chinelada. Um chinelo. É um chinelo. Aí a gente pega o chinelo e faz o quê? Colocando no pé. Que que é isso aqui? Ai, que demais, Andressa, que coisa linda, gente. Você acha que a que a sociedade tá optando optando por uma
Educação não violenta ou ainda falta ainda? Ah, eu acho que falta muito. Eu acho que falta muito. E eu vejo isso quando eu posto esse esse tipo de conteúdo. Tem as pessoas que, né, se se interessam, se familiarizam, mas a maioria ainda tem os seus questionamentos, porque de fato é uma forma diferente de você ver a relação entre pais e filhos. Mas mães e e pais, muitos. Sim, sim. Que coisa louca, né? Porque eu achei que era coisa da nossa Época assim. É, exatamente. Você vê vídeo, né, vídeo em que as crianças são expostas, ridicularizadas
e se você olha os comentários, é, mas porque não bate, era só uma coça. Falta de camada. Exatamente. Então assim, você vê que a maioria ainda carrega esse esse pensamento de que castigo físico é o que vai resolver, é o que vai fazer a criança aprender, né? Tem aquela ah, se não se não apanhar em casa, vai apanhar na rua. É, é, não. Então, tipo assim, Apanhar tudo bem, desde que em casa, desde que eu esteja batendo. O problema é o quê? É, é, é, é o que a criança vai apanhar. Pelo contrário, você até
legitima uma violência e ensina pro seu filho, seu filho que é naturalizar, apanhar e bater. Eu que crio meninas, eu tô super atenta a isso porque tá num relacionamento aí, cara, pega pelo braço, acha que tá tudo do bem. que termina, joga a latinha na parede, tá tudo bem. Se tem esse exemplo Dentro de casa, então até leva pra sua vida adulta essa naturalização da violência dentro do Andressa, você é o máximo. Sou muito sua fã. A gente vai continuar falando que aqui é para esse moderinho falar todo junto, hein? Fobia social lá lá na
tua casa aqui não, aqui não fala pr caramba, minha minha irmã querida. A gente continua falando, tá bom? Meus amores, a gente vai dar uma paradinha pro intervalo rapidinho e no próximo bloco a gente conversa com essas Queridas, lindas, maravilhosas Renata e Marcela Ciribelli. A gente volta já já. Beijos. [Música] E a gente tá de volta com o seu sem censura, que hoje faz uma celebração às mães. E lá vem uma dupla de mãe e filha incrível que eu amo essa mãe. Então, Nossa Senhora, minha parceira, ó, aprontamos muito no trabalho, na vida, porque ela
era uma jornalista talentosa, super mega hiper inteligente, gata e Muito bem formada. Ela tá na TV como repórter do Fantástico e na internet como apresentadora do podcast Prazer, Renata. Bom, a Renatinha foi mãe aos 25 anos dos gêmeos Marcela e Rodrigo. Renata Ciribelli puro sorriso e orgulho, porque ela tá aqui hoje com um dos filhos, a querida, linda, inteligente, mas é uma potência essa menina, menina pra gente, né? Mas essa mulher Marcela Ciribelli, que foi eleita uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina, né? Pouca coisa, não. Ela é uma referência grande para as
mulheres como empreendedora, escritora e criadora de conteúdo. Ela é fundadora e diretora criativa da plataforma Óbvios e autora do livro Aurora, o despertar da mulher exausta. Esse livro foi dedicado ao prêmio Jabuti em 2023 e agora eu vou virar a cadeira para essas duas lindas. Meu amor, minha lindeza. O que tá o que tá, Marcela? Menina, nem fala. Eu acho que a última vez que eu vi, Marcelo, foi Quando eu entrevistei você e os seus filhos, eles eram crianças. É, olha, acho que eles tinham 5 anos agora. Olha, Marcelo, gente, o que tá de beleza.
Calma, a gente se encontrou no baixo G uma vez estado que a gente tava. Meu Deus do céu. Baixo Gavio. Você não pode me cobrar, Marcelinha. Eu já falei pros meus filhos, agora é neto. Busque vovó no baixo g. Renato, você foi mãe, moça. Quer dizer, Na nossa época não era, eu fui aos 20, você foi aos 25, né? Eu fui mãe aos 20. É, mas você foi mãe de gêmeos. Nossa, como é que ser mãe, uma mãe jovem e logo de dois ao mesmo tempo assim? Foi uma loucura. Foi um atropelo. Ah, posso falar
isso na frente da Marcela hoje? Tô preparada. Eu tenho terapia. Marcela tá preparada. Olha lá, olha lá o tamanho da meu Deus do céu, gente, que coisa gostosa. Sim, a minha mãe conta, Rodrigo, meu Deus. E sempre lendo, né? Como ser mãe, né? Deve ser alguma coisa assim. Olha só isso. Socorro. Meu Deus. A uma criança com duas crianças, né? É uma criança com duas crianças. É uma criança com duas crianças. Olha só que incrível. Minha mãe fala que eu saindo da maternidade, eu não lembro direito disso não, ela fala que eu chorava com um
filho aqui, um filho aqui, eu não vou conseguir criar. E choravaindo, mas eu não, mas eu virei uma coisa, uma coisa louca. Você sai com duas crianças E agora? Que que eu vou fazer na minha vida, né? E eu não deixava ninguém chegar perto. Não queria que ninguém me visse uma amamentar. Acho que foi uma uma certa certa depressão pós-pato. Sabe que eu não queria ninguém por perto, eu queria ninguém. Aí a família organizou, agora vai ao cinema depois de um mês, dois meses para você sair de casa, né? Eu lembro que eu fui ao
cinema, eu chorava que eu queria voltar para É, mas isso daí eu até entendo, né? É, é muito, A gente vira muito bicho, né? Vira bicho, vira totalmente. É uma coisa animal, né? Da gente assim, a coisa, esse sentimento matern, esse instinto maternal, a gente vira totalmente bicho. Eu não acredito instinto. Você não acredita? Eu, mas eu acho, eu não, ai, eu não sei. Então eu vou mudar o nome instinto, uma coisa. Eu acho que é uma história de amor que porque isso é visceral, né? É, é visceral. Mas a questão dos tintos já é
meio histórica Em relação a é uma função que ela é designada tanto para homem quanto paraa mulher. Qualquer um pode, tirando amamentar, mas historicamente foi dado para a mulher para que ela fosse a única responsável. Então criou-se o mito do instinto materno. A gente fala do instinto animal, né, da da sua cria, né? Eu me sentia proteção, proteger, de proteger. Marcelinha, e você assim, você na sua infância, que que você lembra da sua mãe Como mãe? Era teve episódio, ela era brava. Marcela, olha que você vai apanhar já, hein? Ela dar uma palmada já, já
não pode agora. Ah, Cis, eu acho que tem uma coisa muito importante, é uma virada para mim, que é uma entrevista que eu vejo da minha mãe. Eu acho que ela tava ainda na TV Cultura, pode ser, São Paulo, né? São Paulo. E aí eu vi com, eu acho que eu tinha já uns 28 anos e eu a vi fazendo Essa entrevista com uma voz e uma menina e ela tava, acho que a gente tinha acabado de nascer ou a gente ou é um pouco antes. E aí eu vi a menina que me teve, ela
tava com 28 anos, não acho que você devia estar com 24. Eu tive você com 25. É. ou 26, não sei. Mas eu humanizei a minha mãe de uma maneira, eu começo, eu comecei a ver assim, essa menina teve duas crianças. Quando eu penso que eu com 34 anos, minha mãe se mudou pro Rio de Janeiro com dois filhos E tudo que ela proporcionou pra gente e como ela criou a gente, como ela, eu penso assim: "Meu Deus, que mulher falo isso para você sempre porque porque eu consigo entender, porque e é a minha lembrança
é de sempre ter para onde voltar. E isso para mim é muito bonito, assim, eu sempre soube que eu tinha para onde voltar e isso na minha vida inteira. É, mas eu já tô, é verdade, assim, porque assim, dá uma coisa errada, eu sei que a minha mãe, Mas a minha mãe não é aquela que, ó, o mundo tá contra você, não, tá? Os momentos mais difíceis da minha mãe, a minha mãe falou: "Levanta, vamos lá, vamos lá, você dá conta, vamos, vamos, vamos." A minha mãe é minha coragem. É, as duas arianas aqui. É,
exatamente. Então eu acho que essa é minha visão como da minha mãe, assim, ela deu conta, cara. E não era fácil. Ouvindo agora, ouvindo ela falasse isso, eu lembrei que a Renata tem, ela recebeu um prêmio Muito importante no jornalismo que é o Vladimir Herzog. As crianças tinham o quê? 2 anos. Olha, foi em 87. Primeiro, o primeiro elas não tinham nascido não. Mas você eh logo depois que elas nasceram, você também recebeu em 87 esse prêmio. Eles nasceram em 90. Ah, então nasceram 90. Entendi. 90. Porque eu tava lendo sobre isso, eu falei: "Como
é que ela com dois filhos deu conta e ainda foi premiada?" Porque é muito difícil. Ah, mas tiveram outros. Tiveram outros Prêmios. Que marav, mas a gente fala muito assim, eu acho que maternidade é uma história, é um amor de adolescente, né? Não passa nunca, né? aquele amor forte, né, sofrido. E eu tem uma coisa assim de de um amor que basta, né, assim, eu acho que o amor de mãe e filho é uma coisa, a gente acho que eu não me dava conta de que eu seria amada também. A gente acha que a gente
só vai amar o filho, né? É só incondicional, né? Só de Um lado, né? É, na hora que você começa a ser amada por duas crianças ao mesmo tempo. Gente, na época eu tinha eram 16 fraldas de pano por dia. E não tinha dinheiro para comprar. Já era do alfinete, tinha aquela fita que a gente botava, né? Isso era muito caro ser mãe e e tinha aquele lava fralda e ds aí ela as crianças vão crescendo. É uma é uma loucura. E um homem e uma mulher isso. Sabes o que eu ia te perguntar? Pois
é. pras duas até essa experiência de ter Dois filhos de gêneros diferentes. Sissa, eu me lembro o amamentar foi uma coisa muito linda para mim, porque eu podia fechar o olho, eu sabia quem era Marcelo, quem era o Rodrigo. Eu falei, não quero nunca mais na vida perder essa sensação, porque isso dizia um pouco da personalidade deles até hoje. É muito maluco isso, né? Que coisa incrível, muito viseral. Eu quero saber o que que o meu, como é que a Marcela é a menina e o menino, sabe? Mar Muito mais delicada. Eh, o Rodrigo não
saía nunca e chorava. Ele era sempre mais eh, mais ativo, sabe? Rodrigo é super, tanto que hoje ele é artista de circo. Maravilhoso, maravilhoso. E para você assim dessa essa infância com um irmão gêmeo de outro gênero? Eu digo que isso é o início do meu trabalho, né? Porque assim, se hoje eu trabalho com por e para as mulheres, é porque eu nasci num laboratório. Então, você crescer ao lado De um homem é você saber quais que são os sonhos que são resignados a ele e a você, quais são os elogios que são dados a
ele, quais são a você. E agora é uma experiência meio interessante que a gente tá chegando, que é também o envelhecer. Uhum. Porque claro, eu ainda sou muito nova, eu sei, 35 anos, mas existe um portal de uma sociedade que tem uma pressão estética e eu vejo meu irmão com umas permissões que eu não sei se eu tenho, tanto do cabelo branco, Tanto as rugas. Eu eu acho que agora tá entrando numa etapa muito interessante, mas o meu irmão e eu, ela sempre cuidava muito do Rodrigo, muito, muito. E eu eu vou te falar uma
coisa que é interessante de eh vai crescendo na adolescência, vai testando as minhas teorias, né? Aham. Porque aí o menino leva namorado para casa, tá tudo certo. E a menina levar para casa já era um pouco mais diferente. Olha, ol, né? E aí eu tenho que me testar por ele se eu acho tudo normal. Você vai passar por isso. Você tem passei sendo irmã, né? É. Então aí eu tenho que me questionar e eu tenho que vencer isso. Aí a Marcela foi um momento muito interessante de eu aprender até o feminismo e ela me coberava.
Fal, por que que o Rodrigo você não cobra de arrumar a cama que nem você cobra de mim? Você lembra disso? Eu nasci assim gente, é um inferno. Ela então você, ela foi me ensinando. Meus Filhos foram foi é muito uma troca assim, com certeza. de te ensinar, né? É a vantagem de ser mãe muito nova também, né? É, porque é diferente você engravidar como uma mulher feminista e na hora que você tem também, né? De novo, o laboratório, tá? Você banca colocar isso em prática? É, é isso. É, eu fui criada por uma mulher
feminista, mesmo que essa palavra não fizesse parte do vocabulário dela. E tem uma situação muito clara na minha cabeça. Eu aos 18 Anos, com carteira de habilitação, não podia pegar o carro do meu pai, mas o meu irmão aos 16 podia sem carteira. carteira é cara, é é é essa sociedade que vivemos e que ainda tem bastante disso, né? Agora eu imagina você mãe de homens se isso é muito mais difícil, porque Rodrigo era muito mais agitado. É muito mais agitado. Eu chegava em casa do trabalho, o Rodrigo já tinha dado três pontos, já tinha
caído. E a Marcelo certinho, Ah, hora de tirar, acabou tirar a fralda, Marcelo, a vai pro piniquinho, tudo certo. Rodrigo era escândalo, tirar chupeta. Brincadeiras de menino, são brincadeiras também mais agitadas, mas calma, não é só um menino, né? Era um ser humano que ia virar um acrobata de c contexto. É verdade. Gên, ele assistia, ele assistia a televisão de ponta cabeça. Fala, vai quebrar o pescoço, menino. Para. Ai, que maravilha, Renata. Que maravilha. E eu Acho que tem uma coisa também de filho, né? Eh, de menino assim que eu eu não sei, eu trabalhei
isso muito na na análise que eu diz assim: "Por que comigo eh respondem de vez em quando de alguma maneira assim: "Meus filhos são maravilhosos. Vocês conhecem, a não conhece, mas aqui todo mundo conhece. São maravilhosos. Eu acho que são pessoas, eu eu consegui fazer pessoas do bem, sabe? Eu vi seus filhos recentemente que vou vou contar no dia Do aniversário da cista, não tem coisa mais linda. É para mim é uma emoção, porque o amor deles, o amor, o carinho do desses dois meninos com você são são meus grandes amigos. Eu também hoje em
dia, assim, hoje em dia não, já há muitos anos eu comecei a a deixar me permitir aprender, porque de vez em quando você fala assim, vai tá meio metido a me ensinar coisa aí, olha lá só agora assim. Aí eu sou completamente rendida, aprendizada. Não, você me Rendo, assim e agradeço muito. Mas eu digo assim, eh eh menino, eu acho que tem uma coisa de deles reagirem por serem mandados por uma mulher também, porque tem uma coisa de machismo eh eh estrutural, entendeu? Assim. Assim, como é que quanto mais esse meio de pessoa aqui, sabe?
Mandar em mim, mandar em mim fogo da sua loucura também. É, é, eu tô falando assim já, já mais velhozinho, já adolescente, entendeu? Você não sentiu isso assim, Rodrigo? Quando assim te Encarar te mais do que? É, não. O Rodrigo é menos eh ele ele a Marcela ela é mais calma que o Rodrigo. O Rodrigo ele é um pouco ele, por exemplo, a Marcela nunca dormiu em casa, não avisou, né? É lá em casa. Imagina isso. O Rodrigo não avisava até hoje. Às vezes eu tenho que mandar mensagem para ele, me responde três dias depois,
mas eu já acostumei que é o ritmo dele, tá tudo certo, entendeu? em pânico, mas é diferente. Eles são Muito mais independentes da gente, eu acho. É, eu acho que querem essa se livrar de uma mulher, sabe como que dessa autoridade da autoridade de não aceitar ordem. Pode ser. Você sabe que eu nunca tinha pensado nisso. Talvez sim. De falar: "Não, eu sei tanto quanto você, né? Pode ser, pode ser, Marcela". Uh, nossa, que difícil. Coloco entre vocês dois que essa essa é a história da minha vida. É. É. Chegou um momento que a Marcela
falou assim: "É o seguinte, Que você tiver que falar com o Rodrigo, você fala com ele. Não é comigo, não me bota no meio daqu." Porque irmãos gêmeos não são irmãos normais, gente. É uma outra história. Eu não sei explicar. É uma outra conexão, é uma outra relação. E todo mundo na minha família entendeu que o caminho para falar com o meu irmão era comigo. Então eu já com os meus 16 anos e um pouquinho de terapia, sem entender, sem saber nomear, mas eu entendi isso. É uma carga mental. E aí Eu falei: "Olha, não
quero mais, eu não vou ser o filtro. Vocês querem falar algo pro Rodrigo? Com 15 anos eu fui inferno, né mãe? Com 15. Com 15 anos ela me educou muito. Sabe is você? Eu não quero ser sobrecarregada. Não sufoque a menina de 15 anos, não sufoque a artista. Mas você fala, né? Eu era muito questionadora, assim, eu acho que eu dei muito trabalho na minha adolescência. Muito questionadora. Muito Question. E o que que você viu na Renata desde dessa época de infância, de adolescência, que você de certa maneira se espelhou muito nela? Eu sei que
você não quis ser jornalista por muito tempo, mas você é uma baita comunicadora, assim como a Renata. O que que você via nessa época que desde pequenininha você já se demonstrava essa comunicadora? O outro era um artista circense e você comunicadora? Sim, eu lembro da Marcela leitora e o Rodrigo também. muito Leitores, meus filhos, assim, muito mais que eu. É porque era o pai também. O pai leia muito, né? A gente lia muito. É, ele dava livrinho. Era final de semana em São Paulo, a gente tinha em livraria, né? Eles só de lei. É, era
muito legal. Mas eu não sou essa leitora não. Mas eu não sou essa leitora que tá em casa. Isso aí é maravilhoso. Em livroses foram é presente pra criança é livros e ler juntos, né? O nosso programa era então vamos todo mundo pra sala e cada um abre Um livrinho. Ai que barato isso. Deu no que deu. Vamos mostrar já. É, tinha isso, era muito interessante. Eu jamais podia imaginar naquela época que eu ia ter eh que eles iam seguir por um caminho assim mais artístico, sabe? Os dois. Porque eu te confesso, eu falava: "Marcela,
acho que você tem que ser dentista." Dentista. É verdade. É verdade. Ela queria muito que eu fosse dentista. Ó, a Lília Teles, nossa amiga. Outro dia Tava eu e a Lília falando de filhos como, né? papo de mãe. Falei: "Pois é, eu queria que minha filha fosse dentista porque ela é assim independente, dentista ganha bem nunca." E a Renata, eu também a Lisa, filha dela, falava: "Eu não acredito que você queria conversar dentista. Minha mãe também é a Lisa, é amiga nossa, Lilia Tes." É grande Lilia Tes. Nossa jornalista incrível, maravilhosa. Você nunca quis que
seus filhos fossem Dentista, né? Não, eu queria que alguém fosse assim um um economista, porque eu não sei mexer com dinheiro em nada, nada de economia. Eu queria que alguém que tomasse conta das minhas coisas. Não faz sentido. Pois é. Na casa é tudo artista. Tom. Minha mãe queria os dentes, por exemplo. Não gastar com isso. Ai, que besteira. Um um boa limpeza. Mas te respondendo, eu realmente, olha, é uma é uma pergunta que eu respondo muito e eu tento Investigar onde que veio a semente disso. Eu acho que primeiro na nossa casa a conversa
sempre foi o grande programa. Então assim, a coisa da TV, por exemplo, não era tanto. O nosso entretenimento era conversar. Então a gente fala, fala, né, mãe? Como a gente fala? Deus me livre. Fala, fala, fala. E a minha mãe, ela, né, não vai falar, mas assim, minha mãe é uma grande apaixonada pelo que ela faz até hoje. Minha mãe tem uma matéria na semana para fazer. ela Começa a falar do que ela tá pesquisando e do que ela tá indo atrás e como que foi o bastidor. Eu acho que a paixão da minha mãe
pelo que ela fazia, eu acho que não é que ela me deu técnico, mas assim, é tanta paixão que eu acho que acaba passando um pouco. Acho que eu também quero amar isso. Mas eu fugi muito, Fabi. Eu tinha muito medo do que ia acontecer se eu fosse no mesmo caminho da mãe mesmo, porque a gente é um pouco parecida. É, eu tinha muito medo da ficar conhecida. Engraçado, né? Ah, ela falava: "Por favor, só não fica famosa". E ela ficou famosa, garota. Não é louco. Ela ficou. E para uma geração você é a mãe
da Marcela. Totalmente. Hoje em dia as pessoas falam: "Oi, Renata, adoro sua filha". Manda presente pra Marcela através de mim. Eu acho muito lindo. Mas, mas eu adoro isso, gente. Eu adoro ser conhecida como a mãe do João Velho, como a mãe do Tomás. Eu Amo cumprida, né? Missão cumprida. Agora, eh, a respeito de missão, você trabalhou muito desde sempre, como nós aqui todos aqui, mas assim, eu me lembro de Nossa Senhora, desde 18 anos que eu tenho a carteira assinada. E, e você sentiu a tal da culpa, Renata, em algum momento? Ai, porque eu
também que mais que sa que merda isso inteiro o tempo inteiro. E e mãe James tem duas culpas. Primeira culpa de trabalhar muito e não tá muito presente na educação, né? Essa Coisa depender da mãe aí, aí viagens, né? É viagens viagens. Aquela viagem que a gente conversou outro dia, que eu fui pr pra França pelo video, a gente trabalhava nessa mesma época, a Marcela, porque ela é, não é fácil não, ela me liga, eu ligo para ela, filha, tá tudo bem aí comovó? Pera aí, fala a idade só para amo Marcela. Gente, eu acho
que eu contei isso a isso. Ela tinha 32 anos. Você tinha o que? Sete para menos. Menos seis. Seis. Ela falava: "Mãe, e Que vem fazer a minha trancinha pro pra festa junina?" Falei: "A sua avó faz, ela não sabe fazer a trança". E eu chorava, eu me sentia a pior mãe do mundo. Eu tô perdendo o momento de fazer a trança da minha filha pra festa junina da escola. Isso é culpa de mãe, né? Vocês também tem. Você sente Samara? Você sente? Não, porque eu tô em casa o tempo inteiro. À vezes tenho culpa
que eu não saio. Meu filho vai levar pra terapia. A minha Mãe passava o tempo inteiro ali lambendo a gente. Ou seja, vai pra terapia de qualquer jeito. É, vai. Não, mas essa culpa é uma, mas é uma coisa meio normal pra mãe trabalho. Não deveria, né? É, mas eu acho que a sua geração alivia mais e a nossa geração é mais pesada. Nossa, mas você sabe que até hoje o agora, olha só, o João tá com 40 anos de idade, gente. Ele lembra de um dia que ele foi se apresentar no colégio com uma
bandinha de música aonde ele Tocava, eu acho que era triângulo. E eu não fui assistir, gente. Mas isso era um dia das mães. Olha só, a gente tá comemorando aqui, celebrando amanhã dia das mães, esse final de semana. E esse e e eu não pude, eu tava gravando. É, mas não tinha como ir. Ele até hoje lembra disso. Isso me dá uma dor no cora. Até hoje eu digo: "Filho, filho terapia vai tratar isso. É um trauma novo, pelo amor de Deus. Não, mas ele lembra. Gostei disso. Vai para me sacanar. Não é, não é
mais que não é naquele realmente cita isso mais hoje em dia, mas é assim aquela na vez da bandinha lá que eu toquei treinando, você não foi tem a brincadeira de Barbie também, né, que você sempre conta. Nossa, isso é horrível. Na época do video show também eu tinha que sair correndo, sempre correndo, pegava o carro, saia correndo, sempre correndo Ali ali e saia correndo. Aí Marcelo tava brincando com com a boneca, com a Barbie e e ela a Barbie dela, fiquei olhando assim, pegava o carro, tô com pressa, tchau. Isso aí a Barbie dela,
a brincadeira da essa falava, eu cheguei na redação do víde show, é da Angela Sand, eu chorava, gente. Eu chorava tanto. O Fred lembra disso até hoje. Fredoca Fredioca. chorando. Meu a Barbie da Marcela né Renata? A gente teve filho Uma época que não tinha celular. É. Então a gente sai para trabalhar, cara. E era pedir o contato. Mas eu acho que não tinha parava no orelhão para muito bem lembrado que você fala assim, parece que um celular hoje ser mãe hoje é diferente, gente. Celular tem suas vantagens. É, a Renata falou uma coisa que
eu que eu concordo com ela. Acho que a culpa é muito da geração de vocês. Não que eu não tenha culpa, mas eu sou muito feliz trabalhando. Então, ter um filho De se meses em casa, tá OK. Eu tenho que trabalha. Sim, mas é, vocês t hoje uma rede de apoio das mulheres mesmo que a gente não tinha não, entendeu? Nossa mãe ainda assim separada, né? Tinha uma coisa assim, olha, tem que dar conta da mãe, tem que dar conta de tudo. A gente tinha que dar conta de tudo, Cissa. Tudo. Eu tô, a minha
mãe só fala, mas eu fico com seu filho se você mandar junto com a babá. Eu digo, mas não tem a babá. Eu tô pedindo para você. Porque não tem Babá, vamos entender. Não, eu era tudo assim, ó. Eu eu tava chegando num um ponto de de cansaço, eu não tinha dinheiro para colocar os dois na escola. Aí o Rodrigo foi pra escolinha e a Marcela ficou em casa porque tinha que ter alguém cuidando. Ó, tá vendo? Porque é dois de uma vez, os dois andando juntos. E a culpa é como eu falei, qual o
trauma que eu vou ver lá na frente? Nenhum, né? Eu nem lembro. Exatamente. Lembro da Separação nossa. Não lembro mesmo. Lembra como é que a gente a gente fica mais de, né? Você não lembra da trancinha, filho? Elas vão fazer uma sessão terapia. Samara, vamos continuar conversar com essa aqui. Não lembro da trancinha, mas lembro que eu fiquei doente. Ela ficava doente. Deixa eu puxar a Marcela para um c porque ela tem um um podcast que é um dos mais ouvidos do Brasil, né? O Óbvos, que dentro do Óbvos são quatro podcasts, Né? O Bom
Diabus você apresenta, mas tem o Correelas, tem o Chapadinha de Odorfina, né? É um canal. Com a sua experiência como comunicadora, o que que você tem e observado? Você já entrevistou muitas mães, o que que você tem observado dessa mãe contemporânea? É muito interessante, né? Inclusive na nessa semana, no episódio dessa semana, eh entrevistei a Carla Tenório, né, que começou todo o movimento sobre mãe arrependida e eu acho que talvez Linda, não. A figurinista da Marcela merece palmas, mas é ela merece palmas. Olha só ela, olha a cara. Ai que coisa linda. Olha quem merece
palmas é a Renata que fez ela. Bonita. Mas fala, fala amor, fala. Primeiramente obrigada, né? Eu acho que talvez eu não são muitas coisas, né? Mas acho que tem uma coisa muito latente das redes sociais e as mães, porque a gente veio de um movimento que primeiro a maternidade era hiper Romantizada, depois a gente chega com uma maternidade que tem eh vieses mais conectados com a realidade. Também não gosto de falar maternidade real, acho que tudo é real. E agora a gente passa a ter, eu acho que um um confronto com o possível e o
ideal, com aquilo que é mostrado como vitrine nas redes sociais. Então eu acho que tem uma exaustão materna de tentar performar uma maternidade que talvez só funcione pro Instagram. Vou dar um Exemplo prático. Então, uma amiga minha que tava entrando em colapso, porque hoje o que tem que fazer é sai do peito pra comida. Não pode ter chupeta, não pode ter mamadeira. E ela tava colapsando. A a filha dela não parava chorar, ela tava no completo colapso. E aí a própria Carla falou isso. Não vai dar para ter um molde único maternidade. Você vai ter
que ter nuances. E e a questão da de a rede de apoio, muito se fala sobre, ah, a mulher tem Que aceitar a ajuda. Você sabe ajudar as suas amigas que são mães, sua irmã que é mãe? Porque eu tenho uma uma grande amiga que é a minha editora também, ela tem os gêmeos. Beijo, Olívia, beijo Joaquim, Marisela. E elas falam: "É bom que você entende o papel, porque não adianta nos chamar para jantar e ficar sentadinha no jantar. Se você me chamou para jantar, eu preciso que você pegue a criança. Eu pego, né? Pego
a criança. Eu tô ali para Aliviar a mãe e não para socializar com a mãe. Então acho que a gente tá na numa numo momento de conversa, sabe, Fabi? e que cabe à sociedade entender que o maternar é criar um cidadão. Então, é claro que a Samara é mãe das filhas dela, mas se ela chegar com as filhas dela perto de mim, eu também tenho uma responsabilidade daquilo que eu vou falar na frente delas, de como eu posso aliviar o cansaço dela, porque e mesmo não sendo mãe, essa elas vão ser cidadãe Mundo. Sim. É
aquela questão da aldeia, né, para criar uma criança, né? Precisa de uma aldeia para criar umas uma criança, né? Renata, escutando assim agora a Marcela falando tão bem a pergunta que a Fabi fez para ela assim se ela tinha se inspirado em você, você se inspira nela hoje em dia? Porque ela ela é danada, né? Muito muito nela e no Rodrigo, tá? Então eles foram me ensinando, sim, eles foram me ensinando na vida tudo. O Olhar. Me ensinaram o que que é um relacionamento tóxico, me ensinaram o que que o que que era dizer não.
Me ajudaram a a até assim, não, isso é insegurança sua. É muito muito curioso isso. Aí que eu acho legal quando entra amizade, né? Porque eu nunca deixei o meu papel de mãe e filho. Eu acho que é isso, mãe e filho. Eu nunca fui amiga sem deixar de ser mãe. Era uma coisa assim também terapeutizada, né? Porque eu me separei, Vim com eles para cá. Aí eu falei: "Agora tem que ser uma família de três. Sou eu, Rodrigo e Marcela, né? E na hora que eu me separei era um momento mais difícil assim, você
ficar com dois filhos, nem pro Rio de Janeiro, né? Eles com 10 anos. E aí eu acho que começou uma coisa muito bonita de nós sermos uma família nós três, entendeu? Não preciso de um homem aqui. Tanto que depois eu até casei de novo, mas nunca precisava, mas a gente Deu conta. Ai gente, muito maravilhosa. Tá bom, a gente deu conta, então. Mas a gente fez um pouco a nossa era bonito, né? Assim como a gente sempre dividiu tudo em casa. É, então a gente confesso que eu fui fazer um, foi terapia de família que
eu fiz com os filhos. Falei: "Como é que eu organizo essa família?", entendeu? Vocês fizeram muito bem, muito bem. É, isso deu muito certo, assim, eh, eu acho que essa união Assim de E aí sim eu passei ser ter uma relação muito de amizade. Agora, Marcela é brava comigo, eu tive que aprender muita coisa. É muito brava comigo. Sim, brava. É mesmo é muito brava de castigo. Ameaça, bate, bota de castigo. Tudo errado que a gente faz. Tira o celular dela. Tira o celular dela. Amei. Tira óbvias dela. Chega dela. Esse podcast agora falando Podcast,
como é que faz a estreia do podcast? Prazer, Renata. Eu me lembro de você me contando lá na Bahia, assim que você tava com vontade de fazer isso, você me contou. É, foi lá atrás. Agora a gente até parou de gravar já faz um tempo, mas a gente tem 100 episódios ali que é para você falar sobre prazer feminino. Então é é muito interessante. E é, mas é prazer feminino entre diferentes gerações. E como e como é? A Marcela teve um papel Aí. Marcela olha o Samara. Lembro Samara. Eu lembro desse dia. Então, porque o
bacana de reunir diferentes gerações é faz parte desse aprendizado que você falou: "Marcela, te ensina bastante?" Meus filhos me ensinaram bastante por essa troca geracional, né? Porque eu comecei a entender que o mundo tava mudando. Por exemplo, quem eu cheguei, eu fui correspondente de Nova York, a gente se viu lá. Quando eu cheguei de volta, Marcelo falou: "Mãe, Você tem que fazer um podcast". Falei: "Não, eu ouço podcast, eu ouvia lá, né, de de programa de rádio." Ela falou: "Não, você tem que ter um podcast, você tem que fazer um podcast". Ela que me convenceu
a fazer a sugerir um podcast. Que gente. E e assim, eu me apaixonei porque essa coisa de você entrevistar sem a imagem, sem se preocupar com a imagem, aperfeiçoou muito até a entrevista, né? As pessoas aí pegou a pandemia, né? Que as pessoas estavam em Casa, estavam ouvindo muito mais. Foi muito bacana esse essa experiência. Agora, agora vamos vamos falar dessa coisa do de a gente tá falando de sexo, pode fala sobre a os versos prazeres das mulheres, né? Eu queria saber como é que foi essa essa conversa, por exemplo, com seus filhos sobre sexo.
Com o Rodrigo muito menos porque ele me procurou muito menos. Talvez eu tenha ficado devendo um pouco. Não soube lidar isso na fase de menino. Acho que foi uma coisa com ele. Agora, Marcelo, mas essa aqui te perguntou que ah, eu ia com todo assim, porque assim, vamos lá. Eu tinha 12 anos. Minha mãe tinha um quadro no Fantástico chamado Elas só Pensam nisso, gente. Vou levar uma célula para você essa mãe despudorada. Eu acho que eu tenho espaço e na dúvida eu vou perguntar. É, mas é muito diferente, né, você falar assunto geral, A
teoria do que você pensa que você acredita. Aí você tem que aplicar. É. É. né? Então é por isso que eu te falo que ela me desafiou, me desafiou meus valores o tempo inteiro e com isso eu fui aprendendo a me posicionar, né? É, é interessante. É, eu acho que é e a questão da sexualidade é muito engraçado, porque eu tava muito à frente das minhas amigas, mas muito à frente, justamente por conta das conversas da minha mãe. Então eu lembro, né, que eu Estudava, estudava com Rafael, né? Eh, e aí eu cheguei, porque minha
mãe tinha falado isso para mim, nem lembro, nem sei se você lembra disso. Falei: "Olha só, conversei com a minha mãe e é um absurdo os meninos não dividirem a pílula anticoncepcional com a gente, porque é do interesse dos dois que ninguém tenha filho, então não tem por só a gente pagar". E você tinha 12 anos? Não, não, calma. Também não, ainda não tinha, não era sexualmente ativa. Eh, Mas acho ele com 16, 17 anos. E aí vamos lá, tem que dividir. Então eu claro, perfeito. E olha que chocante s, eu falei isso outro dia
dentro da óbvias com meninas que hoje tem 20 anos e elas nunca tinham pensado nisso. Então a minha mãe tava muito à frente, mas muito à frente. E aí eu fiquei meio desbocada também, né? Adora. Graças a Deus. Graças a Deus. Eu queria retomar um assunto. Você falou assim agora brincando, bota de Castigo. Como é que hoje é visto castigo? Porque eu fui, tive muitos castigos, assim, eu ficava sem videogame, eu ficava sem televisão, eu ficava sem ir na festinha. Como é que hoje a gente pode colocar uma criança de castigo nessa coisa de é
de educação não violenta? Isso funciona ainda? A Marcela falou que ficou muito de castigo também. É que já é outra geração também. Exatamente. Como é que é? Andressa falou uma coisa interessante aqui no no Intervalo. É, eu acho que o o castigo ele é mais uma forma dos pais se vingarem, né? porque eu não acredito que ele tenha um efeito educativo. Eu acho que o diálogo é sempre o melhor caminho, mas eu acredito que a consequência de um ato da criança, né? Por exemplo, a criança quebrou um brinquedo que você já tinha falado para ela
várias vezes que se ela brincasse daquela forma ela ia quebrar e ela insistiu e quebrou. Pronto, agora você vai ficar sem esse Brinquedo. Ah, eu quero outro. Infelizmente eu não vou te dar. Mas como é importante que as crianças, o que as crianças veem, né, na televisão, lembro que na época a Marcela também foi educada em plena época do do castelo Ratimbum, que é maravilhoso. Sim, maravilhoso. E aí era não, por não? Não não é resposta de o personagem. E eu eu trabalhava na TV Cultura nessa época, eu cobria, tava fazendo documentário. Então Tudo eles
me questionavam, não é resposta. É por não? Você ficou com ó castel. Não apareça um Nino na minha frente. Eu quero mostrar o livro da Marcela Ciribelli, Aurora, o despertar da mulher exausta. Me fala aqui, Marcelinha, você logo no seu primeiro livro, nesse livro daqui, gente, ela recebeu a indicação ao prêmio Jabuti. Olha essa garota que danada que é, ó. Conta pra gente. Editora. E é bestseller, tá? Collins. Hopper Colin. Hopper Collins Brasil. Bestseller, gente. Ai que adoro o livro marcado. É, adoro. Marco tudo. É marco tudo. Eu adorei porque assim, eu vim dizendo o
João, meu filho, me imita que assim, eu tô exausta, eu vivo exausta, gente. Somos exaustos. Nós somos exaustas. Como é que foi que você jovem assim já descobriu o despertar da mulher exausta? Bom, ali quando eu escrevi a Aurora foi em 2000, eu escrevi entre 2020 e 2021, então casa Perfeitamente com a questão pandêmica. E eu já tinha dois, 2, tr anos de podcast e eu vinha já com essa tese de que existe algo em comum com a gente. Existem dores coletivas que a gente tá insistindo em tratar na terapia, como se fosse algo pessoal,
como se fosse nossa responsabilidade resolver. Só que dores coletivas são estruturais. Se todas as mulheres estão exaustas, não é, não é fazer ai, faz exercício físico e toma suco verde. Não. Existe algo de Cobrança, existe algo em tudo aquilo que a gente consome que tá nos deixando no limite da exaustão psíquica. Então eu peguei esses muitos episódios do podcast e comecei a separar esses motivos de exaustão por alguns pilares. Então tem desde a relação com as com as tecnologias, o trabalho invisível das mulheres que tava escancarado. trabalho invisível das mulheres grandes, boa essa que eu
tenho tenho muito orgulho do jabuti, mas talvez o melhor dia da minha Vida profissional foi o dia da redação do Enem que eu recebi centenas de mensagens de meninas que tinham me citado na redação do Enem. Ai que barato, Marcelinha. Legal. É, eu não, assim é, né? É muito bonito conseguir ajudar as mulheres no momento desse. Exatamente. Foi o tema da redação do Enem. Como era o tema? O trabalho invisível das mulheres. Ah, era o trabalho invisível das mulheres. E os meninos foram muito mal. Nossa Prova. Por que será? O que será? Será? Que legal.
E eu sigo eh com esse trabalho, né? Continuo com podcast, mas aí para pro segundo livro, que é Sintomas e O que mais aprendi quando amor me decepcionou, eu resolvi desconstruir como um todo o que nos ensinaram sobre o amor romântico e por que tantas de nós nos metemos em relações violentas em muitos cenários. Então, não é só violência física. Sim. E não é só violência física direta, mas a Gente tá falando sobre eh relações violentas emocionalmente, tá falando sobre essas relações e até essa cultura que eu comecei a tratar no livro da cultura da
espera, né, que é esperar que o outro mude, esperar para que ele esteja pronto, esperar porque essa relação vai melhorar e é claro que a gente vai implodir, claro, porque a gente aprendeu, na verdade, que a gente vai ter que se fazer o tempo todo eh desejante performar e a A gente tá nessa Era da mulher de boa, né? A gente tem que ser de boa. A gente não precisa de compromisso, a gente não precisa de nada sério. Ninguém mais é monogâmico, o que é um desrespeito, né? Com toda a discussão da não monogamia, porque
é muito mais complexo do que isso. E aí é isso. Estou lançando o segundo livro. Cis, tomara que você goste. Eu tô encantada. Você olha, fez um belo serviço. Ai, que bom. Olha, gente, mas não dá mais para deixar de Castigo. Tira essa falou: "Tira o celular, tira o celular". Tira o celular. Você viu no que deu? Eu preciso agradecer ao Fantástico, a TV Globo, ter liberado a minha querida Renata. Gente, quando ela entrou no video eu implicava, fiquei com ciúme, né, que era só eu Miguel. Aí me traz tem que trazer uma de São
Paulo, jornalista. Eu não sou jornalista, sou atriz incrível de São Paulo, TV Cultura. Trouxe aí eu chamava a Renata Ciguela. Não, e não. E legal era ter coragem até hoje de falar que não é jornalista, né? fazendo uma vista aqui. Minha ciguela, eu te amo. Parabéns. Que trabalho que você fez. Que mulher incrível. Obrigada, parabéns. Obrigado. Você não imagina, meu amor. Olha, a gente vai pro intervalo rapidinho, mas eu volto já com essa atriz maravilhosa, essa mãe, essa ativista incrível que eu adoro, minha amiga Samara Felipo. E o seu olhar sobre o papel da mãe
hoje. A gente volta Rapidinho. [Música] Beijo. E a gente tá de volta com o nosso sextor sobre maternidade. E agora o papa é com ela. Atriz, influenciadora, podcaster e mãe solo. Aliás, ela não romantiza nada a história da maternidade sem papas na língua que eu adoro. Samara Felipo tem se destacado nas redes sociais, gente, por falas diretas, sinceras, sem tabus. E além disso, Samara é uma grande aliada na luta Antirracista. E por isso eu vi da minha cadeira para você, minha querida amada. Para, que saudade que conta com a gente, a gente já aprontou também,
né? Não, a gente não. Ela é mais novinha, mas a gente saiu juntas, a gente viajou. Maravilhoso. Samara, você fala muito sobre a maternidade, você tem duas filhas e você fala sobre as responsabilidades e você gosta da função de ser mãe? Então, essa Minha fala foi muito criticada, né? É, e vai meio no caminho do que a Andressa começou a falar sobre como ela começou a viralizar e a e a explorar, né, esse lugar daaessa maternidade. Você fala real, mas é da realidade de cada um. Aham. Então assim, quando eu eh tem uns anos, tem
uns 7 anos assim, fiz um post falando assim: "Ah, eu amo não sei o que lá, mas odeio não sei o que. Eu amo não sei que lá, mas eu odeio não sei o quê". Eu amo as Minhas filhas, mas não gosto tanto de ser mãe. Isso foi de um uma polêmica que eu fiz. What? Por que que isso foi tão polêmico? Por que que eu não posso gostar de algumas funções dentro da maternidade? E também eu falo de um lugar de uma maternidade solo. Sim. Entende? Um lugar onde eh eu carrego, um o pai
ele foi viver o sonho dele, tá lá nos Estados Unidos, foi campeão. N n nã. para enquanto eu tô aqui cuidando dos filhos. Então, alguns sonhos eu tive que Botar aqui, ó, pro ladinho, sabe? E e a naturalização desse homem que vai em busca dos seus sonhos é agressiva na sociedade que a gente vive. Então, eu comecei realmente a falar porque eu tava cansada e não só cansada, porque eu eu tenho todo o meu privilégio, reconheço meus privilégios de ter uma rede de apoio paga na época. Uhum. Mas a carga emocional de ter que dar
conta de todas as demandas do remédio da do que tá doente, eu outro dia, agora a Pouco, eu tô com uma de 15 agora e uma de 11, eu tava refletindo sobre a minha culpa de não est em todos os lugares que eu tenho que est, essa coisa da festinha, porque agora uma tem apresentação não sei aonde, a outra tem o jogo de vôlei, a outra tem o jogo de handball, a outra tem o jogo não sei que lá e e eu tenho que em algum e suprir essa ausência que talvez ela queira que tem
ali de alguém que ela ama, sabe? Então eu comecei a Realmente a reclamar. Uma mulher reclamar na sociedade é um absurdo, né? É um absurdo. Uma exausta. Exato. É a chata que só fala disso e que Inclusive eu vou estar aqui falando disso. Vai tá ela falando lá disso de novo. Fala mesmo. Samar fala mais que tá pouco agora. Mas, mas teve, mas eu vi que que eu li esse teu post e eu te acompanho, mas também teve várias mulheres que te acolheram também, que entenderam, né? E aí eu mesmo na contramão disso ou não
ou A favor, são mulheres que obrigada, eu também não gosto dessa função, mas eu amo incondicionalmente os meus filhos. Exato. Eu tirei uma tonelada das minhas costas, Samara, eu não me sinto um monstro. Agora, houve essa validação e essa identificação com a minha fala, sabe que para mim é o que valeu, que valeu pra Marcela lá da do Enem das Meninas, vale para mim quando eu trago mulheres eh olhando para esse serviço, esse trabalho invisível e que elas tudo Bem elas reclamarem, elas têm direito de reclamar, só que aquela coisa, eu reclamo, mas eu resolvo.
Sim, sim, exatamente. Por que que nós mulheres não podemos reclamar de tirar a nossa liberdade, filho tira. É, é, exatamente. E os homens não sabem o que é isso. Eu tive uma coisa semelhan com você também. O pai de um dos meus filhos lá, não é? Também uma hora resolveu embora para outro país. Aham. O Rafael tinha um ano, ele foi seguir o sonho Dele. Imagina se fosse o inverso. Imagina, imagina se fosse o inverso. Eu sigo várias mulheres que falam também desse mundo invertido, dessa outra perspectiva. Que imagina quando você vê um vídeo sobre
uma mulher falando: "Não, mas eu fui embora, deixei com os pais, veja de vez em quando é uma quase criminosa. Não vira quase uma criminosa. Como é que abandona os filhos?" Agora, Samara, uma pergunta. Como é que ficou a mulher Samara pós Separação com filhos? Ai, cara, é uma reinvenção, né, de vida. É um, é se reencontrar, é se reinventar, é se reconhecer. Eu digo que eu gosto de dizer que é maternidade é morte e vida, né? A gente fala do luto, né? Você fala do luto. É uma coisa que fal importante viver esse luto,
enterrar essa mulher tá ali. Há uma mulher que se enterra de qualquer maneira. Eu sou uma, sempre fui muito livre sair de beber, de pra Balada, de viajar, de botar uma mochila nas costas e ir. E a maternidade faz, te prende aqui e aí você enterra essa mulher, deixa ela ali. Mas é muito bonito ver, você tirar a terrinha de cima e devagarzinho e sabe, levantando e tirando essa roupa preta e vê essa mulher renascer. Eu fiz até uma peça, né, com a Carol falando mulheres que nascem com os filhos, que é sobre toda essa
trajetória do a culpa de engravidar, a culpa de não engravidar, a Culpa de da de como você cria seus filhos, a culpa de não ter culpa, porque não ter culpa é da culpa. Da culpa e falam aí, culpa nenhuma. Tô com culpa de não tá tendo culpa. É uma loucura. Eu tenho muita culpa de não tá tendo culpa. Você deve ter agora uma geração nova. Adoro Fizzinho. Nossa, mas eu eu preferiria o seu papel. É melhor. Não tem culpa não. E tem uma coisa, né, Samara, que você fala também que é uma que você falou
até agora um pouco aqui, Mas eu queria me aprofundar que é essa coisa de naturalizar esse abandono paterno, né? Como que que eles podem sair, seguir os sonhos e a gente tá ali dentro acumulando todos os trabalhos. Andressa, no caso trabalha em casa, mas assim, eventualmente eu tinha que fazer com serviço de casa, porque eu tava sem funcionária, sustentar, sustentar, quer dizer, a parte financeira, a parte afetiva, Amorosa, a parte educacional toda e e ser linda e amar fazer tudo isso. Sim. E amar fazer tudo isso. Amar, tem que amar. Tem que amar tudo isso
sem reclamar. É, é gente, só estando medicada, não tem outra opção, não tem. ou reclamando, reclamar, reclamar o tempo inteiro. Por quer que você falasse para essa coisa de naturalizar esse abandono paterno que as pessoas acham normal, né? É, a sociedade, isso é histórico, né? Foi incutido, a mulher eh Única, exclusivamente o trabalho com a casa, com os filhos, porque essa mulher que sofre, essa mulher que tá exausta, essa mulher que dá conta de tudo e que não dá, ela é uma boa mãe. Essa é a romantização. Você vai ser uma boa mãe. É o
famoso guerreira. Eu não sou guerreira. Guerreira chena. Eu tô exausta. As mulheres estão exaustas. E e o homem vai embora e se divorcia dos filhos também, né? Exatamente. Tem Culpa. Não pensem, não pensam nisso. Não pensam. Ah, não sei. Tem uma conta que chega também por causa que Mas chega, chega aí na sua idade, talvez. Sim, eu acho que E que bom que chega, porque aí eles vão colher os frutos. A minha mãe nem olhando pra minha cara. Não, porque, né, eu sou um eu sou suas filhas, entende? Assim, eh, e aí ele ficam um
pouco sem entender, ué, o que aconteceu? Por que que eu, por exemplo, assim, quanto tempo eu dormi? É, o que Aconteceu? Porque assim, eu hoje eu me mudei pro Rio de Janeiro recentemente. Um dos motivos é para est perto da minha mãe, porque se ela precisar de mim, eu quero est perto dela de uma maneira saudável. São bairros diferentes, uma distância que a gente dá conta, gente. Nossa, ela é muito maravilhosa. Mas eu tô preocupada. Mas e aí? Vai ver com outro? Não tem. Então assim, a conta talvez chegue. É. E quando há esse abandono,
esse, né, essa ida embora, Essa ausência, acho muito de muitas vezes, acha que pagar uma pensão tá tudo bem. É só isso. Acha que mandar um negócio de vez em quando é OK. Quando paga a pensão, quando paga uma pensão, mas quando paga direito, tá fazendo uma ajuda, tá te ajudando, tá te ajudando. É, é, é muito louco. Não prioriza, né? Não prioriza a tua ajuda. Não. Agora, Samarinha, você tem duas meninas. É, uma de 15 e uma de 11. Uma de 11. Você acha importante que elas não te vejam apenas Como mãe? Importantíssimo. Eh,
eu tenho até uma frase na peça que é: "Eu quero que as minhas filhas me vejam realizando os meus sonhos para que elas sintam se sintam capazes de realizar os sonhos delas também." Então, eu quero e eu sou essa mãe. Hoje eu faço festas, né, em São Paulo. Eu sou, eu toco na minha festa, sou DJ. Ai, que legal. Olha que isso foi uma ral. Vamos. Por quê? Minha filha vai Sim. Vou te, ó, vouar filha, por favor. Eu sou, ela tem essa carinha, mas ela é danada. Essa daqui é uma festa chamada Chamego em
que é eu realizo é o meu meu alter ego que tá ali. É uma mulher que elas conhecem Alice já me ajuda a me vestir com as com tapa bico, uma blusa de tela por cima, muito glitter, brincão, meio rastão, um body aqui, um short ali. E que eu sou essa também. Que barato. A gente também, nós somos muitas, entendeu? Então eu acho que que Essa mulher completa essa minha a mãe na maternidade e essa mãe que muitas vezes até romantiza mesmo ainda eh discursando sobre isso, completa essa mulher. Então é é uma simbiose minha,
sabe, que me faz muito feliz e que eu acho que eh e é corajoso, liberta as minhas filhas também e liberta elas. Muito bem. Isso aí sociedade que a sociedade que é uma mãe casta, né? É, caixa, não goza, não, não trepa, não bebe, não é isso. E, e eu aprendi a chorar na frente delas também. Se isso essa coisa da de se vulnerabilizar, sabe? Chorar com elas e de falar, desculpa, eu não sei. É exatamente, eu não sei. Exatamente. Eu não sei como fazer. Poder falar não sei. Poder falar não sei. Eu não sei
porque a gente não tem manual. Mãe, não tem manual, né? Você aprende sendo, fazendo. É uma coisa. É. Agora, olha só, Samara, a gente tem aqui, a gente tá comemorando os 40 anos do Sem Censura. É. Então, a gente tá Assim pensando relíquias, preciosidades do que já aconteceu aqui do nosso acervo, que já aconteceu nessas bancadas daqui. Em 2008 você tava prestes a a a fazer acho que 30 aninhos e você teve aqui na época. Você estava saindo de uma relação amorosa. Olha o que você falou. Vamos lá, roda, por favor. Ai, que medo. Ao
mesmo tempo que eu tô muito carente, que sou libriana. Libriano é carente, tô muito carente, às vezes, ai queria tanto namorar, queria tanto Encontrar uma pessoa muito bacana. Eu tô com uma preguiça que você não tá entendendo. Adoro começar tudo de novo, a intimidade, ter que que pode fazer, o que não pode, que conhecer a família, sabe? Eu quero muito e não quero. Sabe essa coisa? Tá procurando no lugar errado esse negócio de mentir. Os caras não são muito firmes não. Eu nem tô procurando. Vai pro samba Que tu vai resolver teus problemas. Olha, eu
vou passar o samba e quero ver o que vai acontecer, hein. Olha, muito bom, amor. Passados esses esses anos, seu hoje tá bem acompanhada, tá 10 anos com Elí. Vamos fazer 11 anos juntos, meu improvisador, humorista maravilhoso, que me acolheu, colheu combo. Alícia, Lara, ó lá o casal, meu amorzão, querido da vida. Olha como é que ela fica na night, na balada, tá vendo? Amo demais. Toda estilosa esse Cara que é um parceiraço. Assim, passou a preguiça total, né? Passou porque eu tô com ele há 10 anos, né? Vai separar para tu ver. Eu entendo
a preguiça total, amor. Pelo amor de Deus. Às vezes você fala: "Não, que eu amo muito, mas tem relacionamentos, você tá ali pro comodismo, tá, chega depois, não sei se é depois dos 40, não sei se tem uma data, uma hora exata para isso. Nossa, conhecer de novo. E para mim todo mundo É chato quando eu paro para conversar com alguém um pouco mais novo, é chato da preguiça, da Vai, vai se relacionar com o homem da nossa geração, né? Nossa, coitada. Caraca, agora desculpa. Vai você, não, você tá falando sobre essa coisa da preguiça
e tal, das pessoas eh não ficaram com preguiça de conhecer novas pessoas, mas tem muitas mulheres, mães, principalmente, que ficam com seus parceiros ou não parceiros por conta de uma dependência emocional também, né? Não quer se livrar daquilo. E isso deve ser muito péssimo também pra criança, né? Totalmente. O ambiente nocivo entre pai e mãe, isso reverbera diretamente na criação dos seus filhos. Eu falo que mães felizes criam filhos felizes. Então assim, eu sou meu recorte é de uma mãe, de uma filha de 4 anos e uma de 20 dias se separando de uma relação
que separação no puerpério, né? No puerpério. Me separei 20 dias. 20 dias. Não é surreal. É. É. E eu tive uma Semidepressão pós-parto, tive secou meu leite, né? Mamentei um mês. Hoje eu não me culpo tanto por isso. Sim. Mas eh muitas mulheres permanecem nesses casamentos por conta dos filhos. Ah, vou casar trauma pros meus filhos, sou uma mãe falida, a culpa é minha para esse casamento ter acabado. Eh, e essa e esse teu apoio da família para sair desse casamento ou depende financeiramente ou é ameaçada se sair, aí vem a violência já vamos entrar
na violência doméstica. Mas no meu caso foi realmente, ó, eu não quero esse ambiente nocivo para meus filhos. Eu preciso ter forças para sair daqui e sair. E e hoje eu posso dizer que foi a melhor coisa que eu tive na minha vida, assim, sabe? Eu sou outra pessoa, outra. Eu acho que assim, a porrada que eu levei, que foi aquela romantização, do amor, construir meu castelinho com a minha família. Eu não casei, tive filhos para me separar e ser mãe solo. Isso é óbvio. Claro. Aí quando O castelinho cai na tua cabeça, vai caindo,
vai caindo. Eu acho que foi aí a minha grande verada de chave, porque eu fui muito encachotada durante muito tempo. Fui mãe bem depois de vocês, com 30, é 30 anos que eu tinha ali. E é isso. Eu acho muito importante apoio essa mulher que eu acho que só ela de repente vai enxergar porque a gente vai falar, vai est do lado, se cercar de mulheres poderosas e potentes ao seu lado, ouvi-las, trocar, saber atender Uma mãe, como a Marcela falou, você sabe ajudar sua amiga? E é isso. A gente, eu, eu tenho um relato,
eu tenho um videocast também chamado Exaust. É exato. Adoro esse videocast que a gente grava no mesmo cenário? Exato. Grava, né? A gente não tá mais lá. Ah, desculpa. Não, mas gravamos muit porque só é só virar a câmera. Exato. E eu lembro de um relato de uma moça que tava com bebê no porerpério num casamento. Ela foi ser madrinha de Casamento. Ela não conseguiu viver o casamento porque ninguém olhava para ela com aquela criança no colo. Me dá aqui, vai tomar um negocinho, vai tomar um ar, vai respirar, vai. É uma loucura, né? É.
A gente a gente é invisível e a gente também não sabe às vezes pedir ajuda, né? não consegue pedir essa ajuda que é difícil mesmo ou não se permite, né, que tá precisando da ajuda. Como é que você lida com os haters, Samara, que você tá hoje? Útimamente. Faço inclusive Conteúdo deles hoje. Engamento, mas machucou muito já e machuca muita gente. Eu eu costumo dizer que se você não tá ainda se sentindo à vontade, apta, tá se sentindo vulnerável algum em algum momento e quer falar de algo que não fala, porque a internet é um
lixo, é um abismo que vão vir comentários cruéis, em que machuca, em que te faz ficar reclusa. Vem o rojão, né? Vem o rojão. Vem o rojão. Eu acabei de falar cruel, a Palavra cruel. E você vou utilizar agora de novo nessa próxima pergunta, assim, você é uma grande aliada na luta antirracista. Você é mãe de duas meninas negras e o racismo é cruel. É como mãe, como é que você tem lidado com isso? Eu tava, a gente tava falando Andressa, falar da escola. Como é que é para você? Sim, Andre, essa é uma grande
referência para mim quando eu comecei a ir atrás de conteúdos que, né, me acordassem para isso, tirassem esse Véu eh estrutural, racista que a gente tem eh dos olhos. E, cara, eu eu comecei, a minha filha, na verdade, a minha história começou quando a Alícia com 7 anos pediu para alisar o cabelo como única menina preta de uma escola majoritariamente branca. Então, eu fiz, caramba, o que que tá acontecendo? Por quê? começou o meu questionamento dentro de toda a minha ignorância, eh, porque é muito doido, né, que eu eu gostaria muito que as pessoas não
precisassem ter Filhos pretos, nem parentes para ter que se aliar à luta, para ter que falar sobre, né? Mas isso só acontece quando a dor chega até você. Eh, eu nunca sentirei, mas tô ali com minhas filhas passando por isso, mais Alícia, porque a gente fala muito sobre tons de pele. Sim. Então, eh, eu comecei a procurar representatividade. Eu fui atrás de livros, eu fui atrás de mulheres negras em lugares de poder, cientistas, modelos, youtubers, elas referências Para elas. Exatamente. Eh, criei um canal no YouTube chamado Muito Além de Caxos, que foi uma forma em
que numa época que elas já estavam, né, incutidas nessa coisa digital da rede social, aou fazer, quero ser youtuber, quero ser não, a gente vai ser youtuber com alguma coisa relevante para falar, só para falar de batom, nananã, de não sei o quê, de pula pula. Não, vamos vamos achar uma coisa. Achei um lugar com elas que era ir atrás juntas de livros, de Bonecas, eh até livros didáticos dentro da escola, em que você abre um livro de história e a família branca que tá ali dando a rodinha do parquinho, sabe? De um livro de
ciências. E fui atrás de várias referências pra gente poder jar penteados, cremes de cabelo, big shop, finalização, dedo lis, tudo que eu pude. O que os tipos de caixas que existiam, 4C, 4A, 4B. Você foi atrás de letra Mel. Olha que coisa mais linda do mundo. Meu Deus do céu, gente. É exatamente, ó. E As caritas, ó lá. E faz uma grande diferença, Cissa. Uma grande diferença. Arrasou, você foi atrás de um letramento racial, né? completamente, não só para elas o infantil, mas como livros para mim também, e para você também, né? E hoje em
dia eu presenteio mais crianças brancas com bonecas e livros representativos do que as crianças pretas, na verdade, que estão na minha bolha, entendeu? Então é isso. E aniversário da da Valentina, vamos dar Uma boneca cacheada, pretinha pra Valentina. Vamos dar um livro da Andressa Reis pra Valentina, entendeu? pro Enzo. Eu acho que é nesse lugar que eu fui aprendendo mesmo. E hoje em dia elas se amam. Elas amam aqueles cabelos, elas cuidam, elas fazem boxeador, elas fazem os penteados. E aí eu tive muito, ah, mas isso não é uma ditadura que não pode alisar o
cabelo. Eu falei: "Não, enquanto eu tiver aqui sobre o comando, eh, guiando de uma forma Respeitosa, não vai alisar. quer fazer uma escova, vai lavar, vai sair. Alisamento é algo muito profundo, é algo que causa feridas. Eh, eu f inclusive na época do do canal, eu lembro de relatos de mães pretas que nem sabiam cuidar do filho, do cabelo das filhas. Mães pretas que não conheciam a própria estrutura do cabelo, porque a mãe, né, a avó alisava o cabelo da mãe, começou a alisar o cabelo da filha para não para poupar um Sofrimento futuro. É,
é, é um buraco, é, é uma discussão muito profunda assim, essa, essa coisa. Eu, eu, eu raspei a minha cabeça porque eu alisava o cabelo quando eu engravidei, porque eu queria que minha filha crescesse sabendo como era o meu cabelo, porque nem eu lembrava mais como era, né? Desde os 11 anos alisando. Então eu raspei, deixei meu cabelo crescer natural para minha filha me conhecer como eu realmente sou e do jeito que eu Quero ser. Gente, eles se amam também. Se se acham. Tenho certeza. E você deve ter aprendido muita coisa de tudo que você
foi atrás de você correu atrás em função das meninas, mas de novo, como a Marcela ensinou a Renata, o que você aprendeu pras suas filhas te ensinou pra caramba, né? Pra caramba. Eu tava até vendo aqui a Marcela falar e eu tava assim, ai queria tanto que a minha filha um dia tivesse no meu lado assim falando de Mim. Ai, será que eu vou chegar a isso? Vai, Al. Marcela falando, Marcelo, você tá fazendo um excelente trabalho também. Seas filhas são duas coisas lindas. É só para fazer um um adendo. A gente tá falando de
cabelo, né? Como que o cabelo no Brasil especialmente é um um signo, né, de negritude. Então, quando a gente fala de alisar cabelo, isso é uma coisa muito forte, né? Ô, Samara, você fala muito e conversa muito com as mães Contemporâneas. Quais são, na sua opinião, os grandes desafios? Tem uma pergunta quase pessoal, assim para me ensinar. os grandes desafios das mães contemporâneas dentro do dessa maternidade. Primeiro lugar é a rede social, é internet, é um grande desafio pra gente, isso sem sombra de dúvidas. Eh, eu acho que saber que você nunca vai ter todo
o controle, a gente nunca vai ter todo o controle. Eh, eu, euô, eu, eu tenho mais Propriedade hoje em dia de falar sobre um lugar da adolescência. Sim. Deixa eu ver. Cadê elas? Isso aí foi muito bom porque agora é assim, ó. Não vai postar isso, né? É. Você não vai postar, né? Aí eu tive que botar um gato na cara dela. Tá a cara da mãe exausta. Gente, já viu esse meme do garotinho? Não. Eu já entendi. Eu já entendi. Muito bom. Eu já entendi. Quando é porque a gente fala quando você for mãe,
Você vai entender, né? Aham. Total, cara. E aí? Mas fala dos desafios. São muitos. Assim, maternidade é um game, vai trocando de fases, né? você fala, vai melhorar, não, não vai. você vai aprendendo a lidar com cada fase. Então, para mim, uma das grandes eh desafios é lidar com essa rede social, é tá junto, é saber o que ela tá consumindo, é consumir junto com ela. Eh, eu eu peguei uma uma rotina de quando surge alguma coisa adolescente, que é uma coisa muito Escassa, inclusive ainda nas plataformas, nos lugares de séries e filmes muito bacanas,
eh, de assistir com ela e eu pauso. Você viu que a menina passou e deu um tapa na bunda. Isso não é certo, né? Sabe que você é abuso, isso não se faz. Então, desde mais jovens, eu venho pausando, eu venho olhando junto. Eu acho que esse compromisso, essa responsabilidade dos pais nessa era digital é extremamente importante, Porque também eu não posso aliená-las do do telefone, entende? As escolas v pé de trabalho num no na internet. Então é muito difícil. Isso para mim é um dos piores, cara. e construir essa parceria que está falando do
amor e a autoestima dessas crianças, né? Autoestima também que a influência das meninas principalmente. Exatamente. Que a internet derruba, né? É, eu falo que a sociedade derruba. O Elídio brinca comigo que quando você fala para ela, Não, você tá muito linda, ela eu sei. Vê, você exagerou um pouco no autoestima dessas meninas. Eu falei: "Não, a sociedade meus filhos são assim, você exagerou um pouco". Não, a sociedade vai est aí para minar autoestima delas, tá aí cumprindo papel, né, de um sistema que oprime, que que exclui. Eh, isso tô falando de um, eu gosto sempre
de trazer aqui pro centro da roda mães atípicas que tão aí na batalha, que eu tenho uma das melhores Amigas minhas, é a mãe de um menino cadeirante da idade da Lara. Então, isso tá muito presente na minha vida. Então assim, são inúmeros desafios e tem dessa parceria, dessa construção. Você tá falando do amor. O amor para mim ele é uma construção. Eu me culpava de não ter chorado quando a minha filha nasceu. Não chorei, não tô chorando. Por que que eu não tô chorando? Não amo minha filha. A Cris é [ __ ] Ela
fez a cena direitinho, né? Você viu a cena, Né? Ela fez a cena, ela entregou total. Muito bem. E e eu entendi que, cara, e isso é outro tabu. Quando eu falei que eu não gostei de ficar grávida, é um tabu. E quando eu falei que quem é essa pessoa que nasceu? Quem é esse serzinho? Eu vou cuidar. A minha, eu eu amo, mas quanto o quanto eu vou amar? O que que ele vai, que que a gente vai trocar? Como e a e foi uma parceria e é uma construção de amor todos os dias,
de amor e ódio, de amor e ódio, briga, né? Inteiro. Eu odeio e amo. Montanha russa. É. Aí vem uma terapeuta fala: "Separa sua mãe". Não aguento mais falar da sua mãe, né? É, vamos separar, né? Separar. Isso é da sua mãe e do seu pai. E tem e tem uma coisa muito doida também que é quando a gente tem mais do que um filho, né? Todos aqui temos mais tá começando, vai ter mais. Depois fez o Bento, minha filha fez tão bem. Não sei não. Não, mas mas é que é uma coisa que é
assim, Parece que eles combinam entre eles assim. Falei: "Quem é que vai est legal com você? Qual é o outro que vai estar brigando com você?" Eu já perguntei pro Tomás pro João. Falei: "Vocês combinam, vocês se ligam assim? Olha, eu tô de sa cheio da minha mãe, fica você lá com ela, tô dá atenção, liga, liga para ela de vez em quando, passa uma mensagem, pergunta como é que ela vai, porque aí o passa a bola porque tem muito isso também, não tem não. Você não sei se Você tem uma coisa meio cíclica assim.
Rodrig, olha, acabou de descobrir as minhas já pegaram essa vez a gente fala. É, eu falo Rô, dá um toque na minha mamãe, entendeu? Tá muito tempo sem falar com ela, dá um toque nela. Eu acho que não porque eu tô sem paciência, mas Renata achando que era amor do Rodrigo, saudade. Não, mas eu quero que continue assim. Agora vocês acham uma coisa assim eh Porque a gente, eu quero deixar claro, a gente tá chegando no final desse bloco, mas assim é importante também dizer para vocês que estão assistindo em casa, né, nossos telespectadores, que
aqui ninguém tá também tá demonizando os homens, os pais, não. Eu acho que hoje em dia a coisa melhorou muito. Eu eu digo isso assim até com um certo conhecimento de causa do da minha pequena bolha, do meu microcosmo, que é do meu filho Tomás, que é assim um pai que eu não sei da Onde que ele tirou aquele aprendizado, porque assim, o pai dele nunca trocou uma fralda dele, entendeu? Não sabia que era dar uma mamadeira. Eh, eh, enfim, eh, não apareceu no dia que ele nasceu, não, enfim, não interessa aqui, mas eh o
Tomás é um pai assim que eu eu nunca vi uma coisa de desde fazer cozinha, desde trocar fral, desde dar banho, desde a quando a André menora tem que trabalhar, ele ele deixa o trabalho dele para ficar em casa com as crianças e sai de Bicicleta com ela. É uma coisa e ele não merece troféu nenhum por isso. Ele não merece troféu nenhum por isso. Eu eu só digo assim, da onde que ele tirou isso? Que eu acho uma coisa da da Claro que é de você. É de você. Ai, será? Ai, que bonitinha. Porque
ele viu como foi não ter. Então ele não quer que a esposa dele passe pelo que você passou. Foi você, meu analista. Acabei de fazer tive alta. D Marcela me explicou. Dout. Eduardo, olha Aqui. Tô de alta. É, mas eu acho que é isso também. Eu não quero também romantizar isso não. Não tô dizendo: "Ai que lindo meu filho". Não, eu tenho pais presente maravilhoso social. Eu acho só que a minha pergunta eu sou prolixa, né? Eu falo, mas assim que tô querendo dizer que eu acho que que que que essa geração mais jovem já
tá melhorando nesse aspecto. Marcelo, você não acha não? Você dava até vontade de nascer de novo e ter filho de novo. Eu acho círculos e Círculos. Isso. Tenho certeza que Tomás está dentro de um círculo que tem muitos pais eh bacanas e que entendem a responsabilidade. Sabe o que é uma paternidade ativa? Isso. Paternidade ativa. Essa bom tem isso. Exato. Mas eu acho que realmente são camadas assim, tem existem bolhas que o cara acha é aquela coisa da mulher solo casada, entendeu? É, eu sei, a gente verdade que A Marcela falou para você que é
verdade. A gente educou novos homens, é, né? Somos nós que estão educando esses novos homens, os que estão na nossa geração. Isso vem muito também dessa coisa do sexismo, né? Porque na infância você dá boneca pra menina, pra menina brincar com carrinho para tocar falda, dar comidinha, mas o menino não vai ser pai também um dia, talvez. Porque que ele não pode brincar com uma boneca? Porque aí já entra toda Uma discussão de vai ser gay, é um problemaço para muita família conservadora. É um é um absurdo. Sem fim. Agora Samarinha, você acabou de fazer
uma ceninha aqui que eu falei que atriz, eu quero falar da peça mulheres que nascem com os filhos. me fala que que também fala dessa desromantização que eu acho que é importante da maternidade. Queria que você falasse um pouquinho, desse o serviço, falasse tudo, fizesse tudo aqui A gente, cara, na verdade a gente tá um pouquinho parada agora, eu e Carol, mas é um grande é é uma realização da minha vida essa peça, porque é uma peça que a gente idealizou no áudio dos nossos porpérios, eu e Carol, eh, com todas as nossas demandas, duas
alturas, você e a Carol, a direção é da Rita. Rita é Rita maravilhosa também. E a Rita foi dirigir a gente, que foi uma mãe aos 16 anos, e começou a tentar engravidar aos 45 quando tava dirigindo a gente. É uma Maternidade com, né, um um gap imenso assim. E a gente levou todas essas essas eh camadas de maternidade, de mães diferentes, de lugares diferentes para dentro da peça. Então, tem relatos reais, tem relatos não reais. O legal da peça é falar o que que ela, que que é verdade da vida da Samarri na peça,
sabe? Eh, e é uma catarse, é um grande expurgar tudo que a gente tinha para falar naquele momento de uma vendo A outra, sentindo dores que a gente falava, gente, não sou eu que tô sentindo isso então a gente escreveu, eu produzi, tirei do bolso porque maravilhoso. Essa sociedade não apoia o trabalho de mães, empreendedoras, adoram ganhar no capitalismo com o nosso sofrimento, com publicidade, mas botar dinheiro nos nossos projetos, eu quero ver. Mas olha só, patrocinadores, essa peça é fundamental. Tem que porque tem que Entender como é que é mãe, como é que é
o trabalho de mãe, esse trabalho invisível que é nosso, viu? Então vamos voltar com essa peça em breve. Vamos sim. Samaria, parabéns por tudo. Você é demais da conta. Parabéns mesmo, viu? Beijo nas meninas que, nossa, muito bem educadas. Vai ficar tudo igual a Marcelo. Eu quero. Gente, a gente volta no próximo blo para falar mais sobre maternidade com as nossas maravilhosas convidadas. A gente Volta rapidinho. Beijo. Mu [Música] E a gente volta com o seu sem censura, que no nosso setestor de hoje fala sobre maternidade. E a gente tá acabando o nosso programa. Olha
só, gente, eu queria perguntar para vocês todos uma pergunta. Marcelinha, vai ser pergunta diferente. Doutora, agora Marcela, que coisa que ela ela defendeu a minha vida, né? Qual qual é a dor e a delícia de ser mãe, Andressa? Nossa, eu acho que ser Mãe é ser jogada em mar aberto, sem colete, sem boia. Mas quando a gente consegue assistir terra firme, avistar terra firme, a a as coisas começam a acontecer de verdade. A gente entende o nosso propósito, pelo menos para mim é assim. Linda, Marinha, delícia. Eu amo. Respondiu, Renata, olha como eu já tô
com filho criado. A delícia. Nossa, deu tudo certo. São pessoas bacanas. E a dor, eu acho que é a saudade de não poder mais dar aquela atenção de tá o tempo inteiro junto, porque eles vão embora, né? É, é, é. Mas criaram asas. É isso. A gente criou para isso. A gente criou para isso. E qual é a dor e a delícia de ser filha de Renata Cber? Nossa, eu acho que talvez a dor seja convencê-la o tempo todo que ela fez o suficiente, porque assim, é um nível de culpa que nossa. E a delícia
é, ah, gente, imagina poder ligar pra Renata Seribelli e ouvir uma opinião dela sobre qualquer coisa desse mundo. Ainda por você falar, ainda falar mãe, né, Fabi. E você, meu amor, eu acho que a dor foi a perda da liberdade. Isso é uma coisa que mexe muito comigo ainda. E a delícia é que eu me sinto uma mulher realizada com vento nos braços. Lindha. E a gente quer encerrar pedindo para vocês também, cada uma assim mandar um recado pras mães que estão nos assistindo. Vamos lá, Andressa, por favor. É, eu olho para Onde? Olha, pode
olhar para mim, se você quiser. Você é linda. Olha, pode olhar pr câmera três. Vamos lá. Cadê a câmera três? Tá, olha pra câmera três, por favor. Olha, mães, hoje a gente é bombardeado de manuais, de como maternar de todos os lados, mas eu acho que o segredo é sentir quem você quer ser dentro desse papel e caminhar nesse sentido. Legal. Samara, câmera dois. Primeiro lugar, eu quero dizer que eu amo as minhas filhas, tá? Eu amo a Samara, feliz. Ai, mães, eh, vão te cobrar, eh, vão te oprimir, vão dizer que você tá reclamando
demais. O meu conselho é: reclamem. É aqui para essa câmera. Reclamem. Na verdade, nunca teremos o controle e o que você tá fazendo é sim o suficiente. Você tá dando seu melhor linda. Renatinha, qual a câmera da Renata? Tr. Qual a minha câmera? Três. Três. Três ali. Três. Ai, B ali. Dois. Dois. Dois. Dois. Ai, vamos falar junto Marcela, porque a gente a gente vai falar pra dona de minha mãe. Ah, falar pra vovó falar pr minha chor ah então mãe aqui ó você me ajudou a criar. Ai feliz dia das mães. Minha avó, eu
tenho tatuado, né? Neta da ODT. Olha aqui, olha aqui. Olha neta da OD. tatuada ou não. Eu acho que todas as tudo que eu vi a minha avó passar e como mãe e esposa e tudo que eu vi é muito do que eu entendo sobre mulheridade e faz Muito parte do meu trabalho para que as mulheres se libertem muito de coisas que a minha avó sabe que ela passou e viveu e eu te amo mais do que tudo na minha vida. Obrigada por me ajudar junto com a minha mãe. Junto com a minha mãe. Obrigada
mãe por me ajudar a ser mãe. Que lindinha. Salve, donete. Beijo, parabéns, donete. E você, Fabizinha? Eu quero falar pra minha mãe que ela fez um bom trabalho. É isso aí, garota. Eu quero falar o seguinte, parabéns a todas Vocês e é isso. A gente faz o que a gente sabe de melhor, o que a gente tem de melhor e a gente faz com muito amor. Parabéns a todas as mães. Continuem fazendo o que vocês acham que tem que fazer, porque o coração de mãe não se engana, né? De vez em quando, só de vez
em quando, mas a maioria das vezes não se engana. E é o que a gente sabe, o melhor que a gente tem são nossos filhos e a gente tem que fazer melhor exaustas. Tem toda a razão. E a Samara ama as Filhas dela e eu amo meus filhos e eu fiz o que eu pude. Criei dois, criei três homens maravilhosos e agradeço muito. Parabéns a todas as mães, meus amores. Um beijo e olha a gente tá de volta na segunda-feira. Parabéns. Feliz dia das mães. Beijos. [Música] [Música] He he he He. [Música] [Música]