Olá, terráqueos, como é que vocês estão? Eu sou Rogério Vila, tá começando mais um Inteligência Limitado, programa onde a limitação da inteligência acontece somente por parte do apresentador que vos fala, sempre trá com pessoas mais inteligentes, mais interessantes e com a vida muito mais geopoliticamente eh por dentro do que do que a minha e do que a sua, tá? >> É isso aí. Muito mais. >> Hoje a gente vai ficar por dentro do que está acontecendo naquela região. >> Exatamente. >> Que é tão complicada e tão difícil de entender, não é? >> É isso aí.
>> E que que o pessoal de casa pode fazer? É isso aí pra galera. A galera que acabou de chegar nessa live já vai chegar deixando o seu like, tá certo? >> Tem que é obrigatório. Não pode assistir o like. É o like. Exatamente. >> Não paga nada. É de graça. >> Paga nada. É de graça. Rapidinho, né? Então deixa aí o seu like, se inscreva no canal. A gente tá pertinho da marca dos 6 milhões. Então ajuda a gente aí, tá certo? >> E para você participar da live, você vai mandar a sua pergunta
via super chat. Eu vou selecionar aqui as melhores. Fechou? >> Fechou. Fechou. Então quero agradecer você que tá aqui já de cara e agradecer a Insider. Olha só, daqui a pouco Meia-noite começa oficialmente o mês do consumidor na Insider. E o cupom inteligência dá 20% off para novos clientes e 15% off para recorrentes. Mais desconto no site, mais fretes grátis. É isso mesmo? >> É isso aí, meu querido. >> Qcode tá na tela e link na descrição. >> Use o nosso cupom e seja feliz >> que o dia tá tá na metade já aqui. >>
Acabou de começar, né? >> Então, seja bem-vindo, professor Ren, Professor Rock. Eh, a gente a gente tá se falando umas duas semanas, né? >> Pois é. >> E você falou, pode ser essa semana, pode ser na próxima. >> É. >> E a gente tava nessa, a gente não, o mundo inteiro, acredito que tava nessa, nesse suspense. >> Mas, mas você tava bem bem informado, você mandou mensagem bem nos dias Críticos. >> Não, eu tô acompanhando, eu tô vendo. >> Foram duas semanas. Teve um dia antes que eu falei: "Agora chegamos perto". Aí você me mandou
mensagem. >> Ex. >> Aí eu falei: "Bom, se não for amanhã, não é agora." >> É. Mas aí o o Gerald Ford, que é o porta-aviões, não tinha chegado. Aí depois na outra semana você me mandou >> e um dia depois é um dia antes, um dia Depois começou. >> Isso >> você vê que eu tenho informações talvez que você não tenha. >> Você tá aprendendo. >> Eu tô aprendendo a ver o mov reconhecimento de padrões. Isso. >> E falar em padrões, o que que a gente pode saber olhando pra história que eu falam que
a história não se repete, mas ela rima, né? Que que a gente tem da história de experiência para saber o que Que vai dar esse conflito aí? Olha, a história >> é parecido com alguma coisa que tá acontecendo. >> Parecido em alguns aspectos, né? Sei lá, Estados Unidos quer derrubar o regime? Eh, o Trump diz que sim, mas algumas das ações não indicam isso totalmente. Ah, mas não matou o líder supremo. Matou, mas o líder supremo é uma só figura do regime. Os ataques a às lideranças tem que ser ainda maiores, não só as Lideranças,
mas também a infraestrutura de segurança. Então, enfim, onde tá localizado eh os guardas todas da guarda revolucionária, entendeu? Quartéis generais de gente que >> não adianta só cortar a cabeça, né? >> É, vai ter que atacar alguns algumas dessas instituições. Claro, estamos no segundo dia >> do conflito, né? Então isso pode ainda pode vir acontecer, não é? primeiro alvo. Primeiro alvo já foi ultra Bem-sucedido. Nesse sentido, isso não é igual >> a nada do que a gente já assistiuade, >> né? Começar a guerra e no primeiro dia eh um ataque de decaptação desse porte ser
bem-sucedido. Isso é isso é um êxito militar. Inclusive dentro da estratégia militar a gente fala que eh qual é o centro de gravidade, né, de uma força. >> Que que é o centro de gravidade? O centro de gravidade é aquele lugar para onde o Closwitz falou disso, né, que é o Grande pensador da guerra e da estratégia eh ocidental. Você tem o Sunsu, que é o oriental, e você tem o closet. Esses dois são os pais da guerra, >> são os caras que escreveram. É, eh, o Sunsu é muito mais focado >> em levar a
guerra em todas as situações e condições e ser muito eficiente. Ou seja, eu ganho a guerra antes dela começar. Eh, eu não preciso entrar em combate para vencer o meu inimigo. O Ápice da estratégia pro Sunsu é vencer a guerra antes dela começar. >> Entendi. O Closewitz não. Clauswitz já é um cara focado em concentração de força massiva. >> É mais metódico >> isso. Na hora que você vai entrar na guerra, você entra eh com tudo que você tem. E e aí, óbvio, que ele criou esse conceito de distinção, de identificar entra com tudo que
eu tenho, aonde? Contra quem? esse centro de gravidade Não adianta, >> aí ele chamou isso de centro de gravidade. >> Não adianta você atacar beiradas ou ou coisas e eh aleatórias. >> E aí tem uma discussão importante, interessante, né, dentro da desse do campo de estudos da estratégia militar, que é o que é o centro de gravidade, o seu lugar de fortaleza ou o seu lugar de fraqueza? >> Hum. >> Eu vou explorar a sua força ou vou explorar ou esmagar a sua fraqueza? Então essa primeira discussão, é claro que o Clausewitz não deixou isso
em aberto, ao contrário, ele virou e falou, ele fez uma listinha e atacar o cabeça, o líder, eh, tá lá na lista dos primeiros alvos dele de centro de gravidade. Eh, foi a mesma coisa que os Estados Unidos fizeram na primeira guerra do Golfo contra o Saddam Hussein, né? Desculpa, na segunda que o ataque Inicial foi para matar o Saddam Hussein, eh, em 2003. Então aí eh, o alvo eh foi esse, ou seja, entendem que ele é algum centro de gravidade. Eu diria que ele é importante, óbvio. Primeiro que ele tá 46 anos no poder,
né? E ele é o, enfim, né? O topo, >> ele não é só uma figura alegórica, ele ele tem >> não, ele é uma figura que constituiu o poder, é um cara centralizador, ele mudou a essência e a natureza do regime De muitas maneiras, porque ele foi concentrando o poder nele, eh, e foi isolando todos os outros apoiadores, inclusive os religiosos, inclusive todos os outros atolás, ele foi colocando em prisão domiciliar ou não pode falar falar na mídia ou você não pode fazer isso, ou você não pode se envolver com aquilo. Então, todos eles foram
ficando de lado e ele foi se consolidando. Mesmo assim, eh, ele ainda tava dentro desse regime, né, ou dessa ideia do que É a revolução islâmica. E e é claro que tem um ponto importante aí, né, nessa história dele, que ele foi ganhando espaço com a Guarda Revolucionária e ele foi colocando a Guarda Revolucionária como o seu grande apoiador. E isso foi tirando um pouco da natureza religiosa do regime e trazendo uma natureza mais militar. E aí ele foi dando espaço paraa Guarda Revolucionário de múltiplas maneiras. por exemplo, eh, ele permitiu que eles controlassem todas
as Atividades econômicas do país. Então, de construção a área militar, tá tudo na mão da Guarda Revolucionária. Até mesmo as atividades ilícitas dentro do país, como a venda de bebida alcoólica, que é proibido, quem é que vende a bebida contrabandeada? a Guarda Revolucionária. >> Então, eh, a Guarda Revolucionária se torna uma peça central, entendeu? Eh, do regime. Eh, por isso que decaptá-lo não é resolver o problema, >> mas era necessário. >> Necessário, mas não suficiente, >> tá? >> E é necessário no sentido que ele é uma figura simbólica, eh, ele é o líder religioso, é
uma revolução islâmica. Só tivemos dois aatolás, o primeiro e ele. Eh, mas tem um outro elemento que também a gente não pode tirar dessa equação, que é o fato eh dele já estar velho, 86 anos, já tava doente >> e >> talvez já preparando a sucessão, >> já tinha preparado, ele já tinha preparado todo o processo de sucessão. Por isso que a perda dele não necessariamente é uma destruição do regime, muito ao contrário. Isso tá ficando claro, porque o governo iraniano eh não parou de lutar a guerra contra os Estados Unidos e Israel porque o
seu líder máximo foi morto. Nós estamos assistindo o oposto disso. O Irã continua funcionando, continua lutando. O Irã tem um novo conselho que governa Eh o país hoje, que é composto por três figuras, o presidente, o chefe do judiciário e um representante do legislativo. E esse é um é um conselho interino que tá governando o país até que o novo líder supremo seja escolhido. Eu eu tava dizendo isso, né, ontem, esses dias aí eh na na minha rede, que eh o fato de do Irã ser um regime que foi construído em cima de uma ideologia,
isso mostra que existe um projeto de poder de longo prazo. Existe algo muito Mais sólido, consistente. Ele tá querendo dizer, só para tentar traduzir, que ao contrário da maioria dos países, ele foi construído em cima de uma ideologia, quando o normal é um caminho diferente. É isso. É, é, é um pouco mais forçado quando é em cima de uma ideologia. >> É, é, é mais sólido. >> É mais sólido isso. Porque é o seguinte, eh, imagina o Putin, >> tá? >> O Putin é o ditador, chegou no poder e o ponto aqui é que nenhum
ditador chega e se mantém no poder sozinho, >> tá? >> Isso é uma premissa básica da vida. Ninguém chega em lugar nenhum sozinho, nem se mantém em lugar nenhum sozinho. >> Eh, ainda mais quando você quer dominar um país inteiro. >> Só que o Putin não vendeu um projeto de poder institucionalizado com ideologia. Ele é muito mais um líder oportunista Que viu a chance, chegou lá, dominou o poder com seus amigos, com o seu grupo, mas não a ponto dele eh criar um mecanismo de perpetuação daquele projeto dele. >> Entendi. >> Tanto que se o
Putin cair, a Rússia pode se tornar um país relativamente diferente de onde ela tá hoje, dependendo do novo da nova figura que tomar o poder. Mas uma coisa é certa, um novo e líder que assuma o poder na Rússia, ele não vai continuar a guerra contra a Ucrânia, por exemplo. É, >> entendeu? Então é diferente. Agora no Irã, como na China, você tem instituições, você tem um projeto muito maior, >> pensado, ideológico. Na China, você tem um partido comunista que tem um monopólio do poder, tem uma ideologia por trás desse partido, eh, que, OK, ela
pode se transformar ao longo do tempo e se adequando, mas tem toda uma Estrutura. Por mais que o Xinpin seja um líder personalista e centralizador, ele ainda assim tem essa estrutura por trás, por trás dele. Se ele morrer hoje, a China funciona normalmente, a não ser que o regime seja derrubado. >> Sim. uma revolução, alguma coisa. >> Isso. E é isso que eu quero dizer sobre o Irã, entendeu? O Irã é a mesma coisa. >> Se não tiver alguma quebra muito brusca, ele vai continuar da mesma forma. >> Vai, porque ele tá enraizado. E não
é Enraizado só porque ele tem uma ideologia, ele tem uma constituição, ele tem os órgãos, isso ele tem uma máquina imensa. E essa máquina já lidou >> com uma transição de poder do líder supremo. E isso é importante por quê? Porque isso gera precedente, isso gera um histórico de continuidade funcional, entende? A gente já passou pelo processo, morreu o líder supremo, vamos escolher o próximo, ele assume. Isso é Institucionalidade >> pro mal, né, ou pra destruição do país, mas é institucionalidade. E isso dá uma vantagem pro regime iraniano. Então, deu, matou o líder supremo, o
Irã continua funcionando. Ele está mais fraco hoje do que estava antes, sem dúvida. Eh, mas eles vão escolher, estão no processo para escolher o novo líder supremo. Ninguém vai fazer isso, certamente Enquanto tá no meio da guerra. >> Claro, >> porque qualquer líder escolhido é um alvo. >> E aconteceu inclusive >> isso. E inclusive eh todos os outros são alvos nesse momento, mas a guerra não vai durar para sempre. >> Esse é o Esse é o Cameném. >> É o Cameném. >> Ah, tá. >> E o que tava na sucessão foi morto Também ou não?
Que iria substituir ele? Não, a gente não sabe, não tinha definido quem era, não. Eh, tem uma discussão, por exemplo, uma das figuras possíveis era o filho dele. >> Antes, lá atrás se dizia que a preferência dele era o ex-presidente, que morreu no acidente de helicóptero em 24, tá? Eh, ninguém sabe se foi um acidente, se foi um atentado, aquela história. Eh, aí todo mundo tava mirando no filho dele. A gente não tem Informações, pelo menos eu não vi nada até agora concreto, de que o filho dele esteja vivo. Existe a possibilidade de que o
filho dele também tenha morrido. Eh, e aí tem uma discussão, né? Então, quem vai ser o próximo desse trio aí que tá nesse conselho? Tem um deles que é o potencial, todo mundo acha que ele é um dos grandes candidatos para ser o próximo líder supremo. Eh, já tentou ganhar a eleição, não conseguiu, mas ele era um queridinho, eh, alguém que o o Caminei eh protegia e mant perto. >> Então, a gente só teve dois, >> só dois. >> Aí, o o comeini, >> isso. E o Camine, >> o Caminei e o o nome parecido
tem alguma coisa a ver ou não? uma coincidência. >> E o aatolá, para para quem a gente não entende, é tipo de um de um rei. Qual que seria o próximo? Não é um rei. >> Ele ele tá mais próximo para um líder religioso do que é mesmo >> isso. Isso. O o rei o monarca é o chá, né? a ideia do Reza Palav, que era o antigo >> eh monarca, quando a revolução islâmica derrubou ele e trouxe pro poder uma teocracia, um regime religioso no poder. >> Quem manda a partir daí é o Ayatolá.
>> Isso. O órgão que vai escolher o novo Ayatolá chama Conselho de Especialistas, >> tá? E ele tem 80, um pouco mais de 80, eh, líderes religiosos que só que foram escolhidos pela população numa eleição. >> Só que aí, calma, não é uma eleição normal, é uma eleição aonde para você ser o candidato, eu, líder supremo, tenho que deixar ser seu candidato. Então, eu só deixo ser candidato quem eu já quero que seja eleito, >> não é qualquer um. É, então as cartas já são marcadas, mas a população escolhe entre os que foram dados para
ela. >> E e esses caras do Conselho Especialista de Especialistas, eles a função deles basicamente é só escolher um novo líder Supremo e eles estão se reunindo e falando sobre isso. Eh, claro que eles não conseguem se reunir do jeito certo porque eles são alvos também. >> Todo mundo é alvo agora, né? se o se a ideia é mudança de regime, eu acho que a eu sempre digo isso aqui, né, e falo disso em todos os lugares, nós temos que eh fazer uma distinção entre a retórica política e a prática. É, >> a retórica política,
ela é inflamada, Ela tem um viés político, um objetivo político, ela quer mexer com as pessoas, mostrar força, mostrar poder, mostrar ambição, sucesso, realização, um monte de coisa. >> Dá um recado pro mercado financeiro, >> isso dá recado para isso, para aquele, para todo mundo. Nem não necessariamente é a verdade, ela é a narrativa, ela é a retórica. >> A gente viu, a gente viu muito isso na questão da do Maduro, né? É, o discurso Era um e e o que a gente viu foi outra coisa, né? >> Isso. Então, a gente o tempo inteiro
assiste isso numa escala até maior com o Trump. >> É, >> por isso não podemos esquecer ou deixar de lado esse fator. Ah, mas o Trump não disse que é mudança de regime? Eh, o secretário não disse? É, disse, mas não disse. A gente não tem. Pode ser que seja na cabeça deles, talvez falar que é E se conseguir, maravilha. Mas se não conseguir, vão falar: "Não, mas não, não era, mudamos de ideia". Sei lá. Então, eu não acho que eh tá claro, se puder mudar o regime, vão mudar. Mas talvez para mudar o regime,
essa guerra terá que ser bem mais longa. E bem mais longa não parece que é é o objetivo ou é o caminho pro Trump. Trump já falou várias coisas, pode demorar quatro ou cinco semanas, ele pode ficar lá o tempo que for necessário, eh, o que for Preciso. Essa é uma das perguntas que ninguém sabe quanto tempo vai durar a guerra. >> Guerra, guerra quando começa, ninguém sabe mesmo quando vai. É difícil, né? >> É, principalmente se pensar várias das guerras, né, de mudança de regime que aconteceram, eh, vai na Líbia, no Iraque, no Afeganistão,
todas essas guerras acabaram se tornando guerras civis. é >> de décadas, mais de 10 anos de guerra. Eh, então existe essa preocupação também nessa discussão dentro do Irã. o Irã vai eh vai cair numa guerra civil, derrubar o regime tem esse risco. >> É, >> e esse risco é é uma preocupação para todo mundo, uma preocupação pros Estados Unidos, é uma preocupação pros países vizinhos, é uma preocupação pra região. O Irã é um país gigantesco, 92 milhões de pessoas e um país desse tamanho eh se tornar um uma guerra civil ou um caos é Bastante
impactante. Olha o que já tá acontecendo ali, né? Eh, no estreito de Ormus, é, no Golfo, no geral, nos países do lado. Então, não é tão simples, muda o regime. Eh, e ninguém nunca conseguiu, que a sua pergunta inicial foi essa guerra diferente das outras. >> Essa é uma parte importante pra gente olhar. É possível mudar um regime somente eh com força aérea, com ataques aéreos, com uma operação aérea? E a Resposta é não. >> Até hoje não. >> Ninguém consegue conseguiu fazer >> ter exército em terra. >> Nem e nem mesmo com exército. É
uma operação fácil, >> com certeza. >> Eh, e se não for o exército, a população tem que se rebelar. E a população agora não vai se rebelar porque ela tá correndo risco de vida se ela sair na rua. E quando não corria o risco de vida Da de uma guerra com bombardeios, ela, né, também corri correu o risco de ser morta pelo regime. É, 7.000 pessoas, segundo alguma, alguns dados aí. Então, >> se não tiver uma mobilização das pessoas eh ou alguma outra força terrestre, é difícil. Por que que eles vão entender que eles têm
que ceder o poder e ceder para quem? Entendeu? Imagina que vai morrendo todo mundo, todos os líderes. >> E aí o resto, o segundo escalão tá lá. E Aí o segundo escalão fala: "Tá bom, e agora?" Mas não tem protesto na rua e não tem exército de ninguém, nem tem forças de ninguém. O segundo escalão fala: "Não, tá bom, eu abdico do poder para quem?" É, >> entendeu? Não tem ninguém ali, tem que aparecer essa força de resistência para eles desistirem de lutar ou desistirem de continuar no poder. Aí vem a questão do do que
tá acontecendo agora. O que que a Gente já sabe? A gente sabe que Israel tá junto, foi um foi um ataque conjunto. Como que tá a Europa nisso? A reação do mundo >> e o que que foi destruído, o que que aconteceu? Eh, não sei se esperava que o Irã ia atacar prédios e e alvos civis e em em em em Dorra ou em outros em outros n outros lugares que não estão relacionados com a guerra. Qual que é a intenção de tudo isso? Por que que o Irã atacou os outros países eh árabes e
do Golfo? Porque por duas razões. Primeiro, eh eles são aliados dos Estados Unidos, eles têm bases, eh, americanas no seu território e são amigos e aliados. E segundo, >> porque se ele provocar um pânico nesses países, esses países vão colocar pressão nos Estados Unidos para acabar com a guerra. Entendi. Então ele tá contando com medo deles e é isso que ele tá fazendo. Eh, >> Dubai, Durra, >> eh, Ku, Iraque, Jordânia, Amã, é Amã, não é Bah, é Qatar, eh, até Oman. Eh, >> mas não tem o lado negativo também dessas desses de alguns países
que eram mais neutros se virarem definitivamente contra o Irã ou já eram contra o Irã? >> Já eram contra, mas não queriam. Eles tinham uma certa resistência, ó, não vai usar minha base para lançar ataque direto ao Irã. Eh, eles colocaram uma Série de restrições. O ataque não aconteceu em janeiro, porque eles colocaram pressão, falaram: "Não, não, a gente não quer, não quer, não queremos que ataque, não queremos guerra aqui". Agora eles estão num impasse, tem sinalizado neste momento que eles estão mais agora tão irritados com Irã e querem retaliar, mas eles podem mudar de
ideia a qualquer momento. Eu já vi várias notícias diversas. Ah, não, agora Os países árabes vão entrar. E já ouvi outra movimentação dizendo: "Ah, eles estão pressionando o Trump para chegar num acordo e num cessar fogo e parar com a guerra logo." Eh, não faz sentido, né, eles recuarem, porque deixar o Irã fortalecido ali vai dar um sinal pro Irã que eles são vulneráveis e qualquer minuto que o Iran lance alguns drones contra eles, eles vão acabar recuando e vão vão ter que ceder. É, >> então eles mostraram uma fraqueza pro Irã. Mostrarão uma fraqueza
se escolherem simplesmente apaziguar o Irã ou ficar com medo e acabar a guerra. Agora, por outro lado, eh, a retalhação iraniana tá causando um monte de impactos em todos esses países, principalmente os do Golfo, porque eles são um hub de logística, eles dependem eh da aviação, do comércio marítimo, da das exportações de petróleo, de gás natural. Tudo isso tá sendo impactado Com o fechamento do estreito. Tudo isso tá sendo impactado eh com todas as coisas eh que o Irã tá danificando. O Qatar parou eh a sua produção de gás natural, ele desligou. Isso fez o
preço do gás natural na Europa aumentar em 50%. O Qatar é um dos maiores fornecedores do mundo de gás natural. E ele parou porque um drone iraniano eh acertou uma das suas instalações e ele achou melhor desligar. As outras todas e ele parou de produzir. >> Caramba. >> E a mesma coisa aconteceu com a Arábia Saudita. Então o Irã agora ele tá atacando não só as rotas por onde passa todo essa essas commodities, essa energia, mas ele tá atacando também a infraestrutura desses países. Então esses países estão perdendo muito. Então eles perdem com o turismo,
as companhias aéreas dela deles todas estão paralisadas. Agora os voos começaram a Voltar alguns poucos, eh, e perdem com a sua principal fonte de receita, que é o petróleo e o gás natural, né? Eh, tudo isso faz a economia deles ficar numa situação complicada, a imagem deles ser arranhada. Será que esses lugares são seguros? Será que Dubai é seguro? >> Será que o Qatar, Abu Dhabi, todos esses lugares são seguros? Agora tá todo mundo questionando isso, porque tá todo mundo experimentando, a gente tá assistindo os Vídeos, hotéis sendo atacados, um monte de coisa. Eh, então,
nesse sentido, o Irã tá tentando usar eles como uma forma. Por outro lado, a gente tá vendo outros países também eh se mobilizando e falando, pois se essa retaliação indiscriminada do Irã, né, eh, contra todo mundo, isso não é aceitável. Então, os europeus também tão dizendo que vão apoiar eh o conflito porque eh o Chipre foi atacado, que faz parte da União Europeia, então atacou o território Europeu. Os europeus então estão dizendo: "Ó, pode usar nossas bases, estamos aqui, estamos dispostos a participar e ajudar a fazer o Irã parar. Conforme o Irã avança na tentativa
de fechamento total do estreito de Ormus, aí sim nós vamos entender eh o quanto que os outros países vão ficar incomodados, >> porque aí vai afetar muito a economia. >> Vai. É estranho que o preço do barril do petróleo ainda não tenha explodido, Porque quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o preço do barril chegou a 130, 140. E naquele momento, né, sem o petróleo, eh, nós estamos falando de uma retirada de por volta de 5 milhões de barris de petróleo do mercado. Hoje, com o fechamento, como está, tanto da produção de gás quanto de petróleo
e de todos esses países combinados, porque são muitos países ali até. Ah, tá, o mapa tá ali, É >> Emirados Árabes ali, Qatar, Barém, Kuit, Arábia Saudita, Iraque, pelo menos, ó, um, 2, 3, 4, cinco grandes produtores, mais o Irã, seis grandes produtores do mundo não conseguem eh vender o seu petróleo pro mundo. Pô, isso é muito superior a tirar a Rússia do mercado, >> com certeza. >> E como que o barril do petróleo ainda não explodiu? Ou os traders dos mercados sabem de alguma coisa que ninguém sabe ou espere para ver porque vai vir
uma >> uma explosão, né? >> Uma explosão no preço do petróleo, que é seria o natural, a não ser que eles achem que tem petróleo para substituirse tudo isso de algum outro lugar. Eh, e não, não é o petróleo da Venezuela, porque a Venezuela não produz essa quantidade de petróleo. Venezuela tá sucateada, o petróleo venezuelano é pior, é ruim, eh, precisa de muito investimento até a produção se elevar e tal, vai demorar. Então, não é, não vai Vir da Venezuela. E isso tudo mexe com o mercado. Eh, estranho que o mercado não o mercado não
para de subir o preço do barril, o ouro, tá tudo, tudo indo na direção de >> dólar. problema, guerra, caos, >> todo mundo esperando >> que alguma >> Mas poderia ser pior, né? >> Tá, vamos falar então o que que aconteceu. Foi sábado, foi sábado, né? Que >> foi sábado. É >> que que aconteceu sábado? Qual foi a primeira ação e qual foi a a sessão coordenada? >> Primeira, a primeira, o primeiro ataque começou às 9 da manhã >> do sábado, >> é horário deles, né? Tá. Não, nosso. E isso é uma novidade e foi
uma >> Porque normalmente a noite >> é >> tem algum motivo por ser? >> Ah, é mais, né? É mais e camuflado, é mais as pessoas estão dormindo, nem passa a noite acordada, tá todo mundo não, as coisas não estão funcionando normalmente, né? >> É, é um momento mais apropriado, mais inesperado, mais difícil se enxergar. A luz do dia, estamos de dia, estamos vendo. >> É. E eles decidiram fazer o ataque de dia propositalmente para pegar eh a liderança no contrapé e conseguiram Porque eles atacaram e mataram o ministro da defesa, o chefe da guarda
revolucionária, outras figuras importantíssimas e o líder supremo. >> Quem quem fez esses ataques? O Israel ou Estados Unidos? >> Primo, Israel, claro, com a ajuda dos Estados Unidos, enfim, né? É um ataque conjunto, mas a participação de Israel não foi >> tímida, nem secundária. >> Mais de 200 aviões israelenses, caças Participaram disso. >> Então é um é um contingente imenso. Eh, se você colocar toda a força aérea europeia, eles não têm essa capacidade de conduzir uma operação com 200 aviões eh simultaneamente. >> Caramba. Eh, e não é por um acaso que os Estados Unidos escolheram
então h algum tempo tirar Israel de posicionada como comando da Europa, né? Os Estados Unidos tem vários comandos militares eh que organiza eh a distribuição de forças Pelo mundo e e passaram a colocar Israel no comando central, que é o comando que cuida do Oriente Médio, para os Estados Unidos contar com uma força dessa, com um apoio desse. E não é só Israel, tem todos os outros. Estados Unidos tem base na Jordânia, base no Iraque, eh base no Kuwait, base na Arábia Saudita, base da quinta frota americana, eh, no Barin, no Barém. Eh, e a
as base central, Eh, do comando central, que é esse comando que cuida da região do Oriente Médio, está no Qatar e também tem base eh nos Emirados. Então tem muita base, pô, e tem eh a ajuda de Israel. E a Israel tem uma penetração, uma infiltração interna com inteligência dentro do Irã. E isso faz toda a diferença. Por isso que Israel na guerra, no ano passado, no meio do ano passado, conseguiu eh matar figuras tão importantes e agora de novo. E até matou o Armadenejado, né? Lembra dele? >> Sim. >> Ele foi morto também. não
era uma figura que tinha mais influência eh eh seu ministro da defesa e o comandante da guarda não era uma figura que tinha influência eh no regime, mas ele criou muitos problemas, né, para Israel. Ele tinha um discurso eh negação de holocausto, antissemita E foi morto também. Então, eh essas operações são mais cirúrgicas. pegaram ele de dia, né? Ou aí atolá achavam, ele achava, ele não achava, senão ele estaria no banco. >> E ele não tava exatamente pelo horário, pelo momento. E e essa foi a inovação aí da operação para tentar eh atacar que mais
atacar um monte de instalações, né? Eh, o objetivo é destruir eh toda a capacidade de defesa aérea eh do Irã para que os Estados Unidos e Israel Tenham eh superioridade aérea e controle do espaço aéreo. É sempre esse o primeiro passo. E com isso destruir os lançadores e não só os mísseis que o Irã tá lançando, mas os lançadores. Israel diz que 50% de todos os lançadores iranianos já foram destruídos. ainda tem bastante eh contra na guerra no meio do ano contra Israel, o Irã lançou por volta de 500 mísseis e agora eh alguns dados
da inteligência de Israel falam que o Irã tem um estoque de 2.500 eh mísseis. Eh, o Iran tem, no começo, atacou muitos seguidos para saturar, né, sobrecarregar a defesa aérea israelense e agora ele tá diminuindo um pouco do volume. Provavelmente tá ficando mais difícil. Cada vez que lança consegue identificar da onde tá lançando e aí vão lá e destróem, atacam. Eh, então, eh, os americanos e os Israilenses estão trabalhando para que, né, eles consigam destruir. O objetivo da guerra é destruir a capacidade do Irã de construir uma bomba, destruir a marinha iraniana e destruir e
o estoque e a capacidade do Irã de construir mísseis balísticos. E aí, o quarto possível é o a mudança de regime, eh tirar esse regime do poder. E eu vi também do do Irã tinha um plano de infiltrar agentes dentro do da da do Mossadi. E esse cara era do Mossad, Parece não teve uma história assim. >> É, não específica eu não vi. Tem uma tem um monte de história que o Iran tava tentando >> e recrutar eh informações de inteligência. Aí colocaram também eh agentes do moçades como dentistas e médicos para cuidar desse alto
escalão maior tempo para para >> cara é um trabalho e é um trabalho de muito tempo, não é uma coisa para daqui um ano dar certo. Os caras estão Infiltrando há muito tempo. >> Você tem que ter os ativos ali infiltrados, colocados, ganhando a confiança, prestando um serviço criando uma conexão. É, >> uma dessas histórias fascinantes é do ministro da defesa da Síria. Era um agente do Mossad, >> caramba. >> Que é aquela série que tem no Netflix que chama The Spy. >> É. >> Você nunca assistiu? Nossa, vai amar. Amar. Amar. >> É demais.
É isso. É o cara anos e anos se infiltrando na sociedade síria, >> subindo, subindo até que ele vira um ministro da defesa. >> E ele era um espião. Ele era um espião do Mossades, ministro da defesa do outro país. >> Que absurdo. >> É. >> E a reação do mundo em relação a esses ataques? >> Brasil repudiou, né? >> É esperado, né? Eh, o Brasil sempre toma lado, mas também Repudiou falou uma coisa, não vi mais nada. É, eu também só vi isso. >> Falou uma vez e ficou quieto do mesmo jeito que foi
com a Venezuela. É, >> falou uma vez e ficou quieto. Acho que o o Lula tá aprendendo que não dá para ficar >> se metendo nesses, >> é, cutucando o Trump, eh, discutindo, criando problemas toda hora pro Brasil, porque vai custar caro. >> É, >> 2025 custou caro. Sanção, tarifa, crise diplomática, crise política, muita coisa aconteceu. Então, agora acho que ele está mais consciente. Sem falar nisso, é, é, além disso, é ano de eleição. >> Pois é. >> Então, ele não acho que não quer criar um tumulto agora, >> é, não sabe dos resultados. E
também com guerra hoje em dia, hoje em dia não, há um tempo já, a guerra de informação é tão importante quanto a guerra em si, né? Como que tá essa guerra de informação? >> Olha, acho que >> Irã falando que que tá vencendo, que tá >> É, mas assim também não tem muito como Ele >> não tem, né? É, eles tiveram que admitir publicamente a morte do líder supremo, o que é uma bela de uma de um reconhecimento que >> que eles que aconteceu, mas também reconheceram então mostrando que tá tudo normal, ó. Então, o
conselho interino assumiu o controle do país, o poder. E isso é uma é um sinal de que eles estão eh no comando, que eles estão eh sei lá, com as rédeas controladas para onde as Coisas estão indo. E o o Irã tá usado assim e eu diria que o Iran queria a guerra. É, >> é porque a posição de barganha do Irã eh para um acordo com os Estados Unidos era ruim para o Irã. Imagina, né, que eu sou é todo, sou sentado aqui do lado do Irã. >> Qual que era a demanda e a
exigência dos Estados Unidos >> para o para o plano >> zero enriquecimento, >> zero >> nuclear? zero. O Irã não quer abdicar disso. Que moeda de barganha ele tem? Nenhuma. Por quê? Porque ele tem um, ele já tinha um programa nuclear que foi bombardeado porque ele financia o terrorismo, porque ele tá em choque contra os Estados Unidos há muito tempo. Então ele não tem nada para mostrar. Para ele mostrar que realmente ele quer o acordo, ele teria Que ceder, >> tá? e deixar que os Estados Unidos exigisse comprovações que ele não está enriquecendo. Ele sabe
que ele não queria entregar isso. Não só não queria, como não ia dar para engambelar o Trump, entendeu? O Trump não ia cair numa desculpa qualquer ou não, eu vou fazer, não vai fazer e eu quero ver. Eu quero ver direito. E se você não fizer direito, eu rasgo o acordo na hora. Eh, porque o Trump tem menos preocupação Com esses apresos do que é construído. Se com os aliados dele ele destrói o que ele construiu, imagina >> com os adversários. E nesse sentido, eh, então o Iran não conseguiria entregar e não tinha o que
oferecer. Só que aí o cálculo do Irã é, se eu for pra guerra, o custo dessa guerra vai ser muito alto pros Estados Unidos, pros aliados americanos. E eles vão reclamar e todo mundo vai querer acabar com a guerra. E aí na hora De acabar com a guerra abre-se um novo contexto de negociação e a posição de barganha do Irã melhora. >> Melhora. É, >> então eu entendo que era do interesse e isso é isso é bem engraçado nessa guerra. Engraçado no sentido de curioso. Curioso, né? Eh, tanto os Estados Unidos quanto Israel e quanto
o Irã, os três criam a guerra. Então, é tipo uma guerra, >> é >> por consenso velado, >> cada um com seus interesses. >> Cada um com seus interesses acha que não tinha nenhum para outro lugar para ir. Então vamos pra guerra. Isso é meio que uma visão. >> Estados Unidos retira um pouco o foco do dos arquivos. >> É, retira. O Trump acha, né, que é uma vitória fácil, que ele vai mostrar que ele é durão, manda mais um recado pro Mundo. >> Eh, eu faço de novo se precisar, eu refaço, eu vou ter
êxito, não tem muito como dar errado. Claro, partindo das premissas, né, da visão dele. >> Claro. >> Eh, Israel também, eu tenho que derrubar esse regime, tem que estragar ainda mais os mísseis balísticos, tem que destruir o programa nuclear ainda mais. Vamos tentar derrubar o regime, eh, vamos enfraquecer o Irã, tá tudo bem. E o Irã? Ah, eu não consigo negociar. Não quero ceder o que eles estão pedindo, então eu vou paraa guerra também, porque na guerra eh o desfecho ou o término da guerra pode me dar uma chance que eu não tenho hoje. Óbvio
que tem um risco em tudo isso para cada um deles, mas é curioso eh entender e as pessoas pensarem sobre essa ótica, porque todo mundo, que absurdo, meu Deus, que triste, para onde vai parar o mundo? Não, os três queriam a guerra, os três queriam lutar e tá tudo bem. Então, tá tudo bem. As pessoas tem que aceitar que essa é uma realidade da da vida, não é? Nossa, que mundo louco, não. Os três querem lutar, eles querem a guerra. Isso é quase que a gente voltando pros clássicos, aonde a guerra tava sendo esperada, a
guerra tava sendo combinada, a guerra tá sendo marcada. >> É >> tipo, é meio isso. A guerra foi quase que marcada. Tá bom. Que dia então nós vamos guerrear? >> Trump tá há um tempo já avisando, né? >> Tá avisando. E aí o Iran também começou a falar: "Ah, tá bom, vou me preparar, não vou não vou assinar acordo nenhum, não vai ter acordo nenhum, então vamos pra guerra". E a gente nunca pode retirar o elemento suicida do próprio Ayatolá. Claro, a gente fala desses líderes, eles vendem, né, essa ideologia terminal, fatalista, destrutiva e não
necessariamente eles estão dispostos a se suicidar. Claro, >> eles convencem os outros a morrer pela causa, se tornarem mártires e tal, mas com 86 anos ali, eh, não vou baixar a cabeça, quem sabe eu não viro um Marte. Melhor Do que eu morrer de um outro jeito. >> É, então melhor eu morrer contra meus grandes inimigos, contra aqueles países que eu passei 50 anos >> demonizando, >> diz, demonizando literalmente. Essa é a palavra, que são Satã e tal. >> E é exatamente isso. Talvez possa ter passado na cabeça do do Ayato lá. Eu vou morrer
como mártir agora e tá tudo bem >> contra o meu maior inimigo. >> É, e eu lutei até o final contra eles. E Que isso sirva de exemplo para quem sobrou aqui do regime, para as próximas gerações, que é possível a gente se dedicar, dar a vida, eh, já que ele tava no final da vida dele, entendeu? Eh, então, para quem tá tão chocado assim, tem que repensar um pouco mais. >> E a população do Irã, como que tá? tá feliz >> porque já tinha já tinha uma série de manifestações comemoraram muito, né? >> Isso
comemoraram muito, tão felizes, mas Também tão ansiosos, sem um rumo, claro, com medo de >> serem abandonados, né? >> É, o que que vai acontecer? Tipo, tá bom, chegou mais um pouco, avançou mais um pouco e não derrubou. Pode ser, né? Pode ser que isso aconteça. Essa é uma possibilidade. Eh, tem que ser muito efetivo, vai ter que matar muito mais lideranças. Eles, como eles, eles destruíram toda a Oposição, como que você coloca alguém que não seja do próprio regime para para governar lá se não tem oposição? Ou tem? Não tem nem fora do país.
Fora do país tem o herdeiro, eh, que é o filho do chá, né, do o reza, mas ele tá fora, ele não tem um contato. Não é que isso é determinante, porque o próprio eh Comeini, ele também tava fora. Ah, tá. Quando ele veio, ele voltou. Então, ele pode voltar e se tornar uma figura dessa transição, que é O que ele quer, inclusive. Mas ele precisa ter legitimidade, ele precisa ser percebido como uma solução. Isso pode acontecer também, porque não vai ter outra opção. Eh, você vê, você vê como uma possibilidade real >> e se
o regime não tiver ali, acho que ele ele é alguém que pode aparecer e todo mundo, ah, tá bom, vamos ver o que esse cara tem a dizer, vamos ver como ele se comporta. E aí, se ele fizer um, dois, três, cinco discursos direito, Pode ser que ele caia nas graças da população e fala: "É, tá, tá bom, não temos ninguém". Entendi. O que ele tá parece um cara diferente, moderno, fala direito, sei lá. Óbvio que vai depender da capacidade dele também de conseguir construir tudo isso. Eh, mas também pode existir a opção de surgir
uma figura. Não é tão simples porque é muito tempo de repressão, mas se você tiver eh um vácuo de poder, aí alguém com mais habilidade pode Aparecer. Segundo caminho é meio que uma mescla disso. Essas figuras aí, alguém que não existe ou o herdeiro do trono, se juntar com alguém de dentro que é alguém mais moderado, >> mas continua sendo uma teocracia, >> não? >> Ah, tá. >> Para reformar, se junta com alguém de dentro, fala: "Ó, vamos fazer uma transição, a hora de vocês acabou, >> tá? Mas não é melhor, você não acha que
é melhor para o bem do país, você ajudar a gente >> a a conduzir isso, você pegar a galera que tá com você e fazer eles te seguirem e aceitarem isso daqui? Não, não é uma equação muito simples, Vilelá. É, não. >> E não é uma equação muito óbvia, é um país muito grande, muito diverso. O Irã, ele não é composto só de persas, como as pessoas pensam, não. Tem >> várias outras etnias. Você tem uma ideia, 25% da população do Irã, 20 a 25, eh, a gente nem tem, eh, senso direito, né, eh, demográfico
disso, porque o regime iraniano não quer, na verdade, nem o a monarquia antiga do chá queria isso, porque existe uma paranoia dentro do Irã que o país vai se fragmentar. de 20 a 25% da população do Irã não são persas, são eh Azeres, que é o povo do Azerbaijão, a etnia do Azerbaijão. E e você tem o Azerbaijão que faz Fronteira com Irã no norte, eh, próximo do Cáspio, do Mar Cpo. E é, acho que vale um >> colocar um mapa pra gente ver. Se você juntar toda essa população ali, esses 25, com o resto
do Azerbaijão, você cria o grande Azerbaijão. E por que que eles vão querer morar no Irã ou viver com o Irã se eles podem ter a terra deles? Além disso, você tem os CDOS, que é a maior o maior povo a pátrida do mundo, a Maior qu o maior povo que não tem um estado, que não tem uma nação. E aí tem Cdo também na Síria, na Turquia, no Iraque e todos querem construir o seu estado. E tem também dentro do Irã, você tem os baluches, eh, que estão próximos, eh, mais ali do Afeganistão. Você
tem árabes iranianos, não persas. Você tem vários outras etnias ainda menores. Então é que o Irã tá ali embaixo. >> Tem que ser um mapa maior. >> Um mapa maior, né, que mostra o Irã, >> não só o Azerbaijão, mas a região ali >> do Cucaso. E o relevo do país, como que é? Eh, muito montanhoso, muito. Mas é é interessante a história do relevo, porque o relevo explica eh uma posição. Porque por que que o Irã, né, se tornou tão importante? Primeiro porque ele é um país grande, >> muito populoso >> e depois porque
ele começou a ficar muito forte, muito poderoso nos últimos 20 anos. E isso aconteceu por causa de uma ação americana. Qual? a guerra eh no Iraque, segunda guerra do Iraque, 2003, >> fortaleceu o Irã. >> É porque o historicamente, geopoliticamente falando, a geografia do Irã, por ser um país todo montanhoso, as fronteiras do Irã são muito protegidas com montanhas intransponíveis. E aí para o Irã projetar poder, ele tá protegido dentro dessa fortaleza, mas ao mesmo tempo ele também não consegue sair da fortaleza. Para ele sair da fortaleza e projetar poder para fora, ele precisa de
uma base, uma plataforma externa da fortaleza. E essa plataforma é um território estratégico que determinou quando o Irã se tornaria um grande império. Esse território é a Mesopotâmia, >> que fica onde? >> É o Iraque. >> Ah, >> sempre que o o Irã se torna um grande império, ele tem o controle. Vamos ver lá o Irã. O Iraque do lado. Isso. >> O Quite mais embaixo aqui. >> Mas aí para cima, ó. Azerbaijão, >> tá? >> Armênia, >> Turquia, Keise. >> Isso. >> O Iraque serve para o que para ele? >> O Iraque é essa
plataforma >> de lançamento para fora da sua fortaleza. >> E qual a relação irraquida hoje em dia? >> Então, a composição étnica do Iraque é a seguinte. A maioria da população do Iraque é shiita, que era dominada pelo Saddã Hussein. >> Sim. >> Que era sunita. Ué. Então, um ditador que detinha a minoria da população Dominava a outra maioria. E esse mesmo ditador declarou guerra ao Irã, que a maioria é xita, tá? Então, naturalmente, o Iraque cai dentro da órbita ou da esfera de influência do Irã por uma afinidade étnica, sectária, religiosa, >> tá? >>
Quando os Estados Unidos derrubam o Saddam Hussein, eles quebram esse domínio e esse poder que o ele tem sobre O país. E aí a equação se inverte. Aí a maioria do dos shiitas passam a governar o Iraque. E nesse momento então o Iraque cai dentro da esfera de poder iraniana. E aí, se a gente puder voltar pro mapa, >> aquele mapa, >> aquele mesmo, porque quando você tem o o controle do Iraque ou a influência sobre o Iraque, você cria uma ponte terrestre, uma conexão terrestre do Irã com Síria e Líbano. Então, o Iraque cria
um Irã cria um grande arco de influência que ele atravessa o Iraque, a Síria e chega no Líbano. >> E esse arco de influência, ele foi se expandindo tanto, se fortalecendo tanto, que ele continuou do Líbano para dentro de Gaza com o Ramá. >> Ah, >> então veja, ó. Imagina que você faz uma linha ali, você vai pintando. Pinta o Irã de amarelo, o Iraque de amarelo, a Síria de amarelo, Líbano de amarelo, Gaza de amarelo. É muito poder. Ó, ele ele sai da das montanhas do Afeganistão até o Mediterrâneo. >> É, >> só que
aí o ápice desse poder é o ataque eh de 7 de outubro contra Israel, com Ramás. E dali paraa frente, esse arco de influência começa a colapsar, porque vem a retalhação. >> Ah, tá. >> Tipo, você exagerou, né? O Irã exagerou, a Israel falou: "Não, você exagerou agora, agora eu vou contra-atacar". E aí ele, Israel, começa a contra-atacar e vai destruindo um a um. Ramás, Resbolá, Assíria, Akai. E ele vai perdendo todo essa essa essa esfera e de influência e ele vai enfraquecendo. Aí Israel parte pro ataque direto contra o Irã. Algo que nunca tinha
acontecido, que a gente acompanhou aqui, né, falamos, >> né, 2025, 24. E aí nós chegamos no ponto que, pô, o Irã tá muito enfraquecido, muito mais enfraquecido. E essa é a hora que eles estão tentando mudar isso para sempre. Eles, Estados Unidos, Israel. >> Entendi. Manda uma pergunta aí para ver se dentro do que a gente falou, antes de eu perguntar também de futuro aqui. >> Ô, vamos lá. O Felipe Hoffman, ele mandou o seguinte: "Eh, gostaria que o professor explicasse um pouco sobre a Relação Trump com Israel e por o Biden tem se distanciado
dessa relação >> ou teria, >> é, teria se distanciado. Já pegar, >> tá? É, na verdade o os Estados Unidos sempre foram eh muito aliados de Israel e e o Biden ele se afastou um pouco, mas não se afastou assim, não é uma coisa, ah, se afastou eh quando teve o 7 de de outubro, eh, o Biden enviou dois Porta-aviões americanos pro lado para apoiar Israel. Ele não dava tudo que Israel queria 100%, mas ele entregou eh e ajudou demais. Só que a base eh democrata começou a exigir dele uma outra postura, porque junto com
a questão de Israel veio eh uma conexão, né, uma fusão entre a ideologia walk e o antissemitismo. o no sentido de eh também eh antissemitismo ou >> não é assim, porque nós tivemos uma uma união do islamismo com o o WK. >> Sim. Sim. >> E mas isso não acontece em todos os temas. Tem um assunto e uma área específica onde isso acontece, que é qual? Israel. >> É. Eh, os wolks eles não tão eh abraçados com os fundamentalistas islâmicos na na Questão da Isso ou LGBT, enfim. >> Muito pelo contrário. >> Exato. >> Mas
fecha o olho para essas coisas também. >> Fecha, não bate de frente toda hora. Mas eles não se abraçaram. Mas onde que eles se abraçaram? >> Na questão de Israel. Entendi. Então, contra Israel, eh, surge uma ideologia eh uma união desses dois grupos ideológicos, que é uma ideologia Antissemita. Mas quem que construiu essa ideologia lá atrás? Foi a União Soviética. É, >> porque eh é o seguinte, eh depois da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto, eh não dava, não tinha justificativa para ninguém. né? O quê? Contra os >> ser contra eh judeus. >> Sim. Era
era politicamente incorreto, era feio, era um negócio assim que não Tinha cabimento mais depois do que tinha acontecido ser contra eh os judeus. >> E aí eh o que que a União Soviética, qual que é a o drible que a União Soviética tenta dar? Quando ela tá no auge da Guerra Fria, eh, contra os Estados Unidos, ela começa a ter uma presença dentro do Oriente Médio e começa a trazer todos esses países árabes pro seu lado, >> pro seu, pra sua influência, >> isso, para combater a influência Americana nos outros países. >> Dá uns exemplos
assim, que guerras que ela se meteu ou quem ela armou lá, >> Egito, Síria, ela começou a ajudar todos eles e vendendo arma para todos. E ela tava do lado desses países. E aí >> contra os Estados Unidos e Israel ou contra >> isso, contra os Estados Unidos e Israel. >> Eh, na verdade, tipo, os Estados Unidos se aproximam de Israel porque a União Soviética tá se aproximando dos outros, Porque até então, né, até esse momento da Guerra Fr Estados Unidos não era aliado de Israel. >> Ah, tá. >> Os primeiros aliados de Israel eh
foi o Reino Unido, depois a França e aí só depois é que vem os Estados Unidos. Estados Unidos não teve com Israel sempre. >> Entendi. Porque viu essa >> isso porque tinha tinha um mundo bipolar, tinha uma divisão. E aí os Estados Unidos então tomou o lado de Israel. E claro, existiam eh uma série de eh fundamentos para essa aliança, o fato de Israel ser uma democracia, eh o a presença de judeus americanos eh terem uma relevância dentro dos Estados Unidos e uma demografia importante eleitoral, tem um monte de coisas e até uma conexão, né,
depois religiosa com os evangélicos e com as outras com os outros cristãos. E aí o que que acontece? A União Soviética então tenta Aproximar a esquerda do Islã. E ela ela começa a dizer que ela não tem problema com os judeus, ela tem problema ou o problema é o estado de Israel, é o sionismo. >> É o sionismo. E quando a União Soviética faz isso, eh, ela ela coloca essa semente e ela cria essa narrativa de que dá uma desculpa para as pessoas poderem eh >> odiar. >> Isso, oddi só que de uma forma Mascarada.
>> Claro. >> Por que que é mascarado? E aí, na verdade, essa é a terceira manifestação do antissemitismo na história. Eu digo que o antissemitismo ele se manifestou em três grandes períodos de em três três formas. Primeira manifestação do antissemitismo era antijudaísmo. O problema era com a religião judaica, >> tá? Então aí isso vem dos católicos, Vem de >> culpar pela morte de Cristo. Isso ou de todos os outros povos que viravam e falavam assim: "Pera aí, como que vocês acham que vocês só tm um Deus e ou porque vocês são escolhidos >> isso. Como
que vocês só acreditam num Deus? Tipo, os romanos queriam, põe aqui as estátuas aqui, não, não vou pôr não, que eu só tenho o meu Deus, um Deus e o meu Deus". Então isso criou um problema com todo mundo, com o planeta inteiro, Porque não existia monoteísmo, >> existia politeísmo. >> O judaísmo é a primeira religião e monoteísta. E alguns imperadores ou líderes queriam que queriam serviços como deuses também, né? Isso. Exato. >> E eles não se curvavam para esses >> não. Então tudo isso criou a primeira onda de antissemitismo que era >> antijudaísmo, >>
religioso. >> É. É. Era um problema com a religião. A Segunda onda vem na forma de um racismo purista e étnico. >> Sim. >> Que vem com o nazismo. >> Vem um pouco antes com a >> é com a ideia de limpeza ética, com as doenças na Europa e os judeus. Ali a raiz. Isso >> é lembra que ah, por que que esses caras pegam menos as doenças? Eles devem ter algum pacto ou são porque eles tinham tinham alguns hábitos por causa da Religião que impediam também que as pragas chegassem? Porque que eles se vessem
assim? Aí tinha essas figuras. >> Ele começa começa o DNA dessa ideologia, desse raciocínio de limpeza étnica. >> Sim. E aí o problema, >> soma-se a isso também, o fato de como eles eram expulsos ou eram sempre à margem de ter bancos ou ou ter eh eh guardar algumas coisas para poder ser expulso daqui, eu vou para outro lugar, eu tenho joias, tenho coisas. E isso foi Usado também pelo nazismo, como esses caras são dono de tudo que eles são o problema da nossa da nossa pobreza, vai. É o ponto que aqui eh isso foi
manifestado numa forma eh contra o judeu. >> É, >> primeiro era contra o judaísmo, primeira fase, >> certo? Segunda contra o >> contra o judeu, a o indivíduo, a a o DNA dele >> como povo. >> Isso. E aí a aí a gente vai, >> começou a pegar mal por causa depois do olho calcio de tudo que aconteceu. >> Isso. E aí nós viemos pra terceira manifestação que ela é não é mais contra a religião, não é mais contra o povo. Isso são narrativas, >> claro. >> Eh, ou são manifestações de antissemitismo. É. E aí
a terceira é contra o Estado. >> Eu não acho que vocês devamista. Eu não acho que vocês tenham o direito de ter um estado, de ter uma terra. >> Isso. Eu não sou eh eu não sou e antissemita, eu sou antissionista. >> É, >> entendeu? Sionismo é um movimento nacionalista eh >> de autodeterminação. >> É. E assim, eh, acho que eu já falei isso Várias vezes aqui, mas, né, só para completar o raciocínio, todo movimento nacionalista, ele é exclusivista. >> Claro. >> Por quê? >> Por >> ele não é universal, certo? Ele é nacional. >>
Claro. >> Qual é o posto de universal? É o nacional. >> Sim. Eh, o universal é tudo. O particular é só um grupo. Movimento nacionalista brasileiro, ele não é universal, >> não. >> Ele é excludente. Correto? >> Claro. Claro. >> Porque ele é o movimento nacionalista dos brasileiros. Ele não é o movimento nacionalista dos argentinos >> e nem dos franceses. E o movimento nacionalista americano, ele é americano, Não é mexicano e nem canadense e assim por diante. Então, todos os povos têm movimentos nacionalistas >> que tratam dos seus interesses, >> os seus interesses de ter
a sua terra e serem soberanos na sua terra. Esse é o objetivo de todos os povos. Todos querem isso. Então, se você vira e fala assim: "Este povo não tem o direito a isso, eh, enfaticamente, obsessivamente, eh, focado e dedicado a isso, isso não é uma coisa normal, ainda mais dado o Contexto >> é >> que o holocausto acontece porque o povo não tem uma terra dele, tá numa terra num outro lugar que ele migrou e tá vivendo. Então eles precisam ter a terra deles e e aí eh as pessoas usaram e usam o antissionismo
como uma desculpa para exercer o seu antisemitismo. E isso tem a ver com a essa ideologia que a União Soviética Se junta com o islamismo. Óbvio que o movimento islâmico, o que ele quer tirar Israel dali. >> Não só isso, é >> é extermínio, né? >> Sim. Sim. Não, só dos judeus. Eventualmente eles também querem exterminar o ocidente e os cristãos. Não todo mundo, claro. Mas tipo os grupos converte. >> É, então é um projeto maior e e tudo bem. E a esquerda decidiu abraçar isso. No final das contas, eh, eles têm muito muit poucas
coisas em comuns esses dois grupos. >> Pois, é só o pensamento de o inimigo do meu inimigo é meu amigo, né? em uma em um assunto só, porque em todos os outros eles vão divergir. Assunto. É, >> e a loucura é que uma hora e essa aliança rompe e quem é que provavelmente vai ser massacrado? >> É a própria esquerda. >> Isso é a esquerda. É, são os walk e não Os islamistas. Assim como aconteceu em 7 de outubro com os kibuts que que eram mais à esquerda do que à direita e foram mortos do
mesmo jeito lá pelo pelos terroristas, né? Isso. Porque isso não é essa não diferença importante para ele. Eh, hoje esses islamistas radicais que pregam isso, eles estão lá eh aprisionando, escravizando, eh violentando as mulheres no Afeganistão, nos países dele, deles. >> É. Quando eles puderem, eles vão fazer Isso em todos os outros lugares. >> Claro. >> Então, assim, basicamente, e isso era a pergunta que foi feita. Por que que o Biden se afastou de Israel? Expliquei que ele não se afastou, mas ele tinha uma base política e eleitoral dos democratas. Hum. Óbvio, nós vivemos um
período de radicalização e polarização. Então, a esquerda se torna muito mais radical e a direita também. >> É, >> então, eh, o que que aconteceu? O Biden teve que ceder alguns espaços para eh essa essa parcela do eleitorado democrata que se torna muito mais radical e que dá as mãos com o movimento político eh fundamentalista islâmico. E aí ele então ele é mais restrito. O Trump não tem esse problema, mas isso não quer dizer que dentro do movimento maga do Trump não existam os radicais da direita, que também eh deram a mão para outros grupos
para manifestar o seu Antisemitismo. >> Sim. E esses caras são conhecidos como Nick Fuentes, Kandyan, eh, Steve Bannon e uma série deles são figuras do movimento maga, muito mais à direita, extremamente radicais, que também são antissemitas. Então, a resposta era mais ou menos essa. >> Tá certo? Manda bigoda. >> Ó, o Marcos mandou assim: "Acredita que O ataque dos Estados Unidos tem o objetivo de abafar o caso do Epstein?" É a grande pergunta. É, >> eu não sei, tipo, o caso do STEN é tão é tão antigo, né? é tão assim, ele tá no ar
há tanto tempo, eu não acho que uma guerra de curta duração vai abafar esse caso. >> Depois as atenções voltam de novo ao >> Isso vai vir uma nova investigação, basta uma nova notícia cair no jornal, Todo mundo começar a falar. >> Isso daqui não é uma guerra do Iraque, as pessoas não entenderam. Você ainda estão batendo nessa tecla. Não é guerra do Iraque, novo Iraque, né? >> Isso daqui é um negócio minúsculo, vai durar pouco tempo, entendeu? Eh, >> não corre o risco, >> não, não tem nada a ver. Irá que os americanos mandaram
dois dois porta-aviões para essa guerra. >> Dois. Na guerra do Iraque, eles mandaram Cinco e mandaram mais de 120.000 soldados para entrar no país. Não tem soldados para entrar no país. Não tem forças terrestres prontas para entrar. E o Trump não vai fazer isso. É uma guerra curta. É uma operação militar curta. Eh, eu não sei, eu não acho que isso vai acabar com a história do Epstein. Acho que é uma distração momentânea. Então, o que que ele ganha com uma distração momentânea? Só um respiro, né? >> É, se for. Sim, mas não acho que
eh que é suficiente assim. >> Economicamente, o que que o o os Estados Unidos pode ganhar com essa queda de regime? >> Ele pode trazer o Irã. para longe do eixo das ditaduras. >> E o preço do petróleo, petróleo também abaixar ou não tem nada a ver? Ah, pode abaixar se o Irã vir a produzir mais e se tornar um lugar estável, eh, que é a mesma coisa da Venezuela. >> É, >> estamos longe disso acontecer, mas o preço do petróleo tá muito baixo, porque existe uma oferta >> muito grande, >> imensa, muito maior do
que o consumo. >> Ah, tá. E e essa oferta é imensa, porque nós temos muita gente fabricando, nós temos muitas descobertas. Os Estados Unidos se tornou autossuficiente em petróleo com a descoberta do cheio, do xisto. Eh, o Brasil tá produzindo cada vez mais. A Guiana descobriu um monte de petróleo, não produzia nada. Hoje já produz um mais de um pouco mais de 1 milhão de barris. Eh, é uma grande sensação, é um boom do petróleo. O mundo inteiro está produzindo mais. >> Antigamente estava muito na mão do Oriente Médio, né? >> É, isso acabou. E
além disso, eh, normalmente, né, a OPEP, que é um Cartel, eles combinavam a produção >> e o valor >> e o preço. >> É. >> E eles não estão fazendo isso. Eles estão eh produzindo mais. você fala: "Pô, mas se já tem tanta oferta e você produz mais, né, você oferta mais ainda, o preço vai cair mais ainda." Não faz sentido eles fazerem isso. Mas eles estão fazendo porque eles estão apostando no quê? Eles estão estão Imaginando que eles vão conquistar o mercado. >> Ah, >> então eu produzo mais e quero vender para você, para
ele, pro outro. Falo: "Para de comprar da Arábia Saudita, eu tenho condição de te entregar mais". Entendi. >> Esperando que num momento lá na frente o preço vá subir, mas eles estão tentando a eh crescer o tamanho dos seus mercados. Então tem uma competição entre Os produtores para produzir mais, para abocanhar mais mercado. Isso tá custando dinheiro para eles. >> Entendi. >> Fazia tempo que a geopolítica não tinha um efeito direto no petróleo. É que essa guerra ela tá no olho do furacão. 1/5 do petróleo do mundo passa pelo estreito de Ormuso. Não só o
petróleo, como fertilizantes, como gás natural, como um monte de coisas. Então o impacto em tudo vai ser Grande. É. >> E aí o petróleo tem um impacto direto na inflação, >> porque tudo que a gente usa precisa do petróleo. >> Claro. >> É o plástico, é todos os equipamentos, é todas as coisas. >> Eu vou pedir pro Bigoda colocar o mapa e para você, pra gente ir vendo país por país o papel dele nessa guerra. Vamos começar com o Egito. O Egito não se mete Muito. Qual é a posição do Egito atual? é um país
quebrado, é um país que tem crises internas e não tem tempo para cuidar da política externa. É isso? O que que tá acontecendo? Olha, o Egito tem um monte de problema econômico, um monte de dificuldade, né? Passou por vários golpes e tal, contragolpes. Eh, tá tentando se reerguer, não é? E ele tá um pouco de fora dessa confusão toda. >> Ele é aliado de quem? >> Dos Estados Unidos. assumidamente. >> Assumidamente. Estados Unidos dá dinheiro pro Egito, pro exército do Egito, >> tá? >> E é aliado de Israel também. Eh, e é aliado hoje da
Arábia Saudita bastante também, tem uma relação bem boa. E a Arábia Saudita? Arábia Saudita tá num projeto de transição econômica, querendo se tornar um país do Golfo, um Emirados, eh, enfim, um diversificar a sua economia, eh, atrair muitos turistas, muitos outros negócios, se tornar um hubístico também, um hub imobiliário, eh, um centro financeiro, essas megas construções que eles estão fazendo, eh, É, tá se abrindo aos poucos, tentando se modernizar, né? O Mohammed bin Salmã, que é o monarca, ele tá querendo modernizar o país. Eh, e a Araba Saudita, a grande expectativa dela, né, nesse jogo
geopolítico mais recente era que ela migrasse eh pro acordo de Abraão. >> Sim. >> Que fazer um acordo com Israel >> antes do dos ataques do Ramá. a gente tava próximo de ter esse acordo e aí veio os ataques do Ramas e acabou o acordo. >> Esse acordo era para quê? Para facilitar, >> para normalizar as relações entre Israel e os países árabes, >> tá? >> E aí os o acordo de Abraão, eh, os acordos eles tem vários países árabes, mas não tem a Arraba Saudita, que é o principal. E todo mundo tava esperando que
isso ia acontecer agora. E não parece que vai acontecer. não estamos tendo sinais de que isso vai acontecer. Então, a Arábia Saudita, ela Tá indo num caminho diferente e com a esse enfraquecimento do Irã, na verdade o que a gente tá assistindo é um surgimento de um novo Oriente Médio, >> é, >> com novas coalizões, novos grupos, novos países ali brigando ou disputando por influência, mas não uma queda, uma mudança de regime, por exemplo, uma eleições democráticas na Arábia Saudita, isso não vai continuar Ah, >> não é. E hoje ninguém mais acredita que Isso seja
o caminho, tá? Porque as monarquias absolutas, né, da região, tipo Jordânia, Arábia Saudita, os Emirados, Qatar, são mais estáveis do que os Egitos, Síria, eh, os outros, >> que são eleições, >> é, que não são eleições, são ditaduras. eh, militares, seculares. >> E só que elas tiveram revoluções. A gente teve revolução no Egito, teve Revolução e guerra civil na Síria. E os outros países, as monarquias absolutas, elas ficaram eh seguras, o tumulto não tomou conta delas. Então, hoje eh quem tá de fora olha com muito mais clareza. Não vale a pena talvez mudar esses regimes,
porque não tem cultura política para ter democracia. Então é melhor que tem uma ordem benéfica do que uma desordem caótica. >> Entendi. >> Eh, Turquia, a Turquia ela tá despontando como um país que quer ser o líder do Oriente Médio. >> Ah, é? >> É porque quem que queria ser? Era o Irã. E o Irã é o império persa, tem um histórico. Eh, quais são os três maiores países? Turquia, Irã e Egito. O Egito é umas é uma civilização que tá adormecida, decadente. A Persa estava fortalecendo, crescendo de um jeito torto e errado, mas estava
ficando forte e agora tá enfraquecendo de novo. E aí volta sobra pra Turquia ocupar esse espaço que não é de hoje que ela quer, que é a civilização otomana, o império otomano. Então, os turcos querem ter um papel mais forte na região. Eles estão influenciando demais o que acontece na Síria. Eles estão influenciando o que Acontece ali na África. Eh, Etiópia, Somália, Turquia tá presente, >> tá próximo da Ucrânia e da Rússia lá em cima. >> Isso. E a Turquia é um grande elo de conexão entre o Ocidente e o Oriente, uma ponte terrestre >>
que junta os dois lados. E a Turquia também. tá mais próximo da Arábia Saudita e tá cada vez mais eh contra Israel. >> Contra Israel. >> Isso. Mas assim, explicitamente, agressivamente é é um país eh posicionado, hostil >> a Israel. Então você tem de um lado, >> mas não tem o perigo de uma teocracia lá, >> não, mas já é um regime bem mais religioso, ó. Des que o Erdogan chegou no poder, ele resgatou essa identidade religiosa islâmica. Turquia se desenvolveu, cresceu, se modernizou Porque o Atatur fez questão de tirar a religião da equação. >>
É, >> falou: "Não vai ter religião aqui, nós vamos ser seculares". E por isso que a Turquia queria estar próximo do Ocidente, da União Europeia. Mas aí a chegada do herdoano poder é um movimento contrário a isso. Ele resgata uma identidade eh religiosa e ele flerta com as paixões e com esse aspecto é >> da religião. >> E então a Turquia tá se aproximando da Arábia Saudita, estão se e se aproximando e estão também próximos do Paquistão. Então, de um lado você tem Paquistão, Arábia Saudita e Turquia. que estão brigando por controles ou influências em
países menores, >> tipo Síria, tipo Yemen, tipo eh Etiópia não é menor, mas Sudão do Sul, Etiópia, Somália, Todos ali ao lado. Do outro lado, qual que é a aliança que tá surgindo? Israel, Grécia, que é muito rival da Turquia, eles têm uma uma hostilidade, uma animosidade os dois lados imensa >> histórica. >> É. E aí, Israel, a Turquia, a Grécia tá ficando do lado de Israel. Eh, você tem os Emirados do lado de Israel, porque eles estão brigando demais com a Arábia Saudita, acharam ou perceberam Que eles querem ter posição própria, não querem só
fazer o que a Arábia Saudita manda. Eles assinaram o acordo de Abraão. A Arábia Saudita acha que eles estão próximos demais de Israel. Tem toda uma uma discussão ali. Eh, e Índia, >> nossa, >> é, a Índia tá vindo pro Oriente Médium um dia antes de começar a guerra. O Mode, que é o primeiro ministro da Índia, tava em Israel falando no Kinesset, né, que é o parlamento. E ele tava lá. E o Mode é o primeiro líder indiano a visitar o território de Israel. A gente tem que lembrar que a Índia tem mais de
10% da sua população de muçulmanos e é uma grande e tem como grande rival e inimigo o Paquistão, que é o único país islâmico que tem a bomba atômica. >> É. E a Índia visita então Israel, passa a Reconhecer Israel e se aproximando de Israel na administração, no governo do Mode. E aí quando tem o 7 de outubro, a Índia se solidariza demais, ela se identifica com a história, porque o Paquistão usa essa estratégia de terrorismo, ataques terroristas contra a Índia. Então, a Índia começa a tomar mais lado e e agora eh ela tá percebendo,
né, que que tem Paquistão e tal e ela tá se aproximando de Israel. Israel hoje é o terceiro maior eh Fornecedor de armas pra Índia. Primeiro a Rússia, depois a França, depois Israel. E o maior cliente de Israel é a Índia. Então os laços estão crescendo e óbvio que a Índia é muito importante nessa estratégia toda, porque ela tá na saída ali do eh do Golfo Pérsico, né, Estreito de Ormus. >> É, >> eh é um lugar importante. A Índia depende também dessa energia que vem do Oriente Médio. Ela quer estar presente, quer ter um
papel. >> Tem algum elemento com a China, a Índia? >> É o que? A China com quem? >> Com a Índia. >> Ah, sim. São rivais, inimigos. >> Ah, inimigos não tem um, >> é, não tem relação, não são inimigos, mas já travaram guerras recentes. >> Eh, a última delas foi na pandemia, disputam, tem território que eles estão disputando que não foi solucionado. A Índia reivindica, diz que é dela. A China tá ocupando esses territórios. Tem a questão do Tibé, do Dalai Lama. A China acha que a Índia quer quer usar isso como uma forma
de influenciar o que acontece lá dentro. Eh, então tem uma rivalidade muito grande entre a Índia e a China. E a Índia precisa começar, né, a participar de outras coisas. Ela tá participando ali agora tá mais próxima de Israel, do Oriente Médio. E isso é importante porque, pô, é a maior população do mundo. Então, a Índia entrou na equação e tá do lado de Israel. >> E Afeganistão e Paquistão que você começou a falar. É, então por quê? Qual é o motivo? Existe. Bom, Afeganistão é o lugar onde aconteceu 11 de setembro, né? Quer dizer,
não aconteceu dali, mas a Alqaida tava ali >> e ela tava ali porque ela tinha uma Organização amiga, aliada que é o Talibã. E o Talibã é um grupo fundamentalista islâmico que controla o Afeganistão. Controlava naquela época Estados Unidos invadiu o Afeganistão para derrubar o Bin Laden e o Talibã derrubou, mas a guerra continuou. E o Talibã ficou ali resistindo. Só que o Talibã não tá presente só no Afeganistão. Existe o Talibã do Paquistão. Ah, é >> que é uma filial do Talibã. Talibã do Paquistão. E aí o Talibã do Paquistão, eh, ele ajudava o
Talibã do Afeganistão quando eh os americanos estavam dentro do do Afeganistão e o Paquistão permitia isso. Paquistão era aliado do Talibã. >> Nossa, >> porque ele queria destruir os Estados Unidos ali, queria criar problemas. Tanto que onde que onde que o Bin Laden foi encontrado? No Paquistão. >> No Paquistão, né? >> Eh, só que agora essa história se voltou, a ironia da da história é que ela se voltou contra o Paquistão. Porque uma vez que eh o Talibã do Afeganistão não tá mais lutando com os americanos e o Taliban do Paquistão não tá mais ajudando
o Talibano Afeganistão, o que que que o Talibo Paquistão quer? derrubar o governo no Paquistão. Então é uma insurgência, é um movimento de Resistência interno que quer derrubar o governo do Paquistão. O Talibã do Paquistão está atacando o Paquistão e e aí ele foge e pede abrigo dentro do Afeganistão. Afeganistão, Talibando, Afeganistão ajuda o Talibã do Paquistão. E aí o Paquistão virou e falou: "Ah, chega dessa história". Eu vou começar a atacar o Afeganistão. E e começou a atacar, diz, né, o ministro da defesa diz esses dias que antes de começar a Guerra do Irã,
que ele tá que o Paquistão está em guerra aberta contra o Afeganistão. Então, eles estão em guerra. >> E e aconteceu antes da da do ataque do Irã. >> Ah, dois dias antes. >> Fala, Bigoda. >> Ó, o Henrique Games, ele mandou uma aqui, ó. Ele fez uma brincadeira no começo. Ele falou: "Professor Xavier, acha que a China pode aproveitar que os Estados Unidos estão ocupados com o Irã e tentar algo com Taiwan?" A China pode aproveitar e tentar? Não, não acho que a China vai tentar porque ah, é porque tem uma janela de oportunidade,
ela tem que tá pronta. E eu não acho que a China está pronta. Eh, na verdade o Xinpin disse que ela tem que tá pronta a partir de 27. Não chegamos em 27 e não me parece que talvez em 27 ela esteja pronta, mas eh a decisão De aproveitar uma oportunidade só pode vir se ela tiver pronta. >> Tá pronta militarmente. >> É essa é a escolha, né? A a vontade do do eh do xijinim, tá? Então, eu não acho que ela vai aproveitar isso. E não é assim, eh, a entrevista coletiva de imprensa do
chefe da eh das Forças Armadas Americanas do Estado Maior, ele virou e falou assim: "A nossos adversários e inimigos Não entendam errado. Nós temos capacidade de projetar poder no mundo inteiro na velocidade que a gente quiser, com a intensidade que a gente que a gente quiser. Nós temos jogo de cintura para readequar a distribuição das nossas forças a qualquer momento. Óbvio que ele tava mandando um recado pros outros falarem: "Ó, não acha que porque eu tenho dois porta-aviões aqui e eu tô numa guerra aqui que eu não consigo parar essa guerra e mobilizar Todo mundo
e ir para outro lugar em 5, 10 dias?" >> É, >> então não acho que a China vai fazer isso agora. Eu acho que ela vai fazer um dia, não agora. >> Pois é. Ó, o Vinícius Vitalino, ele perguntou o seguinte: "É, tudo isso seria um movimento dos Estados Unidos para enfraquecer a China?" Eh, eu não acho que para enfraquecer a China, mas eu acho que pode enfraquecer a China indiretamente. Não enfraquecer, mas criar problemas pra China >> por causa do petróleo ou não? >> É por causa do petróleo. A China compra um petróleo iraniano
bem mais barato, >> como acontecia na Venezuela. Isso. Então, a China tá perdendo as suas fontes de petróleo barata, né? Petróleo com desconto. Por que com desconto? Porque tem sanções. E aí o Irã não pode vender para ninguém, só pode vender pra China. Aí a China fala assim: >> "China não é boba, né?" Ela vira e fala assim: "Tá, eh, eu compro, né? Mas é sancionado, é sancionado, né? Eu não quero, >> não quero, né? >> Pegar mal aqui para mim. >> Então eu pago menos. Se quiser eu compro, eu pago menos. E aí a
China paga menos. >> Tem. >> E e o Irã vende todo o petróleo Exportado, basicamente. >> É mesmo. >> É quase que todo pra China. Então, nesse sentido, cria problemas. Um outro sentido mostra que a Rússia e a China não são patrões, né, ou patronos ou tipo eh, aliados confiáveis. Por quê? Simplesmente eles não não vem salvar os amigos deles. É, >> não salvaram o Maduro na Venezuela, não salvaram o Irã da primeira vez, não estão salvando o Iran da segunda vez, Não foram salvar o Ramás. Então, no final das contas, é meio que uma
aliança de papel. Eh, a Rússia se mostra nesse sentido de aliança, um urso de papel e a China, no sentido de aliança, se mostra um dragão de papel. E, eh, as armas que eles entregam também não performam, não performaram na Venezuela os radares, baterias antiaéreas E também não estão performando no Irã. Eh, o Irã tá basicamente sobrevivendo ou retalhando com a sua tecnologia, com a sua indústria. São os shareds, os drones iranianos >> que são usados pela Rússia na Ucrânia, >> que estão causando uma boa parte do estrago. Eh, então eu não assim, eu não
acho que o objetivo, ah, eu vou fazer isso só para prejudicar a China. Eu acho que o objetivo principal é outro, mas sim, Acaba respingando e abalando a confiança, a credibilidade dessa dessa ideia de uma aliança, de você proteger os seus amigos e acaba afetando a China indiretamente. >> Entendi. >> Ó, o Leandro Bas, ele mandou aqui no chat, ó. É verdade que a Alqaida declarou apoio a Israel contra o Irã? Hã, olha, não, não ouvi falar de nada disso e acho estranho. Não acho que ela Precisaria declarar apoio a Israel. Acho que ela só
poderia ser contra eh o Irã sem declarar apoio. E voltando na guerra das de informação, você viu a a aquele ataque a a escola eh no no Irã que agora que que foi colocada a culpa em Israel e agora o próprio Irã falou que foi um míssil deles com defeito que destruiu uma >> Eu eu só vi a chamada, mas eu nem dei sequência na na história. Tem muita coisa ainda que que não dá para se saber Quem é o culpado, que que tá rolando, né? >> É assim, é uma >> o Iran tá atacando
hotel civis. É, >> então, >> sei lá, é, >> cara, é muito estranho isso. >> É, é guerra. As pessoas querem moralizar a guerra, né? Assim, eu acho complicado, é difícil. É, >> tô dizer que a gente eh que a guerra não Tem que ter regras, mas eh guerra pressupõe uma coisa destrutiva, né? Não pressupõe eh ser comedido, ser controlado, senão não chamava guerra, >> é, >> chamava outra coisa. Ah, estamos brigando, pô, você não tá em guerra comigo? Calma, né, manera? Aí, estamos discutindo, estamos brigando, estamos em conflito, não, estamos em guerra. Que guerra?
guerra no seu sentido máximo e Como eu disse aqui no começo, uma guerra que os três envolvidos queriam, queriam, pediram, estão felizes, satisfeitos, estão seguindo o caminho que era funcional para eles, pros três, cada um com seus objetivos. >> E e os três também não querem uma guerra longa, né? >> Não querem, >> é ruim para todo mundo. >> Ou pro Irã é bom >> que ela se arraste. Ela pode se Arrastar, mas o Iran também vai começar a acabar a sua munição, né? Acabar os mísseis, capacidade de retalhação. E aí o negócio vai ficando
estranho, vai ficando mais mais fraco, ele vai, >> né, correndo perigo. >> O o Putin ou o Zelanski ganha alguma coisa com essa guerra ou ou é ruim para eles ou não tem nada a ver uma coisa ou com outra? >> Olha, a única coisa que pode ser boa pro Putin é o preço do petróleo subindo. >> Ah, tá. porque aí ele tem mais dinheiro. Parte do problema que ele tá sofrendo é porque o petróleo tá caindo, caindo, caindo e ele tá perdendo recursos para continuar alimentando a sua guerra contra a Ucrânia. E nesse sentido,
um petróleo caro dá caixa e munição pro Putin, que é uma coisa que o Trump tá tentando fazer o contrário. O Trump tá a todo custo tentando fazer o Preço do petróleo cair, porque ele sabe que isso vai ter um impacto >> na Rússia também, >> na capacidade do Putin continuar lutando. e ele quer fazer um acordo com a Ucrânia ou na guerra da Ucrânia e ele tá tentando forçar o o Putin para fazer esse acordo. Ele colocou pressão e fez a Índia parar de comprar o petróleo da Rússia. Ou seja, ele tá estrangulando o
Putin no recurso, no dinheiro. Ele também tá perseguindo a a frota Clandestina de navios que vende o petróleo sancionado do Irã, da Venezuela e da Rússia. E tudo isso vai abalando a capacidade financeira do Putin sustentar a guerra. Agora, um preço do barril alto, aí ele volta a ganhar fôlego. Entendi. Eh, nesse sentido, sim. Mas isso é ruim pro Trump. Trump não quer o preço do barril alto. Isso vai afetar a economia americana. Pode trazer inflação. Se trouxer inflação, aí os Juros não caem. Juros não caem. ele tá num ano de eleição, isso não vai
ser bom para ele. Ele tá querendo quase que interferir no Banco Central a força para fazer, né, a coisa, eh, ficar do jeito que ele quer. E aí agora o preço do barril alto, isso pode afetar a inflação. Por isso que eu não acho que ele vai, eh, levar a guerra por muito tempo. >> Pois é. Fala, bigoda. >> Ó, o Gustavo Pena, ele perguntou assim: "Primeiro a Venezuela, agora o Irã. Se pudesse chutar o próximo alvo do Trump, quem seria?" >> Cuba. >> É, Cuba. >> Mas eu não acho que vai fazer uma intervenção
militar. >> Ele falou alguma coisa sobre Cuba? falou um monte de coisas, mas nada de tipo vou usar a força. Eh, ele tá fazendo um bloqueio Basicamente eh, não econômico, mas naval, aonde ele não deixa, né, eh, combustível chegar, nem energia. Então, Cuba tá >> estrangulado. >> É, mas é difícil o regime cair. Ele quer trocar o regime >> e ter alguma coisa do lado dele. >> Não, ele só quer trocar o regime porque Cuba é muito estratégico pros Estados Unidos na localização, na saída do Golfo do México, time de Miami. >> É, >> mas
a a posição eh de Cuba historicamente, geograficamente, ela dita o comportamento americano em relação a Cuba, >> que ela tem a possibilidade de fechar o Golf do México. Quem controlar Cuba consegue fazer um bloqueio naval. Se tiver um mapa aí, >> coloca, por favor, que vai aparecer a Cuba e o dos Estados Unidos do Golf do Golf Golfo do México, >> que agora é Golfo das Américas. >> Golfo das Américas, >> não, da América. >> Da América. >> Meu mapa, o mapa ainda vai tá errado. Errado, segundo o Trump. >> Claro. >> E Cuba, Taiwan,
Estados Unidos não vai se meter também. >> Talvez os Estados Unidos tenha que ajudar, né? Não, eu sei, mas no horizonte próximo. É, vai, >> não, não vai se meter contra ele. Ele tem que ir lá se meter para salvar Taiwan. >> Se acontecer algo, né? >> É, se ele não salvar o salvar Taiwan. Aí >> Coreia do Norte se manifestou. Tá quieta, >> tá quieta, não tá quietinha. >> Ninguém lembrar dela é bom para eles. >> Isso. Ele tá ensaiando a troca de poder. >> Olha, mas a coisa mais louca e e Rock é
que esse ano tem tem Copa nos Estados Unidos, cara. >> É, >> no meio do ano. Como vai ser essa doideira? >> É. Essa briga com imigrantes, guerras rolando e uma Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá. E você acha que alguém vai lembrar dos outros problemas? Você acha que vai ser normal? >> Acho que as pessoas vão olhar e vão ligar a chave de >> carnaval, novela, Copa do Mundo, >> culo. É, >> sei lá qual é o é o circo que do momento que vão, >> ó lá a >> Olha onde
olha onde, >> cara, é muito mais próximo do que eu imaginava. Então, imagina se você fizer uma linha do lado de Cancum até Cuba, fechou aquele lado, certo? >> Aí você faz uma linha do outro lado ali, >> eh, da outra costa de Cuba, né, para cima e passando por K? West até a ponta Da Flórida, Miami, você fechou o outro lado, >> fechou total. >> Você faz um bloqueio naval, é um território muito estratégico. Cuba é para os Estados Unidos, o que Taiwan é para a China. >> É >> simples assim. Por isso, eh,
que essa obsessão no passado, no presente e no futuro sempre existirá em Relação a Cuba. >> Mas Cuba já teve muito mais forte por conta da União Soviética, né? >> Claro. E da Venezuela. >> E também da Venezuela. >> É porque ela era sustentada pela Venezuela. >> Ah, não sabia. >> Depois da União Soviética. E agora sem a Venezuela e sem a União Soviética e sem a Rússia, a situação tá feia. Entendi. >> Mas e o problema ali é que a situação é Tão feia e a população envelhecendo e aqueles que tinham alguma disposição de
lutar já fugiram do país, já não moram mais lá. Então você ter assim uma situação de extremo desespero, insatisão, >> pobreza >> não. E e uma assim, cara, você tipo tá no você é de uma outra geração, os jovens não tão mais ali, não vai sair um monte de >> gente vai pra rua que nem na >> idoso na rua. Você tem que ter os jovens ali, não tem mais isso. E o nível eh de problema é tão grande que o o cara assim, ele não consegue fazer todas as refeições num dia. Tem limite do
que ele pode >> é ele não tá sabe, >> eu fui para lá, não tem papel higiênico em casa. >> É, então >> é nesse nível. Você viu, >> pessoal? Banheiro, antes da gente fazer prognósticos do que vai acontecer aqui pra frente. Então, escolha bem a pergunta. >> É isso aí, ó. O Giovani, ele falou assim: "Detalha um pouco a revolução islâmica". E como osatulá tomaram o controle do Irã. >> Bom, esse assunto é ele é grande, Giovan. Mas assim, eh, é uma, eles tomaram conta porque existe uma Insatisfação muito grande com o Chá. Apesar
dele ser um cara que tava modernizando o Irã, ele ainda assim é era muito repressor, muito mesmo. Então ele ele foi perdendo o apoio e a coalizão que derrubou ele não era só de fundamentalista islâmico, você tinha comunista, você tinha eh os comerciantes, você tinha um monte de gente que se voltou contra ele. E os aatolás, né, os religiosos Se mostraram ou se apresentaram ou apareceram como os mais organizados depois que ele caiu. Então eles foram capazes de acabar meio que vencendo, mas teve uma resistência para não eh se tornar ou, né, não ir na
direção de uma revolução islâmica, eh não deixar os religiosos tomarem o país, mas eles estavam muito mais bem organizados. Eh, o Cominei Comen, ele escrevia muitos discursos, ele foi criando uma um exército De jovens doutrinados, com um discurso muito anti-americano, antiocidente, eh com até uma justificativa assim, porque a influência dos ingleses e dos americanos na indústria do petróleo e tal, eh, colocou favorecia esses líderes que estavam no poder, né? E e a população foi ficando incomodada. E aí esse é um campo fértil para esse tipo de ideologia eh salvadora da pátria, eh nacionalista, Mas eles
recriaram a identidade nacional iraniana com uma roupagem religiosa, tá? E isso e esse foi o problema. Então, hoje o Irã ele tem que ele vai ter que se redefinir o que que é ser iraniano. >> É, >> e eu sei que existe, né, uma eh um resgate ou uma conexão milenar com a civilização persa. Mas o que que é persa? >> É hoje em dia, >> persa é ele é um xita, entende? O o regime islâmico, ele ele fundiu a noção do persa com o xísmo. E então as expressões dessa identidade precisam ser recriadas. E
e claro que a pergunta vai ser: Como que se abarca os outros povos? Se é uma civilização persa e um país multiétnico? Eh, a religião serviu em algum momento para ser esse elo de conexão, mas para aqueles que não são religiosos, o país deles foi sequestrado por uma >> Sim. por uma opressão. >> Isso, por uma por uma doutrina religiosa completamente fanática, >> é >> obsecada, paranoica, com o inimigo externo. Só pensa nisso. Tudo é planejado por alguém de fora. Eh, todo mundo é inimigo do do projeto, da revolução, do estado. Todo mundo é super
vigiado. é uma coisa, claro, né, retrógrada, eh, anti direitos, anes liberdades individuais e Tudo mais. Por falar falar nisso de liberdades individuais, de opressão em relação às mulheres, né, uma mulher foi morta porque um cacho saiu e apareceu e várias outras questões que a gente fica sabendo. A gente trouxe aqui, fez um programa especial só com só com iranianos, né? duas iranianas e um e dois e dois iranianos aqui. >> Legal. >> E o que a gente vê é um distanciamento Tão grande entre o povo iraniano e o que a esquerda, principalmente aqui no Brasil,
no mundo, entende que é melhor para eles. Eles estão falando uma coisa e as pessoas falam: "Não, vocês não sabem de nada. O que o que a gente quem sabe é a gente". Então esse anti antiamericanismo parece que tá acima de coisas que o pouco do que a gente falou do que eles defendem que é eh as mulheres serem iguais e tal. E parece Que por que que existe esse distanciamento e não e não tá todo mundo junto em relação à queda de um regime tão opressor em relação aos gays, às mulheres? >> Ho, eu
acho que hoje tá todo mundo contra o regime. >> Eu não vejo isso nas redes sociais. Pode ser. >> Bom, >> não, não. Quem aqui no Brasil? >> Aqui no Brasil. >> Ah, não, não. >> Sim, é isso que eu tô falando. >> O que a gente vê, a gente lamentando a morte do líder supremo. >> Tá falando lá do povo iran lá. Sim, a gente vê a galera indo pra rua. Eu tô falando aqui e eu não sei como é nos outros países, mas eu acho que são é parecido aqui de uma parte da
população simplesmente eh eh lamentando a influência a influência de outro país em relação a a A ao que tá acontecendo, né? A queda do líder supremo e que você não faz isso. Isso é discutivo, é claro. Mas e a situação? E as pessoas que estavam sendo mortas porque estavam saindo na manifestação, por que que isso não é não entra no nesse peso? Não, não, não é, >> é porque as pessoas são escravas da ideologia, né? Eh, a ideologia ela e ela deixa as pessoas cegas, burras, elas não conseguem raciocinar, elas não conseguem ter coerência, elas
recebem uma cartilha E elas seguem a cartilha. E a cartilha não é diz: "Defenda as mulheres, >> é >> a cartilha é lute contra os inimigos". Quem define quem são os inimigos? aqueles que escreveram a cartilha, se fosse uma luta só pelos valores ou princípios >> que deveria ser, né? >> Isso aí existiria coerência e consistência. Aí Você vai lutar pela defesa das mulheres em todos os lugares, em todas as condições. >> Por que que eu tô falando isso? Porque tô vendo mulheres iranianas ou mulheres eh em defesa das mulheres iranianas sendo atacadas porque estão
defendendo as mulheres com o discurso de que elas não sabem nada, que na verdade é um é um é um imperialismo que tá sendo tá destituindo um governo e não sei o quê e tal. e um Discurso que nos sustenta. E até ontem a a grande justificativa, você vi vocês viram que o Israel destruiu um prédio ou é uma escola e matou não sei quantos civis e todo tudo que Irã tá o Irã tá fazendo atacando eh eh prédios civis, hotéis e e coisas que e civis, né, alvos civis, não é levado em conta. Então,
é uma discussão que eu não sei se você entra, mas eu nem entro na na nas redes sociais porque não tem uma não tem um ganho. Assim, eu não sei como como que Se discute isso. Se uma pessoa tem um argumento como esse, >> então exato. Você vai você vai para onde da partir daí? >> O raciocínio >> é errado. Um país entrar e matar um líder de outro país. É. Agora veja o contexto. Você não pode tirar o contexto. >> As premissas assim, eu já nem eu nem tô entrando nessa discussão, porque para mim
essa discussão ela é morta. Qual Discussão? Que ai se isso pode, se isso é um desrespeito ao direito internacional ou não. De novo, essa história >> é >> não existe mais direito internacional. As pessoas não entenderam. Todos os dias, todos os noticiários, todos os eventos do mundo só falam de uma coisa, >> é o colapso da ordem internacional. >> Todos os economistas, todos os Escritores, todos os pensadores. O que significa dizer que é o colapso da ordem internacional? >> A ordem como nós conhecíamos, e a palavra ordem, ela tem um sentido aí que é que
é qual é o oposto de ordem? Desordem, caus. Se acabou a ordem internacional, a gente está vivendo num lugar de quê? De desordem >> e de acomodação de novas regras, né? >> Isso. E que não foram criadas e que não existem. >> Mas isso começa com a invasão da em 2014 da da União Soviética ou vem um pouco mais anterior? >> Eu a a minha análise é a seguinte: o direito internacional sempre foi e sempre será frágil. >> Por quê? Porque nós não temos valores eh universais >> eh estabelecidos. >> Sim, faz sentido. >> Eh
confirmados. O que que é um valor universal estabelecido e confirmado? >> O que eu acredito que é um direito é o que você acredita que é um direito. >> Mas aí você vira para 8 bilhões de pessoas e fala assim: "Tá todo mundo de acordo? >> Mulher, mulher tem o mesmo direito que homem? Mulher pode votar?" Não, não, não, não, não. Ei, eh, todo mundo tem direito a cultuar o Deus que quiser. Não, só tem um Deus. Todo mundo tem direito a votar e e mudar de Não, não é assim. E aí, como você vai
entrar no Acordo? >> Não existe direitos universais. Não existe aquela ideia existe existe um sonho, eh, um ideal de se alcançar, se descobrir e se falar, talvez ontologicamente >> até a igualdade, a ideia de igualdade é diferente. Isso não, mas talvez assim, do ponto de vista filosófico, ontologicamente, é possível você identificar a existência de direitos universais, Mas para você aplicar isso, codificar e fazer todo mundo aceitar, pô, esquece. Então, não tem. Se não tem, como é que você vai falar em direito internacional? >> É >> o que é o direito se você não tem a
regra que todo mundo aceitou. Ninguém nunca concordou com nenhuma regra internacionalmente. >> Pois é. >> Eh, as regras são aceitadas desde que Não seja no quintal dele. Isso não é uma regra legítima. >> Vocês podem fazer o que que você quiser, mas aqui no meu país é assim. >> Isso. >> Crianças de 12 anos podem casar com com >> e são um milhão de coisas assim, sem fim. Então essa é primeira coisa. Segunda coisa, ninguém codificou isso. Não tem constituição do mundo, não tem lei universal, não >> tem tratado. Mas o tratado é igual a
uma Lei? Não. Por quê? A lei tem poder de aplicação. Uma lei sem poder de aplicação é uma lei que não pega. O Brasil a gente conhece bem isso. Lei que não pega. O que é uma lei que não pega? É uma lei que não é fiscalizada, que não é cumprida e que não é aplicada. Pra lei pegar no Brasil, você precisa de autoridade exercendo coerão para que a lei pegue. >> É >> certo. >> No caso do mundo, não existe uma polícia do mundo, né? >> Isso. Então tá bom. Você estão vendo como como
o negócio é muito frágil. O negócio é voluntário. É voluntário. É você voluntariamente fala: "Tá bom, Roque, nós vamos combinar que eu não faço isso, você não faz isso". até o dia tal. Outro dia esse acordou meu virado pós Segunda Guerra teve vários acordos sobre guerra, o que pode, O que não pode. >> Mas aí basta alguém descumprir para não valer. Por quê? Porque não tem aplicação da lei. >> Porque não porque a regra ela foi criada de um jeito >> eh voluntário. Basta você não querer mais participar. >> A ONU. Então ela cada vez
é é é menos relevante. Como a Liga das Nações fracassou e nós chegamos na Segunda Guerra. É >> o processo de decomposição da ordem internacional é um indicador de que nós estamos próximos de um grande conflito mundial vendo o passado. Já aconteceu isso ano passado. >> É isso. E que OK, antes foi a Liga das Nações, agora pode ser a ONU. E outros momentos foram outros arranjos de ordem diferentes entre impérios, entre equilíbrios de poder, ordens que foram estabelecidas Com outros mecanismos de força e de poder. Essa ordem foi uma ordem liberal no sentido do
direito, da do estado de direito, >> certo? Mas é um estado de direito diferente do estado de direito nacional na esfera doméstica de um país. É um estado muito frágil, porque não tem governo do mundo. E não dá para ter governo do mundo se todo mundo é tão diferente. >> Pois é. Não tem os Estados Unidos quando Povos são tão diferentes. Tem ser essa polícia do mundo, né? >> É, mas aí é uma outra é uma outra discussão. Mas assim, quando povos são tão diferentes, normalmente eles não ficam juntos. Sim. >> Não é isso que
acontece com todo mundo. >> Você tem uma relação, >> isso vai no núcleo, no núcleo da gente mesmo. >> Isso. Do indivíduo, né? As pessoas duas pessoas duas pessoas se casam e aí a Relação elas começam a perceber que elas são muito diferentes. O que elas fazem? >> Separam. >> Se separam. >> Povos querem se separar. >> É, >> os catalãos querem se separar da Espanha e vários outros. Os escoceses querem se separar. Isso. >> Eh, então, como é que a gente acha, se tem um monte de gente querendo se separar? Aliás, dá até para
fazer uma Analogia, né? Nunca nós tivemos tantos divórcios no mundo. Imagina se o indivíduo quer se separar tanto, cada vez mais, como é que as pessoas estão sonhando que o mundo inteiro >> coletivamente vai caminhar para uma união, sendo que o contexto político, geopolítico, econômico, eh social, todo leva a gente para mais separação. É a rede social criando os nichos isolados. é a polarização, é a economia do mundo, a globalização, é a Guerra comercial, são as tarifas, é o fim da globalização, é o fim do livre comércio, eh são as guerras todos os momentos, são
as rivalidades, as incertezas, as forças são todas de separação, não são de união. Num contexto desse, tudo que não vai acontecer é ordem. Então, não sei porque que essa conversa existe, >> a não ser que é fora que >> o ataque alienígena. >> Isso de novo, essa é a única saída, >> talvez, né? >> É, mas dado o estado que o status e estado que nós estamos hoje, >> acho que nem isso, né, une as pessoas, >> eh, certamente um grupo de humanos iria trair os outros humanos para ganhar uma vantagem com os alienígenas. com
certeza >> e iriam se associar aos alienígenas. Eh, E aí a possibilidade de um grupo de humanos fazer isso faria com que outros grupos pensassem: "É melhor eu fazer antes porque senão eu vou me dar mal". Então é melhor eu chegar primeiro. >> Teoria dos jogos, >> isso. E oferecer alguma coisa para esses alienígenas e falar que eu tô do lado deles. >> É, >> para que eu me dê bem antes que o outro Se dê bem. >> Pois é. Não tem solução. Manda aí, Bigoda. >> Ó, tem aqui mais duas perguntas. A próxima delas
é do JX John. Ele falou: "Se os três e queriam realmente a guerra, o que o Irã ganharia com a guerra?" >> É, o Rock já explicou >> exp o que que o Irã ganharia com a guerra. Ele estaria numa posição de barca, ele teria uma posição de barganha Melhor >> porque ele tem algo a oferecer hoje. Ele não tem algo, nada a oferecer. O que os Estados Unidos quer? Não enriqueça mais urânio e não construa mísseis um arsenal balístico. O Irã não quer nem deixar de fazer um nem o outro. Depois da guerra, a
ele vai falar assim: "Olha, eu paro a guerra". >> Ele tá contando com a opinião pública também. Tem >> olha, eu paro, eu eu abro o estreito de Ormus. É, >> eh, ele vai falar um monte de coisas que não eram opções, ele falar, vai falar, eu paro com a guerra, então daí? Então, a guerra traz o Irã para uma posição de barganha melhor em relação aos Estados Unidos, eh, e os objetivos do Irã. Vamos falar do Street de Ormus. Coloca na lá na na tela o o mapa estrategicamente. >> Ó, o Rubio acabou de
dizerã >> que Ele tá alertando o Irã, né, que os ataques mais pesados nem começaram >> dos Estados Unidos. >> É, >> é, >> é porque realmente, né, >> é, foi, foi, são dois dias, >> são coisas pontuais, né? É. E e o que que o que que o Irã pode fazer com esse estreito? E o que os Estados Unidos >> ele tá fazendo, >> já tá fazendo, >> tá? Ele está parcialmente obstruindo o estreito. >> Como que faz isso? >> Eh, ele ele tem a ele ataca um ou outro. Eh, não legalmente, mas agora
parece que a notícia veio que legalmente hoje ele declarou, tá até vendo aqui, eh, o estreito é aquele para cima de Dubai lá, é aquele estreito, né? Aquela curvinha. Isso. Eh, pera aí que eu queria ver aqui qual que Foi a notícia. Exatamente. Então, ele pode explodir ou fazer alguma coisa. >> Não, ele pode ele pode fazer um um soft closing, >> que é >> que é tipo assim, ele vai lá e fala: "Eu vou atacar qualquer navio que vai passar aqui". >> Quer arriscar, tenta aí. Aí o que acontece com o preço do seguro
>> explode, vai, >> explode. E aí nenhuma eh nenhum cargueiro que transporta fala: "Eu não vou gastar esse dinheiro, não dá não vale a pena". >> Fora que tem um risco de verdade, não é? O seguro vai me pagar ou não. Eu vou perder o meu navio, >> tipo, tá bom? Não importa que você receba o dinheiro, vou perder o navio, quanto tempo demora para eu comprar outro, construir outro, tal. Então tem esse problema. Eh, tem uma outra coisa acontecendo. Todos os GPSs da região não estão funcionando direito. >> Por quê? >> Porque é uma
guerra. E no meio da guerra você tem todos os equipamentos de jamming eletrônicos >> atrapalhar o inimigo, né? >> Isso. Todos os mísseis, os drones precisam. Então, a navegação desses navios, >> sa, >> o GPS desses navios não está funcionando direito. Não dá para eles navegarem um navio desse tamanho a olho nu sem o GPS. ele tem que saber exatamente onde ele tá indo, então prejudica ainda mais. Existe esse fechamento parcial. O que eu tava tentando ou ver aqui que eu vi uma notícia que >> eh que a Guarda Revolucionário disse que o Straight Jormus
está fechado. E isso não é eu vou atacar, não passe, Isso é eu fechei >> o o Irã. Isso, o Irã dizendo isso, eh, e que ele vai colocar fogo em qualquer navio que passe. >> Inclusive, um foi atingido já. >> Já. >> É. >> E então, se ele fecha eh eh o estreito, >> Estados Unidos tem que intervir para abrir, >> tem que abrir, todo mundo quer que abra. Então esse é o é uma discussão, >> mas mas o poder de fogo deles é não tá lá, é distante. É, ele tem botes, barquinhos, embarcações
pequenas >> e tem uma outra coisa que ele pode fazer que é muito mais severa, >> que é ele minar o estreito. >> Nossa, >> é >> minas marítimas. >> Isso aí é uma outro nível de complexidade para retirar as minas. >> Com certeza. >> Por isso que um dos objetivos americanos nessa guerra é destruir a marinha iraniana. e conseguiu algo. >> Não, mas tá tá afundando. Mas um dos um dos quatro objetivos é destruir a Marinha para que o Irã não possa mais exercer influência no estreito, no Golfo e atrapalhar todos os outros países
da região. >> Caramba. >> Porque ele não, ele não precisa atacar Só um país, >> ele simplesmente fecha um lugar por onde todo mundo passa. Eh, então é, essa é a discussão. E aí tem níveis, né, de discussão do que que é eh fechamento, entendeu? Eh, reduzir o fluxo enquanto a gente pode considerar um fechamento. Isso já foi feito em algum momento da história? >> Fechar esse estreito. >> Não, >> caramba. >> 1/5 do petróleo do mundo passa por ali. Por isso que o preço, o dado que o Iran tá fazendo >> ainda não explodiu,
né? Preço tá muito baixo. >> É, >> na guerra, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o petróleo bateu 130. >> E tipo, isso daqui é bem pior do que a Rússia invadir a Ucrânia para a indústria do petróleo. >> Com certeza. >> Essa essa é uma discussão interessante, né? Todo mundo tentando prever o futuro, entendeu? Tentando. Então, vamos falar sobre isso. >> Vamos, vamos. Eu acho que todo mundo, economista, gente de geopolítica, é, políticos, estão, inclusive o Brasil tá falando, tá, que que eu posso ganhar ou perder com essa guerra? E a gente como como
pessoa física ou jurídica também preocupado. Para onde a gente vê isso? Daí é muito recente ou existe uma algum tipo de previsão baseado em alguns dados? Tem gente que estuda isso, como que é? >> É tipo o o a >> não é simplesmente um chute, né? O campo do conhecimento, da previsão, ele ele é um campo difícil. >> Sim. >> Eh, a gente assiste isso todo dia com pesquisa de opinião de eleição que não funciona. >> Inclusive com as com a pesquisa de opinião influenciando a eleição. >> Influencia a eleição e influencia >> porque o
pessoal não leva isso em conta também. Ah, >> errado. Não, mas hoje hoje todo mundo já tem bastante preconceito, né? >> Você fala: "Ah, pesquisa falou isso. Ah, a pesquisa é roubada, a pesquisa é mal feita. Ah, esse eh eh eh esse instituto é comprado, tem toda essa esse ceticismo. >> E por que que tem esse ceticismo? Porque é pensa, é é tem que o instituto necessariamente eh tem malandragem, mas se ele pergunta para você alguma coisa, né? Eh, se ele pergunta para você, por exemplo, em que que você vai votar? O que que você
vai fazer? Você não tem, tipo, problema algum em fazer o quê? em falar qualquer coisa, certo? >> Certo. >> Tipo, você não tem risco em em falar ou Não. Eh, agora quando existe um um outro meio, isso é uma coisa nova, não é tão novo assim, mas agora que o mundo redescobriu isso, são os mercados de previsão. Que que é isso? Mercados de previsão eh são lugares, mercados onde as pessoas compram contratos de eventos futuros. como comprar contratos de 20, dá um exemplo. >> É, por exemplo, sei lá, dentro do mercado de commodities e do
mercado financeiro, existe isso há muito tempo, >> tá? >> Então, imagina que você é um exportador, né? Você vende soja e o preço da soja tá atrelado ao dólar. >> Sim. >> Então você tem um contrato em dólar, mas esse contrato, o preço do dólar pode variar. Como que você se protege disso? >> De um de eu não quebrar, né? Isso porque você tem um contrato que você tem que fornecer um negócio em dólar e se o preço se o preço do dólar mudar demais Pode te destruir. Você pode ganhar dinheiro, mas você pode perder
tudo. >> Exato. Po, pode inviabilizar o meu negócio. >> Então, mercados futuros foram criados para isso. Então, você compra o dólar no futuro, certo? Isso já existe. >> Você compra um contrato de dólar falando: "Olha, eu acho que o dólar no futuro vai valer tanto". E imagina que você vendeu o dólar no Contrato hoje do seu produto a um valor, >> só que você tem medo que o dólar suba demais ou caia demais. >> Coloca no contrato, contrato que acontece o que acontecer, o dólar vai valer tanto. Não, >> não, não, não é um outro
contrato. Você tem, você tá vendendo soja, >> tipo, soja e em dólar, tá de um jeito, pronto, esse é um contrato seu de soja em dólar. E aí você tem o medo porque o seu contrato é em dólar, tá bom? Então Você precisa de um outro eh futuro do que vai acontecer com o dólar. E aí você compra um contrato futuro de dólar, aonde existem mercados que já fazem isso há anos, décadas, tipo uma coisa muito antiga. São os mercados futuros, a bolsa futura, eh, BMF no Brasil, tipo, e a bolsa de Chicago nos Estados
Unidos, que são bolsas que vendem ativos futuros, contratos futuros. >> Futuros, cara. >> Quanto que vai valer o a soja daqui um ano? Quanto que vai valer o dólar daqui um ano? >> E como é muito dinheiro envolvido, a taxa de acerto dos caras é maior. >> Não, mas calma, eu só tô, eu não tô falando de previsão, tô te mostrando, >> eu tô te mostrando o que que é a essência desse negócio, entendeu? >> Então, veja, >> isso existe, não é de agora. Existem mercados no mundo que tentam falar do Futuro, mercados financeiros, eles
não tão tentando prever, mas eles, você tá comprando um contrato de um valor no futuro daquele negócio que vai afetar o seu negócio. >> Para que que você faz isso? Para se proteger. >> Então é uma espécie de seguro, é um red, >> entendeu? Você compra o dólar lá na frente num preço ou tal preço porque você vendeu a tanto em outro preço e se subir, se você perder dinheiro aqui, Você tem o dinheiro que você ganha ali e aí você compensa suas perdas e diminui as suas perdas. Então isso serve como seguro. Isso já
existe há muito tempo. Mercado. Vou dar um exemplo porque eu não sei se é assim, a gente ganha em dólar aqui no YouTube. >> Eu posso chegar no meu banco e falar assim: "Eu vou travar o dólar nisso >> e >> e eu vou receber lá, mas eu tô travando nisso. Eu posso ganhar ou perder porque O dólar >> isso. Mas a operação para você travar o dólar aqui é o seguinte. O banco vai virar e falar assim: "Compra contrato de dólar futuro X." >> É assim que ele fala. É exatamente isso. Só que eu
tô te dizendo na prática o que que o banco, você travar, o que que ele vai falar para você, ele vira para você e fala assim: "Tá, então pra gente travar nesse preço que você quer, vamos comprar um contrato futuro de dólar, sei Lá quanto, tá? Ele quer uma contrapartida." Isso. E essa contrapartida existe num mercado que é o mercado derivativo.Entendi. >> Que é um mercado que comercializa o futuro das coisas de ativos, commodities, dólar, ouro, sei lá, tudo. O que que é o mercado de previsão? Ele é igual a isso. Só que em vez
da gente falar só, ele também fala dessas coisas, isso que é o interessante, mas em vez da gente falar só eh só dessas coisas, Ouro, dólar, soja, vamos falar de eventos, >> eventos também. >> Isso. O que vai acontecer? Porque assim, a gente tá falando qual vai ser o preço do dólar. >> Sim. >> É, é o preço de uma coisa. Vamos falar do evento X, >> por exemplo, guerra, pandemia também. >> Isso. Vamos ter uma pandemia em 2026. >> Tipo, possibilidade. Qual é a Porcentagem de chance de ter uma nova pandemia? A chance de
ter uma guerra de É isso. >> E na verdade a pergunta não é essa. A pergunta é ô Vilela, você acha que vai ter uma pandemia em 2026? >> Para mim? >> Isso eu te pergunto. >> Eu não sei. >> Tudo bem. Você não tem uma opinião, >> então você não entra no mercado. Opinião. E quem tem essa opinião? >> As pessoas têm. As pessoas têm opiniões. >> Ah, mas não necessariamente especialistas. As pessoas têm uma sensibilidade. >> Todo mundo, todo mundo tem a sua opinião e aí ela pega e entra no mercado. >> Eu
tenho, eu não não falei porque eu tenho, eu acho que vai ter uma outra pandemia, mas eu eu não tenho base nenhuma. Eu só tenho, tudo bem, pelo que eu escuto aqui. >> Talvez se eu virar para você e falar Assim: "Eh, você acha que existe a chance de nascer um outro podcast no Brasil eh que vai ter 10 milhões de seguidores? Eu acredito que sim. Em 2026? Não. Não >> é? >> Mas por que que você acha isso? Porque você é o cara que, pô, você fez isso, você vive nesse mundo, entendeu? Então você
aí você opina, você entende, você opina, >> tá? Tá. >> É, é, é assim, o que as pessoas estudam, se informam, trazem conhecimento, entendem, acompanham a coisa, elas têm opiniões. >> Sim. >> E o mercado de previsão vai te perguntar, vai colocar um contrato dizendo o seguinte: você eh acredita que teremos pandemia em 2026, uma pandemia? Sim ou não? Só tem duas opções. Sim ou não? >> Você acha que sim, aí você vai lá e compra o contrato do sim, >> tá? >> O outro acha que não. >> Compra o contrato >> contrato do não.
Que que vai acontecendo? Muita gente vai entrando e todo mundo tem a sua opinião, a sua informação e o seu conhecimento, >> tá? Quando você agrega toda essa opinião de todo mundo junto, isso tem um valor e Um poder de previsão gigantesco, maior do que qualquer outra coisa. >> Caramba. >> Por quê? É o que a gente chama de sabedoria do coletivo, a sabedoria do grupo, a eh o wisdom of the crowds, >> tá? >> Eh, por quê? Porque você tem uma informação que eu não tenho, Eu tenho uma outra informação que você não tem.
Quando vai juntando todas as informações de todo mundo, ela passa a ser expressada ou representada na probabilidade >> desse denominador. >> Isso. Do mercado de previsão, do evento. Por que que os caras inventaram isso? >> Mas tudo, claro, é uma amostragem sempre >> do quê? >> Do total. Sempre é uma amostragem. É uma é um ou ou é muita gente que é Entrevistada e e >> não é entrevistada, você entra lá para comprar um contrato. >> Ah, é só quem compra. >> Isso não é vou, se eu perguntar para você, a sua opinião é diferente
de você entrar lá. >> É uma coisa eu colocar dinheiro e outra coisa só responder. Entendeu? >> Isso. Isso. Quando você coloca dinheiro, você realmente acredita nas coisas. Então você entendeu a força, a Diferença. Estamos tentando fazer uma comparação aqui entre aí. Não tem ideologia, não tem nada. É onde eu tô colocando o meu dinheiro. >> Isso. Você pode ser de esquerda, meu amigo. Mas você acha que vai acontecer? Você acha que o Lula não vai ser candidato? Você queria que o Lula fosse candidato? Vamos supor. É que não, esse não é um bom exemplo.
Não vou dar um exemplo que o pessoal vai entender. Eu sou corintiano. >> Isso. >> Corinthians tá muito mal e eu vou apostar eh quem vai ser o campeão desse ano, sendo que o Palmeiras tá muito forte. Onde eu vou colocar meu dinheiro? No time de coração, onde eu acho que vai ter retorno? É, >> é. >> Esquece o esporte. Não, não vamos usar o esporte, mas vamos entend eu não tô colocando no que eu queria, eu tô colocando no que eu acho que vai dar. >> Isso. A a o o seu exemplo do esporte
é para mostrar uma coisa que as pessoas têm uma paixão. E é isso que eu tô querendo. Quando você pergunta numa pesquisa de opinião, >> quem você acha que vai ser eleito, o que que a pessoa responde? >> O candidato que ela gosta, >> que ela gostaria que >> ela gostaria. >> É o que ela realmente acha que vai acontecer? Não, a pesquisa de opinião Ela tem um uma deficiência exatamente porque o cara falar qualquer coisa, meu, você não tá perdendo nada na sua vida. >> A hora que você tá, colocou o seu dinheiro num
contrato, aí você só coloca, eu te perguntei, você acha que vai ter pandemia? Você falou, cara, não tenho opinião sobre isso. Você não vai botar. É, >> mas se eu te perguntar sobre podcast, >> sim, eu coloco dinheiro. >> Aí você coloca, você entende do assunto, a sua área, você respira isso, cara. Quantos anos você tá fazendo isso? Qual o tamanho do do seu canal? O que que você tá aqui fazendo? Tipo, você tem você tem conhecimento, você tem informação, eh, você não é alienado. Então, é um mercado de contratos, de eventos. O evento vai
acontecer ou não? Sim ou não? >> Sim. Sim. Quando quanto mais gente fala que vai acontecer, O o preço e a probabilidade do negócio aumentam, porque não tem interferência da plataforma, entendeu? É um mercado real. >> Tipo, você quer vender seu carro, eh, tem 10 caras querendo comprar, que que você faz com o preço? O preço aumenta. Por quê? A probabilidade de alguém comprar são 10. É, >> se se não se você tá >> ninguém tá querendo, vou ter que baixar o preço. >> Você vai ter que baixar o preço, então a probabilidade do evento
cai também. Então o preço tá sempre atrelado à probabilidade do que as pessoas acham que vai acontecer. Mas o ponto aqui, o mais interessante disso tudo, >> para quem trabalha com conhecimento, com informação, com notícia, com uma discussão que a gente tem o tempo inteiro aqui, >> você passa o tempo inteiro me perguntando, mas o que que você acha que Vai acontecer? >> Tipo, para onde a gente vai? pesquisa de opinião não vai te dar essa resposta. Ninguém vai te dar essa resposta tão bem, não quer dizer que sempre vai tá certo, mas na maioria
das vezes os mercados de previsão são capazes de dar a resposta mais certa. Por quê? porque ele é um agregador coletivo de uma imensidão de opiniões de todo mundo. E aí isso fica evidente. Talvez você tenha uma Informação eh privilegiada >> e isso vai ser transparecido >> no mercado. Então a gente vai conseguir saber. Isso existe nos Estados Unidos há muito tempo. Eh, a Universidade de Iowa eh criou um Iowa Electronic Market lá atrás, que era um mercado de previsão. Agora, esse negócio tomou uma outra dimensão e explodiu. Primeiro com a Poly Market, que é
uma empresa e americana que não está sediada nos Estados Unidos E faz isso. E depois com a Causchi, que é de uma brasileira, todo mundo viu essa notícia, a mais jovem bilionária brasileira, tal. Eh, e são as duas grandes. E essas duas t contratos de eventos e os eventos, né, a plataforma, o mercado de previsão, ele nos ajuda a entender para onde o mundo vai. Ele é uma fonte confiável de informação. Por quê? Porque ele coleta a informação de todo mundo. E aí você pergunta para mim, nós vamos fechar o Straight Your Mus? Vamos olhar,
>> tem como ver? >> Tem, porque a gente tem uma >> em tempo real. Isso. >> A gente tem, eh, agora que tá abrindo aqui no Brasil, eh, a Voxfy, >> tá? >> Que é uma plataforma de um mercado de previsão. E e ali, ó, >> por exemplo, explica lá pra gente. >> Regime iraniano, >> tá? Ele ele vai ele vai achar a tela certa lá, >> tá? Bom, e aí tem os contratos e e aí qual qual o contrato de evento hoje na guerra? Que que todo mundo quer saber? >> Petróleo. >> Isso vai
fechar o estreito ou não? Então esse é é uma é um >> ah de evento. Você tá falando >> evento, >> tá? >> Eh, como funciona? É isso daí. >> Aí ó, o regime iraniano cairá até 30 de junho. 36% sim, 65% não. Isso. >> O que que quer dizer 36%? Sim. Quer dizer que 36% das pessoas compraram contratos dizendo que o regime vai cair, tá? >> Eh, e 65 dizendo que não. O o que que isso é para nós que a gente trabalha com informação, com conhecimento, com notícia, >> norte >> é um baita
de um indicador. >> É um norte. Por quê? De novo, isso daí é uma agregação, agregar, coletar muita informação de muita gente junta de uma forma muito mais fidedigna do que uma pesquisa de opinião. >> Entendi. >> Se eu fizer uma pesquisa de opinião, tipo, você vai falar, você vai dar qualquer resposta. >> É, você não vai falar para mim que nem Você disse, cara, não sei se vai ter pandemia. Você só vai falar do que você entende, >> você só vai entrar nisso sem entender da coisa, entendeu? Não é uma, não é uma um
entretenimento isso. Eh, aí olha o outro aí, ó. Eh, o Irã vai fechar o estreito de Ormus até 31 de março, 60% já tá >> e acha que sim. >> É, isso tá conectado com os contratos da lá de fora, porque a plataforma não tá Ainda, né? Ocional. Então, eh, isso é um espelho de outros contratos no lá fora no mundo inteiro. Então, isso é é o mundo inteiro achando isso. >> E não é só sobre a guerra. Ó, eu sobe, eu era, eu comprarão, os Estados Unidos comprarão a Gorelândia em 2026 86%. Acha que
não? >> Não >> é o cessar fogo entre a Rússia e a Ucrânia até a 30 de junho, 80%. Acho que não. >> Não sobe ali que tinha um outro ali. Aí as forças dos Estados Unidos entrarão no Irã até 31 de março. 77% não. >> Acho que não. Tem mais gente aqui. Acho que não. >> Entendeu? Então a a esse daqui é uma maneira eh inteligente da gente entender o que tá acontecendo no mundo, para onde o mundo tá indo. E uma curiosidade, por que que isso foi inventado? Um dos caras tava lidando com,
né, reinventado, porque como eu disse, isso já tinha um Tempão, >> mas ele tava lidando com o Brexit e aí era investidor, >> saída a saída da Inglaterra do >> E aí você tem empresas lá compradas na Inglaterra e se tiver o Brex, o que que vai acontecer com essas empresas? Elas vão perder dinheiro? Elas vão cair, >> provavelmente, né? Por exemplo, o que vai acontecer com as empresas de tecnologia de Taiwan, se a China invadir Taiwan? A o negócio dessas empresas será afetado e abalado por esse evento. Qual evento? A China invadir Taiwan, >>
correto? >> Claro. >> Então eu preciso me proteger desse evento. Mas não existe um um contrato seguro contra a China, invadir Taiwan. Existe o quê? Então, existe o evento. Se a China não invadir Taiwan, tá tudo Bem. As minhas empresas estão lá, as empresas que eu comprei de tecnologia, eu não vou perder dinheiro. Agora, se ela invadir, eu vou perder. >> Eu vou perder dinheiro na empresa. Então, como é que eu recompenso ou equilíbrio que eu perco na empresa? Eu supostamente compro um contrato ou contratos na invasão. >> Entendi. >> Porque aí se tiver invasão,
eu perco na empresa >> e ganho do outro lado. >> E aí eu faço o quê? seguro head >> é >> eu faço um equilíbrio, entendeu, >> cara? >> Os caras inventaram, pensaram nisso porque eles precisavam lidar com assuntos que iam impactar o negócio, as empresas que eles estavam investindo. Então isso é um mercado ou é como um mercado derivativo daquele que eu te expliquei Do dólar, da da soja, é como se fosse, só que ele é de previsão de eventos. Então, para quem quer entender para onde o mundo vai, olhar para esse indicador é
uma maneira assim muito eh >> assertiva, né? >> Assertiva, apurada, é uma ferramenta de análise muito poderosa e cada vez mais as pessoas estão usando porque tem cada vez mais gente utilizando o mercado e aí Mais informação agregada. Claro. >> E se a gente vive na era da informação, pô, poder usar essa informação é um poder, né? >> Sim. >> Você tá à frente de quem não tá usando essa informação. >> Isso. Porque você consegue é eh você consegue enxergar quais são as chances de uma coisa acontecer mais do que se você usasse outras ferramentas,
como pesquisa de opinião Pública. >> Sim. >> Ou conversar com um especialista. >> É >> tipo assim, >> vai dar opinião dele. >> É, ele tem o viés dele. OK. Ele é um especialista. É que nem eu perguntar para você, vai ter podcast de 10 milhões de seguidores no YouTube em 2026? Você vai falar: "Não, imagina se eu pudesse conversar com todos os grandes podcasts Do Brasil, perguntar para todos, perguntar para você, pro Igor, para não sei quem, para todo mundo e falar: "E aí >> vai ter?" Aí eu coletar o que todos vocês disseram,
aí vou falar: "Meu, desculpa, não vai ter." >> É, >> entendeu? >> Entendi. Entendi. >> Então é isso que o mercado de previsão faz. Então é é um a Voxfy é uma, ela ajuda a gente a medir. Então você me Perguntar e você me perguntar agora vai acontecer não sei o quê. >> É, eu ia perguntar isso, né? A chance de de derrubar o regime lá tá falando que a a maior parte acha que não até até >> e e a minha opinião eh analista e estudioso do assunto foi o quê? No começo da nossa
conversa. >> Pois é, >> difícil. >> É difícil, não é assim, assado, não sei o quê. Comparei com a China, expliquei, Eu tem todas umas instituições, tem toda uma estrutura colocada, a guerra tem que durar muito mais tempo. Eh, óbvio que tudo isso pode mudar amanhã. Imagina se morre mais três caras, >> começa protesto na rua. Novos eventos >> na realidade vão mudando para onde as coisas estão andando. Por isso que é dinâmico nessa nossa conversa. Você me pergunta uma coisa hoje, eu falo hoje, amanhã amanhece, sei lá, o Iran jogou uma bomba suja. Pois
é, >> que é uma bomba é uma bomba com elementos radioativos, não é uma bomba atômica, uma dirty bomb que você pega elemento radioativo e coloca dentro de uma bomba e vai ter contaminação radioativa. Não vai ter uma explosão nuclear, mas vai ter uma uma eh uma explosão, uma uma contaminação. Imagina que o Iran faz isso. É, eu vou dizer para você, o regime iraniano vai cair agora, Porque é >> o mundo não vai aceitar isso >> e pronto. Entendeu? >> E a chance de alguém ceder a bomba nuclear pro pro Irã, >> não tem
ninguém que daria, nem a Rússia, nem a China. Não, Paquistão não. >> Paquistão >> não se dá bem com o Irã e não vai entrar nessa briga. >> É. Tá. Então, mas entendeu, tipo, a lógica é como é que a gente eh Identifica o que vai acontecer. E >> tem muita gente falando que se o Irã já tivesse a bomba nuclear, não teria tido esse ataque. Você concorda com isso? >> Concordo. >> É, né? >> É. >> Ninguém arriscar, >> não. Por isso que ele quer ter a bomba e por isso que os outros não
querem que ele tenha bomba. >> Fala, eh, bigoda. >> Ó, eu tenho mais duas perguntas aqui. A próxima é do Samuel. Ele falou assim: "Professor, num cenário de guerra generalizada, considerando a posição neutra do Brasil, seríamos um dos países mais seguros do mundo hoje?" Fala de novo. Se fosse um cenário de guerra, com quê? >> É, é, se fosse um cenário de guerra generalizada, é, considerando a posição neutra do Brasil, é, se a gente seria um Um país e um dos países mais seguros do mundo hoje. >> Acho que generalizado é é a guerra a
se expandir, né? Não não ficar só no Oriente Médio e ela crescer. A gente tá distante, tudo isso pode ser arrastado para ela de alguma forma. Não, acho que a gente tá no lugar mais seguro do mundo. >> É, né? >> Brasil é o lugar mais isolado no mundo. Acho que nós estamos no melhor lugar. Eh, Brasil tá longe de todos os problemas. Brasil tem que fazer, tem que errar muito politicamente, diplomaticamente para convidar a guerra para vir para cá. >> Nossa. >> Mas óbvio que se nós estamos falando de um cenário aonde uma guerra
mundial acontece, aí desculpa, aí não dá pro Brasil tá neutro. Brasent vai ter que tomar um lado >> e eventualmente a gente vai participar da guerra de algum jeito, indireto, distante. Não é que nós vamos mandar 1 milhão de soldados, entendeu? É >> ou mandar avião ou mandar navio, alguma coisa, né? >> Isso não é nada disso. Eh, mas a gente pode dar recursos, entendeu? Um monte de outras coisas. >> Entendi. >> É, >> e essa é uma pergunta de 1 milhão de Dólares também, né? Terceira guerra mundial vem aí ou não, né? >> É,
vocês já sabem minha resposta, né? >> Sei, >> mas como foi em outro outros programas para quem tá assistindo agora aqui, >> é inevitável. É inevitável é uma palavra forte, né? >> Mas eh >> diante de todos os eventos que estão acontecendo, >> não é assim, é que vamos recontex refrasear para ser mais preciso possível, >> tá? Eu não acho que a humanidade eh não terá a terceira guerra mundial em alguma hora. >> Isso por quê? Porque a gente teve a história da humanidade é uma história de guerras e nós tivemos já duas guerras mundiais
quando a gente se tornou eh quando a humanidade se tornou capaz de acessar o mundo, >> tá? >> Não, antes a guerra não era mundial, >> era local, >> porque o mundo era local. É, >> a hora que o mundo virou global, a guerra virou global. A partir do momento que a gente virou global, ou seja, tivemos acesso a todos os cantos do mundo, aí a coisa aconteceu. Então eu diria, não tem como a gente ter estagnado na nossa decadência e falado: "Não, já foi, duas já tá bom, isso não Existe." O que que pode
evitar isso acontecer? A gente tem um outro problema muito maior. >> Ah, tá. >> Do que uma guerra mundial. E aí não vai precisar ter guerra mundial, não vai dar tempo de ter guerra mundial, porque a gente vai ser destruído antes ou vai se matar antes. A gente pode se matar eh eh com um evento ambiental, cataclisma climático. >> Sim. >> A gente pode se matar com um vírus, com uma pandemia, com uma contaminação. A gente pode se matar com um meteoro que cai na terra, a gente pode se matar com visita de alienígenas. Eh,
e a gente pode se matar ou ser morto pela inteligência artificial. Então, existem alguns outros cenários que podem criar uma destruição que inviabilize a necessidade ou a capacidade da gente ter uma terceira guerra mundial antes. >> Mas dado histórico, é é a questão de Tempo que a gente que a humanidade se envolva numa batalha que envolva vários países. >> E para ser considerada >> guerra mundial vai ter que envolver China, Rússia, Índia, Estados Unidos, Europa, >> tá? Se se não envolver esses todos, não é mundial. Põe o Japão também na história, >> tá? >> É
pequeno, mas é importante. >> Entendi. >> Não tem como. Não vai ser uma guerra mundial se não tiver a China e a Índia. Não é mundial, entende? tem que estar os maiores países do mundo, os mais poderosos, as maiores populações, >> alguns se envolvendo mais, ou menos, mas se envolvendo, >> mas vai tá todo mundo envolvido. >> Eh, eu não acho que nós estamos longe disso. Nós estamos progredindo em Direção a isso. Isso não quer dizer que essa guerra vira mundial. O stopin não é desse jeito. É uma progressão contínua, as peças vão sendo encaixadas.
Estamos caminhando para isso. No meio do caminho, outras coisas podem ser mais rápidas. A inteligência artificial pode ser mais rápido. >> É, >> o surgimento de uma super inteligência para mim é As chances deles serem destrutivos são maiores do que uma terceira guerra mundial. E e talvez eles sejam a super inteligência seja criada antes da gente chegar no estágio de que as peças estão colocadas para a terceira guerra mundial. E tem aquele relógio do apocalipse, né? O relógio da do fim do mundo que tá próximo da meia-noite, né? >> Mas quando eu falo isso, eu
não é que cada guerra que acontece >> deixa a gente mais próximo. >> Não deixa, mas não que cada guerra, tipo, pode ser a terceira guerra, entendeu? Porque quando acontece uma guerra, eu recebo >> trilhões de mensagens. Você acha que nós estamos caminhando pra guerra mundial, pra terceira guerra mundial? Estou com medo. Estou muito preocupado. Estou muito ansioso. Estou com muito medo. Não, não está colocado. Se essa guerra fosse a invasão da China, Taiwan, aí eu Diria sim. Estamos com >> pelos interesses envolvidos, né? >> Pelas forças. >> Pelas forças envolvidas e pelos interesses. >>
O Irã não é a China. >> É, >> o Irã não é nada perto da China. Quando a China fizer um movimento militar, aí sim. >> Tá. É, é a segunda maior potência do mundo fazendo um movimento militar. É natural que a primeira maior potência faça um contramovimento. Se a primeira potência não fizer um contramovimento, >> ela tá dando um sinal de fraqueza. >> Exato. E dando um espaço para a segunda maior potência assumir o posto de primeira maior potência. E isso não acontece amigavelmente. O que significa dizer que pra gente tá à Beira de
uma terceira guerra mundial, a gente precisa ter um movimento da China. A hora que a gente sentar aqui o ano que vem, 1:28 e e eu vier aqui porque a China fez um bloqueio naval a Taiwan, aí você vai me fazer essa pergunta e a minha resposta vai ser: sim, estamos próximos da terceira guerra mundial. Faz todo sentido com essa última explicação agora ficou bem claro. Que bom. Vamos. Ó, o Danilo, ele falou assim: "O tribunal de Aia ou a OTAN podem punir os Estados Unidos se entenderem que o ataque foi um crime de guerra?"
>> Ah, o Tribunal de Aia podem punir >> ou a ONU? >> Ou a ONU podem punir quem? Estados Unidos e só Estados Unidos? >> É, só Estados Unidos, né? Se entender que foi um crime de guerra >> contra o Irã. >> É, >> é. Podem punir. Mas o que que é a Punição? É >> nada. É inóculo, >> é, é simbólico. >> É simbólico. >> Eh, é política, entendeu? Eh, o tribunal deia pode punir, pode condenar o Irã, pode, vai fazer. >> É, >> pode, não vai, mas se fizer também, que que vai mudar?
Nada. >> Pois é. Quantas inspeções da ONU da Agência Atômica Internacional são feitas contra o Irã e o Irã está em descumprimento com o tratado que ele mesmo assinou? E nada acontece. Acontece o que os países contra o Irã querem que aconteça. São as sanções. Os países que gostam do Irã não fazem nada contra o Irã. Isso não é direito. O direito não funciona na base de aliança. Eu sou o juiz, você é meu amigo, então a lei não serve para você. >> É >> isso não é estado de direito, isso não é justiça, isso
chama política. política é baseada e construída em cima de aliança, de amizade, de gente que eu gosto. E aí eu aplico o que eu gosto pros meus aliados e o que eu não gosto pros outros. >> Pois é. >> Agora, para finalizar, professor, vamos Colocar um tabuleiro de war, daquele joguinho war. >> Uhum. >> Qual que é o arsenal dos Estados Unidos? O que que ele tá colocando dentro desse tabuleiro? tanto na pesquisa lá quanto a sua, não acreditam que o os Estados Unidos vão vão desembarcar um exército terrestre, pelo menos nos próximos dias ou
meses. Que que tem de arsenal? Que que pode ser colocado? Porta-avião, míssil, qual que é a estratégia dos Estados Unidos de Israel e do Irã? >> Olha, Estados Unidos é aumentar os ataques. >> É tudo aéreo. >> Tudo aéreo, só aéreo, >> tá? O Trump quer dar a entender que ele não vai dizer, que ele não tem limitação. Isso é um blef. >> Ele não vai, ele não vai mandar tropas terrestres. Não vai, >> porque isso pode mudar a opinião interna se tiver muita baixa. >> Isso. E tipo assim, quantas tropas, quantos soldados ele tem
que entrar no país terreno? É >> tipo, para fazer o que exatamente? Os objetivos até agora eles eles são claros, mas eles são eh eles são claros quais são, mas eles são abstratos ou amplos demais para você colocar soldados americanos em solo, >> tá? >> Destruir o a capacidade do Irã ter um Programa nuclear, isso é vasto. >> É >> isso é amplo. >> Destruir o estoque, destruir a marinha. Eles são tangíveis, porém são amplos. Você colocar tropas envolvidas nisso é um pouco complicado. Então é aéreo. >> Aéreo, só aéreo. E a pergunta, né, mais
crítica é quanto tempo vai durar? >> Exato. >> Duas semanas. Vamos que ver se tem algum eh mercado de previsão. Quanto tempo vai durar. Trump falou alguma coisa sobre tempo, falou que pode durar quatro ou cinco semanas, mas se quiser pode durar muito mais. Aí outra hora ele fala: "Não, não vai ser uma guerra longa, tipo é dias, cada hora ele fala uma coisa". Então fica aí o convite para você voltar, se a gente tiver uma alteração grande aí combinado >> no dia a dia. Obrigado demais, Rock. >> Valeu, cara. >> Redes sociais, cursos, sites,
o que que você tem para falar? Professor Rock, HOC, YouTube, Instagram, TikTok, eh vídeos, aulas longas no meu canal do YouTube sobre todos esses assuntos aprofundados, geopolítica de Israel, geopolítica do Irã, eh, geopolítica dos Estados Unidos, geopolítica da Turquia e, claro, o meu aplicativo que é o Rock Academy, que se você quiser ir ainda mais fundo em todos esses assuntos, aí você tem que dar uma olhada no meu Aplicativo. É uma assinatura anual, vários cursos exclusivos. Eu não sou o único professor, tem vários outros professores. Eh, e tem um feed de notícias em tempo real
para você acompanhar tudo que tá acontecendo no mundo já digerido, >> já mastigado. Eh, o que o que que eu vou assinar, o que que eu vou ler lá no bunker do Rock, que é uma parte do aplicativo, né, do Rock Academy, você consegue acessar tudo isso. Você Encontra esses links aí na minha página. Eh, acho que nós vamos deixar aqui também o link. É, >> vai deixar o link, >> deixar o link aí. >> E tem também a minha pós-graduação com a PUC do Paraná, eh, que chama Dinâmica Global. E é tudo online. Você
não precisa ter feito relações internacionais. >> Você pode ter estudado uma série de outras coisas. Você tá vendo que ter uma Compreensão do mundo é um diferencial na sua educação, na sua formação, na sua carreira. Vai fazer a pós de dinâmica global da PUC do Paraná. Eh, e você vai aprender um monte sobre, não é só geopolítica pura, questão militar, tem matéria, as disciplinas são economia internacional, finanças internacional, comunicação internacional, tecnologia. São uma série de disciplinas todas com um olhar pro mundo e pra geopolítica. Então você sai com uma percepção muito Mais profunda, apurada, vai
te dar uma vantagem bem única. nesse mundo de hoje. >> E o teu canal que você já falou, mas é muito ativo, acontece qualquer coisa, eu grudo no seu canal. >> Fiz uma fiz uma live no dia, né? Sábado. >> Sábado e domingo também. Eu acho que eu vi no domingo porque >> aconteceu alguma coisa, eu já vou pro seu canal que eu sei que você tá trabalhando lá. >> Então fiquem ligado, a qualquer momento Ele pode estar falando sobre as novidades >> da guerra e de geopolítica. >> Eh, ô Bigod, agradecer nosso parceiro que
é Insider, né? >> É isso aí. >> Tem link na descrição, o QR code aí. Hoje na tela >> que dá 20% off para novos clientes e 15% off para os recorrentes. >> Exatamente. É isso daí. >> E você tem que brilhar agora, cara, que Você vai falar agora pro pessoal. >> Isso mesmo. Primeiro agradecer a todo mundo que chegou até aqui, né, até o final dessa live. >> Mas tem que ter dado o like, senão a gente vai. >> Se você não deixou o like lá no final, lá no início, na verdade, aproveita aí,
deixa agora, tá bom? E também a sua inscrição, que é muito importante pra gente. >> Exato. E que que o pessoal escreve nos Comentários para provar que chegou até o final desse papo, bigoda, >> ó, para você provar que chegou até aqui, digita aí, professor Xavier. Professor Xavier nos comentários e a gente sabe que você chegou até o final. Fiquem com Deus. Beijo no Covel e tchau. Que bom que vocês vieram. Valeu. Fui. As opiniões e declarações feitas pelos entrevistados do Inteligência Limitada são de exclusiva responsabilidade deles e não refletem necessariamente a posição Do apresentador,
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