Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Meus queridos irmãos, minhas queridas irmãs, com grande alegria, nós celebramos hoje a festa da Cátedra de São Pedro.
Isso nos dá a ocasião de refletir um pouco sobre o que é o magistério do Papa e de todos os bispos. É interessante vermos que, na liturgia de hoje, fala-se constantemente de pastor, de apacentar o rebanho, da edificação da Igreja através da fé. O que é, então, realmente a função do magistério?
Veja, quando Jesus renovou o povo de Deus, o povo de Deus já existia no Antigo Testamento. O povo de Deus foi constituído pelas 12 tribos, os 12 filhos de Jacó. Jesus, então, renovou o povo de Deus e fez a Igreja como nós a conhecemos hoje.
Ele escolheu, então, 12, os 12 apóstolos, para que eles fossem os pastores deste rebanho. Por quê? Porque, verdadeiramente, as ovelhas precisam ser cuidadas, protegidas dos ataques do lobo.
Nós, como Igreja, somos um povo que está a caminho, o caminho do Céu. Então, nós precisamos fazer aqui três coisas: evitar o mal, vencer os desafios, portanto, e decididamente nos colocar na direção do caminho que é o bem. Se você for olhar bem, é exatamente isso que faz um pastor com o seu rebanho.
Ou seja, o pastor tem por finalidade principal defender as ovelhas do mal, ou seja, dos lobos que vêm contra o rebanho. No caso dos Papas e dos bispos, aquilo que eles são chamados a fazer é impedir que o povo se deixe levar por aquilo que nos leva exatamente para o inferno. Por quê?
Porque o lobo é, sem dúvida nenhuma, o demônio, e o mal é, sem dúvida alguma, o mal supremo que é que nós percamos as nossas almas e nos precipitemos no fogo eterno. Então, existe, sim, uma luta. Sabemos que a luta existe, e que bom saber que o magistério da Igreja nos ajuda nesta luta.
Por quê? Porque nós, no mundo atual, somos agitados por todo vento de doutrina, exatamente essas doutrinas que são o mal, que seduzem e que nos levam para longe daquilo que é a fé verdadeira. Portanto, nos fazem precipitar no erro.
Mas não é fácil. Não é fácil por quê? Porque as coisas não são assim simplistas: pão é pão, queijo é queijo, preto e branco.
Existem dificuldades de transmitir a fé; existem dificuldades de nós colocarmos para o homem moderno aquilo que é a fé de sempre, a fé de 2000 anos, a fé da Igreja, a fé de Cristo, a fé dos apóstolos. E aqui também a missão dos nossos bispos e do Papa: a missão de transmitir esta fé, vencendo as dificuldades de fé que o homem atual tem para crer, sem trair aquilo que é a fé dos apóstolos, mas ao mesmo tempo sabendo apresentar esta fé de uma forma que as pessoas compreendam verdadeiramente, mudem de vida e busquem aquilo que é o principal: a santidade, que queiram ir para o Céu. Então, nós sabemos que a Igreja tem sua finalidade última.
A Igreja é uma Igreja Santa que quer fazer santos. O Concílio Vaticano I nos recordava isso: uma vocação universal à santidade. Então, nesta festa da Cátedra de Pedro, vamos rezar pelo Santo Padre.
Vamos rezar pelo Papa Francisco, mas rezar também pelos nossos bispos e os bispos do mundo inteiro, para que saibam cumprir esta sua missão, como vencer o mal, nos ajudar a vencer o mal. Assim, eles possam também vencer as dificuldades e nos conduzir no caminho da santidade, que é o ofício verdadeiro de um pastor. Temos a certeza de que eles não realizam esta missão sozinhos; estão ajudados por Cristo, que promete no Evangelho: as portas do inferno não prevalecerão.
Isso nos enche de esperança e de confiança em Deus. Que nós, então, caminhemos na direção da santidade. Deus abençoe você.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.